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domingo, 12 de abril de 2026

LIÇÃO 03 - A IMPACIÊNCIA NA ESPERA DO CUMPRIMENTO DA PROMESSA.

PB. Junio Congregação Boa Vista II.



                TEXTO ÁUREO

"E disse Sarai a Abraão: Eis que o Senhor me tem impedido de gerar; entra, pois, à minha serva; porventura, terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai. (Gn 16.2)


                VERDADE PRÁTICA

A Impaciência é antagônica a fé, por isso não devemos ser dominados por ela. Deus é fiel e cumpre com suas promessas no tempo certo.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 16. 1-16



                INTRODUÇÃO

Esta Lição reflete sobre o contraste entre confiar no tempo de DEUS e a tendência humana de tentar “dar um jeito” para que as promessas se cumpram mais rápido. A partir do relato de Gênesis 16 e 21, acompanhamos como a pressa de Abraão e Sara ao recorrerem a Agar gerou tensões, feridas e consequências duradouras, e, ao mesmo tempo, como DEUS permaneceu soberano, vendo, ouvindo e cuidando mesmo no deserto. Ao longo do texto, veremos (I) a fé de Abraão e a tentativa de “ajudar” a DEUS, (II) os efeitos de agir por conta própria e (III) o DEUS que conduz a história e sustenta Seus propósitos.

A história de Abraão, conhecido como o "pai da fé", é marcada por uma profunda confiança em DEUS, mas também por momentos de fraqueza humana, onde tentou "ajudar" a DEUS a cumprir Suas promessas. Esse episódio, envolvendo Agar e Ismael, destaca a diferença entre a fé paciente e a pressa humana. 

A Promessa e a Impaciência
DEUS prometeu a Abraão uma grande nação e um descendente, promessa feita quando ele já era idoso. No entanto, o tempo passou e Sara, sua esposa, continuou estéril. A falta de visão dos meios que DEUS usaria levou Abraão e Sara a tentarem facilitar as coisas. 


                I.    O PAI DA FÉ E A TENTATIVA DE AJUDAR A DEUS


1.    O plano para "ajudar" a Deus     -     Neste capítulo nós vamos ver que o ser humano é impaciente e por isso, em vez de esperar em Deus, tenta resolver as coisas segundo o seu próprio coração.

Deus havia deixado muito claro desde o capítulo 12 de Gênesis que de Abrão Ele iria fazer uma grande nação, e seriam inumeráveis os seus descendentes. Deus deixou isso claro em sua aliança com Abrão. Deus deixou claro que a descendência de Abrão seria não de um filho adotivo (seu servo Eliezer) como sendo herdeiro, mas, Deus disse que seria um filho natural de Abrão. E outra coisa que está sendo implícito aqui, é que este filho seria da sua esposa Sarai. Porque estava implícito, porque Abrão era casado com Sarai, e ela sendo sua esposa, o filho viria dela e não de outra.
Naquela época, era comum na cultura, era um costume de que uma mulher casada e que não tivesse condições de ter filhos por limitações, então, ela teria uma serva, e poderia ter essa serva como uma espécie de barriga de aluguel. Onde a mulher casada, consentindo, deixava que seu marido tivesse relações com sua serva e assim gerasse filhos, que seriam considerados da senhor e não da serva.
Sendo uma prática normal da época, devemos lembrar que mesmo assim, isso não é correto, e sim, é pecado. Contudo, é apenas um destaque para entendermos o contexto da época.


2.    Abrão aceita o plano de Sarai     -     Ela reconheceu a providência de DEUS nesta aflição: o Senhor me tem impedido de gerar. Observe: (1) Assim como, quando há filhos, é DEUS quem os dá (Gn 33.5), também quando eles faltam, é Ele quem os impede, Gn 30.2. Esta decisão pertence ao Senhor. (2) Convém que reconheçamos isto, para que possamos usá-lo e aproveitá-lo, como uma aflição que Ele permite com propósitos santos e sábios.

3. Ela usou isto como um argumento junto a Abrão, para que se casasse com a sua serva. E ele foi persuadido, por este argumento, a fazer isto. Observe: (1) Quando os nossos corações estão muito preocupados por qualquer consolo mundano, nós somos facilmente convencidos a usar métodos indiretos para obtê-lo. Os desejos desordenados normalmente produzem esforços ilícitos. Se os nossos desejos não forem mantidos submissos à providência de DEUS, os nossos esforços dificilmente serão mantidos sob os limites dos seus preceitos. (2) É pela falta de uma firme confiança na promessa de DEUS, e de uma paciente espera pelo tempo de DEUS, que nós saímos do caminho do nosso dever para agarrar uma misericórdia esperada. Aquele que crê não se precipita.

4. Temos razões para pensar que a aquiescência de Abrão à proposta de Sarai tenha nascido de um fervoroso desejo da semente prometida, a quem o concerto deveria ser transferido. DEUS tinha dito a ele que o seu herdeiro deveria ser um filho da sua carne, mas ainda não lhe tinha dito que deveria ser um filho gerado por Sarai. Por isto, Abrão pensou: “Por que não, com Agar, uma vez que a própria Sarai o propôs”. Observe: (1) As tentações tolas podem ter pretextos aparentemente muito justos, e se apresentar disfarçadas de algo que é muito plausível. (2) A sabedoria da carne, da mesma maneira como antecipa o tempo da misericórdia de DEUS, também nos tira do caminho de DEUS. (3) Isto pode ser evitado alegremente se pedirmos o conselho de DEUS, pela Palavra e pela oração, antes de nos empenharmos naquilo que é importante e suspeito. Isto faltou a Abrão. Ele se casou sem o consentimento de DEUS. Esta persuasão não veio Daquele que o chamou.


3.    Agar zomba de Sarai     -    Aqui temos as más consequências imediatas do infeliz casamento de Abrão com Agar. Um grande mal se produz rapidamente. Quando nós não agimos bem, o pecado e os problemas estão à porta. E podemos agradecer a nós mesmos pela culpa e pela tristeza que nos acompanham quando saímos do caminho do nosso dever. Veja isto nesta história.


I

Sarai é desprezada, e, desta maneira, sente-se provocada e se irrita, v. 4. Tão logo Agar percebe estar grávida de um filho do seu senhor, passa a considerar a sua senhora com desprezo, talvez criticando-a pela sua esterilidade, insultando-a, para irritá-la (como em 1 Sm 1.6). Ela estava se gabando das perspectivas que tinha de trazer um herdeiro a Abrão, para aquela boa terra, e para o cumprimento da promessa. Agora ela se julga uma mulher melhor do que Sarai, mais favorecida pelo Céu, e com probabilidades de ser mais amada por Abrão. E por isto já não é mais submissa, como costumava ser.

Observe: 

1. Os espíritos inferiores e servis, quando favorecidos e promovidos, seja por DEUS ou pelo homem, podem se tornar arrogantes e insolentes, e esquecer seu lugar e origem. Veja Provérbios 29.21; 30.21-23. É difícil atribuir a honra àqueles que realmente devem ser honrados. 

2. Nós sofremos, com razão, por causa daqueles a quem agradamos de maneira pecaminosa. E é justo que DEUS converta em instrumentos de nossa aflição aqueles aos quais tornamos instrumentos do nosso pecado, e que nos aprisione nos nossos próprios maus conselhos: o que revolve a pedra, esta sobre ele rolará.

Agar era serva de Sarai e não de Abrão. Mas, ao perceber que o filho era seu e não de Sarai, Agar começou a despreza a sua senhora, já que ela era a mãe do herdeiro de Abrão e não Sarai. Nota-se a soberba de Agar aqui.
Naquela época isso era intolerável, uma serva pegar o lugar de sua senhora.
Provérbios 30.21–23 “Sob três coisas estremece a terra, sim, sob quatro não pode subsistir: sob o servo quando se torna rei; sob o insensato quando anda farto de pão; sob a mulher desdenhada quando se casa; sob a serva quando se torna herdeira da sua senhora.”
Agar começou a estremecer, ou seja, começou a se orgulhar e soberba subiu pra sua cabeça.



                II.    AS CONSEQUÊNCIAS DE AGIR POR CONTA PRÓPRIA


1.   Conflito familiar    -      Sarai reclama com Abrão, que não consegue ficar tranquilo enquanto Sarai está de mau humor. Ela o repreende veementemente, e, de maneira muito injusta, culpa-o pela ofensa (v. 5): Meu agravo seja sobre ti, com uma suspeita ciumenta e irracional de que ele permitia a insolência de Agar. E, como se não desejasse ouvir o que Abrão tinha a dizer, para retificar o engano e absolver-se, irrefletidamente apela a DEUS, no caso: O Senhor julgue entre mim e ti. Como se Abrão tivesse se recusado a lhe dar a razão. Assim Sarai, na sua paixão, fala como falaria uma das mulheres tolas. 

Observe: 

1. Há um absurdo do qual as pessoas passionais frequentemente são culpadas: de discutir com os outros por algo de que elas mesmas são culpadas. Sarai não podia deixar de reconhecer que ela tinha dado a sua serva a Abrão, e ainda assim grita: Meu agravo seja sobre ti, quando deveria ter dito, Que tola eu fui ao fazer isto! Nunca é dito com prudência aquilo que é composto pelo orgulho e pela raiva. Quando a paixão está no trono, a razão está do lado de fora, e não é ouvida nem dita. 

2. Não estão sempre certos aqueles que se apressam a apelar a DEUS em altos brados. As imprecações impensadas e ousadas normalmente são evidências de culpa e de maus motivos.


2.    A fuga de Agar    -    Porém, revoltada com a atitude da serva, Sarai colocou a culpa em Abrão e em seguida expulsou Agar.

