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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

LIÇÃO 8 - O AVIVAMENTO ESPIRITUAL NO MUNDO.

PROFº PB. JUNIO - CONGREGAÇÃO BOA VISTA II

 


                        TEXTO ÁUREO

" E mediu mais mil e era um ribeiro, que eu não podia atravessar, porque as águas eram profundas, águas que se deviam passar a nado, ribeiro pelo qual não se podia passar." ( EZ 47. 5)


                    VERDADE PRÁTICA

Somente por intermédio do movimento do Espírito Santo, o mundo pode experimentar o verdadeiro avivamento espiritual.


LEITURA BÍBLICA: EZ. 37. 7-10; 47. 1-5, 9


                    INTRODUÇÃO

A chamada à restauração no presente contexto é o renascimento de Israel na terra de seus antepassados, no Oriente Médio, envolvendo a restauração completa, nacional e espiritual. A visão que Ezequiel teve do vale de ossos secos descreve numa linguagem metafórica como Israel voltará a ser uma nação soberana reconhecida na comunidade internacional.  Essa profecia é continuação da promessa do retorno dos judeus para a terra dos seus antepassados, em Éretz Israel do capítulo 36.  É vista por muitos como a mais ou uma das mais importantes do livro de Ezequiel. Como disse Steven Tuell: “a visão do vale de ossos secos é, indiscutivelmente, a passagem mais famosa e influente neste livro”. Daniel Block afirma: “Com possível exceção da visão inicial, nenhuma profecia no livro de Ezequiel é tão bem conhecida como 37.1-14”. E John W. Wevers declara: “Esta dramática e bem conhecida passagem em Ezequiel é a descrição de uma experiência extática no mesmo cenário em que ocorre a visão inaugural”.  A patrística, principalmente os pais gregos, usava essa passagem como base para a doutrina da ressurreição dos mortos. Essa passagem se reveste de importância especial para os judeus. Foi encontrado esse extrato da profecia em Massada.  Quando os arqueólogos descobriram a fortaleza de Massada, em Israel, entre 1963 e 1965, acharam entre as ruínas os restos de um pergaminho “que estavam melhor conservados, e que se podiam ler com facilidade; continham extratos do capítulo 37: a visão dos ossos”. Massada foi o último bastião dos zelotes que resistiu aos romanos depois da destruição de Jerusalém no ano 70, sendo capturada dois anos depois.  Essa visão de 37.1-14 é parte de uma série de revelações que Ezequiel teve durante a noite anterior, quando recebeu o mensageiro com a notícia da destruição de Jerusalém (33.21, 22). Como disse Charles Lee Feinberg, “era para espalhar a tristeza do povo sobre a triste notícia. O principal objetivo da visão era reagir ao desespero e ao pessimismo que haviam tomado conta da nação desesperançada”.96 É o que mostra o versículo 11.


                    I.    O AVIVAMENTO NO TEMPO DE EZEQUIEL

1.   Calamidade e restauração de Israel  -  A maldição da aliança determinava que a deportação de Israel e a desolação de sua terra causariam consternação entre seus inimigos (Lv 26.32,33). Porém, o termo Sãmam em Levítico é vago e o modo de profanação não é especificado. Yahweh dá sua interpretação em Ezequiel, e, ao fazê-lo, revela que a questão principal não é nem demográfica nem geográfica – é teológica. No meio dos observadores estrangeiros, a remoção de Israel de sua terra havia levado a uma conclusão errada a respeito do caráter de Yahweh.   A reação dos observadores, radicalmente teocrática, é descrita por meio de duas citações diretas (v. 20b), ambas construídas como sentenças declarativas, mas, no contexto, exigindo uma interpretação interrogativa. De acordo com as percepções teológicas do antigo Oriente Próximo, a razão é lógica, envolvendo, em síntese, as percepções populares do relacionamento divindade-nação-terra. Como Deus de Israel, Yahweh era obrigado a defender sua terra e seu povo, e a prevenir a separação entre ambos.   Porém, a separação havia ocorrido, trazendo à questão tanto as reivindicações de Yahweh como as do povo. Os estrangeiros puderam concluir ou que Yahweh havia voluntariamente abandonado seu povo, ou que ele era incapaz de defendê-lo contra o poder superior de Marduque, 0 deus da Babilônia. A primeira opção desafia a integridade e a credibilidade de Yahweh; a segunda, sua soberania. Em qualquer caso, sua reputação havia sido profanada entre as nações. Assim, a corrupção da terra havia levado, em última instância, à corrupção do nome de Yahweh.   Nesse contexto, Sêm significa mais que uma marca de identificação; significa o caráter e a reputação de Yahweh. A expressão Sê m q”ds’ (lit., “nome de minha santidade”) deriva da lei cultual de Lv 20.2,3, que associa a profanação do santo nome de Yahweh com a profanação do santuário mediante abusos cultuais. Entretanto, Ezequiel tem a tendência de atribuir a profanação (hillêl) do santo nome de Yahweh a eventos históricos. Em sua anterior descrição revisionista da história de Israel (capítulo 20), em três momentos críticos o motivo de Yahweh para o gracioso tratamento de seu povo foi “para que meu nome não seja profanado à vista das nações” (vv. 9, 14, 22).   Em cada instância, a profanação teria sido resultado do fato de as nações terem tirado conclusões falsas e negativas a respeito de Yahweh, a partir do infortúnio de Israel. Semelhantemente, aqui, o exílio de Israel da terra foi como zombaria de seu caráter e reputação. Reiterando a questão central dessa primeira parte do oráculo, o v. 21 levanta a esperança de que a preocupação ou a piedade por seu nome sagrado motivará Yahweh a agir. A emoção que Yahw’eh havia anteriormente negado a seu povo é agora provocada para defender sua reputação.“   A presente preocupação pela reputação de Yahweh não é nova para Ezequiel. Por duas vezes Moisés havia feito Yahweh desviar sua ameaça de destruir Israel, argumentando que as nações iriam tirar conclusões erradas a respeito de sua motivação e de seu caráter se ele levasse seu plano a cabo (Ex 32.12; Nm 14.15,16). Como no presente texto, em ambos os casos a falha dos observadores externos em distinguir entre uma causa final humana e a imediata ação divina podia levar a uma falsa visão de Deus, portanto, da profanação de seu nome.

2.   Um vale de ossos secos  -  Essa parte do oráculo mostra o que Deus vai fazer e como isso será feito. É a restauração de Israel representada nessa ressurreição dos ossos secos. Javé revela isso a Ezequiel e manda que ele profetize aos ossos, como se fossem um auditório de ouvintes.   A pergunta de Javé ao Profeta: será que estes ossos podem reviver? serve para lembrar o Profeta do poder de Deus para trazer a vida até mesmo aos ossos, o que, aliás, já havia acontecido em Israel (2Rs 13.21). Ezequiel sabia a resposta, sem dúvida alguma, mas devolveu a questão a Javé: Senhor Deus, tu o sabes. Isso, segundo Moshe Greenberg, realça que “o profeta evita invadir a liberdade de Deus em sua resposta respeitosamente evasiva”.   Então, Deus ordena a Ezequiel: Profetize para estes ossos. E o conteúdo da profecia é: Ossos secos, ouçam a palavra do Senhor, como se falasse a um auditório ou a uma multidão. Como afirma Zimmerli, “o profeta é de repente transformado de porta-voz humano impotente para porta-voz onipotente divino Note que, em seguida, o profeta introduz o discurso usando a fórmula de autoridade divina: Assim diz o Senhor Deus a estes ossos. Ele recebe a incumbência de proclamar sobre os ossos secos a palavra profética, para que eles prestem atenção no mensageiro autorizado que vai trazer a mensagem divina: Eis que farei entrar em vocês o espírito, e vocês viverão. Esse espírito é o elemento crucial para a vida. A expressão hebraica rûaḥ wîḥyîtem, “espírito e vocês viverão”, traduzida na Septuaginta pela expressão grega pneuma zōēs, “espírito de vida” dado por Deus, é a mesma usada em Apocalipse 11.11.  Segundo a agenda divina, que Javé antecipa ao Profeta e manda-o a profetizar, Porei tendões sobre vocês, farei crescer carne sobre vocês e os cobrirei de pele. Os tendões, ou “nervos” (ARC, TB), correspondem à palavra hebraica gîd, “tensão, nervo”, a mesma usada para descrever a contusão da coxa de Jacó (Gn 32.32). Tendão ou nervo é o tecido fibroso pelo qual um músculo se prende a um osso. Depois de religar os ossos com os tendões, virá a cobertura dos ossos com a carne e, em seguida, a carne será revestida com a pele. A vivificação dos ossos por meio da entrada do espírito é reiterada e a razão dessa restauração: Então vocês saberão que eu sou o Senhor, frase muito comum na profecia de Ezequiel, explicada.

3.     O rio das águas purificadoras  -  O ser celestial, tendo na mão um cordel de medir (v. 3), fez Ezequiel passar pelas águas, que ao caminhar rio abaixo, mediu quinhentos metros e me fez passar pela água, que me dava pelos tornozelos (v. 3b). Quinhentos metros mais adiante, as águas chegam aos joelhos e depois de mais quinhentos metros elas já estão nos lombos (v. 4). Quinhentos além, essas águas já haviam se tornado um ribeiro, e o profeta agora tinha que nadar (v. 5). Ele atravessou o ribeiro nadando, mas depois o ser celestial levou o profeta de volta para a margem do ribeiro (v. 6). Qual o propósito disso? Era necessário que Ezequiel visse a extensão e a profundidade do ribeiro para reconhecer a fonte de todos esses milagres; eles provêm de Deus como um filete de águas e se tornam um ribeiro capaz de fertilizar uma terra seca localizada numa região extremamente árida.  Essa experiência da imersão do profeta nas águas tem implicações teológicas profundas (Jo 7.37-39). Ao longo dos séculos, cristãos de todos os ramos do cristianismo reconhecem a estreita ligação teológica das águas com o Espírito Santo. Ezequiel imerso nessas águas pode perfeitamente ser comparado ao crente cheio do Espírito Santo, visto que a água é um dos símbolos do Espírito (1Jo 5.6), e nenhum livro do Antigo Testamento revela a identidade, os atributos e as obras do Espírito Santo como Ezequiel.  Isso está bem ilustrado na visão de Ezequiel inundado nas águ as sanadoras que brotam do templo de Deus (vv. 3-5).  Das 378 vezes que o termo rûaḥ, “vento, sopro, hálito, espírito, Espírito”, aparece no Antigo Testamento, 52 vezes estão no livro de Ezequiel, e 14 vezes em referência ao Espírito Santo.116 O termo revela sua deidade absoluta e identidade com o próprio Javé (8.1-3); ele atua na obra da restauração e regeneração (36.24-28; 37.14; 39.29). O profeta Ezequiel anunciou um derramamento do Espírito Santo para a purificação (Ez 36.25, 33) e a capacitação dos purificados (Ez 36.27).  As águas terapêuticas do rio da visão de Ezequiel saem de debaixo do umbral, e as águas cristalinas que saem do trono de Deus e do Cordeiro, em Apocalipse, apontam para Cristo e o Espírito Santo. É significativo a presença do rio no Éden, no princípio, e no relato da criação e do rio da vida, no mundo vindouro, sendo que o rio da visão de Ezequiel fica entre eles, ou seja, entre o primeiro e o último. Vemos em tudo isso a restauração escatológica da terra e a efusão do Espírito sem medida.



