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| PB. Junio Congregação Boa Vista II. |
TEXTO ÁUREO
"E disse Sarai a Abraão: Eis que o Senhor me tem impedido de gerar; entra, pois, à minha serva; porventura, terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai. (Gn 16.2)
VERDADE PRÁTICA
A Impaciência é antagônica a fé, por isso não devemos ser dominados por ela. Deus é fiel e cumpre com suas promessas no tempo certo.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 16. 1-16
INTRODUÇÃO
Esta Lição reflete sobre o contraste entre confiar no tempo de DEUS e a tendência humana de tentar “dar um jeito” para que as promessas se cumpram mais rápido. A partir do relato de Gênesis 16 e 21, acompanhamos como a pressa de Abraão e Sara ao recorrerem a Agar gerou tensões, feridas e consequências duradouras, e, ao mesmo tempo, como DEUS permaneceu soberano, vendo, ouvindo e cuidando mesmo no deserto. Ao longo do texto, veremos (I) a fé de Abraão e a tentativa de “ajudar” a DEUS, (II) os efeitos de agir por conta própria e (III) o DEUS que conduz a história e sustenta Seus propósitos.
A história de Abraão, conhecido como o "pai da fé", é marcada por uma profunda confiança em DEUS, mas também por momentos de fraqueza humana, onde tentou "ajudar" a DEUS a cumprir Suas promessas. Esse episódio, envolvendo Agar e Ismael, destaca a diferença entre a fé paciente e a pressa humana.
A Promessa e a Impaciência
DEUS prometeu a Abraão uma grande nação e um descendente, promessa feita quando ele já era idoso. No entanto, o tempo passou e Sara, sua esposa, continuou estéril. A falta de visão dos meios que DEUS usaria levou Abraão e Sara a tentarem facilitar as coisas.
I. O PAI DA FÉ E A TENTATIVA DE AJUDAR A DEUS
1. O plano para "ajudar" a Deus - Neste capítulo nós vamos ver que o ser humano é impaciente e por isso, em vez de esperar em Deus, tenta resolver as coisas segundo o seu próprio coração.
2. Abrão aceita o plano de Sarai - Ela reconheceu a providência de DEUS nesta aflição: o Senhor me tem impedido de gerar. Observe: (1) Assim como, quando há filhos, é DEUS quem os dá (Gn 33.5), também quando eles faltam, é Ele quem os impede, Gn 30.2. Esta decisão pertence ao Senhor. (2) Convém que reconheçamos isto, para que possamos usá-lo e aproveitá-lo, como uma aflição que Ele permite com propósitos santos e sábios.
3. Ela usou isto como um argumento junto a Abrão, para que se casasse com a sua serva. E ele foi persuadido, por este argumento, a fazer isto. Observe: (1) Quando os nossos corações estão muito preocupados por qualquer consolo mundano, nós somos facilmente convencidos a usar métodos indiretos para obtê-lo. Os desejos desordenados normalmente produzem esforços ilícitos. Se os nossos desejos não forem mantidos submissos à providência de DEUS, os nossos esforços dificilmente serão mantidos sob os limites dos seus preceitos. (2) É pela falta de uma firme confiança na promessa de DEUS, e de uma paciente espera pelo tempo de DEUS, que nós saímos do caminho do nosso dever para agarrar uma misericórdia esperada. Aquele que crê não se precipita.
4. Temos razões para pensar que a aquiescência de Abrão à proposta de Sarai tenha nascido de um fervoroso desejo da semente prometida, a quem o concerto deveria ser transferido. DEUS tinha dito a ele que o seu herdeiro deveria ser um filho da sua carne, mas ainda não lhe tinha dito que deveria ser um filho gerado por Sarai. Por isto, Abrão pensou: “Por que não, com Agar, uma vez que a própria Sarai o propôs”. Observe: (1) As tentações tolas podem ter pretextos aparentemente muito justos, e se apresentar disfarçadas de algo que é muito plausível. (2) A sabedoria da carne, da mesma maneira como antecipa o tempo da misericórdia de DEUS, também nos tira do caminho de DEUS. (3) Isto pode ser evitado alegremente se pedirmos o conselho de DEUS, pela Palavra e pela oração, antes de nos empenharmos naquilo que é importante e suspeito. Isto faltou a Abrão. Ele se casou sem o consentimento de DEUS. Esta persuasão não veio Daquele que o chamou.
3. Agar zomba de Sarai - Aqui temos as más consequências imediatas do infeliz casamento de Abrão com Agar. Um grande mal se produz rapidamente. Quando nós não agimos bem, o pecado e os problemas estão à porta. E podemos agradecer a nós mesmos pela culpa e pela tristeza que nos acompanham quando saímos do caminho do nosso dever. Veja isto nesta história.
I
Sarai é desprezada, e, desta maneira, sente-se provocada e se irrita, v. 4. Tão logo Agar percebe estar grávida de um filho do seu senhor, passa a considerar a sua senhora com desprezo, talvez criticando-a pela sua esterilidade, insultando-a, para irritá-la (como em 1 Sm 1.6). Ela estava se gabando das perspectivas que tinha de trazer um herdeiro a Abrão, para aquela boa terra, e para o cumprimento da promessa. Agora ela se julga uma mulher melhor do que Sarai, mais favorecida pelo Céu, e com probabilidades de ser mais amada por Abrão. E por isto já não é mais submissa, como costumava ser.
Observe:
1. Os espíritos inferiores e servis, quando favorecidos e promovidos, seja por DEUS ou pelo homem, podem se tornar arrogantes e insolentes, e esquecer seu lugar e origem. Veja Provérbios 29.21; 30.21-23. É difícil atribuir a honra àqueles que realmente devem ser honrados.
2. Nós sofremos, com razão, por causa daqueles a quem agradamos de maneira pecaminosa. E é justo que DEUS converta em instrumentos de nossa aflição aqueles aos quais tornamos instrumentos do nosso pecado, e que nos aprisione nos nossos próprios maus conselhos: o que revolve a pedra, esta sobre ele rolará.
II. AS CONSEQUÊNCIAS DE AGIR POR CONTA PRÓPRIA
1. Conflito familiar - Sarai reclama com Abrão, que não consegue ficar tranquilo enquanto Sarai está de mau humor. Ela o repreende veementemente, e, de maneira muito injusta, culpa-o pela ofensa (v. 5): Meu agravo seja sobre ti, com uma suspeita ciumenta e irracional de que ele permitia a insolência de Agar. E, como se não desejasse ouvir o que Abrão tinha a dizer, para retificar o engano e absolver-se, irrefletidamente apela a DEUS, no caso: O Senhor julgue entre mim e ti. Como se Abrão tivesse se recusado a lhe dar a razão. Assim Sarai, na sua paixão, fala como falaria uma das mulheres tolas.
Observe:
1. Há um absurdo do qual as pessoas passionais frequentemente são culpadas: de discutir com os outros por algo de que elas mesmas são culpadas. Sarai não podia deixar de reconhecer que ela tinha dado a sua serva a Abrão, e ainda assim grita: Meu agravo seja sobre ti, quando deveria ter dito, Que tola eu fui ao fazer isto! Nunca é dito com prudência aquilo que é composto pelo orgulho e pela raiva. Quando a paixão está no trono, a razão está do lado de fora, e não é ouvida nem dita.
2. Não estão sempre certos aqueles que se apressam a apelar a DEUS em altos brados. As imprecações impensadas e ousadas normalmente são evidências de culpa e de maus motivos.
2. A fuga de Agar - Porém, revoltada com a atitude da serva, Sarai colocou a culpa em Abrão e em seguida expulsou Agar.
3. Deus entra em ação - Esse Anjo aparece quando Agar estava fugindo para o deserto, e este Anjo achou Agar junto de uma fonte de água no deserto. O Anjo então fala com Agar.
III. O DEUS QUE CONDUZ A HISTÓRIA
1. O Deus que ouve e vê - Uma predição a respeito dos seus descendentes, que lhe é dada para consolá-la na sua aflição atual. A sua condição é percebida: Eis que concebeste. E por isto a sua presença não é adequada neste lugar. Observe que é um grande consolo para as mulheres grávidas pensarem que estão sob o conhecimento e cuidado particular da Providência divina. DEUS graciosamente leva em consideração o seu caso, e lhe proporciona a ajuda necessária.
Bem:
1. O anjo lhe garante que terá um parto seguro, e que será um menino, que era o que Abrão desejava. Esta fuga poderia ter destruído a esperança dela de um descendente. Mas DEUS não lidou com ela segundo a sua tolice. Terás um filho. Ela foi salva na gravidez, não somente pela providência, mas pela promessa.
2. Ele dá o nome ao filho dela, o que era uma honra, tanto para ela quanto para ele: chamarás o seu nome Ismael – DEUS ouve. E a razão para isto é que o Senhor ouviu a sua aflição. Ele ouviu, e, portanto, também ouvirá em outros momentos de necessidade. Observe que a experiência que temos da bondade oportuna de DEUS para nós, na nossa aflição, deve nos incentivar a esperar um auxílio semelhante em situações similares, Salmos 10.17. Ele ouviu a tua aflição, v. 11. Observe que mesmo onde há pouco clamor e devoção, o DEUS piedoso às vezes ouve graciosamente o clamor dos aflitos. As lágrimas falam tão bem quanto as orações. Isto traz consolo aos aflitos, o fato de que DEUS não somente vê quais são as suas aflições, mas ouve o que eles dizem. Observe, além disto, que os auxílios oportunos, em um dia de aflição, devem ser sempre lembrados com gratidão a DEUS. Em tal ocasião, em tal dificuldade, o Senhor ouviu a voz da minha aflição, e me ajudou. Veja Deuteronômio 26.7; Salmos 31.22.
3. Ele promete a ela uma descendência numerosa (v. 10): Multiplicarei sobremaneira a tua semente – multiplicarei, do hebraico – isto é, multiplicarei em todas as gerações, de modo a perpetuá-la. Supõe-se que os turcos da atualidade descendam de Ismael. E eles são, de fato, um povo bastante numeroso. Isto foi uma continuação da promessa feita a Abrão: farei a tua semente como o pó da terra, Gn 13.16. Observe que muitos que são filhos de pais fiéis ao Senhor têm, por causa destes, uma grande cota de bênçãos externas comuns, embora, como Ismael, não sejam levados a um concerto: muitos são multiplicados sem ser santificados.
4. Ele indica uma característica do filho que ela iria ter, que, ainda que possa nos parecer desagradável, talvez não fosse desagradável a ela (v. 12): Ele será um homem bravo. Um homem como um jumento selvagem (este é o significado da palavra), rude, e valente, e não temente aos homens – indomável, intratável, sem limites, e impaciente com o serviço e as restrições.
Observe que os filhos da escrava, que estão fora do concerto com DEUS, são, quando nascem, como o jumentinho selvagem; é a graça que reivindica os homens, educa-os e torna-os prudentes e bons para alguma coisa.
Está predito:
(1) Que ele viverá lutando, e em estado de guerra: A sua mão será contra todos – este é o seu pecado. E a mão de todos será contra ele – esta é a sua punição. Observe que aqueles que têm espíritos turbulentos normalmente têm vidas problemáticas. Aqueles que são provocadores, irritantes e ofensivos a outros, devem esperar ser recompensados com a mesma moeda. Aquele que tem a sua mão e a sua língua contra todos os homens terá a mão e a língua de todos os homens contra si, e não terá razão de se queixar disto.
E, ainda assim:
(2) Que ele viverá em segurança, e manterá os seus contra todo o mundo: habitará diante da face de todos os seus irmãos. Embora seja ameaçado e insultado por todos os seus vizinhos, ainda assim ele conservará o seu terreno, e por causa de Abrão, mais do que por sua própria causa, será capaz de viver bem com eles. De maneira similar, lemos (Gênesis. 25.18) que ele morreu, como viveu, na presença de todos os seus irmãos. Observe que muitos que são bastante expostos pela sua própria imprudência ainda assim são estranhamente preservados pela divina Providência, pois DEUS é muito melhor para eles do que merecem, quando não somente perdem a vida pelo pecado, mas a arriscam por causa deste.
2. Tudo conforme a sua soberana vontade - A história de Agar, narrada em Gênesis (capítulos 16 e 21), é um exemplo claro de como a soberania de DEUS atua no meio das falhas humanas, da dor e dos desertos da vida. Mesmo sendo uma serva estrangeira e em uma posição vulnerável, Agar foi alcançada pelo propósito divino.
Aqui estão pontos que demonstram a soberana vontade de DEUS nessa história:· DEUS Vê e Conhece (El-Roi): Quando Agar foge de Sarai para o deserto, ninguém a busca, mas DEUS a vê. Ela chama o Senhor de El-Roi, "O DEUS que me vê", reconhecendo que Ele cuida dela em sua dor, rejeição e deserto.
· DEUS Intervém nos Planos Humanos: Mesmo quando Abraão e Sarai tentam "dar um jeitinho" para cumprir a promessa de um herdeiro, resultando na gravidez de Agar, DEUS toma as rédeas da situação. Ele envia o Anjo do Senhor para encontrá-la, mostrando que Ele está mais interessado em nós do que imaginamos.
· Provisão e Direção no Deserto: DEUS não abandona Agar e Ismael no deserto. Ele cumpre Sua promessa de que Ismael também se tornaria uma grande nação, pois era descendente de Abraão, provando que Sua soberania abrange também as circunstâncias difíceis.
· Soberania sobre a Dor e o Sofrimento: A história de Agar ensina que, mesmo diante da dureza do coração humano e do pecado, a graça e a misericórdia de DEUS agem para proteger e guiar, conforme a Sua vontade soberana.
· O Tempo de DEUS: A narrativa incentiva a confiar e esperar no tempo de DEUS, em vez de tomar decisões precipitadas que geram sofrimento.
A história de Agar demonstra que DEUS é soberano para transformar um momento de fuga e desespero em um encontro com Ele, garantindo que Seu propósito se cumpra na vida de cada um.
3. O cuidado de Deus em todo o tempo - A história de Abrão (mais tarde Abraão), Sarai (Sara) e Agar - Gênesis 16 e 21, é um testemunho profundo de que o cuidado de DEUS opera "em todo o tempo" — mesmo diante de erros humanos, desespero e conflitos familiares. DEUS é retratado não apenas como o cumpridor de promessas, mas também como El Roi ("o DEUS que me vê"), Aquele que cuida dos oprimidos e dos "invisíveis".
Aqui estão os principais aspectos do cuidado divino nesta história:
A. O Cuidado de DEUS na Espera e na Falha (Abrão e Sarai)
· Fidelidade na Demora: DEUS chamou Abrão e prometeu uma descendência numerosa, mas a concretização demorou. O cuidado de DEUS se mostrou na constância da promessa, apesar da dúvida e das tentativas humanas de apressar as coisas (como o plano de usar Agar).
· Proteção nas Mentiras: Quando Abrão mentiu sobre Sarai ser sua irmã no Egito, colocando-a em perigo, DEUS interveio para proteger Sarai e o propósito da aliança, mesmo diante da fraqueza de fé de Abrão.
· Cumprimento Apesar de Nós: O cuidado de DEUS é soberano. Mesmo quando o casal agiu "na carne", buscando soluções próprias, DEUS não desistiu deles e manteve Seu plano original, provando que Sua graça é maior que os erros humanos.
B. O Cuidado de DEUS com os Invisíveis (Agar no Deserto)
· O DEUS que Vê (El Roi): Agar, uma serva egípcia, grávida e fugindo da dureza de Sarai, foi encontrada por DEUS no deserto. Ela nomeou DEUS como El Roi, reconhecendo que Ele vê a dor dos oprimidos.
· Encontro Pessoal e Direção: O Anjo do Senhor chamou Agar pelo nome, perguntando de onde vinha e para onde ia, mostrando cuidado individualizado. DEUS não a ignorou, mesmo ela sendo uma estrangeira em uma situação de conflito.
· Provisão na Escassez: Quando Agar e Ismael foram expulsos e ficaram sem água no deserto (Gênesis 21), DEUS ouviu o choro do menino, abriu os olhos de Agar para ver uma fonte de água e prometeu fazer de Ismael uma grande nação, cuidando deles mesmo fora da aliança principal.
C. Lições sobre o Cuidado Divino "Em Todo o Tempo"
· O Deserto é Lugar de Encontro: O cuidado de DEUS frequentemente se manifesta nos momentos de solidão, "deserto" e desespero, mostrando que Ele está presente onde o ser humano se sente abandonado.
· DEUS cuida, mesmo quando falhamos: A narrativa mostra Agar sofrendo as consequências dos erros de Abraão e Sara, mas DEUS cuidou dela e de seu filho, demonstrando compaixão que ignora as fronteiras sociais.
· A Promessa é Garantida: No final, DEUS cumpre a promessa de Isaque com Sara, demonstrando que Seu plano de redenção não é anulado por falhas humanas, mas realizado pela Sua soberania.
A história de Abrão, Sarai e Agar destaca um DEUS que é, simultaneamente, o DEUS da aliança (com Abraão) e o DEUS que cuida do indivíduo (com Agar), provando Seu cuidado amoroso em todas as circunstâncias.
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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2.
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BIBLIOGRAFIA
Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias
A Impaciência Humana - Logos Sermons




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