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| Pb. Junio - Congregação Boa Vista II |
TEXTO ÁUREO
"O Senhor, vosso Deus, que vai adiante de vós, por vós pelejará, conforme tudo o que fez convosco, diante de vossos olhos, no Egito." (Dt 1. 30)
VERDADE PRÁTICA
Confiar em Deus conduz à vitória; Já a incredulidade leva à derrota e ao fracasso espiritual.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Deuteronômio 1. 9-12, 19-21, 26-28, 34-36
INTRODUÇÃO
Diante da análise da trajetória de Israel pelo deserto, o cristão é chamado a refletir sobre o seu próprio deserto, que pode servir como uma sala de aula onde se aprende a depender do Senhor mesmo quando tudo parece escasso. O deserto espiritual é desafiador; nele, às vezes, parece que Deus está distante, que as promessas não se cumprirão, que tudo está tardando, mas é nesse lugar que estamos sendo provados, lapidados e preparados pelo Senhor para desfrutarmos das suas promessas. O apóstolo Tiago fala muito bem sobre os propósitos das provas e lutas em nossa vida (Tg 1.2-3).
Há um propósito em toda prova divina. O Senhor não aplica provas ou promove sofrimento para ver-nos padecer. Pelo contrário. As lutas e provações são corretivas, formativas, lapidadoras, transformadoras, fortalecedoras. Devemos ter ciência de que, mesmo não o vendo em momentos conflitantes, a “coluna de nuvem e fogo” (Êx 13.21-22) está lá. O Senhor constantemente nos guia, e o seu cuidado não falha, de modo que o deserto não é o fim de uma jornada; antes, pode ser o começo.
I. O VALOR DA LIDERANÇA COMPARTILHADA
1. A necessidade de liderança - Moisés já estava consciente de que o momento da sua morte aproximava-se, o que fez com que se preocupasse em ratificar a autoridade daquele que daria prosseguimento à condução do povo de Deus. Então, o que vem logo como questão primordial era a sua sucessão. Josué ocupara o posto, conforme Deuteronômio 1.38; 3.1,28.
Pela leitura do versículo 9, vemos que Moisés é ciente da sua fragilidade humana; ele sabe que é pó e que ao pó voltará (Gn 3.19). Por outro lado, ao contemplar o crescimento do povo, ele admite que não o poderia conduzir sozinho (Dt 1.9). Moisés sentiu o peso do ministério, que envolve tanto o lado emocional quanto o administrativo. Num primeiro momento, o seu sogro, Jetro, deixou bem claro que o desgaste de fazê-lo só será tremendo (Êx 18.17-18; ver Ec 4.9).
O pastor à frente da obra jamais deve trabalhar sozinho. A sua missão primaz é treinar e dar oportunidade a outros para que se tenha pessoas capazes para levar avante o projeto divino (2 Tm 2.2). É claro que, por vezes, alguns temem pelo fato de já haver dado oportunidade a alguém e vir a sofrer traição ou ingratidão; todavia, a obra é de Deus e os que procedem assim não prosperarão em nada, pois o destino do traidor, quando não há arrependimento, é triste (Sl 41.9; Pv 17.13).
Moisés lembra à nova geração que a liderança também foi partilhada com oficiais judiciários, que possuíam autoridade para o desempenho das suas funções (Êx 18.13). O grande legislador mostra que, por causa da promessa e da fidelidade do Senhor manifesta para com os patriarcas, o povo de Deus cresceu (Gn 12.2; 15.5), e será devido a esse crescimento da população, tal como as estrelas, que haverá a necessidade de a liderança ser compartilhada. No Novo Testamento, quando houve crescimento na Igreja Primitiva, para não haver detrimento da fé e a obra não ser apenas uma agência humana — sem Palavra e oração, que era e é o essencial —, os apóstolos sentiram a necessidade de compartilhar a liderança — e assim o fizeram (At 6.1-5), e Paulo ordenou o mesmo a Tito (Tt 1.5).
É importante ressaltar que Moisés não vê o crescimento como problema, mas como bênção do Senhor, mas era preciso administrar toda aquela situação. Jesus estava sempre cercado de uma grande multidão e, em momento algum, procurou desfazer-se dela, pois a via sem rumo, sem direção, precisando de um pastor, sendo essa a razão por que Ele manifestava compaixão para com ela (Mt 14.14). Todo líder cheio de Deus quer sempre ver a Igreja do Senhor crescendo como rebanho, família, corpo, lavoura, e jamais se contenta com a casa vazia. Aliás, o desejo de nosso Senhor Jesus é que a sua casa esteja sempre cheia, como sinal de pessoas alcançadas pelo evangelho.
Os versículos 9-12 destacam pontos valiosíssimos para a liderança atual: o primeiro é que fica claro que ninguém sozinho poderá fazer um trabalho bem-feito; logo, é preciso compartilhar a sua execução. O segundo é quanto à limitação humana, ou seja, todos devemos reconhecer nosso limite para não tentarmos fazer as coisas além de nossas forças e sofrermos consequências (Ec 9.10). E a terceira é que trabalhar para Jesus é bênção, muito embora também apresente certo peso.
No versículo 12, Moisés faz uso de três palavras que sempre estarão presentes na vida do pastor: peso, carga e contenda. Elas expressam que o líder sempre se deparará com as demandas físicas, emocionais e judiciais. Todo líder escolhido por Deus deve ser consciente de que o seu ministério é um dom, mas também um fardo; por isso, deve-se sempre contar com outros para o cumprimento dessa missão, e, para obter sucesso, a sua grande tarefa é treinar obreiros para o ministério (Ef 4.11.12).
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