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sábado, 4 de julho de 2026

LIÇÃO 02 - A PORTA DA FÉ SE ABRE ENTRE OS GENTIOS.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                    TEXTO ÁUREO

"Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da terra." (At 13.47)


                    VERDADE PRÁTICA

O propósito de Deus é que o Evangelho alcance todas as nações, revelando seu eterno desejo de salvar a todos.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Atos 13. 44-52


                    INTRODUÇÃO


Tal como algumas outras revelações críticas relativas à missão dos gentios em Atos (c. 10:9, 31), esta revelação relativa à missão de Saulo e Barnabé ocorreu durante a oração – na verdade, uma oração concertada entre líderes espirituais e intelectuais de um movimento eclesial bem-sucedido. Além disso, embora Deus assuma a responsabilidade de chamar Barnabé e Saulo (para o chamado de Saulo, c. 9.15 16; 22.14-15; 26.16-18), o Espírito chama a liderança da igreja para compartilhar a responsabilidade de enviá-los. . Eles são “enviados” pelo Espírito (13:4), mas também por seus companheiros profetas e mestres que seguem o Espírito (13:3).

Excelente introdução! Você resumiu muito bem o itinerário da primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé. Esse trecho de Atos 13–14 é fundamental porque marca a transição da missão cristã: de um foco inicial nos judeus para uma abertura clara aos gentios.

📖 Alguns pontos importantes dessa viagem:

·        Antioquia da Síria: ponto de partida e base missionária da Igreja primitiva, mostrando que a comunidade estava organizada e sensível à direção do ESPÍRITO SANTO.

·        Chipre: primeira parada, onde Barnabé tinha raízes. Ali, o Evangelho alcançou tanto judeus quanto gentios, incluindo o procônsul Sérgio Paulo.

        Ásia Menor (Pisídia, Icônio, Listra, Derbe): cidades estratégicas, culturalmente diversas, onde Paulo enfrentou tanto receptividade quanto perseguição. Em Listra, por exemplo, foi confundido com um deus e depois apedrejado.

·        Mensagem central: a salvação em CRISTO não é exclusiva de Israel, mas destinada a todas as nações. O versículo que você citou (At 13.47) é a chave teológica dessa missão.

✨ Aplicação prática para hoje: Assim como Paulo e Barnabé obedeceram ao chamado de levar a luz de CRISTO “até os confins da terra”, nós também somos convidados a viver uma fé que ultrapassa fronteiras — culturais, sociais ou pessoais. O Evangelho continua sendo inclusivo e transformador, chamando-nos a ser testemunhas em nosso contexto.



                I.    A MISSÃO EM CHIPRE: A PRIMEIRA PORTA ABERTA ENTRE OS GENTIOS


1.    O envio missionário e o avanço da Palavra    -   O “envio pelo Espírito” remonta a 13:2–3, mas o restante de 13:4 aponta para a missão em Chipre de 13:5–12. Chipre é o lugar mais lógico para Barnabé e Saulo começarem (em vista de sua proximidade e conexões lá; c. os Onze em Jerusalém, 1:8; Lucas 24:47), e em Atos 13:5, a equipe começa em os lugares mais naturais de Chipre - nomeadamente, nas suas sinagogas. O significado de Barnabé e Saulo terem sido “enviados pelo Espírito Santo” (13:4) é bastante claro no contexto: eles oram comissionados por líderes orantes (13:3) que estavam obedecendo ao Espírito (13:2). ] 

A orientação sobre por onde começar, entretanto, era outra questão, e eles provavelmente prosseguiram inicialmente para o local mais lógico. Barnabé era originário de Chipre (4:36) e conhecia pessoas (ou teria contatos que os conheciam) que poderiam hospedá-los e convidá-los para alar em suas sinagogas (13:5). Embora Saulo e Barnabé trouxessem habilidades especiais, eles não trabalhariam em áreas totalmente não evangelizadas, como ariam mais tarde na Frígia; outros os precederam (11.19; c. 11.20). Além disso, até mesmo um tarsiano poderia ter ligações ali; Chipre tornou-se parte da província romana da Cilícia em 55 AEC, embora tenha se tornado uma província distinta em 27 AEC, talvez durante a vida do pai ou do avô de Paulo.

 Proclamar a Palavra de Deus com fidelidade significa anunciar e viver a mensagem bíblica de forma íntegra e verdadeira, sem distorções, como um “dispenseiro dos mistérios de Deus” (1 Co 4.1,2), que é responsável por entregar a mensagem sem acrescentar ou remover. Isso exige santidade na conduta, perseverança na fé e uma resposta pessoal e prática à fidelidade de Deus, que Ele demonstra não só através das suas promessas, mas também na forma como nos sustenta nas tentações, como ensina 1 Coríntios 10.13. 

Proclamar a Palavra de Deus com fidelidade significa comunicá-la de forma precisa e verdadeira, sem adulterações ou omissões, honrando a sua mensagem original (Mt 4.4; 2 Tm 3.16,17). A proclamação da Palavra de Deus exige preparo, reverência e fidelidade (Jr 23.28,29). Ela não se limita à pregação, mas estende-se ao testemunho de vida. Viver conforme os mandamentos de Deus e praticar a sua palavra — como, por exemplo, Maria fez ao acolher a palavra do anjo Gabriel — é um ato de fidelidade. Para proclamar com fidelidade, é preciso cultivar uma vida espiritual profunda mediante a oração e a contemplação, que proporciona a graça de doar-se ao próximo e cumprir a missão confiada por Deus. A missão em Chipre lembra-nos de que evangelizar exige movimento, planejamento e obediência à direção do Espírito Santo.

I. AVEGA DO DE SELEÚCIA (13:4) Os viajantes teriam descido o rio Orontes até Selêucia, no Mar Mediterraneo; Selêucia ficava a cerca de quinze milhas a oeste-sudoeste de Antioquia (um pouco menos em linha reta e um pouco mais, talvez dezesseis milhas, para um viajante), mas apenas cinco milhas ao norte de onde o Orontes desaguava no mar.  Seu ambiente mercantil proporcionou a Selêucia riqueza suficiente para que fosse fortemente fortificada, com templos caros e outras obras públicas (5.59.8). Na base da encosta da cidade, em terreno plano perto do mar, ficava o distrito comercial e um subúrbio fortemente fortificado (5.59.7).[155] A muralha da cidade, com mais de 11 quilômetros de extensão, cercava as partes superior e inerior da cidade.[156] Além desta área, o terreno da cidade pode não ter parecido hospitaleiro para os estrangeiros.


2.    O confronto com as trevas e a vitória do Evangelho    -    O governador da ilha, Sérgio Paulo, é descrito como “varão prudente”. Chamou a Barnabé e Saulo, porque desejava ouvir a palavra de Deus. Esta entrevista foi concedida em Pafos, capital da ilha. O procônsul romano tinha em sua companhia um impostor judeu que alegava possuir conhecimentos e poderes sobrenaturais. Isto não depõe contra a inteligência do procônsul. Sérgio Paulo, como muitos romanos, perdeu sua fé na brutal idolatria da tradicional religião romana. Ele tateava em sua busca de contato com o poder invisível que controla o destino dos homens.

E, como muitos, procurava tais conhecimentos através dos que alegavam possuir a mística sabedoria religiosa do Oriente (hoje pessoas cultas, decepcionadas com igrejas frias e nominais, procuram a religião através da Ciência Cristã, Teosofia e outras seitas místicas falsas, baseadas na filosofia pagã do Oriente). Um impulso induziu o governador a ter consigo o mágico judeu. Naturalmente o mesmo impulso o levou a mandar chamar os novos ensinadores. A terna sinceridade e poder espiritual dos apóstolos por certo estavam comovendo a cidade.

Elimas “se opôs” ou “resistiu” (ἀνθίστατο, talvez escolhido em parte por sua semelhança fonética com ἀνθύπατος, “procônsul”)[358] Paulo e Barnabé, mas Jesus havia prometido que seus inimigos não poderiam se opor a eles (Lucas 21:15), e Estêvão demonstrou esta vitória (Atos 6:10).[359] O leitor atento ao uso deste termo por Lucas esperará, portanto, que Elimas seja silenciado rapidamente (13:11). Ao tentar desviar alguém da é, Elimas era o tipo de pessoa através da qual surgiriam tropeços (Lucas 17:1-2), e ele estava imitando o papel de Satanás (c. 22:31-32; Atos 13:10). . O ato de ele ter procurado “desviar” o procônsul da é pode soar como se o governador á tivesse acreditado, mas no contexto sugere antes que ele estava tentando desviá-lo da crença na mensagem (Atos 13:12).[360] (Para “a é” como a mensagem cristã, vea 6:7; 14:22; 16:5; o contexto aqui se refere à mensagem que o governador estava procurando ouvir, 13:7.) Elimas sem dúvida esperava algum tipo de resposta, uma vez que a forma habitual de confronto incluía desafiar a honra de outra pessoa, seguida de uma tentativa de resposta, respondendo ao desafio. O vencedor seria decidido pelos ouvintes,[361] mas Elimas devia estar confiante de que, á tendo o ouvido do governador, teria sucesso.


3.    Confiando no poder transformador do Evangelho     -    O conflito prova ser não apenas uma competição acadêmica entre diferentes perspectivas religiosas, mas um confronto entre poderes espirituais: porque Paulo está “cheio do Espírito Santo” (13:9), ele é capaz de se opor a um “filho do diabo” ( 13:10). É neste momento crucial, disputando a é de um governador romano, que Paulo começa a usar seu nome romano. Se Lucas tem menos informações (ou menos interesse) sobre os ministérios cipriota e frígio de Paulo do que sobre grande parte do seu ministério posterior, este é, no entanto, um incidente demasiado dramático e, aparentemente, demasiado seminal para o futuro ministério de Paulo, para que ele o omita. 

Embora Paulo fosse provavelmente mais forte intelectualmente ou mais educado que Barnabé, [362] o ato de ele agir aqui em vez de Barnabé é atribuído apenas à atividade do Espírito[363] e pode estar relacionado ao seu chamado distinto para alcançar gentios e também Judeus. . O Espírito enviou Paulo e Barnabé nesta missão (13:2, 4); agora o Espírito capacita Paulo para enfrentar a oposição. [364] A próxima menção de serem cheios do Espírito descreve seus convertidos em outro local (13:52); o ministério do Espírito se multiplicou. O ato de Paulo “olhar atentamente” (ἀτενίσας) para Elimas reflete uma expressão favorita de Lucas (doze dos quatorze usos do NT), em duas outras ocasiões associada à operação de milagres (3:4; 14:9).

2. Castigo. Sob a inspiração do Espírito Santo e como agente de Deus (ver At 5.3-5), o apóstolo pronuncia a sentença do castigo divino: “Eis aí, pois, agora contra ti a mão do Senhor, e ficarás cego, sem ver o sol por algum tempo”. E assim foi: “E no mesmo instante a escuridão e as trevas caíram sobre ele, e, andando à roda, buscava a quem o guiasse pela mão”. A expressão “por algum tempo” indica a misericordiosa limitação do castigo. Oferecendo, também, oportunidade para o arrependimento. Esperamos que, ao abrir os olhos físicos, os espirituais tenham contemplado o Sol da Justiça (ver também At 9.8). 

3. Convicção. “Então o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor”. Este poder espiritual, tão surpreendente e irresistível, produziu profunda convicção na mente do governador. O incidente é uma ilustração de como o missionário conseguiu “obediência dos gentios, por palavra e por obras; pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus” (Rm 15.18,19).

O impacto do evangelho é intelectual, espiritual e prático.

 Impacto intelectual – A fé cristã desafia e transforma a maneira como pensamos, oferecendo um novo entendimento sobre Deus, o mundo e nós mesmos (Rm 12.2; 2 Co 10.5), incentivando a renovação da mente e a submissão dos pensamentos a Cristo, indicando que o evangelho opera uma transformação intelectual. 

Impacto espiritual – Promove uma transformação espiritual, ou seja, no interior do ser humano, por meio da graça de Deus, levando-o à conversão, ao crescimento espiritual e a uma nova vida em Cristo (2 Co 5.17). 

Impacto prático – Pode ser observado na transformação pessoal, como mudança de comportamento, promovendo uma vida mais justa, ética e altruísta. Nas relações interpessoais (familiares, amizades, comunidade). Na área social (prática da justiça social, compaixão pelos necessitados, na busca pelo bem comum). Quanto à nossa missão e 14 serviço ao próximo (partilha das Boas Novas de salvação, levando esperança e transformação a todas as pessoas) (Mt 7.24-27; Jo 13.34,35; ; Lc 11.27,28; Tg 2.14-26; 1 Jo 2.3-6).


            II.     A MISSÃO EM ANTIOQUIA DA PISÍDIA: O EVANGELHO QUE ILUMINA


1.      A exposição apostólica que revela Cristo nas Escrituras      -     A cidade cresceu em magnificência e funcionou como centro administrativo para o sul da Galácia; os habitantes podem muito bem ter se vangloriado do status de sua cidade honrada (c. Atos 13:50).[610] Em meados do primeiro século EC, os visitantes podiam comparar a arquitetura e as esculturas da cidade com as de Roma; o mais impressionante oi o templo de Augusto na praça da cidade. Um portal de três arcos (um propileu) ligava a colunata “Rua Tibério” (Tiberia Platea) com uma escada que conduzia à praça principal, concluída provavelmente logo após a chegada de Paulo. O rico e elaboradamente decorado templo de Augusto ficava na extremidade leste da praça. Um dos fóruns da cidade recebeu o nome de Augusto e o outro de Tibério.[613] A casa de banhos, o teatro e outros locais oram escavados.[614] A rua principal, que corria de norte a sul, abria-se no extremo norte para uma ampla área que eventualmente abrigou um edifício de fonte pública, construído talvez algumas décadas depois da visita de Paulo.

(7) Religião em Antioquia 

Embora os residentes de Antioquia adorassem múltiplas divindades (c. Gálatas 4:8-10), dois objetos de adoração dominavam completamente a sua atenção.[637] Primeiro, era um amoso centro de adoração ao deus Mēn, a divindade padroeira da cidade; originalmente tinha seu próprio sacerdócio de Mēn Askaēnos, mas este oi destruído (Estrabão 12.8.14); um templo de outro Mēn permaneceu em território antioqueno (12.3.31).[638] Nos dias de Paulo, dois templos helenísticos ficavam dentro do recinto sagrado de Mēn (perto do templo imperial); centenas de dedicatórias de culto a Mēn Askaēnos oram recuperadas lá.   Na época de Paulo, porém, o local de culto que dominava o centro urbano de Antioquia era, como observado acima, um santuário imperial.[647] Os colonos romanos trouxeram outros cultos romanos, mas nenhum se comparava ao culto de Augusto e sua família; Augusto oi homenageado como o “fundador” da colônia.[648] O culto imperial, com suas celebrações cívicas em dias e meses especiais (c. Gl 4,10), regulou grande parte da vida pública em Antioquia, tornando os compromissos incompatíveis dos monoteístas anicônicos inescapavelmente óbvio.[649] Antioquia da Pisídia era uma colônia romana, orgulhosa do status romano que esta honra conferia aos seus próprios cidadãos (ver comentário em Atos 13:14). Isto significava que a maioria dos seus cidadãos também estariam ansiosos por demonstrar a sua lealdade no templo imperial da cidade. O templo imperial era tão grande que Paulo o teria visto quilômetros antes de chegar à colônia enquanto viajava pela Via Sebaste.[650] Um “templo de pódio e um propileno” constituíam o oco do santuário; esculturas comemorando os triunos de Augusto decoravam o edifício, “datadas de 2–1 aC”. [651] Tibério iniciou o proeto de construção, e provavelmente ainda estava em andamento sob Caio e no início do reinado de Cláudio e, portanto, apenas recentemente concluído (se ainda concluído) quando Paulo chegou.[652] Os sacerdócios romanos de Antioquia começaram na fundação de Antioquia ou no primeiro século EC, e depois persistiram por séculos.


O texto não indica como as autoridades reconheceram Paulo e Barnabé como potenciais oradores. Vários atores são possíveis. Primeiro, numa cidade com uma comunidade judaica de tamanho limitado, a chegada de dois judeus de ora da cidade à sinagoga seria reconhecida, o que poderia ter levado a uma investigação sobre a sua profissão ou formação. O treinamento de Paulo em Jerusalém (22:3) teria eito dele um candidato excepcional para orador convidado nesta comunidade judaica relativamente remota.

 Em segundo lugar, alguns estudiosos sugerem que os professores, tanto judeus quanto gentios, usavam roupas especiais que indicavam seu status,[678] embora não esteja claro se Paulo e Barnabé usavam tais roupas.[679] 

Terceiro, não há nenhuma sugestão neste versículo de que Paulo e Barnabé chegaram à cidade no sábado (quando, presumivelmente, estariam descansando em vez de viajando, especialmente se desejassem ser ouvidos nas sinagogas locais). Se á tivessem chegado, provavelmente á teriam eito contato com a comunidade da sinagoga e seriam alojados com um colega judeu, em vez de numa pousada (c. 17.5; ver comentário em Atos 16.15). A sua entrada na sinagoga parece ser no primeiro sábado após a sua chegada, e agora provavelmente á começaram a fazer contactos e são conhecidos por serem da “Terra Santa” e bem versados na Torá.

 Quarto, Paulo e Barnabé poderiam ter oferecido sua disponibilidade de antemão; Afinal de contas, Lucas não está fornecendo um relato passo a passo. Finalmente, Barnabé era um levita (4:36), e se isso fosse conhecido ele poderia ter sido convidado, optando por submeter-se a Paulo como melhor orador (14:12).[680] A tradição posterior, provavelmente refletindo preferências mais gerais, especificou que aqueles que convocavam leitores deveriam dar primeira preferência aos sacerdotes e depois aos levitas.[681] Mesmo além de Barnabé ser um levita (talvez unto com alguns membros regulares), tais práticas podem ilustrar a tendência de submeter-se àqueles que se espera que conheçam melhor a lei.

O resumo de Lucas do testemunho de João (13:25) começa com uma importante pergunta retórica (τί ἐμὲ ὑπονοεῖτε εἶναι;)[832] não contada nas perguntas do Evangelho sobre a identidade de João (Lucas 3:15–16; c. João 1:19– 23) e talvez modelado (consciente ou inconscientemente) após a pergunta de Jesus sobre sua identidade (Lucas 9:20, τίνα με λέγετε εἶναι;) para sublinhar o contraste entre as duas figuras. A submissão de João ao papel de Jesus não é simplesmente um adiamento educado[833], mas antes um reconhecimento da superioridade de Jesus.[834] A proclamação da vinda de João[835] também revela a sua submissão. As tarefas mais servis desempenhadas por um empregado doméstico diziam respeito aos pés do patrão, por exemplo, lavar os pés.[836] Da mesma forma, os servos carregavam sandálias para seus senhores ou desabotoavam as tiras das sandálias;[837] pessoas de status esperavam que outros tirassem suas sandálias[838] ou tivessem escravos para calçá-las. [839] Os mais ricos podem trazer um escravo para substituir seus sapatos de uso externo por sapatos de casa durante a refeição.[840] (Para mais informações sobre sapatos e sandálias antigas, veja o comentário em Atos 12:8.) Lidar com os pés era a única atividade servil que era muito humilhante para os discípulos judeus realizarem para seus professores.[841] Em outros aspectos, os professores antigos muitas vezes esperavam que os discípulos funcionassem como servos,[842] mas a única ressalva dos rabinos posteriores foi que, ao contrário dos escravos, os discípulos não cuidavam das sandálias do professor. [843] João está, portanto, afirmando ser indigno de ser servo daquele que vem. Esta é uma afirmação cristológica bastante notável quando consideramos que a Bíblia Hebraica e a tradição posterior chamam regularmente os profetas israelitas de “escravos de Deus”,[844] aplicando também o título a David,[845] Moisés,[846] aos patriarcas,[ 847] e Israel como um todo;[848] outros ouvintes antigos também teriam recebido a imagem de ser escravo de Deus como alguém de grande honra.[849] Em contraste, o profeta João aqui afirma que é indigno de ser escravo de Cristo. 

 PERDÃO ATRAVÉS DA FÉ (13:38–39)

 Depois de provar que a ressurreição de Jesus cumpre as Escrituras (e antes de notar que a rejeição da mensagem por parte dos seus ouvintes também poderia cumprir as Escrituras), Paulo ala do perdão através da é. Aqui, também, Paulo presumivelmente se baseou nas Escrituras (como Gênesis 15:6 [Romanos 4:3; Gálatas 3:6; também Tg 2:23; 1 Clem. 10.6; Cel. 13.7]; ou especialmente Hab 2:4 [c. Rm 1:17; Gl 3:7; também Hb 10:38], no próprio contexto do versículo de Habacuque citado em Atos 13:41), mas é omitido no resumo de Lucas. “Portanto” em Atos 13:38 pode conectar o perdão com a esperança da ressurreição, ligando a esperança futura dos crentes com a ressurreição/vindicação de Jesus (13:33, 35). (“Conhecei, pois” é a linguagem convencional na exortação.)[923] O contexto de Is 55:3 (citado em Atos 13:34) pode sugerir outras conexões omitidas no relato mais resumido de Lucas; Deus perdoará aqueles que se voltam para ele (Is 55,7).[924] O perdão azia, portanto, parte da promessa complexa: a promessa davídica de um Salvador (Atos 13:23); a mensagem de salvação nos profetas (13:26 27), conforme evidenciado pelo contexto de, por exemplo, Isaías 55 (parte da qual oi citada em Atos 13:34); e a promessa aos antepassados (Atos 13:32). A prometida restauração escatológica de Israel ao favor de Deus estava agora disponível através do evento escatológico da ressurreição de Jesus. (O perdão pregado aqui é a salvação pregada em 13:26, 32.) Assim, enquadra-se tanto no seu contexto lucano como no contexto dos textos mencionados mas não desenvolvidos por Lucas (o que poderia implicar uma fonte mais completa), levantando novamente a questão da até que ponto o discurso reflete a linguagem lucana e/ou paulina.

 ADVERTÊNCIA CONTRA A INCREDULIDADE (13:40-41) 

Um apelo para continuar ouvindo (Atos 13:40) era uma boa forma retórica (por exemplo, Cic. Verr. 2.3.5.10; ver comentário em Atos 2:22). Assim como as advertências dos profetas sobre a refeição de Jesus oram cumpridas pelos líderes de Jerusalém que não as entendiam (Atos 13:27), os ouvintes de Paulo deveriam tomar cuidado para que outras advertências proféticas não fossem cumpridas por eles. Esta passagem ilustra a interação entre o plano soberano de Deus e a responsabilidade humana; alguém cometerá a má ação, mas deve-se tomar cuidado para que não seja você mesmo (c. especialmente Lucas 17:1; 22:22; talvez 21:21–22). Lucas usa regularmente a rase comum “os profetas” (Atos 13:40; em outros lugares, por exemplo, Lucas 16:29, 31; 18:31; 24:25, 27, 44; Atos 3:18, 24), mas o termo é certamente apropriado aqui, pois ele cita o rolo dos profetas, os doze profetas “menores” formando um único livro (c. At 7,42; 15,15).[1063] Embora não fosse incomum passar da Torá para os profetas (como em Atos 7:42-50), a localização desta citação no final (13:41) não deveria nos induzir a subestimar seu significado para o discurso. Pode funcionar como um gnomo de fechamento, o que era comum em discursos.[1064] Às vezes, os textos centrais mais significativos apareciam no final de uma homilia, como acontece com todas as homilias em Pesiq. Rab Kah. 16, a maioria dos quais conclui com Is 40:1 (quer tenham sido citados anteriormente ou não).


2.    A rejeição dos judeus e a tristeza de Paulo diante da incredulidade (At 13. 44-45)     -   A grande tristeza e contínua dor no coração que Paulo sentia (At 9.2) devia-se à condição espiritual dos judeus que, pela dureza do coração, continuavam separados de Deus e distantes da salvação. Eles não reconheciam que as Escrituras tiveram o seu cumprimento no Senhor Jesus e que Ele era o Messias anunciado pelos profetas e, por essa razão, rejeitaram-no. A tristeza de Paulo por causa da incredulidade dos judeus encontra-se em Romanos 9.1 5. Nesse texto, Paulo declara a sua imensa tristeza e angústia constante pelo sofrimento do seu povo, os israelitas, que rejeitaram o Messias e a salvação oferecida por Deus. 

Essa dor contínua que Paulo trazia na sua alma por causa dessa situação era tão profunda que ele chegou a dizer que poderia desejar ser maldito (separado do Salvador) por amor a eles, enfatizando o sofrimento que ele sentia se isso tivesse algum proveito para livrar o seu povo da destruição. Obviamente que ele sabia que isso não teria nenhum valor, pois a salvação é individual, mas o que ele quis demonstrar era o seu grande desejo de ver os seus compatriotas salvos. O verdadeiro homem de Deus sofre ao ver as pessoas rejeitarem a salvação, pois sabe do terrível sofrimento que as aguarda. O seu sonho de salvar almas é tão grande, que ele abre mão de tudo para dedicar-se à obra do Senhor.

 ADVERTÊNCIA CONTRA A INCREDULIDADE (13:40-41) 

Um apelo para continuar ouvindo (Atos 13:40) era uma boa forma retórica (por exemplo, Cic. Verr. 2.3.5.10; ver comentário em Atos 2:22). Assim como as advertências dos profetas sobre a refeição de Jesus oram cumpridas pelos líderes de Jerusalém que não as entendiam (Atos 13:27), os ouvintes de Paulo deveriam tomar cuidado para que outras advertências proféticas não fossem cumpridas por eles. Esta passagem ilustra a interação entre o plano soberano de Deus e a responsabilidade humana; alguém cometerá a má ação, mas deve-se tomar cuidado para que não seja você mesmo (c. especialmente Lucas 17:1; 22:22; talvez 21:21–22).

 Lucas usa regularmente a rase comum “os profetas” (Atos 13:40; em outros lugares, por exemplo, Lucas 16:29, 31; 18:31; 24:25, 27, 44; Atos 3:18, 24), mas o termo é certamente apropriado aqui, pois ele cita o rolo dos profetas, os doze profetas “menores” formando um único livro (c. At 7,42; 15,15).[1063] Embora não fosse incomum passar da Torá para os profetas (como em Atos 7:42-50), a localização desta citação no final (13:41) não deveria nos induzir a subestimar seu significado para o discurso. Pode funcionar como um gnomo de fechamento, o que era comum em discursos.[1064] Às vezes, os textos centrais mais significativos apareciam no final de uma homilia, como acontece com todas as homilias em Pesiq. Rab Kah. 16, a maioria dos quais conclui com Is 40:1 (quer tenham sido citados anteriormente ou não).


3.    A porta da fé aberta aos gentios pela graça de Deus (At 13. 46-49)     -       Quando os gentios que a sinagoga não havia alcançado responderam agora à mensagem de Paulo (13:44), aparentemente porque ele exigia apenas é no Deus de Israel, sem conversão total à cultura e etnia judaica (13:38-39), grande parte da sinagoga respondeu com hostilidade (13:45). Paulo então se voltou para os gentios (13:46-47), para a alegria dos gentios (13:48) e para o aborrecimento adicional do povo judeu local de influência (13:50).  

A hostilidade de alguns membros da sinagoga aqui (13:45) estabelece um padrão para grande parte do ministério público subsequente de Paulo (o próprio testemunho de Paulo deixa aberta a possibilidade de que ele tenha enrentado tais conflitos mesmo antes deste ponto histórico, 2 Coríntios 11:24). O ciúme era um motivo comum para atribuir aos inimigos (por exemplo, Jos. Ag. Ap. 1.213, 222, 225; ver comentário em Atos 5:17), e Lucas às vezes o atribui aos líderes judeus como a causa de sua hostilidade ( Atos 5:17, que emprega a rase idêntica ἐπλήσθησαν ζήλου 17:5), seguindo o padrão da rejeição de José pelos patriarcas nas Escrituras (7:9). Para ἀντιλέγω, veja também Lucas 2:34; 20:27; Atos 28:19, 22, em cada caso com pessoas falando contra a verdade.[1092] O ato de Paulo ter questionadores não é de todo surpreendente; os desafiantes frequentemente incomodavam os oradores durante seus discursos. [1093] O motivo do ciúme neste caso não seria difícil de compreender. 

Estranhos - oferecendo é a toda a comunidade gentia local em termos que teriam parecido "baratos" para os judeus tradicionais que trabalharam entre eles [1094] - teriam parecido tratar levianamente, em nome e por meio de sua sinagoga, os tradicionais Os próprios anos de trabalho dos judeus como uma comunidade minoritária.[1095] Provavelmente consideravam os recém-chegados como violadores da sua hospitalidade, exigindo conformidade com novas crenças e provocando problemas.[1096] A perspectiva que se assume sobre o comportamento dos apóstolos aqui dependerá em grande parte da cristologia da pessoa. Mais importante, porém, teria sido a atenção imediata dos simpatizantes gentios que requentavam a sinagoga ao novo ensino.

 Os tementes a Deus podem ter tido um status social mais elevado com mais frequência do que os prosélitos, porque as pessoas de status tinham mais a perder com a conversão total.[1097] A sua presença nas sinagogas mostrava a sua atracção pela ética judaica e pelo monoteísmo e a sua vontade de questionar a sua própria herança religiosa. Ser acolhido como membros de primeira classe desta é, sem ter que se submeter à circuncisão e renunciar à sua própria identidade étnica, deve ter sido especialmente atraente para estes simpatizantes, ajudando a explicar a sua rápida conversão à é cristã.

[1098] O que atraiu os gentios, no entanto, poderia revelar-se ofensivo para os constituintes de base da sinagoga.[1099] Além disso, muitos destes aderentes gentios, embora incapazes de serem membros plenos da sinagoga, eram benfeitores cuja transferência de apoio (se a própria comunidade da sinagoga rejeitasse a mensagem apostólica) provocaria oposição (c. Atos 13:45, 50; 17: 12).[1100] Os gentios que á haviam dado o passo da conversão total (para os homens, incluindo a circuncisão)[1101] também podem não ter ficado satisfeitos com um padrão mais novo e “inferior” para outros gentios. Possivelmente os membros de status mais elevado da sinagoga (13:15) ou esses tementes a Deus de status elevado oram capazes de incitar outros com status contra os estranhos (13:50).



                III.      A MISSÃO EM ICÔNIO, LISTRA E DERBE: A FÉ QUE PERSEVERA


1.     Icônio: O testemunho ousado que enfrenta oposição (At 14.1-7)     -     Política e Local de Icônio (13:51) 

Augusto fundou uma colônia em Icônio, distinta e ao lado da polis grega, muito antes dos dias de Paulo. [1219] A polis grega Icônio recebeu o título de “Claudiconium”, talvez em algum momento do reinado de Cláudio;[1220] alguns estudiosos sugeriram que ela alcançou o cobiçado status de colônia romana nesta época (o que teria apresentado uma questão de interesse cívico imediato). orgulho), mas oi mais provável durante a refundação da cidade no reinado de Adriano (117-38 d.C.).[1221] (O status colonial á havia diminuído; Icônio tornou-se uma colônia completa sem qualquer influxo de romanos.) [1222] De qualquer forma, Icônio oi significativo, especialmente entre as cidades locais. Plínio, o Velho, chamou-a de urbs celeberrima, a cidade mais célebre dos Licaônios (NH 5.25.95).[1223] Sabe-se que Icônio incluía um teatro, patrocinado por patrocínio local e imperial na primeira metade do primeiro século EC. [1224] Um centro proeminente pelo menos desde o século IV a.C., a cidade “era claramente uma comunidade importante e presumivelmente agia como um centro político e económico para o sudeste da Frígia”. [1225] A sua zona rural fértil foi facilmente dividida “em lotes coloniais”. .”[1226] A população de Icônio era distinta das comunidades rurais do distrito, embora algumas delas também estivessem crescendo neste período.[1227] Estrabão observa que seu território ostentava recursos naturais muito superiores aos do resto da Licaônia; o rei da Gálata á manteve ali mais de trezentos rebanhos (Estrabão 12.6.1). Isentando explicitamente Icônio, Estrabão afirma que grande parte do resto da região dos “planaltos dos Licaônios” era “ria, desprovida de árvores e pastada por burros selvagens”, com pouca água e (onde havia água) a região mais profunda do mundo. poços para obtê-lo. Mesmo assim, o país produziu ovelhas suficientes para enriquecer alguns, “mas a lã é grosseira” (12.6.1 [LCL, 5:473–75]). Os romanos expulsaram ladrões e piratas da Licaônia e assim colocaram a terra sob controle romano (12.6.2). Sendo o cruzamento de várias estradas (incluindo a Via Sebaste e uma estrada de Éfeso), teve grande importância.[1228] Suas vantagens locais podem ter subido ao seu auge: ela se considerava a mais antiga das cidades, até mesmo pré-diluviana.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

LIÇÃO 01 - O CHAMADO PARA OS GENTIOS.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                    TEXTO ÁUREO

"E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o  Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a oba a que os tenho chamado." (At 13.2)


                VERDADE PRÁTICA

Quando a igreja ouve o Espírito, o evangelho avança e vidas são alcançadas para a glória de Deus.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Atos 13. 1-12


                    INTRODUÇÃO


A história da chamada missionária de Barnabé e Saulo, registrada em Atos 13:2–3, é um marco na expansão da Igreja primitiva. Até então, o Evangelho havia se espalhado principalmente entre os judeus e alguns gentios próximos (Filipe em Samaria – Atos 8:4-8, 26-39, Pedro na casa de Cornélio - Atos 10 e pregações esporádicas de alguns gregos - At 11.20 -  e de Paulo). Mas em Antioquia, uma comunidade multicultural e fervorosa, o ESPÍRITO SANTO revelou um novo passo: -Atos 13 - separar Barnabé e Saulo para uma obra missionária que ultrapassaria fronteiras culturais e geográficas.

