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sexta-feira, 15 de maio de 2026

LIÇÃO 08 - ISAQUE: HERDEIRO DA PROMESSA.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                    TEXTO ÁUREO

"E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o Senhor o abençoava." (Gn 26.12)


                    VERDADE PRÁTICA

Deus abençoava Abraão em tudo, e Isaque, o filho da promessa, também seria abençoado. Quando Deus age, ninguém pode impedi-lo.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 26. 1-5, 12-14, 24, 25.


                        INTRODUÇÃO

Depois que seu pai morreu, com cento e setenta e cinco anos de idade (Gn 25.7), ele e seu irmão, Ismael, o sepultaram no mesmo túmulo onde Sara fora sepultada, na cova de Macpela, que Abraão comprara de Efrom, entre os filhos de Hete (Gn 25.9-10). Mas Deus não o desamparou após a morte do pai. Pelo contrário, o abençoou como abençoou Abraão, para cumprir as promessas que lhe fizera, de manter o concerto com seus descendentes. “E aconteceu, depois da morte de Abraão, que Deus abençoou a Isaque, seu filho; e habitava Isaque junto ao poço Laai-Roi” (Gn 25.11). 

Quando Deus curou Rebeca da infertilidade, e Isaque já tinha sessenta anos de idade, ela deu à luz gêmeos. Ao primeiro, chamou-lhe de Esaú; ao que saiu do ventre em seguida, deu-lhe o nome de Jacó. Ambos cresceram e Esaú se dedicou mais à vida de caçador, enquanto Jacó era mais caseiro. Um problema se desenhou na criação dos filhos. Enquanto Isaque amava mais a Esaú, por gostar da caça, Rebeca amava mais a Jacó, por ser mais habituado à vida doméstica, vivendo mais próximo da mãe. Vale salientar que tal comportamento é errado no seio de qualquer família. O pai demonstrar mais amor por um filho, e a mãe demonstrar mais amor por outro. 

Isso pode causar inveja de um em relação ao outro, gerando mal-estar ou contendas. Os anos se passaram, eles se tornaram jovens. Certo dia, Esaú chegou cansado, com fome, depois de caçar; e Jacó havia preparado um guisado saboroso; então pediu ao irmão que lhe desse um pouco daquele guisado. Jacó, com esperteza, disse que lhe daria, desde que ele lhe vendesse seu direito de primogenitura. Sem pensar, de modo precipitado, Esaú aceitou a proposta. E vendeu sua primogenitura a Jacó. Foi o maior erro de sua vida. Ele não foi enganado. Abriu mão de sua primogenitura de modo consciente e imediatista (Gn 25.27-34).



                I.    A FOME NA TERRA


1.    Socorro entre os filisteus     -     Data provável - 1818 a.C.

O caráter é a vida de uma pessoa demonstrada interiormente para DEUS e exteriormente para as pessoas, podendo diferir nas duas apresentações.

ISAQUE CASOU COM 40 E TEVE SEUS DOIS FILHOS COM 60 ANOS.

Abrão ainda teve 15 anos para brincar com seus netinhos e com seus 6 filhos que lhe nasceram de Quetura, fora os filhos de Ismael.

Abraão tinha 100 anos quando Isaque nasceu. Isaque tinha sessenta anos quando nasceram seus filhos. Abraão tinha então 160 anos. Abraão morreu com 175 anos.

Gênesis 25.7 Estes, pois, são os dias dos anos da vida de Abraão, que viveu cento e setenta e cinco anos.

Isaque tinha seu caráter moldado pelo pai. O pai foi a Gerar e depois ao Egito (Gerar era caminho para se chegar ao Egito, chamava caminho dos filisteus). Isaque saiu de Berseba com destino ao Egito. DEUS o impediu. Ele fica onde seu pai também havia ficado quando voltou do Egito. Isaque, com o caráter influenciado pelo pai, repete a mentira do pai e passa pelas mesmas situações. DEUS providenciou um plano para Abrão voltar a Canaã e Abimeleque deu uma mãozinha nisso (expulsou-o por inveja e medo de que ficasse poderoso demais) . Abrão foi descendo de volta a Canaã e abrindo poços e dando nome a esses poços de acordo com a situação que vivia. Os filisteus foram contendendo e entupindo esses poços.

Volta pelo caminho desentupindo os mesmos poços, confirmando seus nomes que seu pai havia lhes dado porque passava pelas mesmas situações que seu pai passou. Quando está de volta a Berseba faz o mesmo que seu pai. Faz um altar e agradece a DEUS por estar de volta depois de quase morrer. Faz aliança com Abimeleque (sem autorização de DEUS, mas para ficar em paz com seu vizinho). Depois recebeu a visita de DEUS que renova a aliança com ele e lhe promete filhos.

Não é que ele tivesse um bom caráter ou mal caráter. Todos nós tomamos atitudes de um bom caráter e de um mal caráter.

Quando obedeceu a DEUS e não foi ao Egito agiu com um bom caráter, quando fez um altar a DEUS agiu com um bom caráter, quando acreditou nas promessas de DEUS e esperou por 20 anos seus filhos e não fez como seu pai arrumando uma escrava egípcia para lhe ser um filho, demonstrou ter bom caráter.


2.    Confirmação das promessas    -     Quando falamos de uma herança vem logo à tona a indagação do valor material envolvido. Abraão era muito rico. Possuía grandes rebanhos (Gn 24.35), e chegou a ter em certa ocasião trezentos e dezoito criados (Gn 14.14). E Abraão deu tudo o que tinha a Isaque (Gn 25.5). Contudo, a herança, à qual queremos fazer alusão, não é esta de valores materiais. (SH)

De valor realmente incalculável foi a herança sob a forma do EXEMPLO e do ENSINO de Abraão, assimilados no dia a dia do convívio no lar.

1. Isaque, um homem abençoado. Por que Isaque foi abençoado? Podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que a razão da bênção de DEUS na vida de Isaque foi a sua obediência à vontade de DEUS e à autoridade de seu pai Abraão. (DF) Isto é o que depreendemos com a leitura do texto de Gn 26.2-5. De fato, as Escrituras deixam bem claro que a obediência é o fator preponderante para a recepção das bênçãos de DEUS.

2. A herança de Isaque. O amor recebido de seu pai Abraão foi a herança máxima que Isaque desfrutou. Ele recebeu ainda a herança de um sólido ensino ministrado pelo seu pai no lar. DEUS disse acerca de Abraão: "Porque eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa para que guardem o caminho do Senhor, para obrarem com justiça e juízo" (Gn 18.19).

Queridos jovens,  que têm pais crentes! Dê-lhes o devido valor e sigam o seu exemplo. Queridos pais,  que ainda têm filhos em casa! Deem-lhes tempo e atenção. Deem-lhes o melhor de vocês mesmos. O AMOR!


II. ISAQUE SEGUIU A ORIENTAÇÃO DE DEUS


Consideremos neste tópico como Isaque procurou sempre andar nas pegadas de seu pai Abrão, seguindo em tudo a orientação de DEUS.