                    II.   OS GRANDES AVIVAMENTOS NO MUNDO

1.  Na Europa  -  a) Na Inglaterra. John e Charles Wesley, entre 1703 e 1791, com grande fervor missionário, busca do poder de Deus e unção do Espírito Santo; no avivamento com George Whitefield, entre 1714 e 1770; “somente com o surgimento desses três grandes líderes”, o clima espiritual de muitas igrejas passou por uma mudança real em busca do avivamento.  Os irmãos Wesley foram notáveis exemplos de vida em comunhão com Deus. John Wesley não se conformou com o estilo de vida da Igreja Anglicana, formalista e sem poder, e pôs-se a pregar o retorno à vida esposada no Novo Testamento. Reuniu jovens na faculdade chamados de “O Clube Santo”. Dedicavam-se a uma vida de devoção e santificação. Não eram bem-vistos pelos demais crentes.  Wesley andava 90 quilômetros a cavalo para levar a mensagem de Cristo. Viajou à Irlanda 42 vezes, e 22 vezes à Escócia para pregar o evangelho. A sua pregação era bíblica e conservadora por excelência. Falava sobre santidade, boas relações familiares, aversão aos vícios e ao desregramento. Aos 37 anos, depois de ter estudado nos Estados Unidos, voltou à Inglaterra e tornou-se pregador fervoroso. Pregava às 5 horas da madrugada aos trabalhadores que iam para as fábricas; George Whitefield, amigo dos Wesleys, também foi pregador cheio do Espírito Santo. A História da Igreja não afirma que eles falavam em línguas, mas, sim, que eram grandemente avivados e contribuíram para uma busca maior do poder de Deus numa sociedade que se dizia cristã, mas que vivia de modo frio, letárgico e sem unção.   b) Na Alemanha. Por volta de 1720, o Conde Zinzendorf liderou os morávios num verdadeiro fervor missionário que se espalhou pelo continente e chegou à América. A sua ênfase na “religião do coração” levou os fiéis a desde atitudes infantis até a um grande despertamento na busca do poder de Deus, principalmente voltado para as missões transculturais.   c) No País de Gales. Em 1891, Evan Roberts, um adolescente de 13 anos, sentiu a necessidade de um avivamento na sua vida e na sua terra. Ele reuniu os seus colegas e falou-lhes da visão que Deus havia-lhe dado num domingo, dia 30 de outubro de 1904. Mostrou lhes que o Senhor queria enviar um avivamento, mas que todos precisavam abandonar tudo o que era pecado, confessando-os diante de todos. Foi tão grande o impacto daquela visão de Deus que começou a espalhar-se pela cidade, pelo país e alcançou muitos países do mundo.  Em todos esses movimentos, pode-se dizer que Deus estava preparando o ambiente das missões no mundo para o grande avivamento pentecostal que se concretizou no início do século XX e continua até hoje fazendo a diferença entre o formalismo religioso e denominacional e o movimento do Espírito Santo, que começou no Dia de Pentecostes em Jerusalém e nunca mais parou. De uma forma ou de outra, o Senhor sempre levantou homens e mulheres para cumprir os seus desígnios e propósitos.

2.    Nos Estados Unidos  Nascido no ano de 1792, na cidade norte-americana de Connecticute, na Nova Inglaterra, Charles Finney teve o privilégio de ser educado numa família tradicionalmente puritana. Quando ele tinha dois anos de idade, seus pais resolveram transferir-se para Nova Iorque. Aos vinte anos, retornou à Nova Inglaterra a fim de cursar a Escola Superior. Enquanto prosseguia nos estudos, pôs-se a lecionar em escolas públicas. Nessa época, já se havia especializado em latim, grego e hebraico.  Em 1918, começou a estudar Direito nos escritórios de Squire Wright, de Adams, em Nova Iorque.  Quanto à vida espiritual, seu progresso era quase nulo. Os sermões que ouvia, achava-os monótonos e sem nenhum atrativo. Sua mente lógica e agudíssima exigia algo mais consistente. Foi por essa época, que ele começou a estudar as Sagradas Escrituras. De início, mostrou-se cético. Mas com o passar dos tempos, não pôde mais resistir: a Bíblia é de fato a inspirada, infalível e inerrante Palavra de Deus. O que lhe faltava senão aceitar a Cristo? Deixemos que ele mesmo fale de sua experiência de salvação: “Num sábado à noite, no outono de 1821, tomei a firme resolução de resolver de vez a questão da salvação de minha alma e ter paz com Deus”.  Finney, porém, não se conformava. Queria mais de Cristo. Sua fome pelo Senhor era insaciável. Foi assim, buscando incessantemente a Deus, que veio ele a ser batizado no Espírito Santo. Que o próprio Finney narre como se deu sua experiência pentecostal: “Ao entrar e fechar a porta atrás de mim, parecia-me ter encontrado o Senhor Jesus Cristo face a face. Não me entrou na mente, na ocasião, nem por algum tempo depois, que era apenas uma concepção mental. Ao contrário, parecia-me que eu o encontrara como encontro qualquer pessoa. Ele não disse coisa alguma, mas olhou para mim de tal forma, que fiquei quebrantado e prostrado aos seus pés. Isso, para mim, foi uma experiência extraordinária, porque parecia-me uma realidade, como se Ele mesmo ficasse em pé perante mim, e eu me prostrasse aos seus pés e lhe derramasse a minha alma. Chorei alto e fiz tanta confissão quanto possível, entre soluços. Parecia-me que lavava os seus pés com as minhas lágrimas; contudo, sem sentir ter tocado na sua pessoa.  Sem o esperar, sem mesmo saber que havia tal para mim, o Espírito Santo desceu de tal maneira, que parecia encher-me o corpo e a alma. Senti-o como uma onda elétrica que me traspassava repetidamente. De fato, parecia-me como ondas de amor liquefeito; porque não sei outra maneira de descrever isso. Parecia o próprio fôlego de Deus. “Não existem palavras para descrever o maravilhoso amor derramado no meu coração. Chorei de tanto gozo e amor que senti; acho melhor dizer que exprimi, chorando em alta voz, as inundações indizíveis do meu coração. As ondas passaram sobre mim, uma após outra, até eu clamar: ‘Morrerei, se estas ondas continuarem a passar sobre mim!

Senhor, não suporto mais!’ Contudo, não receava a morte.

“Quando acordei, de manhã, a luz do sol penetrava no quarto.

Faltam-me palavras para exprimir os meus sentimentos ao ver a luz do sol. No mesmo instante, o batismo do dia anterior voltou sobre mim.

Ajoelhei-me ao lado da cama e chorei pelo gozo que sentia. Passei muito tempo sem poder fazer coisa alguma senão derramar a alma perante Deus”.

O grande evangelista

Charles Finney foi um grande evangelista. Suas campanhas eram marcadas por fatos extraordinários. O missionário Orlando Boyer mostra o impacto que Finney causava como mensageiro de Cristo: “Perto da aldeia de New York Mills, no século dezenove, havia uma fábrica de tecidos movida pela força das águas do Rio Oriskany. Certa manhã, os operários se achavam comovidos, conversando sobre o poderoso culto da noite anterior, no prédio da escola pública.  “Não muito depois de começar o ruído das máquinas, o pregador, um rapaz alto e atlético, entrou na fábrica. O poder do Espírito Santo ainda permanecia sobre ele; os operários, ao vê-lo, sentiram a culpa de seus pecados a ponto de terem de se esforçar para poderem continuar a trabalhar. Ao passar perto de duas moças que trabalhavam juntas, uma delas, no ato de emendar um fio, foi tomada de tão forte convicção, que caiu em terra, chorando. Segundos depois, quase todos em redor tinham lágrimas nos olhos e, em poucos minutos, o avivamento encheu todas as dependências da fábrica.  “O diretor, vendo que os operários não podiam trabalhar, achou que seria melhor se cuidassem da salvação da alma, e mandou que parassem as máquinas. A comporta das águas foi fechada e os operários se ajuntaram em um salão do edifício. O Espírito Santo operou com grande poder e dentro de poucos dias quase todos se converteram. “Diz-se acerca deste pregador, que se chamava Charles Finney, que, depois de ele pregar em Governeur, no Estado de New York, não houve baile nem representação de teatro na cidade durante seis anos. Calcula-se que, durante os anos de 1857 e 1858, mais de 100 mil pessoas foram ganhas para Cristo pela obra direta e indireta de Finney”.

3.   Raízes do avivamento pentecostal  -  Na noite de 9 de Abril de 1906, um derramamento do Santo Espírito teve lugar que iria acender um dos maiores movimentos missionários na história da igreja. O derramamento aconteceu num lugar inesperado e com um povo inesperado. O lugar foi uma casa pequena de quatro quartos que pertencia ao Richard e à Ruth Asberry, situada à Rua Boonie Brae, número 214, na secção “mista” de Los Angeles. O Richard era um homem africano nascido na América que trabalhava como continuo num prédio de escritórios. As pessoas em que o Espírito derramou o seu poder, nas palavras de um escritor, foram “mulheres africanas de lavagem, alguns dos seus maridos, e uma mão cheia de brancos pobres.

Os cultos eram dirigidos pelo William J. Seymour, um pregador espiritual africano que tinha acabado de chegar de Houston, Texas. Ele veio para Los Angeles com uma mensagem que queimava no seu coração. Era uma mensagem da Graça e do Poder de Deus. O Seymour acreditava que Deus daria, a quem pedisse, a mesma experiência que Ele deu aos seus discípulos no Dia de Pentecostes, uma experiência chamada o batismo no Espírito Santo. Ele também acreditou que os que recebessem este batismo Pentecostal teriam as mesmas “provas Bíblicas” que os discípulos originais, que iriam falar em línguas que o Espírito lhes daria.”

Noite após noite, por várias semanas, o grupo de Bonnie Brae juntava-se para buscar a Deus, Contudo, até aí, nenhum deles tinha recebido o Espírito Santo nem tinham falado em línguas. Até mesmo o próprio Seymour não tinha recebido.  Determinados a sucederem com a sua busca, no dia 6 de Abril o grupo comprometeu-se a um jejum de dez dias, confiando que Deus iria responder as suas orações.  Durante esta altura, o Seymour morava na casa de um homem americano irlandês que se chamava “Irish” Owen Lee. Na noite de 9 de Abril, quando Seymour estava saindo da casa de Lee para o culto na Rua Bonnie Brae, ele parou para orar por Lee, que estava fraco e doente devido ao jejum. O Lee então pediu para o Seymour orar com ele para que ele recebesse o Espírito Santo. Enquanto oravam o Espírito Santo desceu de uma maneira poderosa sobre Lee e ele começou a falar em línguas. Todo empolgado, o Seymour correu para a casa dos Asberry e contou o que tinha acontecido aos que estavam presentes. Os seus corações se encheram de esperança. Mais uma vez, como tinha feito várias vezes antes, o Seymour exortou os perseguidores de Actos 2:4. Depois levantou as suas mãos para o céu e o Espírito de Deus desceu sobre ele. Ele foi cheio do Espírito e começou a falar em línguas. Comovido pela presença de Deus, ele caiu para o chão, seguido pela Jennie Moore e outros. Todos começaram a falar em línguas.  A notícia espalhou-se rapidamente, e as pessoas da vizinhança juntaram-se para verem o que estava a acontecendo.  Vendo a multidão, e sentindo a oportunidade de pregar o evangelho, o Seymour e os outros ergueram um púlpito temporário na varanda da frente, O Seymour começou a exortar a multidão.  Nos dias que se seguiram, a multidão cresceu mais e mais. Uma testemunha reportou, “Gritaram por três dias e noites. Era a altura da Páscoa. As pessoas vieram de todo o lado. Na manhã seguinte não havia maneira de se aproximarem da casa. Quando as pessoas entravam e caíam debaixo do poder de Deus, e a cidade toda foi agitada.

Os cultos na Bonnie Brae continuaram todos os dias.

Centenas foram salvos, e muitos foram curados e batizados no Espírito Santo, falando em línguas como no Dia de Pentecostes.  Algumas pessoas testemunharam que o lugar tremeu com o poder de Deus. O Seymour e os outros sabiam que tinham que encontrar um prédio maior para os seus cultos e para poderem continuar com o reavivamento.  Cerca de duas milhas dali descobri um prédio velho de dois andares com armação de madeira, situado à Rua Azusa, uma rua curta sem saída no distrito industrial da cidade. O prédio era originalmente usado por uma igreja metodista, depois como armazém, e finalmente como estábulo para cavalos. Era um prédio com o telhado de asfalto, e tinha 12 metros de largura e 16 metros longo (40 x 60 pés). Tinha um telhado chato e paredes de lambrim em escama temporadas brancas. A janela gótica em forma de arco acima da entrada era a única característica que identificava o prédio como sendo uma igreja no passado.  O prédio necessitava de muita reparação. As portas e janelas estavam partidas, e havia restos por todo o lado. Apesar da condição pobre em que se encontrava, o prédio foi escolhido para ser a casa da missão nova. Os voluntários começaram logo a trabalhar para repararem e aprontarem o prédio para os cultos.  A parte interior do prédio estava limpa e os voluntários jogaram um pouco de serradura no chão. Construíram-se bancos de barris vazios, e caixões de pinho vermelho da Califórnia em cima. Fez-se um púlpito de duas caixas de madeira vazias e foi posto no centro do maior quarto de baixo com os bancos de madeira organizados em forma rectangular à volta do púlpito. O altar de oração foi outro caixão apoiado por duas cadeiras no centro do quarto. O segundo andar do prédio estava dividido em quartos. Tinha dois propósitos. O quarto maior era um “quarto superior” onde as pessoas podiam ficar orando por um tempo, para serem cheias do Espírito Santo. Os outros quartos serviam de quartos de habitação para o Seymour e o outro pessoal permanente. No exterior, a Rua Azusa era uma estrada de terra. Quando chovia, as pessoas tinham que andar pela lama para irem ao culto. A Missão da Rua Azusa era um lugar bem humilde para o grande reavivamento que passaria a ter um local.


                    III.    OS AVIVAMENTOS MUDAM A HISTÓRIA

1.   Impactos no mundo  -   O livro "Evangelismo Por Fogo" escrito por Reinhard Bonnke, ele escreve alguns relatos dos benefícios do evangelho em alguns países: Por toda a África, presidentes e líderes reconhecem os benefícios milagrosos do Evangelho sobre seu povo e sua nação e, pessoalmente, nos recebem de braços abertos. Na Nigéria esteve em um culto 600.000 pessoas reunidas; No Sudão cerca de 120.000 esteve presente no culto em Khartoum, Sudão. Como visto acima, os avivamentos eclodidos na Europa, nos Estados Unidos e em outras partes do mundo provocaram mudanças nas igrejas e nos locais onde ocorreram. Uns se posicionaram a favor do movimento espiritual que surgira nas suas comunidades; outros se levantaram contra e perseguiram os crentes, mas as coisas nunca ficaram da mesma forma.

2.   A geração depois dos avivamentos  -  Uma observação torna-se oportuna a meu ver. Os avivamentos não se tornaram permanentes. Por quê? Por razões bem simples e compreensíveis. Os homens que foram usados por Deus para serem instrumentos do avivamento passaram. Os seus sucessores não tiveram o mesmo ímpeto e interesse em manter “o fogo aceso”.  A Bíblia diz que não há fogo sem lenha: “Sem lenha, o fogo se apagará […]” (Pv 26.20a). Na Bíblia, a lenha é símbolo das coisas humanas. O avivamento espiritual é de Deus, é divino, mas Ele não usa anjos. O Senhor sempre usou e quer usar homens e mulheres que se coloquem diante dEle como instrumentos do avivamento. A Europa foi pré-cristã; depois se tornou um continente cristão, onde houve avivamentos históricos nas suas nações; hoje, a Europa é pós-cristã. Catedrais enormes que reuniram milhares de pessoas em grandes avivamentos hoje são “ossos secos”, transformadas em bares, danceterias, museus e até mesmo em templos de outras religiões. Os sucessores dos avivalistas esfriaram-se, acomodaram se, e os lares cristãos desprezaram o culto doméstico, e os filhos desviaram-se de Deus. Essa história repete-se inclusive no Brasil, onde a maioria dos crentes não faz o culto doméstico e nem se interessa pela leitura diária da Bíblia.  Que Deus opere no seio das igrejas evangélicas no Brasil e no mundo, promovendo um poderoso avivamento ou reavivamento espiritual que sacuda as estruturas eclesiásticas dominadas pelo formalismo religioso ou denominacional; que deixem de lado as teologias contemporâneas, liberalistas, frias e sem vida e busquem o batismo no Espírito Santo com intenso fervor para que, como no Pentecostes, possamos ver sinais, milagres, prodígios e maravilhas pelo uso abundante dos dons espirituais, que são mais necessários hoje do que nos tempos da Igreja Primitiva. Oremos pelo Brasil e pelo mundo. O comunismo globalista é a nova face do comunismo marxista, pois não usa mais tanques mísseis, mas procura enganar os povos com uma mensagem de progressismo, feminismo, ambientalismo, tudo para implantar a chamada Nova Ordem Mundial, que nada mais é que a preparação para o governo do Anticristo na trindade satânica que dominará o mundo após o arrebatamento da Igreja. Maranata!




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

Pr. Setorial – Pr. Davi Fonseca

Pr. Local – Ev. Antônio Sousa

INSTAGRAN: @PBJUNIOOFICIAL

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21

Bíblia de estudo Pentecostal

Livro de Apoio, Aviva a tua Obra, Elinaldo Renovato - Editora CPAD.

Comentário Bíblico Pedro O Primeiro Pregador Pentecostal, Ciro S. Zibordi - Editora CPAD.

Comentário Bíblico Pedro: Pescador de homens, Hernandes D. Lopes - Editora Hagnos.

Comentário Bíblico Atos, Hernandes D. Lopes - Editora Hagnos

Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Editora CPAD













Comentário do Antigo Testamento Ezequiel Vol. 2, Daniel Block - Editora Cultura Cristã.

 A Justiça Divina, Esequias Soares e Daniele Soares - Editora CPAD. 

Teologia Sistemática, Charles Finney - Editora CPAD

Livro De Azusa para África para as Nações, Denzil R. Miller - editora Sociedade Bíblica Internacional.

https://professordaebd.com.br/8-licao1-tri-23-o-avivamento-espiritual-no-mundo/#comment-1342

3 comentários:

  1. Paz do Senhor!
    Irmãos e amigos tudo bem?
    Louvado seja o Senhor!!!! Que preparou uma lição 7 abençoada. Pudemos extrair lições e aprendizados sobre Estêvão. Um homem de fé, cheio da GRAÇA e PODER .

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  2. Na Lição 8 aprenderemos e veremos os avivamentos em épocas importantes de nossa época. Tenham uma ótima Lição domingo permitindo Deus.

    Deus te abençoe!!!

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  3. Temos um Canal no YouTube.

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