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| Pb. Junio - Congregação Boa Vista II |
TEXTO ÁUREO
"Haveria coisa alguma difícil ao Senhor? Ao tempo determinado, tornaria a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho." (Gn 18.14)
VERDADE PRÁTICA
Deus é Onipotente e não há nada que Ele não possa realizar segundo a sua vontade.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 21. 1-7
INTRODUÇÃO
Para Deus nada é impossível! Em sua onipotência, diz Strong, “Ele pode fazer tudo o que Ele quer; mas não quer fazer tudo o que Ele pode”. No caso de Abraão, mesmo sendo sua esposa estéril; e ele em idade muito avançada, Deus lhe pro meteu que faria dele “uma grande nação” (Gn 12.2). Promessa semelhante Deus fez a Sarai, quando mudou seu nome para Sara: “Porque eu a hei de abençoar e te hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela” (Gn 17.16).
Alguém deve ter dito: “Não acredito que uma idosa de noventa anos, casada com um idoso de cem anos, possa ter filho”. Sara também já se revelera descrente. Foi um fato muito estranho para todos os que tomaram conhecimento de sua gravidez. Mesmo que fosse nos dias atuais, certamente seria notícia extraordinária em todos os meios de comunicação, especialmente na televisão ou nas redes sociais. Nove meses depois, não sabemos em que parte do dia, se pela manhã, à tarde, ou durante a noite, ouviu-se um choro de criança recém-nascida na tenda de Abraão. Admirada e feliz, ela disse: “[...] Deus me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.
Disse mais:
Quem diría a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?” (Gn 21.6-7). Mesmo sem qualquer meio de comunicação, a inusitada notícia se espalhou. As pessoas provavelmente diziam: “Incrível! Dona Sara, que era estéril, teve um filho com seu esposo, de cem anos!”. Abraão, também feliz e grato a Deus, tomou todas as providências que lhe cabiam, depois do nascimento único e singular na história de Israel. “E chamou Abraão o nome de seu hlho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque. E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado” (Gn 21.3-4).
I. AS CONSEQUÊNCIAS DA IMPACIÊNCIA DE SARA
1. O nascimento e o nome do filho da promessa - A primeira providência que o velho pai tomou foi dar o nome do seu filho conforme Deus havia instruído em Gênesis 17.19. “E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque” (Gn 21.3). Isaque, no hebraico, significa “riso”; certamente porque, ante a situação de sua velhice e a de Sara, a ideia de terem um filho causava riso. Abraão riu-se (Gn 17.17); Sara, de igual modo, também se riu, com a ideia prometida por Deus de que seria mãe aos 90 anos (Gn 18.12-14).
Isaque nasceu de acordo com a promessa de Deus. O Senhor visitou Sara em misericórdia, como havia dito. [...] Observe que nenhuma palavra de Deus cairá por terra. Pois ele é fiel ao que prometeu, e a fidelidade de Deus é o sustento e o suporte da fé do seu povo. A segunda providência de Abraão foi circuncidar Isaque. “E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado” (Gn 21.4). Como já vimos, a circuncisão foi o sinal visível, exigido por Deus, para todo macho, aos oito dias de nascido (Gn 17.10-14). O velho patriarca tinha consciência do grande significado do pacto que Deus fizera com ele e com sua esposa. E a circuncisão era uma marca para toda a vida.
2. Ismael zomba de Isaque - Segundo Gênesis 21, não foi o nascimento de Isaac que causou problemas; era seu crescimento. Quando Isaac nasceu, Agar e seu filho Ismael não se importaram muito. Mas depois que Isaac cresceu, Ismael começou a zombar dele (v. 9). No sentido bíblico, isso significa que Ismael estava perseguindo Isaac. Deus chegou a considerar a perseguição de Isaac por Ismael como o início da perseguição de quatrocentos anos contra seu povo (15:13; Atos 7:6). A zombaria de Ismael era algo sério porque Isaac era a semente ordenada por Deus e Ismael era a falsificada. O falsificado sempre odeia os ordenados. Nós, a semente ordenada, somos odiados pelos falsificados. Como Paulo diz em Gálatas 4:29, "Mas assim como aquele que nasceu segundo a carne perseguiu o que nasceu segundo o Espírito, assim também é agora." O crescimento de Isaac incitou essa perseguição.
3. Sara pede a expulsão de Agar e Ismael - Sara, aquela que representava a graça, não tolerou a zombaria de Isaac por Ismael e disse: "Expulsem esta escrava e seu filho: pois o filho dessa escrava não será herdeiro com meu filho, nem mesmo com Isaque" (v. 10). Quando li esse versículo quando jovem, não concordei com Sarah, achando que ela era ciumenta e injusta. Foi ela quem propôs a Abraão que ele tivesse um filho com Hagar e agora lhe diz para expulsar Hagar e Ismael. Segundo minha compreensão juvenil, eu teria expulsado Sarah. Mas um dia, enquanto eu pensava assim, Deus me repreendeu. Naquele dia, eu argumentava a favor de Agar e Ismael e simpatizava com Abraão, pois "a coisa era muito grave aos olhos de Abraão por causa de seu filho" (v. 11).
Embora eu achasse que Abraão deveria ter respondido a Sara, dizendo que ela era cruel, ele não disse nada a ela. Antes, Deus entrou e disse a Abraão: "Não seja grave aos teus olhos por causa do jovem e por causa da tua escrava; em tudo o que Sarah te disse, ouça sua voz; pois em Isaac será chamado a tua linha" (v. 12). O Juiz Celestial tomou a decisão final, dizendo que ele fizesse o que Sarah pediu. Apenas Isaac, não Ismael, deveria ser contado como a semente. Embora Abraão tenha falhado com Deus no capítulo vinte, ele foi rápido em obedecê-lo no capítulo vinte e um. O versículo 14 diz que Abraão se levantou cedo pela manhã e enviou Agar e Ismael em seu caminho.
Precisamos ver o significado espiritual da expulsão de Agar e Ismael. Como todos os cristãos, você tem tentado fazer o bem desde o dia em que foi salvo. Mas Deus tratou de você, e muitas vezes você foi disciplinado e cortado. Se você é um irmão casado, Deus sem dúvida usou sua esposa como faca para cortar sua vida natural. Toda esposa é uma faca afiada na mão divina. Muitos maridos cristãos só podem ser tratados e disciplinados cuidadosamente cortando a faca da esposa. Nenhum marido pode escapar disso. Fico feliz em ver que, nas igrejas locais, Deus usou as facas para esposa para lidar com a vida natural dos irmãos. Dessa forma, nós, irmãos, aprendemos a lição de odiar nossa vida natural e todas as coisas boas que podemos produzir de nós mesmos.
II. ABRAÃO TEM QUE TOMAR UMA ATITUDE
1. Isaque é desmamado - De acordo com os costumes judaicos, o momento em que uma criança é desmamada é motivo de comemoração. Uma criança desmamada sobreviveu ao estágio frágil da infância e agora pode comer alimentos sólidos em vez de ser amamentada pela mãe.
Em Gênesis 21:8, lemos: "Isaque cresceu e foi desmamado. Nesse dia em que o menino foi desmamado, Abraão deu um grande banquete." Embora Ismael tenha rido da comemoração (Gênesis 21:9), os pais de Isaque consideraram esse evento uma ocasião importante. Eles tinham um filho que havia sobrevivido à fase mais difícil da infância e que agora podia comer por conta própria.
As altas taxas de mortalidade infantil existiam nas culturas antigas. Um dos motivos das famílias numerosas era o fato de que muitas crianças pequenas não viviam até a idade adulta. Devido aos riscos que os bebês corriam, a comemoração do desmame de uma criança era uma parte natural e importante da cultura. Se a criança tivesse se desenvolvido além da necessidade do apoio físico da mãe, ela teria alcançado um novo estágio da vida que aumentava muito a probabilidade de ter boa saúde.
Atualmente, a tradição judaica continua a prática de celebrar o desmame de uma criança. O Salmo 104 é frequentemente lido durante esse período; parte desse salmo diz: "Bendiga, minha alma, o Senhor! Senhor, Deus meu, como tu és grandioso! Estás revestido de glória e majestade, coberto de luz como de um manto. Tu estendes o céu como uma cortina, pões nas águas o vigamento da tua morada, tomas as nuvens por carruagem e voas nas asas do vento. Fazes a teus anjos ventos e a teus ministros, labaredas de fogo" (Salmo 104:1-4).
2. A zombaria - A cena começa com uma festa. O desmame de uma criança, geralmente por volta dos três anos de idade na cultura antiga, era um marco significativo, um sinal de que a criança havia superado a fase mais vulnerável da vida. Abraão celebra com um grande banquete, honrando a Deus por Seu milagre.
No meio desta celebração, contudo, a semente do conflito, plantada anos antes pela impaciência e pela solução humana (Gênesis 16), germina. Sara vê Ismael, agora um adolescente, “zombando” de Isaque. A palavra hebraica aqui é מְצַחֵק (metsacheq), que tem a mesma raiz do nome de Isaque (יִצְחָק - Yitschaq, que significa "ele ri"). Este não era um gracejo inocente de criança. O contexto e a reação de Sara sugerem um escárnio, uma zombaria maliciosa, talvez até mesmo uma reivindicação de primogenitura e herança. Ismael, o filho segundo a carne, estava escarnecendo do filho da promessa.
A reação de Sara é imediata e dura. Ela exige que Abraão expulse Hagar e Ismael. Sua motivação é clara: “porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque”. Embora sua atitude possa parecer impulsionada pelo ciúme, o Novo Testamento revela que sua ação estava alinhada com o propósito de Deus. Ela agiu para proteger a santidade da herança prometida.
3. A tristeza de Abraão - A cena começa com uma festa. O desmame de uma criança, geralmente por volta dos três anos de idade na cultura antiga, era um marco significativo, um sinal de que a criança havia superado a fase mais vulnerável da vida. Abraão celebra com um grande banquete, honrando a Deus por Seu milagre.
No meio desta celebração, contudo, a semente do conflito, plantada anos antes pela impaciência e pela solução humana (Gênesis 16), germina. Sara vê Ismael, agora um adolescente, “zombando” de Isaque. A palavra hebraica aqui é מְצַחֵק (metsacheq), que tem a mesma raiz do nome de Isaque (יִצְחָק - Yitschaq, que significa "ele ri"). Este não era um gracejo inocente de criança. O contexto e a reação de Sara sugerem um escárnio, uma zombaria maliciosa, talvez até mesmo uma reivindicação de primogenitura e herança. Ismael, o filho segundo a carne, estava escarnecendo do filho da promessa.
A reação de Sara é imediata e dura. Ela exige que Abraão expulse Hagar e Ismael. Sua motivação é clara: “porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque”. Embora sua atitude possa parecer impulsionada pelo ciúme, o Novo Testamento revela que sua ação estava alinhada com o propósito de Deus. Ela agiu para proteger a santidade da herança prometida.
III. AGAR E ISMAEL, DEIXAM A CASA DE ABRAÃO
1. Abraão despede Agar e Ismael - Foi um dia muito triste para Abraão. Diz a Bíblia: “Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e tomou pão e um odre de água, e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela foi-se, andando errante no deserto de Berseba” (Gn 21.14).4 Ele não deve ter dormido bem. Durante a noite, sua mente estava inquieta. Pensando em ter que ver sua esposa secundária, mãe do seu primogênito, ir embora, com o seu filho, sem ninguém para acompanhá-los, sem proteção nenhuma, em direção ao deserto. A Bíblia não diz, mas ele deve ter chorado ante aquela tão desagradável situação.
2. Agar e Ismael no deserto de Berseba - No clímax do desespero, uma verdade gloriosa é revelada: “E ouviu Deus a voz do menino”. O nome de Ismael (יִשְׁמָעֵאל - Yishma'el) significa "Deus ouve". Aqui, Deus demonstra a verdade contida em seu nome. Mesmo no deserto, rejeitado da casa da promessa, o clamor de um jovem em aflição alcança os céus.
O Anjo do Senhor, uma teofania pré-encarnada de Cristo, fala a Hagar, assim como fizera em Gênesis 16. Ele a conforta, ordena que ela se levante e cuide do filho, e reitera a promessa de que ele se tornaria uma grande nação. Então, ocorre o milagre: “Deus abriu-lhe os olhos, e viu um poço de água”.
É crucial notar que o texto não diz que Deus criou um poço, mas que Ele abriu os olhos de Hagar para que ela visse o que já estava lá. A provisão divina estava presente o tempo todo, mas o desespero e as lágrimas a cegaram. Que lição poderosa para nós! Muitas vezes, em nossos desertos, a provisão de Deus está ao nosso alcance, mas precisamos que Ele abra nossos olhos espirituais para enxergá-la.
O trecho se encerra com uma declaração simples, mas profunda: “E era Deus com o menino”. Deus cumpriu Sua promessa. Ismael sobreviveu, cresceu, tornou-se um homem forte e se estabeleceu no deserto de Parã, dando origem a um grande povo, conforme a palavra do Senhor.
3. Deus ouviu a voz de Ismael - Somente Agar podería ouvir a sua própria voz, o seu clamor, e a voz do menino, mas nada podia fazer. Porém o Deus de Abraão, que não dorme nem cochila (SI 121.4), ouviu dos céus o choro lastimoso de Ismael, que olhava para sua mãe, aflita, sem poder fazer nada em seu favor; talvez pensou que o fim era chegado. Mas Deus chegou com a resposta.
E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o Anjo de Deus a Agar desde os céus e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do rapaz desde o lugar onde está. Ergue-te, levanta o moço e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação. E abriu-lhe Deus os olhos; e viu um poço de água, e foi-se, e encheu o odre de água, e deu de beber ao moço. E era Deus com o moço, que cresceu, e habitou no deserto, e foi flecheiro. E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito. (Gn 21.17-21)
Cumpriu-se o que diz o Salmo 46: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (SI 46.1). Agar jamais esperava uma providência para mudar a triste e perigosa situação em que fora obrigada a viver ao lado de seu filho. Mas, por amor a Abraão e de sua semente, o Altíssimo chegou com conforto, amor e proteção. Ele ouviu a voz do menino, na verdade, um adolescente. Além de ouvir a voz de Ismael, o Anjo de Deus mandou a providência mais urgente. Providenciou água para ambos. Agar “viu um poço de água, e foi-se, e encheu o odre de água, e deu de beber ao moço”, e deve ter bebido também. Deus não apenas os socorreu, na aflição em que se encontravam, mas lhes repetiu a promessa feita a Abraão: “Ergue-te, levanta o moço e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação” (Gn 21.18). Nem Ismael nem Agar morreram no deserto de Berseba. Ismael “cresceu, e habitou no deserto, e foi flecheiro. E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito” (Gn 21.20-21).
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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2.
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BIBLIOGRAFIA
Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias
A ZOMBARIA DE ISAAC POR ISHMAEL
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