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sábado, 7 de março de 2026

LIÇÃO 11 - O PAI E O ESPÍRITO SANTO.

 

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II



                    TEXTO ÁUREO

"Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus." (Rm 8.14)


                   VERDADE PRÁTICA

O Espírito Santo nos liberta da escravidão do pecado, confirma nossa filiação em Cristo e nos conduz à herança eterna planejada pelo Pai.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Romanos 8. 12-17; Gálatas 4. 1-6



                    INTRODUÇÃO

Este estudo apresenta uma reflexão bíblica e teológica sobre a obra da Santíssima Trindade na salvação e na vida do cristão. A partir das Escrituras, o texto destaca a atuação conjunta do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO no plano eterno de redenção. O PAI é revelado como a fonte amorosa da salvação, o FILHO como o Redentor que executa essa obra, e o ESPÍRITO SANTO como aquele que a aplica de forma viva e eficaz no coração do crente. Ao longo do texto, observa-se a transformação espiritual que ocorre quando o ser humano passa da escravidão do pecado para a filiação divina. Essa mudança envolve adoção, identidade, herança e uma nova forma de relacionamento com DEUS. O ESPÍRITO SANTO é apresentado como guia, consolador e agente da santificação diária. A caminhada cristã é descrita como um processo de libertação, amadurecimento e obediência à vontade do PAI. Por fim, o texto aponta para a esperança escatológica da herança eterna, enfatizando que a Trindade conduz os filhos de DEUS à plena comunhão e à vida eterna.

 Trata-se de uma transformação integral, pela qual o crente é conduzido do “espírito de escravidão” para o “espírito de adoção”, da condição de condenação para a comunhão com Deus e da concupiscência da carne para a participação na glória eterna. No presente capítulo, apresentam-se elementos doutrinários fundamentais para compreender a transição do homem da antiga vida sob o pecado e sob a lei para a nova vida na condição de filho adotivo em Cristo. Serão abordadas, em particular, as formas pelas quais o Pai e o Espírito Santo atuam em conjunto para garantir a adoção dos pecadores como filhos e coerdeiros da promessa divina, evidenciando a profundidade e a coerência da obra redentora trinitária.



            I.    O ESPÍRITO E AS DÁDIVAS DO PAI


1.    Da escravidão à filiação    -    Paulo expõe que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23a). O “salário” (gr. opsoniori) era um termo militar que designava o pagamento dos serviços de um soldado. O resultado dessa servidão é a morte. Por sua vez, o “pecado” (gr. hamartía) não é apenas um ato isolado, mas um mal que escraviza (Rm 6.12-14). E a morte (gr. thánatos) tem um sentido abrangente: (i) morte espiritual (Ef 2.1); (ii) morte física (Gn 3.19; Hb 9.27); e (iii) morte eterna (Ap 20.14).

Segundo a Bíblia, a trajetória espiritual do ser humano é descrita como uma transição da escravidão (ao pecado/lei) para a filiação divina (adoção como filhos de DEUS), com direito à herança.

Essa doutrina é central na teologia paulina, especialmente em Gálatas e Romanos.

a). A Escravidão (O Estado Anterior)

Antes de CRISTO, a Bíblia descreve o ser humano como escravo de várias formas: Escravos do Pecado: João 8:34 declara: "Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado".
Escravos da Lei/Rudimentos: Gálatas 4:3 refere-se a estar debaixo dos "rudimentos do mundo", um estado de menoridade, semelhante a um escravo que não tem posse real até a maioridade.
Medo: O "espírito de escravidão" gera medo, não intimidade (Romanos 8:15).

b). A Transição (A Obra de CRISTO)

A libertação ocorre através de JESUS CRISTO: Adoção: DEUS enviou seu FILHO para resgatar os que estavam debaixo da lei, para que recebessem a "adoção de filhos" (Gálatas 4:5).
O ESPÍRITO SANTO: Como prova dessa filiação, DEUS enviou o ESPÍRITO ao coração dos crentes, que clama "ABA, PAI" (Gálatas 4:6; Romanos 8:15).

c). A Filiação e Herança (O Estado Atual)

O resultado dessa mudança de status é transformador: "Já não és escravo, mas FILHO" (Gálatas 4:7): A identidade muda.
Herdeiro: Sendo FILHO, o crente se torna "herdeiro por DEUS" (Gálatas 4:7; Romanos 8:17).
Intimidade: A relação passa a ser de amor e confiança ("ABA, PAI"), não de medo servil (Romanos 8:15).

Em resumo: A Bíblia ensina que o sacrifício de JESUS nos tira da posição de servos temerosos sob condenação para a posição de filhos amados com plenos direitos na família de DEUS.


2.   Da rebeldia a filho legítimo    -    Antes da regeneração, todo pecador era espiritualmente idólatra e rebelde (1 Co 12.2). Henry descreve como “impelidos à mais grosseira idolatria [...] pela força de uma vã imaginação [...] Desgraça miserável da mente [...] Estado sombrio do paganismo”.1 Ferguson discorre que o principal agente da rebeldia é o Diabo ou Satanás, “cuja atividade começa com ações oponentes, consideradas próprias dele (Zc 3.1; Jd 9; Ap 12.10), mas logo se estende a atos, mais amplos, de assédio e tentação (1 Pe 5.8)”. Nessa condição de rebeldia e consequente queda, todas as áreas do ser humano foram afetadas. 

Segundo Armínio, “neste estado [caído] , o livre-arbítrio do homem para o que é bom não somente está ferido, aleijado, enfermo, distorcido e enfraquecido; ele também está aprisionado, destruído e perdido”. Todavia, por meio da graça, Deus capacita o homem para que responda com fé ao chamado do evangelho. Dessa forma, os seres humanos, influenciados pela graça que habilita a livre escolha, tornam-se livres para escolher. 

Deus proveu a salvação, mas ela se aplica somente àquele que crer (Rm 3.22). Assim sendo, por meio da graça, o pecador é transformado pelos méritos de Cristo, e o Espírito “testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16). O verbo “testificar” (gr. symmartyrás) indica um testemunho conjunto, não paralelo ou independente. O Espírito corrobora a certeza que brota da Palavra crida e da fé viva. Não é mera sugestão psicológica; é ato divino de confirmação que se dá no íntimo do crente (Rm 5.5). O termo “filhos” (gr. tekna) ressalta a filiação por geração espiritual (novo nascimento). 


3.    Das trevas à plenitude do Espírito    -    A Escritura emprega a metáfora das “trevas” para descrever a con dição de alienação do homem em relação ao Criador, marcada pelo pe cado, ignorância e escravidão. Aos Efésios Paulo recorda: “noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5.8). A expressão “éreis trevas” (gr. en skótos) não indica apenas que o homem estava em trevas, mas que sua natureza era trevas em si mesma, afastado de Deus (2 Co 4.4,6), depravado (At 26.18) e desesperado (Is 9.1,2).5 Contudo, o apóstolo acrescenta: “agora, sois luz no Senhor” (gr. nyn phõs en kyrios). A frase mostra a transformação operada por um ato gracioso do Pai (1 Pe 2.9). Essa transição é descrita como uma transferência “do império das trevas [...] para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13, ARA). Contrastando com a escuridão, os filhos do Reino agora são luz, eles possuem conhecimento de Deus (SI 36.9), justiça e santidade (Ef 4.24), e a felicidade (SI 97.11; Is 9.1-7). Além disso, se tornaram também refletores dessa luz (Mt 5.14; Jo 8.12).


                II.     O ESPÍRITO NOS GUIA NA VONTADE DO PAI


1.     Os filhos são guiados pelo Espírito     -    Pohl enfatiza que “o Espírito guia, assim como um pastor conduz as suas ovelhas, e elas o seguem (Jo 10.3), ou como Deus conduziu o povo pelo deserto por meio de Moisés (SI 136.16), ou como Jesus naquele tempo ia adiante dos seus discípulos (Mc 10.32)”.8 Portanto, “ser guiado” não é primariamente direção para decisões circunstanciais, mas ser conduzido pelo Espírito em mortificação do pecado e vida santa, o sinal identitário dos adotados (cf. Rm 8.13). Significa que os filhos de Deus são instruídos pelo Espírito, no caminho do Pai, em todo o curso da vida Jo 16.13). Na Igreja Primitiva, sempre em conformidade com a Palavra, o Espírito orientou missões e deu pareceres (At 13.2; 15.28; 16.6-7). 

O Espírito também ilumina o entendimento para discernir e compreender a vontade do Pai (1 Co 2.12-16; Jo 16.13). O Espírito não contradiz à Escritura que Ele mesmo inspirou (2 Tm 3.16-17). Essa direção do Espírito se opõe à inclinação da carne e produz o fruto que forja o caráter cristão (G1 5.16-18,22-23). Ele aplica a vontade do Pai na distribuição de dons espirituais, ministeriais e de serviço (1 Co 12; Ef 2.10). Tal orientação é resultado da “habitação” do Espírito Santo no coração regenerado (Rm 8.9). 

Aqui, o verbo “habitar” (gr. oikeí] aponta para uma residência permanente, e não transitória. Diferente da antiga aliança, em que o Espírito repousava sobre os servos de Deus para tarefas específicas Jz 14.6; 1 Sm 16.13), agora, em Cristo, Ele faz morada constante no crente. Não apenas junto, mas habitando dentro de cada crente regenerado Jo 14.16-17). Allen enfatiza que “antes era o pecado que habitava, mas agora é o Espírito que habita e governa. A posse do Espírito é coisa essencial, e não acessória para o crente. Ninguém pertence a Cristo se não tem o Espírito de Cristo (cf. Jd 19)”.


2.     O Espírito opera a mortificação da carne     -     A Bíblia apresenta a mortificação da carne como um princípio da vida cristã: “se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Rm 8.13). Nesse versículo, Paulo contrapõe dois regimes existenciais: “segundo a carne” (gr. kata sarka) e “segundo o espírito” (gr. kata pneuma). O termo “mortificardes” (gr. thanatóo) exprime a ideia de fazer morrer continuamente, sufocar algo até que perca sua força; trata-se de um processo, não de um ato isolado. Se isso não ocorrer, os que estão vivendo segundo o padrão da carne estão condenados à morte.  A expressão “obras do corpo” (gr. praxeis tou sõmatos) indica que Paulo não demoniza o corpo (que será vivificado, Rm 8.11), mas visa às práticas pecaminosas que se servem dele como palco de expressão. A cláusula condicional culmina em uma promessa, “vivereis” (gr. zêsesthe), o que implica vida presente e escatológica. Por conseguinte, o texto diz respeito à necessidade de o crente subjugar os desejos pecaminosos. E ratifica que é “pelo Espírito” que os filhos de Deus devem destruir os desditosos feitos do corpo. Ele é o agente divino que capacita o salvo a vencer a carne. Porém, o papel do crente não é ser passivo. A iniciativa e o poder são do Espírito; a resposta diligente é do crente (sinergismo). 


3.    O Espírito age conforme o plano do Pai    -      A frase “plenitude dos tempos” (gr. plírõma toü chrónou) marca o fim do período de tutela da lei. Stronstad ensina que “o plano pré-ordenado de Deus era que a lei ditasse o fundamento da moralidade até a vinda de Cristo. Jesus é o ponto focal da história mundial; Ele é o sustentáculo do qual depende a virada dos tempos”.11 O texto é teologicamente rico, pois evidencia que cada Pessoa da Trindade tem uma função específica e harmoniosa no plano eterno de Deus. O Pai enviou o Filho: a encarnação de Cristo ocorreu no tempo previamente estabelecido pelo Pai, dentro de sua soberania e sabedoria eterna (At 17.26). O Pai não apenas idealizou, mas também determinou o momento e as circunstâncias para que o plano redentivo se realizasse. O Filho executou a redenção: Cristo foi enviado “para remir” os pecadores (G1 4.5). O verbo grego exagorázõ (remir, resgatar) significa comprar de volta mediante pagamento. Segundo Wycliffe, “na antiga nação de Israel, a remissão era um instrumento para controlar a escravidão e a dívida pessoal (Dt 15.1-3,9; 31.10)”. O Espírito não apenas confirma a adoção, mas introduz o salvo à comunhão filial com o Pai (G1 4.6; Rm 8.15). Essa verdade revela que o Espírito não atua de forma autônoma ou independente, mas em perfeita harmonia com o plano do Pai e a obra do Filho (Jo 16.7-8). Em vista disso, reitera-se que o plano da redenção é obra do Pai que planeja, do Filho que executa e do Espírito que aplica. Essa verdade revela que a salvação é uma ação soberana do Deus Triúno.



                III.     A TRINDADE NOS CONDUZ À HERANÇA ETERNA


1.    Herdeiros de Deus por adoção    -    A singularidade da adoção

Muitas pessoas acabam confundindo a adoção com outros elementos do processo de salvação. Elas misturam especialmente os conceitos de regeneração, justificação e adoção. A regeneração é a ressurreição espiritual. A Bíblia chama a regeneração de novo nascimento. Saiba mais sobre o que é o novo nascimento.

A justificação é o ato jurídico em que Deus declara aquele que nasceu de novo, legalmente justo com base na justiça de Cristo. Leia também sobre a doutrina da justificação pela fé. Quanto a adoção, biblicamente ela pode ser entendida como o principal benefício da justificação. No entanto, ainda assim ela possui sua singularidade.

É a doutrina da adoção que revela de forma ainda mais clara a grandiosidade do amor de Deus. Ele nos ressuscitou quando estávamos mortos (regeneração). Declarou-nos justos sem que merecêssemos (justificação), e nos recebeu legalmente em sua família (adoção). A doutrina da adoção expressa a verdade de que Deus pegou aqueles que mereciam o inferno e os fez seus herdeiros (Romanos 8:7). Ele não apenas nos recebeu como justos, mas como seus filhos!
O fundamento da adoção

A adoção é uma bênção decretada por Deus. Isso significa que a adoção faz parte do decreto eterno de Deus. A Bíblia diz que desde a eternidade “Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele, em amor Deus nos predestinou para ele, para adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:4-6).

Isso significa que a base da adoção não está em nós. Deus não nos escolheu porque éramos santos e irrepreensíveis, merecedores de sermos seus filhos. Ele nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis, e para que pela obra de Cristo e nossa união com Ele, pudéssemos ser seus filhos.

Os benefícios de sermos adotados por Deus

A adoção também confere uma série de benefícios. Os adotados por Deus desfrutam dos privilégios legais de serem seus filhos. Eles têm sobre si o nome de Deus (Apocalipse 7:3). Eles recebem o Espírito de adoção, e não de escravidão.

W. Hendriksen diz que adoção humana não é uma ilustração adequada da adoção divina. Os pais que adotam gostariam de transmitir algo de seu próprio caráter ao filho adotivo, mas nem sempre isso acontece. No entanto, quando Deus adota, Ele também implanta seu próprio Espírito no coração do filho adotivo, transformando-o em sua imagem e semelhança (Romanos 8:15).

Os que foram adotados por Deus têm acesso ao trono da graça, e clamam a Deus dizendo “Aba, Pai”. Conheça o significado da expressão “Aba, Pai”. Os adotados por Deus são por Ele instruídos, corrigidos, protegidos e preservados. Eles nunca serão lançados fora, nunca se tornaram bastardos, pois foram feitos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo (Romanos 8:17).

Fomos adotados por Deus, mas nossa adoção alcançará sua plenitude quando também recebermos plenamente nossa herança em Cristo, no grande dia de sua vinda. Nossos corpos serão redimidos e reinaremos com Ele sobre toda a criação restaurada.

2.    Coerdeiros de Cristo por filiação    -    A Incrível Jornada: De Escravos a Filhos e Herdeiros

Filhos e herdeiros. Essa não é apenas uma frase bonita; é a realidade espiritual de todo aquele que crê em Jesus Cristo. Mas para entendermos a magnitude disso, precisamos voltar um pouco e entender de onde viemos. O apóstolo Paulo, escrevendo aos gálatas, usa uma ilustração poderosa que era comum no mundo antigo e que ainda faz todo sentido para nós hoje.

Imagine um menino, filho único de um homem muito rico. Esse menino é, por direito, o herdeiro de toda a fortuna do pai. Tecnicamente, ele é o dono de tudo. Mas, na prática, enquanto ele é uma criança, sua vida é muito diferente da vida de um dono. Ele não tem acesso livre aos bens, não pode tomar decisões importantes e vive sob a supervisão de tutores e curadores – pessoas contratadas para cuidar dele e administrar a herança até o tempo certo.

Paulo diz: “Digo, pois, que, todo o tempo em que o herdeiro é menino, em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo. Mas está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai” (Gálatas 4:1-2).

A Nossa Condição Antes de Cristo: Meninos sob Tutela

E qual é a aplicação espiritual disso? Paulo é claro: “Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo” (Gálatas 4:3).

Antes de conhecermos a Cristo, éramos como aquela criança. Estávamos debaixo de uma tutela, de um sistema que, embora tivesse seu propósito, não nos dava a liberdade e a intimidade de filhos. Para os judeus, esse “aio” ou “tutor” era a Lei de Moisés. Ela era santa e boa (Romanos 7:12), mas sua função era justamente mostrar ao homem o padrão de Deus e, ao mesmo tempo, revelar nossa incapacidade de cumpri-lo por nós mesmos. Ela nos conduzia, como um tutor conduz a criança à escola, até Cristo.

Para os gentios (não judeus), como a maioria de nós, essa servidão era ainda mais clara: era a escravidão à idolatria e aos rudimentos fracos e pobres deste mundo (Gálatas 4:9). Era uma vida de medo, de tentar agradar a deuses que não ouvem, de seguir regras vazias sem nenhuma relação verdadeira.

Em ambos os casos, a realidade era a mesma: servidão. Não éramos donos do nosso destino, mas escravos do pecado e da condenação.

A Virada de Chave: A Plenitude dos Tempos

Mas eis que a história muda! Deus não nos deixou para sempre nesse estado de menoridade espiritual. Paulo nos apresenta o momento mais crucial da história humana:

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4-5).

Percebe a beleza disso? “A plenitude dos tempos”. Não foi um acidente. Não foi um plano B. Foi no tempo exato, determinado pela soberania perfeita de Deus. Quando tudo estava pronto – cultural, política e espiritualmente – Deus agiu.

Ele enviou o Seu próprio Filho, Jesus: Nascido de mulher: Ele se fez plenamente humano. Entende nossas dores, tentações e fraquezas (Hebreus 4:15).
Nascido sob a lei: Como judeu, Ele se submeteu plenamente à Lei de Moisés.
Para remir os que estavam debaixo da lei: A palavra remir significa “comprar de volta”, “resgatar”. Jesus, através de sua morte na cruz, pagou o preço para nos comprar do mercado de escravos do pecado e da Lei.

E qual era o objetivo final? Não era apenas nos tirar da escravidão. Era nos dar um novo status! “A fim de recebermos a adoção de filhos”. Deus não nos resgatou para sermos Seus empregados. Ele nos resgatou para nos tornarmos Seus filhos amados.

O Selo da Herança: O Espírito Santo em Nós

E como temos certeza de que isso é real? Como sabemos que não é apenas um conceito teológico bonito, mas uma realidade prática? Deus não nos deixou na dúvida. Ele nos deu um selo, uma garantia incontestável de nossa filiação e herança.

“E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gálatas 4:6).

Este é, talvez, um dos versículos mais poderosos da Bíblia para o crente pentecostal. A prova de que somos filhos não é um documento, um ritual ou um sentimento. É a presença interna do Espírito Santo habitando em nós!
“Deus enviou”: É uma ação divina. O Espírito Santo não é uma conquista nossa; é um dom gratuito de Deus.
“Aos nossos corações”: Não é uma experiência externa, mas íntima e pessoal.
“O Espírito de seu Filho”: O mesmo Espírito que ungiu Jesus, que O ressuscitou dos mortos, agora vive em nós!
“Que clama: Aba, Pai”: “Aba” é uma palavra aramaica carinhosa, equivalente ao nosso “papai”, “paizinho”. É um clamor de intimidade, confiança e relacionamento que brota do nosso interior pelo Espírito.

Irmão, você já sentiu isso? Já sentiu, em momentos de oração, adoração ou até de profunda necessidade, um gemido inside, uma confiança que vai além das palavras, que sussurra “papai” para Deus? Esse é o Espírito Santo testificando com o seu espírito que você é um filho de Deus (Romanos 8:16). Essa é a garantia da sua herança.
A Declaração Final: De Servo a Herdeiro

Paulo então conclui com uma declaração triunfante, que deve ecoar em nossos corações todos os dias:

“Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo” (Gálatas 4:7).

Note a progressão:Já não és mais servo: A velha vida de escravidão ficou para trás. Você não está mais debaixo do jugo da Lei ou do pecado.
Mas filho: Esta é sua nova identidade. Relacionamento, intimidade, amor.
E herdeiro de Deus: Esta é sua nova posição. Tudo o que pertence ao Pai, pertence ao Filho (Jesus), e como co-herdeiros com Cristo (Romanos 8:17), nós também temos acesso a essa herança incalculável.

O que inclui essa herança? Inclui a vida eterna, a salvação, o perdão, a presença de Deus, o fruto do Espírito, a autoridade espiritual, e todas as promessas das Escrituras. Somos herdeiros do próprio Deus!

Os Perigos do Retrocesso: Agindo como Crianças

Paulo, porém, não para por aí. Ele adverte os gálatas sobre um perigo grave: o retrocesso. Após experimentarem essa liberdade gloriosa como filhos e herdeiros, alguns estavam voltando para a escravidão dos rudimentos fracos e pobres.

“Como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?” (Gálatas 4:9).

Eles estavam trocando a intimidade com o Pai pela escravidão a regras religiosas: “Guardais dias, e meses, e tempos, e anos” (Gálatas 4:10). Estavam colocando-se novamente debaixo de um jugo pesado, observando calendários e festas judaicas como um meio de se tornarem aceitáveis para Deus.

Irmão, precisamos vigiar! O legalismo é um inimigo sorrateiro. Ele se disfarça de piedade, mas rouba a graça. Quantos hoje trocam a relação de filhos pela religião de servos? Acham que Deus ficará mais feliz se jejuarem mais, se orarem por mais horas, se cumprirem uma lista de proibições. Não entenda mal: a disciplina espiritual é importante! Mas a motivação é que é diferente.

O filho obedece por amor, para agradar ao Pai que já o aceitou.
O servo obedece por medo, para tentar ser aceito pelo patrão.

Qual tem sido a sua motivação?

Maturidade Exige Responsabilidade

Um herdeiro que atinge a maioridade não pode mais agir como criança. Ele assume responsabilidades. Da mesma forma, a maturidade espiritual exige de nós um comportamento diferenciado.Viver pela fé: Confiando na obra consumada de Cristo, não em nossos próprios esforços.
Andar no Espírito: Deixando que o Espírito Santo nos guie e produza seu fruto em nós (Gálatas 5:16, 22-23).
Desfrutar da liberdade em Cristo: Mas usando essa liberdade não como desculpa para pecar, e sim para servir uns aos outros em amor (Gálatas 5:13).

Um crente maduro entende que sua herança não é motivo de orgulho, mas de humilde gratidão e profunda responsabilidade de viver de maneira digna do Evangelho.
Conclusão: Aceite Sua Posição e Viva Como Herdeiro

Chegamos ao fim da nossa conversa, amigo. E o convite de Deus para você hoje é simples: Aceite o seu lugar à mesa.

Você não precisa mais viver como escravo, tentando conquistar o amor de um Deus que já o amou primeiro. Você não precisa carregar o fardo pesado da religião. Em Cristo, você já foi adotado. Você já é um filho. Você já é um herdeiro.

O Espírito Santo dentro de você clama “Aba, Pai”. Ele é a garantia de que isso é real. Então, levante-se hoje nessa autoridade. Viva a partir dessa verdade. Ore com a confiança de um filho que se achega ao Pai. Enfrente as batalhas com a certeza de que você é um herdeiro do Rei dos reis.

Que possamos, como a igreja de Gálatas, rejeitar qualquer doutrina que nos queira colocar outra vez debaixo do jugo da escravidão. E que, pela graça de Deus, vivamos cada dia na liberdade, na maturidade e na alegria de ser, de fato e de verdade, filhos e herdeiros de Deus.


3.    O Pai administra o tempo da herança     -      O apóstolo enfatiza que o Pai “determina o tempo” (gr. prothésmios) para a plena manifestação da herança (G1 4.2). O termo significa “colocado de antemão, apontado ou determinado anteriormente”.19 O Pai é que tem o controle do tempo oportuno e exato (gr. kairós) não só para o advento do Messias, mas também para a outorga das promessas e da herança eterna (Ec 3.1). Deus, em sua sabedoria, controla o período adequado para que cada promessa seja experimentada na vida dos herdeiros. Pohl enfatiza que “não foi o tempo que colocou Deus em movimento, porque os povos estivessem maduros ou uma lei numérica se manifestasse, mas foi Deus quem fez o tempo andar”.20 Por conseguinte, o crente não deve ansiar pelo cumprimento das promessas em seu próprio ritmo, mas reconhecer que o tempo de Deus é perfeito (Rm 8.28). A espera não é passiva; mas é um processo de aprendizado em que Deus prepara o coração e amadurece o herdeiro. A metáfora da tu tela também reforça a natureza progressiva da herança. Antes da maturidade, o herdeiro participa apenas parcialmente das promessas “até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13). Portanto, o crente deve confiar que sua herança é administrada soberanamente pelo Pai. Ele sabe o tempo certo de conceder cada porção da sua promessa a cada um de seus filhos.




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.

Pr. Local: Pr. Selmo Pedro.

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas, Douglas Baptisda- Editora CPAD

Por Que Fomos Adotados Por Deus? O Que é a Doutrina da Adoção?

Filhos e Herdeiros: Entenda Sua Herança em Cristo e Viva como um Filho Amado de Deus - Seitas




sábado, 28 de fevereiro de 2026

LIÇÃO 10 - ESPÍRITO SANTO - O CAPACITADOR.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                    TEXTO ÁUREO

"E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne." ( Jl 2.28a)


                    VERDADE PRÁTICA

O derramamento do Espírito Santo é uma promessa universal que capacita a Igreja com poder para pregar o Evangelho.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Joel 2.28, 29; Atos 2. 1-4; 8.14-17; 1Corintios 12. 4-7


                        INTRODUÇÃO


Aqui está a divisão da profecia em dois momentos:

1. O Primeiro Cumprimento: A Igreja (Pentecostes)

  • O Evento: Atos 2:16-21. O apóstolo Pedro cita Joel 2 ao explicar o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, dizendo: "isto é o que foi dito pelo profeta Joel".
  • Significado: O "derramamento sobre toda a carne" começou ali. O Espírito Santo, que antes vinha apenas sobre líderes específicos no Antigo Testamento, passou a habitar em todos os crentes (judeus e gentios, jovens e velhos, servos e servas).
  • Característica: É a "chuva temporã" (início da colheita espiritual). A igreja é capacitada para pregar o evangelho. 

2. O Segundo Cumprimento: O Milênio (Era Messiânica)

E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar.  Joel 2:30-32

  • O Evento: Joel 2:30-32 (final) e Joel 3. A profecia menciona "prodígios no céu e na terra, sangue, fogo e colunas de fumaça" e o sol se tornando em trevas antes do "grande e terrível dia do Senhor".

Mas Judá será habitada para sempre, e Jerusalém de geração em geração. E purificarei o sangue dos que eu não tinha purificado; porque o Senhor habitará em Sião. Joel 3:20,21

  • Significado: Muitos estudiosos argumentam que esses sinais cósmicos não ocorreram no Pentecostes, indicando que o cumprimento total está ligado à segunda vinda de Cristo e ao seu reino de 1000 anos sobre a terra.
  • Característica: No Milênio, haverá uma restauração física e espiritual total de Israel, a presença do Messias reinará, e o derramamento do Espírito será universal e contínuo, trazendo paz e abundância, simbolizando a "chuva serôdia" (colheita final). 

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Aqui estão alguns dos principais homens capacitados pelo Espírito Santo no Antigo Testamento:
  • Bezalel (Êxodo 31:2-5): Enchi-o do Espírito de Deus, de sabedoria, de inteligência e de conhecimento para criar obras artísticas para o Tabernáculo.
  • Moisés e os 70 Anciãos (Números 11:25): Deus tirou do Espírito que estava sobre Moisés e o colocou sobre os anciãos para ajudarem na liderança e profetizarem
    .
  • Josué (Números 27:18; Deuteronômio 34:9): Descrito como homem em quem há o Espírito, cheio de sabedoria para suceder Moisés.
  • Os Juízes (Juízes 3:10, 6:34, 14:6): O Espírito "apoderava-se" deles para libertar Israel, como Otoniel, Gideão e Sansão.
  • Davi (1 Samuel 16:13): O Espírito do Senhor se apossou dele desde o dia em que foi ungido rei.
  • Saul (1 Samuel 10:10): O Espírito de Deus veio sobre ele, e profetizou.
  • Profetas (Ezequiel 2:2, Miqueias 3:8): Eram capacitados pelo Espírito para transmitir a palavra de Deus.
  • No Antigo Testamento, a ação do Espírito era frequentemente para capacitação dinâmica e revestimento de poder para o serviço de Deus.


                  I.     A PROMESSA DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO


1.    Uma promessa de abrangência    -     Na Antiga Aliança, o Espírito atuava de modo pontual sobre pessoas específicas e para tarefas determinadas (1 Sm 19.20; 2 Cr 15.1; Ez 37.1). Porém, cerca de 800 anos antes de Cristo, Joel profetizou uma nova dispensação. O livro de Joel, escrito durante seu ministério profético em Judá (c. 835-825 a.C.), situa-se num cenário de crise nacional, simbolizada pelo juízo divino por meio da invasão de gafanhotos e de uma seca terrível que devastaram a nação (J1 1.1-20). Essas calamidades levaram os judeus ao arrependimento profundo e ao clamor incessante por misericórdia divina (J1 2.12-17). 

A profecia de Joel expressa o coração de Deus em derramar seu Espírito sobre todos os que creem — um novo tempo em que a graça e o poder divinos são acessíveis a homens e mulheres de todas as idades e condições. Sinaliza que a promessa democratiza a ação do Espírito, quebrando as exclusividades da Antiga Aliança. A promessa do Espírito é vigente para todos, e a Igreja hodierna é chamada a buscá-la e manifestá-la em dons e santidade. E, conforme o pastor Antonio Gilberto, “a plenitude da promessa pentecostal [...] aguar da um pleno cumprimento futuro [...]. E esse avivamento atingirá a igreja, em geral, e as suas instituições”.


2.    Uma promessa com ação sobrenatural     -      Nessa ação do Espírito ocorre uma mudança de paradigma. Como já assinalado, a promessa de derramamento não exclui e nem discrimina grupos de pessoas, expressando a extensão plena da graça sobre todas as gerações e todas as classes de indivíduos. Nas dispensações anteriores, o Espírito de Deus esteve restrito a indivíduos específicos, escolhidos soberanamente para desempenharem funções determinadas no plano divino. Assim, líderes tais como Gideão (Jz 6.34), os primeiros reis, Saul e Davi (1 Sm 10.6; 16.13), e o profeta Miqueias (Mq 3.8) receberam o Espírito de modo particular e temporário.

 Entretanto, com a promessa escatológica do derramamento, a capacitação do Espírito foi estendida a todo o povo de Deus, de modo que “cada um se tornaria profeta”, participante direto da ação e da revelação divina. Elas indicam que a vida cheia do Espírito é ativa, dinâmica e sensível à voz de Deus (Rm 8.14). Onde o Espírito Santo é bem-vindo, o agir de Deus se manifesta com propósito e poder (2 Co 3.17). Todo crente deve cultivar uma vida de comunhão e santidade, a fim de ser um canal sensível para as manifestações dos dons do Espírito (1 Co 12.4-7).


3.     Uma promessa para  os últimos dias     -      O Que Foi Dito Pelo Profeta Joel (At 2.16-18)At 2.16 Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: 17 E nos últimos dias acontecerá, diz DEUS, que do meu ESPÍRITO derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos;18 e também do meu ESPÍRITO derramarei sobre os meus servos e minhas servas, naqueles dias, e profetizarão;
1- E nos últimos dias acontecerá, diz DEUS,
NOS ÚLTIMOS DIAS.

(1) No AT os últimos dias eram tidos como o tempo em que o Senhor agiria poderosamente, julgando o mal e concedendo salvação ao seu povo (cf. Is 2.2-21; 3.18 4.6; 10.20-23; Os 1.2; Jl 1.3; Am 8.9-11; 9.9-12). 

(2) O NT revela que os últimos dias começaram com a primeira vinda de CRISTO e o derramamento inicial do ESPÍRITO sobre o povo de DEUS, e que terminarão com a segunda vinda do Senhor (Mc 1.15; Lc 4.18-21; Hb 1.1,2). Este período específico é caracterizado como a era do juízo contra o mal, da autoridade sobre os demônios, da salvação da raça humana e da presença aqui do reino de DEUS.

 (a) Estes últimos dias serão assinalados pelo poder do ESPÍRITO SANTO (Mt 12.28).

 (b) Os últimos dias abrangem a investida do poder de DEUS, através de CRISTO, contra o domínio de Satanás e do pecado. Mesmo assim, a guerra apenas começou; não chegou ao fim, pois o mal e a atividade satânica ainda estão fortemente presentes (Ef 6.10-18). Por isso, somente a segunda vinda de JESUS aniquilará a atividade do poder maligno e encerrará os últimos dias (cf. 1 Pe 1.3-5; Ap 19). 

(c) Os últimos dias serão um período de testemunho profético, conclamando todos a se arrependerem, crerem em CRISTO e experimentarem o derramamento do ESPÍRITO SANTO (1.8; 2.4,38-40; Jl 2.28-32). Devemos proclamar a obra salvífica de CRISTO, no poder do ESPÍRITO, mesmo enquanto antevemos o dia final da ira (Rm 2.5), i.e.: o grande e glorioso Dia do Senhor (2.20b). Devemos viver todos os dias em vigilância, esperando o dia da redenção e a volta de CRISTO para buscar o seu povo (Jo 14.3; 1 Ts 4.15-17). (d) Os últimos dias introduzem o reino de DEUS com sua demonstração de pleno poder (ver Lc 11.20). Devemos ter a plenitude desse poder no conflito contra as forças espirituais do mal (2 Co 10.3-5; Ef 6.11,12) e no sofrimento por causa da justiça (Mt 5.10-12; 1 Pe 1.6,7)
2- que do meu ESPÍRITO derramarei
O derramamento do ESPÍRITO SANTO e os sinais sobrenaturais que o acompanham, não podem ser limitados unicamente ao dia de Pentecoste. O poder e a bênção do ESPÍRITO SANTO são para todo cristão receber e experimentar, no decurso de toda a era da igreja, que é a totalidade do período de tempo entre a primeira e segunda vinda de CRISTO (Ap 19.20; ver At 2.39
3- sobre toda a carne
MEUS SERVOS E MINHAS SERVAS. Segundo a profecia de Joel, citada por Pedro, o batismo no ESPÍRITO SANTO é para aqueles que já pertencem ao reino de DEUS, i.e., servos de DEUS, ou crentes; tanto homens como mulheres salvos, regenerados, pertencentes a DEUS.
Plataforma Para A Manifestação Dos Dons E Outras Maravilhas Do ESPÍRITO SANTO.
O crente precisa receber o batismo com o ESPÍRITO SANTO para que receba o restante do “pacote” espiritual, os dons do ESPÍRITO SANTO.
O Revestimento Do ESPÍRITO SANTO É O Segredo Da Nossa Vitória
Sereis revestidos de poder = Poder é o que está faltando a muitos que estão pregando vãs filosofias ao invés de entrar para as fileiras dos marcham para vencer e e serem vencedores com CRISTO, cheios do ESPÍRITO SANTO
É A Provisão De DEUS Para Os Últimos Dias
1- Estão cheios de mosto
2.13 MOSTO. Mosto (gr. gleukos) normalmente se refere ao suco de uva não fermentado. Aqueles que zombavam dos discípulos talvez hajam empregado este termo, ao invés da palavra mais comum no NT para vinho (oinos), porque sabiam que os discípulos de JESUS usavam somente este tipo de vinho doce, não fermentado. Neste caso, sua zombaria teria sido sarcástica.
2- São homens sem letras
Assim queriam dizer que só os ignorantes e iletrados seguiam esta nova religião. Não sabiam que as coisas de DEUS se discernem espiritualmente e não pela mente e sabedoria humanas.
3- O batismo com o ESPÍRITO SANTO vem de fonte impura
JESUS foi acusado de ter demônio, e pior do que isto, de ter o príncipe dos demônios; como seguidores de JESUS também passamos por estas acusações daqueles que não sabem que nós é que expulsamos os demônios daqueles que são dominados por eles, em nome de JESUS.
4- Ficamos ao lado de Pedro na defesa desta grandiosa bênção
Pedro pregou um longo discurso dizendo que não estavam embriagados sendo aquela a hora de 09:00h da manhã (terceira hora do dia), também disse que aquilo que estava acontecendo era a promessa de DEUS predita pelo profeta Joel, por Isaías e pelo próprio JESUS.




                II.      O CUMPRIMENTO: PODER PARA TESTEMUNHAR


1.    O Espírito Santo veio com o poder do Alto     -      A expressão “revestidos” traduz o verbo grego endyõ, usado para a ideia de “vestir-se de algo”, “entrar numa roupa”, “ser envolvido como por uma armadura” (cf. Rm 13.12; Cl 3.10; Ef 6.11). Aqui, denota a investidura sobrenatural do Espírito sobre os discípulos, preparando-os não apenas para resistir ao pecado, mas, sobretudo, ousadia para pro clamar o evangelho (At 4.31). O termo grego dynamis (poder) remete a uma energia ativa, operante, que procede do próprio Deus. Em Atos, esse poder é diretamente associado à missão: “serão minhas testemunhas [...] até os confins da terra” (At 1.8, NAA). Aponta para uma capacitação sobrenatural e indispensável para testemunhar de Cristo. Assim sendo, o Espírito Santo veio com “poder do alto” para atuar em múltiplas dimensões: (i) na santificação, capacitando o crente a mortificar as obras da carne (Rm 8.13); (ii) no testemunho com ousadia, preparando os discípulos a pregar com intrepidez (At 4.31); (iii) nos dons espirituais, concedendo graça para realizar sinais e prodígios (1 Co 12.7-11); (iv) na edificação da Igreja, servindo para fortalecer e expandir o corpo de Cristo (Ef 4.11 -13). Em suma, historicamente, inaugura a Igreja; doutrinariamente, autentica a promessa do Pai mediada pelo Filho; teologicamente, conduz à santificação, ao testemunho ousado, à manifestação dos dons e à edificação do povo de Deus.


2.    Os sinais da descida do Espírito Santo    -     Visto que, noutros lugares, o ESPÍRITO é assemelhado ao vento, e que a palavra aqui empregada (Grego pneuma), pode ter ambos os sentidos, não é de se estranhar que o primeiro dos dois símbolos que acompanhavam a Sua chegada era um som como de um vento; Lucas o descreveu como sendo quase palpável quando disse que encheu toda a casa. A linguagem, conforme devemos notar, é aquela da analogia - um som como o do vento - e indica que tratamos com uma ocorrência sobrenatural. O simbolismo relembra as teofanias do Antigo Testamento (2 Sm 22:16;  37: 10; Ez 13:13): o vento é um sinal da presença de DEUS como ESPÍRITO. O segundo símbolo foi o fogo. Uma chama se dividiu em várias línguas, de modo que cada urna delas pousou sobre urna das pessoas presentes. Outra vez, a descrição é analógica - como de fogo. E, mais urna vez, relembramos asteofanias do Antigo Testamento, especialmente aquela no Sinai Êx 19:18).

4. Com estes sinais externos, veio o ESPÍRITO SANTO como realidade interna e invisível que demonstrou a Sua presença mediante os efeitos sobre os discípulos. Lucas emprega a expressão ficaram cheios para descrever a experiência. Esta palavra se emprega quando as pessoas recebem o revestimento inicial do ESPÍRITO para capacitá-las para o serviço de DEUS (9:17Lc 1 :15), e também quando ficam inspiradas para fazerem declarações importantes (4:8, 31; 13:9); palavras assim se empregam para descrever o processo contínuo de ser cheio com o ESPÍRITO (13:52, Ef 5:18) ou o estado correspondente de estar cheio (6:3; 5; 7:55; 11 :24; Lc 4:1). 

Vincent, descreve que a intensidade do som (gr. êchos) era, literalmente, de um vento forte e contínuo.10 A Bíblia de Jerusalém (BJ) traduz por “um ruído como o agitar-se de um vendaval” e a Bíblia King James (BKJ) como “uma rajada de vento impetuoso”. A frase traduzida “como que de fogo” (gr. hõseí pyr) significa “como se fosse”, isto é, “semelhante ao fogo”, mas não consistindo de fogo.11 A Bíblia Literal do Texto Tradicional (LTT) traduz adequadamente “línguas como que (se fossem) de fogo”. Esses sinais são introdutórios e serviram somente para aquele evento. O som como de um vento simboliza a presença criadora de Deus (Ez 37.9). As línguas como que de fogo são sinal de purificação e consagração (Êx 19.18). O Comentário Bíblico Pentecostal destaca que “o som do vento poderoso significa que o Espírito Santo está com os discípulos, e as chamas de fogo em forma de língua que posam em cada um deles são manifestação da glória de Deus, acrescentando esplendor à ocasião”.


3.    A evidência do revestimento de poder     -       No Pentecostes, os discípulos começaram a falar com outras línguas (gr. heterais glõssais). A rigor significa um vocabulário diferente das suas línguas nativas.13 “Em todo caso, o contexto identifica o termo glõssais como idiomas desconhecidos pelos locutores. [...] esta é a primeira ocorrência do termo glossolalia. na história bíblica”. Portanto, a tradução literal é “outras línguas”, no sentido de idiomas diferentes. Contudo, algumas traduções mais antigas utilizam a expressão “línguas estranhas”, como a Almeida Revista e Corrigi da (ARC - 1969), ou “línguas desconhecidas”, como a Almeida Corrigida Fiel (ACF) e Bíblia King James (BKJ - 1611). Isso ocorreu porque os tradutores buscavam ressaltar que as línguas eram desconhecidas para quem as falava, algo “estranho” ao falante natural. 

No entanto, a palavra “estranha” não existe no grego; é uma adição interpretativa feita pelos tradutores. Convém também destacar que no livro de Atos, o falar em línguas está explícito em três registros (At 2.1-4; 10.46; 19.6) e implícito em outras duas ocasiões (At 8.14-17; 9.17-18). Dessa forma, biblicamente, o falar em outras línguas é sempre a evidência física inicial do batismo no Espírito Santo. Essa evidência difere do dom espiritual de “variedades de línguas”. Esse último dom requer interpretação para a edificação da Igreja, porém o “falar línguas” como batismo ou renovação é compreendido como edificação pessoal, e nesse caso não requer interpretação, nem mesmo repreensão (1 Co 14.27-28).

 A Declaração de Fé das Assembléias de Deus é enfática nessa questão: “o derramamento do Espírito veio com um sinal específico, o falar em línguas” (At 2.4). A ortodoxia ensina que “os pentecostais usualmente sus tentam que o falar em outras línguas é sempre a evidência física inicial dessa experiência especial”.1' Desse modo, na experiência da salvação em Cristo, todo crente é “selado” com o Espírito (Ef 1.13-14), porém, no batismo no Espírito Santo, todo crente é “revestido” de poder (At 2.2-4).



                III.     A CONTINUIDADE DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO


1.     A extensão da ´promessa do Espírito      -     O Dicionário Vine leciona que o termo grego usado para “dom” é dõreá, que denota “presente grátis, acentuando o caráter gratuito; e sempre é usado no Novo Testamento acerca de um dom espiritual ou sobrenatural”. Não se trata de algo conquistado por mérito humano, mas de uma concessão divina, resultado da obra redentora de Cristo e da ação soberana do Pai. Esse versículo precisa ser entendido à luz do seu contexto. O “dom do Espírito” refere-se à experiência recém vivida pelos discípulos, ou seja, o cumprimento da promessa de Jesus do revestimento de poder (Lc 24.24). A cláusula é explicativa, sendo o “dom” o próprio Espírito Santo (cf. At 10.45; 11.17).

 O Comentário Bíblico Pentecostal as severa que “o trabalho inicial do Espírito segue o arrependimento e lança numa nova vida em Cristo. A promessa de Pedro se refere a um subsequente dom gratuito do Espírito e cumpre a promessa de Joel de poder carismático e pentecostal”. Esse dom não ficou restrito ao evento histórico do Pentecostes, mas é estendido aos crentes de todas as épocas: “a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39). O batismo no Espírito é uma experiência potencialmente universal. A declaração de Pedro faz eco à profecia de Joel, em que o Espírito seria derramado “sobre toda a carne” J1 2.28).

 Não significa universalismo irrestrito, mas inclusão de todos os que, mediante a fé, invocarem o nome do Senhor J1 2.32; Rm 10.13). Assim, o apóstolo expande a compreensão dos judeus, mostrando que o batismo no Espírito não se limita a Israel, mas abrange todas as nações. Na perspectiva de Atos, esse batismo possui caráter subsequente à regeneração. O novo nascimento é obra do Espírito Jo 3.5-6; Tt 3.5), mas o “revestimento de poder” (Lc 24.49; At 1.8) é uma experiência distinta. No relato apostólico, percebe-se a diversidade de momentos em que o Espírito Santo foi derramado:

 (i) na casa de Cornélio, o Espírito desceu simultaneamente à regeneração (At 10.44-46); (ii) Em Samaria e Éfeso, os crentes receberam o Espírito mediante a imposição de mãos (At 8.15-17; 19.2,6). O revestimento de poder, portanto, é distinto do novo nascimento, e o falar em línguas é a evidência inicial dessa experiência (At 2.4; 10.46; 11.15-17; 19.6).


2.     O Espírito opera com diversidade e unidade     -      Os dons são diversos, ou seja, cada dom tem sua função e importância, sendo todos distribuídos pelo mesmo ESPÍRITO SANTO. Sempre devemos nos lembrar de que o ESPÍRITO SANTO só age fazendo o que é Útil.

Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil. 1Coríntios 12:7
A igreja é usada pelo ESPÍRITO SANTO e cada membro deve se colocar a disposição do mesmo para a obra de DEUS. Infelizmente, são poucos os que se dedicam a DEUS e desejam ajudar aos outros, pois os dons são movidos por amor ao próximo e o ESPÍRITO SANTO só usa quem se disponibiliza. Assim cada membro deve ser instrumento do ESPÍRITO SANTO e deve ministrar aos outros o que recebeu para o bem comum. O sucesso evangelístico da igreja também depende da ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO.
Paulo, em 1Cortíntios 12, dá um resumo dos Dons do ESPÍRITO SANTO, uma lista completa, pois os crentes corintios possuíam todos os dons.
De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor JESUS CRISTO, 1Coríntios 1:7.
Porque a um, pelo ESPÍRITO, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a fé; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, os dons de curar; e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de Línguas; e a outro, a interpretação das Línguas. 1Coríntios 12:8-10


3.     O Espírito distribui dons e propósitos     -     1Co 12.7 “Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil”.PERSPECTIVA GERAL. Uma das maneiras do ESPÍRITO SANTO manifestar-se é através de uma variedade de dons espirituais concedidos aos crentes (12.7-11). Essas manifestações do ESPÍRITO visam à edificação e à santificação da igreja (12.7; ver 14.26). Esses dons e ministérios não são os mesmos de Rm 12.6-8 e Ef 4.11, mediante os quais o crente recebe poder e capacidade para servir na igreja de modo mais permanente. Os dons aí tratados podem operar em conjunto, de diferentes maneiras.

(1) As manifestações do ESPÍRITO dão-se de acordo com a vontade do ESPÍRITO (12.11), ao surgir a necessidade, e também conforme o anelo do crente na busca dos dons (12.31; 14.1).

(2) Certos dons podem operar num crente de modo regular, e um crente pode receber mais de um dom para atendimento de necessidades específicas. O crente deve desejar “dons”, e não apenas um dom (12.31; 14.1).

(3) É anticíclico e insensato se pensar que quem tem um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada, i.e., menos visível.
Também, quando uma pessoa possui um dom espiritual, isso não significa que DEUS aprova tudo quanto ela faz ou ensina. Não se deve confundir dons do ESPÍRITO, com o fruto do ESPÍRITO, o qual se relaciona mais diretamente com o caráter e a santificação do crente (Gl 5.22,23).

(4) Satanás pode imitar a manifestação dos dons do ESPÍRITO, ou falsos crentes disfarçados como servos de CRISTO podem fazer o mesmo (Mt 7.21-23; 24.11, 24; 2Co 11.13-15; 2Ts 2.8-10). O crente não deve dar crédito a qualquer manifestação espiritual, mas deve “provar se os espíritos são de DEUS, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1Jo 4.1; cf. 1Ts 5.20,21).

OS DONS ESPIRITUAIS. Em 1Co 12.8-10, o apóstolo Paulo apresenta uma diversidade de dons que o ESPÍRITO SANTO concede aos crentes. Nesta passagem, ele não descreve as características desses dons, mas noutros trechos das Escrituras temos ensino sobre os mesmos.
(1) Dom da Palavra da Sabedoria (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de DEUS ou a sabedoria do ESPÍRITO SANTO a uma situação ou problema específico (At 6.10; 15.13-22).
Não se trata aqui da sabedoria comum de DEUS, para o viver diário, que se obtém pelo diligente estudo e meditação nas coisas de DEUS e na sua Palavra, e pela oração (Tg 1.5,6).

(2) Dom da Palavra do Conhecimento (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo ESPÍRITO SANTO, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstâncias, ou de verdades bíblicas. (At 5.1-10; 1Co 14.24,25).

(3) Dom da Fé (12.9). Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo ESPÍRITO SANTO, capacitando o crente a crer em DEUS para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (13.2) e que frequentemente opera em conjunto com outras manifestações do ESPÍRITO, tais como as curas e os milagres (ver Mt 17.20; Mc 11.22-24; Lc 17.6).

(4) Dons de Curas (12.9). Esses dons são concedidos à igreja para a restauração da saúde física, por meios divinos e sobrenaturais (Mt 4.23-25; 10.1; At 3.6-8; 4.30). O plural (“dons”) indica curas de diferentes enfermidades ou doenças e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de DEUS. Os dons de curas não são concedidos a todos os membros do corpo de CRISTO (cf. 12.11,30), todavia, todos eles podem orar pelos enfermos. Havendo fé, os enfermos serão curados. Pode também haver cura em obediência ao ensino bíblico de Tg 5.14-16 (ver Tg 5.15).

(5) Dom de Operação de Milagres (12.10). Trata-se de atos sobrenaturais de poder, que intervêm nas leis da natureza. Incluem atos divinos em que se manifesta o reino de DEUS contra Satanás e os espíritos malignos (ver Jo 6.2).

(6) Dom de Profecia (12.10). É preciso distinguir a profecia aqui mencionada, como manifestação momentânea do ESPÍRITO da profecia como dom ministerial na igreja, mencionado em Ef 4.11. Como dom de ministério, a profecia é concedida a apenas alguns crentes, os quais servem na igreja como ministros profetas. Como manifestação do ESPÍRITO, a profecia está potencialmente disponível a todo cristão cheio dEle (At 2.16-18).
Quanto à profecia, como manifestação do ESPÍRITO, observe o seguinte:
(a) Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de DEUS, sob o impulso do ESPÍRITO SANTO (14.24,25, 29-31).




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas, Douglas Baptisda- Editora CPAD