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| Pb. Junio - Congregação Boa Vista II |
TEXTO ÁUREO
"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre." ( Jo 14.16)
VERDADE PRÁTICA
O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade, plenamente divino, atuando como Consolador, Ensinador e Santificador da Igreja.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: João 14. 25-31
INTRODUÇÃO
0 Espírito Santo é Deus, a terceira Pessoa da Trindade. Não se trata de um mero símbolo da presença divina ou uma força impessoal. Ele é Pessoa, com intelecto, vontade e emoções, capaz de falar (At 13.2), ensinar (Jo 14.26), interceder (Rm 8.26) e entristecer-se (Ef 4.30). Jesus o chama de “outro Consolador”, indicando que Ele possui a mesma natureza divina do Filho, sendo distinto em Pessoa, mas idêntico em essência. O presente capítulo tratará da Pneumatologia bíblica e teológica sob três eixos principais: (i) a Pessoa do Espírito Santo — evidências bíblicas de sua personalidade e relação trinitária e igualdade com o Pai e o Filho; (ii) a eterna divindade do Espírito — seus atributos divinos e símbolos representativos; e (iii) as obras do Espírito Santo — passando pela encarnação e ressureição até a santificação e glorificação final dos santos.
Vemos claramente na Bíblia a exposição do ESPÍRITO SANTO como DEUS, coexistindo na trindade com o PAI e com o FILHO, numa mesma substância. É clara sua identidade, sua deidade, sua personalidade, suas obras, suas reações e seus atributos.
Os primeiros cristãos não tiveram dificuldades em reconhecer tudo isto, mas vieram outras gerações que não conheceram os primeiros apóstolos e Paulo. Como no tempo dos hebreus, após a morte de Moisés e Josué, o povo se corrompeu, a igreja também, após os apóstolos, deixou que heresias penetrassem em seu meio e a doutrina verdadeira foi corrompida. A partir do Concílio de Niceia. Iniciou-se uma tentativa de formulação da doutrina pneumatológica e na segunda metade do século IV foi mais desenvolvida para corrigir os heréticos de então.
Mostre aos alunos algumas das verdades a respeito do ESPÍRITO SANTO extraídas do evangelho de João:
Ele nunca nos deixará (Jo 14.6).
O mundo não pode recebê-lo (Jo 14.7).
Ele vive em nós e conosco (Jo 14.17).
Ele nos ensina (Jo 14.26).
Ele nos lembra as palavras de JESUS (Jo 14.26).
Ele nos convence do pecado, nos mostra a justiça de DEUS, e anuncia seu juízo contra o mal (Jo 16.8).
Ele nos guia na verdade, e nos dá conhecimento de eventos futuros (Jo 16.13).
Ele glorifica a CRISTO (Jo 16.14).
I. A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO
1. O Espírito Santo é uma Pessoa - Na teologia cristã, a Pessoa é compreendida como um sujeito com vontade, inteligência, emoção e ação própria. O Espírito Santo, como revelado nas Escrituras, age de modo consciente, relacionai e autônomo, características que evidenciam sua personalidade. Ele age com autonomia, exercendo funções próprias de uma Pessoa. O apóstolo atribui ao Espírito uma mente ativa e consciente, que intercede de forma compatível com a vontade de Deus. Isso confirma sua racionalidade e intenção volitiva, própria de uma Pessoa. O Espírito Santo pode ser entristecido (Ef 4.30). Implica dizer que o Espírito tem emoções, mas não como emoções humanas voláteis, e sim sensibilidade moral e relacionai, ou seja, Ele responde com pesar ao pecado e à quebra de comunhão. Ele ensina e faz lembrar (Jo 14.26), o que demonstra inteligência e comunicação consciente com propósito pedagógico. O Espírito Santo apresenta na memória do crente tudo o que Cristo falou, palavras que jamais podem ser esquecidas.1 2 Ele guia e orienta os crentes, função que exige entendimento e relacionamento, como de um mestre para o discípulo Jo 16.13). Ele distribui os dons “como quer”, demonstrando vontade deliberada, pessoal e ativa (1 Co 12.11). Ele fala diretamente e com clareza, e designa tarefas missionárias, o que comprova seu papel ativo no plano divino (At 13.2). Negar a pessoalidade do Espírito Santo é reduzir o próprio Deus a uma força impessoal, algo completamente alheio à revelação bíblica.
2. Pessoa distinta na Trindade - DEUS é uno e, ao mesmo tempo, triuno (Gn 1.1,26; 3.22; 11.7; Dt 6.4; 1 Jo 5.7 . O PAI, o FILHO e o ESPÍRITO são três divinas e distintas Pessoas. São verdades bíblicas que transcendem a razão humana e as aceitamos alegremente pela fé. A fé em DEUS deve preceder a doutrina (I Tm 4.6).
Se a unidade composta do homem — ESPÍRITO, alma e corpo — continua como um fato inexplicável para a ciência e para os homens mais sábios e santos, quanto mais a triunidade do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO!
As três divinas Pessoas da Trindade são co-eternas e iguais entre si. Mas, em suas operações concernentes à criação e à redenção, DEUS, o PAI, planejou a criação de tudo (Ef 3.9); DEUS, o FILHO, executou o plano, criando (Jo 1.3; Cl 1.16; Hb 1.2; 11.3); e DEUS, o ESPÍRITO SANTO, vivificou, ordenou, pôs tudo, todo o universo, em ação: desde a partícula infinitesimal e invisível até ao super-macroscópico objeto existente (Jó 33.4; Jo 6.63; Gl 6.8; Sm 33.6; Tt 3.5). Ou seja, o PAI domina, o FILHO realiza, e o ESPÍRITO SANTO vivifica, preserva e sustenta.
Na redenção da humanidade, o PAI planejou a salvação, no céu; o FILHO consumou-a, na terra; e o ESPÍRITO SANTO realiza e aplica essa tão grande salvação à pessoa humana. Entretanto, num exame cuidadoso da Bíblia vemos que, em qualquer desses atos divinos, as três Pessoas da Trindade estão presentes.
Uma tentativa de definição do trino DEUS é: DEUS PAI é a plenitude da divindade invisível (Jo 1.18). DEUS FILHO é a plenitude da divindade manifesta (Jo I7). DEUS ESPÍRITO SANTO é a plenitude da divindade operando na criatura (I Co 2.12-16).
Para os sentidos físicos do homem, por condescendência de DEUS, vemos as três Pessoas da Trindade no batismo de JESUS. O PAI eterno falou do céu, o ESPÍRITO SANTO desceu em forma visível de pomba — uma alegoria —, e o FILHO estava sendo batizado no rio Jordão, para cumprir toda a justiça (Mt 3.16,17).
Essa distinção do Espírito Santo é essencial para refutar here sias, como o modalismo que ensina que Pai, Filho e Espírito são apenas “modos” sucessivos de uma única Pessoa divina. Sabélio (séc. III) foi o maior defensor desse pensamento. Ele argumentava que a natureza do Filho era apenas semelhante à do Pai; não era, portanto, idêntica à do Pai. Essa heresia foi condenada no Concilio de Antioquia (268 d.C.).5 A distinção do Espírito também combate o arianismo, que negava a divindade do Filho. Ário ensinava que Deus Pai é o único Eterno, e que Cristo tinha sido criado, portanto, não Eterno. Ele foi excomungado por heresia no Concilio de Niceia (325 d.C.).6 Nessa esteira, a ortodoxia ratifica o papel distinto e a missão específica do Espírito Santo. Em João, essa distinção é facilmente percebi da: “aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas” (Jo 14.26). A construção grega desse versículo é clara: cada sujeito tem ações próprias, o que descarta a ideia de que são apenas manifestações ou modos de uma única Pessoa. O texto destaca três sujeitos distintos atuando simultaneamente: o Pai envia; o Filho é a referência do envio (“em meu nome”); e o Espírito é o enviado com missão específica. Em suma, o Espírito Santo é distinto do Pai e do Filho, mas plenamente Deus (1 Co 2.10-11).
3. O Consolador prometido - João 14.16 O CONSOLADOR. JESUS chama o ESPÍRITO SANTO de "Consolador". Trata-se da tradução da palavra grega parakletos, que significa literalmente "alguém chamado para ficar ao lado de outro para o ajudar". É um termo rico de sentido, significando Consolador, Fortalecedor, Conselheiro, Socorro, Advogado, Aliado e Amigo. O termo grego para "outro" é, aqui, allon, significando "outro da mesma espécie", e não heteros, que significa outro, mas de espécie diferente. Noutras palavras, o ESPÍRITO SANTO dá prosseguimento ao que CRISTO fez quando na terra. (1) JESUS promete enviar outro Consolador. O ESPÍRITO SANTO, pois, faria pelos discípulos, tudo quanto CRISTO tinha feito por eles, enquanto estava com eles. O ESPÍRITO estaria ao lado deles para os ajudar (cf. Mt 14. 30,31), prover a direção certa para suas vidas (v. 26), consolar nos momentos difíceis (v. 18), interceder por eles em oração (Rm 8.26,27; cf. 8.34) e permanecer com eles para sempre. (2) A palavra parakletos é aplicada ao Senhor JESUS em 1 Jo 2.1. JESUS, portanto, é nosso Ajudador e Intercessor no céu (cf. Hb 7.25) enquanto que o ESPÍRITO SANTO é nosso Ajudador e Intercessor, habitando em nós, aqui na terra (Rm 8.9,26; 1 Co 3.16; 6.19; 2 Co 6.16; 2 Tm 1.14).
Dicionário Strong em Português - παρακλητος parakletos
1) chamado, convocado a estar do lado de alguém, esp. convocado a ajudar alguém
1a) alguém que pleiteia a causa de outro diante de um juiz, intercessor, conselheiro de defesa, assistente legal, advogado
1b) pessoa que pleiteia a causa de outro com alguém, intercessor
1b1) de CRISTO em sua exaltação à mão direita de DEUS, súplica a DEUS, o PAI, pelo perdão de nossos pecados
1c) no sentido mais amplo, ajudador, amparador, assistente, alguém que presta socorro
1c1) do SANTO ESPÍRITO, destinado a tomar o lugar de CRISTO com os apóstolos (depois de sua ascensão ao PAI), a conduzi-los a um conhecimento mais profundo da verdade evangélica, a dar-lhes a força divina necessária para capacitá-los a sofrer tentações e perseguições como representantes do reino divino
AJUDADOR é a melhor interpretação, sendo que Ele é nosso intercessor na terra (...ESPÍRITO intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Romanos 8:26), enquanto que JESUS o é no céu (o qual está à direita de DEUS, e também intercede por nós. Romanos 8:34), Ele é nosso advogado na Terra (como haveis de responder; Lucas 21:14), enquanto que JESUS o é no céu (Advogado para com o PAI, JESUS CRISTO, o justo. 1 João 2:1):
O ESPÍRITO SANTO NOS AJUDA:
- Nos ajuda a orar - Romanos 8:26
- Nos ajuda a entender a Bíblia, nos ensina - João 14.26
- Nos ajuda a lembrar - João 14.26
- Nos ajuda a falar quando não sabemos o que dizer - Lucas 12.12
- Nos ajuda a ganhar almas - João 16.8
- Nos ajuda a saber o futuro - João 16.13
- Nos ajuda nos Guiando - João 16.13
II. A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO
1. O debate "Filioque" - Fundamentada nas Escrituras, a fé cristã ratificou a doutrina trinitária nos concílios ecumênicos. Em Niceia (325 d.C.), estabeleceu a divindade do Filho: “Cremos [...] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância [homooúsios\ com o Pai”.9 Em Constantinopla (381 d.C.), no Credo niceno-constantinopolitano, após confirmar que o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem a mesma natureza, o concilio ratificou a divindade do Espírito: “Cremos [...] no Espírito Santo, o Senhor e Vivificador, o que procede do Pai e do Filho, o que juntamente com o Pai e o Filho é adorado e glorifica- do, que falou por meio dos profetas”.10 O debate da divindade de Jesus e do Espírito ocorreu durante o século I\( em virtude do arianismo negar a igualdade e eternidade do Filho com o Pai, e de forma indireta também do Espírito. Nesse período o grupo dos “pneumatómacos” de tendências semiarianas apesar de aceitarem que o Filho era divino, negavam que o Espírito Santo fosse Deus. Os primeiros concílios ecumênicos foram realizados para dirimir essas controvérsias. A respeito do Espírito, em Constantinopla (381 d.C.) o credo grego declarou “to ek tou Patros ekporeuommorP (que procede do Pai). Em Toledo (589 d.C.) a frase correspondente do credo latino acrescentou “qui ex Pa ire FilioqueprocediF (que procede do Pai e do Filho). O termo “filioque” (e do Filho) foi inserido para salvaguardar a fé bíblica que o Espírito procede tanto do Pai como do Filho Jo 15.26; 16.7). Os textos chaves são: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador” (Jo 14.16); e, “quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai” (Jo 15.26). Os verbos “rogarei” (gr. erõtáo) e “proceder” (gr. ekpo- reuetai) são cruciais para esse debate. O verbo erõtáõ significa “pedir em termo de igualdade e, por isso, é sempre usado por Cristo em relação ao seu próprio pedido para o Pai, no conhecimento de sua igual dig nidade”.11 O verbo “proceder” sinaliza que “o Espírito Santo é dado pelo Pai, em resposta à solicitação do Filho. Ele procede tanto do Pai como do Filho. O Pai o dá; o Filho o envia”.12 O apóstolo Paulo usa preposi ções gregas como ek (“de”) para expressar a relação do Espírito com o Pai e o Filho compatíveis com a doutrina que o Espírito também pro cede do Filho, a saber: “[...] se alguém não tem o Espírito de Cristo” (Rm 8.9); e, “Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho” (G1 4.6).
HISTÓRIA DA ORIGEM DE "FILIOQUE"
Filioque (em latim: "e (do) Filho") é uma frase encontrada na versão do Credo niceno-constantinopolitano em uso na Igreja Latina. Ela não está presente no texto grego desse credo como formulado originalmente no Primeiro Concílio de Constantinopla, onde se lê apenas que o Espírito Santo procede "do Pai":
| “ | Καὶ εἰς τὸ Πνεῦμα τὸ Ἅγιον, τὸ κύριον, τὸ ζωοποιόν, τὸ ἐκ τοῦ Πατρὸς ἐκπορευόμενον[1] E no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai | ” |
O texto, na versão latina, fala do Espírito Santo como procedendo "do Pai e do Filho":
| “ | Et in Spiritum Sanctum, Dominum et vivificantem, qui ex Patre Filioque procedit E no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai e do Filho[2] | ” |
Frequentemente diz-se que o primeiro caso conhecido da inserção da palavra Filioque na versão latina do Credo niceno-constantinopolitano ocorreu no Terceiro Concílio de Toledo (589) e que a sua inclusão a partir daí se espalhou espontaneamente[3] por todo o Império dos Francos.[4] No século IX, o Papa Leão III, ainda que aceitando a doutrina da procedência do Espírito Santo do Pai e do Filho, se opôs à adoção da cláusula Filioque.[4] Em 1014, porém, o canto do credo — com a Filioque — foi adotado na celebração da missa em Roma.[4]
A inserção foi inspirada pela doutrina, tradicional no Ocidente e encontrada também em Alexandria, que foi declarada dogmaticamente pelo Papa Leão I em 447,[5] e que é chamada filioquismo. A esta doutrina opõe-se a doutrina do monopatrismo, formulada por Fócio (veja Cisma de Fócio), patriarca de Constantinopla, que manteve que a frase "que procede do Pai" (τὸ ἐκ τοῦ Πατρὸς ἐκπορευόμενον) do Credo niceno-constantinopolitano deve ser interpretada no sentido de "que procede do Pai sozinho (τὸ ἐκ μόνου τοῦ Πατρὸς ἐκπορευόμενον).[6][7][8]
Os conflitos entre os defensores dessas duas doutrinas contribuíram para o Grande Cisma do Oriente de 1054 e ainda constituem um obstáculo para as tentativas de reunião das Igrejas Católica e Ortodoxa.[9]
Novo Testamento
Anthony E. Siecienski afirma que é importante reconhecer que "o Novo Testamento não afirma explicitamente a procedência do Espírito Santo como a teologia posterior entende e define a doutrina". Apesar disso, há "certos princípios estabelecidos no Novo Testamento que formataram a futura teologia trinitária e, em particular, textos que tanto os latinos quanto os gregos utilizaram para apoiar as suas respectivas posições frente à controvérsia da cláusula Filioque".[10]
Em João 16:13–15, Jesus diz que o Espírito Santo "…há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar" e se argumenta que, nas relações entre as Pessoas da Trindade, uma delas não poderia "tomar" ou "receber" (em grego: λήψεται) nada das outras exceto através da "procedência".[11] Trechos como João 20:22 ("soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.") eram vistos pelos Padres da Igreja, especialmente Atanásio, Cirilo e Epifânio, como base para dizer que o Espírito Santo "procede substancialmente de ambos", do Pai e do Filho[12] Outros trechos que tem sido utilizados no debate incluem Gálatas 4:6, Romanos 8:9, Filipenses 1:19, nos quais o Espírito Santo é identificado como "Espírito de seu Filho", "Espírito de Cristo" e "Espírito de Jesus Cristo", e em trechos do Evangelho de João sobre o envio do Espírito Santo por Jesus (João 14:16, João 15:26 e João 16:7)[11]
2. Os atributos divinos do Espírito - Os atributos da divindade se dividem entre atributos incomunicáveis (só DEUS os possui e os pode revelar) – o ser humano não os possui), e também os atributos comunicáveis que são transferidos aos
crentes para que possam ter uma vida cristã sadia. O ESPÍRITO SANTO É SENHOR - 2 Coríntios 3.17.
1. Alguns atributos incomunicáveis.
Atributos incomunicáveis (só DEUS os possui e os pode revelar) – O ESPÍRITO SANTO comunica esses atributos por meio dos dons espirituais, como por exemplo, o dom Palavra de Sabedoria que é comunicada sobrenaturalmente revelando alguma coisa no futuro, dentro da onisciência de DEUS (Êx. E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo ESPÍRITO, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César. Atos 11:28). Já a onipresença é manifestada no dom Palavra de Conhecimento ou da ciência como em 2 Reis 6:12 (E disse um dos servos: Não, ó rei meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas no teu quarto de dormir). A onipotência é revelada nos dons de poder, Fé, Milagres e Dons de Curar.
Os homens em si mesmo não possuem esses atributos. São exclusivos de DEUS. O ESPÍRITO SANTO os possui.
São eles, os principais:
Atributo que pertence exclusivamente à divindade (Rm 1.23; Hb 1.11).
a) Onipresença. Ele está presente em todos os lugares ao mesmo tempo (Sm 139.7-10; I Co 2.10).. Não podemos fugir à sua presença (Sl 139.7). Como ê bom saber que podemos contar com a sua companhia em todo o tempo.
Atentemos para duas ênfases contidas nesses textos que evidenciam a onipresença do ESPÍRITO: “Para onde me irei do teu ESPÍRITO, ou para onde fugirei da tua face?” e “O ESPÍRITO penetra todas as coisas, ainda as profundezas de DEUS”.
b) Onisciência. O ESPÍRITO SANTO tudo sabe e tudo conhece. Ele nos sonda e nos prova quanto às intenções de nosso coração (1 Co 2.10). Ninguém pode mentir àquEle que sabe toda a verdade. Lembra-se de Ananias e Safira? Nada escapa ao conhecimento do ESPÍRITO SANTO. Sua compreensão é infinita. Ele tudo sabe e nada ignora (Sl 139.2.11,13).
Esta é mais uma evidência da deidade do ESPÍRITO SANTO, o qual sabe e conhece todas as coisas (I Co 2.10,11). Isso é um fato solene, mormente se considerarmos que Ele habita em nós: “habita convosco, e estará em vós” (Jo 14.17). A primeira parte dessa declaração de JESUS indica a permanência do ESPÍRITO SANTO em nós (“habita convosco”); e a segunda, a sua presença constante dentro de nós (“e estará em vós”).
Alguém pode habitar numa casa e não estar presente nela em determinada ocasião. Porém, o ESPÍRITO SANTO quer estar sempre presente no crente, como uma das maravilhas dessa “tão grande salvação” (Hb 2.3).
c) Onipotência. Ele é DEUS. Não há impossíveis para o ESPÍRITO SANTO. O homem é limitado, mas o Consolador tudo pode fazer e o maior milagre que Ele opera no homem ê o do novo nascimento (Jo 3.3).
O divino Consolador tem pleno poder sobre todas as coisas (Sm 104.30)
O ESPÍRITO SANTO tem poder próprio. Ê dEle que flui a vida, em suas dimensões e sentidos bem como o poder de DEUS (SI 104.30; Ef 3.16; At 1.8). Isso é uma evidência da deidade do ESPÍRITO SANTO. Ele tem autoridade e poder inerentes, como vemos em toda a Bíblia, máxime em o Novo Testamento.
Em I Coríntios 2.4, na única referência (no original) em que aparece o termo traduzido por “demonstração do ESPÍRITO SANTO”, designa-se literalmente uma demonstração operacional, prática e imediata na mente e na vida dos ouvintes do evangelho de CRISTO. E isso ocorre pela poderosa ação persuasiva e convincente do ESPÍRITO, cujos efeitos transformadores foram visíveis e incontestáveis na vida dos ouvintes de então, confirmando o evangelho pregado pelo apóstolo Paulo (I Co 2.4,5).
Era nítido o contraste entre a ação poderosa do ESPÍRITO e os métodos secos e repetitivos dos mestres e filósofos gregos da época, que tentavam convencer e conseguir admiradores e discípulos mediante demonstrações encenadas de retórica, dialética e argumentação filosófica; isto é, “sabedoria dos homens” (v.5). Que diferença faz o evangelho de poder do Senhor JESUS CRISTO, o qual “é o poder de DEUS para a salvação de todo o que crê” (Rm 1. 16)1
Paulo reconhecia que os mestres gregos o superavam em capacidade acadêmica e humana (2 Co 10.10; 11.6). Mas a sabedoria, a oratória e a argumentação filosófica deles era tão-somente um espetáculo teatral, vazio, que atingia apenas os sentidos dos espectadores. No apóstolo Paulo, ao contrário, operava, nesse sentido, o poder de DEUS (I Co 2.4,5; Cl 1.29; I Ts 1.5; 2 Co 13.10).
O poder do ESPÍRITO SANTO, que evidencia a sua deidade, é também revelado em passagens como Lucas 1.35, Jó 26.13 e 33.4, Salmos 33.6 e Gênesis 1.1,2. Esse divino poder, como já afirmamos, é liberado através da pregação do evangelho de CRISTO:
Na conversão dos ouvintes (Ato 2.37,38).
No batismo com o ESPÍRITO SANTO para os novos crentes (Ato 10.44).
Na expulsão de Espíritos malignos (Ato 8.6,7; Lc 11.20).
Na cura divina dos enfermos (Ato 3.6-8).
Na obediência dos crentes ao Senhor (Rm 16.19).
d) Eternidade. Ele é infinito em existência; sem princípio; sem fim; sem limitação de tempo (Hb 9.14). Ele estava presente no princípio, quando todas as coisas foram criadas (Gn 1.1,2).
Outros atributos. O ESPÍRITO de DEUS é denominado Senhor (2 Co 3.16-18); é descrito como Criador (Jó 26.13; 33.4; Sm 33.4; 104.3; Gn 1.1,2; Ez 37.9,10); e é classificado e mencionado juntamente com o PAI e o FILHO, o que, claramente, é uma grande evidência da sua divindade.
2. Alguns atributos comunicáveis.
a) O ESPÍRITO SANTO é santo. "SANTO" não como que tendo recebido esta santidade externamente, mas como consequência direta de sua natureza santa. ELE mesmo é santo. Ele nos santifica (Rm 15.16; 1 Co 6.11).
b) O Fruto do ESPÍRITO e suas 9 qualidades é um atributo do ESPÍRITO SANTO que nos comunica suas virtudes. Mas o fruto do ESPÍRITO é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Gálatas 5:22.
c) Os dons do ESPÌRITO SANTO são também seus atributos que nos capacita a fazer a obra a de DEUS, reúne multidões para ouvir o evangelho e confirma nossa pregação como advinda de DEUS. Aí há muitas conversões com o ESPÍRITO SANTO os convencendo do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8).
Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo ESPÍRITO é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a fé; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo ESPÍRITO opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. 1 Coríntios 12:7-11
Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinquenta mil peças de prata. Atos 19:19 - E, apegando-se o coxo, que fora curado, a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles, ao alpendre chamado de Salomão Atos 3:11
E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém. Marcos 16:20
3. Os símbolos do Espírito - “E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele.
E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele
que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo” (João 1:32-34).
O SENHOR DEUS nos fala hoje por meio de sua Palavra escrita. É o Espírito Santo falando na Palavra. E nela encontramos muitas figuras de linguagem: metáforas, símiles, símbolos, tipos, parábolas, alegorias e emblemas. Todas essas figuras são utilizadas por Deus, o Espírito Santo na Palavra. A pessoa e a obra do Espírito são ilustradas pelas figuras bíblicas. Nesse texto vamos estudar sete símbolos ou metáforas que estão relacionadas à pessoa do Espírito Santo.
ÁGUA
A água é um símbolo do Espírito Santo que se aplica principalmente à doutrina a salvação. É Jesus quem fala da salvação como beber água: “aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede, pelo contrário, a água que eu lhe der será como uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4:14). “O Espírito Santo, ao habitar no cristão é essa fonte a jorrar para a vida eterna”. (Jo 7:37-39).
A água é necessária para a limpeza e purificação. No Antigo Testamento era utilizada como símbolo de purificação dos sacerdotes (Êx 29:4; Lv 8:6). Ezequiel fala da água como instrumento de purificação dos sacerdotes. (Êx 29:4; Lv 8:6). Ezequiel fala da água como instrumento de purificação interior e a relaciona com a regeneração produzida pelo Espírito Santo (Ez 36:25-27). É o Espírito quem limpa nossos corações na regeneração e continua nos purificando durante o nosso processo de santificação (Tt 3:5; 1Jo 1:9).
FOGO
O fogo na Bíblia possui diversos significados, mas principalmente para simbolizar a presença de Deus (Êx 3:2; 12:21). O nosso Deus é fogo consumidor (Hb 12:29). O fogo é um sinal da aprovação de Deus (2Cr 7:1), da proteção de Deus (Zc 2:5), da purificação divina (Ml 3:3), do juízo de Deus (Lv 10:2).
O fogo é um emblema do Espírito Santo (Mt 3:11). Em Apocalipse o Espírito é comparado a “sete tochas de fogo que ardem diante do trono de Deus” (Ap 4:5). Em Atos 2:3, na descida do Espírito Santo (Pentecostes), vemos que o fogo era um sinal da presença do Espírito, que é o fogo que aquece, ilumina, purifica e fornece energia ao povo de Deus.
POMBA
A pomba é o primeiro símbolo do Espírito Santo que encontramos no Novo Testamento. Foi quando João Batista batizou o Senhor Jesus: “E João testemunhou dizendo: Vi o Espírito descer do Céu como pomba e pousar sobre Ele. Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo” (Jo 1:32-33). Temos uma manifestação da Trindade, quando o espírito é comparado a uma pomba.
A pomba é um dos mais antigos amigos do homem. A primeira menção que se faz da pomba na Bíblia é em Gn 8:8, 10, 12. Noé soltou a ave com o propósito de saber quanto havia baixado as águas do dilúvio.
As pombas são classificadas por Moisés entre os animais limpos, e sempre foram aves da mais alta estima nas nações orientais (Lv 11). As pombas poderiam ser usadas nos sacrifícios Levíticos, principalmente pelos pobres (Lv 1:14). Foi nessas condições que Maria ofereceu um par de rolas ou dois pombinhos, depois do nascimento de Cristo (Lv 12:8; Lc 2:22-24).
Quais os significados da pomba que podem ser aplicados ao Espírito Santo? A pomba é mencionada como símbolo de simplicidade, de inocência, de gentileza, afeição e fidelidade (Os 7:11; Mt 10:36).
VENTO
O vento é um símbolo da presença do Espírito Santo (Ez 37:9, 13; Jo 3:8; At 2:2). Jesus Cristo comparou a obra do Espírito à ação do vento, quando disse a Nicodemos: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai: assim é todo o que é nascido do Espírito” (Jo 3:8).
Após a sua ressurreição, Jesus soprou sobre os seus discípulos e disse: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20:22).
Algumas lições práticas:
- Assim como o vento é invisível na sua ação, o Espírito age de forma invisível no coração humano (Jo 3:8).
- Assim como o vento move um barco a velas, o Espírito de Deus moveu aqueles que escreveram as Escrituras (2 Pe 1:21).
ÓLEO
A principal fonte de óleo ou azeite entre os judeus era a oliveira. A “oferta de manjares”, prescrita pela lei era misturada ao óleo (Lv 2:4-7; 15; 8:26,31; Nm 7:19; Dt 12:17; 2Cr -32). O azeite estava incluído entre as ofertas de primeiros frutos (Êx 22:29-23:16) e o seu dízimo era obrigatório (Dt 12:17; 2 Cr 31:5).
O óleo era usado para iluminação (Êx 25: 6; 27:20-21; Zc 4:3, 12), no sacrifício diário (Êx 29:40) na purificação do leproso (Lv 14:10-28), e no complemento dos votos dos nazireus (Nm 6:15). Certas ofertas deviam efetuar-se sem aquele óleo, como por exemplo as que eram feitas para a expiação do pecado (Lv 5:11) e por causa de ciúmes (Nm 5:15).
Nos banquetes havia o costume de ungir os hóspedes – os criados ungiam a cabeça de cada um na ocasião em que tomavam seu lugar à mesa (Dt 28:40; RT 3:3; Lc 7:46). O azeite indicava alegria, ao passo que a falta denunciava tristeza ou humilhação (Is 61:3; Jl 2:19; Ap 6:6). Assim como o óleo era usado para a cura, o conforto, a iluminação e a unção, com propósitos específicos, o Espírito Santo cura, conforta, ilumina e unge ou consagra o cristão (1 Jo 1:27-29; 2 Co 1:21-22; Tg 5:14).
SELO
A figura do selo aparece três vezes no Novo Testamento (2 Co 1:21-22; Ef 1:13; 4:30). Quais são as funções e propósitos normais de um selo? O que ele significa?
O selo tem três funções básicas:
- A) autenticação de um documento;
- B) propriedade ou posse;
- C) proteção ou inviolabilidade.
O selo do Espírito Santo indica que o cristão é propriedade de Deus (Ef 1:13; 1Pd 2:9) e é protegido espiritualmente por Deus (1 Jo 5:18-19).
PENHOR
O Espírito Santo é comparado também ao “penhor” (Ef 1:14). Um penhor é uma parte do preço que se paga por alguma coisa, como garantia do pagamento final. É uma fiança.
O Espírito Santo nos foi outorgado no dia da nossa conversão e a sua presença em nós é uma garantia da nossa redenção final (Rm 8:23; Fp 1:6).
III. AS OBRAS DO ESPÍRITO SANTO
1. O Espírito Santo e a Encarnação - A encarnação do Filho de Deus revela o papel singular do Espírito como o agente divino na concepção de Jesus. Lucas registra que o anjo Gabriel declarou a Maria: “Descerá sobre ti o Espírito Santo [...] o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lc 1.35). O verbo “descerá” (gr. eperchomai) transmite a ideia de uma vinda intencional e eficaz, enfatizando que a ação do Espírito Santo é pessoal e direcionada. Essa linguagem indica que a concepção de Jesus não foi resultado de ação humana, mas o Espírito Santo em união com o poder do Pai, atua de modo sobrenatural no ventre de Maria. Mateus enfatiza a origem divina da concepção, ao revelar que Maria “se achou grávida pelo Espírito Santo” (Mt 1.18, NAA).
O Evangelista reforça a informação: “porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo” (Mt 1.20, NAA). Aqui o verbo “gerado” (gr. gennáo) confirma a obra misteriosa do Espírito Santo e ratifica a ausência de qualquer intervenção física. Essa verdade está em consonância com o livro dos começos. Barclay destaca que “no princípio o Espírito de Deus sobrevoava a face das águas, e o caos se converteu em cosmos (Gn 1.2). O Espírito é o criador do mundo e o doador da vida. De maneira que, em Jesus Cristo, ingressa no mundo o poder de Deus que dá vida e cria”.15 Embora Jesus tenha sido concebido pelo Espírito Santo, Ele é eternamente o Filho do Pai, gerado e não criado Jo 1.1; Mq 5.2).
A concepção virginal não cria o Filho, mas introduz a sua natureza humana na história. O Espírito Santo atua como agente da nova criação, formando no ventre de Maria o corpo santo do Salvador (Efb 10.5), sem a mácula do pecado, para que Ele pudesse ser o Cordeiro perfeito (1 Pe 1.19). Essa participação direta do Espírito confirma sua divindade, pois a concepção do Verbo encarnado é obra exclusiva de Deus. A concepção virginal de Jesus é, em essência, uma obra trinitária. O Pai é a fonte e o autor do plano redentor. O Pai é quem envia o Filho: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho” (G1 4.4, ARA). O Filho voluntariamente assume a natureza humana: “a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens” (Fp 2.7, ARA).
2. O Espírito Santo e a Ressurreição - A ressurreição é uma demonstração incontestável da soberania divina sobre a morte. As Escrituras afirmam que apenas Deus possui o poder de dar vida e restaurá-la: “Pois assim como o Pai ressuscita os mortos e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer” (Jo 5.21). Desse modo, a ressurreição de Cristo é um ato conjunto e inseparável do Pai, do Filho e do Espírito Santo. O Pai é apresentado como aquEle que ressuscitou Jesus dentre os mortos (At 2.24). O Filho, por sua vez, declarou possuir autoridade para entregar a sua vida e retomá-la: “Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la” Jo 10.18, ARA). O verbo “reaver” (gr. lambáno) que significa “pegar de volta”, aponta para a divindade de Jesus, pois a vida e a ressurreição são prerrogativas exclusivas de Deus Jo 5.21; 11.25). Além disso, Jesus não apenas afirma que ressuscitará, mas se apresenta como a própria ressurreição: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá” Jo 11.25, ARA).
Nas Escrituras, também o Espírito Santo é revelado como o agente vivificador dessa obra. Paulo declara: “o Espírito daquele que res suscitou a Jesus dos mortos [...] também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós” (Rm 8.11, TB). Essa afirmação possui duas dimensões: (i) aponta para a ação direta do Espírito Santo na ressurreição de Cristo; e (ii) garante aos crentes que esse mesmo Espírito lhes concederá vida na ressurreição final (1 Co 15.51-54). Dessa forma, a ressurreição de Cristo é uma obra trinitária: Esse ato revela a unidade e a igualdade do Espírito Santo com o Pai e o Filho, afirmando que Ele é plenamente Deus e participante da obra salvífica desde a encarnação até a consumação final.
3. O Espírito Santo e a Santificação - Salvação e santificação são obras realizadas por JESUS no homem integral: ESPÍRITO, alma e corpo. A Bíblia afirma que fomos eleitos “desde o princípio para a salvação, em santificação do ESPÍRITO” (2Ts 2.13). Esta verdade está implícita em João 19.34. Do lado ferido do corpo de JESUS fluíram, a um só tempo, sangue e água. Isto é, o sangue poderoso de CRISTO nos redime de todo pecado, mas a água também nos lava de nossas impurezas pecaminosas.
CRISTO morreu “para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tt 2.14). A salvação e a santificação devem andar juntas na vida do crente.
A santidade de DEUS. A Bíblia diz que nosso DEUS é santíssimo: “SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor dos Exércitos” (Is 6.3; Ap 4.8). A santidade de DEUS é intrínseca, absoluta e perfeita (Lv 19.2; Ap 15.4). E o atributo que mais expressa sua natureza. No crente, porém, a santificação não é um estado absoluto, é relativo assim como a lua, que, não tendo luz própria, reflete a luz do sol (cf. Hb 12.10; Lv 21.8b).
DEUS é “SANTO” (Pv 9.10; Is 5.16); e, quem almeja andar com Ele, precisa viver em santidade, segundo as Escrituras.
O que não é santificação. O próprio Pedro enganou-se a respeito da santificação (At 10.10-15). Vejamos o que não é a santificação bíblica.
Exterioridade (Mt 23.25-28; I Sm 16.7). Usos, práticas e costumes.
Estes últimos, quando bons, devem ser o efeito da santificação, e não a causa dela (Ef 2.10).
Maturidade cristã.
Não é pelo tempo que algo se torna limpo, mas pela ação contínua da limpeza. A maturidade cristã varia, como se vê em I João 2.12,13: “Filhinhos”; “pais”; “mancebos”; “filhos”.
Batismo com o ESPÍRITO SANTO e dons espirituais.
O batismo com o ESPÍRITO SANTO e os dons espirituais em si mesmos não equivalem à santificação como processo divino e contínuo em nós (At 1.8; I Co 14.3).
Santificar e santificação.
“Santificar” é “pôr à parte, separar, consagrar ou dedicar uma coisa ou alguém para uso estritamente pessoal”. SANTO é o crente que vive separado do pecado e das práticas mundanas pecaminosas, para o domínio e uso exclusivo de DEUS. E exatamente o contrário do crente que se mistura com as coisas tenebrosas do pecado.
A santificação do crente tem dois lados:
(I) sua separação para a posse e uso de DEUS; e (2) a separação do pecado, do erro, de todo e qualquer mal conhecido, para obedecer e agradar a DEUS. Ela tem também três aspectos: posicionai, progressiva e futura.
A santificação posicionai (Hb 10.10; Cl 2.10; I Co 6.11). No seu aspecto posicionai, a santificação é completa e perfeita, ou seja, o crente pela fé torna-se SANTO “em CRISTO”. DEUS nos vê em CRISTO perfeitos (Ef 2.6; Cl 2.10). Quando estamos “em CRISTO”, não há qualquer acusação contra nós (Rm 8.33,34), porque a santidade do Senhor passa a ser a nossa santidade (I Jo 4.17b).
A santificação progressiva. E a santificação prática, aplicada ao viver diário do crente. Nesse aspecto, a santificação do crente pode ser aperfeiçoada (2 Co). Os crentes mencionados em Hebreus 10.10 já haviam sido santificados, e continuavam sendo santificados (w. 10,14-ARA).
A santificação futura. “E o mesmo DEUS de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso ESPÍRITO, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO” (I Ts 5.23). Trata-se da santificação completa e final (I Jo 3.2). Leia também Efésios 5.27 e I Ts 3.13.
A SANTIFICAÇÃO COMO UM PROCESSO
O crescimento do crente “em santificação” ocorre à medida que o ESPÍRITO o rege soberanamente, e o crente, por sua vez, o busca, em cooperação com DEUS: “Sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (I Pe I.I5).
O lado divino da santificação progressiva. São meios que o Senhor utiliza para santificar- nos em nosso viver diário. Esses recursos divinos são: o sangue de JESUS CRISTO (Hb 13.12; I Jo 1.7,9); a Palavra de DEUS (Sm 12.6; 119.9; Jo 17.17; Ef 5.26); o ESPÍRITO SANTO (Rm 1.4; I Pe 1.2; 2 Ts 2.13); a glória de DEUS manifesta (Êx 29.43; 2 Cr 5.13, 14); e a fé em DEUS (Ato 26.18; Fp 3.9; Tg 2.23; Rm 4.11).
O lado humano da santificação progressiva. DEUS é quem opera a santificação no crente, embora haja a cooperação deste.
Os meios coadjuvantes de santificação progressiva são:
O próprio crente. Sua atitude e propósito de ser SANTO, separado do mal para posse de DEUS, são indispensáveis. E o crente tendo fome e sede de ser SANTO (Mt 5.6; 2Tm 2.21, 22; I Tm 5.22).
O SANTO ministério.
Os obreiros do Senhor têm o dever de cooperar para a santificação dos crentes (Êx 19.10,14; Ef 4.11,12).
Pais que andam com DEUS.
Assim como Jó (Jó 1.5), os pais devem cooperar para a santificação dos filhos. Eunice, por exemplo, colaborou para a integridade de Timóteo, seu FILHO (2Tm 1.5; 3.15). Por outro lado, pais descuidados podem influenciar negativamente seus filhos, como no caso de Herodias que influenciou a Salomé (Mac 6.22-24).
As orações do justo (Sm 51.10; 32.6).
A oração contrita, constante e sincera tem efeito santificador.
A consagração do crente a DEUS (Lv 27.28b; Rm 12.1,2).
A rendição incondicional do crente a DEUS tem efeito santificador nele.
Estorvos à santificação do crente.
Estorvos são embaraços que impedem o cristão de viver em santidade, tais como:
Desobediência.
Desobedecer de modo consciente, contínuo e obstinadamente à conhecida vontade do Senhor (Êx 19.5,6).
Comunhão com as trevas. Comungar com as obras infrutíferas das trevas (Rm 13.12); com os ímpios, seus costumes mundanos e suas falsas doutrinas (Ef 5.3; 2 Co 6.14-17).
Áreas da vida não santificadas. Alguns aspectos reservados da vida do crente que não foram consagrados a DEUS devem ser apresentados ao Senhor. Como, por exemplo, mente, sentidos, pensamento, instintos, apetites e desejos, linguagem, gostos, vontade, hábitos, temperamento, sentimento. Um exemplo disso está em Mateus 6.22,23.
A necessidade de santificar-se. Para esse tópico aconselhamos a leitura meditativa de 2 Coríntios 7.1 e I Ts 4.7. Vejamos por que é necessário seguir a santificação:
A Bíblia ordena. A Bíblia afirma que temos dentro de nós a “lei do pecado” (Rm 7.23; 8.2). Daí ela ordenar que sejamos santos (I Pe I.I6; Lv 11.44; Ap
o Senhor habita somente em lugar SANTO (Is 57.15; I Co 3.17).
Só os santos serão arrebatados. O Senhor JESUS — que é SANTO — virá buscar os que são consagrados a Ele (I Ts 3.13; 5.23; 2 Ts 1.10; Hb 12.14). Por isso, a vontade de DEUS para a vida do crente é que ele seja SANTO, separado do pecado (I Ts 4.3).
A santidade revelada de DEUS. Uma importante razão pela qual o crente deve santificar-se é que a santidade de DEUS, em parte, é revelada através do procedimento justo e da vida santificada do crente (Lv 10.3; Nm 20.12). Então, o crente não deve ficar observando, nem exigindo santidade na vida dos outros; ele deve primeiro demonstrar a sua!
Os ataques do Diabo. Devemos atentar para o fato de que o Inimigo centraliza seus ataques na santificação do crente. A principal tática que o Adversário emprega para corromper a santidade é o pecado da mistura. Isso ele já propôs antes a Israel através de Faraó (Êx 8.25), o que abrange mistura da igreja com o mundanismo; da doutrina do Senhor com as heresias; da adoração com as músicas profanas; etc.
Em muitas igrejas hoje a santificação é chamada de fanatismo. Nessas igrejas falam muito de união, amor, fraternidade, louvor, mas não da separação do mundanismo e do pecado. Notemos que as “virgens” da parábola de Mateus 25 pareciam todas iguais;
a diferença só foi notada com a chegada do noivo. Estejamos, pois, preparados para
o Encontro com JESUS nos ares, avivados para o Arrebatamento (I Ts 4.16,17).
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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2.
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BIBLIOGRAFIA
Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias
(Extraído da Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal, CPAD, p. 1472.)
Cláusula Filioque – Wikipédia, a enciclopédia livre
7 MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO – Pregadores do Telhado
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