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domingo, 19 de abril de 2026

LIÇÃO 04 - A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                        TEXTO ÁUREO

"E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti." (GN 17.7)


                        VERDADE PRÁTICA

Deus é fiel para cumprir tudo aquilo que nos prometeu.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 17. 1-9



                    INTRODUÇÃO


Deus sempre deixa bem claro os seus propósitos para com a humanidade e, principalmente, para seus servos.  No capítulo 12 de Gênesis, Deus falou com Abrão, prometendo-lhe que ele seria feito “uma grande nação” (Gn 12.2); no capítulo 15, ante a dificuldade de entender a promessa, Abrão questiona Deus, e Ele lhe responde, prometendo que lhe daria a terra onde estava a sua semente (Gn 15.18). Mas, como vimos, a impaciência de Sarai o levou a aceitar a proposta dela para se unir a Agar e ter filho com sua serva. Com base em Gênesis 17, vemos que, quando Abrão já contava 99 anos, o Senhor lhe apareceu, e mudou o nome dele e o de sua esposa, para que suas identidades estivessem em harmonia com o plano de Deus em suas vidas. Neste capítulo, vemos que Deus renovou suas promessas ao patriarca, mas o fez com uma condição: “anda em minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1). A princípio, essa condição parece impossível de ser atendida. Como alguém pode ser perfeito na presença de Deus? A Bíblia diz que, no mundo, “na verdade, não há homem justo sobre a terra, que faça bem e nunca peque” (Ec 7.20; 1 Rs 8.46). Conforme entendemos, a Bíblia não tem contradições. O homem jamais poderá ter a perfeição absoluta. Esta só Deus a tem. Porém a perfeição que Deus exigiu de Abrão referia-se à sua integridade espiritual e moral, sinônimo de santidade ou irrepreensibilidade (Cf. 1 Ts 5.23). Em seguida, Deus renovou 0 concerto já firmado anterior mente, estendendo-o à sua descendência (Gn 17.2-14).



                I.    DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E SARAI


1.    O novo nome de Abrão    -      Havia uma conexão entre eles e a vontade de Deus. Era um ato de fé, vinculado muitas vezes aos acontecimentos vividos pelos genitores. Exemplos diversos são encontrados na Bíblia. Quando José teve seu primeiro filho, e lhe pôs o nome de Manassés, ele já era governador do Egito. Depois de ter sofrido tanto, ser desprezado pelos próprios irmãos, vendido como escravo para o Egito, ao interpretar o sonho de Faraó, pela sabedoria que Deus lhe dera, José pôs o nome no seu primogênito de Manassés, que significa “Deus me fez esquecer”, ou “esquecimento”, em alusão a tudo o que passara entre seus irmãos, na casa de seus pais. Ao segundo filho, deu o nome de Efraim, que significa “duplamente frutífero”, ou “Deus me fez crescer” (Gn 41.51-52). H á casos em que a mudança de nome foi feita pelo próprio Deus, tendo em vista seu plano para algumas pessoas.

No caso de Abrão, seu nome original significa “pai exaltado”. Diante do plano de Deus em sua vida, esse nome não parecia adequado para a sua história. Deus lhe apareceu quando ele estava com 99 anos, renovou suas promessas para ele, e lhe mudou o nome, dizendo:

Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações. E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho posto. E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti. E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti. E te darei a ti e à tua semente depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão, e ser-lhes-ei o seu Deus. Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás o meu concerto, tu e a tua semente depois de ti, nas suas gerações (Gn 17.4-9)


2.    O novo nome de Sarai     -     O nome Sarai tem significado em hebraico e a sua tradução 

mais comum é “minha princesa” ou “minha senhora”. Sarai é 

o nome original da matriarca Sara, esposa de Abraão. A mudança de nome ocorreu quando Deus anunciou que ela teria um filho. Face ao plano de Deus para Sarai, que era mulher estéril, esposa de Abraão, “pai da multidão de nações”, Deus mudou seu nome para Sara, cujo significado é “mãe das nações”. 

Diz a Bíblia:

Disse Deus mais a Abraão: a Sarai, tua mulher, não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome. Porque eu a hei de abençoar e te hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela. (Gn 17.15-16)

Mais um exemplo de que, quando Deus age, todas as coisas, em seus mínimos detalhes, harmonizam-se de forma especial. Um “pai exaltado” e uma “princesa” não estariam de acordo com o desígnio de Deus. Porém um “pai da multidão de nações” (Abraão) e uma “mãe das nações” (Sara) estariam unidos para cumprir o plano do Senhor para suas vidas. E assim aconteceu, como nos mostram as Escrituras.


3.    O pai da fé riu diante da promessa    -    A frase "O pai da fé riu diante da promessa" refere-se a um momento crucial na história bíblica de Abraão (Gênesis 17:17), quando ele, aos 99 anos, recebeu a promessa de Deus de que teria um filho com sua esposa Sara, que já era idosa (89 anos). 

O contexto do riso de Abraão:

  • O Riso e a Prostração: Em Gênesis 17:17, é dito que Abraão caiu sobre o seu rosto, riu e disse no seu coração: "A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara, aos noventa anos?".
  • Significado do Riso: Embora o riso de Sara posteriormente (Gênesis 18:12) tenha sido de dúvida, alguns intérpretes sugerem que o riso de Abraão pode ter sido uma mistura de surpresa, alegria, espanto ou até mesmo incredulidade momentânea diante da impossibilidade física, e não necessariamente cinismo, pois ele se prostrou em reverência.
  • O "Pai da Fé" com Dúvida: Abraão é chamado de "pai da fé", mas esse episódio destaca sua humanidade e momentos de hesitação antes da plena convicção.

Não podemos criticar Abraão por seu riso. Em sua velhice, casado com uma esposa estéril, podemos compreender sua estranheza. Ele não riu diante das pessoas. Ele “riu-se, e disse no seu coração”, no seu interior somente. Em pensamento, ele disse que achava muito estranho que um homem de 100 anos e a esposa, com 99 anos, em extrema velhice, e, ainda mais, sendo ela estéril, tivessem um filho. Seria isso possível? Mas ele se esqueceu de que, quando Deus quer operar, nada e ninguém o pode impedir (cf. Is 43.13). “Porque para Deus nada é impossível” (Lc 1.37). Após o riso, Deus confirmou seu plano na vida de Abraão e lhe disse de forma muito clara: “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele” (Gn 17.19).



                II.     A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DEUS COM ABRÃO


1.    O chamado de Deus a Abraão foi especial    -     O chamado de Deus a Abraão (Gênesis 12) foi especial por representar uma ruptura drástica com a idolatria de seu Pai e o passado, exigindo fé incondicional para deixar sua terra e parentela rumo a um lugar desconhecido. Deus prometeu transformar Abraão em uma grande nação, abençoar o seu nome e, por meio dele, abençoar todas as famílias da terra. 

Pontos marcantes do chamado de Abraão:

  • Renúncia Total: Abraão precisou deixar para trás sua terra, parentes e a casa de seu pai, rompendo com a cultura de Ur para seguir um chamado divino.
  • Fé no Desconhecido: Ele obedeceu sem saber para onde ia, confiando apenas na promessa de Deus de guiá-lo à terra de Canaã.
  • A Promessa da Aliança: A promessa incluiu uma descendência numerosa (mesmo sendo Abraão idoso e sua esposa estéril), a proteção divina e a formação de um novo povo.
  • Propósito Profético: O objetivo era mais do que geográfica, era estabelecer uma nação santa através da qual o Messias viria ao mundo. 

A resposta de Abraão foi imediata, caracterizando-o como o pai da fé, mudando sua vida de um morador local para um peregrino sob a promessa de Deus, conforme explica. 

E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça. Gênesis 15:6

Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça

Romanos 4:3

Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Gálatas 3:6

E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus. Tiago 2:23

Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu, e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações. Gênesis 17:9

ALIANÇA3 Em hebraico, uma “aliança” é determinada pelo termo berit, e berit karat siçnifica “fazer (lit., ‘cortar’ ou ‘lapidar’) uma aliança”. Em grego o termo é diatheke (que pode significar tanto “pacto”como “último desejo e testamento”), e o verbo é diatithemi (At 3.25; Hb 8.10; 9,16; 10.16). Uma aliança é um acordo entre duas ou mais pessoas em que quatro elementos estão presentes: partes, condições, resultados, garantias. As alianças bíblicas são importantes como uma chave para duas grandes facetas da verdade: Soteriologia - O plano de Deus através de Jesus Cristo para redimir os seus eleitos, está revelado de uma maneira ampla e profunda nas sucessivas alianças. Profecia - As alianças abraâmica, palestina, davídica e as novas alianças abrem todo o panorama relacionado à primeira e à segunda vinda de Cristo, e o seu reinado milenar na terra. A maior parte das grandes alianças revela fatos relacionados ao sofrimento, sacrifício, governo, e reinado do Messias. A maneira como estas duas correntes de pro fecia devem ser interpretadas determina finalmente a sua escatologia, se ela deve ser amilenial, pós-milenial, ou pré-milenial, A questão a ser encarada é se o método a ser aplicado a ambas correntes de profecia será o mesmo.  

As Partes. Estas podem ser; 

(1) Indivíduos, como por exemplo Abraão e Abimeleque (Gn 21.27) ou Jacó e Labão (Gn 31.44-46), quan do cada um se sujeitou a certas condições e ofereceu uma prova como garantia da alian ça feita. 

(2) Nações, como quando Naás, o amonita tentou forcar uma aliança sobre Jabes-Gileade em 1 Samuel ll.lss,, ou quan do os israelitas foram tolamente levados a fazer uma aliança com os gibeonitas (Js 9.6 16). 

(3) Deus e o homem eram as partes das grandes alianças do reino messiânico, tal como a aliança Abraâmica (Gn 12.1-7; 15; 17.1-14; 22.15-18), a aliança Palestina (Dt 29-30), e a aliança Davídica (2 Sm 7.4-16; SI 89,3,4,26-37; 132.11-18). 

(4) Deus, o Pai, e Jesus Cristo, eram as partes originárias da aliança da redenção (SI 40.6-8; Hb 10.5 14), sendo Cristo o mediador desta aliança, enquanto Deus e os indivíduos (Hb 7.9ss.) e Deus e Israel (Jr 31.37) eram seus companheiros eficazes. O Pai e o Filho eram a par te líder da aliança da graça, Deus Pai fez uma aliança com Cristo para salvar pela graça aqueles que cressem no Filho, e em sua morte substitutiva. Esta aliança se tornou o fundamento de Romanos 4 e Hebreus 11, as duas loci dassici, ou passagens principais concernentes à justificação pela fé no NT. No AT, os indivíduos entravam nesta aliança através de sua fé salvadora, em uma aceitação de um tipo de Cristo no AT, e no NT pela mesma fé com a aceitação do modelo oposto, o próprio Senhor Jesus Cristo. 

Condições. Em cada aliança são expressas certas condições. Isto se aplica tanto às alianças unilaterais, ou seja, anunciadas por Deus para um homem e promulgadas com a certeza de que acontecerão, e nesse ponto incondicionais; e também àquelas que são bilaterais, ou seja, aquelas alianças que es tão totalmente condicionadas à aceitação e ao cumprimento por ambas as partes. Todas as alianças humanas são bilaterais e condicionais, As alianças entre Deus e o homem podem ser principalmente unilaterais, como a aliança abraâmica, a davídica, e a nova aliança; ou bilaterais, como por exemplo, a aliança mosaica. Ainda podemos ficar confusos se não enxergarmos que até mesmo as alianças unilaterais têm essencialmente um aspecto bilateral, à medida que a sua aplicação diz respeito aos indivíduos. Isto pode ser visto no fato descrito por Paulo em Romanos 9 de que, embora as alianças pertençam a Israel, “nem todos os que são de Israel são israelitas; nem por serem descendência de Abraão são todos filhos” (Rm 9.6,8). Elas se aplicam aos eleitos. Mais adiante vemos que o selo, sinal ou símbolo de alguém ter aceitado o relacionamento da aliança por um ato de fé individual é um passo de obediência, mesmo na aliança abraâmica, cujo sinal era a circuncisão (cf. de grande parte daquilo que está contido em Gn 17.10,11 onde o sinal foi declarado como parte de uma aplicação individual da alian ça. “Esta é minha aliança... todo macho en tre vós será circuncidado”). Qualquer tentativa de separar o elemento unilateral da aliança abraâmica da sua aplicação individual torna-se artificial e, portanto, o conhecimento de ambos os fatores - unilateral e bilateral - em tal aliança se faz necessário, assim como o batismo nas águas é o sinal ou a confirmação da associação de alguém na nova comunidade da aliança. As análises mostram que os elementos unilaterais em uma aliança são proféticos e, portanto, condicionados ao ponto em que são dependentes da aceitação pessoal pela fé, com a motivação que vem da graça soberana de Deus. 

Resultados. Estes podem ser também pro messas de bênçãos quando a aliança é mantida, ou advertências de punição quando a aliança é quebrada - ou ambas. Por exemplo, na aliança abraâmica havia uma promessa de descendência (que de acordo com Gálatas 3.16 era Cristo; cf. Gn 12.1-3; 13.16; 22.18), de uma terra, de fama e de uma grande posteridade. Estes fatos eram proféticos e certos. Ao mesmo tempo, havia um aspecto condicional, porque cada participante crente tinha que ser circuncidado como um sinal da sua fé, mesmo no caso de Abraão (Gn 17.9-17; Rm 4.11). Aqueles que se recusavam a ser circuncidados quebravam a aliança (Gn 17,14). Esta cerimonia apontava para Cristo em quem nós, cristãos, somos circuncidados com a “circuncisão de Cristo” (Cl 2.11). Tudo isso é condicional, pois a sua base é a fé salvadora.

 Garantias. A garantia que se dava para as segurar o cumprimento da aliança era normalmente um juramento. Para os homens, era um juramento tão solene que constituía o caráter do desejo ou testamento. A idéia é que assim como o testador não poderia mudar a sua vontade quando morto, o criador da aliança também não poderia mudá-la. A forma de expressá-la era matando um animal, partindo-o ao meio, e em seguida passando-se pelo meio de ambas as partes (Gn 15.9ssJ. Cristo selou a nova aliança através de sua morte (Hb 9.15-17), e instituiu a Ceia para celebrá-la (Mt 26.28; Mc 14.25; 1 Co 11.25,26). Às vezes se fazia uma oferta (Gn 21.30), ou se instituía um sinal, como um marco ou um monte de pedras (Gn 31.52). Como Deus não tem nada e ninguém maior do que Ele mesmo para jurar, também confirmou as suas alianças jurando por si mesmo (Dt 29.12; Hb 6.13,14), por exemplo, ao confirmar a sua aliança com Abraão, ao jurar pelo seu controle providencial do mundo, e ao anunciar a nova aliança em Jeremias 31.35; 33.20.


2.    Qual o objetivo do concerto com os patriarcas?     -        O objetivo do concerto (aliança) de Deus com Abraão, Isaque e Jacó era estabelecer uma nação santa (Israel) para revelar Sua vontade ao mundo, formar uma aliança inquebrável com Seu povo e, fundamentalmente, providenciar a salvação para todas as nações da terra através da descendência deles, o descendente JESUS.

Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós, Romanos 4:16 

Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé. Romanos 4:13

  • A "Semente" Singular: Paulo argumenta que a Escritura não usa o plural "aos descendentes", mas sim o singular "ao seu descendente", focando em uma pessoa específica, que é Cristo. DEUS chama Abrão tendo em vista JESUS CRISTO.

Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. Gálatas 3:16

 

Principais Objetivos e Promessas do Concerto:

  • Salvação Universal: O propósito supremo era abençoar todas as famílias da terra, cumprido na figura de Jesus Cristo.
  • Formação de uma Nação: Criar um povo escolhido, Israel, que servisse como testemunha de DEUS e donde nasceria JESUS.
  • Promessa de Terra: Promessa de uma Terra extensa como herança perpétua para a descendência dos patriarcas (só será realizada no milênio).

De acordo com Josué 1:4, 13.1, 21:43-45 e outras passagens, a promessa dada por DEUS a Israel abrange uma área vasta, descrita com os seguintes limites: 

Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates; ¹⁹ E o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, ²⁰ E o heteu, e o perizeu, e os refains, ²¹ E o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu. Gênesis 15:18-21 – Hoje Israel só tem cerca de 2.8% das terras que DEUS lhes deu.

Josué 1:4 - Sul: O deserto. Norte: O Líbano e a terra dos hititas (Síria). Leste: O grande rio, o Rio Eufrates. Oeste: O Grande Mar (Mar Mediterrâneo).

  • Multiplicação e Proteção: Promessa de transformar a semente de Abraão em uma "multidão de nações" e protegê-los.
  • Aliança Pessoal: Estabelecer um relacionamento inquebrável, onde Deus se torna o "Deus de Abraão, Isaque e Jacó". 

Os patriarcas funcionaram como fundadores desta fé servindo como líderes espirituais e familiares nesta aliança. 


3.    O concerto e as promessas     -    O concerto de Deus com Abrão (Gênesis 12, 15, 17) foi uma aliança incondicional e solene, onde Deus prometeu torná-lo pai de uma grande nação, dar-lhe uma extensa terra, incluindo Canaã e abençoar todas as famílias da terra através de sua descendência. As promessas incluíam descendência inumerável, proteção divina e mudança de nome (Abrão para Abraão).

Principais Elementos do Concerto e Promessas (Gênesis 12, 15, 17):Terra: Promessa da extensa terra, incluindo Canaã para a sua descendência.
Descendência (Semente): Promessa de uma numerosa posteridade, que resultaria em uma grande nação e, eventualmente, em Cristo.
Bênção Universal: "Em ti serão benditas todas as famílias da terra" (através de JESUS).
Nome Grande: Deus engrandeceria o nome de Abraão.
Proteção: Deus seria o escudo e o galardão de Abraão.

Detalhes do Pacto:O Sinal: O sinal físico do concerto foi a circuncisão de todos os homens da sua casa.
Mudança de Nomes: Abrão ("pai exaltado") tornou-se Abraão ("pai de uma multidão de nações"), e Sarai ("minha princesa") tornou-se Sara ("mãe de nações").
Cumprimento: Apesar da espera de 25 anos (dos 75 aos 100 anos de Abraão), Deus cumpriu a promessa com o nascimento de Isaque, conforme narrado em Gênesis 21.

O pacto, explicado detalhadamente na Bíblia, estabelece Abraão como pai da fé, com as promessas se estendendo a todos os crentes por meio de Cristo. A narrativa bíblica completa do chamado e da aliança pode ser lida em Gênesis 12 e Gênesis 17



                III.     O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO


1.   Todo macho será circuncidado    -    A circuncisão consistia numa cirurgia, na qual a pele que cobre a glande do órgão genital masculino é removida. E feita há muitos anos. Originalmente, por motivos espirituais, como entre o povo de Israel, mas, atualmente, pode ser feita por motivos higiênicos, de saúde ou para evitar enfermidades, como para corrigir a fimose ou a parafimose. Mesmo sendo uma cirurgia de pequeno porte, certamente, no tempo de Abraão, e tempos depois, até no Novo Testamento, deve ter sido muito dolorosa, pois não havia qualquer tipo de anestesia. A Bíblia relata a história da vingança de Simeão e Levi contra os cananeus, quando Diná, sua irmã, se envolveu com Siquém, filho de Hamor. Eles tiveram relações e isso foi considerado uma grande afronta contra a sua família. Os dois filhos de Jacó enganaram os cananeus, dizendo que não haveria nenhuma ação contra eles se todos os machos se circuncidassem. Eles aceitaram a ideia e passaram pela circuncisão. O texto bíblico diz:

E aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a mais violenta dor, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, e entraram afoitamente na cidade, e mataram todo macho. Mataram também a fio de espada a Hamor, e a seu filho Siquém; e tomaram Diná da casa de Siquém e saíram. (Gn 34.25-26). Nesse episódio, todos os circuncidados eram jovens ou adultos. Sofreram tão violenta dor que não puderam lutar contra os filhos de Jacó. Provavelmente, a dor dos que eram circuncidados como bebês, ao oitavo dia, não era menor que a dos adultos, mas, em sua inocência, não percebiam o grande trauma que lhes era imposto. Talvez por isso Deus estabeleceu a circuncisão ao oitavo dia depois do nascimento


2.     Quando deveria ser feita a circuncisão    -    O Prazo: Bebês com oito dias de nascidos ou mais até os mais velhos.
A Consequência: O incircunciso que não fizesse o pacto na carne seria extirpado do seu povo.

Abraão obedeceu imediatamente, circuncidando a si mesmo, seu filho Ismael e todos os homens de sua casa.. Esta aliança foi confirmada ao longo das gerações, com Isaque e seus descendentes. Isaque também foi circuncidado ao oitavo dia conforme Gênesis 21:4 e confirmado em Atos 7:8.

A circuncisão de bebês no oitavo dia de vida é uma prática mantida pelos judeus até os dias de hoje.


A circuncisão é praticada atualmente por diversos povos e culturas, motivada principalmente por razões religiosas, culturais, higiênicas ou médicas. Os principais grupos incluem: Povos Judeus: A circuncisão (Brit Milá) é um pacto religioso fundamental, geralmente realizado no oitavo dia de vida do menino.
Povos Muçulmanos: A prática é amplamente seguida em nações muçulmanosas, sendo quase universal em países como Irã, Iraque, Cisjordânia, Iêmen, Indonésia e Síria.
Cristãos Ortodoxos e Copta: Praticada em comunidades específicas, como a Igreja Ortodoxa Etíope e a Igreja Ortodoxa Eritreia, além dos cristãos coptas.
Povos da África Subsaariana: A circuncisão é uma prática tradicional e ancestral em muitas tribos, muitas vezes atuando como um ritual de passagem para a vida adulta.
Povos do Oriente Médio e Ásia: Inclui samaritanos, drusos e outras populações na região da Ásia Ocidental.
Culturas Ocidentais e Asiáticas (não religiosas): A prática é comum em países como os Estados Unidos, Coreia do Sul e Filipinas, frequentemente por razões de higiene ou profilaxia médica.

A circuncisão também é realizada como um procedimento médico preventivo contra infecções ou para tratar condições como a fimose.



Gênesis 21:4 registra o momento em que Abraão circuncida seu filho Isaque com oito dias de vida, obedecendo rigorosamente à ordem de Deus. Este ato sela a aliança divina, confirmando Isaque como o herdeiro da promessa, conforme relatado em várias versões bíblicas.

Pontos-chave de Gênesis 21:4:Obediência: Abraão cumpre a ordem divina estabelecida anteriormente.
Contexto: Isaque, filho da promessa, é circuncidado no oitavo dia.
Significado: Marca a continuidade da aliança de Deus com a descendência de Abraão


3.    A circuncisão do coração    -     Jeremias 4:4:

"Circuncidade-se ao Senhor; removam o prepúcio de seus corações, ó homens de Judá e habitantes de Jerusalém; para que minha ira não se espalhe como fogo, e não queime sem que ela a apague, por causa do mal dos teus atos."

Em Romanos 2:29, Paulo argumenta que "um judeu é um interiormente" e que "a circuncisão é uma questão do coração." Mas isso não é um argumento novo. O Antigo Testamento está repleto de referências à circuncisão do coração; foi entrelaçada na linguagem da aliança de Deuteronômio. À medida que o Pentateuco se aproxima do fim e Deus lembra aos israelitas que eles não conseguirão cumprir a aliança, Ele também promete um dia em que o trabalho do coração acontecerá. Quando isso acontece, Deus usa a linguagem de circuncidar o coração em vez de apenas a carne. Isso nos diz que Jeremias provavelmente está absorvendo essa imagem profética da história inicial dos israelitas.

O contexto de Jeremias 4:4 é importante aqui. Isso faz parte do ato de arrependimento. Esta seção em particular é comparada a uma cerimônia de re-covenant. Mas é importante que eles não apenas passem por rituais externos, mas que sua dedicação e devoção ao SENHOR sejam do coração. A linguagem aqui será retomada em Jeremias, quando nos disserem sobre a nova aliança que Deus fará com Seu povo. John Thompson explica isso muito bem:

Circuncidar o coração significa remover os corações frios, mortos, calejados e de pescoço rígido que tantas vezes marcaram o povo e, em vez disso, voltar totalmente — com todo o eu — ao SENHOR em dedicação.


O Coração Circuncidado e a Vida Cristã

Ter um coração circuncidado é essencial para o verdadeiro discipulado. Quando falamos de um coração ligado a Deus, falamos de um coração que está em sintonia com a vontade divina. Um coração circuncidado é um coração que se arrepende, que ama a Deus e aos outros, e que busca viver em obediência às Escrituras.

A Transformação Interior

Um aspecto fundamental de ter um coração circuncidado é a transformação interior que se manifesta em ações externas. O apóstolo Paulo nos ensina em 2 Coríntios 5:17 que “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo”. Essa nova criação está intrinsecamente ligada à renovação do coração e à disposição para abandonar velhos hábitos e práticas que não agradam a Deus.

A circuncisão do coração implica em uma renovação que não é apenas emocional, mas espiritual. Isso significa que, à medida que nos entregamos a Deus, Ele opera em nós para transformar nosso modo de pensar, nossas prioridades e a essência do que somos. Essa mudança é visível e impacta nossa vida em comunidade, nossa família e nossa igreja.

Reflexão e Compromisso

Em um mundo que frequentemente valoriza aparências e superficialidades, a circuncisão do coração nos desafia a focar naquilo que realmente importa: nossa relação com Deus e nosso amor ao próximo. Ao olharmos para dentro, somos confrontados com a necessidade de um coração pure e sincero.

Como podemos responder a este chamado? Através da rendição a Deus, da busca por mudança e pelo compromisso de vivermos em santidade. Cada dia é uma oportunidade de buscar intimidade com Deus, de nos deixar moldar por Sua Palavra e de permitir que o Espírito Santo faça a obra necessária em nossos corações.

A circuncisão do coração não é apenas uma chamada ao arrependimento, mas um convite à vida plena em Cristo. Portanto, que possamos nos dispor a essa transformação. Que nossos corações sejam verdadeiramente circuncidados, prontos para refletir a luz e a amor de Cristo em todas as áreas de nossas vidas.

Que ao olharmos para o nosso interior, possamos encontrar um coração que não está apenas em conformidade com regras, mas que é verdadeiramente moldado pelo amor e pela graça de Deus. Que assim seja a nossa oração, e que Deus continue a realizar a Sua obra em nós, fazendo-nos sua nova criação.




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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Bíblia Almeida Século 21
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O que é a circuncisão do coração? | Ferramentas para Estudo Bíblico

O que significa ter um coração circuncidado?

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 Wh, Família Cristã Church, Cajamar, SP - YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 4. CPAD, A Confirmação de Uma Promessa, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

domingo, 12 de abril de 2026

LIÇÃO 03 - A IMPACIÊNCIA NA ESPERA DO CUMPRIMENTO DA PROMESSA.

PB. Junio Congregação Boa Vista II.



                TEXTO ÁUREO

"E disse Sarai a Abraão: Eis que o Senhor me tem impedido de gerar; entra, pois, à minha serva; porventura, terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai. (Gn 16.2)


                VERDADE PRÁTICA

A Impaciência é antagônica a fé, por isso não devemos ser dominados por ela. Deus é fiel e cumpre com suas promessas no tempo certo.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 16. 1-16



                INTRODUÇÃO

Esta Lição reflete sobre o contraste entre confiar no tempo de DEUS e a tendência humana de tentar “dar um jeito” para que as promessas se cumpram mais rápido. A partir do relato de Gênesis 16 e 21, acompanhamos como a pressa de Abraão e Sara ao recorrerem a Agar gerou tensões, feridas e consequências duradouras, e, ao mesmo tempo, como DEUS permaneceu soberano, vendo, ouvindo e cuidando mesmo no deserto. Ao longo do texto, veremos (I) a fé de Abraão e a tentativa de “ajudar” a DEUS, (II) os efeitos de agir por conta própria e (III) o DEUS que conduz a história e sustenta Seus propósitos.

A história de Abraão, conhecido como o "pai da fé", é marcada por uma profunda confiança em DEUS, mas também por momentos de fraqueza humana, onde tentou "ajudar" a DEUS a cumprir Suas promessas. Esse episódio, envolvendo Agar e Ismael, destaca a diferença entre a fé paciente e a pressa humana. 

A Promessa e a Impaciência
DEUS prometeu a Abraão uma grande nação e um descendente, promessa feita quando ele já era idoso. No entanto, o tempo passou e Sara, sua esposa, continuou estéril. A falta de visão dos meios que DEUS usaria levou Abraão e Sara a tentarem facilitar as coisas. 


                I.    O PAI DA FÉ E A TENTATIVA DE AJUDAR A DEUS


1.    O plano para "ajudar" a Deus     -     Neste capítulo nós vamos ver que o ser humano é impaciente e por isso, em vez de esperar em Deus, tenta resolver as coisas segundo o seu próprio coração.

Deus havia deixado muito claro desde o capítulo 12 de Gênesis que de Abrão Ele iria fazer uma grande nação, e seriam inumeráveis os seus descendentes. Deus deixou isso claro em sua aliança com Abrão. Deus deixou claro que a descendência de Abrão seria não de um filho adotivo (seu servo Eliezer) como sendo herdeiro, mas, Deus disse que seria um filho natural de Abrão. E outra coisa que está sendo implícito aqui, é que este filho seria da sua esposa Sarai. Porque estava implícito, porque Abrão era casado com Sarai, e ela sendo sua esposa, o filho viria dela e não de outra.
Naquela época, era comum na cultura, era um costume de que uma mulher casada e que não tivesse condições de ter filhos por limitações, então, ela teria uma serva, e poderia ter essa serva como uma espécie de barriga de aluguel. Onde a mulher casada, consentindo, deixava que seu marido tivesse relações com sua serva e assim gerasse filhos, que seriam considerados da senhor e não da serva.
Sendo uma prática normal da época, devemos lembrar que mesmo assim, isso não é correto, e sim, é pecado. Contudo, é apenas um destaque para entendermos o contexto da época.


2.    Abrão aceita o plano de Sarai     -     Ela reconheceu a providência de DEUS nesta aflição: o Senhor me tem impedido de gerar. Observe: (1) Assim como, quando há filhos, é DEUS quem os dá (Gn 33.5), também quando eles faltam, é Ele quem os impede, Gn 30.2. Esta decisão pertence ao Senhor. (2) Convém que reconheçamos isto, para que possamos usá-lo e aproveitá-lo, como uma aflição que Ele permite com propósitos santos e sábios.

3. Ela usou isto como um argumento junto a Abrão, para que se casasse com a sua serva. E ele foi persuadido, por este argumento, a fazer isto. Observe: (1) Quando os nossos corações estão muito preocupados por qualquer consolo mundano, nós somos facilmente convencidos a usar métodos indiretos para obtê-lo. Os desejos desordenados normalmente produzem esforços ilícitos. Se os nossos desejos não forem mantidos submissos à providência de DEUS, os nossos esforços dificilmente serão mantidos sob os limites dos seus preceitos. (2) É pela falta de uma firme confiança na promessa de DEUS, e de uma paciente espera pelo tempo de DEUS, que nós saímos do caminho do nosso dever para agarrar uma misericórdia esperada. Aquele que crê não se precipita.

4. Temos razões para pensar que a aquiescência de Abrão à proposta de Sarai tenha nascido de um fervoroso desejo da semente prometida, a quem o concerto deveria ser transferido. DEUS tinha dito a ele que o seu herdeiro deveria ser um filho da sua carne, mas ainda não lhe tinha dito que deveria ser um filho gerado por Sarai. Por isto, Abrão pensou: “Por que não, com Agar, uma vez que a própria Sarai o propôs”. Observe: (1) As tentações tolas podem ter pretextos aparentemente muito justos, e se apresentar disfarçadas de algo que é muito plausível. (2) A sabedoria da carne, da mesma maneira como antecipa o tempo da misericórdia de DEUS, também nos tira do caminho de DEUS. (3) Isto pode ser evitado alegremente se pedirmos o conselho de DEUS, pela Palavra e pela oração, antes de nos empenharmos naquilo que é importante e suspeito. Isto faltou a Abrão. Ele se casou sem o consentimento de DEUS. Esta persuasão não veio Daquele que o chamou.


3.    Agar zomba de Sarai     -    Aqui temos as más consequências imediatas do infeliz casamento de Abrão com Agar. Um grande mal se produz rapidamente. Quando nós não agimos bem, o pecado e os problemas estão à porta. E podemos agradecer a nós mesmos pela culpa e pela tristeza que nos acompanham quando saímos do caminho do nosso dever. Veja isto nesta história.


I

Sarai é desprezada, e, desta maneira, sente-se provocada e se irrita, v. 4. Tão logo Agar percebe estar grávida de um filho do seu senhor, passa a considerar a sua senhora com desprezo, talvez criticando-a pela sua esterilidade, insultando-a, para irritá-la (como em 1 Sm 1.6). Ela estava se gabando das perspectivas que tinha de trazer um herdeiro a Abrão, para aquela boa terra, e para o cumprimento da promessa. Agora ela se julga uma mulher melhor do que Sarai, mais favorecida pelo Céu, e com probabilidades de ser mais amada por Abrão. E por isto já não é mais submissa, como costumava ser.

Observe: 

1. Os espíritos inferiores e servis, quando favorecidos e promovidos, seja por DEUS ou pelo homem, podem se tornar arrogantes e insolentes, e esquecer seu lugar e origem. Veja Provérbios 29.21; 30.21-23. É difícil atribuir a honra àqueles que realmente devem ser honrados. 

2. Nós sofremos, com razão, por causa daqueles a quem agradamos de maneira pecaminosa. E é justo que DEUS converta em instrumentos de nossa aflição aqueles aos quais tornamos instrumentos do nosso pecado, e que nos aprisione nos nossos próprios maus conselhos: o que revolve a pedra, esta sobre ele rolará.

Agar era serva de Sarai e não de Abrão. Mas, ao perceber que o filho era seu e não de Sarai, Agar começou a despreza a sua senhora, já que ela era a mãe do herdeiro de Abrão e não Sarai. Nota-se a soberba de Agar aqui.
Naquela época isso era intolerável, uma serva pegar o lugar de sua senhora.
Provérbios 30.21–23 “Sob três coisas estremece a terra, sim, sob quatro não pode subsistir: sob o servo quando se torna rei; sob o insensato quando anda farto de pão; sob a mulher desdenhada quando se casa; sob a serva quando se torna herdeira da sua senhora.”
Agar começou a estremecer, ou seja, começou a se orgulhar e soberba subiu pra sua cabeça.



                II.    AS CONSEQUÊNCIAS DE AGIR POR CONTA PRÓPRIA


1.   Conflito familiar    -      Sarai reclama com Abrão, que não consegue ficar tranquilo enquanto Sarai está de mau humor. Ela o repreende veementemente, e, de maneira muito injusta, culpa-o pela ofensa (v. 5): Meu agravo seja sobre ti, com uma suspeita ciumenta e irracional de que ele permitia a insolência de Agar. E, como se não desejasse ouvir o que Abrão tinha a dizer, para retificar o engano e absolver-se, irrefletidamente apela a DEUS, no caso: O Senhor julgue entre mim e ti. Como se Abrão tivesse se recusado a lhe dar a razão. Assim Sarai, na sua paixão, fala como falaria uma das mulheres tolas. 

Observe: 

1. Há um absurdo do qual as pessoas passionais frequentemente são culpadas: de discutir com os outros por algo de que elas mesmas são culpadas. Sarai não podia deixar de reconhecer que ela tinha dado a sua serva a Abrão, e ainda assim grita: Meu agravo seja sobre ti, quando deveria ter dito, Que tola eu fui ao fazer isto! Nunca é dito com prudência aquilo que é composto pelo orgulho e pela raiva. Quando a paixão está no trono, a razão está do lado de fora, e não é ouvida nem dita. 

2. Não estão sempre certos aqueles que se apressam a apelar a DEUS em altos brados. As imprecações impensadas e ousadas normalmente são evidências de culpa e de maus motivos.


2.    A fuga de Agar    -    Porém, revoltada com a atitude da serva, Sarai colocou a culpa em Abrão e em seguida expulsou Agar.

O texto não fornece nenhuma indicação de que Abrão incentivou, de algum modo, o comportamento errado de Agar. Assim, talvez Sarai estivesse dizendo que Abrão não deveria ter lhe dado ouvidos quando ela sugeriu que ele coabitasse com Agar. Também é possível que, ao ver Agar grávida de seu filho, Abrão tivesse elevado seu status, fazendo Sarai sentir-se ameaçada.
Mas, perceba que assim como Eva, Sara agora transfere a culpa; e como Adão, Abrão se desvencilha da responsabilidade. Abrão é o único que tem a autoridade para efetuar uma mudança e então não agiu para proteger seu casamento.
Sarai diz que isso é uma afronta, e a ideia aqui é exatamente de quem alguém foi flagrado descumprindo a lei, e foi isso mesmo, Agar descumpriu com a lei de que poderia ser barriga de aluguel, mas apenas isso e não poderia tomar o lugar da mulher de Abrão, que era isso que Agar queria fazer.
Sarai começa a sofre, a sentir as consequências de seu pecado. E por isso começa a ser desprezada, e ela diz a Abrão que vem sofrendo.
Podemos ver Agar confrontando a sua senhora, depois Sarai confronta o marido, depois Abrão resolve o problema entregando este problema nas mãos de sua esposa que começou todo esse problema.
Mas, note que aqui está o homem livrando-se da culpa colocando a culpa em Agar. Abrão transferiu a sua responsabilidade de resolver o problema dizendo: ela é sua serva, então faça com ela o que achar melhor pra você.
E Sarai então começou a humilhar Agar ao ponto de Agar não mais aguentar.
O Código Hamurabi diz:
146º - Se alguém toma uma esposa e essa esposa dá ao marido uma serva por mulher e essa lhe dá filhos, mas, depois, essa serva rivaliza com a sua senhora, porque ela produziu filhos, não deverá sua senhora vendê-la por dinheiro, ela deverá reduzi-la à escravidão e enumerá-la ente as servas.
147º - Se ela não produziu filhos, sua senhora poderá vendê-la por dinheiro.
Perceba, que por fim Agar não ficará mais naquela humilhação, e Agar vai embora, ela fugiu da presença de sua senhora/patroa.
Nem Sara nem Agar se portam bem aqui: a senhora é cruel e vingativa; a serva é insubordinada.


3.     Deus entra em ação    -    Esse Anjo aparece quando Agar estava fugindo para o deserto, e este Anjo achou Agar junto de uma fonte de água no deserto. O Anjo então fala com Agar.

Contudo, antes de vermos o que o Anjo falou, precisamos definir quem é este Anjo do SENHOR.
Não existe consenso entre os estudiosos, mas, existe a possibilidade de ser um Anjo que falava no nome de Deus, outros dizem que era o próprio Deus, pois, o Anjo fala e age como se fosse Deus e ainda mais, quando aparece na Bíblia essa expressão dizendo que é o Anjo do SENHOR ele faz coisas que somente Deus com seu poder poderia fazer.
E texto, no versículo Gn 16.13 “Então, ela invocou o nome do Senhor, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?” Agar diz que Deus falou com ela. Então, não há com certeza absoluta afirmar, porém, creio que está é uma melhor interpretação do texto.
Então, dito isto, o SENHOR diz a Agar que ela volte pra casa e que se humilhe diante de sua senhora Sarai.
E perceba, o Anjo pergunta para onde ela vai e de onde vem, é claro que aqui é uma forma humana de dizer que o Anjo estava a sua procura.
E porque isso? Porque o texto diz que Agar vinha invocando, adorando o Deus de Abrão, e por isso, provavelmente Agar que antes adorava aos deuses do Egito, agora era convertida ao Deus de Abrão, e vinha invocando, adorando, clamando a Deus.
O Anjo chama Agar de serva de Sarai.
E Agar diz que estava fugindo de sua senhora.
O Anjo manda ela voltar pra casa de sua senhora e que se humilhasse lá, e isso porque o texto nos faz entender que Agar estava voltando para o Egito, para ali voltar a adorar os deuses que havia abandonado anteriormente.
Agar estava saindo da casa de Sarai (e ela diz: minha senhora) da a entender que ela estava arrependida. E por isso o anjo aconselha que ela volte. Pois, se é sua senhora, e se lá ela foi abençoada na casa de Sarai, voltar pro Egito era um retrocesso.
V.10-12 - O Anjo então diz a mesma promessa que foi feita a Abrão, é feita a Agar. E a promessa é que serão uma descendência numerosa, e assim fez. Também lhe disse que seu filho seria um menino, cujo nome deveria ser Ismael, que significa “Deus ouve”, lembrando a Agar que Deus havia ouvido seu clamor.
Mas, o anjo lhe informou ainda sobre o caráter de seu filho na idade adulta, e diz que ele seria como um jumento selvagem, cuja mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele. Ele não aceitaria uma posição subserviente; antes, viveria fronteiro [ou “em hostilidade”] a todos os seus irmãos.
Essa profecia se cumpriu, pois Ismael é o pai de todos os árabes, enquanto os judeus são descendentes de seu meio-irmão, Isaque.
Árabes descendentes de Ismael e os Judeus que são descendentes de Isaque


                III.     O DEUS QUE CONDUZ A HISTÓRIA


1.     O Deus que ouve e vê     -  Uma predição a respeito dos seus descendentes, que lhe é dada para consolá-la na sua aflição atual. A sua condição é percebida: Eis que concebeste. E por isto a sua presença não é adequada neste lugar. Observe que é um grande consolo para as mulheres grávidas pensarem que estão sob o conhecimento e cuidado particular da Providência divina. DEUS graciosamente leva em consideração o seu caso, e lhe proporciona a ajuda necessária.

Bem:

1. O anjo lhe garante que terá um parto seguro, e que será um menino, que era o que Abrão desejava. Esta fuga poderia ter destruído a esperança dela de um descendente. Mas DEUS não lidou com ela segundo a sua tolice. Terás um filho. Ela foi salva na gravidez, não somente pela providência, mas pela promessa.

2. Ele dá o nome ao filho dela, o que era uma honra, tanto para ela quanto para ele: chamarás o seu nome Ismael – DEUS ouve. E a razão para isto é que o Senhor ouviu a sua aflição. Ele ouviu, e, portanto, também ouvirá em outros momentos de necessidade. Observe que a experiência que temos da bondade oportuna de DEUS para nós, na nossa aflição, deve nos incentivar a esperar um auxílio semelhante em situações similares, Salmos 10.17. Ele ouviu a tua aflição, v. 11. Observe que mesmo onde há pouco clamor e devoção, o DEUS piedoso às vezes ouve graciosamente o clamor dos aflitos. As lágrimas falam tão bem quanto as orações. Isto traz consolo aos aflitos, o fato de que DEUS não somente vê quais são as suas aflições, mas ouve o que eles dizem. Observe, além disto, que os auxílios oportunos, em um dia de aflição, devem ser sempre lembrados com gratidão a DEUS. Em tal ocasião, em tal dificuldade, o Senhor ouviu a voz da minha aflição, e me ajudou. Veja Deuteronômio 26.7; Salmos 31.22.

3. Ele promete a ela uma descendência numerosa (v. 10): Multiplicarei sobremaneira a tua semente – multiplicarei, do hebraico – isto é, multiplicarei em todas as gerações, de modo a perpetuá-la. Supõe-se que os turcos da atualidade descendam de Ismael. E eles são, de fato, um povo bastante numeroso. Isto foi uma continuação da promessa feita a Abrão: farei a tua semente como o pó da terra, Gn 13.16. Observe que muitos que são filhos de pais fiéis ao Senhor têm, por causa destes, uma grande cota de bênçãos externas comuns, embora, como Ismael, não sejam levados a um concerto: muitos são multiplicados sem ser santificados.

4. Ele indica uma característica do filho que ela iria ter, que, ainda que possa nos parecer desagradável, talvez não fosse desagradável a ela (v. 12): Ele será um homem bravo. Um homem como um jumento selvagem (este é o significado da palavra), rude, e valente, e não temente aos homens – indomável, intratável, sem limites, e impaciente com o serviço e as restrições.

Observe que os filhos da escrava, que estão fora do concerto com DEUS, são, quando nascem, como o jumentinho selvagem; é a graça que reivindica os homens, educa-os e torna-os prudentes e bons para alguma coisa. 

Está predito:

(1) Que ele viverá lutando, e em estado de guerra: A sua mão será contra todos – este é o seu pecado. E a mão de todos será contra ele – esta é a sua punição. Observe que aqueles que têm espíritos turbulentos normalmente têm vidas problemáticas. Aqueles que são provocadores, irritantes e ofensivos a outros, devem esperar ser recompensados com a mesma moeda. Aquele que tem a sua mão e a sua língua contra todos os homens terá a mão e a língua de todos os homens contra si, e não terá razão de se queixar disto.

E, ainda assim:


(2) Que ele viverá em segurança, e manterá os seus contra todo o mundo: habitará diante da face de todos os seus irmãos. Embora seja ameaçado e insultado por todos os seus vizinhos, ainda assim ele conservará o seu terreno, e por causa de Abrão, mais do que por sua própria causa, será capaz de viver bem com eles. De maneira similar, lemos (Gênesis. 25.18) que ele morreu, como viveu, na presença de todos os seus irmãos. Observe que muitos que são bastante expostos pela sua própria imprudência ainda assim são estranhamente preservados pela divina Providência, pois DEUS é muito melhor para eles do que merecem, quando não somente perdem a vida pelo pecado, mas a arriscam por causa deste.


2.    Tudo conforme a sua soberana vontade    -    A história de Agar, narrada em Gênesis (capítulos 16 e 21), é um exemplo claro de como a soberania de DEUS atua no meio das falhas humanas, da dor e dos desertos da vida. Mesmo sendo uma serva estrangeira e em uma posição vulnerável, Agar foi alcançada pelo propósito divino. 

Aqui estão pontos que demonstram a soberana vontade de DEUS nessa história:

· DEUS Vê e Conhece (El-Roi): Quando Agar foge de Sarai para o deserto, ninguém a busca, mas DEUS a vê. Ela chama o Senhor de El-Roi, "O DEUS que me vê", reconhecendo que Ele cuida dela em sua dor, rejeição e deserto.

· DEUS Intervém nos Planos Humanos: Mesmo quando Abraão e Sarai tentam "dar um jeitinho" para cumprir a promessa de um herdeiro, resultando na gravidez de Agar, DEUS toma as rédeas da situação. Ele envia o Anjo do Senhor para encontrá-la, mostrando que Ele está mais interessado em nós do que imaginamos.

· Provisão e Direção no Deserto: DEUS não abandona Agar e Ismael no deserto. Ele cumpre Sua promessa de que Ismael também se tornaria uma grande nação, pois era descendente de Abraão, provando que Sua soberania abrange também as circunstâncias difíceis.

· Soberania sobre a Dor e o Sofrimento: A história de Agar ensina que, mesmo diante da dureza do coração humano e do pecado, a graça e a misericórdia de DEUS agem para proteger e guiar, conforme a Sua vontade soberana.

· O Tempo de DEUS: A narrativa incentiva a confiar e esperar no tempo de DEUS, em vez de tomar decisões precipitadas que geram sofrimento.

A história de Agar demonstra que DEUS é soberano para transformar um momento de fuga e desespero em um encontro com Ele, garantindo que Seu propósito se cumpra na vida de cada um.

3.     O cuidado de Deus em todo o tempo     -     A história de Abrão (mais tarde Abraão), Sarai (Sara) e Agar - Gênesis 16 e 21, é um testemunho profundo de que o cuidado de DEUS opera "em todo o tempo" — mesmo diante de erros humanos, desespero e conflitos familiares. DEUS é retratado não apenas como o cumpridor de promessas, mas também como El Roi ("o DEUS que me vê"), Aquele que cuida dos oprimidos e dos "invisíveis".

Aqui estão os principais aspectos do cuidado divino nesta história:

A. O Cuidado de DEUS na Espera e na Falha (Abrão e Sarai)

· Fidelidade na Demora: DEUS chamou Abrão e prometeu uma descendência numerosa, mas a concretização demorou. O cuidado de DEUS se mostrou na constância da promessa, apesar da dúvida e das tentativas humanas de apressar as coisas (como o plano de usar Agar).

· Proteção nas Mentiras: Quando Abrão mentiu sobre Sarai ser sua irmã no Egito, colocando-a em perigo, DEUS interveio para proteger Sarai e o propósito da aliança, mesmo diante da fraqueza de fé de Abrão.

· Cumprimento Apesar de Nós: O cuidado de DEUS é soberano. Mesmo quando o casal agiu "na carne", buscando soluções próprias, DEUS não desistiu deles e manteve Seu plano original, provando que Sua graça é maior que os erros humanos.

B. O Cuidado de DEUS com os Invisíveis (Agar no Deserto)

· O DEUS que Vê (El Roi): Agar, uma serva egípcia, grávida e fugindo da dureza de Sarai, foi encontrada por DEUS no deserto. Ela nomeou DEUS como El Roi, reconhecendo que Ele vê a dor dos oprimidos.

· Encontro Pessoal e Direção: O Anjo do Senhor chamou Agar pelo nome, perguntando de onde vinha e para onde ia, mostrando cuidado individualizado. DEUS não a ignorou, mesmo ela sendo uma estrangeira em uma situação de conflito.

· Provisão na Escassez: Quando Agar e Ismael foram expulsos e ficaram sem água no deserto (Gênesis 21), DEUS ouviu o choro do menino, abriu os olhos de Agar para ver uma fonte de água e prometeu fazer de Ismael uma grande nação, cuidando deles mesmo fora da aliança principal.

C. Lições sobre o Cuidado Divino "Em Todo o Tempo"

· O Deserto é Lugar de Encontro: O cuidado de DEUS frequentemente se manifesta nos momentos de solidão, "deserto" e desespero, mostrando que Ele está presente onde o ser humano se sente abandonado.

· DEUS cuida, mesmo quando falhamos: A narrativa mostra Agar sofrendo as consequências dos erros de Abraão e Sara, mas DEUS cuidou dela e de seu filho, demonstrando compaixão que ignora as fronteiras sociais.

· A Promessa é Garantida: No final, DEUS cumpre a promessa de Isaque com Sara, demonstrando que Seu plano de redenção não é anulado por falhas humanas, mas realizado pela Sua soberania.

A história de Abrão, Sarai e Agar destaca um DEUS que é, simultaneamente, o DEUS da aliança (com Abraão) e o DEUS que cuida do indivíduo (com Agar), provando Seu cuidado amoroso em todas as circunstâncias.




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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