Esse episódio nos mostra que a missão não nasce de projetos humanos, mas da iniciativa divina. DEUS chama, a igreja confirma e envia, e os obreiros obedecem. É um modelo que continua válido até hoje. A oração e o jejum foram o ambiente em que o ESPÍRITO falou; a imposição de mãos simbolizou o reconhecimento e apoio comunitário; e a obediência dos missionários abriu caminho para que o Evangelho chegasse até nós.

Assim, estudar essa chamada é mais do que olhar para o passado: é compreender como DEUS continua levantando homens e mulheres para cumprir Sua obra. É também um convite para cada cristão refletir sobre seu papel na missão — indo, sustentando e intercedendo.

 O apóstolo Paulo foi divinamente comissionado para ser o principal evangelizador dos povos não judeus (gentios). Essa missão de levar o Evangelho a todas as nações define seu ministério e é amplamente documentada nos livros de Atos dos Apóstolos e em suas próprias cartas.

Referências Principais:

O Chamado Divino: Logo após sua conversão, DEUS revela sua missão a Ananias: "Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome perante os gentios..." (Atos 9:15).

A Confirmação do Apostolado: Paulo relata que Tiago, Pedro e João reconheceram seu chamado específico: "viram que a mim me havia sido confiada a pregação do evangelho aos incircuncisos", ou seja, aos gentios (Gálatas 2:7).

O "Apóstolo dos Gentios": Em Romanos, ele ratifica seu título: "Porque convosco falo, gentios! Visto que eu sou apóstolo dos gentios, glorifico o meu ministério" (Romanos 11:13).

O Mistério Revelado: Ele explica aos efésios que a graça lhe foi dada para anunciar aos gentios "as insondáveis riquezas de CRISTO" (Efésios 3:8).

Justificativa Profética: Em Atos 13:46-47, Paulo e Barnabé explicam aos judeus que, devido à rejeição deles à mensagem, eles se voltariam para os gentios, citando a ordem de DEUS: "Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas para salvação até os confins da terra".



                I.     O NASCIMENTO DA MISSÃO GENTÍLICA


1.    Antíoquia: um centro escolhido por Deus   (V. 1)   -     Antioquia da Síria estava situada na extremidade norte da Síria, em frente à Ásia Menor e Europa, na margem do rio Oronte, 50 quilômetros distante do mar e a 500 quilômetros de Jerusalém. Não se sabe ao certo quão grande era a cidade nos dias de Paulo, mas, com base na informação dada por Crisóstomo, deve ter contado com uma população de cerca de 800 mil habitantes. Antioquia da Síria, local do nascimento da missão gentílica, tornou-se a base principal da evangelização aos gentios, o centro de partida da missão de penetração no mundo (a última parte da comissão de Jesus em At 1.8). 

Essa cidade tornou-se como o quartel-general das viagens missionárias de Paulo e Barnabé, servindo como um ponto de partida para a expansão do evangelho. Antioquia da Síria é muito importante na história inicial da Igreja. Nicolau, um dos primeiros diáconos, era um prosélito de Antioquia (At 6.5). Durante as perseguições que se seguiram após o apedrejamento de Estêvão, muitos cristãos de Jerusalém fugiram para Antioquia, onde pregaram para judeus que falavam grego (helenistas) e para os gregos (helenos). 

Barnabé forneceu grandes laços de amizade entre a congregação de Antioquia e a igreja-mãe em Jerusalém (At 11.22-30), assegurou os serviços de Paulo a eles como ensinador (At 11.25,26) e em companhia de Paulo levou o dinheiro da oferta de ajuda para Jerusalém (At 11.27-30). Na igreja antiga, Antioquia era famosa por causa de Inácio, o bispo mártir, aproximadamente 110 d.C., e pela sua escola e grandes ensinadores. A história da igreja em Antioquia, a igreja-mãe entre os gentios, tinha uma distinção de que desfrutava durante muitos anos. Um dos seus bispos mais ilustres foi João Crisóstomo, grande escritor de comentários bíblicos, que exerceu notável influência sobre o desenvolvimento doutrinário da igreja cristã.


2.    Profetas e doutores servindo ao Senhor   (Vv. 1,2)    -    Os profetas eram considerados logo depois dos apóstolos, e os doutores ou mestres ocupavam o terceiro lugar (1 Co 12.28). Depois que a função de apóstolos terminou, os profetas e doutores passaram a constituir os dois principais grupos de obreiros da igreja dignos de receber apoio, como mostra a Didaquê (c.13), do segundo século. A função dos profetas era essencialmente hortatória (do latim hortari, que significa “incentivar” ou “encorajar”), ao passo que a função de mestres era essencialmente didática.

 Os dois ministérios não eram necessariamente idênticos, embora o ofício mais elevado de profecia comumente incluísse o ofício do ensino. O ofício de profeta subentende uma mensagem diretamente recebida de Deus, proveniente do Espírito Santo. O ofício de mestre implica em uma instrução mais sistemática, em que a razão e a reflexão desempenham o seu devido papel. A gramática grega, nesse ponto, ao utilizar-se do duplo te, dá-nos a entender que havia três profetas (Barnabé, Simeão e Lúcio), ao passo que os dois outros eram mestres (Manaém e Saulo)

Barnabé e Paulo tinham sido os principais professores na igreja de Antioquia (At 11.26). O Espírito Santo selecionou ambos como os seus primeiros missionários. Barnabé, provavelmente com 55 anos, tinha sido um rico proprietário de terras antes da sua conversão. Saulo, dez anos mais moço, tinha sido educado para tornar-se um rabino. Duas pessoas diferentes, porém colocadas juntas na obra do Senhor.

“Servindo eles ao Senhor, e jejuando [...]depois de jejuarem e orarem [...]” 

Na prática cristã primitiva, era comum a oração estar ligada ao jejum (Mt 17.21; Mc 9.29; At 10.30; 14.23). Os judeus estenderam esse costume de jejuar a um ponto bem mais adiantado do que prescrevia a Lei (Dia da Expiação – At 27.9), quando havia um jejum particularmente severo para todos os judeus (Lv 23.27), e Jesus ensinou aos seus discípulos que estes haveriam de continuar com a prática (Mt 6.16-18; 9.14-16). 

O jejum na Bíblia implica em total abstinência de alimentação por certo período. Jejuar significa abster-se de alimentos durante um período específico com a finalidade de concentrar-se no Senhor. A dor da fome irá lembrá-los da sua completa dependência de Deus (2 Cr 20.3; Ed 8.23; Et 4.16; Mt 6.16-18). A palavra “servindo” envolve oração, jejum, meditação e exortação — ou seja, provavelmente uma combinação de todos esses elementos. Tudo isso pode ter sido feito propositalmente para buscar a orientação divina sobre o que deveria ser feito em seguida para obtenção do progresso das atividades missionárias da igreja; ou, então, essa orientação divina pode ter surgido como um resultado natural.

 Na Bíblia de Estudo Plenitude, no verbete Dinâmica do Reino, destacam-se quais são as características do líder (At 13.1-3) com o seguinte comentário: 

Os líderes da Igreja Primitiva chegavam a decisões somente depois de jejuar e orar. Em Antioquia, os profetas e mestres jejuavam e oravam, buscando a direção de Deus para a Igreja. Enquanto eles esperavam por Deus, o Espírito Santo deu a direção (v. 2), começando, assim, o ministério missionário, que, por fim, levou o evangelho ao mundo inteiro. Os líderes piedosos confiam em Deus para a direção, e fortalecimento de sua vida e ministério. O jejum disciplinado e oração constante são meios comprovados para se chegar a isso e, sendo assim, são obrigatórios na vida dos líderes (Mt 9.5).


3.     A separação de Paulo e Barnabé     (Vv. 2,3)     -     A ordem do Espírito Santo inaugurou uma nova era na expansão do cristianismo. O Espírito Santo falou possivelmente por intermédio de algum dos membros do grupo (havia profeta entre eles (At 13.1). Ele disse: “Apartai-me [ ou seja, separem para mim] Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. O Senhor designou os dois melhores homens da congregação para que desempenhassem a tarefa das “missões estrangeiras”. Nestes dias de agitação mundial da pós-modernidade, o trabalho das missões mundiais exige o melhor que a Igreja puder dar!

 A PNEUMATOLOGIA MISSIONÁRIA E O CONFRONTO APOLOGÉTICO


O ESPÍRITO SANTO opera em Atos como o Agente Primário da Missio Dei. O imperativo ἀφορίσατε (aphòrisate) evoca a autoridade absoluta da Terceira Pessoa da Trindade sobre o corpo eclesiástico. A imposição de mãos subsequente não conferiu poder mágico a Paulo e Barnabé, mas chancelou juridicamente e espiritualmente o que o ESPÍRITO já havia decretado na esfera invisível.

No episódio em Pafos (Chipre), o confronto entre Saulo (agora identificado pelo nome romano, Paulo) e o falso profeta Barjesus (Elimas) revela duas realidades pneumatológicas:

O Confronto de Poder (Power Encounter): A feitiçaria e o engano satânico que tentavam reter a elite romana (o procônsul Sérgio Paulo) sob as trevas são desmascarados pela autoridade apostólica.

O Juízo Pedagógico: A cegueira física imposta a Elimas funciona como um sinal visível da sua própria escuridão interior, levando o governante pagão a render-se não meramente ao milagre, mas à doutrina do Senhor.



                II.     O ESPÍRITO SANTO E A OBRA MISSIONÁRIA


1.    O Espírito que conduz a missão    -   Dentre as muitas funções do Espírito Santo, estão a de ungir, a de inspirar, a de separar e a de enviar homens e mulheres para os quatro cantos da terra como missionários do Senhor. A obra missionária é uma tarefa ligada à ação exclusiva do Espírito Santo. O próprio Senhor Jesus dependeu da unção do Espírito Santo para o exercício do seu ministério (Is 61.1-3; Lc 4.17-20).  O Espírito Santo não permitiu que os próprios apóstolos ficassem envolvidos com problemas sociais e quaisquer outras atividades que não fossem a evangelização (At 6.1-4). 

Os cristãos primitivos, por sua vez, eram fiéis nas contribuições, o que proporcionava alegria e liberdade para que os apóstolos tivessem mais ousadia e poder do Espírito Santo para pregar a Palavra de Deus (At 4.32; 9.31). O Espírito Santo é quem escolhe e envia missionários para anunciarem as Boas Novas de salvação ao mundo (At 8.26-40; 13.2; 20.28). Em Atos 16.4-7, temos uma revelação clara de como o Espírito Santo deseja que a ação missionária seja realizada, onde e por quem. O Espírito Santo também é o instrutor dos ministros da Palavra de Deus (1 Co 2.118). 

O Espírito Santo é visto como o protagonista e a força motriz da obra missionária, sendo responsável por despertar, chamar, capacitar e guiar os missionários e a Igreja no 7cumprimento da missão divina, além de conferir poder e autoridade ao evangelho e ao testemunho dos cristãos. O Senhor Jesus prometeu que, após a sua partida, o Espírito Santo viria para capacitar os seus discípulos como testemunhas — promessa que se cumpriu plenamente com a descida do Espírito Santo.