O texto não fornece nenhuma indicação de que Abrão incentivou, de algum modo, o comportamento errado de Agar. Assim, talvez Sarai estivesse dizendo que Abrão não deveria ter lhe dado ouvidos quando ela sugeriu que ele coabitasse com Agar. Também é possível que, ao ver Agar grávida de seu filho, Abrão tivesse elevado seu status, fazendo Sarai sentir-se ameaçada.
Mas, perceba que assim como Eva, Sara agora transfere a culpa; e como Adão, Abrão se desvencilha da responsabilidade. Abrão é o único que tem a autoridade para efetuar uma mudança e então não agiu para proteger seu casamento.
Sarai diz que isso é uma afronta, e a ideia aqui é exatamente de quem alguém foi flagrado descumprindo a lei, e foi isso mesmo, Agar descumpriu com a lei de que poderia ser barriga de aluguel, mas apenas isso e não poderia tomar o lugar da mulher de Abrão, que era isso que Agar queria fazer.
Sarai começa a sofre, a sentir as consequências de seu pecado. E por isso começa a ser desprezada, e ela diz a Abrão que vem sofrendo.
Podemos ver Agar confrontando a sua senhora, depois Sarai confronta o marido, depois Abrão resolve o problema entregando este problema nas mãos de sua esposa que começou todo esse problema.
Mas, note que aqui está o homem livrando-se da culpa colocando a culpa em Agar. Abrão transferiu a sua responsabilidade de resolver o problema dizendo: ela é sua serva, então faça com ela o que achar melhor pra você.
E Sarai então começou a humilhar Agar ao ponto de Agar não mais aguentar.
O Código Hamurabi diz:
146º - Se alguém toma uma esposa e essa esposa dá ao marido uma serva por mulher e essa lhe dá filhos, mas, depois, essa serva rivaliza com a sua senhora, porque ela produziu filhos, não deverá sua senhora vendê-la por dinheiro, ela deverá reduzi-la à escravidão e enumerá-la ente as servas.
147º - Se ela não produziu filhos, sua senhora poderá vendê-la por dinheiro.
Perceba, que por fim Agar não ficará mais naquela humilhação, e Agar vai embora, ela fugiu da presença de sua senhora/patroa.
Nem Sara nem Agar se portam bem aqui: a senhora é cruel e vingativa; a serva é insubordinada.


3.     Deus entra em ação    -    Esse Anjo aparece quando Agar estava fugindo para o deserto, e este Anjo achou Agar junto de uma fonte de água no deserto. O Anjo então fala com Agar.

Contudo, antes de vermos o que o Anjo falou, precisamos definir quem é este Anjo do SENHOR.
Não existe consenso entre os estudiosos, mas, existe a possibilidade de ser um Anjo que falava no nome de Deus, outros dizem que era o próprio Deus, pois, o Anjo fala e age como se fosse Deus e ainda mais, quando aparece na Bíblia essa expressão dizendo que é o Anjo do SENHOR ele faz coisas que somente Deus com seu poder poderia fazer.
E texto, no versículo Gn 16.13 “Então, ela invocou o nome do Senhor, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?” Agar diz que Deus falou com ela. Então, não há com certeza absoluta afirmar, porém, creio que está é uma melhor interpretação do texto.
Então, dito isto, o SENHOR diz a Agar que ela volte pra casa e que se humilhe diante de sua senhora Sarai.
E perceba, o Anjo pergunta para onde ela vai e de onde vem, é claro que aqui é uma forma humana de dizer que o Anjo estava a sua procura.
E porque isso? Porque o texto diz que Agar vinha invocando, adorando o Deus de Abrão, e por isso, provavelmente Agar que antes adorava aos deuses do Egito, agora era convertida ao Deus de Abrão, e vinha invocando, adorando, clamando a Deus.
O Anjo chama Agar de serva de Sarai.
E Agar diz que estava fugindo de sua senhora.
O Anjo manda ela voltar pra casa de sua senhora e que se humilhasse lá, e isso porque o texto nos faz entender que Agar estava voltando para o Egito, para ali voltar a adorar os deuses que havia abandonado anteriormente.
Agar estava saindo da casa de Sarai (e ela diz: minha senhora) da a entender que ela estava arrependida. E por isso o anjo aconselha que ela volte. Pois, se é sua senhora, e se lá ela foi abençoada na casa de Sarai, voltar pro Egito era um retrocesso.
V.10-12 - O Anjo então diz a mesma promessa que foi feita a Abrão, é feita a Agar. E a promessa é que serão uma descendência numerosa, e assim fez. Também lhe disse que seu filho seria um menino, cujo nome deveria ser Ismael, que significa “Deus ouve”, lembrando a Agar que Deus havia ouvido seu clamor.
Mas, o anjo lhe informou ainda sobre o caráter de seu filho na idade adulta, e diz que ele seria como um jumento selvagem, cuja mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele. Ele não aceitaria uma posição subserviente; antes, viveria fronteiro [ou “em hostilidade”] a todos os seus irmãos.
Essa profecia se cumpriu, pois Ismael é o pai de todos os árabes, enquanto os judeus são descendentes de seu meio-irmão, Isaque.
Árabes descendentes de Ismael e os Judeus que são descendentes de Isaque


                III.     O DEUS QUE CONDUZ A HISTÓRIA


1.     O Deus que ouve e vê     -  Uma predição a respeito dos seus descendentes, que lhe é dada para consolá-la na sua aflição atual. A sua condição é percebida: Eis que concebeste. E por isto a sua presença não é adequada neste lugar. Observe que é um grande consolo para as mulheres grávidas pensarem que estão sob o conhecimento e cuidado particular da Providência divina. DEUS graciosamente leva em consideração o seu caso, e lhe proporciona a ajuda necessária.

Bem:

1. O anjo lhe garante que terá um parto seguro, e que será um menino, que era o que Abrão desejava. Esta fuga poderia ter destruído a esperança dela de um descendente. Mas DEUS não lidou com ela segundo a sua tolice. Terás um filho. Ela foi salva na gravidez, não somente pela providência, mas pela promessa.

2. Ele dá o nome ao filho dela, o que era uma honra, tanto para ela quanto para ele: chamarás o seu nome Ismael – DEUS ouve. E a razão para isto é que o Senhor ouviu a sua aflição. Ele ouviu, e, portanto, também ouvirá em outros momentos de necessidade. Observe que a experiência que temos da bondade oportuna de DEUS para nós, na nossa aflição, deve nos incentivar a esperar um auxílio semelhante em situações similares, Salmos 10.17. Ele ouviu a tua aflição, v. 11. Observe que mesmo onde há pouco clamor e devoção, o DEUS piedoso às vezes ouve graciosamente o clamor dos aflitos. As lágrimas falam tão bem quanto as orações. Isto traz consolo aos aflitos, o fato de que DEUS não somente vê quais são as suas aflições, mas ouve o que eles dizem. Observe, além disto, que os auxílios oportunos, em um dia de aflição, devem ser sempre lembrados com gratidão a DEUS. Em tal ocasião, em tal dificuldade, o Senhor ouviu a voz da minha aflição, e me ajudou. Veja Deuteronômio 26.7; Salmos 31.22.

3. Ele promete a ela uma descendência numerosa (v. 10): Multiplicarei sobremaneira a tua semente – multiplicarei, do hebraico – isto é, multiplicarei em todas as gerações, de modo a perpetuá-la. Supõe-se que os turcos da atualidade descendam de Ismael. E eles são, de fato, um povo bastante numeroso. Isto foi uma continuação da promessa feita a Abrão: farei a tua semente como o pó da terra, Gn 13.16. Observe que muitos que são filhos de pais fiéis ao Senhor têm, por causa destes, uma grande cota de bênçãos externas comuns, embora, como Ismael, não sejam levados a um concerto: muitos são multiplicados sem ser santificados.

4. Ele indica uma característica do filho que ela iria ter, que, ainda que possa nos parecer desagradável, talvez não fosse desagradável a ela (v. 12): Ele será um homem bravo. Um homem como um jumento selvagem (este é o significado da palavra), rude, e valente, e não temente aos homens – indomável, intratável, sem limites, e impaciente com o serviço e as restrições.

Observe que os filhos da escrava, que estão fora do concerto com DEUS, são, quando nascem, como o jumentinho selvagem; é a graça que reivindica os homens, educa-os e torna-os prudentes e bons para alguma coisa. 

Está predito:

(1) Que ele viverá lutando, e em estado de guerra: A sua mão será contra todos – este é o seu pecado. E a mão de todos será contra ele – esta é a sua punição. Observe que aqueles que têm espíritos turbulentos normalmente têm vidas problemáticas. Aqueles que são provocadores, irritantes e ofensivos a outros, devem esperar ser recompensados com a mesma moeda. Aquele que tem a sua mão e a sua língua contra todos os homens terá a mão e a língua de todos os homens contra si, e não terá razão de se queixar disto.

E, ainda assim:


(2) Que ele viverá em segurança, e manterá os seus contra todo o mundo: habitará diante da face de todos os seus irmãos. Embora seja ameaçado e insultado por todos os seus vizinhos, ainda assim ele conservará o seu terreno, e por causa de Abrão, mais do que por sua própria causa, será capaz de viver bem com eles. De maneira similar, lemos (Gênesis. 25.18) que ele morreu, como viveu, na presença de todos os seus irmãos. Observe que muitos que são bastante expostos pela sua própria imprudência ainda assim são estranhamente preservados pela divina Providência, pois DEUS é muito melhor para eles do que merecem, quando não somente perdem a vida pelo pecado, mas a arriscam por causa deste.


2.    Tudo conforme a sua soberana vontade    -    A história de Agar, narrada em Gênesis (capítulos 16 e 21), é um exemplo claro de como a soberania de DEUS atua no meio das falhas humanas, da dor e dos desertos da vida. Mesmo sendo uma serva estrangeira e em uma posição vulnerável, Agar foi alcançada pelo propósito divino. 

Aqui estão pontos que demonstram a soberana vontade de DEUS nessa história:

· DEUS Vê e Conhece (El-Roi): Quando Agar foge de Sarai para o deserto, ninguém a busca, mas DEUS a vê. Ela chama o Senhor de El-Roi, "O DEUS que me vê", reconhecendo que Ele cuida dela em sua dor, rejeição e deserto.

· DEUS Intervém nos Planos Humanos: Mesmo quando Abraão e Sarai tentam "dar um jeitinho" para cumprir a promessa de um herdeiro, resultando na gravidez de Agar, DEUS toma as rédeas da situação. Ele envia o Anjo do Senhor para encontrá-la, mostrando que Ele está mais interessado em nós do que imaginamos.

· Provisão e Direção no Deserto: DEUS não abandona Agar e Ismael no deserto. Ele cumpre Sua promessa de que Ismael também se tornaria uma grande nação, pois era descendente de Abraão, provando que Sua soberania abrange também as circunstâncias difíceis.

· Soberania sobre a Dor e o Sofrimento: A história de Agar ensina que, mesmo diante da dureza do coração humano e do pecado, a graça e a misericórdia de DEUS agem para proteger e guiar, conforme a Sua vontade soberana.

· O Tempo de DEUS: A narrativa incentiva a confiar e esperar no tempo de DEUS, em vez de tomar decisões precipitadas que geram sofrimento.

A história de Agar demonstra que DEUS é soberano para transformar um momento de fuga e desespero em um encontro com Ele, garantindo que Seu propósito se cumpra na vida de cada um.

3.     O cuidado de Deus em todo o tempo     -     A história de Abrão (mais tarde Abraão), Sarai (Sara) e Agar - Gênesis 16 e 21, é um testemunho profundo de que o cuidado de DEUS opera "em todo o tempo" — mesmo diante de erros humanos, desespero e conflitos familiares. DEUS é retratado não apenas como o cumpridor de promessas, mas também como El Roi ("o DEUS que me vê"), Aquele que cuida dos oprimidos e dos "invisíveis".

Aqui estão os principais aspectos do cuidado divino nesta história:

A. O Cuidado de DEUS na Espera e na Falha (Abrão e Sarai)

· Fidelidade na Demora: DEUS chamou Abrão e prometeu uma descendência numerosa, mas a concretização demorou. O cuidado de DEUS se mostrou na constância da promessa, apesar da dúvida e das tentativas humanas de apressar as coisas (como o plano de usar Agar).

· Proteção nas Mentiras: Quando Abrão mentiu sobre Sarai ser sua irmã no Egito, colocando-a em perigo, DEUS interveio para proteger Sarai e o propósito da aliança, mesmo diante da fraqueza de fé de Abrão.

· Cumprimento Apesar de Nós: O cuidado de DEUS é soberano. Mesmo quando o casal agiu "na carne", buscando soluções próprias, DEUS não desistiu deles e manteve Seu plano original, provando que Sua graça é maior que os erros humanos.

B. O Cuidado de DEUS com os Invisíveis (Agar no Deserto)

· O DEUS que Vê (El Roi): Agar, uma serva egípcia, grávida e fugindo da dureza de Sarai, foi encontrada por DEUS no deserto. Ela nomeou DEUS como El Roi, reconhecendo que Ele vê a dor dos oprimidos.

· Encontro Pessoal e Direção: O Anjo do Senhor chamou Agar pelo nome, perguntando de onde vinha e para onde ia, mostrando cuidado individualizado. DEUS não a ignorou, mesmo ela sendo uma estrangeira em uma situação de conflito.

· Provisão na Escassez: Quando Agar e Ismael foram expulsos e ficaram sem água no deserto (Gênesis 21), DEUS ouviu o choro do menino, abriu os olhos de Agar para ver uma fonte de água e prometeu fazer de Ismael uma grande nação, cuidando deles mesmo fora da aliança principal.

C. Lições sobre o Cuidado Divino "Em Todo o Tempo"

· O Deserto é Lugar de Encontro: O cuidado de DEUS frequentemente se manifesta nos momentos de solidão, "deserto" e desespero, mostrando que Ele está presente onde o ser humano se sente abandonado.

· DEUS cuida, mesmo quando falhamos: A narrativa mostra Agar sofrendo as consequências dos erros de Abraão e Sara, mas DEUS cuidou dela e de seu filho, demonstrando compaixão que ignora as fronteiras sociais.

· A Promessa é Garantida: No final, DEUS cumpre a promessa de Isaque com Sara, demonstrando que Seu plano de redenção não é anulado por falhas humanas, mas realizado pela Sua soberania.

A história de Abrão, Sarai e Agar destaca um DEUS que é, simultaneamente, o DEUS da aliança (com Abraão) e o DEUS que cuida do indivíduo (com Agar), provando Seu cuidado amoroso em todas as circunstâncias.




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

A Impaciência Humana - Logos Sermons

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 WhatsApp, Min.Belém, SP - Canal YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 3, CPAD, A Impaciência na Espera do Cumprimento da Promessa, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV



domingo, 5 de abril de 2026

LIÇÃO 02 - A FÉ DE ABRAÃO NAS PROMESSAS DE DEUS.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                TEXTO ÁUREO

"E apareceu o Senhor a Abraão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe apareceu." ( Gn 12.7)


                VERDADE PRÁTICA

Quando Deus faz uma promessa incondicional, Ele a cumpre plenamente.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 13. 7-18



                    INTRODUÇÃO

DEUS chamou Abrão e lhe disse para deixar sua terra e parentela, mas ele levou seu sobrinho Ló.

Ló tinha servos e servas e família e gado.

viveram juntos até que não deu mais. Eles não brigaram, mas houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló. Abrão tomou a iniciativa de resolver a questão antes disso prejudicar sua amizade com Ló. Tudo era, na verdade, plano de DEUS para começar a tratar com Abrão e lhe usar para que dele nascesse o salvador JESUS. Abrão propõe a Ló se separarem e lhe dá a prerrogativa de escolher o melhor lugar para ele.

Ló tomou uma atitude precipitada, sem consultar a DEUS e sem respeitar a chamada de seu tio Abrão, escolheu o lado mais bonito e atrativo ao seu apelo materialista.

Diante de tal realidade, Abrão, ao ouvir a promessa de Deus, fez uma indagação ao Senhor, dizendo: “Senhor Jeová, que me hás de dar? Pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é 0 damasceno Eliézer. Disse mais Abrão: Eis que me não tens dado semente, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro” (Gn 15.2-3). Certamente, Abrão não estava, em princípio, duvidando de Deus, mas encarando a dura realidade que envolvia a sua esposa. Chegou a imaginar e a expressar sua preocupação a Deus, supondo que um servo seu, nascido em sua casa, seria o seu herdeiro! Provavelmente, a lógica racional humana tinha grande peso para um ancião, casado com uma mulher que não podia ter filhos.

 Mas Deus não se guia nem depende da lógica humana, limitada e falha. Ele está acima de qualquer racionalidade quando tem um propósito a alcançar. Está escrito: “Porque para Deus nada é impossível” (Lc 1.37). Em sua onipotência, Ele diz: “Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?” (Is 43.13). Depois do seu chamado, Abrão continuou tendo sua fé desafiada por meio de provas muito profundas. Já consciente de ter ouvido a voz de Deus, e de estar no centro de sua vontade, Abrão passou por muitos desafios espirituais e humanos.


                I.    ABRÃO VOLTA DO EGITO PARA CANAÃ


1.    Contenda entre os pastores     -   Aqui, temos uma grande lição. Quando os bens materiais causam contendas entre os parentes, a ponto de não poderem habitar juntos, certamente tais riquezas, adquiridas no Egito, não têm a bênção de Deus. Esse fato nos lembra o que acontece, nos dias atuais, no meio eclesiástico. Há casos conhecidos de pastores evangélicos que contendem entre si por causa de “campo eclesiástico”, causando dissensões e até divisões entre as igrejas locais. Sem a menor dúvida, essa não é a vontade de Deus. Ele deseja que os pastores, e todos os crentes em Cristo, como irmãos na fé, vivam em união. 

Diz o salmo: 

Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! E como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre. (SI 133.1-3)

  Depois de descer ao Egito e quase perder sua esposa e sua vida Abrão voltou ao lugar de adoração e se reconciliou com DEUS. Em Betel ( בית אל Beyth-’El - casa de DEUS).  Ali estava o altar que construiu quando entrou na terra da promessa. (Gn 13.3,4).

A oração menos feita na terra é a de ação de graças, a de agradecimento. Abrão não foi mal-agradecido.

A prosperidade mal adquirida trouxe problemas tanto para Abrão como para Ló, seu sobrinho. Seus pastores começaram a contender devido ao espaço ser pouco para tanto gado. Na certa a água era escassa e os pastos também. Abrão viu o problema e antes que isso causasse divisão entre ele e seu sobrinho procurou uma solução para o problema. Era preciso confiar em DEUS para não escolher e decidir pelos dois o que fazer.


2.   Abrão e Ló se separam     -   Abrão, sendo de mais idade, tio de Ló, poderia ter requeri do para si o direito de escolha. Mas, como homem generoso, humilde e altruísta, concedeu ao sobrinho oportunidade de escolher primeiro a direção que tomaria, para que se evitassem contendas entre seus pastores e, mais do que isso, que não fosse alimentada a desunião familiar. Sem dúvida, é um grande exemplo para nós, cristãos, para não darmos lugar a contendas, desuniões ou desavenças, como irmãos em Cristo. A Palavra de Deus nos diz: “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18).

 Abrão procurou uma solução pacífica para o problema e queria resolvê-la de tal forma que seu sobrinho não pudesse culpá-lo por algum insucesso no futuro. Creio que Abrão desejava seguir seu caminho com DEUS sem interferência de seu sobrinho. O melhor era deixar o próprio Ló escolher um lugar de sua preferência para morar e cuidar de seus bens. Creio que Abrão conhecia bem seu sobrinho e sabia que ele não consultaria a DESU e escolheria o que lhe era mais bonito à vista material.

No futuro sabemos que DEUS iria destruir Sodoma e Gomorra devido a seus pecados.

Palavra Conheçamos e seu significado:  

Quando os anjos estão na casa de Ló veja o que disseram o povo para Ló:

Bíblia ARC - E chamaram Ló e disseram-lhe: Onde estão os varões que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos.

Bíblia Católica - Traga-os para que tenhamos relações com eles.

Bíblia ARA - Traze-os fora a nós para que abusemos deles.

Bíblia NTLH - Traga-os aqui fora para nós, pois queremos ter relações com eles.

Bíblia VIVA  - "Traga para fora os homens que estão aí! Queremos usá-los como mulher!


3.    As escolhas de cada um    -    Ele optou por “toda a campina do Jordão”. O rio Jordão sempre foi conhecido pela fertilidade às suas margens, com terras bem regadas e árvores produtivas. Mas os que habitavam em sua região eram homens ímpios, que se entregavam a todas as abominações a Deus. Sua escolha não poderia ter sido pior. As consequências foram trágicas tanto para ele quanto para sua família.

 A proposta de Abrão foi: "Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e, se a direita escolheres, eu irei para a esquerda" (Gn 13.9).

Cremos que Ló não pensou na autoridade que Abrão tinha sobre ele. Não pensou na honra que devia dar a seu tio. Não pensou no chamado de DEUS na vida de seu tio. Não pensou em consultar a DEUS.

Precipitadamente escolheu materialmente e não espiritualmente. Escolheu seu triste futuro. Escolheu o que lhe agradara aos olhos de cobiça.

Aos olhos de Ló e de todos por ali, Ló havia escolhido o melhor lugar. Para DEUS Ló escolheu o caminho que DEUS mesmo queria para ele, longe de Abrão. Ló deveria ter avaliado o lugar e seus habitantes primeiro.

Agimos assim às vezes. Escolhemos locais para morarmos e para trabalharmos que nos parece o paraíso, mas para DEUS esse é o lugar de laço, de pecado, de sofrimento e de angústia. DEUS nos livre de nos esquecermos de consultá-lo em tudo e para tudo. 

O lugar escolhido por Abrão não era tão aprazível quando o que Ló escolheu. Mas teve a bênção de Deus. Por outro lado, a terra escolhida por Ló, em si, era uma terra de uma paisagem bonita, cheia de plantações atraentes e produtivas. Mas, no meio daquela pujança e da beleza natural, havia um povo reprovado por Deus. Isso nos mostra que, quando se faz uma escolha pela vista dos olhos humanos, sem a direção de Deus, os resultados a serem colhidos poderão ser os piores possíveis, principalmente em teremos espirituais e morais.


                II.    AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS


1.    Resultados da escolha de Abrão    -     É fato que as escolhas de cada pessoa são opcionais. Porém, as consequências são inevitáveis e quase sempre imprevisíveis. Num primeiro instante, a escolha de Ló prometia ser mais lucrativa, mas estava relacionada com uma situação potencialmente explosiva. A generosidade de Abrão parecia ter-lhe sido danosa, se considerada sob a ótica dos costumes da época. Mas, às vezes, decisões difíceis devem ser tomadas quando o homem busca fazer a vontade de Deus. Não obstante, em virtude das promessas e da ajuda do Senhor, o futuro de Abrão garantia lucros profusos.1 O texto bíblico nos mostra que Deus aprovou a escolha de Abrão, e o fez expressando sua aprovação de modo bem claro e evidente.


2.    Resultados da escolha de Ló    -     Ló saiu de Ur dos Caldeus com a herança de seu pai e com suas próprias posses.

Gn 12.5 E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã. (grifo nosso) Haviam adquirido indica que Abrão e Ló tinham bens.

Depois de Abrão descer ao Egito e enganar a faraó sobre sua esposa, com medo de morrer, Ló provavelmente teve que sustentar a mentira de Abrão, confirmando-a diante dos moradores da Terra (Gn 12.12,13).

A bíblia declara que Faraó fez bem a Abrão por causa de sua esposa, que para faraó era só irmã de Abrão. Gn 12.16 E fez bem a Abrão por amor dela; e ele teve ovelhas, vacas, jumentos, servos e servas, jumentas e camelos. Quando diz que fez bem a Abrão e ele teve animais, quer dizer que faraó lhe deu tudo isso de presente.

Ló, parece que também foi abençoado, pois quando saem do Egito eles possuem uma considerável situação econômica a ponto de a terra não suportar seus rebanhos unidos em um mesmo local.

E era Abrão muito rico em gado, em prata e em ouro. E também Ló, que ia com Abrão, tinha rebanhos, gado e tendas. Gênesis 13:2,5.

Como não havia espaço para os dois num mesmo lugar Abrão deu a Ló o direito de escolher para onde queria ir e se fixar. Ló, deixando de considerar a primazia de seu tio como mais velho e portador da chamada de DEUS, escolheu precipitadamente viver nas campinas verdejantes de Sodoma. Ali havia perigo, havia deixado a proteção espiritual de seu tio. Havia ali pessoas más e a situação política dos reinos à volta de Sodoma era de guerra. O juízo de DEUS sobre os pecados de Sodoma e Gomorra estavam por vir, mas Ló não consultou a DEUS, Ló não pediu a opinião de seu tio, portador da bênção de DEUS.

Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança. Provérbios 11:14

2. A guerra dos reis.

A situação política dos reinos à volta de Sodoma era de guerra.

Os reis Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a Sinabe, rei de Admá, e a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Belá (esta é Zoar). A guerra aconteceu no vale de Sidim (que é o Mar Salgado).
A causa da guerra era porque rebelaram-se contra Quedorlaomer que os venceu e tomaram todos os bens de Sodoma, e de Gomorra, e todo o seu mantimento e foram-se. Também tomaram a Ló e sua família, que habitava em Sodoma e os seus bens. Uma escolha precipitada pode causar grandes danos não só à pessoa atingida como a toda sua família.


3.    A atitude de Abrão para com Ló    -     Abrão poderia ter deixado Ló ser escravo para aprender a não ser ganancioso, mas Abraão tinha um bom coração, não tinha mágoa, nem rancor e nem desejo de vingança em si. Era homem de DEUS, era responsável por cuidar de ló que pertencia à sua família. Abrão considerava Ló como seu irmão.

Então veio um, que escapara, e o contou a Abrão o fato ocorrido. Abrão armou os seus criados, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã.
E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu. E tornou a trazer todos os seus bens, e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e os seus bens, e também as mulheres, e o povo.

Abrão foi abençoado por DEUS, os reis ficaram muito gratos a Abrão. Abrão deu o dízimo ao representante de DEUS do que arrecadara na guerra. Abrão não ficou com nada, deu parte aos que participaram da guerra com ele e ainda abençoou o rei de Sodoma e devolveu tudo o que pertencia a Ló. Mais tarde, a cidade de Sodoma foi destruída pelo fogo do julgamento divino, e Ló perdeu tudo o que tinha e foi morar em uma caverna com suas duas filhas que cometeram incesto com seu Pai, nascendo daí os Amonitas e Moabitas.



            III.     OS ALTARES ERGUIDOS POR ABRAÃO


1.    Abrão, um  construtor de altares     -    Abrão construiu seu primeiro altar em Siquém, que significa “ombro”. Era uma das cidades refúgio. Ali Josué despediu o povo: “[...] escolhei hoje a quem sirvais [...]” Js 24.15). Em gratidão a Deus pelas bênçãos e promessas que lhe concedera, Abrão edificou um altar ao Senhor em Siquém. “E apareceu o Senhor a Abrão, e disse: A tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera” (Gn 12.7). Na nossa vida, algumas vezes, precisamos de um “ombro” amigo para nos apoiar. Abrão teve o poderoso ombro de Deus, como homem de fé.

A Bíblia é clara em diversos momentos ao falar sobre orações, altar e oferta diante do Senhor, porém olhando para o ponto que se refere a construção de altar, temos um homem que foi considerado amigo de Deus, o pai da fé, aquele a quem Deus disse que não esconderia o que faz (Gn 18:17) este homem é Abraão, vemos sua vida como alguém que construiu altares diante do Senhor em vários momentos, perceba comigo e observe como ele escolher viver. 

  • Chega a Canaã (Siquém) e constrói um Altar “Atravessou Abraão a terra até Siquem, até ao Carvalho de Moré… Apareceu o Senhor a Abraão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abraão um Altar ao Senhor.” (Gênesis 12:6-7)


2.    Mais um altar    -     Observamos o segundo altar em Gênesis 12:8-13 à medida que Abraão avança em sua jornada. Descobrimos que Abraão monta sua tenda entre Betel (que significa casa de Deus) e Ai (que significa monte de ruínas), talvez significando sua devoção a Deus e como essa devoção pretende impactar o mundo (adoração e testemunho). Descobrimos que ele é um peregrino, como o escritor dos Hebreus nos informa: "Pois ele esperava pela cidade que tem fundações, cujo projetista e construtor é Deus" (Heb 11:10). Abraão não apenas montou uma tenda, mas construiu um altar: "De lá, ele se mudou para as colinas a leste de Betel e montou sua tenda, com Betel a oeste e Ai a leste. E lá ele edificou um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor" (Gênios 12:8). Esse segundo altar que Abraão ergueu foi para um tempo de oração – "Ele invocou o nome do Senhor" (v. 8).

Imediatamente após esse relato, lemos que Abraão vai para o Egito para escapar de uma fome. Abraão então fez uma proposta egoísta à sua esposa Sara e estava disposto a colocá-la em perigo para se salvar (vv. 11-13). A expedição de Abraão ao Egito resultou em medo, falsidades e fracasso. Parece que a confiança de Abraão em Deus vacila. Deus intervém e livra Abraão e Sara do que poderia ter sido um risco pessoal genuíno. O que Abraão faz depois de um incidente desses? Lemos: "E ele seguiu viagem do Negeb até Betel até o lugar onde sua tenda estava no começo entre Betel e Ai, até o lugar onde ele havia feito um altar no primeiro. E lá Abram invocou o nome do Senhor" (Génesis 13:34).

Abraão voltou para Belel, onde montou sua tenda e construiu seu primeiro altar ao Senhor. Nós, crentes, também precisamos voltar ao ponto em que estamos atentos e aceitamos nossa segurança em Cristo para aprender com nossas falhas morais e espirituais e sermos restaurados ao Senhor. Note que Abraão novamente "invocou o nome do Senhor" (Génesis 13:4). Todo crente, como Abraão, precisa erguir um altar de oração em sua jornada de fé. Seja buscando a direção do Senhor para nossas vidas ou precisando arrepender-nos e pedir perdão (que sempre é dado com gracia), precisamos erguir um altar de oração em nossas jornadas de fé.

3.    O altar em Hebrom e Moriá    -    O próximo altar que Abraão constrói está em Gênesis 22:9-14. Abraão construiu um altar no Monte Moriah para oferecer seu único filho amado a Deus – seu filho deveria ser uma oferenda no altar. Abraão, pela fé, obedece ao mandamento de Deus de oferecer seu filho prometido, Isaac. Isaac é o herdeiro promissor de Abraão. Isaac é colocado no altar. Abraão levanta sua faca acreditando "que Deus pôde até ressuscitá-lo dos mortos" (Heb 11:19a). O que se pensava ser um momento de morte tornou-se um momento de triunfo – um substituto, uma provisão, foi providenciado por Deus. Como lemos em Hebreus, Isaac foi poupado: "Abraão considerou que Deus era capaz até de ressuscitá-lo dos mortos, do qual, figurativamente falando, ele o recebeu de volta" (Heb 11:19). A fé de Abraão foi excepcionalmente testada e recompensada. Esse altar foi construído como um altar de sacrifício, mas tornou-se um altar de provisão. Todo crente, como Abraão, precisa erguer um altar de provisão em sua jornada de fé.

Descobrimos neste relato um tipo glorioso de Calvário, onde Deus "não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós" (Rom 8:32a). Então, "como Deus não nos dará também, com Ele, todas as coisas graciosamente" (Rom 8:32b). No fim, entendemos que Deus não quis realmente Isaque, mas sim o coração de Abraão. Abraão estava realmente no altar, não Isaac. Como crentes, estamos no altar de Deus? Paulo nos desafia a responder corretamente a tudo o que Deus nos providenciou em Cristo em Romanos 12:1: "Apelo, portanto, irmãos, pela misericórdia de Deus, para que apresentem os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus, que é a vossa adoração espiritual" (Rom 12:1). Quando chegamos a Cristo, podemos começar pensando que nos colocamos no altar do sacrifício, mas realmente perceber que ele é, na verdade, um altar de provisão. Jesus fez o sacrifício supremo para que possamos experimentar a provisão suprema da vida abundante.

Não é de se admirar que, sob Deus, Abraão tenha se tornado o fundador de uma nação, amigo de Deus e pai dos fiéis seguidores de Cristo. Abraham não era perfeito. Ele cometeu erros, sim, e pecou. Mas, ele se voltou fielmente para Deus. Ele construiu altares de louvor, oração, paz e provisão. Você e eu deveríamos, em nossa jornada espiritual também. Soli Deo Gloria (Glória a Deus Só)!



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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD