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sexta-feira, 5 de junho de 2026

LIÇÃO 11 - JACÓ: DE ENGANADOR A HOMEM DE HONRA.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                    TEXTO ÁUREO

"Então, disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste." (Gn 32. 28)


                    VERDADE PRÁTICA

Somente Deus pode transformar o caráter e a vida do ser humano.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 32. 22-31


                    INTRODUÇÃO


A vida de Jacó foi marcada por mudanças das mais diversas. Umas, muito positivas, e outras, bem negativas. o nascer, gêmeo, ao lado do seu irmão, ele chamou a atenção. Sendo o segundo a sair do ventre da mãe, segurou o calcanhar de Esaú e foi considerado um “suplantador”. Na infância e depois como jovem, mostrou que era diferente do seu irmão. Gostava mais de passar o dia na tenda, em companhia da sua mãe, enquanto o seu irmão preferia estar fora de casa, e inclinou-se para a vida no campo e tornou-se caçador. Como já foi visto, Isaque tinha uma predileção por Esaú, enquanto Rebeca amava mais a Jacó. 

Na juventude, os conflitos manifestaram-se e chegaram ao cume quando o seu pai, pressentindo a chegada da morte, resolveu dar a bênção a um dos filhos e pediu a Esaú para ir à caça, apanhar um animal e preparar-lhe um saboroso guisado antes de abençoá-lo. Rebeca preferia que a última bênção de Isaque fosse dada a Jacó, a quem ela mais amava, e preparou uma artimanha enganosa, pela qual fez Jacó passar-se por Esaú aproveitando-se da pouca visão do pai. Vimos que tal arranjo foi muito prejudicial para os dois irmãos e para a família. Jacó foi beneficiado e tomou a bênção que deveria ser do seu irmão com engano e mentira. Por isso, foi chamado de “enganador”. As consequências foram tão sérias que Esaú, ao constatar que Jacó usurpara a sua bênção, prometeu matar o seu irmão assim que o seu pai morresse. Isaque e Rebeca, temendo a tragédia, mandaram que Jacó fosse para a casa do seu tio Labão passar certo tempo até que a ira do seu irmão aplacasse.


                I.    A FAMÍLIA DE JACÓ


1.    Um encontro especial    -    No meio da caminhada, sozinho, ele dormiu ao relento, tendo uma pedra por travesseiro, e teve um sonho que mudou a sua história. Deus revelou-se a ele naquele sonho e fez-lhe promessas semelhantes às que fizera a Abraão, e a Isaque, e à sua descendência. Ao chegar próximo à cidade, viu um poço, diante do qual as pessoas tiravam água, mas havia um protocolo: só tiravam a pedra que fechava o poço quando todos os rebanhos estivessem se juntado. Ao perguntar se eles conheciam Labão, disseram que sim (Gn 29.1-5). 

Naquele ínterim, Raquel, a sua prima, aproximava-se do poço e iria esperar que tirassem a pedra. Sabedor de que ela era a sua parenta, tomou a iniciativa de revolver a pedra do poço e deu de beber ao rebanho de Labão e a todos os que ali se encontravam. Naturalmente, todos os pastores de ovelha ficaram impressionados, pois Jacó quebrara toda a tradição para tirar água do poço. Além disso, ele próprio apresentou-se a Raquel e beijou-a emocionado a ponto de derramar lágrimas diante dela e dos circunstantes (Gn 29.6-11). 

Sob efeito daquela emoção, Raquel pegou o seu cântaro e foi para casa, onde, visivelmente abalada, contou a seus pais o que ocorrera. Labão foi ao encontro de Jacó, reconheceu que ele era o seu parente próximo e levou-o para a sua casa, onde trabalhou com afinco. Com o passar dos dias, Labão quis retribuir a Jacó pelo seu trabalho; mas ele disse que preferia ter Raquel como a sua noiva, por quem trabalharia sete anos seguidos. Labão concordou. Porém, após os sete anos, Jacó começou a colher o que plantou (Gn 29.12-20).


2.    O enganador é enganado    -    Decorridos sete anos de trabalho, Jacó pediu ao sogro para levar a sua esposa, Raquel, para ter a sua própria casa. Labão fez um banquete para o casamento e convidou os moradores do lugar para aquela festa. Após as núpcias, Labão enganou a Jacó; em lugar de entregar Raquel para passar a lua de mel, chamou a filha mais velha, Leia, e entregou-a a Jacó. No dia seguinte, quando percebeu o que havia acontecido, Jacó protestou, mas Labão disse que não poderia dar a filha mais nova antes da mais velha. Propôs, então, que ele trabalhasse mais sete anos por Raquel. Como Jacó a amava, submeteu-se àquela proposta absurda. Para ele, o tempo passou rápido e ficou es poso de Raquel, a quem amava, de fato, e de Leia, com quem se casou obrigado e enganado.


3.    Muitos filhos     -     Jacó teve doze filhos com Raquel, Leia e suas respectivas servas, que eram esposas secundárias. Esses filhos foram líderes das doze tribos de Israel. Leia era a filha mais velha de Labão. Com ela, Jacó foi en ganado pelo seu sogro. Ele desejava casar-se com Raquel, a quem amava, mas Labão usou um artificio enganador e, depois de dar um banquete pelo suposto casamento com Raquel, na noite de núpcias, em lugar de entregar Raquel ao genro, pôs Leia ao lado dele.

 Imaginando estar com a sua amada no seu seio, teve relações com ela, totalmente enganado. Com ela, Jacó teve Rúben, Simeão, Levi e Judá (Gn 29.32-35) e depois Issacar e Zebulom (Gn 30.17-20), totalizando seis filhos, e mais uma filha, a quem deram o nome de Diná (Gn 30.21). Com Zilpa, serva de Leia, Jacó teve mais dois filhos: Gade e Aser (Gn 30.9-13). Com Bila, serva de Raquel, Jacó também teve dois filhos: Dã e Naftali (Gn 30.3-8).

 Com Raquel, a sua esposa amada, Jacó teve mais dois filhos: José (Gn 30.22-24) e depois Benjamim (Gn 35.16-19). Porém, Raquel teve problemas no parto e faleceu. Assim, Jacó teve 13 filhos, sendo 12 homens e uma filha, dos quais oito ele os teve com suas duas esposas e quatro com as duas servas das esposas. Isso prova que Deus não é elitista; a maior parte dos filhos que Jacó teve foi com Leia, a esposa indesejada, e com as servas; os quais formaram a liderança das doze tribos de Israel. Apenas duas tribos tiveram seus líderes 126 JACÓ: DE ENGANADOR A HOMEM DE HONRA nascidos de Raquel, a sua esposa a quem tanto amava, que faleceu no parto do segundo filho.



                II.    JACÓ DESEJA RETORNAR A SUA TERRA


1.    Jacó almeja retornar para sua casa     -     O rosto de Labão não lhe era favorável, como anteriormente. Finalmente, o relacionamento entre o tio e sobrinho chegou ao fim. Jacó percebeu que Labão e seus filhos eram-lhe hostis por causa do seu sucesso. Além disso, já possuía riqueza e propriedades suficientes para satisfazê-lo. Assim, quando recebeu ordem do Deus de Betel para se por a caminho, sabia que já era hora de voltar para casa. Vinte anos tinham se passado, durante os quais sua mãe já morrera. Talvez Labão ficasse ainda mais desagradável. Era hora de partir.

4-13. Jacó explicou sua decisão às suas esposas, dizendo-lhes como o Anjo de Deus lhe falara em sonho e o encorajara em seu propósito. O "anjo" se identificou com Aquele que apareceu a Jacó em Betel. Era realmente o próprio Jeová.

14-16. Lia e Raquel apoiaram fortemente a decisão de Jacó. Elas conheciam seu pai e tinham perdido o amor e o respeito por ele. Lembraram-se que recebera quatorze anos de trabalho de Jacó sem lhes dar a parte que uma noiva tinha direito de receber. Não nos considera ele como estrangeiras? disseram. Pois nos vendeu, e consumiu tudo o que nos era devido (v. 15 ).

 Jacó Parte de Harã. As relações entre Jacó e Labão não demoraram nada a azedar. Jacó sofreu às mãos de seu tio, Labão, o mesmo tratamento que Jacó havia conferido a Esaú, o que mostra que a lei da colheita segundo a semeadura estava operando. Todavia, Labão prosperava, porquanto Jacó era fiel e operoso, e Labão nunca teria abandonado a situação se o próprio Jacó não tivesse desistido. Reunindo sua família e suas propriedades, Jacó partiu de Padã-Harã a fim de retornar à sua terra de Canaã, o que ocorreu em cerca de 1960

A.C. Labão só descobriu a fuga de Jacó ao terceiro dia; mas, quando a percebeu, saiu ao encalço do sobrinho e genro com um grupo armado. Todavia, Deus fez intervenção e advertiu Labão a que não tentasse fazer qualquer mal a Jacó. Assim, não sendo capaz de fazer qualquer coisa de radical, ao alcançar Jacó, limitou-se a repreendê-lo severamente. Por que Jacó partira secretamente? Por que havia enganado seu tio? Por que havia levado suas filhas e netos, sem dar-lhe uma oportunidade de despedir-se? E, acima de tudo, por que Jacó cometera o ultraje de furtar seus deuses domésticos (seus santos protetores)?

Dessa vez, pelo menos Jacó disse a verdade. Ele temia o que Labão poderia querer fazer contra ele. E calculou que, no mínimo, mandá-lo-ia vazio, e que os seus familiares e os seus bens seriam forçados a ficar em Padã-Harã. No tocante aos terafins ou deuses domésticos, Jacó afirmou que não os havia tirado, e que qualquer um que o tivesse feito poderia ser executado. (Raquel não contara a Jacó que ela é quem furtara os tais deuses). Labão procurou e apalpou por toda a parte e nada achou. Raquel estava assentada sobre a sela de seu camelo, e os deuses estavam ocultos debaixo da sela. Ela estava serenamente sentada, com um ar de inocência. E disse a Labão que ele teria de desculpa-la, pois não podia levantar-se, visto que estava menstruada. Os ídolos permaneceram seguramente ocultos debaixo da sela, porquanto uma mulher, e tudo quanto ela tocasse, era considerado imundo, estando ela nesse período. Pelo menos assim se dava na lei mosaica posterior, e podemos supor que a crença era anterior a essa data.


2.    O acordo entre Labão e Jacó     -    Ofereceu a Jacó que estipulasse seu salário. Imagine a sua surpresa quando o seu sobrinho lhe fez uma contra-oferta que lhe pareceu esmagadoramente a seu favor. Na Síria as ovelhas são brancas e as cabras são negras, com muito poucas exceções. Jacó ofereceu-lhe para começar o seu acordo imediatamente, aceitando como suas as ovelhas que não fossem brancas e as cabras que não fossem negras, deixando o restante para Labão. Assim, ambos os patrimônios poderiam prosperar. Labão aceitou a oferta imediatamente. Naquele mesmo dia levou para uma distância segura todas as ovelhas e cabras "fora de série" para que Jacó não tivesse com o que começar. Os animais que ele separou entregou a seus filhos. Foi um ardil baixo e covarde Labão acreditava que tornara impossível a vitória de Jacó, porque removera todo o capital de Jacó antes de começar a competição.

37-42. Mas Jacó não se entregava tão facilmente assim. Ele usou de três expedientes para derrotar seu tio. Colocou varas listadas diante das ovelhas nos locais onde bebiam água, para que o colorido das crias ficasse sujeito à influência pré-natal. É fato estabelecido, declara Delitzsch, que se pode garantir crias brancas nas ovelhas colocando muitos objetos brancos junto dos bebedouros (New Commentary on Genesis, in loco). Jacó também separou do rebanho os cordeiros e cabritos listados e salpicados. mas os manteve à vista das ovelhas, para que estas fossem influenciadas. Seu terceiro expediente foi deixar que essas influências predeterminantes agissem sobre as ovelhas mais fortes, para que os seus cordeiros e cabritos fossem mais fortes e mais viris que os outros. Jacó foi bastante astuto para recorrer à influência pré-natal e reprodução seletiva.

43. Como resultado desse esquema, dentro de poucos anos Jacó ficou imensamente rico em ovelhas e cabras. Embora tivesse usado a sua cabeça, ele foi o primeiro a declarar que o Senhor interveio na sua vitória. Jeová tornava possível que o patriarca retornasse a terra prometida com recursos, vindo a ser o príncipe de Deus, que executara à vontade divina.

Jacó Retorna a Canaã. 31:1-55.


3.    Deus manda Jacó retornar à casa de seus pais    -    Mas, agora, o Senhor havia instruído Jacó para que voltasse para casa (Gn 31.3,11-13). Jacó falou com suas esposas e as lembrou de que seu pai Labão havia mudado seus ganhos “dez vezes” (Gn 31.4-7). Elas lhe asseguraram a aceitação de seus planos (vv. 14-16).

Enquanto Labão estava pastoreando o seu rebanho, Jacó com suas esposas, filhos, servos e rebanhos partiram rumo à terra de seu rebanho, Jacó com suas esposas, filhos, servos e rebanhos partiram rumo à terra de seu pai (Gn 31.17-20). Eles cruzaram o rio Eufrates e seguiram em direção a Gileade. Depois de três dias, Labão, ouvindo sobre a fuga, os perseguiu durante sete dias, encontrando-os na montanha de Gileade a, aproximadamente, 650 quilômetros de Harã (vv. 21-25). Irado, Labão levantou três acusações contra Jacó (vv. 26-30): (1) que ele fugiu em segredo; (2) que sequestrou suas filhas; (3) e, que roubara seus ídolos do lar (terafim; cf. G. E. Wright, Biblical Archaeology, p· 44). Jacó contava com vinte anos de servjço árduo e sofria a constante tentativa de Labão de defraudá-lo em seus ganhos. Depois de muitos discursos bombásticos, nos quais cada um tentava sobrepujar o outro exagerando nos erros cometidos pela outra parte, Labão sugeriu uma trégua, que foi marcada pelo estabelecimento de uma coluna e um monte de pedras, e que culminou em um banquete de aliança que durou a noite toda (vv. 3154־). Na manhã seguinte, Labão retomou a Harã e Jacó viajou em direção ao sul. 

Sem dúvida Jacó sentiu grande alívio em poder replicar a Labão. A atmosfera clareou-se e Labão abandonou a sua mordacidade. Os dois homens fizeram um acordo, ratificando-o e comemorando o acontecimento com o levantamento de uma coluna de pedras no alto da colina. A coluna constituiu o que foi chamado de Mispa ou "posto de observação", de onde um observador podia ver toda a terra em ambas as direções. Indicava suspeitas e falta de confiança. Ao levantar essa coluna os homens queriam dizer que estavam convidando Jeová para se assentar ali e observar as duas pessoas nas quais não se podia confiar. Deus tinha de ser uma sentinela para vigiar Labão e Jacó, na esperança de que a luta fosse evitada. Jacó foi obrigado a prometer que trataria as filhas de Labão com bondade e consideração. Nenhuma das duas partes deveria atravessar a fronteira estabelecida para praticar violência contra a outra. Jamais uma deveria prejudicar a outra.



                III.     JACÓ NO VAU DE JABOQUE


1.    A  angústia e o medo de Jacó    -   Esaú vinha de Edom, os mensageiros de Jacó o informaram, para se encontrar com o grande grupo de viajantes que vinha de Padã-Arã. Edom era a terra que ficava ao sul do Mar Morto, que geralmente é chamada de Seir, no Monte Seir (v. 3) na Bíblia. No Novo Testamento o povo de Edom é chamado de os idumeus. Jacó estava com o coração cheio de medo, lembrando-se das ameaças de Esaú anos antes e imaginando que o seu irmão estivesse fazendo planos para se vingar dele. Quatrocentos homens sob o comando do selvagem homem de Edom poderiam ser perigosos. Jacó adotou três medidas definidas para garantir a segurança. Primeiro, orou ao Senhor humildemente. Segundo, enviou pródigos presentes a Esaú para despertar sua boa vontade. Terceiro, arrumou sua família, suas propriedades e seus guerreiros da maneira mais vantajosa e preparou-se para lutar caso fosse necessário.

9-12. Na sua oração Jacó fez o Senhor se lembrar de que Ele o convocara a fazer esta viagem para Canaã e lhe prometera proteção e vitória. A oração foi sincera e humilde. uma sincera súplica pedindo segurança, livramento e proteção na emergência que se lhe defrontava. Embora nenhuma palavra de confissão saísse dos lábios do suplicante com referência as injustiças que cometera a Esaú e Isaque, Jacó admitiu humildemente que era completamente indigno do favor de Deus literalmente, sou indigno (v.10). Demonstrou o seu temor de Deus e a sua fé nEle. Estava literalmente lançando-se nos braços do Senhor para obter a vitória e o livramento.

13-21a. O presente, ou minha foi algo muito bem escolhido, consistindo de cerca de 580 animais dentre os seus melhores rebanhos. O minha era um presente que geralmente se oferecia a um superior com a intenção de se obter um favor ou para despertar sua boa vontade. Jacó disse: Eu o aplacarei (v. 20). A palavra é muito significativa no que se refere à expiação. Seu sentido literal é, eu cobrirei. Por meio do presente, Jacó esperava "cobrir" o rosto de Esaú, de modo que ele fizesse vista grossa para a injúria, abandonando sua ira. Suas próximas palavras – porventura me aceitará – são, literalmente, para que ele levante o meu rosto. É uma linguagem simbólica, indicando plena aceitação depois do perdão. Jacó foi excepcionalmente humilde, cortês e conciliatório em suas mensagens para Esaú. Ele chamou Esaú de "meu Senhor" e intitulou-se "seu servo". Ele não deixaria nenhuma pedra que não fosse revolvida em busca da reconciliação.

21b-23. Na noite antes da chegada de Esaú, Jacó enfrentou o teste decisivo de toda a sua vida. Depois de fazer suas esposas e filhos atravessassem o Jaboque em segurança, ele voltou para a margem setentrional do rio para ficar sozinho na escuridão. O Jaboque era um tributário do Jordão, ao qual se juntava a cerca de meio caminho do Mar da Galiléia e Mar Morto. Hoje se conhece o Jaboque pelo nome de Zerka.


2.    Jacó ficou só e lutou com o anjo    -     Lutava com ele um homem, ate ao romper do dia. Na solidão da escura noite. Jacó encontrou-se com um homem que lutou com ele. O hebraico 'abaq, "dar voltas" ou "lutar", tem alguma ligação com a palavra Jaboque. Depois de uma longa luta, o visitante desconhecido exigiu que Jacó o soltasse. Jacó recusou-se a fazê-lo até que o estranho o abençoasse. O "homem" pediu a Jacó que declarasse o seu nome, o qual significa suplantador. Então o estranho disse que daquele momento em diante ele teria um novo nome com um novo significado.

A palavra Israel pode ser traduzida para aquele que luta com Deus, ou Deus luta, ou aquele que persevera, ou, pode ser associado com a palavra 'sar, "príncipe". O "homem" declarou: Lutaste com Deus .. . e prevaleceste. Era uma certeza da vitória no seu relacionamento com Esaú, como também certeza de triunfo ao longo do caminho. Na titânica luta, Jacó percebeu a sua própria fraqueza e a superioridade dAquele que o tocou. No momento em que se submeteu, tornou-se um novo homem, que pôde receber as bênçãos divinas e tomar o seu lugar no plano divino. O novo nome, Israel, dá idéia de realeza, poder e soberania entre os homens. Estava destinado a ser um homem governado por Deus, em vez de um suplantador inescrupuloso. Por meio da derrota alcançara o poder. Todo o resto de sua vida ficaria aleijado; mas sua manqueira seria um lembrete de sua nova realeza.

Peniel (ou Penuel) significa face de Deus. O i e o u são simplesmente vogais de ligação entre os substantivos pen e el. É provável que se localize a cerca de 11,2 ou 12,8 kms do Jordão no Vale de Jaboque. Jacó vira a lace de Deus e continuara vivo. Jamais esqueceria essa incrível experiência.


3.    Jacó é transformado     -       Nesta luta, Jacó ganhou uma medalha, que não mais perdeu. Vendo o Anjo que não prevalecia, adaptando a linguagem às inteligências humanas, tocou-lhe a coxa e marcou-o para toda a vida. Quando passou o ribeiro, manquejava. Por isto os filhos de Israel não comem esta parte dos animais.

Qual seria o efeito sobre Esaú, ao ver este homem coxeando? Sem pau na mão, sem capacidade física para uma luta corporal, com um coração penitente, revelado no grande presente feito, não teria isto influído poderosamente em Esaú, caso quisesse vingar-se? Este Jacó não é mais o Jacó que roubou a bênção auxiliado por sua mãe. O tempo, as circunstâncias, as experiências e sobretudo Deus mudaram este homem. O Dr. Carroll aconselhava seus discípulos a comprar todos os comentários e livros sobre esta luta de Jacó com o Anjo, e dizia que neste incidente está o segredo de poder de Jacó. É certo isto. Vale a pena os pregadores lerem e relerem esta história. Ela é sempre nova. Depois de um contacto destes com Deus, Abraão, Paulo e muitos outros foram mudados para toda a vida.

(O riacho de Jaboque está seco seis meses do ano, e mesmo quando cheio tem pouca água. O autor passou a seco este rio há tempos atrás. Nem sinal de água. Em certo ponto os árabes Indicam o lugar da luta entre o Anjo e Jacó. É um lugar deserto atualmente; a não ser uma birosca, nada mais se vê no local.)


 Ele ficou coxo O anjo “tocou a juntura de sua coxa; e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele” (Gn 32.25). Foi uma mudança visível no seu corpo. Quando alguém tem um encontro verdadeiro com Deus, todo o seu ser experimenta mudanças indeléveis, não só no ser interior, na alma e no espírito, mas também no seu aspecto físico. A Bíblia diz que “a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas” (Hb 4.12). No encontro de Jacó com o anjo, não foi só a palavra que o alcançou, mas o ser celestial tocou diretamente no seu corpo e deslocou a sua coxa. Uma lição espiritual pode ser tirada desse fato. Quando alguém tem um encontro com Deus, não anda mais como antes, com suas próprias forças, mas como disse o salmista: “Sairei na força do S e n h o r Deus; farei menção da tua justiça, e só dela” (SI 71.16). 3.2. Jacó luta pela bênção de Deus O anjo fez ver a Jacó que precisava retornar ao céu, pois a alva já havia subido. “Porém ele disse: Não te deixarei ir, se me não abençoares” (Gn 32.26). Quando uma pessoa tem um encontro com Deus, deseja e busca intensamente as suas bênçãos. 

Diz o apóstolo Paulo: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Cl 3.1,2). 3.3. Jacó tem seu nome mudado Seu nome de nascimento era Jacó (Ta 'aqov, no hebraico), que significa “aquele que segura pelo calcanhar” ou “suplantador”; também tem o significado de “enganador”, pelo fato de ter enganado o seu pai para usurpar a bênção que seria de Esaú. O anjo, porém, perguntou a ele: “Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. Então, disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” (Gn 32.27,28).

 Esse fato indica que o anjo que falou com Jacó seria o próprio Deus, pois ele diz que Jacó lutou com Deus e com os homens e prevaleceu. A mudança de nome também indica mudança de caráter, de atitudes e de comportamento. Depois do encontro com Deus, Jacó não mais seria conhecido como “enganador” ou “suplantador”; a partir daquele momento em que foi tocado pelo anjo, o seu nome seria Israel, um homem de fé, um homem fiel, um homem de honra. O impacto na mente de Jacó foi tão grande que ele quis saber o nome do anjo: “E Jacó lhe perguntou e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali” (Gn 32.29).



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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Genesis - Série Cultura Bíblica - Derek Kidner

JACÓ - Enciclopédia Ilumina

JACÓ - Comentário Bíblico Wesleyana

JACÓ - Dicionario Champlin

Jacó - Dicionário Wycliffe