2.    O poder do Espírito na evangelização    -     Os primitivos discípulos viviam cheios do Espírito Santo, de alegria e de gozo espiritual. Isso explica todas as demais características da evangelização daqueles dias (At 4.8,31; 5.17-41; 7.55). A igreja crescia em números, diariamente, por adição de vidas salvas e por ação divina.

 Vejamos o crescimento da Igreja Primitiva em números:

 1. Atos 1.15 – 120 membros; 

2. Atos 2.41 – 3.000 membros; 

3. Atos 4.4 – 5.000 membros; 

4. Atos 5.14 – Uma multidão é agregada à igreja;

 5. Atos 6.17 – O número dos discípulos é multiplicado; 

6. Atos 9.31 – A igreja expande-se para a Judeia, Galileia e Samaria; 

7. Atos 16.5 – Igrejas são estabelecidas e fortalecidas no mundo inteiro.

 Em Atos 1.3, vemos como a assistência do Espírito Santo é imprescindível à obra missionária. Guiados pelo Consolador, os missionários faziam discípulos numa cidade e partiam para outra (vv. 46-51). Graças à direção e providência do Espírito, o evangelho, tendo alcançado a Europa (At 16.10), também chegou à América do Norte, de onde vieram os missionários suecos Daniel Berg (1884–1963) e Gunnar Vingren (1879–1933), pioneiros do Movimento Pentecostal no Brasil.


3.    Evidências da ação missionária do Espírito ( At 13-14)    -    A viagem de regresso teria sido fácil, se viessem pelas montanhas e pelas portas da Cilícia até Tarso, passando depois por terreno muito familiar até chegar à Síria. Paulo, porém, tinha bem vivido na mente o furor de Listra, Icônio e Antioquia. Sem dúvida seria mais fácil voltar pelo caminho de Tarso; mas, e as igrejas recém-fundadas? Como estariam suportando o chicote da perseguição? Teriam crescido, ou algum membro enfraquecera, voltando a Adônis? Estava claro que ele deveria visitar todas as igrejas e confirmar os cristãos na fé. Eram seus amigos, e o apóstolo jamais cessara de orar por eles, mencionando-os pelo nome. E se essa visita resultasse realmente em perseguição? O Senhor não os protegera sempre? Paulo e Barnabé resolveram, então, voltar pelo mesmo caminho.

Em Listra, as cenas eram familiares; já sabiam onde encontrar os cristãos. Foram até à casa de Timóteo e ficaram contentes por saber que o povo de DEUS continuava firme, apesar da perseguição. Paulo e Barnabé sentiam-se confiantes; os cristãos de Listra estavam suficientemente fortes para se organizarem. Portanto, em cada igreja, ordenaram presbíteros para supervisionar espiritualmente a família cristã. A seguir, orando por todos, ambos partiram para Icônio.

Depois de alguns meses, a igreja de Icônio fizera um verdadeiro progresso e achava-se também pronta para ser organizada. Os discípulos fizeram isso e continuaram o caminho de volta para casa.

Ao chegarem aos portões de Antioquia, de onde tinham sido expulsos alguns meses antes, lembraram como os gentios daquela cidade haviam acolhido o Evangelho. Foram recebidos com alegria pelos velhos amigos e informados de que os cristãos de Antioquia haviam permanecido firmes durante todos aqueles meses.

Paulo pregou-lhes novamente e, antes de partir com Barnabé, nomearam homens de confiança, provados durante a perseguição, para dirigir a igreja.

A primavera já estava bem avançada, e os discípulos queriam chegar ao porto de Perge antes que aumentasse o calor do verão. Lembravam-se dos dias e noites quentes quando chegaram a Perge, e como fora agradável o frio das montanhas em sua viagem a Antioquia. Na planície que beirava a costa, o verão chegara em toda a sua força. Como na visita anterior haviam passado pouco tempo pregando em Perge, decidiram-se demorar ali e testemunhar de CRISTO. Dia após dia foram usados por DEUS, e fundaram na cidade uma igreja.

Enquanto pregavam, esperavam por um navio que os levasse para casa. Havia barcos de muitos lugares, mas nenhum que fosse para Selêucia. Despediram-se dos crentes e continuaram a viagem pela planície até o mar, e depois ao longo da estrada costeira até Atália, um dos maiores portos marítimos de todo o império. Atália era grande e importante, e, como em qualquer outra cidade dessa região, havia nela muitos judeus. Mas Paulo e Barnabé estavam ansiosos por encontrar um navio que os levasse de volta, e seguiram imediatamente para o porto. Sua busca teve sucesso; havia ali uma porção de barcos grandes e pequenos, oriundos de terras estrangeiras de todas as partes do mundo.

Eles pagaram a passagem e, quando se levantaram os ventos matutinos, as velas foram desfraldadas e o barco partiu, acompanhando a costa rochosa até Selêucia. Durante todo aquele primeiro dia, puderam ver as altas montanhas da Panfília elevarem-se sobre a vasta planície costeira. Haviam passado dois invernos naquelas montanhas. O trabalho fora difícil, mas enquanto os morros desapareciam na distância, os dois homens de DEUS recordavam-se de como o Senhor havia honrado Sua Palavra. Em cada cidade, muitos que, há apenas um ano, viviam nas trevas, estavam agora servindo a DEUS.

Todas as noites, enquanto navegavam e oravam sob as estrelas, Barnabé e Paulo lembravam-se de cada crente fiel, agradecendo ao Senhor e entregando-os ao seu cuidado. Até que a viagem chegou ao fim.


 A GRANDE CONTROVÉRSIA

Paulo e Barnabé animaram-se ao avistar Selêucia. Ali estava o porto de Antioquia, protegido pelo quebra-mar. Para os apóstolos era como voltar à casa paterna; estar naquela igreja era o mesmo que estar em família. Era uma igreja forte; maior que a igreja-mãe em Jerusalém. Paulo gostava dos cristãos de Antioquia da Síria, e considerava-os uma igreja modelo. Afinal, haviam aberto o coração aos gentios, recebendo-os juntamente com os descendentes de Abraão no Reino de DEUS.

Os missionários mal tinham posto os pés no portão da cidade, e a notícia de sua chegada já se espalhara. Naquela noite, uma grande multidão reuniu-se à volta deles. Dois anos antes, aqueles crentes haviam acompanhado Paulo e Barnabé até o navio que os levaria em sua primeira viagem missionária. Agora estavam de volta, e todos queriam ouvi-los. Foi uma noite emocionante. Jovens e velhos sentaram-se no chão, de pernas cruzadas, e ouviram-nos discorrer sobre a atuação do poder de DEUS em cada cidade.

É provável que tenham contado toda a história; primeiro Barnabé e depois Paulo. Ninguém se cansou de ouvi-los, e muitos choraram de alegria ao saber dos caminhos de DEUS para os gentios. Os missionários falaram da viagem até Chipre; de Sérgio Paulo em Pafos; do calor de Perge e da deserção de Marcos, que muito os desapontara. Descreveram seu primeiro inverno passado na outra Antioquia, e como muitos ali haviam se tornado cristãos. As fugas para Icônio e Listra, onde Paulo tinha sido apedrejado, foram contadas rapidamente. Por último veio a história do segundo inverno, passado em Derbe.

Em todas as cidades, tiveram de enfrentar a oposição dos judeus nas sinagogas; mas na praça do mercado, os gentios tinham-nos ouvido de boa vontade e, deixando os ídolos, haviam se voltado para DEUS. Centenas tinham aberto o coração para JESUS! Em cada cidade visitada pelos missionários, uma igreja havia sido estabelecida.


                III.     A IGREJA COMO AGÊNCIA MISSIONÁRIA


1.   A Igreja que ouve à voz de Deus     -    Uma igreja missionária é, antes de tudo, uma igreja que ouve a Deus: “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Aparta-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”(At 13.2). Se quisermos impactar o mundo, precisamos primeiro ouvir o Céu. Ouvir a voz de Deus implica em sair de si mesmo, ser inflamado pela caridade divina e espalhar esse amor ao próximo, tornando-se um instrumento da glória divina.

 A igreja de Antioquia era uma importante base missionária dos primeiros anos do Cristianismo. Um estudo bíblico sobre aquela comunidade cristã mostra que ela foi responsável por enviar ao campo missionário ninguém menos que o apóstolo Paulo, mediante a ordem do Espírito Santo. Isso significa que a igreja de Antioquia desempenhou um papel na grande propagação do Evangelho no Império Romano no primeiro século. 

A igreja em Antioquia foi instruída por Barnabé e Saulo – agora chamado Paulo – e tornou-se a maior igreja missionária da época, servindo como base missionária do apóstolo Paulo (At. 11.25,26).

O ensino da Palavra de Deus foi tão expressivo que em apenas um ano os novos convertidos estavam tão completamente mudados ao ponto de chamarem a atenção dos moradores locais, os quais os denominaram de Cristãos (Christianoi em grego ou Christianus em latim que aparece apenas três vezes no Novo Testamento –At. 11.26; 26.28 e 1 Pe. 4.16 e cuja desinência ão – de Cristo+ão = Cristão – significa “seguidor ou adepto de” Cristo).

Após um ano de serviço cristão em Antioquia, Paulo e Barnabé foram indicados, nominalmente, pelo Espírito Santo, para a obra missionária, sendo estes os primeiros missionários enviados ao Exterior onde fundaram diversas igrejas. Este fato fez com que a igreja em Antioquia da Síria fosse conhecida como a primeira agência missionária, ou o primeiro centro de missões de todos os tempos.

Seu exemplo como base missionária favoreceu o avanço da Igreja Primitiva para alcançar os outros povos e foi também a primeira igreja enviadora (At. 13. 1-3 – impondo sobre eles as mãos, os despediram, “é símbolo de autoridade em enviar”). 


2.    Uma igreja que envia e sustenta    -   Uma igreja missionária não é centrada em si mesma, mas investe em pessoas, tempo e recursos para alcançar os perdidos. A igreja sustentava, intercedia e enviava obreiros continuamente. Missões não é um departamento; é a essência da Igreja. Uma igreja que tem como base a expansão do Reino de Deus é como a igreja de Antioquia, que se tornou o quartel-general da missão gentílica. Foi de lá que partiram muitas viagens missionárias do apóstolo Paulo.

 Antioquia é o exemplo a ser seguido pelas igrejas da atualidade que precisa reconhecer sua responsabilidade na vida dos seus missionários em orar, contribuir, amar, socorrer e compreender.

Os cristãos de Antioquia possuíam um caráter solidário extraordinário como foi demonstrado no envio de esmolas para a igreja de Jerusalém, quando a fome assolou esta cidade (At 11.27-30), além de ser cheia do conhecimento e livre de preconceitos, isto é, ministrava igualmente a judeus e gentios e quando alguns judeus cristãos vindos da Judéia foram visitá-la, proclamando que os gentios deveriam ser circuncidados como pré-requisito para se tornarem cristãos, foi ela que, resistindo a essa imposição, enviou a Jerusalém uma delegação encabeçada por Paulo e Barnabé para resolver este impasse – o chamado Concílio de Jerusalém (c. 50 A.D.), primeiro da história da Igreja Cristã, que aconteceu por causa das reivindicações dessa igreja; contudo, o zelo missionário e evangelístico, notabilizado pelas viagens missionárias de Paulo foi, com certeza, a característica principal dela.

A Igreja em Antioquia é caracterizada também por dar ouvidos à voz do Espírito Santo, e como consequência da ação do Espírito Santo no meio dela, veio a se tornar uma referência nos dons espirituais e ministeriais. Ela mantinha um grupo de homens de Deus como profetas e mestres na Palavra (At. 13:1) dispostos a obedecer às ordens recebidas da parte de Deus; por isso era apropriado que a cidade onde foi fundada a primeira igreja cristã gentílica, e onde os cristãos receberam seu nome característico, fosse o berço e o princípio de sustentação das missões cristãs ao estrangeiro (At. 13.1). Foi a partir desta igreja que a conquista do mundo passou a ser vista como estratégia de Evangelização de todo o mundo romano e no ano 70 d.C., com a destruição de Jerusalém, passou a ser o segundo lar da igreja cristã.


3.   Uma igreja que cumpre a Grande Comissão     -     A Igreja Primitiva cumpriu a Grande Comissão enviando Paulo e Barnabé para a obra que o Senhor havia-os chamado. Assim, Paulo alcançou as nações da sua época. Nós, como Igreja do Senhor, também devemos fazer nossa parte, pois ainda existem muitas nações e povos que precisam ser alcançados com o evangelho de Cristo. Atualmente, na chamada “Janela 10x40”, existem milhares de pessoas que se encontram em trevas espirituais. Como elas ouvirão o evangelho se não há quem pregue? (Rm 10.14). E como pregarão se a Igreja do Senhor não enviar e sustentar os missionários? (Rm 10.15). Ouçamos a voz do Espírito Santo, pois Ele continua a falar à sua Igreja: “Separai meus servos para a obra que os tenho chamado”. Nossa missão ainda não acabou. Deus está chamando a sua Igreja para ser mais do que uma comunidade de celebração; Ele soberanamente nos chama para ser um povo em missão. Sua igreja é apenas um lugar de encontros, ou um centro de envio para a glória de Deus entre os povos?



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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.

Pr. Local: Pr. Selmo Pedro.

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21

Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio A Igreja dos Gentios - Pr. Wagner Gaby - Editora CPAD

https://estiloadoracao.com/igreja-de-antioquia/

https://adalagoas.com.br/ad-alagoas/licoes-biblicas/18732/licao-12-o-modelo-de-missoes-da-igreja-de-antioquia

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 Wh, Família Cristã Church, Cajamar, SP - YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 1, CPAD, O chamado para os gentios, 3Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV


sexta-feira, 19 de junho de 2026

LIÇÃO 13 - O LEGADO DE FÉ DE ABRAÃO, ISAQUE E JACÓ.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


               TEXTO ÁUREO

"Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde." (Hb 11.8)


            VERDADE PRÁTICA

Abraão, Isaque e Jacó deixaram um legado de fé em Deus para as futuras gerações.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Hebreus 11. 8-12, 17-21


                INTRODUÇÃO

Neste último capítulo, podemos ver quanto foi grande o legado de fé deixado pelos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó e por outros servos de Deus, para as gerações que os sucederam, inclusive para as atuais gerações. O texto bíblico que dá fundamento para este estudo encontra-se no Novo Testamento, na Epístola aos Hebreus, e começa ressaltando o exemplo de Abraão, que vivia com a sua família na cidade de Ur, na Caldeia, onde hoje se situa o Iraque, entre os rios Tigre  e Eufrates. 

O texto diz que “Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia” (Hb 11.8). Não é por acaso que o patriarca Abraão é chamado de “O Pai da Fé”. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, ensinando a justificação pela fé, qualificou o patriarca Abraão como “o pai de todos os que creem”:

E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que creem (estando eles também na incircuncisão, a fim de que também a justiça lhes seja imputada), e fosse pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão, mas que também andam nas pisadas daquela fé de Abraão, nosso pai, que tivera na incircuncisão. Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé. (Rm 4.11-13).

No mesmo capítulo, Paulo toma o exemplo de Abraão como um homem de Deus, modelo de um servo, cheio de fé. Isso porque, na sua vida, sempre demonstrou crer na palavra do Senhor incondicionalmente:

O qual, em esperança, creu contra a esperança que seria feito pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo já amortecido (pois era já de quase cem anos), nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus; e estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o fazer. (Rm 4.18-21).

O legado de fé deixado por Abraão não foi só para a sua descendência. Foi para Israel e para a Igreja de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. O capítulo 11 de Hebreus é considerado o texto dos “Heróis da Fé” e dedica espaço especial ao patriarca depois de destacar os exemplos de Abel, Enoque e Noé, que foram expoentes da fé, no relacionamento com Deus, bem como entre outros de igual valor espiritual, como foram Sara, a sua esposa, Isaque, José, Moisés, Raabe, Gideão, Sansão, Jefté, Davi e Samuel (Hb 11.4-40). O legado desses homens de Deus, entre os quais está Abraão, é inestimável:

[...] os quais, pela fé, venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fugida os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos; uns foram torturados, não aceitan do o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desampara dos, aflitos e maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados. (Hb 11.33-40).



                I.    O LEGADO DE ABRAÃO


1.    O alcance do legado de fé de Abraão    -    Gn 12.1-3 “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.”

A chamada de Abrão (posteriormente chamado Abraão, 17.5), conforme a narrativa de Gênesis 12, dá início a um novo capítulo na revelação do AT sobre o propósito divino de redimir e salvar a raça humana. A intenção de DEUS era que houvesse um homem que o conhecesse e o servisse e guardasse os seus caminhos (ver 18.19). Dessa família surgiria uma nação escolhida, de pessoas que se separassem das práticas ímpias doutras nações, para fazerem a vontade de DEUS. Dessa nação viria JESUS CRISTO, o Salvador do mundo, o prometido descendente da mulher (ver 3.15; Gl 3.8,16,18).

 Vários princípios importantes podem ser deduzidos da chamada de Abraão. 

(1) A chamada de Abraão levou-o a separar-se da sua pátria, do seu povo e dos seus familiares (12.1), para tornar-se estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.13). Em Abraão, DEUS estava estabelecendo o princípio importante de que os seus deviam separar-se de tudo quanto possa impedir o propósito divino na vida deles.  (2) DEUS prometeu a Abraão uma terra, uma grande nação através dos seus descendentes e uma bênção que alcançaria todas as nações da terra (12.2,3). O NT ensina claramente que a última parte dessa promessa cumpre-se hoje na proclamação missionária do evangelho de CRISTO (At 3.25; Gl 3.8). (3) Além disso, a chamada de Abraão envolvia, não somente uma pátria terrestre, bem como uma celestial. Sua visão alcançava um lar definitivo não mais na terra, e sim no céu; uma cidade cujo artífice e construtor é o próprio DEUS. 

A partir de então, Abraão desejava e buscava uma pátria celestial onde habitaria eternamente com DEUS em justiça, alegria e paz (Hb 11.9,10,14;16; Ap 21.1-4; 22.1-5). Até então, ele seria estrangeiro e peregrino na terra (Hb 11.9,13). (4) A chamada de Abraão continha não somente promessas, como também compromissos. DEUS requeria de Abraão tanto a obediência quanto a dedicação pessoal a Ele como Senhor para que recebesse aquilo que lhe fora prometido. 

A obediência e a dedicação demandavam: 

(a) confiança na palavra de DEUS, mesmo quando o cumprimento das promessas parecia humanamente impossível (15.1-6; 18.10-14), (b) obediência à ordem de DEUS para deixar a sua terra (12.4; Hb 11.8), e (c) um esforço sincero para viver uma vida de retidão (17.1,2). (5) A promessa de DEUS a Abraão e a sua bênção sobre ele, estendem-se, não somente aos seus descendentes físicos (i.e., os judeus crentes), como também a todos aqueles que com fé genuína (12.3) aceitarem e seguirem a JESUS CRISTO, a verdadeira “posteridade” de Abraão (Gl 3.14,16). Todos os que são da fé como Abraão, são “filhos de Abraão” (Gl 3.7) e são abençoados juntamente com ele (Gl 3.9). Tornam-se posteridade de Abraão, herdeiros segundo a promessa (Gl 3.29), o que inclui o receber pela fé “a promessa do ESPÍRITO” em CRISTO JESUS (ver Gl 3.14). (6) Por Abraão possuir uma fé em DEUS, expressa pela obediência, dele se diz que é o principal exemplo da verdadeira fé salvífica (15.6; Rm 4.1-5,16-24; Gl 3.6-9; Hb 11.8-19; Tg 2.21-23; ver 15.6). Biblicamente, qualquer profissão de fé em JESUS CRISTO como Salvador que não requer obediência a Ele como Senhor não é a classe de fé que Abraão possuía e, portanto, não é a verdadeira fé salvífica (ver Jo 3.36).


2.    A fé incondicional de Abraão    -    "Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia" (Hb 11.8).

ORA, A FÉ É. O capítulo 11 demonstra a natureza do único tipo de fé aceita por DEUS e que triunfará na pior das situações. É uma fé que crê nas realidades espirituais (v. 1), que leva à justiça (v. 4), que busca a DEUS (v. 6), que crê na sua bondade (v. 6), que tem confiança na sua palavra (vv. 7,11), que obedece aos seus mandamentos (v. 8), que vive segundo as promessas de DEUS (vv. 13,29), que rejeita o espírito deste presente mundo mau (v. 13), que busca um lar celestial (vv. 14-16; cf. 13.13,14), que abençoa a geração seguinte (v. 21), que recusa os prazeres do pecado (v. 25), que suporta a perseguição (v. 27), que pratica poderosos atos de justiça (vv. 33-35), que sofre por amor a DEUS (vv. 25,35-38) e que não volta àquela pátria donde haviam saído, i.e., o mundo (vv. 14-16)

PELA FÉ ABRAÃO... OBEDECEU. A fé e a obediência são inseparáveis entre si, assim como também são inseparáveis a incredulidade e a desobediência (3.18,19; ver Jo 3.36).

PELA FÉ ABRAÃO... OBEDECEU. A fé e a obediência são inseparáveis entre si, assim como também são inseparáveis a incredulidade e a desobediência (3.18,19; ver Jo 3.36).

11.10 PORQUE ESPERAVA A CIDADE. Abraão sabia que a terra que lhe fora prometida, aqui no mundo, não era o fim da sua jornada. Pelo contrário, o fim era bem além, na cidade celestial, que DEUS preparara para seus servos fiéis. Abraão serve de exemplo a todo o povo de DEUS; devemos reconhecer que estamos apenas de passagem neste mundo, caminhando para nosso verdadeiro lar no céu. Não devemos pensar em segurança plena neste mundo, nem ficar fascinados por ele (vv. 14,16; 13.14). Devemos nos considerar estrangeiros e exilados na terra. Esta não é a nossa pátria, mas território estrangeiro; o fim da nossa peregrinação será uma pátria melhor (v.16), a "Jerusalém celestial" (12.22) e a "cidade permanente" (13.14).

Js 24.2 Disse então Josué a todo o povo: Assim diz o Senhor DEUS de Israel: Além do Rio habitaram antigamente vossos Pais, Tera, Pai de Abraão e de Naor; e serviram a outros deuses. 3 Eu, porém, tomei a vosso Pai Abraão dalém do Rio, e o conduzi por toda a terra de Canaã; também multipliquei a sua descendência, e dei-lhe Isaque.

Abraão veio de um povo idólatra, mas ouviu a voz de DEUS e creu em DEUS e em suas promessas, sendo justificado por sua fé, assim como todo aquele que aceitar a JESUS CRISTO como Senhor e Salvador de sua vida, pela fé em seu sacrifício na cruz do calvário, levando sobre ELE nossos pecados.


3.    A resposta ao chamado de Deus    -   A promessa para Abrão    

A promessa de DEUS a Abraão, central na Bíblia (Gênesis 12, 15, 17), baseia-se em três pilares principais: uma numerosa descendência (nação grande), uma terra própria (Canaã) e a bênção divina que se estenderia a todas as famílias da terra, tornando Abraão pai de muitas nações e abençoando seus descendentes (em CRISTO)

Em Gálatas 3:16, Paulo explica que as promessas de DEUS foram feitas a Abraão e ao seu único descendente, que é CRISTO. Diferente da interpretação de muitos descendentes (plural), o texto aponta para CRISTO como o herdeiro singular da promessa. Isso confirma que a aliança de DEUS é centrada em JESUS, não pela lei, mas pela fé.. 


Pontos-Chave da Aliança:

·        Terra: DEUS prometeu a terra de Canaã para os descendentes de Abraão.

·        Descendência: Promessa de um filho (Isaque) e uma posteridade inumerável, como as estrelas do céu.

·        Bênção Universal: Abraão seria uma bênção, e através de sua linhagem todas as nações da terra seriam abençoadas, o que se estende ao Messias

·        Nome Grande: DEUS prometeu engrandecer o nome de Abraão.

·        Aliança e Sinais: A promessa incluiu a mudança de nome (de Abrão para Abraão) e a instituição da circuncisão como sinal físico da aliança entre DEUS e sua descendência.

·        Fidelidade: Abraão acreditou na promessa, mesmo na velhice, demonstrando fé e paciência. 

O cumprimento inicial deu-se com o nascimento de Isaque e a ocupação de Canaã, estendendo-se no contexto bíblico como uma aliança eterna. 

Gênesis 15:18-21 As reais fronteiras da terra prometida por DEUS a Israel.

¹⁸ Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates;

¹⁹ E o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, ²⁰ E o heteu, e o perizeu, e os refains,

²¹ E o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu. Gênesis 15:18-21

 As bênçãos de DEUS para Abrão   

DEUS prometeu a Abrão transformar sua descendência em uma grande nação, dar-lhe a terra de Canaã e adjacências, engrandecer seu nome e torná-lo uma bênção, abençoando todas as famílias da terra por meio dele (Gênesis 12:1-3). Essas bênçãos incluíam proteção divina e uma descendência numerosa, estendendo-se também à sua posteridade que é CRISTO (Gl 3.16). 


Principais Bênçãos e Promessas:


·        Terra Própria: A promessa de Canaã como herança para seus descendentes.

·        Grande Descendência: Promessa de um povo numeroso e uma "grande nação".

·        Nome Engrandecido: DEUS prometeu tornar o nome de Abrão famoso e honrado.

·        Bênção Universal: Abrão seria uma fonte de bênçãos para todas as famílias da terra.

·        Proteção Divina: "Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem".

·        Prosperidade e Proteção: DEUS garantiu riqueza e provisão em sua caminhada. 


Essas promessas, frequentemente chamadas de Aliança Abraâmica, estabeleceram o alicerce para a nação de Israel e, segundo a teologia bíblica, estendem-se espiritualmente a todos os que creem, tornando-os herdeiros dessas bênçãos. 



                II.     O LEGADO DE ISAQUE


1.    O  significado do nome     -    No tocante às circunstâncias de seu nascimento, lemos que várias pessoas se riram. Abraão riu-se quando lhe foi revelado que ele teria um filho na sua velhice (Gên. 17:17), o que também foi a reação de Sara, a mãe de Isaque (Gên. 18:12). E ainda outros sentiram vontade de rir, quando souberam do que estava sucedendo (Gên. 21:6). Sara foi repreendida por DEUS, por ter rido, o que foi interpretado como sinal de falta de fé no poder de DEUS. E, quando ela negou que se tinha rido, foi repreendida novamente. Mas Sara mentiu por motivo de temor. Seja como for, a promessa divina teve cumprimento. Mas, com base nessa circunstância de que várias pessoas se riram, o menino recebeu o nome de Isaque, «riso», no hebraico. O riso original fora divertido, e não zombeteiro, embora refletindo certa fraqueza de fé. Todavia, nesse riso também podemos perceber o júbilo diante do cumprimento das promessas de DEUS, que, finalmente, resultou na vinda do Messias a este mundo, através da linhagem de Isaque.


Lemos nos textos ugaríticos que o deus El costumava rir-se. Algo semelhante se acha no segundo salmo. Talvez Isaque fosse um nome comum, baseado na crença da existência de um deus risonho. Mas, no tocante ao Isaque da Bíblia, é quase certo de que seu nome lhe foi dado por causa dos vários incidentes de riso.

O anjo Jeová (ou Yavé) tinha dito a Abraão: "Certamente tornarei a ti por este tempo da vida, e eis que Sara tua mulher terá um filho." Chegou afinal o tempo de se cumprir esta promessa e de o feliz casal ver realizadas as suas mais queridas esperanças. O nome do menino era Isaque, "riso" ou "ele rirá", porque sua mãe tinha rido quando Jeová (ou Yavé) lho prometeu. Após o nascimento da criança, Sara disse: "DEUS preparou riso para mim; e todo aquele que o ouvir se rirá por minha causa." Isaque nasceu em Gerar, bastante longe da terra da promessa. Depois de uma grande decepção na vida destes dois servos de DEUS, ao terem cometido a falta de se concertarem para negar sua relação conjugal, Jeová (ou Yavé) visitou Sara, como tinha prometido, e o menino nasceu. 

Quantas vezes ficamos impacientes sobre alguma coisa que esperamos receber e, como estes, também pretendemos apressar a vinda do que esperamos! Para DEUS, nunca é tarde. "O Senhor visitou Sara, como tinha dito...". Ele promete, e não falta. Como diz o prolóquio popular: "Quando DEUS tarda, vem pelo caminho." Estava, pois, satisfeito o supremo desejo de Abraão e realizada sua esperança de ter um herdeiro. O nascimento do menino quando Abraão tinha cem anos de idade e sua mulher tinha passado a idade de ser mãe foi um verdadeiro milagre, como foi milagre tudo que DEUS fizera mediante a promessa a seu servo. As bênçãos da vida cristã são dádivas divinas e nem sequer podemos compreender como nosso Pai Celestial tem tornado possível esta herança chegar até nós.

Oito dias após o nascimento foi o menino circuncidado de acordo com o pacto feito entre Abraão e DEUS (capítulo 17:10). Este ato era o selo de união entre a família e DEUS. A guarda deste rito era necessária para a confirmação de que a promessa continuava de pé.


2.    Isaque, o herdeiro da benção e da comunhão com Deus     -     O CONCERTO DE DEUS COM ISAQUE. (1) DEUS procurou estabelecer o concerto abraâmico com cada geração seguinte, a partir de Isaque, filho de Abraão (17.21). Noutras palavras, não bastava que Isaque tivesse por pai a Abraão; ele, também, precisava aceitar pela fé as promessas de DEUS. Somente então é que DEUS diria: “Eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente” (26.24). (2) Durante os vinte primeiros anos do seu casamento, Isaque e Rebeca não tiveram filhos (25.20,26). Rebeca permaneceu estéril até que Isaque orou ao Senhor, pedindo que sua esposa concebesse (25.21). Esse fato demonstra que o cumprimento do concerto não se dá por meios naturais, mas somente pela ação graciosa de DEUS, em resposta à oração e busca da sua face (ver 25.21). (3) Isaque também tinha de ser obediente para continuar a receber as bênçãos do concerto. Quando uma fome assolou a terra de Canaã, por exemplo, DEUS proibiu Isaque de descer ao Egito, e o mandou ficar onde estava. Se obedecesse a DEUS, teria a promessa divina:


“...confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai” (26.3; ver 26.5).

Isaque foi o único dos três grandes patriarcas hebreus que nasceu na Terra Prometida e nunca a abandonou. Acima dos outros dois, ele ancorava a história de Israel àquela região. Esse relato também nos mostra como a linhagem prometida passava por Jacó, ao passo que Esaú deu origem aos idumeus. DEUS tem os seus escolhidos. Essa é uma das ilustrações mais claras da Bíblia — usada por Paulo — para mostrar o fato. «E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de DEUS. quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), já lhe fora dito a ela (Rebeca): O mais velho será servo do mais moço. Como está escrito: Amei a Jacó, porém, me aborreci de Esaú» (Rom. 9:11-13).

O relacionamento de Isaque com DEUS caracterizava-se pela passividade, pela confiança instintiva, pela submissão e pela devoção (Gên. 22:7, 25:21). Jacó referiu-se a DEUS como «o Temor de Isaque» (Gên. 31:42,53), o que demonstra a completa devoção de Isaque ao Senhor. No Talmude e no judaísmo posterior, Isaque simbolizava a submissão do povo de Israel à inescrutável vontade de DEUS. Isso, naturalmente, estava vinculado à história de como Isaque submeteu-se a ser sacrificado a DEUS, sem queixas e questionamentos.


3.    Isaque e o perigo de uma fé que confia na direção de Deus     -   O caráter é a vida de uma pessoa demonstrada interirormente para DEUS e exteriorrmente para as pessoas, podendo diferir nas duas apresentações.

O homem pode ter um relacionamento com DEUS bem diferente do que tem com os homens.

A bênção divina é passada de pai para filho. Isaque era homem de oração, de milagres (desde sua concepção até nas colheitas e água nos poços), era homem de altares (Ação de graças, louvor e adoração).

Para que de Abraão nascesse JESUS era preciso continuar a Aliança entre DEUS e Abraão, agora, via seus descendentes. Quando DEUS chamou Abrão tinha em vista JESUS, o salvador de todos,, tanto judeus como gentios.

“Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. Não diz: ‘E a descendentes’, como no caso de muitos, mas como no caso de um só: ‘E a teu descendente’, que é Cristo.” Gálatas 3.16.

Isaque demonstrou ter a mesma fé de seu pai nas promessas de DEUS e isso O agradou. Assim, a aliança teve continuidade.

As Notáveis Características de Isaque

O relacionamento de Isaque com DEUS caracterizava-se pela passividade, pela confiança instintiva, pela submissão e pela devoção (Gên. 22:7, 25:21). Jacó referiu-se a DEUS como «o Temor de Isaque» (Gên. 31:42,53), o que demonstra a completa devoção de Isaque ao Senhor. No Talmude e no judaísmo posterior, Isaque simbolizava a submissão do povo de Israel à inexcrutável vontade de DEUS. Isso, naturalmente, estava vinculado à história de como Isaque submeteu-se a ser sacrificado a DEUS, sem queixas e questionamentos.

«A vida de Isaque, julgada segundo normas mundanas, pode parecer inativa, ignóbil e infrutífera; mas os anos de vida imaculada, de oração, de atos graciosos, de ações de graças diárias, em meio a atividades tipicamente pastorais, não devem ser julgados por esse prisma, embora não nos pareçam espetaculares. O caráter de Isaque talvez não tenha exercido nenhuma influência dominante sobre a sua geração e sobre as gerações subseqüentes, mas foi suficientemente assinalada e coerente para conquistar o respeito e a inveja da parte de seus contemporâneos. Seus pósteros sempre lhe deram uma honra idêntica à que dão a Abraão e a Jacó. Esse nome chegou mesmo a ser usado como parte de uma fórmula empregada pelos mágicos egípcios dos tempos de Orígenes [Contra Celso 1:22), empregada como eficaz para amarrar demônios que quisessem conjurar» (Smith, Dicionário Bíblico).

26.17, 18 A região do Gerar era um lugar desolado à beira do deserto. A água era tão valiosa como o ouro. Se alguém cavava um poço, era como se estivesse empossando-se da terra. Alguns poços tinham fechaduras para evitar que os ladrões roubassem a água. Tampar o poço de alguém era lhe declarar a guerra; era um dos delitos mais graves na região. Isaque tinha todo o direito de declarar a guerra quando os filisteus arruinaram seus poços. Mesmo assim, decidiu não brigar. Ao final, ganhou o respeito dos filisteus por sua paciência e seus esforços de paz.

26.17-22 Em três ocasiões Isaque e seus homens cavaram novos poços. Quando surgiram as primeiras duas disputas, Isaque se mudou. Finalmente houve suficiente território para todos. Em vez de começar um grande conflito, Isaque optou pela paz. Estaria você disposto a renunciar a um posto importante ou a uma pertença valiosa para manter a paz? Peça a DEUS sabedoria para saber quando deve retirar-se e quando deve levantar-se e brigar.



                    III.     O LEGADO DE JACÓ


1.    Homens com virtudes e erros     -   Isaque tinha seu caráter moldado pelo pai. O pai foi a Gerar e depois ao Egito (Gerar era caminho para se chegar ao Egito, chamava caminho dos filisteus). Isaque saiu de Berseba com destino ao Egito. DEUS o impediu. Ele fica onde seu pai também havia ficado quando voltou do Egito. Isaque, com o caráter influenciado pelo pai, repete a mentira do pai e passa pelas mesmas situações. 

Isaque mentiu - problema de caráter por ter aprendido com seu pai. O caráter é desenvolvido desde o nascimento, depende muito do meio em que se vive, das pessoas e suas ações e comportamento à volta dessa pessoa, principalmente da família.

A comunhão e a intimidade com DEUS certamente mudará o caráter de um homem. O problema que geralmente acontece, na esfera humana, é que a intimidade com DEUS trás guerra com os homens. João Batista perdeu a cabeça. JESUS foi perseguido o tempo todo e acabou sendo crucificado pelos invejosos. Paulo foi perseguido, apedrejado, preso e executado.


2.    O arrependimento muda destinos    -    Antes do seu encontro com Deus. Até o encontro com Deus em Betel, ele era apenas um “homem natural”, ou carnal (1Co 2.14). Naquela fase de sua vida, podemos ver alguns aspectos negativos de seu caráter.


a) Oportunista e egoísta. Quando seu irmão chegou com fome e lhe pediu para comer do seu guisado, ele poderia ter-lhe oferecido de sua comida, compartilhando sua refeição. Mas, numa prova de oportunismo e ambição, disse logo: “Vende-me hoje a tua primogenitura” (Gn 25.31).

b) Interesseiro e calculista. Jacó era frio, calculista e de temperamento fleumático. Além de propor a troca da primogenitura ao irmão, exigiu que Esaú fizesse um juramento que lhe garantisse que a troca seria respeitada por toda a vida: “Então, disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó” (Gn 25.33; Hb 12.16). Ele só esquecia uma coisa. O que ele estava plantando em sua juventude haveria de colher mais tarde (Gl 6.7). Em proporção muito maior.

c) Mentiroso e enganador. Com seu caráter fraco e leniente, concordou com a sua mãe em enganar o velho pai. Ao chegar à presença de Isaque, mentiu três vezes. Este perguntou: “Quem és tu, meu filho?”. Ele disse que era Esaú (Gn 27.19). A primeira mentira. Indagado porque chegara tão rápido com a caça, mentiu a segunda vez, dizendo: “Porque o Senhor, teu Deus, a mandou ao meu encontro” (Gn 27.20). Ao abraçar Jacó, Isaque repetiu que era Esaú — “Eu sou” (Gn 27.24). Mentiu pela terceira vez.

Depois do seu encontro com Deus. Observe a transformação no caráter de Jacó:

a) Um caráter agradecido. Jacó passou a ver as coisas numa perspectiva espiritual de um novo relacionamento com Deus, e lhe fez um voto, dizendo que se Deus não lhe deixasse faltar nada, levantaria um altar e daria o dízimo “de tudo” (Gn 28.20-22). Neste fato, vemos que Jacó tinha consciência do valor do dízimo, como expressão sincera de gratidão a Deus, a exemplo do que fizera seu avô, Abraão, perante Melquisedeque (Gn 14.18-20). Ele não prometeu dar o dízimo do que lhe sobrasse (da “renda líquida”), mas “de tudo” como seu avô fizera (Hb 7.2).

b) Um caráter esforçado e sofredor. Ao chegar à casa de Labão, seu tio, revelou-se um homem trabalhador. Ali, começou a colher o que semeara em engano e mentira. Na “lua de mel”, foi enganado pelo sogro. Em lugar de casar com Raquel, teve de casar com Leia. Só depois, casou com sua amada, e para tanto, trabalhou “outros sete anos” (Gn 29.21-30). Não foi apenas esse o preço que Jacó teve que pagar por sua vida de enganos e mentiras. Labão mudou o seu salário dez vezes, durante vinte anos (Gn 31.7). O que o homem semeia, isso é o que colhe (Gl 6.7).

c) Um homem na direção de Deus. Depois de ser enganado pelo sogro, Jacó reuniu sua família e fugiu de Harã. Mas não o fez apenas por medo do sogro. Sua saída de Harã foi por direção de Deus (Gn 31.3,13). Desse modo, Jacó empreendeu a fuga com a família, e logo foi perseguido pelo sogro. Este não pôde lhe fazer mal, porque Deus entrou em ação e lhe determinou que não falasse com Jacó “nem bem nem mal” (Gn 31.24).


3.    A bênção ofuscando a tragédia    -     Esaú e Jacó: a falta de honestidade

Jacó recebeu a bênção de Isaque, mas não se mostrou digno dela. Sim, é verdade que naquele contexto, dentro da linhagem da aliança, a bênção de Isaque era também a bênção do Senhor, e homem algum é merecedor da bênção divina por seus próprios méritos. Mas esperasse que aquele que recebe a bênção do Senhor, viva em conformidade com ela. Na vida de Jacó, essa ainda era uma realidade muito distante.

Quando Rebeca propôs o seu plano astuto a Jacó, ele não se recusou participar dele. Na verdade, ele não se mostrou preocupado em saber se aquele plano era certo, mas se mostrou preocupado em saber se o plano daria certo. Ele não sentiu medo por ser desonesto com seu pai, mas por ser descoberto e castigado por ele.

Quando esteve diante de Isaque para ser abençoado, Jacó mostrou que seu caráter estava muito distante da vontade de Deus. Ele mentiu impiedosamente enquanto desonrava o seu pai. Inclusive, ele chegou a envolver o próprio Deus em suas mentiras. Quando Isaque desconfiou da rapidez com que ele encontrou a suposta caça usada no guisado, Jacó afirmou que Deus tinha feito com que ele tivesse encontrado aquela caça rapidamente. Ele foi capaz de usar o nome de Deus para esconder o seu pecado.

O nome Jacó pode significar “esteja no calcanhar”, e de forma positiva pode transmitir o sentido de “seja Deus a sua retaguarda”. Mas esse mesmo nome também pode ser entendido de forma negativa e assumir um sentido hostil, indicando uma pessoa que persegue e suplanta outra pessoa. Foi nesse último sentido que Esaú interpretou o nome Jacó como um nome apropriado para um enganador (Gênesis 27:36).

Mas as atitudes de Jacó não passariam despercebidas. Aquele que usou de artimanhas e enganação dentro da casa de seu pai, amargaria a experiência de ser duramente enganado na casa de seu sogro, até que Deus moldasse o seu caráter.


Esaú e Jacó: a falta de zelo pelas coisas de Deus

Se no episódio em que Isaque abençoou Jacó na Bíblia Jacó foi cruel e desonesto, Esaú também foi fraco e profano. Na verdade, antes mesmo de perder a bênção, Esaú se mostrou ser alguém que não tinha o menor zelo com as coisas de Deus.


Além de se casar com mulheres hititas desrespeitando o propósito de não trazer mistura para dentro da família da aliança, a Bíblia diz que num certo dia, Esaú aceitou negociar o seu direito de primogênito por um prato de ensopado (Gênesis 25:29-34). Naquela época o filho primogênito herdava a liderança civil e religiosa da casa, e era o principal herdeiro da herança da família. Mas na família de Abraão isso era especialmente importante, pois a bênção do Senhor era a parte fundamental da herança daquela família.

Então ao não valorizar o seu direito de primogênito, Esaú basicamente também não valorizou a promessa de Deus. Inclusive, nesse episódio o texto bíblico não termina dizendo que Jacó enganou a seu irmão Esaú, mas termina dizendo que Esaú desprezou o seu direito de primogenitura (Gênesis 25:34).

Portanto, quando Esaú deixou de receber a bênção da aliança através de Isaque, na verdade ele já tinha se revelado uma pessoa incrédula que não possuía qualquer consideração para com as promessas do Senhor. A prova disso é que ele enxergou o erro de seu irmão e o odiou por isso, mas jamais reconheceu o próprio erro para que pudesse se arrepender verdadeiramente.

O falso arrependimento demonstrado por Esaú não passou de remorso. Ele não lamentou pela forma ímpia como tratou a aliança de Deus, mas lamentou por ter perdido os benefícios dessa aliança. Por tudo isso o escritor de Hebreus identifica Esaú como um homem profano (Hebreus 12:16,17). A verdade é que Esaú queria a bênção de Deus, mas não queria ser o tipo de homem que Deus poderia abençoar (Wiersbe W., 1989).


Isaque abençoa Jacó: o propósito de Deus foi cumprido

Mas a boa notícia é que apesar de toda essa sequência de erros, o propósito de Deus não foi frustrado. O texto bíblico em que Isaque abençoa Jacó é uma evidência clara de que Deus cumpre o seu propósito soberano apesar das falhas e fraquezas humanas. Muitas vezes Deus torna o mal em bem para que o seu conselho prevaleça.

Isaque, Rebeca, Jacó e Esaú, todos erraram e agiram de forma reprovável. Mas foi através de Isaque, um herói da fé a quem faltou visão espiritual no final de sua vida; foi através de Rebeca, uma mulher que falhou em edificar a própria casa; e foi através de Jacó, um homem a quem faltou honestidade, que Deus estabeleceu uma nação, também imperfeita, mas que por meio dela Aquele que é absolutamente perfeito veio ao mundo. Em Jesus Cristo, o grande descendente de Abraão da linhagem de Isaque e Jacó, se cumprem plenamente as promessas da aliança.




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21

Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Genesis - Série Cultura Bíblica - Derek Kidner

ABRAÃO - ÊXITOS E FRACASSOS DO AMIGO DE DEUS

4º Trimestre De 2002 – Comentários: Pr.  Elienai Cabral

(Consultoria Doutrinária e Teológica: Pr. Antônio Gilberto)

https://ebdnatv.blogspot.com/search?q=o+legado+de+abra%C3%A3o

 (Smith, Dicionário Bíblico).

. Comentários da Bíblia Diário Vivir (ESP)

https://ebdnatv.blogspot.com/search?q=as+ora%C3%A7%C3%B5es+de+isaque

Esaú e Jacó: Isaque Abençoa Jacó no Lugar de Esaú