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sexta-feira, 22 de maio de 2026

LIÇÃO 09 - JACÓ E ESAÚ: IRMÃOS EM CONFLITO.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


            TEXTO ÁUREO

"[...] Duas nações estão no teu ventre, e dois povos se dividirão das suas entranhas: um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá o menor." (Gn 27.33)


                VERDADE PRÁTICA

Os pais não devem ter preferência entre seus filhos e deve tratá-los da mesma forma.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 27. 1-5, 41-44



                    INTRODUÇÃO

A história de Isaque, Esaú e Jacó é um retrato da soberania e graça de Deus. Mesmo em meio a erros humanos, o plano divino segue inabalável. Isaque ensina sobre fé e oração; Rebeca, sobre discernimento e limites; Esaú, sobre o perigo da impulsividade; Jacó, sobre transformação e arrependimento. Deus não escolhe os perfeitos, mas os disponíveis. A venda da primogenitura mostra que o espiritual deve ter prioridade sobre o material. O engano de Jacó mostra que a bênção obtida sem integridade traz dor. Contudo, Deus usa até as falhas para cumprir Seus propósitos. A reconciliação entre Jacó e Esaú (Gn 33.4) é símbolo do perdão que cura. A jornada de Jacó culmina na formação das doze tribos — um povo separado para Deus. Assim, o conflito inicial gera uma nação de propósito eterno. 

A lição final é que Deus transforma engano em redenção. O crente deve aprender a esperar, orar e confiar. A oração de Isaque é modelo de fé; o arrependimento de Jacó é modelo de restauração. Esaú nos alerta contra o desprezo pelo espiritual. Rebeca nos ensina que boas intenções não justificam más ações. A história mostra que a bênção verdadeira vem de Deus, não de manipulação. O propósito divino é maior que as falhas humanas. A graça triunfa sobre o pecado. 

A eleição divina é expressão do amor soberano. Deus cumpre Suas promessas através das gerações. A vida cristã é uma jornada de fé, disciplina e transformação. O estudo de Gênesis 25–33 nos chama à maturidade espiritual. A oração, o arrependimento e o perdão são pilares da vida com Deus. Assim como Jacó foi transformado em Israel, o crente é chamado a uma nova identidade. A história termina com reconciliação — sinal da graça restauradora. Deus continua agindo hoje como agiu com Isaque e seus filhos. A mensagem é clara: não há erro que Deus não possa redimir. A bênção pertence aos que perseveram na fé. Portanto, que cada leitor aprenda a valorizar o espiritual, confiar na soberania divina e viver pela graça. Essa é a essência do evangelho revelada desde Gênesis — Deus fiel, mesmo quando o homem falha.



                I.     OS FILHOS DE ISAQUE


1.    Isaque ora por um filho (Gn 25.21)      -     Isaque sabia que a promessa do Senhor dizia respeito a uma descendência numerosa para Abraão. Mas o único que era contado até o momento era ele próprio, e uma pessoa somente não poderia ser considerada uma "descendência numerosa". Ele compreendeu, portanto, que deveria gerar filhos para que o plano de Deus fosse continuado. E nesse momento, ele se deparou com o seu primeiro desafio espiritual: sua esposa, Rebeca, era estéril. Ele tinha quarenta anos quando se casou com ela e a luz do texto bíblico, começou a orar para que sua esposa engravidasse.

Assim como Isaque nasceu mediante a promessa, seus filhos, da mesma forma, seriam gerados de modo sobrenatural, mediante o poder de Deus curando o ventre de Rebeca. Seriam filhos da promessa, assim como ele mesmo foi. Aqui, perceba que a oração de Isaque não visava primariamente atender um desejo pessoal seu de ser pai, mas sim o de cumprir com o próprio plano de Deus de abençoar as famílias da terra pela descendência prometida. Neste ponto cabe a nós um momento particular de reflexão. 



2.     Rebeca fica grávida     -    Rebeca foi atendida pelo Senhor e engravidou de gêmeos. A Bíblia afirma que os filhos lutavam dentro do seu ventre, o que gerou nela uma profunda preocupação. Ela então foi consultar ao Senhor, o que deve ser entendido como "buscar ao Senhor em oração". Assim como Deus respondeu a Isaque, Ele também falou ao coração de Rebeca. As palavras divinas foram deixadas a nós no texto bíblico:

E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor. E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor. E cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre. E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pêlo; por isso chamaram o seu nome Esaú. E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou. 

Gênesis 25:22-26

Isaque e Rebeca deveriam lidar com um particular desdobramento da promessa divina. Abraão teve diversos filhos, mas "em Isaque será contada a sua descendência". Agora, Isaque teve filhos gêmeos, sendo Esaú o primogênito. Mas a promessa não segue padrões e protocolos humanos e a descendência seria contada não dele, mas de Jacó, porque Deus disse que "o maior servirá o menor". 

Embora os dois filhos tenham sido gerados "pela fé", somente um deles receberia a fé de salvação. Os dois nasceram no mesmo estigma do pecado, mas somente um seria vivificado. A um, Deus haveria de mostrar justiça, ao outro, misericórdia. Falaremos muito disso na próxima reflexão, mas deixo um lampejo do que a própria Escritura afirma a esse respeito:

Todavia, antes que os gêmeos nascessem ou fizessem qualquer coisa boa ou má — a fim de que o propósito de Deus conforme a eleição permanecesse, não por obras, mas por aquele que chama — foi dito a ela: "O mais velho servirá ao mais novo". Como está escrito: "Amei Jacó, mas rejeitei Esaú". Romanos 9:11-13


3.     O nascimento dos gêmeos     -     Vemos que esta família não cresceu, um filhote por vez, mas recebeu dois de uma vez só. Todavia, mesmo sendo gémeos, os irmãos eram profundamente diferentes, não apenas nas suas caraterísticas físicas, mas também nas suas personalidades, que ditavam as suas inclinações. Enquanto Esaú era virado para a caça, e gostava de andar pelo campo, Jacó era simples, e “caseiro”. Ora, sabemos que todas as famílias têm alguma diversidade, que pode ser muito ou pouco acentuada. Cabe aos pais discernirem essa diversidade e aprenderem a lidar com ela, respeitando-a. Seria com certeza contraproducente que, Isaque e Rebeca, agissem de modo igual com dois filhos tão distintos. E na verdade, Deus tinha propósitos muito diferentes para cada um, os quais foram confiados a Rebeca, como vimos nos vers. 22-23, em resposta à sua oração. 

Portanto, após a experiência de paternidade / maternidade, este casal teve grande dificuldade em perceber a diversidade dos seus filhos, sem tomar partido de um deles, não conseguindo agir com equidade para com eles. E este é um grande desafio para todos os pais: Cada pai e mãe é um ser humano que sente maior ou menor afinidade com o caráter e as inclinações de um ou outro filho, em determinados momentos, mas isso nunca pode ser motivo para os tratar de modo desigual em termos de justiça, cuidados, atenção e proteção. A diferenciação não significa discriminação. É importante tratar cada um com respeito à sua individualidade, mas não beneficiar um, prejudicando outro.



                II.    ESAÚ VENDE SUA PRIMOGENITURA


1.   Preferências entre filhos    -    Infelizmente, Isaque e Rebeca não conseguiram respeitar a individualidade dos seus filhos, e cada um, foi injusto com um dos filhos, devido às suas preferências. Vejamos o vers. 28-34 de Gen. 25: ”E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó. E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo, e estava ele cansado; E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso se chamou Edom. Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura? Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó. E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura. “

Percebe-se nitidamente que Isaque criou maior afinidade com Esaú, pois tinham a caça em comum. Já Rebeca criou maior afinidade com Jacó que, provavelmente, ficando mais por casa, acabava por passar mais tempo com a mãe e, eventualmente, até a ajudaria na lida. Assim, cada um foi cultivando mais a relação com um dos filhos, baseado na afinidade existente, e acabou por negligenciar a relação com o outro filho. Esta preferência distinta que cada um tinha, levou a que tivessem grande dificuldade em se manter unidos na função de educar, perdendo o foco da união na educação dos filhos. A própria comunicação entre Isaque e Rebeca falhou redondamente, pois se Deus falara a Rebeca sobre os propósitos distintos que tinha para cada filho, eles deviam estar unidos, cooperando para os propósitos de Deus! Se a comunicação tivesse sido correta, poderia ter alterado o modo como tudo sucedeu e o impacto negativo que teve na vida de cada um dos membros desta família.

O processo educativo necessita de dois elementos que têm de agir alinhados: pai e mãe. Quando um se demite do seu papel, tal torna-se notório na vida dos filhos. Se analisarmos Esaú, o preferido de Isaque, entendemos que se tornou rude, desprovido da sensibilidade, negligenciando as “coisas espirituais”, a ponto de se envolver com mulheres fora do seu povo, e indo assim contra o que Deus instituíra, causando desgosto a seus pais (ver Gén. 26:34-35); Quanto a Jacó, o preferido de Rebeca, vivia na ânsia de ocupar um lugar que, tendo-lhe sido dado por Deus, dispensaria a utilização de artimanhas. Ele não permitiu que o seu lugar lhe fosse dado, mas usurpou-o Na verdade, ambos se tornaram homens inseguros, pois não havia alinhamento, cooperação, auxílio mútuo na relação de seus pais, quanto ao processo educativo de cada um deles, e um tinha muita influência de Rebeca e influência quase nula de Esaú, sucedendo o contrário com o outro. 

Acredito que não só cada um dos progenitores tinha nítida preferência por um dos filhos, como cada um agia de modo a ser, ele mesmo, o preferido do filho que preferia. O problema é que quando pai e mãe deixam de agir como uma equipa coesa, e passam a agir, individualmente, cada um com o objetivo de ser o preferido de um filho, destroem a coesão tão necessária para atingir os melhores resultados na educação dos filhos e sua preparação para o futuro, acabando por lhes passar valores errados.

O resultado da inexistência de união entre Isaque e Rebeca, no que respeitava à educação dos filhos ficou à vista: Jacó tornou-se manipulador, utilizando os seus trunfos (no caso, o facto de saber cozinhar bem), e Esaú tornou-se negligente, trocando uma bênção preciosa como era a primogenitura, por um prato de lentilhas.


Manter a lealdade na relação do Casal


A preferência demonstrada pelos filhos, levou ainda à deslealdade. Por um lado, a Bíblia não relata se Rebeca terá ou não partilhado com o marido os propósitos que Deus falara ao seu coração para os seus filhos, mas por outro também não sabemos se foi Isaque quem resistiu ao que Deus falara, ou quem estava mais desatento aos propósitos divinos. A verdade é que os propósitos de Deus sempre aconteceriam, mas poder-se-iam evitar algumas mágoas familiares.

Em Génesis 26, é relatada uma mudança na vida deste casal, pois Deus conduz Isaque a morar em Gerar. A partir do vers.6, é contada a vivência do casal naquele lugar: Rebeca era uma mulher muito bonita e Isaque temia que ela suscitasse desejo noutros homens. Por essa razão, em vez de proteger a sua esposa, Isaque foi desleal, tentando apenas proteger-se a si próprio, mentindo ao dizer que ela era sua irmã, com receio que o matassem para ficar com ela. Todavia essa situação foi descoberta pelo rei Abimeleque, e acabou, por misericórdia de Deus, por se reverter em proteção (veja-se os vers. 6-33).

Mais tarde, já fora daquele lugar, também Rebeca foi desleal para com Isaque. Se observarmos a passagem contida em Génesis 27:5-17, percebemos que Rebeca impulsionou Jacó a enganar e mentir a seu pai a fim de obter a benção que Isaque, naquele momento, destinara entregar a Esaú. Ao ouvir o que Isaque pretendia fazer, Rebeca, mulher determinada e ciosa das suas convicções quanto ao futuro de Jacó, caiu em deslealdade para com o seu marido. A sua preocupação em certificar-se de que a bênção ia para Jacó, seu preferido, levou-a a romper com a idoneidade, induzindo Jacó a enganar o próprio pai, e abdicando da transparência tão necessária a qualquer família. 

Vejamos os vers. 6-10: 

“ Então falou Rebeca a Jacó seu filho, dizendo: Eis que tenho ouvido o teu pai que falava com Esaú teu irmão, dizendo: “Traze-me caça, e faze-me um guisado saboroso, para que eu coma, e te abençoe diante da face do Senhor, antes da minha morte. Agora, pois, filho meu, ouve a minha voz naquilo que eu te mando: Vai agora ao rebanho, e traze-me de lá dois bons cabritos, e eu farei deles um guisado saboroso para teu pai, como ele gosta; E levá-lo-ás a teu pai, para que o coma; para que te abençoe antes da sua morte.”

 Não bastando a Rebeca a iniciativa de levar Isaque a enganar o pai para obter o que pretendia, elaborando ela própria o plano, ainda engendrou forma de tudo correr do modo planeado, cozinhando, de modo absolutamente cúmplice, o guisado e certificando-se de que o pai não se apercebia de estar perante o filho errado, como lemos nos vers. 15-17: “ Depois tomou Rebeca os vestidos de gala de Esaú, seu filho mais velho, que tinha consigo em casa, e vestiu a Jacó, seu filho menor; E com as peles dos cabritos cobriu as suas mãos e a lisura do seu pescoço; E deu o guisado saboroso e o pão que tinha preparado, na mão de Jacó seu filho.”


2.    O valor da primogenitura    -     Nos tempos bíblicos, o primogênito recebia certos direitos, responsabilidades e privilégios exclusivos. O filho primogênito do sexo masculino de um casal tinha prioridade e preeminência na família e recebia o melhor da herança. A nação de Israel é identificada como o "primogênito" de Deus na Bíblia (Êxodo 4:22; Jeremias 31:9); em outras palavras, Israel ocupava um lugar especial de privilégio e bênção entre as nações.

Os povos das culturas antigas davam grande valor ao filho mais velho, atribuindo-lhe benefícios e obrigações distintas. O primogênito do sexo masculino era importante porque se acreditava que ele representava o auge da força e da vitalidade humana (Gênesis 49:3; Salmo 78:51) como o "abridor do ventre" (Êxodo 13:2, 12, 15; Números 18:15; Lucas 2:23). Como resultado, o filho primogênito se tornava o principal herdeiro da família. O direito de primogenitura envolvia uma porção dupla dos bens da casa e a liderança da família caso seu pai ficasse incapacitado ou se ausentasse por algum motivo (Deuteronômio 21:17). Após a morte do pai, o filho mais velho geralmente cuidava de sua mãe até a morte dela e sustentava suas irmãs solteiras.

No Antigo Testamento, os primogênitos humanos - e os animais - eram considerados sagrados para Deus (Gênesis 4:4; Êxodo 13:1-2; Levítico 27:26; Números 3:11-13; Deuteronômio 15:19-23). Depois que Deus resgatou Israel da escravidão no Egito, ordenou que o povo consagrasse a Ele todo primogênito humano do sexo masculino e todo primogênito animal (Êxodo 22:29-30). A dedicação era uma lembrança da grande libertação de Deus e um sinal para seus filhos de que Deus os havia tirado do Egito (Êxodo 13:11-16).


3.    Esaú vende seu direito à primogenitura    -     O primogênito podia vender seus direitos, como Esaú fez com Jacó (Gênesis 25:29-34). Ao fazer isso, "Esaú desprezou o seu direito de primogenitura" (Gênesis 25:34). O autor de Hebreus advertiu seus leitores: "Ninguém seja imoral ou profano, como Esaú, que por uma simples refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque sabeis que, mais tarde, querendo ele ainda herdar a bênção, foi rejeitado; e não achou lugar de arrependimento, ainda que o buscasse com lágrimas" (Hebreus 12:16-17). Ao assumir levianamente sua posição de primogênito, Esaú pecou contra Deus e sua família.

Os direitos do primogênito também poderiam ser perdidos, como foi o caso de Rúben, o filho primogênito de Jacó (Gênesis 49:3-4). Rúben dormiu com Bila, a concubina de seu pai (Gênesis 35:22), um ato que demonstrou o maior desrespeito por seu pai e sua família. Jacó negou a Rúben a bênção do primogênito por causa desse pecado (Gênesis 49:4). De fato, Jacó também negou a bênção do primogênito aos dois filhos mais velhos seguintes, devido à violência deles contra os siquemitas (Gênesis 49:5-7; cf. Gênesis 34).

A importância do primogênito atinge seu ápice nas Escrituras na pessoa de Jesus Cristo. Todas as implicações anteriores do papel do primogênito na Bíblia servem para iluminar a preeminência de Cristo sobre toda a criação e na família de Deus.

O Novo Testamento descreve Cristo como o "primogênito" várias vezes. Em um sentido terreno, Jesus é o filho primogênito de Maria (Lucas 2:7), e Ele foi dedicado de acordo com a lei (Lucas 2:22-24). Espiritualmente, Jesus é o "primogênito entre muitos irmãos e irmãs" no corpo de Cristo (Romanos 8:29). Em Colossenses 1:15, o apóstolo Paulo escreve: "O Filho é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação". Esse uso do título de primogênito para Cristo ecoa o texto do Salmo 89:27-29, onde Deus diz o seguinte sobre o rei Davi: "Também lhe darei o direito de primogenitura e o tornarei o mais exaltado dos reis da terra. Eu o conservarei para sempre no meu amor, e minha aliança com ele permanecerá firme. Farei sua descendência subsistir para sempre, e o seu trono, enquanto existirem os céus."

No livro de Hebreus, Cristo é "herdeiro de todas as coisas" (Hebreus 1:2) e o "primogênito de Deus no mundo" (Hebreus 1:6). Assim como o filho primogênito é o cabeça de sua família terrena depois do pai, Jesus Cristo é o cabeça do corpo de Cristo - a igreja - depois de Deus, o Pai (Efésios 1:20-23; Colossenses 1:18, Hebreus 2:10-12). Assim como o filho primogênito recebe a maior herança de seu pai, Jesus Cristo recebe o mundo como Sua herança. Deus diz a Seu Filho: "Pede-me, e te darei as nações como herança, e as extremidades da terra como propriedade" (Salmo 2:8).

Como ponto de esclarecimento, o termo primogênito em relação a Jesus não sugere que Ele seja um ser criado. O Filho de Deus existe há toda a eternidade junto com o Pai e o Espírito Santo. Jesus é totalmente Deus (João 1:1-3). Ele assumiu a carne humana para que pudesse se tornar nosso Salvador e servir como o Mediador entre a humanidade e Deus (1 Timóteo 2:5). Quando as Escrituras se referem a Cristo como o "primogênito", a mensagem é que a supremacia, a soberania e a prioridade de Cristo se estendem sobre todas as coisas e todos os outros seres.

Ao pagar pelo nosso pecado, Jesus Cristo sofreu a morte, mas também se tornou "o primogênito dentre os mortos" (Apocalipse 1:5); ou seja, Ele venceu a morte e é a primeira pessoa a "nascer" para a vida eterna depois de morrer. Pela graça de Deus, por meio da fé em Jesus, nós também podemos receber a vida eterna (Efésios 2:1-10; João 3:16-18). Por meio de Sua morte e ressurreição, Jesus é as "primícias" que garantem a ressurreição futura e a vida eterna de muitos outros filhos e filhas de Deus (1 Coríntios 15:20-23). Como Ele mesmo disse: "Porque eu vivo, vós também vivereis" (João 14:19).



                III.     REBECA INDUZ JACÓ AO PECADO


1.     Isaque manda Esaú preparar um guisado    -    Gênesis 27 começa mostrando um Isaque já velho e debilitado. Ele já não enxergava mais e pensava que o fim de sua vida havia chegado. Então ele chamou seu filho mais velho, Esaú, e lhe pediu que ele lhe preparasse uma refeição saborosa com carne de caça.

O próprio Isaque deixa claro que seu objetivo era comer a refeição que ele tanto apreciava feita por seu filho mais velho, e então abençoá-lo antes de sua morte (Gênesis 27:4). Era costume naquele tempo, por ocasião de uma despedida ou da morte iminente, que o líder da família desse sua bênção.  Mas na família de Abraão o significado espiritual dessa bênção era singular. Isso porque aquele que fosse abençoado se tornaria o herdeiro das promessas de Deus. Então aquele era um momento decisivo na família da aliança.

Além disso, Jacó se mostrou preocupado em seu pai perceber sua trapaça. Caso isso acontecesse, ele sabia que poderia ser amaldiçoado ao invés de abençoado (Gênesis 27:12). Mas Rebeca assumiu a responsabilidade e disse que a maldição poderia cair sobre ela (Gênesis 27:13). Notavelmente Jacó não se mostrou nenhum um pouco incomodado se o plano de sua mãe era moralmente aceitável ou não. Ele estava apenas preocupado com a possibilidade de o plano dar errado.

Jacó fez tudo conforme Rebeca lhe pediu. Após preparar a refeição de carne que Isaque apreciava, Rebeca também vestiu Jacó com a melhor roupa de Esaú que ela tinha em sua casa. Para disfarçar as diferenças entre Jacó e Esaú, Rebeca cobriu as mãos e o pescoço de Jacó com a pele dos cabritos que ela tinha preparado.


2.    O plano de Rebeca    -    Tempos depois, sendo Isaque já velho, chamou Esaú e fez um pedido e uma promessa. O patriarca queria comer um delicioso prato preparado pelo caçador Esaú, para em seguida abençoar seu filho mais velho (Gn 27.1-4). Esaú foi caçar. Rebeca, escutou a conversa. Imediatamente, chamou Jacó e explicou o plano para enganar Isaque, que estava cego, e, assim, tomar a benção de Esaú (Gn 27.5-13). Note que Esaú deveria ter participado ao Pai que havia vendido o direito de primogenitura para Jacó. Teria evitado muito transtorno para a família.

Rebeca fez a refeição. Depois pegou a melhor roupa de Esaú para vestir Jacó. Para ficar perfeito o disfarce, cobriu as mãos e o pescoço de Jacó com pelo de animais, pois Esaú era peludo e o filho mais novo não (Gn 27.15,16). Disfarçado, com o coração cheio de mentiras e apoiado pela mãe, Jacó enganou o pai e recebeu a benção que havia comprado no lugar de Esaú (Gn 27.18-29). Jacó e sua mãe deveriam ter contado a verdade a Isaque e reivindicado o direito comprado.


3.     As consequências dos atos de Jacó     -       “A forma como reagimos a um dilema moral costuma revelar nossos verdadeiros motivos. Em geral, ficamos mais preocupados em ser pegos do que em fazer o que é certo. Jacó não pareceu preocupado quanto ao plano enganoso de sua mãe; sua única preocupação era apenas a de ser pego enquanto o executava. Se você tem a preocupação de ser apanhado, está provavelmente em posição não muito honesta.

Faça deste medo um alerta e aja de forma íntegra. Jacó pagou um alto preço por executar um plano desonesto. Jacó hesitou ao ouvir o plano enganoso de Rebeca. Embora o houvesse questionado pelo motivo errado (medo de ser pego), ele protestou e ainda lhe deu uma chance para reconsiderar. Rebeca, porém, estava tão envolvida no plano que não conseguia mais ver com clareza o que fazia […]. [Por fim], embora Jacó tivesse recebido a bênção desejada, o fato de ter enganado seu pai custou-lhe muito caro. Eis algumas consequências daquele engano:

(1) Jacó nunca mais viu sua mãe; (2) seu irmão quis matá-lo; (3) ele foi enganado por seu tio, Labão; (4) sua família dividiu-se devido a conflitos; (5) Esaú tornou-se o fundador de uma nação inimiga; (6) Jacó ficou exilado de sua família durante anos” 

Jacó permaneceu exilado de sua família por 20 anos. Ele fugiu de Canaã para Padã-Arã para escapar da ira de seu irmão Esaú.

Durante esse período na casa de seu tio Labão:

14 anos foram trabalhados para casar com Lia e Raquel.

6 anos foram trabalhados em troca de seus rebanhos]

Após esse ciclo de 20 anos, Jacó retornou para Canaã para se reconciliar com sua família.



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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Genesis - Série Cultura Bíblica - Derek Kidner

Fontes: Teólogo Internacional (Fabiano Souza), Pecador Confesso (Hubner Braz), Revista EBD (PECC)

Isaque - Sermão de 14/08/2022

Igreja Lighthouse - Lições Aprendidas com Isaque e Rebeca – Parte 2

Por que o primogênito é tão importante na Bíblia? | GotQuestions.org/Portugues

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 Wh, Família Cristã Church, Cajamar, SP - YouTube @PrHenrique: Escrita, Lição 9, CPAD, Jacó e Esaú - Irmãos em Conflito, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Estudo de Gênesis 27: Esboço e Comentário Bíblico




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