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| Pb. Junio - Congregação Boa Vista II |
TEXTO ÁUREO
"E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o Senhor o abençoava." (Gn 26.12)
VERDADE PRÁTICA
Deus abençoava Abraão em tudo, e Isaque, o filho da promessa, também seria abençoado. Quando Deus age, ninguém pode impedi-lo.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 26. 1-5, 12-14, 24, 25.
INTRODUÇÃO
Depois que seu pai morreu, com cento e setenta e cinco anos de idade (Gn 25.7), ele e seu irmão, Ismael, o sepultaram no mesmo túmulo onde Sara fora sepultada, na cova de Macpela, que Abraão comprara de Efrom, entre os filhos de Hete (Gn 25.9-10). Mas Deus não o desamparou após a morte do pai. Pelo contrário, o abençoou como abençoou Abraão, para cumprir as promessas que lhe fizera, de manter o concerto com seus descendentes. “E aconteceu, depois da morte de Abraão, que Deus abençoou a Isaque, seu filho; e habitava Isaque junto ao poço Laai-Roi” (Gn 25.11).
Quando Deus curou Rebeca da infertilidade, e Isaque já tinha sessenta anos de idade, ela deu à luz gêmeos. Ao primeiro, chamou-lhe de Esaú; ao que saiu do ventre em seguida, deu-lhe o nome de Jacó. Ambos cresceram e Esaú se dedicou mais à vida de caçador, enquanto Jacó era mais caseiro. Um problema se desenhou na criação dos filhos. Enquanto Isaque amava mais a Esaú, por gostar da caça, Rebeca amava mais a Jacó, por ser mais habituado à vida doméstica, vivendo mais próximo da mãe. Vale salientar que tal comportamento é errado no seio de qualquer família. O pai demonstrar mais amor por um filho, e a mãe demonstrar mais amor por outro.
Isso pode causar inveja de um em relação ao outro, gerando mal-estar ou contendas. Os anos se passaram, eles se tornaram jovens. Certo dia, Esaú chegou cansado, com fome, depois de caçar; e Jacó havia preparado um guisado saboroso; então pediu ao irmão que lhe desse um pouco daquele guisado. Jacó, com esperteza, disse que lhe daria, desde que ele lhe vendesse seu direito de primogenitura. Sem pensar, de modo precipitado, Esaú aceitou a proposta. E vendeu sua primogenitura a Jacó. Foi o maior erro de sua vida. Ele não foi enganado. Abriu mão de sua primogenitura de modo consciente e imediatista (Gn 25.27-34).
I. A FOME NA TERRA
1. Socorro entre os filisteus - Data provável - 1818 a.C.
O caráter é a vida de uma pessoa demonstrada interiormente para DEUS e exteriormente para as pessoas, podendo diferir nas duas apresentações.
ISAQUE CASOU COM 40 E TEVE SEUS DOIS FILHOS COM 60 ANOS.
Abrão ainda teve 15 anos para brincar com seus netinhos e com seus 6 filhos que lhe nasceram de Quetura, fora os filhos de Ismael.
Abraão tinha 100 anos quando Isaque nasceu. Isaque tinha sessenta anos quando nasceram seus filhos. Abraão tinha então 160 anos. Abraão morreu com 175 anos.
Gênesis 25.7 Estes, pois, são os dias dos anos da vida de Abraão, que viveu cento e setenta e cinco anos.
Isaque tinha seu caráter moldado pelo pai. O pai foi a Gerar e depois ao Egito (Gerar era caminho para se chegar ao Egito, chamava caminho dos filisteus). Isaque saiu de Berseba com destino ao Egito. DEUS o impediu. Ele fica onde seu pai também havia ficado quando voltou do Egito. Isaque, com o caráter influenciado pelo pai, repete a mentira do pai e passa pelas mesmas situações. DEUS providenciou um plano para Abrão voltar a Canaã e Abimeleque deu uma mãozinha nisso (expulsou-o por inveja e medo de que ficasse poderoso demais) . Abrão foi descendo de volta a Canaã e abrindo poços e dando nome a esses poços de acordo com a situação que vivia. Os filisteus foram contendendo e entupindo esses poços.
Volta pelo caminho desentupindo os mesmos poços, confirmando seus nomes que seu pai havia lhes dado porque passava pelas mesmas situações que seu pai passou. Quando está de volta a Berseba faz o mesmo que seu pai. Faz um altar e agradece a DEUS por estar de volta depois de quase morrer. Faz aliança com Abimeleque (sem autorização de DEUS, mas para ficar em paz com seu vizinho). Depois recebeu a visita de DEUS que renova a aliança com ele e lhe promete filhos.
Não é que ele tivesse um bom caráter ou mal caráter. Todos nós tomamos atitudes de um bom caráter e de um mal caráter.
Quando obedeceu a DEUS e não foi ao Egito agiu com um bom caráter, quando fez um altar a DEUS agiu com um bom caráter, quando acreditou nas promessas de DEUS e esperou por 20 anos seus filhos e não fez como seu pai arrumando uma escrava egípcia para lhe ser um filho, demonstrou ter bom caráter.
2. Confirmação das promessas - Quando falamos de uma herança vem logo à tona a indagação do valor material envolvido. Abraão era muito rico. Possuía grandes rebanhos (Gn 24.35), e chegou a ter em certa ocasião trezentos e dezoito criados (Gn 14.14). E Abraão deu tudo o que tinha a Isaque (Gn 25.5). Contudo, a herança, à qual queremos fazer alusão, não é esta de valores materiais. (SH)
De valor realmente incalculável foi a herança sob a forma do EXEMPLO e do ENSINO de Abraão, assimilados no dia a dia do convívio no lar.
1. Isaque, um homem abençoado. Por que Isaque foi abençoado? Podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que a razão da bênção de DEUS na vida de Isaque foi a sua obediência à vontade de DEUS e à autoridade de seu pai Abraão. (DF) Isto é o que depreendemos com a leitura do texto de Gn 26.2-5. De fato, as Escrituras deixam bem claro que a obediência é o fator preponderante para a recepção das bênçãos de DEUS.
2. A herança de Isaque. O amor recebido de seu pai Abraão foi a herança máxima que Isaque desfrutou. Ele recebeu ainda a herança de um sólido ensino ministrado pelo seu pai no lar. DEUS disse acerca de Abraão: "Porque eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa para que guardem o caminho do Senhor, para obrarem com justiça e juízo" (Gn 18.19).
Queridos jovens, que têm pais crentes! Dê-lhes o devido valor e sigam o seu exemplo. Queridos pais, que ainda têm filhos em casa! Deem-lhes tempo e atenção. Deem-lhes o melhor de vocês mesmos. O AMOR!
II. ISAQUE SEGUIU A ORIENTAÇÃO DE DEUS
Consideremos neste tópico como Isaque procurou sempre andar nas pegadas de seu pai Abrão, seguindo em tudo a orientação de DEUS.
1. Nas pegadas de Abraão. Como podemos ver, Isaque seguiu fielmente os passos de seu pai Abraão como um verdadeiro peregrino na terra de Canaã. Por essa razão. DEUS lhe apareceu dando-lhe as diretrizes espirituais para sua peregrinação naquela terra (Gn 26.1-5). DEUS lhe ordenou que não descesse ao Egito e ele obedeceu. Deste modo. DEUS fez com que Isaque prosperasse grandemente. A bíblia diz que alma liberal é próspera (Pv 15.5). Todavia, a prosperidade de Isaque, depois de haver causado admiração, causou a inveja nos habitantes da terra, que passaram, por isso, a persegui-lo.
2. Sob a direção de DEUS. Uma fome assolou novamente a terra de Canaã, e Isaque pensou em descer ao Egito a fim de garantir a sobrevivência da sua família e de seus rebanhos. DEUS lhe apareceu e disse: "Não desças ao Egito: habita na terra que eu te disser.(Gn 26.2). E ele assim fez. Passou a morar em Gerar (Gn 26.6). Isaque havia aprendido com seu pai que é absolutamente imprescindível estar na vontade de DEUS. A direção de DEUS é a garantia para o progresso do crente, quer espiritual quer material. (para mim uma teofania ou Cristofania – JESUS mesmo lhe apareceu).
3. O problema se repete - Nesse episódio, vemos a fraqueza do homem, e o cuidado de Deus. Em lugar de falar a verdade quando lhe pediram informação sobre Rebeca, Isaque imitou seu pai e mentiu, afirmando que ela era sua irmã. Ele correu o risco de algum filisteu ter assediado sua esposa e ter tido relações com ela. Mas Deus usou o próprio rei da terra para perceber que Isaque demonstrava um carinho por Rebeca que não era comum entre irmãos, e que ela só podia ser sua esposa. O rei chamou-o e lhe advertiu que sua atitude podería ter causado um grande mal a ele e a sua esposa. Isaque deu uma desculpa que não convencera a Abimeleque, e este determinou que ninguém tocasse na esposa dele. Foi um livramento de Deus.
Em gerar, terra dos filisteus, cujo rei tinha por título honorífico Abimeleque, Isaque, fora da vontade de DEUS, mente ao povo do lugar dizendo que sua esposa, Rebeca, era sua irmã, devido ao medo de que o matassem por causa de sua esposa. Certamente Isaque pensava estar fazendo certo ao imitar o erro de seu pai, tanto no Egito, quanto em Gerar, antes (Gn 12; 20). Descoberto pelo rei Abimeleque quando acariciava sua esposa, Isaque passe por um vexame, mas prossegue em sua jornada de volta ao lugar de sua bênção final (DEUS providenciaria meios de o fazer voltar a Canaã). Como é triste um crente ser repreendido por um descrente! A mentira é arma de Satanás, não podemos usar as armas dele, mas sim, as armas de DEUS, que são: Verdade, Nome de JESUS, Certeza de Salvação, Palavra de DEUS, oração, jejum, Paz etc.
II. A INVEJA CONTRA ISAQUE
1. A inveja dos filisteus - DEUS dá uma super colheita a Isaque porque era trabalhador e confiou em suas promessas quando ficou em Gerar e não desceu ao Egito como seu pai. A prosperidade de Isaque causa duas coisas nos filisteus:
Inveja e medo de que se tornasse tão grande que os escravizasse. (Gênesis 26:16 Disse também Abimeleque a Isaque: Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te tens feito do que nós).
2 E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser; Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; Gênesis 26:2,3
E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o Senhor o abençoava. E engrandeceu-se o homem, e ia enriquecendo-se, até que se tornou mui poderoso. E tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam. Gênesis 26:12-14.
2. Abençoado por Deus - Um caráter resiliente.
Resiliência é a capacidade de voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum.
Isaque foi expulso de Gerar, saiu sem guerrear.
Isaque foi contendido pelos filisteus no poço de Eseque, mas saiu de lá sem guerrear.
Isaque foi contendido pelos filisteus no poço de Sitna, mas saiu de lá sem guerrear.
Apesar disso, continuou mandando abrir poços e seguindo em direção da terra que DEUS lhe prometera.
Isaque teve sua recompensa por ter ficado à beira de uma guerra em terra alheia, mas não ter se desesperado ou deixado levar pelo ódio.
"[...] apareceu-lhe o SENHOR naquela mesma noite e disse: Eu sou o DEUS de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo" (Gn 26.24). O servo de DEUS deve sempre perdoar seus opositores, principalmente os de casa. Quando estiverem com maior intimidade com DEUS entenderão melhor e não mais contenderão com ele.
CAVANDO POÇOS EM TEMPOS DE CRISE
1. Isaque usa os poços de Abraão.
É interessante notar que os mesmos poços reabertos por Isaque, foram os mesmos poços abertos por seu pai Abraão, quando por esse mesmo caminho ali esteve, sendo que seus nomes foram atualizados com os mesmos nomes dados por Abraão a eles, antes. Devemos tomar cuidado para não repetirmos os mesmos erros de nossos antepassados. Assim que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17
2. O poço de Eseque.
Poço da Contenda. este é o nome dado àquele poço devido aos filisteus terem contendido por causa deste poço com Isaque. Isaque soube se conter para não entrar em guerra contra seus vizinhos, certamente seria morto junto com seus servos e esposa e filhos. estava em muito menos número e em terra alheia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz. Tiago 3:18
3. O poço de Sitna.
Poço de inimizade ou de Acusação. Este é o nome dado a este poço devido à insistência dos filisteus em tomarem de Isaque a posse de mais este poço. Agora não era só inveja, mas uma declaração de inimizade, de acusação de posse indevida. Queriam Isaque fora de seus termos para que ele não os matasse no futuro, devido ao crescimento de seu povo com as bênçãos de DEUS sobre ele.
Isaque ainda reabriria mais dois poços, o de Reobote (alargamento da terra diante de si) e o de Berseba (Juramentos, abundância).
3. Isaque age com diplomacia - A região do Gerar era um lugar desolado à beira do deserto. A água era tão valiosa como o ouro. Se alguém cavava um poço, era como se estivesse empossando-se da terra. Alguns poços tinham fechaduras para evitar que os ladrões roubassem a água. Tampar o poço de alguém era lhe declarar a guerra; era um dos delitos mais graves na região. Isaque tinha todo o direito de declarar a guerra quando os filisteus arruinaram seus poços. Mesmo assim, decidiu não brigar. Ao final, ganhou o respeito dos filisteus por sua paciência e seus esforços de paz.
26.17-22 Em três ocasiões Isaque e seus homens cavaram novos poços. Quando surgiram as primeiras duas disputas, Isaque se mudou. Finalmente houve suficiente território para todos. Em vez de começar um grande conflito, Isaque optou pela paz. Estaria você disposto a renunciar a um posto importante ou a uma pertença valiosa para manter a paz? Peça a DEUS sabedoria para saber quando deve retirar-se e quando deve levantar-se e brigar.
III. DEUS APARECE A ISAQUE
1. Promessas para Isaque - 1) DEUS procurou estabelecer o concerto abraâmico com cada geração seguinte, a partir de Isaque, filho de Abraão (17.21). Noutras palavras, não bastava que Isaque tivesse por pai a Abraão; ele, também, precisava aceitar pela fé as promessas de DEUS. Somente então é que DEUS diria: “Eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente” (26.24).
(2) Durante os vinte primeiros anos do seu casamento, Isaque e Rebeca não tiveram filhos (25.20,26). Rebeca permaneceu estéril até que Isaque orou ao Senhor, pedindo que sua esposa concebesse (25.21). Esse fato demonstra que o cumprimento do concerto não se dá por meios naturais, mas somente pela ação graciosa de DEUS, em resposta à oração e busca da sua face (ver 25.21).
(3) Isaque também tinha de ser obediente para continuar a receber as bênçãos do concerto. Quando uma fome assolou a terra de Canaã, por exemplo, DEUS proibiu Isaque de descer ao Egito, e o mandou ficar onde estava. Se obedecesse a DEUS, teria a promessa divina: “...confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai” (26.3; ver 26.5).
a- Uma promessa que só poderia ser cumprida por um milagre de DEUS (Sarai era estéril).
b- Uma promessa que dependia de uma aliança.
c- Uma promessa que levou 25 anos para se cumprir (Promessa feita quando Abrão tinha 75 anos e Isaque só nasceu quando Abraão tinha 100 anos).
2. Seu nascimento, um verdadeiro milagre.
a- Milagre porque Sarai era estéril.
b- Milagre porque Sara tinha 89 anos quando ficou grávida de Isaque.
c- Milagre porque foi predito e até o nome dado antes.
2. Abimeleque faz um pacto com Isaque - A cena se inicia com uma visita surpreendente. Abimeleque, o mesmo rei que havia expulsado Isaque, agora o procura. Ele não vem sozinho, mas com uma comitiva de alto nível: Auzate, seu conselheiro pessoal, e Ficol, o comandante do seu exército. A presença do chefe militar indica a seriedade e a natureza oficial da visita; não se tratava de um encontro casual, mas de uma missão diplomática.
A pergunta de Isaque é direta e revela a ferida da rejeição anterior: “Por que viestes a mim, pois que me aborreceis e me enviastes de vós?” (v. 27). Ele não age com falsidade nem esconde o histórico de conflito. Sua honestidade prepara o terreno para uma reconciliação genuína.
A resposta de Abimeleque é o ponto central da passagem. Ele confessa a razão de sua vinda: o reconhecimento da mão de Deus sobre a vida de Isaque. “Vimos, claramente, que o SENHOR é contigo” (v. 28). Este é um testemunho poderoso. A vida de Isaque, marcada pela bênção, prosperidade e resiliência em meio à oposição, pregou um sermão mais eloquente do que quaisquer palavras. O mundo, representado por Abimeleque, mesmo em sua hostilidade, foi forçado a admitir a realidade da presença e do favor de Deus na vida de Seu servo.
Movidos por esse reconhecimento (e, pragmaticamente, pelo temor do Deus de Isaque), eles propõem uma aliança (berith, em hebraico), um tratado de não agressão. A linguagem que usam, “como nós te não temos tocado, e como te fizemos somente bem”, é uma versão um tanto idealizada dos eventos, mas revela seu desejo de se posicionarem favoravelmente diante daquele a quem Deus abençoava. A sua declaração culmina em uma confissão notável: “Tu és, agora, o bendito do SENHOR” (v. 29).
A reação de Isaque é um modelo de graça. Em vez de guardar rancor ou exigir reparações, ele oferece hospitalidade, preparando-lhes um banquete. A refeição compartilhada era, na cultura oriental, um símbolo poderoso de comunhão e paz. No dia seguinte, o acordo é formalizado com um juramento, e Isaque os despede em paz, selando a reconciliação.
A confirmação divina: o poço do juramento (v. 32-33)
“E aconteceu, naquele mesmo dia, que vieram os servos de Isaque, e anunciaram-lhe acerca do poço que tinham cavado, e disseram-lhe: Temos achado água. E chamou-o Seba; por isso, é o nome daquela cidade Berseba até ao dia de hoje.”
A soberania e o tempo perfeito de Deus são magnificamente demonstrados aqui. Naquele mesmo dia em que Isaque agiu como um pacificador, seus servos encontram água. Este evento não é uma mera coincidência. É o selo da aprovação de Deus sobre a atitude de Isaque. Enquanto Isaque se ocupava em fazer as pazes com os homens, Deus se ocupava em prover para ele de maneira abundante.
A água, recurso mais valioso do deserto, surge como uma confirmação tangível da bênção que Abimeleque acabara de reconhecer. Isaque nomeia o poço de Seba (que significa "juramento") e a cidade passa a ser chamada de Berseba ("poço do juramento"). O ato de paz de Isaque com seus vizinhos fica permanentemente marcado na geografia e na história da nação.
3. O poço de Berseba - No hebraico «poço do juramento» ou «poço de sete». Uma cidade que ficava na porção sul da Palestina, que tem sido identificada com a moderna Tell es-Saba, a meio caminho entre o mar Mediterrâneo e a extremidade sul do mar Morto. O nome foi dado a esse lugar por causa do poço que foi ali cavado e devido ao acordo firmado entre Abraão e Abimeleque (Gên. 21:31).
Aparentemente, era um dos lugares favoritos de Abraão, onde também ele plantou um dos bosques que chegou a ser local de um dos templos da antiguidade do povo israelita (ver Gên. 21:33). Isaque habitava ali quando Esaú vendeu a Jacó o seu direito de Primogenitura. Foi do acampamento que havia nas proximidades que Jacó partiu em sua viagem à Mesopotâmia. Jacó fez uma parada em Berseba a fim de oferecer um sacrifício ao DEUS de seus antepassados, quando, noutra ocasião, estava a caminho do Egito (Gên. 46:1). As disputas entre Jacó e Esaú .tiveram lugar nessa região (Gên. 28:10).
Quando da distribuição do território palestino, a região foi dada à tribo de Simeão (Jos. 19:2). Porém, visto que essa tribo chegou a mesclar-se tanto com a tribo de Judá (Juí. 1:3), as cidades pertencentes a Simeão, incluindo Berseba, também aparecem entre as aldeias do distrito de Neguebe, pertencente a Judá (Jos. 15:28). Antes do estabelecimento da monarquia, Samuel deixou ali instalados os seus filhos, para atuarem como juizes (I Sam. 8:2). - Com o tempo, Berseba passou a indicar, proverbialmente, o extremo sul do território de Israel, dentro da expressão: «De Dã a Berseba» que indica a extensão total da Terra Santa (Juí. 20:1; I Sam. 3:10). Isso continuava tendo aplicação durante o reinado de Saul (II Sam. 3:10).
Elias fugiu para Berseba, que era uma cidade de refúgio no século VIII A.C., frequentada por gente vinda do norte de Israel (Amós 5:5; 8:14). Quando os dois reinos se separaram; no norte, Israel; no sul, Judá, a expressão «de Dã a Berseba” foi alterada para «desde Berseba até o vale de Hinom» (Nee. 11:27,30). Após o exílio babilônico, foi repovoada (Nee. 11:27). A arqueologia tem encontrado ali consideráveis ruínas. Há ali sete poços que podem ser facilmente distinguidos, e, nas colinas que circundam o vale, há várias ruínas. (ALB UN Z)
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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2.
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BIBLIOGRAFIA
Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias
Genesis - Série Cultura Bíblica - Derek Kidner
Gênesis 26:26-35 - O acordo entre Isaque e Abimeleque | Canal do Evangelho




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