1. Nas pegadas de Abraão. Como podemos ver, Isaque seguiu fielmente os passos de seu pai Abraão como um verdadeiro peregrino na terra de Canaã. Por essa razão. DEUS lhe apareceu dando-lhe as diretrizes espirituais para sua peregrinação naquela terra (Gn 26.1-5). DEUS lhe ordenou que não descesse ao Egito e ele obedeceu. Deste modo. DEUS fez com que Isaque prosperasse grandemente. A bíblia diz que alma liberal é próspera (Pv 15.5). Todavia, a prosperidade de Isaque, depois de haver causado admiração, causou a inveja nos habitantes da terra, que passaram, por isso, a persegui-lo.

2. Sob a direção de DEUS. Uma fome assolou novamente a terra de Canaã, e Isaque pensou em descer ao Egito a fim de garantir a sobrevivência da sua família e de seus rebanhos. DEUS lhe apareceu e disse: "Não desças ao Egito: habita na terra que eu te disser.(Gn 26.2). E ele assim fez. Passou a morar em Gerar (Gn 26.6). Isaque havia aprendido com seu pai que é absolutamente imprescindível estar na vontade de DEUS. A direção de DEUS é a garantia para o progresso do crente, quer espiritual quer material. (para mim uma teofania ou Cristofania – JESUS mesmo lhe apareceu).


3.     O problema se repete     -   Nesse episódio, vemos a fraqueza do homem, e o cuidado de Deus. Em lugar de falar a verdade quando lhe pediram informação sobre Rebeca, Isaque imitou seu pai e mentiu, afirmando que ela era sua irmã. Ele correu o risco de algum filisteu ter assediado sua esposa e ter tido relações com ela. Mas Deus usou o próprio rei da terra para perceber que Isaque demonstrava um carinho por Rebeca que não era comum entre irmãos, e que ela só podia ser sua esposa. O rei chamou-o e lhe advertiu que sua atitude podería ter causado um grande mal a ele e a sua esposa. Isaque deu uma desculpa que não convencera a Abimeleque, e este determinou que ninguém tocasse na esposa dele. Foi um livramento de Deus.

  Em gerar, terra dos filisteus, cujo rei tinha por título honorífico Abimeleque, Isaque, fora da vontade de DEUS, mente ao povo do lugar dizendo que sua esposa, Rebeca, era sua irmã, devido ao medo de que o matassem por causa de sua esposa. Certamente Isaque pensava estar fazendo certo ao imitar o erro de seu pai, tanto no Egito, quanto em Gerar, antes (Gn 12; 20). Descoberto pelo rei Abimeleque quando acariciava sua esposa, Isaque passe por um vexame, mas prossegue em sua jornada de volta ao lugar de sua bênção final (DEUS providenciaria meios de o fazer voltar a Canaã). Como é triste um crente ser repreendido por um descrente! A mentira é arma de Satanás, não podemos usar as armas dele, mas sim, as armas de DEUS, que são: Verdade, Nome de JESUS, Certeza de Salvação, Palavra de DEUS, oração, jejum, Paz etc.



                    II.     A INVEJA CONTRA ISAQUE


1.    A inveja dos filisteus     -    DEUS dá uma super colheita a Isaque porque era trabalhador e confiou em suas promessas quando ficou em Gerar e não desceu ao Egito como seu pai. A prosperidade de Isaque causa duas coisas nos filisteus:

Inveja e medo de que se tornasse tão grande que os escravizasse. (Gênesis 26:16 Disse também Abimeleque a Isaque: Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te tens feito do que nós).

2 E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser; Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; Gênesis 26:2,3

E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o Senhor o abençoava. E engrandeceu-se o homem, e ia enriquecendo-se, até que se tornou mui poderoso. E tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam. Gênesis 26:12-14.


2.    Abençoado por Deus    -   Um caráter resiliente.

Resiliência é a capacidade de voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum.

Isaque foi expulso de Gerar, saiu sem guerrear.

Isaque foi contendido pelos filisteus no poço de Eseque, mas saiu de lá sem guerrear.

Isaque foi contendido pelos filisteus no poço de Sitna, mas saiu de lá sem guerrear.

Apesar disso, continuou mandando abrir poços e seguindo em direção da terra que DEUS lhe prometera.

Isaque teve sua recompensa por ter ficado à beira de uma guerra em terra alheia, mas não ter se desesperado ou deixado levar pelo ódio.

"[...] apareceu-lhe o SENHOR naquela mesma noite e disse: Eu sou o DEUS de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo" (Gn 26.24). O servo de DEUS deve sempre perdoar seus opositores, principalmente os de casa. Quando estiverem com maior intimidade com DEUS entenderão melhor e não mais contenderão com ele.

CAVANDO POÇOS EM TEMPOS DE CRISE

1. Isaque usa os poços de Abraão.

É interessante notar que os mesmos poços reabertos por Isaque, foram os mesmos poços abertos por seu pai Abraão, quando por esse mesmo caminho ali esteve, sendo que seus nomes foram atualizados com os mesmos nomes dados por Abraão a eles, antes. Devemos tomar cuidado para não repetirmos os mesmos erros de nossos antepassados. Assim que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17

2. O poço de Eseque.

Poço da Contenda. este é o nome dado àquele poço devido aos filisteus terem contendido por causa deste poço com Isaque. Isaque soube se conter para não entrar em guerra contra seus vizinhos, certamente seria morto junto com seus servos e esposa e filhos. estava em muito menos número e em terra alheia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz. Tiago 3:18

3. O poço de Sitna.

Poço de inimizade ou de Acusação. Este é o nome dado a este poço devido à insistência dos filisteus em tomarem de Isaque a posse de mais este poço. Agora não era só inveja, mas uma declaração de inimizade, de acusação de posse indevida. Queriam Isaque fora de seus termos para que ele não os matasse no futuro, devido ao crescimento de seu povo com as bênçãos de DEUS sobre ele.

Isaque ainda reabriria mais dois poços, o de Reobote (alargamento da terra diante de si) e o de Berseba (Juramentos, abundância).


3.   Isaque age com diplomacia    -     A região do Gerar era um lugar desolado à beira do deserto. A água era tão valiosa como o ouro. Se alguém cavava um poço, era como se estivesse empossando-se da terra. Alguns poços tinham fechaduras para evitar que os ladrões roubassem a água. Tampar o poço de alguém era lhe declarar a guerra; era um dos delitos mais graves na região. Isaque tinha todo o direito de declarar a guerra quando os filisteus arruinaram seus poços. Mesmo assim, decidiu não brigar. Ao final, ganhou o respeito dos filisteus por sua paciência e seus esforços de paz.

26.17-22 Em três ocasiões Isaque e seus homens cavaram novos poços. Quando surgiram as primeiras duas disputas, Isaque se mudou. Finalmente houve suficiente território para todos. Em vez de começar um grande conflito, Isaque optou pela paz. Estaria você disposto a renunciar a um posto importante ou a uma pertença valiosa para manter a paz? Peça a DEUS sabedoria para saber quando deve retirar-se e quando deve levantar-se e brigar.



                III.    DEUS APARECE A ISAQUE


 1.    Promessas para Isaque    -    1) DEUS procurou estabelecer o concerto abraâmico com cada geração seguinte, a partir de Isaque, filho de Abraão (17.21). Noutras palavras, não bastava que Isaque tivesse por pai a Abraão; ele, também, precisava aceitar pela fé as promessas de DEUS. Somente então é que DEUS diria: “Eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente” (26.24).

(2) Durante os vinte primeiros anos do seu casamento, Isaque e Rebeca não tiveram filhos (25.20,26). Rebeca permaneceu estéril até que Isaque orou ao Senhor, pedindo que sua esposa concebesse (25.21). Esse fato demonstra que o cumprimento do concerto não se dá por meios naturais, mas somente pela ação graciosa de DEUS, em resposta à oração e busca da sua face (ver 25.21).

(3) Isaque também tinha de ser obediente para continuar a receber as bênçãos do concerto. Quando uma fome assolou a terra de Canaã, por exemplo, DEUS proibiu Isaque de descer ao Egito, e o mandou ficar onde estava. Se obedecesse a DEUS, teria a promessa divina: “...confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai” (26.3; ver 26.5).

a- Uma promessa que só poderia ser cumprida por um milagre de DEUS (Sarai era estéril).

b- Uma promessa que dependia de uma aliança.

c- Uma promessa que levou 25 anos para se cumprir (Promessa feita quando Abrão tinha 75 anos e Isaque só nasceu quando Abraão tinha 100 anos).

2. Seu nascimento, um verdadeiro milagre.

a- Milagre porque Sarai era estéril.

b- Milagre porque Sara tinha 89 anos quando ficou grávida de Isaque.

c- Milagre porque foi predito e até o nome dado antes.


2.   Abimeleque faz um pacto com Isaque    -    A cena se inicia com uma visita surpreendente. Abimeleque, o mesmo rei que havia expulsado Isaque, agora o procura. Ele não vem sozinho, mas com uma comitiva de alto nível: Auzate, seu conselheiro pessoal, e Ficol, o comandante do seu exército. A presença do chefe militar indica a seriedade e a natureza oficial da visita; não se tratava de um encontro casual, mas de uma missão diplomática.

A pergunta de Isaque é direta e revela a ferida da rejeição anterior: “Por que viestes a mim, pois que me aborreceis e me enviastes de vós?” (v. 27). Ele não age com falsidade nem esconde o histórico de conflito. Sua honestidade prepara o terreno para uma reconciliação genuína.

A resposta de Abimeleque é o ponto central da passagem. Ele confessa a razão de sua vinda: o reconhecimento da mão de Deus sobre a vida de Isaque. “Vimos, claramente, que o SENHOR é contigo” (v. 28). Este é um testemunho poderoso. A vida de Isaque, marcada pela bênção, prosperidade e resiliência em meio à oposição, pregou um sermão mais eloquente do que quaisquer palavras. O mundo, representado por Abimeleque, mesmo em sua hostilidade, foi forçado a admitir a realidade da presença e do favor de Deus na vida de Seu servo.

Movidos por esse reconhecimento (e, pragmaticamente, pelo temor do Deus de Isaque), eles propõem uma aliança (berith, em hebraico), um tratado de não agressão. A linguagem que usam, “como nós te não temos tocado, e como te fizemos somente bem”, é uma versão um tanto idealizada dos eventos, mas revela seu desejo de se posicionarem favoravelmente diante daquele a quem Deus abençoava. A sua declaração culmina em uma confissão notável: “Tu és, agora, o bendito do SENHOR” (v. 29).

A reação de Isaque é um modelo de graça. Em vez de guardar rancor ou exigir reparações, ele oferece hospitalidade, preparando-lhes um banquete. A refeição compartilhada era, na cultura oriental, um símbolo poderoso de comunhão e paz. No dia seguinte, o acordo é formalizado com um juramento, e Isaque os despede em paz, selando a reconciliação.


A confirmação divina: o poço do juramento (v. 32-33)

“E aconteceu, naquele mesmo dia, que vieram os servos de Isaque, e anunciaram-lhe acerca do poço que tinham cavado, e disseram-lhe: Temos achado água. E chamou-o Seba; por isso, é o nome daquela cidade Berseba até ao dia de hoje.”

A soberania e o tempo perfeito de Deus são magnificamente demonstrados aqui. Naquele mesmo dia em que Isaque agiu como um pacificador, seus servos encontram água. Este evento não é uma mera coincidência. É o selo da aprovação de Deus sobre a atitude de Isaque. Enquanto Isaque se ocupava em fazer as pazes com os homens, Deus se ocupava em prover para ele de maneira abundante.

A água, recurso mais valioso do deserto, surge como uma confirmação tangível da bênção que Abimeleque acabara de reconhecer. Isaque nomeia o poço de Seba (que significa "juramento") e a cidade passa a ser chamada de Berseba ("poço do juramento"). O ato de paz de Isaque com seus vizinhos fica permanentemente marcado na geografia e na história da nação.    


3.    O poço de Berseba    -     No hebraico «poço do juramento» ou «poço de sete». Uma cidade que ficava na porção sul da Palestina, que tem sido identificada com a moderna Tell es-Saba, a meio caminho entre o mar Mediterrâneo e a extremidade sul do mar Morto. O nome foi dado a esse lugar por causa do poço que foi ali cavado e devido ao acordo firmado entre Abraão e Abimeleque (Gên. 21:31).

Aparentemente, era um dos lugares favoritos de Abraão, onde também ele plantou um dos bosques que chegou a ser local de um dos templos da antiguidade do povo israelita (ver Gên. 21:33). Isaque habitava ali quando Esaú vendeu a Jacó o seu direito de Primogenitura. Foi do acampamento que havia nas proximidades que Jacó partiu em sua viagem à Mesopotâmia. Jacó fez uma parada em Berseba a fim de oferecer um sacrifício ao DEUS de seus antepassados, quando, noutra ocasião, estava a caminho do Egito (Gên. 46:1). As disputas entre Jacó e Esaú .tiveram lugar nessa região (Gên. 28:10).

Quando da distribuição do território palestino, a região foi dada à tribo de Simeão (Jos. 19:2). Porém, visto que essa tribo chegou a mesclar-se tanto com a tribo de Judá (Juí. 1:3), as cidades pertencentes a Simeão, incluindo Berseba, também aparecem entre as aldeias do distrito de Neguebe, pertencente a Judá (Jos. 15:28). Antes do estabelecimento da monarquia, Samuel deixou ali instalados os seus filhos, para atuarem como juizes (I Sam. 8:2). - Com o tempo, Berseba passou a indicar, proverbialmente, o extremo sul do território de Israel, dentro da expressão: «De Dã a Berseba» que indica a extensão total da Terra Santa (Juí. 20:1; I Sam. 3:10). Isso continuava tendo aplicação durante o reinado de Saul (II Sam. 3:10).

Elias fugiu para Berseba, que era uma cidade de refúgio no século VIII A.C., frequentada por gente vinda do norte de Israel (Amós 5:5; 8:14). Quando os dois reinos se separaram; no norte, Israel; no sul, Judá, a expressão «de Dã a Berseba” foi alterada para «desde Berseba até o vale de Hinom» (Nee. 11:27,30). Após o exílio babilônico, foi repovoada (Nee. 11:27). A arqueologia tem encontrado ali consideráveis ruínas. Há ali sete poços que podem ser facilmente distinguidos, e, nas colinas que circundam o vale, há várias ruínas. (ALB UN Z)





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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Genesis - Série Cultura Bíblica - Derek Kidner

Gênesis 26:26-35 - O acordo entre Isaque e Abimeleque | Canal do Evangelho

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 Wh, Família Cristã Church, Cajamar, SP - YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 8, CPAD, Isaque, Herdeiro da Promessa, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV


sábado, 9 de maio de 2026

LIÇÃO 07 - UMA PROVA DE FÉ: A ENTREGA DE ISAQUE.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                    TEXTO ÁUREO

"E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi." (Gn 22.2)


                VERDADE PRÁTICA

Abraão confiava no Senhor a ponto de dizer ao seu filho: "Deus proverá para si o cordeiro".


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 22. 1-11



                        INTRODUÇÃO


Como vimos em capítulo anterior, seu chamado não foi comum. Já foi um teste de fé. Deus mandou que saísse de sua terra e do meio de seus parentes, pois o enviaria a uma terra que ele não conhecia, e sequer indicou para onde. E ele obedeceu. Saiu sem saber para onde ia ao lado de sua esposa. E aceitou seu sobrinho, Ló, em sua companhia. Em seu chamado, Deus lhe disse que faria dele “uma grande nação”, apesar de sua idade muito avançada e de ser casado com uma esposa estéril. Mas a prova maior ainda estaria por vir. Deus o chamou e lhe deu uma ordem jamais dada a qualquer personagem da história da Bíblia. Mandou que ele tomasse seu filho, o “único filho”, Isaque, a quem ele amava, e fosse oferecê-lo em holocausto! Certamente, foi um choque emocional muito forte para o velho Abraão, em sua avançadíssima idade. Era o filho fruto do milagre operado na vida de Sara. Em sua mente deve ter passado um turbilhão de indagações. “E agora, como ficam as promessas de que eu e minha esposa seríamos pais da multidão de nações?” A Bíblia não diz isso, mas tomo a liberdade de imaginar. Basta que qualquer um dos leitores que é pai se coloque no lugar de Abraão.

 Abraão vivenciou vários problemas no meio de sua família. Ele esperava o cumprimento das promessas de Deus. Mas sua esposa ficou impaciente. Ao saber das promessas divinas, e, em sua condição de mulher estéril, imaginou que jamais havería possibilidade de serem cumpridas. Movida pelo desejo de ajudar o marido a ser pai, arquitetou um plano humano, um verdadeiro arranjo, para ver Abraão como pai; e ofereceu sua serva Agar, bem mais nova que ela, para ser uma esposa dele. E assim aconteceu. Abraão, talvez por uma fraqueza de fé, aceitou a proposta, e passou a viver com Agar, como sua segunda esposa. Foram provas imensas a que ele se submeteu.

O homem de Deus deve ter experimentado um grande peso. Se não de dúvida, de espanto. Como podería ser ele “pai de uma grande nação” se o único filho dele com Sara iria ser morto, oferecido em holocausto?! Mas ele não questionou a Deus. Chamou Isaque para M oriá, preparou a lenha e o fogo, e caminhou até a montanha, designada por Deus. Aquele, certamente, foi o maior teste de fé para Abraão. Foi tão difícil que ele não revelou ao filho que ele seria a vítima a ser oferecida em sacrifício; nem comunicou o fato à sua mãe. Ainda faltava um teste enorme. Antes de subir ao monte, Isaque perguntou ao pai: “Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro param holocausto?” (Gn 22.7). Esta deve ter sido a pergunta mais difícil para Abraão responder. Mas, como homem de fé, respondeu: “Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho” (Gn 22.8).

 Isaque ficou tranquilo, mesmo sem saber de onde viria o cordeiro. O teste final ainda estava por vir. Ao chegar ao local designado por Deus, Abraão preparou um altar, certamente com a ajuda de Isaque, e mandou que ele subisse no altar. Como um jovem, sem dúvida saudável e forte, podería ter desobedecido ao pai e descido o monte. Mas não o fez. Deitou-se sobre o altar, entendendo que chegara a sua morte. Mas não era esse o plano de Deus. De repente, quando o cutelo já ia descer sobre o pescoço de Isaque, o Anjo do Senhor bradou e disse: “Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. Então, disse: Não estendas a tua mão sobre o moço e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus e não me negaste o teu filho, o teu único” (Gn 22.12).


            I.    ABRAÃO TEM A SUA FÉ PROVADA


1.    Deus manda Abraão sacrificar Isaque     -     O patriarca Abraão havia experimentado as mais ricas bênçãos no caminho da fé, mas DEUS o submeteu a prova a fim de fazê-lo desfrutar bênçãos ainda maiores. Assim, Abraão viu-se envolvido em um comovente acontecimento que aponta o grande momento quando o Pai celestial entregou seu Filho pela salvação da humanidade. (SCR)

I. PROVA NO CAMINHO DA FÉ

Abraão foi escolhido por DEUS para ser um grande povo, em cujo seio CRISTO haveria de humilhar-se. Abraão, o pai da nação judaica, estava sendo preparado para servir de fundamento patriarcal para este povo. Ele havia trilhado o caminho da fé em estreita comunhão com DEUS. e estava para ser submetido a uma grande prova de fé. (S D) O que DEUS queria provar na vida de Abraão? Consideremos as seguintes virtudes:

a) O amor. "Até opera por caridade" (Gl 5.6). DEUS queria provar se havia alguma coisa que Abraão amava mais do que a DEUS, se Abraão de fato amava a DEUS acima de qualquer coisa deste mundo.

b) A obediência Obediência e fé devem andar perfeitamente entrelaçadas na vida do crente (Rm 1.5; At 5.32). DEUS queria provar se Abraão estava disposto a obedecer em qualquer circunstância, mesmo quando tudo parecesse incerto. É oportuno lembrar que no inicio de sua caminhada, a obediência de Abraão era incompleta.

c) A fé. DEUS queria provar a Abraão em sua fé, pedindo-lhe em sacrifício Isaque que era o próprio cumprimento da promessa. A obediência à ordem de DEUS parecia que iria inviabilizar a concretização da promessa de fazer de Abraão um grande povo.

II. EM QUE CONSISTIU A PROVA

l. O sacrifício pedido. DEUS pediu a Abrãao que oferecesse seu filho Isaque em holocausto (Gn 22.3). Desse modo, Abraão deveria sacrificar a grande resposta de suas orações, aguardada por 25 anos! E DEUS foi bem específico em seu pedido: "O teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas" (Gn 22.2). (SH)


2.    Abraão obedece sem questionar    -     Nenhuma das provas exigidas a Abraão foi de fácil execução. Na primeira, teve que deixar parentes e amigos e seguir para uma terra que ele não conhecia. Não lhe deve ter sido agradável viver na terra da promissão entre os cananeus, presenciando seus pecados e, além disso, saber que a terra que degradavam lhes pertenceria ainda por muito tempo. Como prova, ele teve ainda que separar-se do sobrinho Ló e mais tarde libertá-lo em luta desigual contra quatro reis, tendo apenas poucos homens consigo. Abraão tinha recebido a grande bênção da sua vida e, depois, veio a prova. Não é difícil de acontecer isso: DEUS provar o crente após dar-lhe uma grande bênção. Seu filho Isaque seria o exato objeto da prova. É notável a expressão com que começa o versículo 3: ** Então (então, neste versículo, quer dizer: respeitando a ordem), se levantou Abraão pela manhã de madrugada... e foi ao lugar que DEUS lhe dissera* Não revelou a ninguém o que se passava; nem mesmo a Sara.

 Uma das maiores lições da Bíblia foi a maneira cautelosa como Abraão se preparou para essa penosa jornada. Ele não esqueceu nada. A atenção que damos às coisas necessárias para uma viagem agradável (roupas, sapatos etc.) foi o que Abraão fez naquela madrugada. Não esqueceu nada. Mal sabia ele que estava estabelecendo um dos mais gloriosos tipos bíblicos: O Calvário, onde o Pai haveria de permitir a violência contra o Amado Filho, e onde Ele nos santificaria pela oblação do seu corpo (Hb 10.10). Possivelmente Abraão recebeu esta ordem em uma visão à noite. E, logo, pela manhã, de madrugada preparou-se para realizar a viagem que DEUS lhe ordenara, (Gn 22.3). Tomou consigo dois moços e a Isaque, seu filho, bem como lenha para o holocausto, e partiu rumo ao lugar do sacrifício (Gn 22.3)


3.    Abraão não era perfeito    -     Abraão não era perfeito, mas obedeceu sem questionar, reflete a perspectiva bíblica sobre o pai da fé. A sua trajetória foi marcada por um processo de amadurecimento onde a obediência se tornou absoluta, mesmo diante de ordens complexas. Imperfeições e Aprendizado: Abraão cometeu erros, como quando duvidou sobre a promessa de um filho, tentou resolver a situação com Agar, ou mentiu sobre Sara no Egito e em Gerar por medo. No entanto, ele aprendeu a confiar completamente no Senhor ao longo do tempo.

Obediência Sem Questionar (O Teste Supremo): O exemplo máximo de sua fé foi a prontidão em sacrificar Isaque, o filho da promessa, conforme registrado em Gênesis 22:3. Ele não hesitou, confiando que Deus era poderoso até para ressuscitar Isaque, se necessário.

Motivação: A obediência de Abraão não foi apenas um "cego" seguir de ordens, mas uma confiança profunda baseada em experiências anteriores com a fidelidade de Deus.

Justificado pela Fé: Abraão não foi considerado justo por nunca errar, mas por crer em Deus e ter essa fé imputada como justiça (Gênesis 15:6), resultando em ações de obediência.

Abraão é, portanto, visto não como alguém sem falhas, mas como alguém cuja fé operou através da obediência, amadurecendo ao longo de sua vida.



                II.    A PROMESSA CONFIRMADA


1.    Abraão não negou seu único filho    -    A obediência de Abraão ao não negar seu único filho, Isaque, a Deus (Gênesis 22) é vista como a maior prova de fé e temor ao Senhor. Ao estar disposto a sacrificar Isaque, Abraão demonstrou confiança absoluta na providência divina, resultando em bênçãos prometidas e na prefiguração do sacrifício de Jesus.

Pontos-chave do relato de Gênesis 22:

O Teste de Fé: Deus pediu Isaque como sacrifício para provar a fé de Abraão.

A Obediência: Abraão, sem hesitar, construiu o altar e preparou-se para imolar seu filho.

A Intervenção Divina: O Anjo do Senhor interrompeu o sacrifício, confirmando que Abraão temia a Deus por não negar seu filho.

O "Senhor Proverá": Deus proveu um carneiro para o sacrifício no lugar de Isaque.

Significado Teológico: Esse ato é interpretado como uma demonstração de que a adoração e a fé de Abraão estavam acima do seu amor por Isaque, prefigurando o amor de Deus ao enviar seu próprio Filho, ele provou amara a DEUS sobre tudo e todos e mostrou ser íntegro na aliança que tinha com DEUS (tudo o que é meu é Teu e tudo o que é Teu é meu).


2.    Deus viu a obediência de Abraão    -     A obediência de Abraão foi provada e reconhecida por Deus, culminando no sacrifício de seu filho Isaque, o que demonstrou sua fé total e temor a Deus. Ao estar pronto para sacrificar seu único filho, Abraão confirmou sua confiança na promessa divina, sendo recompensado com a provisão de Deus.

Pontos-chave da obediência de Abraão:

O Teste Supremo (Gênesis 22): Deus pediu que Abraão oferecesse Isaque, seu filho amado, como holocausto na terra de Moriá.

Resposta Imediata: Abraão obedeceu prontamente, levantando-se de manhã cedo para cumprir a ordem.

Confiança Provada: O anjo do Senhor parou Abraão, declarando que agora sabia que ele temia a Deus por não ter negado seu filho.

Justificação pela Fé: A obediência de Abraão, descrita também ao deixar sua terra (Hebreus 11:8), é vista como a prova prática da sua fé em Deus.

Recompensa e Aliança: A obediência resultou na confirmação da aliança, com Deus prometendo abençoar a descendência de Abraão.


3.    A promessa de ser uma grande nação se cumpriu    -     A promessa de que Abraão se tornaria uma grande nação cumpriu-se através de sua descendência, especificamente com o nascimento de Isaque, evidenciando a fidelidade de Deus em meio ao impossível. A aliança, detalhada em Gênesis, estendeu-se com a formação do povo de Israel e, espiritualmente, através de Jesus Cristo, abrangendo todas as famílias da Terra.

Cumprimento da Promessa na Vida de Abraão:

Descendência Prometida: Deus assegurou que Abraão teria um herdeiro legítimo, Isaque, apesar de sua velhice e da esterilidade de Sara.

Formação da Nação: A descendência de Abraão cresceu e formou o povo Hebreu, depois Israelita e hoje Judeu, o que confirmou a promessa divina de torná-lo pai de multidões.

Herança de Terras: Além da nação, Deus prometeu a terra de Canaã como propriedade perpétua para seus descendentes.

Bênção Universal: A promessa de que todas as famílias da terra seriam abençoadas através dele concretizou-se com a vinda de Jesus, descendente de Abraão que torna filho e família de DEUS todo aquele que ouve o evangelho e crê.

A fé de Abraão em crer que Deus cumpriria o que prometeu, mesmo quando ele não viu a nação formada em sua vida, demonstra a abrangência espiritual e histórica do pacto. As promessas também incluíram a bênção de Deus em engrandecer seu nome e abençoar todo aquele que abençoe Abraão e sua descendência..



                III.     ABRAÃO OFERECEU SEU ÚNICO FILHO


1.    Isaque, o filho obediente     -     Assim como JESUS passou pelos julgamentos dos homens e sobre Ele pesou a condenação por três dias, Isaque teve a morte sobre ele decretada por três dias de caminhada ao Monte. Abraão é tipo de DEUS PAI, Isaque é tipo de JESUS CRISTO e Sara é tipo de Israel.

Após 3 dias chegaram ao pé do Monte Moriá. É impressionante o que diz Abraão aos seus 2 moços ou empregados: "E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo iremos até lá; depois de adorarmos, voltaremos a vós" (Gn 22.5). Abraão não disse voltarei a vós, mas voltaremos a vós. Isso é fé. Abraão acreditou que subiria ao Monte, mataria seu filho em sacrifício a DEUS  que DEUS ressuscitaria seu filho e o devolveria a ele e ele voltaria com seu filho vivo.

DEUS um dia enviou seu filho e ele MORREU POR NÓS E RESSUSCITOU, voltando ao PAI.

Assim como Isaque carregou a lenha para o sacrifício, JESUS levou a cruz para que nela fosse pregado e oferecido em sacrifício por nós. 

A pergunta de Isaque e a resposta de Abraão também indicam a fé superior de Abraão -  “Então disse Isaque a Abraão, seu pai: Meu pai”! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois iam caminhando juntos (Gn 22.7, 8).

Aqui Abraão, sendo homem de Aliança, sabia que se ele oferecesse seu filho a DEUS, DEUS também lhe ofereceria seu filho, pois DEUS é DEUS de aliança. Tudo o que era de DEUS era de Abraão e tudo o que era de Abraão era de DEUS. Impressionante a fé de Abraão.


2.    A morte de Sara     -    Gênesis 23 diz que Sara viveu cento e vinte sete anos. Ela morreu em Hebrom, que originalmente era conhecido como Quiriate-Arba, na terra de Canaã. O texto bíblico diz que Abraão lamentou muito a morte de Sara (Gênesis 23:1,2). Depois disso de chorar sua perda, Abraão procurou providenciar um lugar para sepultar sua esposa. Naquele tempo Abraão vivia como um estrangeiro na Terra Prometida. Então ele falou com os filhos de Hete para poder conseguir uma sepultura para Sara (Gênesis 23:4). Em alguns textos bíblicos os descendentes de Hete são chamados de heteus e também são contados entre os cananeus.  Os filhos de Hete foram muito respeitosos com Abraão e não demonstraram qualquer resistência ao sepultamento de Sara em uma sepultura naquelas terras. Inclusive, aqueles homens de Hebrom se dirigiram a Abraão chamando-o de “príncipe de Deus” (Gênesis 23:5,6).  Provavelmente essa designação que literalmente significa “poderoso de Deus” não era apenas um simples tratamento respeitoso dispensado a Abraão. É provável que aqueles homens tenham reconhecido que Abraão realmente era um homem especialmente abençoado por Deus (cf. Gênesis 21:22).


A negociação do campo em Macpela (Gênesis 23:8-18)

Diante da receptividade dos homens de Hebrom, Abraão pediu que eles intercedessem por ele junto a Efrom, filho de Zoar. Abraão queria comprar de Efrom sua caverna de Macpela por um preço justo. Sabendo disso, Efrom se ofereceu em dar a Abraão não somente a caverna, mas também o campo em que a caverna estava (Gênesis 23:8-11).  Mas esse comportamento de Efrom não se tratava de generosidade, mas era parte de um costume comum de barganha no antigo Oriente Próximo. Caso Abraão recebesse o “presente”, isso o obrigaria a retribuir com um presente ainda mais valioso.

Quando mais uma vez Abraão questionou o preço, Efrom disse que o terreno valia quatrocentos siclos de prata (Gênesis 23:15). Apesar de Efrom colocar essa quantia como se fosse algo sem importância, aquele era um preço muito alto para época. Para se ter uma ideia, muitos séculos depois o profeta Jeremias comprou um campo por dezessete siclos (Jeremias 32:9). Saiba mais sobre os pesos e medidas na Bíblia.  Mas mesmo assim Abraão estava disposto a pagar o alto preço pedido por Efrom. Ele pesou a prata corresponde e pagou a Efrom. Então Abraão tomou posse legal do campo em Macpela, incluindo a caverna, o arvoredo que nele havia e todo o limite ao redor. Os heteus confirmaram o negócio que foi oficializado na porta da cidade. Isso também estava de acordo com o costume da época. No antigo Oriente Próximo todas as transações legais aconteciam nos portões das cidades.


3.    Abraão, humilde e sincero    -    Abraão é amplamente reconhecido na tradição bíblica não apenas como o "pai da fé", mas como um exemplo de humildade, sinceridade e amor ao próximo, sendo descrito como um homem de temperamento pacífico e leal. Sua vida foi marcada por uma profunda confiança em Deus e por atitudes de servidão.

Exemplos da Humildade e Sinceridade de Abraão:

Hospitalidade Genuína: Ao receber três visitantes (enviados de DEUS, um, o próprio JESUS), Abraão, mesmo sendo um homem importante, correu para atendê-los, demonstrando ausência de orgulho e disposição para realizar tarefas humildes. Se ajoelho e ditou em terra diante de JESUS.

Oração Humilde: Em sua intercessão, especialmente no episódio de Sodoma e Gomorra, Abraão mostrou-se muito humilde diante de Deus, reconhecendo sua pequenez (chamando-se de "pó e cinza").

Relacionamento com Ló: Ao evitar conflitos com seu sobrinho Ló, Abraão demonstrou abnegação e humildade, priorizando a paz em vez de seus próprios direitos.

Integridade na Compra da Cova de Macpela: Após a morte de Sara, ele recusou receber o local de sepultamento como presente, insistindo em pagar o preço justo, o que reflete sua honestidade e sinceridade em seus negócios. Também não aceitou ser pago ou receber presentes por sua vitória contra reis, era dizimista fiel.

Obediência e Fé: Abraão demonstrou sua sinceridade ao estar disposto a oferecer seu filho Isaque, mostrando que sua entrega a Deus era absoluta.

A humildade de Abraão foi uma virtude chave que chamou a atenção de Deus, permitindo que ele fosse um canal de bênçãos na história, conforme destacado na Bíblia. Sua fé é exemplo para todos nós e está registrada em Hebreus 11.





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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Genesis - Série Cultura Bíblica - Derek Kidner

Estudo de Gênesis 23: Esboço e Comentário Bíblico

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 Wh, Família Cristã Church, Cajamar, SP - YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 7, CPAD, Uma Prova de Fé, A Entrega de Isaque, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV


domingo, 3 de maio de 2026

LIÇÃO 06 - A NASCIMENTO DE ISAQUE.

 

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II



                TEXTO ÁUREO

"Haveria coisa alguma difícil ao Senhor? Ao tempo determinado, tornaria a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho." (Gn 18.14)


                VERDADE PRÁTICA

Deus é Onipotente e não há nada que Ele não possa realizar segundo a sua vontade.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 21. 1-7


                    INTRODUÇÃO


Para Deus nada é impossível! Em sua onipotência, diz Strong, “Ele pode fazer tudo o que Ele quer; mas não quer fazer tudo o que Ele pode”. No caso de Abraão, mesmo sendo sua esposa estéril; e ele em idade muito avançada, Deus lhe pro meteu que faria dele “uma grande nação” (Gn 12.2). Promessa semelhante Deus fez a Sarai, quando mudou seu nome para Sara: “Porque eu a hei de abençoar e te hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela” (Gn 17.16).

 Alguém deve ter dito: “Não acredito que uma idosa de noventa anos, casada com um idoso de cem anos, possa ter filho”. Sara também já se revelera descrente. Foi um fato muito estranho para todos os que tomaram conhecimento de sua gravidez. Mesmo que fosse nos dias atuais, certamente seria notícia extraordinária em todos os meios de comunicação, especialmente na televisão ou nas redes sociais. Nove meses depois, não sabemos em que parte do dia, se pela manhã, à tarde, ou durante a noite, ouviu-se um choro de criança recém-nascida na tenda de Abraão. Admirada e feliz, ela disse: “[...] Deus me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo. 

Disse mais: 

Quem diría a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?” (Gn 21.6-7). Mesmo sem qualquer meio de comunicação, a inusitada notícia se espalhou. As pessoas provavelmente diziam: “Incrível! Dona Sara, que era estéril, teve um filho com seu esposo, de cem anos!”. Abraão, também feliz e grato a Deus, tomou todas as providências que lhe cabiam, depois do nascimento único e singular na história de Israel. “E chamou Abraão o nome de seu hlho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque. E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado” (Gn 21.3-4).



                I.     AS CONSEQUÊNCIAS DA IMPACIÊNCIA DE SARA


1.    O nascimento e o nome do filho da promessa      -     A primeira providência que o velho pai tomou foi dar o nome do seu filho conforme Deus havia instruído em Gênesis 17.19. “E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque” (Gn 21.3). Isaque, no hebraico, significa “riso”; certamente porque, ante a situação de sua velhice e a de Sara, a ideia de terem um filho causava riso. Abraão riu-se (Gn 17.17); Sara, de igual modo, também se riu, com a ideia prometida por Deus de que seria mãe aos 90 anos (Gn 18.12-14). 

Isaque nasceu de acordo com a promessa de Deus. O Senhor visitou Sara em misericórdia, como havia dito. [...] Observe que nenhuma palavra de Deus cairá por terra. Pois ele é fiel ao que prometeu, e a fidelidade de Deus é o sustento e o suporte da fé do seu povo. A segunda providência de Abraão foi circuncidar Isaque. “E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado” (Gn 21.4). Como já vimos, a circuncisão foi o sinal visível, exigido por Deus, para todo macho, aos oito dias de nascido (Gn 17.10-14). O velho patriarca tinha consciência do grande significado do pacto que Deus fizera com ele e com sua esposa. E a circuncisão era uma marca para toda a vida.


2.     Ismael zomba de Isaque    -    Segundo Gênesis 21, não foi o nascimento de Isaac que causou problemas; era seu crescimento. Quando Isaac nasceu, Agar e seu filho Ismael não se importaram muito. Mas depois que Isaac cresceu, Ismael começou a zombar dele (v. 9). No sentido bíblico, isso significa que Ismael estava perseguindo Isaac. Deus chegou a considerar a perseguição de Isaac por Ismael como o início da perseguição de quatrocentos anos contra seu povo (15:13; Atos 7:6). A zombaria de Ismael era algo sério porque Isaac era a semente ordenada por Deus e Ismael era a falsificada. O falsificado sempre odeia os ordenados. Nós, a semente ordenada, somos odiados pelos falsificados. Como Paulo diz em Gálatas 4:29, "Mas assim como aquele que nasceu segundo a carne perseguiu o que nasceu segundo o Espírito, assim também é agora." O crescimento de Isaac incitou essa perseguição.


3.    Sara pede a expulsão de Agar e Ismael    -     Sara, aquela que representava a graça, não tolerou a zombaria de Isaac por Ismael e disse: "Expulsem esta escrava e seu filho: pois o filho dessa escrava não será herdeiro com meu filho, nem mesmo com Isaque" (v. 10). Quando li esse versículo quando jovem, não concordei com Sarah, achando que ela era ciumenta e injusta. Foi ela quem propôs a Abraão que ele tivesse um filho com Hagar e agora lhe diz para expulsar Hagar e Ismael. Segundo minha compreensão juvenil, eu teria expulsado Sarah. Mas um dia, enquanto eu pensava assim, Deus me repreendeu. Naquele dia, eu argumentava a favor de Agar e Ismael e simpatizava com Abraão, pois "a coisa era muito grave aos olhos de Abraão por causa de seu filho" (v. 11).

 Embora eu achasse que Abraão deveria ter respondido a Sara, dizendo que ela era cruel, ele não disse nada a ela. Antes, Deus entrou e disse a Abraão: "Não seja grave aos teus olhos por causa do jovem e por causa da tua escrava; em tudo o que Sarah te disse, ouça sua voz; pois em Isaac será chamado a tua linha" (v. 12). O Juiz Celestial tomou a decisão final, dizendo que ele fizesse o que Sarah pediu. Apenas Isaac, não Ismael, deveria ser contado como a semente. Embora Abraão tenha falhado com Deus no capítulo vinte, ele foi rápido em obedecê-lo no capítulo vinte e um. O versículo 14 diz que Abraão se levantou cedo pela manhã e enviou Agar e Ismael em seu caminho.

Precisamos ver o significado espiritual da expulsão de Agar e Ismael. Como todos os cristãos, você tem tentado fazer o bem desde o dia em que foi salvo. Mas Deus tratou de você, e muitas vezes você foi disciplinado e cortado. Se você é um irmão casado, Deus sem dúvida usou sua esposa como faca para cortar sua vida natural. Toda esposa é uma faca afiada na mão divina. Muitos maridos cristãos só podem ser tratados e disciplinados cuidadosamente cortando a faca da esposa. Nenhum marido pode escapar disso. Fico feliz em ver que, nas igrejas locais, Deus usou as facas para esposa para lidar com a vida natural dos irmãos. Dessa forma, nós, irmãos, aprendemos a lição de odiar nossa vida natural e todas as coisas boas que podemos produzir de nós mesmos.


                  II.    ABRAÃO TEM QUE TOMAR UMA ATITUDE


1.    Isaque é desmamado    -    De acordo com os costumes judaicos, o momento em que uma criança é desmamada é motivo de comemoração. Uma criança desmamada sobreviveu ao estágio frágil da infância e agora pode comer alimentos sólidos em vez de ser amamentada pela mãe.


Em Gênesis 21:8, lemos: "Isaque cresceu e foi desmamado. Nesse dia em que o menino foi desmamado, Abraão deu um grande banquete." Embora Ismael tenha rido da comemoração (Gênesis 21:9), os pais de Isaque consideraram esse evento uma ocasião importante. Eles tinham um filho que havia sobrevivido à fase mais difícil da infância e que agora podia comer por conta própria.

As altas taxas de mortalidade infantil existiam nas culturas antigas. Um dos motivos das famílias numerosas era o fato de que muitas crianças pequenas não viviam até a idade adulta. Devido aos riscos que os bebês corriam, a comemoração do desmame de uma criança era uma parte natural e importante da cultura. Se a criança tivesse se desenvolvido além da necessidade do apoio físico da mãe, ela teria alcançado um novo estágio da vida que aumentava muito a probabilidade de ter boa saúde.

Atualmente, a tradição judaica continua a prática de celebrar o desmame de uma criança. O Salmo 104 é frequentemente lido durante esse período; parte desse salmo diz: "Bendiga, minha alma, o Senhor! Senhor, Deus meu, como tu és grandioso! Estás revestido de glória e majestade, coberto de luz como de um manto. Tu estendes o céu como uma cortina, pões nas águas o vigamento da tua morada, tomas as nuvens por carruagem e voas nas asas do vento. Fazes a teus anjos ventos e a teus ministros, labaredas de fogo" (Salmo 104:1-4).

2.   A zombaria     -     A cena começa com uma festa. O desmame de uma criança, geralmente por volta dos três anos de idade na cultura antiga, era um marco significativo, um sinal de que a criança havia superado a fase mais vulnerável da vida. Abraão celebra com um grande banquete, honrando a Deus por Seu milagre.

No meio desta celebração, contudo, a semente do conflito, plantada anos antes pela impaciência e pela solução humana (Gênesis 16), germina. Sara vê Ismael, agora um adolescente, “zombando” de Isaque. A palavra hebraica aqui é מְצַחֵק (metsacheq), que tem a mesma raiz do nome de Isaque (יִצְחָק - Yitschaq, que significa "ele ri"). Este não era um gracejo inocente de criança. O contexto e a reação de Sara sugerem um escárnio, uma zombaria maliciosa, talvez até mesmo uma reivindicação de primogenitura e herança. Ismael, o filho segundo a carne, estava escarnecendo do filho da promessa.

A reação de Sara é imediata e dura. Ela exige que Abraão expulse Hagar e Ismael. Sua motivação é clara: “porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque”. Embora sua atitude possa parecer impulsionada pelo ciúme, o Novo Testamento revela que sua ação estava alinhada com o propósito de Deus. Ela agiu para proteger a santidade da herança prometida.


3.    A tristeza de Abraão    -    A cena começa com uma festa. O desmame de uma criança, geralmente por volta dos três anos de idade na cultura antiga, era um marco significativo, um sinal de que a criança havia superado a fase mais vulnerável da vida. Abraão celebra com um grande banquete, honrando a Deus por Seu milagre.

No meio desta celebração, contudo, a semente do conflito, plantada anos antes pela impaciência e pela solução humana (Gênesis 16), germina. Sara vê Ismael, agora um adolescente, “zombando” de Isaque. A palavra hebraica aqui é מְצַחֵק (metsacheq), que tem a mesma raiz do nome de Isaque (יִצְחָק - Yitschaq, que significa "ele ri"). Este não era um gracejo inocente de criança. O contexto e a reação de Sara sugerem um escárnio, uma zombaria maliciosa, talvez até mesmo uma reivindicação de primogenitura e herança. Ismael, o filho segundo a carne, estava escarnecendo do filho da promessa.

A reação de Sara é imediata e dura. Ela exige que Abraão expulse Hagar e Ismael. Sua motivação é clara: “porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque”. Embora sua atitude possa parecer impulsionada pelo ciúme, o Novo Testamento revela que sua ação estava alinhada com o propósito de Deus. Ela agiu para proteger a santidade da herança prometida.



                III.     AGAR E ISMAEL, DEIXAM A CASA DE ABRAÃO


1.    Abraão despede Agar e Ismael    -    Foi um dia muito triste para Abraão. Diz a Bíblia: “Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e tomou pão e um odre de água, e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela foi-se, andando errante no deserto de Berseba” (Gn 21.14).4 Ele não deve ter dormido bem. Durante a noite, sua mente estava inquieta. Pensando em ter que ver sua esposa secundária, mãe do seu primogênito, ir embora, com o seu filho, sem ninguém para acompanhá-los, sem proteção nenhuma, em direção ao deserto. A Bíblia não diz, mas ele deve ter chorado ante aquela tão desagradável situação. 


2.     Agar e Ismael no deserto de Berseba    -     No clímax do desespero, uma verdade gloriosa é revelada: “E ouviu Deus a voz do menino”. O nome de Ismael (יִשְׁמָעֵאל - Yishma'el) significa "Deus ouve". Aqui, Deus demonstra a verdade contida em seu nome. Mesmo no deserto, rejeitado da casa da promessa, o clamor de um jovem em aflição alcança os céus.

O Anjo do Senhor, uma teofania pré-encarnada de Cristo, fala a Hagar, assim como fizera em Gênesis 16. Ele a conforta, ordena que ela se levante e cuide do filho, e reitera a promessa de que ele se tornaria uma grande nação. Então, ocorre o milagre: “Deus abriu-lhe os olhos, e viu um poço de água”.

É crucial notar que o texto não diz que Deus criou um poço, mas que Ele abriu os olhos de Hagar para que ela visse o que já estava lá. A provisão divina estava presente o tempo todo, mas o desespero e as lágrimas a cegaram. Que lição poderosa para nós! Muitas vezes, em nossos desertos, a provisão de Deus está ao nosso alcance, mas precisamos que Ele abra nossos olhos espirituais para enxergá-la.

O trecho se encerra com uma declaração simples, mas profunda: “E era Deus com o menino”. Deus cumpriu Sua promessa. Ismael sobreviveu, cresceu, tornou-se um homem forte e se estabeleceu no deserto de Parã, dando origem a um grande povo, conforme a palavra do Senhor.


3.    Deus ouviu a voz de Ismael     -     Somente Agar podería ouvir a sua própria voz, o seu clamor, e a voz do menino, mas nada podia fazer. Porém o Deus de Abraão, que não dorme nem cochila (SI 121.4), ouviu dos céus o choro lastimoso de Ismael, que olhava para sua mãe, aflita, sem poder fazer nada em seu favor; talvez pensou que o fim era chegado. Mas Deus chegou com a resposta.

E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o Anjo de Deus a Agar desde os céus e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do rapaz desde o lugar onde está. Ergue-te, levanta o moço e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação. E abriu-lhe Deus os olhos; e viu um poço de água, e foi-se, e encheu o odre de água, e deu de beber ao moço. E era Deus com o moço, que cresceu, e habitou no deserto, e foi flecheiro. E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito. (Gn 21.17-21)

Cumpriu-se o que diz o Salmo 46: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (SI 46.1). Agar jamais esperava uma providência para mudar a triste e perigosa situação em que fora obrigada a viver ao lado de seu filho. Mas, por amor a Abraão e de sua semente, o Altíssimo chegou com conforto, amor e proteção. Ele ouviu a voz do menino, na verdade, um adolescente. Além de ouvir a voz de Ismael, o Anjo de Deus mandou a providência mais urgente. Providenciou água para ambos. Agar “viu um poço de água, e foi-se, e encheu o odre de água, e deu de beber ao moço”, e deve ter bebido também. Deus não apenas os socorreu, na aflição em que se encontravam, mas lhes repetiu a promessa feita a Abraão: “Ergue-te, levanta o moço e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação” (Gn 21.18). Nem Ismael nem Agar morreram no deserto de Berseba. Ismael “cresceu, e habitou no deserto, e foi flecheiro. E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito” (Gn 21.20-21).




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

A ZOMBARIA DE ISAAC POR ISHMAEL

Qual era o significado de desmamar uma criança na Bíblia (Gênesis 21:8)? | GotQuestions.org/Portugues

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 Wh, Família Cristã Church, Cajamar, SP - YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 6. CPAD, O Nascimento de Isaque, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV