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domingo, 5 de abril de 2026

LIÇÃO 02 - A FÉ DE ABRAÃO NAS PROMESSAS DE DEUS.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                TEXTO ÁUREO

"E apareceu o Senhor a Abraão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe apareceu." ( Gn 12.7)


                VERDADE PRÁTICA

Quando Deus faz uma promessa incondicional, Ele a cumpre plenamente.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 13. 7-18



                    INTRODUÇÃO

DEUS chamou Abrão e lhe disse para deixar sua terra e parentela, mas ele levou seu sobrinho Ló.

Ló tinha servos e servas e família e gado.

viveram juntos até que não deu mais. Eles não brigaram, mas houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló. Abrão tomou a iniciativa de resolver a questão antes disso prejudicar sua amizade com Ló. Tudo era, na verdade, plano de DEUS para começar a tratar com Abrão e lhe usar para que dele nascesse o salvador JESUS. Abrão propõe a Ló se separarem e lhe dá a prerrogativa de escolher o melhor lugar para ele.

Ló tomou uma atitude precipitada, sem consultar a DEUS e sem respeitar a chamada de seu tio Abrão, escolheu o lado mais bonito e atrativo ao seu apelo materialista.

Diante de tal realidade, Abrão, ao ouvir a promessa de Deus, fez uma indagação ao Senhor, dizendo: “Senhor Jeová, que me hás de dar? Pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é 0 damasceno Eliézer. Disse mais Abrão: Eis que me não tens dado semente, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro” (Gn 15.2-3). Certamente, Abrão não estava, em princípio, duvidando de Deus, mas encarando a dura realidade que envolvia a sua esposa. Chegou a imaginar e a expressar sua preocupação a Deus, supondo que um servo seu, nascido em sua casa, seria o seu herdeiro! Provavelmente, a lógica racional humana tinha grande peso para um ancião, casado com uma mulher que não podia ter filhos.

 Mas Deus não se guia nem depende da lógica humana, limitada e falha. Ele está acima de qualquer racionalidade quando tem um propósito a alcançar. Está escrito: “Porque para Deus nada é impossível” (Lc 1.37). Em sua onipotência, Ele diz: “Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?” (Is 43.13). Depois do seu chamado, Abrão continuou tendo sua fé desafiada por meio de provas muito profundas. Já consciente de ter ouvido a voz de Deus, e de estar no centro de sua vontade, Abrão passou por muitos desafios espirituais e humanos.


                I.    ABRÃO VOLTA DO EGITO PARA CANAÃ


1.    Contenda entre os pastores     -   Aqui, temos uma grande lição. Quando os bens materiais causam contendas entre os parentes, a ponto de não poderem habitar juntos, certamente tais riquezas, adquiridas no Egito, não têm a bênção de Deus. Esse fato nos lembra o que acontece, nos dias atuais, no meio eclesiástico. Há casos conhecidos de pastores evangélicos que contendem entre si por causa de “campo eclesiástico”, causando dissensões e até divisões entre as igrejas locais. Sem a menor dúvida, essa não é a vontade de Deus. Ele deseja que os pastores, e todos os crentes em Cristo, como irmãos na fé, vivam em união. 

Diz o salmo: 

Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! E como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre. (SI 133.1-3)

  Depois de descer ao Egito e quase perder sua esposa e sua vida Abrão voltou ao lugar de adoração e se reconciliou com DEUS. Em Betel ( בית אל Beyth-’El - casa de DEUS).  Ali estava o altar que construiu quando entrou na terra da promessa. (Gn 13.3,4).

A oração menos feita na terra é a de ação de graças, a de agradecimento. Abrão não foi mal-agradecido.

A prosperidade mal adquirida trouxe problemas tanto para Abrão como para Ló, seu sobrinho. Seus pastores começaram a contender devido ao espaço ser pouco para tanto gado. Na certa a água era escassa e os pastos também. Abrão viu o problema e antes que isso causasse divisão entre ele e seu sobrinho procurou uma solução para o problema. Era preciso confiar em DEUS para não escolher e decidir pelos dois o que fazer.


2.   Abrão e Ló se separam     -   Abrão, sendo de mais idade, tio de Ló, poderia ter requeri do para si o direito de escolha. Mas, como homem generoso, humilde e altruísta, concedeu ao sobrinho oportunidade de escolher primeiro a direção que tomaria, para que se evitassem contendas entre seus pastores e, mais do que isso, que não fosse alimentada a desunião familiar. Sem dúvida, é um grande exemplo para nós, cristãos, para não darmos lugar a contendas, desuniões ou desavenças, como irmãos em Cristo. A Palavra de Deus nos diz: “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18).

 Abrão procurou uma solução pacífica para o problema e queria resolvê-la de tal forma que seu sobrinho não pudesse culpá-lo por algum insucesso no futuro. Creio que Abrão desejava seguir seu caminho com DEUS sem interferência de seu sobrinho. O melhor era deixar o próprio Ló escolher um lugar de sua preferência para morar e cuidar de seus bens. Creio que Abrão conhecia bem seu sobrinho e sabia que ele não consultaria a DESU e escolheria o que lhe era mais bonito à vista material.

No futuro sabemos que DEUS iria destruir Sodoma e Gomorra devido a seus pecados.

Palavra Conheçamos e seu significado:  

Quando os anjos estão na casa de Ló veja o que disseram o povo para Ló:

Bíblia ARC - E chamaram Ló e disseram-lhe: Onde estão os varões que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos.

Bíblia Católica - Traga-os para que tenhamos relações com eles.

Bíblia ARA - Traze-os fora a nós para que abusemos deles.

Bíblia NTLH - Traga-os aqui fora para nós, pois queremos ter relações com eles.

Bíblia VIVA  - "Traga para fora os homens que estão aí! Queremos usá-los como mulher!


3.    As escolhas de cada um    -    Ele optou por “toda a campina do Jordão”. O rio Jordão sempre foi conhecido pela fertilidade às suas margens, com terras bem regadas e árvores produtivas. Mas os que habitavam em sua região eram homens ímpios, que se entregavam a todas as abominações a Deus. Sua escolha não poderia ter sido pior. As consequências foram trágicas tanto para ele quanto para sua família.

 A proposta de Abrão foi: "Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e, se a direita escolheres, eu irei para a esquerda" (Gn 13.9).

Cremos que Ló não pensou na autoridade que Abrão tinha sobre ele. Não pensou na honra que devia dar a seu tio. Não pensou no chamado de DEUS na vida de seu tio. Não pensou em consultar a DEUS.

Precipitadamente escolheu materialmente e não espiritualmente. Escolheu seu triste futuro. Escolheu o que lhe agradara aos olhos de cobiça.

Aos olhos de Ló e de todos por ali, Ló havia escolhido o melhor lugar. Para DEUS Ló escolheu o caminho que DEUS mesmo queria para ele, longe de Abrão. Ló deveria ter avaliado o lugar e seus habitantes primeiro.

Agimos assim às vezes. Escolhemos locais para morarmos e para trabalharmos que nos parece o paraíso, mas para DEUS esse é o lugar de laço, de pecado, de sofrimento e de angústia. DEUS nos livre de nos esquecermos de consultá-lo em tudo e para tudo. 

O lugar escolhido por Abrão não era tão aprazível quando o que Ló escolheu. Mas teve a bênção de Deus. Por outro lado, a terra escolhida por Ló, em si, era uma terra de uma paisagem bonita, cheia de plantações atraentes e produtivas. Mas, no meio daquela pujança e da beleza natural, havia um povo reprovado por Deus. Isso nos mostra que, quando se faz uma escolha pela vista dos olhos humanos, sem a direção de Deus, os resultados a serem colhidos poderão ser os piores possíveis, principalmente em teremos espirituais e morais.


                II.    AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS


1.    Resultados da escolha de Abrão    -     É fato que as escolhas de cada pessoa são opcionais. Porém, as consequências são inevitáveis e quase sempre imprevisíveis. Num primeiro instante, a escolha de Ló prometia ser mais lucrativa, mas estava relacionada com uma situação potencialmente explosiva. A generosidade de Abrão parecia ter-lhe sido danosa, se considerada sob a ótica dos costumes da época. Mas, às vezes, decisões difíceis devem ser tomadas quando o homem busca fazer a vontade de Deus. Não obstante, em virtude das promessas e da ajuda do Senhor, o futuro de Abrão garantia lucros profusos.1 O texto bíblico nos mostra que Deus aprovou a escolha de Abrão, e o fez expressando sua aprovação de modo bem claro e evidente.


2.    Resultados da escolha de Ló    -     Ló saiu de Ur dos Caldeus com a herança de seu pai e com suas próprias posses.

Gn 12.5 E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã. (grifo nosso) Haviam adquirido indica que Abrão e Ló tinham bens.

Depois de Abrão descer ao Egito e enganar a faraó sobre sua esposa, com medo de morrer, Ló provavelmente teve que sustentar a mentira de Abrão, confirmando-a diante dos moradores da Terra (Gn 12.12,13).

A bíblia declara que Faraó fez bem a Abrão por causa de sua esposa, que para faraó era só irmã de Abrão. Gn 12.16 E fez bem a Abrão por amor dela; e ele teve ovelhas, vacas, jumentos, servos e servas, jumentas e camelos. Quando diz que fez bem a Abrão e ele teve animais, quer dizer que faraó lhe deu tudo isso de presente.

Ló, parece que também foi abençoado, pois quando saem do Egito eles possuem uma considerável situação econômica a ponto de a terra não suportar seus rebanhos unidos em um mesmo local.

E era Abrão muito rico em gado, em prata e em ouro. E também Ló, que ia com Abrão, tinha rebanhos, gado e tendas. Gênesis 13:2,5.

Como não havia espaço para os dois num mesmo lugar Abrão deu a Ló o direito de escolher para onde queria ir e se fixar. Ló, deixando de considerar a primazia de seu tio como mais velho e portador da chamada de DEUS, escolheu precipitadamente viver nas campinas verdejantes de Sodoma. Ali havia perigo, havia deixado a proteção espiritual de seu tio. Havia ali pessoas más e a situação política dos reinos à volta de Sodoma era de guerra. O juízo de DEUS sobre os pecados de Sodoma e Gomorra estavam por vir, mas Ló não consultou a DEUS, Ló não pediu a opinião de seu tio, portador da bênção de DEUS.

Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança. Provérbios 11:14

2. A guerra dos reis.

A situação política dos reinos à volta de Sodoma era de guerra.

Os reis Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a Sinabe, rei de Admá, e a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Belá (esta é Zoar). A guerra aconteceu no vale de Sidim (que é o Mar Salgado).
A causa da guerra era porque rebelaram-se contra Quedorlaomer que os venceu e tomaram todos os bens de Sodoma, e de Gomorra, e todo o seu mantimento e foram-se. Também tomaram a Ló e sua família, que habitava em Sodoma e os seus bens. Uma escolha precipitada pode causar grandes danos não só à pessoa atingida como a toda sua família.


3.    A atitude de Abrão para com Ló    -     Abrão poderia ter deixado Ló ser escravo para aprender a não ser ganancioso, mas Abraão tinha um bom coração, não tinha mágoa, nem rancor e nem desejo de vingança em si. Era homem de DEUS, era responsável por cuidar de ló que pertencia à sua família. Abrão considerava Ló como seu irmão.

Então veio um, que escapara, e o contou a Abrão o fato ocorrido. Abrão armou os seus criados, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã.
E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu. E tornou a trazer todos os seus bens, e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e os seus bens, e também as mulheres, e o povo.

Abrão foi abençoado por DEUS, os reis ficaram muito gratos a Abrão. Abrão deu o dízimo ao representante de DEUS do que arrecadara na guerra. Abrão não ficou com nada, deu parte aos que participaram da guerra com ele e ainda abençoou o rei de Sodoma e devolveu tudo o que pertencia a Ló. Mais tarde, a cidade de Sodoma foi destruída pelo fogo do julgamento divino, e Ló perdeu tudo o que tinha e foi morar em uma caverna com suas duas filhas que cometeram incesto com seu Pai, nascendo daí os Amonitas e Moabitas.



            III.     OS ALTARES ERGUIDOS POR ABRAÃO


1.    Abrão, um  construtor de altares     -    Abrão construiu seu primeiro altar em Siquém, que significa “ombro”. Era uma das cidades refúgio. Ali Josué despediu o povo: “[...] escolhei hoje a quem sirvais [...]” Js 24.15). Em gratidão a Deus pelas bênçãos e promessas que lhe concedera, Abrão edificou um altar ao Senhor em Siquém. “E apareceu o Senhor a Abrão, e disse: A tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera” (Gn 12.7). Na nossa vida, algumas vezes, precisamos de um “ombro” amigo para nos apoiar. Abrão teve o poderoso ombro de Deus, como homem de fé.

A Bíblia é clara em diversos momentos ao falar sobre orações, altar e oferta diante do Senhor, porém olhando para o ponto que se refere a construção de altar, temos um homem que foi considerado amigo de Deus, o pai da fé, aquele a quem Deus disse que não esconderia o que faz (Gn 18:17) este homem é Abraão, vemos sua vida como alguém que construiu altares diante do Senhor em vários momentos, perceba comigo e observe como ele escolher viver. 

  • Chega a Canaã (Siquém) e constrói um Altar “Atravessou Abraão a terra até Siquem, até ao Carvalho de Moré… Apareceu o Senhor a Abraão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abraão um Altar ao Senhor.” (Gênesis 12:6-7)


2.    Mais um altar    -     Observamos o segundo altar em Gênesis 12:8-13 à medida que Abraão avança em sua jornada. Descobrimos que Abraão monta sua tenda entre Betel (que significa casa de Deus) e Ai (que significa monte de ruínas), talvez significando sua devoção a Deus e como essa devoção pretende impactar o mundo (adoração e testemunho). Descobrimos que ele é um peregrino, como o escritor dos Hebreus nos informa: "Pois ele esperava pela cidade que tem fundações, cujo projetista e construtor é Deus" (Heb 11:10). Abraão não apenas montou uma tenda, mas construiu um altar: "De lá, ele se mudou para as colinas a leste de Betel e montou sua tenda, com Betel a oeste e Ai a leste. E lá ele edificou um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor" (Gênios 12:8). Esse segundo altar que Abraão ergueu foi para um tempo de oração – "Ele invocou o nome do Senhor" (v. 8).

Imediatamente após esse relato, lemos que Abraão vai para o Egito para escapar de uma fome. Abraão então fez uma proposta egoísta à sua esposa Sara e estava disposto a colocá-la em perigo para se salvar (vv. 11-13). A expedição de Abraão ao Egito resultou em medo, falsidades e fracasso. Parece que a confiança de Abraão em Deus vacila. Deus intervém e livra Abraão e Sara do que poderia ter sido um risco pessoal genuíno. O que Abraão faz depois de um incidente desses? Lemos: "E ele seguiu viagem do Negeb até Betel até o lugar onde sua tenda estava no começo entre Betel e Ai, até o lugar onde ele havia feito um altar no primeiro. E lá Abram invocou o nome do Senhor" (Génesis 13:34).

Abraão voltou para Belel, onde montou sua tenda e construiu seu primeiro altar ao Senhor. Nós, crentes, também precisamos voltar ao ponto em que estamos atentos e aceitamos nossa segurança em Cristo para aprender com nossas falhas morais e espirituais e sermos restaurados ao Senhor. Note que Abraão novamente "invocou o nome do Senhor" (Génesis 13:4). Todo crente, como Abraão, precisa erguir um altar de oração em sua jornada de fé. Seja buscando a direção do Senhor para nossas vidas ou precisando arrepender-nos e pedir perdão (que sempre é dado com gracia), precisamos erguir um altar de oração em nossas jornadas de fé.

3.    O altar em Hebrom e Moriá    -    O próximo altar que Abraão constrói está em Gênesis 22:9-14. Abraão construiu um altar no Monte Moriah para oferecer seu único filho amado a Deus – seu filho deveria ser uma oferenda no altar. Abraão, pela fé, obedece ao mandamento de Deus de oferecer seu filho prometido, Isaac. Isaac é o herdeiro promissor de Abraão. Isaac é colocado no altar. Abraão levanta sua faca acreditando "que Deus pôde até ressuscitá-lo dos mortos" (Heb 11:19a). O que se pensava ser um momento de morte tornou-se um momento de triunfo – um substituto, uma provisão, foi providenciado por Deus. Como lemos em Hebreus, Isaac foi poupado: "Abraão considerou que Deus era capaz até de ressuscitá-lo dos mortos, do qual, figurativamente falando, ele o recebeu de volta" (Heb 11:19). A fé de Abraão foi excepcionalmente testada e recompensada. Esse altar foi construído como um altar de sacrifício, mas tornou-se um altar de provisão. Todo crente, como Abraão, precisa erguer um altar de provisão em sua jornada de fé.

Descobrimos neste relato um tipo glorioso de Calvário, onde Deus "não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós" (Rom 8:32a). Então, "como Deus não nos dará também, com Ele, todas as coisas graciosamente" (Rom 8:32b). No fim, entendemos que Deus não quis realmente Isaque, mas sim o coração de Abraão. Abraão estava realmente no altar, não Isaac. Como crentes, estamos no altar de Deus? Paulo nos desafia a responder corretamente a tudo o que Deus nos providenciou em Cristo em Romanos 12:1: "Apelo, portanto, irmãos, pela misericórdia de Deus, para que apresentem os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus, que é a vossa adoração espiritual" (Rom 12:1). Quando chegamos a Cristo, podemos começar pensando que nos colocamos no altar do sacrifício, mas realmente perceber que ele é, na verdade, um altar de provisão. Jesus fez o sacrifício supremo para que possamos experimentar a provisão suprema da vida abundante.

Não é de se admirar que, sob Deus, Abraão tenha se tornado o fundador de uma nação, amigo de Deus e pai dos fiéis seguidores de Cristo. Abraham não era perfeito. Ele cometeu erros, sim, e pecou. Mas, ele se voltou fielmente para Deus. Ele construiu altares de louvor, oração, paz e provisão. Você e eu deveríamos, em nossa jornada espiritual também. Soli Deo Gloria (Glória a Deus Só)!



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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD



sexta-feira, 27 de março de 2026

LIÇÃO 01 - ABRAÃO: SEU CHAMADO E SUA JORNADA DE FÉ.

 

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II


            TEXTO ÁUREO

"Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei." ( Gn 12.1)


            VERDADE PRÁTICA

O chamado de Deus na vida de Abrão e na nossa exige obediência irrestrita. fé e perseverança.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 12. 1-9


                    INTRODUÇÃO


Abrão estava em sua casa, certamente em suas atividades rotineiras, quando, de forma surpreendente, Deus o chamou para cumprir uma grande e extraordinária missão. Diz a Bíblia: “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei” (Gn 12.1). Para qualquer pessoa, um chamado dessa natureza causaria muita perplexidade. E, para um homem como Abrão, que já tinha por volta de 75 anos, sem dúvida alguma, deve ter gerado um impacto emocional que ele jamais havia experimentado. Deixar sua terra já seria muito difícil para um ancião, porém mais difícil ainda era deixar seus parentes, a casa de seu pai, de sua grande família, com quem já estava bem acostumado. 

Deus apresentou tamanhas condições para que pudesse cumprir sua vontade na vida do patriarca. Após dizer o que esperava de Abrão, Deus acrescentou que o enviaria a uma terra que lhe seria mostrada, depois que ele obedecesse à sua voz (Gn 12.1). Não deve ter sido fácil para Abrão atender àquele chama do divino. Todavia, Deus não faz nada sem condições e sem propósitos elevados. Além disso, quando Ele chama alguém, já terá analisado todo o seu perfil, em termos espirituais, morais, emocionais e de toda a ordem, segundo o seu propósito. Deus vira no patriarca um homem que cria nEle. 

E o chamou e fez-lhe uma promessa tão grande que, ainda hoje, está se cumprindo. Para que Deus cumprisse a promessa de fazer de Abrão “uma grande nação” (Gn 12.2) e abençoar os que o abençoassem, bem como amaldiçoar os que o amaldiçoas sem (Gn 12.3). Abrão teve de obedecer, deixar sua parentela, sair do seio de sua família e de sua terra, para um lugar que desconhecia. Sendo um homem de fé, quando ele atendeu ao chamado de Deus, todas as promessas divinas se cumpriram em sua vida e na sua família. Outras promessas Deus deu a Abrão, quando ele obedeceu à sua voz: “E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti” (Gn 17.6). Lembremo-nos de que Abrão já era bastante idoso, e que sua esposa era estéril! Como parte da aliança com Abrão, Deus exigiu que todos os machos, seus descendentes, não só seus filhos, mas também os servos de sua casa fossem circuncidados, para que tivessem sempre a aprovação de Deus (Gn 17.10-14,23). 

Além de ser um homem de fé, Abrão era um homem obediente. Tendo em vista o chamado de Deus a Abrão, as mudanças em sua vida não se limitaram à mudança de lugar e de geografia. Deus não mudou somente o seu nome, mas o de sua esposa que antes se chamava Sarai, que significa “minha princesa”, “minha senhora”, para Sara, que tem o significado de “mãe das nações” (Gn 17.16). Por intermédio dela, Deus tinha um maravilhoso plano a cumprir, na linhagem real, que incluiu a vinda do Messias, o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Tempos depois, quando Deus chamou Isaque declarou que Abraão obedeceu integralmente a sua voz: “porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis” (Gn 26.5). Ele foi um homem de fé e um exemplo na obediência a Deus.

                CURIOSIDADE DA LIÇÃO:

O pai de Abraão, era idólatra (Não Abrão)

A Bíblia indica que Terá, o pai de Abraão, era idólatra. Em Josué 24:2, é declarado que os antepassados de Israel, incluindo Terá, "adoravam outros deuses" além do rio Eufrates, na Mesopotâmia. Tradições judaicas sugerem que ele também fabricava ídolos.

 

Pontos principais sobre Terá e a idolatria:

·        Contexto Cultural: A família de Abraão vivia em Ur dos Caldeus, um grande centro de adoração ao deus da lua, Nannar.

·        A Bíblia Menciona: O livro de Josué deixa claro que a família de Abraão era pagã antes do chamado de DEUS.

·        O Chamado de Abraão: A escolha de Abraão por DEUS é vista como um ato soberano, tirando-o do meio da idolatria de seu pai e de sua terra natal

 

·        Tradições sobre Terá: Além de Josué, tradições judaicas retratam Terá como um comerciante de ídolos que ficou irritado quando Abraão, ainda jovem, começou a questionar e rejeitar essa adoração.

 

Abrão não se corrompeu com a idolatria alastrada em meio a sua família e parentes, por isso mesmo DEUS disse para ele sair do meio de sua parentela.

Abrão não era idólatra, assim como Noé que viveu em meio a uma geração corrompida e não se corrompeu.

A Bíblia não diz que Abrão e seu pai adoravam deuses - A bíblia diz que Terá, pai de Abrão era idólatra e seus parentes. Se olharmos na sobreposição da vida de homens da linhagem de Noé veremos que Abrão viveu ainda na época de Sem que nunca seria idólatra e dava testemunho de seu pai que foi chamado por DEUS exatamente por não ser idólatra no meio de uma geração idólatra. Abrão não se corrompeu com a idolatria alastrada em meio a sua família e parentes, por isso mesmo DEUS disse para ele sair do meio de sua parentela.

 

Abrão deve ter morado no máximo 35 anos em Harã.

Ele saiu de Harã com 75 anos para descer a Canaã (Gn 12.4), após ter morado em Harã? Ele já saiu de Ur dos Caldeus casado com Sarai, seu sobrinho Ló não era mais criança, então o irmão de Abrão não era mais jovem, portanto, Abrão deve ter morado em Harã por 30 anos, ou o máximo 35 anos. 


                I.    DEUS CHAMA ABRÃO


1.    A fé de Abrão diante do chamado ( Gn 12.1)     -    Abrão ouviu a voz de Deus, por volta do ano 1800 a.C., chamando-o para ser um dos personagens mais importantes da história sagrada, descrita na Bíblia. Ele se encontrava com seu pai, em Harã, uma cidade importante do Império Assírio. 

O nome Harã é mencionado primeiramente na Bíblia como sendo o lugar para o qual Tera viajou a partir de Ur dos caldeus. Tera morreu nesse lugar e foi lá que Abraão recebeu o chamado de Deus para deixar seus parentes e ir para Canaã. Abraão partiu com sua mulher e seu sobrinho Ló, enquanto os outros membros do clã permaneceram na cidade (Gn 11.3 D l 2.4). Embora não esteja especificamente afirmado, Harã era aparentemente o lugar onde o servo de Abraão, ao procurar uma esposa para Isaque, encontrou Rebeca junto ao poço; ainda pode ser visto o local tradicional desse poço. Mais tarde, Jacó fugiu para seu tio Labão que vivia em Harã, ou em suas proximidades (Gn 28.10), e lá permaneceu durante 20 anos antes de retornar à sua casa (Gn 28-30).

 Hoje, corresponde à cidade de Harran, ao sul da Turquia, mas, na verdade, Deus olhou para Abrão desde quando ele estava na terra de seus pais, na Caldeia.

Ao ouvir aquela determinação, Abrão não questionou Deus. Não ponderou que já era um homem bastante idoso, de quase oitenta anos e que já estava bem onde morava. Não! Ele simplesmente creu e tomou as providências para se mudar para o lugar destinado por Deus. A experiência da vida cristã nos mostra que, para a fé ser aprovada pelo Senhor, normalmente, ela tem que ser provada. Nunca alguém pode dizer que tem fé se não passar por momentos de prova em sua vida.


2.    A promessa para Abraão    -      Além disso, as promessas feitas a Abrão ultrapassaram o âmbito de sua vida particular, familiar e nacional, e incluíam toda a humanidade. Podemos demonstrar sete promessas de Deus a Abrão que marcaram a sua história e a de seus descendentes até os dias de hoje.

 2.1. Deus prometeu fazer dele “uma grande nação” Antes de chamar Abrão, Deus se revelava a um povo único na Terra. Não havia distinção entre gentios e judeus ou israelitas. Porém, a partir do chamado de Abrão, a promessa de Deus foi a de fazer dele, ou a partir dele, “uma grande nação”, que se tornou a nação israelita, ou dos judeus. Ele é considerado o primeiro patriarca de Israel. Por isso, também é chamado de “o pai da nação de Israel”. Diz o texto bíblico: “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação [...]” (Gn 12.1 -2a). Aqui, vemos a origem da nação israelita.

2.2. Deus prometeu abençoá-lo (Gn 12.2b) “[...] e abençoar-te-ei”. Uma das características mais marcantes de Deus no relacionamento com seus servos é a de abençoador. Ele tem prazer em abençoar os que o amam e o servem “em espírito e em verdade” Jo 4.23). Quando Deus fez o ser hu mano, homem e mulher, seu projeto era que o ser criado fosse abençoado eternamente. Teria vida eterna; nunca envelhecería e jamais morrería; teria uma vida plena de paz, alegria, saúde e felicidades; e, o mais importante, teria o contato permanente e pessoal com o Criador. Deus falava com o homem todos os dias, antes da Queda. “E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim” (Gn 3.8). O texto de Gênesis nos dá a entender que, diariamente, pela viração do dia, ou nos finais de cada tarde, o próprio Deus visitava o casal e interagia com ele. Infelizmente, porém, usando mal a sua liberdade, ou livre-arbítrio, o ser humano preferiu ouvir a voz do Maligno e desprezou a voz de Deus. Com a entrada do pecado (Rm 5.12) no coração do ser criado, este perdeu a bênção de desfrutar da gloriosa presença pessoal de Deus no jardim do Éden. 

2.3. Deus prometeu engrandecer o seu nome (Gn 12.2c) Abrão só era conhecido em sua terra. Jamais imagina ria, sendo um personagem tribal, ter um nome tão famoso e importante para os judeus, e para toda a humanidade, além de ser um personagem especial para a Igreja de Jesus. Abrão, cujo significado era, em hebraico, “pai exaltado”, era o nome original de Abraão, que foi mudado quando ele tinha 99 anos, com o novo significado de “Pai da multidão de nações”. Seu nome foi engrandecido por Deus de forma que ele nunca imaginou.

2.4. Deus prometeu fazer dele “uma bênção” (Gn 12.2d) A cada pessoa chamada por Deus para alguma missão há um preço a pagar, em termos espirituais, emocionais e de outras ordens, mas também Deus tem propósitos elevados e promessas gloriosas para aqueles que são chamados. Abrão não foi apenas uma bênção para Israel e para toda a humanidade. Ele foi uma bênção para sua família. Isaque e Jacó se tornaram nomes influentes na história dos hebreus, da igreja e do mundo. Eles foram beneficiários das promessas de Deus a Abrão. Em comentários posteriores, veremos como seus filhos se tornaram patriarcas e instrumentos de Deus para o cumprimento das promessas feitas a seu pai, encontradas em Gênesis 12.1-3. E um ponto crucial da história bíblica. Ela registra um pacto entre Deus e Abrão, com a promessa de uma descendência numerosa e de bênçãos para todas as nações. A promessa de que Abrão seria uma bênção significa que ele e sua descendência seriam instrumentos para a manifestação do favor e da graça divina no mundo.

 2.5. Deus prometeu, em Abrão, abençoar todas as famílias da terra (Gn 12.2-3) Se não bastasse tamanha amplitude das promessas divinas a Abrão, Deus disse a ele: “E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). Essa é uma das maio res promessas da parte de Deus para Abrão. Deus prometera abençoar a Abrão e fazer dele “uma bênção”, o que já significa uma grande consideração da parte do Senhor. Porém, em sua promessa ao patriarca, Deus estendeu sua bênção a todos os que o abençoassem e, por conseguinte, a seus descendentes, os filhos de Israel. A declaração de Deus sobre essa bênção é muito significativa, incisiva e muito forte, em termos espirituais e proféticos: “E abençoarei os que te abençoarem”.


3.    As bênçãos de Deus para Abrão   -    DEUS prometeu a Abrão transformar sua descendência em uma grande nação, dar-lhe a terra de Canaã e adjacências, engrandecer seu nome e torná-lo uma bênção, abençoando todas as famílias da terra por meio dele (Gênesis 12:1-3). Essas bênçãos incluíam proteção divina e uma descendência numerosa, estendendo-se também à sua posteridade que é CRISTO (Gl 3.16). 

Principais Bênçãos e Promessas:

·        Terra Própria: A promessa de Canaã como herança para seus descendentes.

·        Grande Descendência: Promessa de um povo numeroso e uma "grande nação".

·        Nome Engrandecido: DEUS prometeu tornar o nome de Abrão famoso e honrado.

·        Bênção Universal: Abrão seria uma fonte de bênçãos para todas as famílias da terra.

·        Proteção Divina: "Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem".

·        Prosperidade e Proteção: DEUS garantiu riqueza e provisão em sua caminhada. 

Essas promessas, frequentemente chamadas de Aliança Abraâmica, estabeleceram o alicerce para a nação de Israel e, segundo a teologia bíblica, estendem-se espiritualmente a todos os que creem, tornando-os herdeiros dessas bênçãos. 



                    II.     A OBEDIÊNCIA DE ABRAÃO A DEUS


1.    Atendendo o chamado     -    Devemos ressaltar, no entanto, que Abrão e Sarai eram bem idosos para nossos padrões de faixas etárias. Como a longevidade era muito grande, no seu tempo, o casal poderia ser considerado ainda “de meia-idade”. Aqui, temos uma lição para os que seguem a Cristo nos dias presentes. Ao se tornar cristão, o crente tem de abandonar muitas coisas de sua velha vida. Não precisa abandonar seus pais, ou a família, no sentido literal, mas tem que deixar de seguir as crenças, os costumes, a linguagem, marcados pela idolatria ou pela cultura de sua família. Sua decisão implica uma mudança completa em todas as áreas da vida. Diz o apóstolo Paulo: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). 

Abrão atendeu ao chamado de DEUS (Gênesis 12) saindo de Harã aos 75 anos, deixando sua terra, parentela e segurança para ir a Canaã, um lugar desconhecido, confiando apenas na promessa divina de se tornar uma grande nação. Sua obediência foi imediata, agindo pela fé, mesmo sem saber o destino exato. 

·        A Atitude de Abrão: Ele partiu com sua esposa Sarai, seu sobrinho Ló e seus bens. Ele demonstrou fé, obediência e confiança ao deixar seu conforto para seguir a direção de DEUS.

·        A Jornada: Ao chegar em Canaã, DEUS apareceu a ele novamente e prometeu dar aquela terra à sua descendência. Em resposta, Abrão construiu altares ao Senhor como gesto de gratidão e adoração. 

Essa obediência foi o marco inicial para a formação do povo de Israel e destacou Abrão como um homem de fé.


2.    Um descuido     -     O descuido de Abrão foi ocasionado por levar seu sobrinho Ló consigo. Aconteceram alguns problemas com seu sobrinho (Gn 13.8,9).

DEUS mandou Abrão sair do meio da parentela de seu pai, mas ele levou consigo seu sobrinho Ló.
Ló era filho do irmão de Abrão, Harã, que faleceu ainda na terra de Ur. O pai de Abrão trouxe consigo Ló e Abrão na viagem rumo a terra de Canaã. Harã era irmão de Abraão e Naor (Gênesis 11:27).
O Pai de Abrão, Terá, levou Ló para Harã junto com Abrão e Sarai. Após a morte de seu Pai, Terá, em Harã, Abrão segue para Canaã e leva Ló, entretanto a mensagem era para sair do meio dos parentes! Mais à frente, no capítulo 13, é relatado divergências que aconteceram entre os pastores de Ló e de Abrão, e assim foi necessário realizar a separação dos dois. Ló escolhe a terra do pecado que lhe era linda a sua vista. Depois Ló é ameaçado de ser destruído junto com Sodoma e Gomorra e Abrão intercede por ele junto a JESUS (teofania).

Essa história nos lembra que a ordem dada pelo Senhor deve ser cumprida exatamente na medida. Não tente dar um jeitinho para você caber na situação. Se ele mandar ir, vá! Se ele mandar deixar ir, deixe! Não insista em quem não vale apena insistir. Ore e entregue ao Senhor. Peça mudança ao Senhor, mas não pense que você tem obrigação de tentar sempre! Quando DEUS diz basta, é porque acabou e o rumo tem que ser seguido em frente!


3.    A passagem por Harã    -   A passagem de Abrão por Harã foi uma etapa crucial de obediência antes de chegar a Canaã. Aos 75 anos, após a morte de seu pai Terá, Abrão deixou Harã obedecendo ao chamado de DEUS, levando sua esposa Sarai, seu sobrinho Ló e todos os bens adquiridos, conforme descrito em Gênesis 12:1-5 e Gênesis 12:4-5.

Postos-chave da passagem de Abrão por Harã:

· O Chamado e a Parada: DEUS ordenou que Abrão saísse da terra dos caldeus (Ur) e de sua parentela. A caminho de Canaã, a família de Abrão fixou residência em Harã, onde moraram até que seu pai, Terá, falecesse, informa o relato bíblico, como citado em Atos 7:2-4 e Gênesis 11:32.

· A Partida: Após a morte de seu pai, Abrão, aos 75 anos, obedeceu ao chamado de DEUS e saiu de Harã em direção a Canaã. Ele levou Sarai, Ló, seus bens e as pessoas que haviam adquirido em Harã.

· A Promessa: Ao sair de Harã, DEUS prometeu a Abrão torná-lo uma grande nação, abençoá-lo e engrandecer seu nome.

· Continuidade da Jornada: A jornada de Harã levou Abrão à terra de Canaã, passando por Siquém e indo para o carvalho de Moré, conforme Gênesis 12:4-6.

A saída de Harã marcou o início definitivo da trajetória de Abraão como um patriarca itinerante em direção à terra prometida.

 


            III.    AS LUTAS QUE ABRÃO ENFRENTOU AO CHEGAR A CANAÃ


1.   A dificuldade contra a fome    -     Mesmo com sua fé inabalável e tendo a companhia de sua esposa, que sempre esteve ao seu lado, como verdadeira adjutora em todas as experiências da vida, obedecer a Deus foi um grande desafio para Abrão e os que o acompanharam. Além de terem deixado “a terra de sua parentela”, em atenção à voz de Deus, levaram todos os seus bens móveis, toda a sua fazenda, todo o seu patrimônio adquirido ao longo dos anos. “Eles não desejavam ter nenhuma tentação de voltar. Por isso, não deixaram nem uma unha para trás, para que isto não os fizesse pensar na terra da qual saíram”.2 Essa é uma lição muito eloquente para quem aceita a Cristo como seu Salvador. Levar para sua vida com Cristo apenas o que é indispensável e coerente. Tudo o que não agrada a Deus, do antigo “Egito”, que é o mundo, que “jaz no Maligno”, velhos costumes, antigos comportamentos carnais, que afrontam a Deus, tudo que não é da vontade do Senhor, deve ser deixado para trás. Mas não deixaram para trás seus servos, que faziam parte do grupo social; certamente, eles também foram muito abençoados por Deus, por acompanharem Abrão para a Terra Prometida.

  

2.     A dificuldade de ir para o lugar certo    -   A jornada de Abraão (inicialmente Abrão) para o "lugar certo" — a terra de Canaã — foi marcada por obediência, mas também por dificuldades significativas, incertezas e desvios que testaram sua fé. Embora ele seja conhecido como o "pai da fé" por ter deixado sua terra natal, o caminho até a promessa não foi direto nem simples.
Principais dificuldades e desvios de Abraão:
· A Saída sem Destino Definido: A primeira grande dificuldade foi obedecer sem saber exatamente para onde ia. DEUS disse para sair de sua parentela e casa, prometendo mostrar a terra depois. Isso exigiu uma confiança cega no chamado de DEUS, saindo da zona de conforto (Ur e Harã) para o desconhecido.
· Fome na Terra Prometida: Logo ao chegar em Canaã, Abraão enfrentou uma severa fome. Esse teste foi difícil porque o lugar de bênção (Canaã) parecia não ter sustento, levando-o a duvidar e a sair do lugar certo para buscar recursos no Egito.
· O Desvio para o Egito e o Medo: No Egito, Abraão, com medo de ser morto por causa da beleza de Sara, mentiu dizendo que ela era sua irmã. Esse episódio mostra a falha humana e a dificuldade em confiar totalmente na proteção divina em um lugar estranho, resultando em perigo para sua família.
· A Presença de Ló (Influência Familiar): Abraão foi chamado para deixar sua parentela, mas levou Ló, seu sobrinho, o que causou conflitos e brigas entre os pastores, evidenciando que a presença de quem não foi chamado pode atrapalhar o foco no lugar certo.
· Demora na Promessa e Dúvida: Abraão esperou anos para que a promessa de um filho (Isaque) se cumprisse, o que gerou momentos de dúvida e desânimo, levando a tentativas humanas de cumprir a promessa, como o caso de Hagar.
· Ocupação Canaanita: Quando Abraão chegou a Canaã, a terra já era habitada pelos cananeus, o que significava que ele teve que viver como um estrangeiro em tendas, em vez de assumir a posse imediata da terra.
Lição da Jornada: Apesar desses desafios, Abraão continuou voltando para o local de sua fé (Betel), construindo altares e aprendendo a depender da providência de DEUS, e não apenas de suas próprias forças


3.   A dificuldade em falar a verdade    -    Um homem fora da direção de DEUS pode tomar decisões totalmente contrárias a vontade de DEUS. Um dos maiores descuidos, ou falhas de fé, de Abrão (mais tarde Abraão) foi mentir sobre sua esposa, Sara (então Sarai), ao dizer que ela era sua irmã. Esse episódio ocorreu quando ele desceu ao Egito devido a uma grande fome na terra de Canaã.
Detalhes do Descuido:
· Medo e Desconfiança: Com medo de ser morto pelos egípcios, que poderiam cobiçar a beleza de Sara, Abrão não confiou na proteção divina.
· A Mentira: Ele pediu que Sara dissesse ser sua irmã, o que levou o Faraó a levá-la para seu harém. Ele repetiu isso depois em Gerar com Abimeleque.
· Consequências: Como resultado da ação de Abrão, Sara ficou em perigo na casa do Faraó, e o Egito foi assolado por pragas, conforme descrito em Gênesis 12.
Este episódio é frequentemente citado como uma prova de que, apesar de ser um homem de fé, Abraão não estava livre de fraquezas e imperfeições humanas. Ele repetiu comportamento semelhante mais tarde com Abimeleque.

a) A Dificuldade no Egito (Gênesis 12:10-20)
· A Fome Severa: Após chegar a Canaã, uma fome severa forçou Abrão a descer ao Egito, conhecido como o "celeiro" da região devido ao Nilo.
· O Medo e a Mentira: Com medo de ser morto pelos egípcios por causa da beleza de Sara, Abrão pediu que ela dissesse ser sua irmã.
· Consequência: Sara foi levada para a casa de Faraó, e Abraão recebeu bens em troca, colocando em risco a promessa divina de descendência.
· Intervenção: DEUS castigou Faraó e sua casa com pragas, forçando-os a devolver Sara e expulsar Abraão.
b) A Dificuldade em Gerar (Gênesis 20)
· A Mudança para Gerar: Mais tarde, Abraão peregrinou na região de Gerar.
· Repetição do Erro: Por temor ao rei Abimeleque, Abraão mentiu novamente, dizendo que Sara era sua irmã.
· Intervenção Divina: Novamente, DEUS interveio, desta vez através de um sonho a Abimeleque, para impedir que ele tocasse em Sara.
· Desfecho: Abimeleque repreendeu Abraão, devolveu Sara e ofereceu riquezas, evidenciando que, apesar das falhas de Abraão, DEUS o protegeu.






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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD