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| Pb. Junio - Congregação Boa Vista II |
TEXTO ÁUREO
"E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus." (Lc 1.35)
VERDADE PRÁTICA
O Filho de Deus cumpriu seu ministério em plena dependência do Espírito, revelando que a obra redentora é trinitária: o Pai envia, o Filho obedece e o Espírito capacita.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lucas 1.26-38
INTRODUÇÃO
0 plano da salvação não é uma obra isolada, mas uma ação conjunta, coordenada em perfeita harmonia pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo. A Escritura revela que a Trindade age inseparavelmente em favor da redenção da humanidade. Essa verdade bíblica revela não apenas a unidade trinitária, mas também a economia da salvação, isto é, a forma como cada Pessoa divina age de maneira distinta, mas inseparável, na obra redentora. A unidade perfeita da Trindade no plano da salvação é um testemunho de que Deus é ao mesmo tempo um só em essência e trino em pessoa, agindo com propósito eterno e amor redentor (Ef 1.9-10). Esse capítulo mostra como o Espírito Santo participa ativamente desde a encarnação do Filho, sua obra redentora, sua ressurreição e exaltação (Jo 3.16; Rm 8.11; Ef 1.4-7), bem como enfatiza a resposta esperada de cada crente à obra de redenção.
A DOUTRINA DA REDENÇÃO
Como já vimos, redenção tem a ver com a pessoa do pecador. Ela é realizada por JESUS CRISTO: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Ef 1.7). Pois “... por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (Hb 9.12).
Definição de redenção. Nos dias bíblicos, redenção é a libertação de um escravo, mediante um resgate — gr. lytron (este termo aparece em Mateus 20.28) —, além de retirar esse escravo do mercado de escravos, para não mais ficar exposto à venda. Redenção sempre requer o preço a ser pago para garantir a liberdade do escravo.
Há sete principais palavras originais no Novo Testamento para redenção:
Agorazo, “compraste” (Ap 5.9). Comprar na praça. O pecador estava na praça do mercado de escravos, vendido ao pecado e servindo a Satanás: “Assim,
meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de CRISTO, para que sejais doutro, daquele que ressuscitou de entre os mortos, a fim de que demos fruto para DEUS” (Rm 7.4).
Exagorazo, “resgatou” (Gl 3.13). Comprar o escravo na praça e retirá-lo de lá, para que não fosse mais exposto à venda: “Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do FILHO do seu amor” Cl 1.13.
Lytroo, “resgatados” (I Pe 1.18,19). Pagar o preço exigido pelo resgate de um escravo e libertá-lo.
Lytrosis, “redenção” (Hb 9.12). Libertar mediante o pagamento de resgate. É um termo mais vigoroso do que lytroo,
Apolytrosis, “redenção” (Ef 1.7). É empregado em Lucas 21.28 para significar soltura, libertação, livramento, desprendimento do povo de DEUS, ao sair deste mundo opressor e escravizador, para ficar eternamente com o Senhor. Este termo é uma forma mais vigorosa que lytrosis.
Antilyron (I Tm 2.6). A troca de uma pessoa por outra; ou seja, a redenção de vida por vida, no caso de um cativo, escravo ou prisioneiro.
Lytron (Êx 21.30; Mt 20.28; Mac 10.45). O resgate pago pela redenção de um cativo, escravo ou prisioneiro de guerra.
A redenção do pecador. A nossa redenção espiritual foi planejada e decidida por DEUS antes da fundação do mundo (I Pe 1.18,19; Ap 13.8). Essa redenção, em CRISTO, é formosa e claramente ilustrada em Levítico 25 — principalmente nos versículos 25, 48 e 49 — e Rute 2.20; 3.9-13; 4.1-9. Nessas passagens, o termo go’el significa “parente remidor”, o qual tinha de ser consanguíneo do escravo. Vemos claramente no papel desse parente remidor um tipo de nosso Redentor, o Senhor JESUS (Tt 2.14).
O tríplice resultado da redenção.
Outro resultado da redenção é a nossa ressurreição, isto é, a redenção do corpo. O homem perdeu o seu corpo ao perder o direito a comer da árvore da vida, no Éden, devido à Queda: “Então, disse o Senhor DEUS: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente” (Gn 3.22).
A redenção resulta também em domínio da terra. O ser humano perdeu a terra ao pecar (Gn 1.28). Em João 1.29, vemos que JESUS é o Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo (cf. Ap 5.1-5,9). Na Segunda Vinda de CRISTO, começará a redenção da terra, que fora amaldiçoada depois da Queda: “maldita é a terra” (Gn 3.17).
I. O ESPÍRITO E A CONCEPÇÃO DO FILHO
1. O anúncio do nascimento de Jesus - A mensagem divina rompe o silêncio dos séculos e inaugura a plenitude dos tempos (G1 4.4). O anjo declara: “E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus" (Lc 1.31). O anúncio contém três elementos fundamentais para a doutrina da encarnação do verbo de Deus: a concepção, o nascimento e a identidade da criança. A concepção de Jesus foi um ato miraculoso de Deus. Paulo disse que a encarnação de Cristo foi um milagre e a chamou de “mistério da piedade” (1 Tm 3.16).' Maria concebeu pelo poder do “Espírito Santo”, cuja obra é santificar, e, portanto, santificou a virgem, para esse propósito (Lc 1.35).
Henry anota que a criança não seria “concebida da maneira normal, porque ela não deveria compartilhar da corrupção e da contaminação comuns da natureza humana [...] A sua natureza humana deveria ser produzida desta maneira, como era adequado que fosse, pois se uniria à natureza divina”. O nascimento de Jesus, embora precedido por uma concepção sobrenatural (Mt 1.18,20; Lc 1.35), ocorreu de forma natural por meio do ventre de Maria, como qualquer outro parto. Lucas registra que “cumpriram-se os dias [...] E [Maria] deu à luz o seu filho” (Lc 2.6-7). Paulo reforça essa realidade ao afirmar que o Filho eterno foi “nascido de mulher” (G14.4), destacando sua plena humanidade. Assim, embora concebido milagrosamente, Jesus foi gerado, nasceu e cresceu dentro das condições normais da experiência humana (Lc 2.40,52), sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
O anjo declara que o nome da criança seja Jesus e sua identidade divina é confirmada pelo título messiânico: “Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo” (Lc 1.32). Essa expressão não apenas revela a filiação divina de Jesus, mas o apresenta como o herdeiro do trono de Davi (2 Sm 7.12-16; Is 9.6-7). Maria de monstra perplexidade, não entende como isso poderia acontecer uma vez que era virgem (Lc 1.34). A esse respeito o anjo lhe assegura: “para Deus nada é impossível” (Lc 1.37). Na sequência o texto afirma que ela creu e na mais completa confiança e submissão declarou: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1.38).
2. O Espírito como agente da concepção - O teólogo da Reforma Filipe Melanchthon endossa o que já foi afirmado, isto é, “Deus desejou que Cristo nascesse sem a união física de um homem e uma mulher, para que sua concepção se realizasse sem pecado”. A explicação que o anjo faz de como seria a concepção é singular e miraculosa: “Descerá sobre ti o Espírito Santo” (Lc 1.35a). Assim, a sombra do Espírito ao mesmo tempo protege e cria. Des se modo, elucida o anjo, a concepção será obra do Espírito Santo, e por isso declara: a criança “que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lc 1.35b). Essa linguagem lucana é especialmente trinitária: o Altíssimo, o Filho de Deus e o Espírito Santo. No evento da anunciação, como um incentivo a sua fé, o anjo comunica a Maria da gravidez de Isabel: “Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice” (Lc 1.36a).
Todas as mulheres estéreis da história bíblica que engravidaram
de modo sobrenatural prepararam o mundo para crer no milagre da
concepção, inclusive de uma virgem esperando um filho. A perplexa jovem do início da revelação angelical, após a minuciosa explicação, compreendeu o desígnio divino e não desacreditou
das palavras do anjo. Como observa Horton, a grande lição das narrativas da concepção e do nascimento de Jesus é a afirmação de que Ele
é, ao mesmo tempo, Filho de Deus e filho de Maria. Desde o princípio,
o Espírito Santo foi o agente da concepção no ventre da virgem, revelando o profundo vínculo de Cristo com a terceira Pessoa da Trindade
(Lc 1.34-35).8 O exemplo de Maria, assim como o de Abraão, ensina o
crente a não vacilar diante das promessas de Deus, mas a fortalecer-se
na fé, dando glória ao Senhor (Rm 4.20-21).
A concepção de JESUS pelo ESPÍRITO SANTO é um pilar doutrinário central na teologia, sublinhando o caráter sobrenatural da encarnação e a natureza divina e humana de CRISTO. Baseado em fontes evangélicas, o ESPÍRITO SANTO agiu de forma soberana e milagrosa para tornar o FILHO de DEUS encarnado na virgem Maria, sem a colaboração de um homem.
Aqui estão os pontos teológicos principais:
a. O ESPÍRITO como Agente de um Nascimento Sobrenatural Agente Divino: A concepção não foi fruto de um processo biológico natural, mas um ato criativo direto do ESPÍRITO SANTO sobre Maria (Lucas 1:35).Nascimento Virginal: É estritamente necessário o entendimento do nascimento virginal, indicando que JESUS foi concebido pelo poder do ESPÍRITO e não por sêmen humano. O "Poder do Altíssimo": Em Lucas 1:35, a expressão "o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra" é interpretada como a presença ativa do ESPÍRITO de DEUS no útero de Maria, tornando JESUS santo desde o ventre.
b. Implicações Teológicas da Concepção pelo ESPÍRITOA "Nova Criação": JESUS é considerado o "Novo Adão" que inaugura uma nova criação. Enquanto o primeiro homem veio do pó, o segundo veio do céu por intervenção divina. Isenção do Pecado: A concepção pelo ESPÍRITO garantiu que JESUS nascesse sem a natureza pecaminosa hereditária de Adão. Ele é totalmente humano, mas sem pecado. Natureza Divino- Humana: O ESPÍRITO SANTO uniu a natureza divina do FILHO de DEUS à natureza humana no seio de Maria, permitindo que Ele fosse 100% DEUS e 100% homem.
c. A Concepção e a Trindade Unidade de Ação: Embora o ESPÍRITO SANTO tenha sido o agente da concepção, isso é entendido como uma ação de toda a Trindade, onde o PAI envia e o FILHO assume a carne. Início da "Oficina" de JESUS: Teólogos evangélicos (como os da tradição do The Gospel Coalition) pontuam que, enquanto o FILHO é eterno, o relacionamento do ESPÍRITO SANTO com a natureza humana de JESUS (JESUS de Nazaré) começou no momento da concepção.
d. A Importância da Doutrina Autenticidade da Salvação: Para os evangélicos, a negação do nascimento pelo ESPÍRITO SANTO compromete a divindade de JESUS e, consequentemente, a eficácia da expiação (a salvação).Autoridade Bíblica: A aceitação da concepção virginal é vista como um teste de fidelidade à autoridade das Escrituras (Lucas e Mateus).
Em resumo, a bíblia enfatiza que o ESPÍRITO SANTO não apenas concebeu JESUS, mas garantiu a santidade e a divindade de CRISTO no momento de sua entrada na história humana.
3. A pureza e a santidade do Filho - Ao atribuir o título de “santo” ao Filho desde o nascimento, o anjo não apenas descreve seu estado moral, mas confirma sua divindade intrínseca. Assim sendo, a santidade de Cristo não é adquirida, mas inerente à sua missão:
(i) Obediência perfeita. Como segundo Adão, Cristo permaneceu justo e obediente, garantindo a justificação dos que creem (Rm 5.19; 1 Co 15.45);
(ii) Cordeiro imaculado. Sua santidade o qualificou para ser o sacrifício perfeito e sem defeito (1 Pe 1.19);
(iii) Redentor eficaz. Por ser santo, pôde oferecer-se de uma vez por todas em favor dos pecadores (Hb 10.10);
(iv) Modelo de santificação. Assim como
foi concebido pelo Espírito, os crentes também nascem espiritualmente
pelo mesmo Espírito e são conformados à imagem do Filho (Rm 8.29).
Do ponto de vista doutrinário, a santidade de Cristo constitui o
fundamento da soteriologia cristã. Sem a santidade intrínseca do Filho,
não haveria redenção, justificação nem santificação possíveis.
A doutrina da impecabilidade de Cristo afirma que, embora plenamente humano, Ele esteve livre da corrupção do pecado, garantindo a eficácia de sua obra expiatória. Sua santidade também é escatológica, pois garante a glorificação futura dos crentes, chamados a participar da herança incorruptível (1 Pe 1.4). Em vista disso, a declaração angelical revela que Jesus nasceu santo, separado do pecado e consagrado desde a concepção pelo Espírito Santo. Essa santidade é atributo divino essencial, confirmando-o como verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Teologicamente, ela é a base da obra redentora de Cristo, pois somente um Salvador santo poderia cumprir a Lei, oferecer-se como sacrifício perfeito e conduzir os crentes à santificação. A santidade do Filho é a garantia da justificação e glorificação do salvo, bem como o paradigma da vida cristã conduzida pelo Espírito.
A visão bíblica sobre a pureza e a santidade de JESUS baseia-se na convicção de sua impecabilidade (sinlessness), ou seja, sua natureza totalmente separada do pecado e sua vida perfeitamente dedicada a DEUS. JESUS é descrito como o Cordeiro de DEUS "sem defeito e sem mácula" (1 Pedro 1:19).
Aqui está um resumo teológico, baseado em fontes evangélicas:
a. Santidade Essencial e Posicional A Natureza Divina: A santidade de JESUS é intrínseca à sua divindade. Ele não apenas fazia coisas santas, Ele era SANTO. Em Isaías 6:3, a santidade de DEUS é o foco, e no Novo Testamento, JESUS é reconhecido como o "SANTO de DEUS". Separado dos Pecadores: Hebreus 7:26 descreve JESUS como um Sumo Sacerdote "santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime que os céus". Sem Pecado no Ser: A teologia evangélica enfatiza que, embora JESUS tenha sido tentado em todas as coisas como nós, Ele era "sem pecado" (Hebreus 4:15). Ele não tinha natureza pecaminosa e nunca cometeu um ato, pensamento ou atitude errada.
b. A Pureza em Ação (Vida Terrestre)Pureza de Coração: JESUS ensinou "Bem-aventurados os limpos de coração, pois verão a DEUS" (Mateus 5:8). Ele exemplificou a pureza absoluta, com pensamentos, motivações e ações totalmente alinhados com a vontade de DEUS. Aparência de Pecadores, Pureza Absoluta: Ao contrário dos humanos que se contaminam ao tocar na impureza, JESUS tocava nos leprosos e pecadores e os purificava, demonstrando que sua santidade é ativa e transformadora, e não passível de corrupção. Obediência Perfeita: A santidade de JESUS foi mantida através de uma obediência contínua e perfeita ao PAI, até a morte na cruz.
c. A Importância da Santidade de JESUS para a Salvação Substituição (Imputação): Para que JESUS fosse o sacrifício perfeito, Ele precisava ser perfeitamente justo. A "troca" bíblica (2 Coríntios 5:21) afirma que Ele, que não conheceu pecado, tornou-se pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de DEUS.Sem a Santidade, Não Há Salvação: A ausência de pecado em CRISTO é o que torna possível a nossa justificação. Se Ele tivesse falhado, não haveria esperança.
d. Chamado à Santidade Baseado em JESUS Exemplo e Capacitação: Os cristãos são chamados à santidade não para serem salvos, mas porque já foram salvos e transformados por JESUS. "Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pedro 1:16).Reflexo da Pureza: A vida de um cristão evangélico deve refletir a pureza de JESUS, vivendo "separado" (o significado de santo) da corrupção moral do mundo.
Em resumo, a santidade de JESUS é absoluta, divina e o fundamento único da purificação do crente.
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II. O FILHO E A SUA RELAÇÃO COM O ESPÍRITO
1. O Filho é o Verbo feito carne - A teologia bíblica, baseada no texto bíblico de João 1:14 ("E o Verbo se fez carne e habitou entre nós"), interpreta a afirmação de que "o FILHO é o Verbo feito carne" como o núcleo central da doutrina da Encarnação.
Aqui estão os pontos principais sobre essa verdade:
A Eternidade e Divindade do FILHO: O "Verbo" (Logos) não começou a existir quando JESUS nasceu; Ele é eterno e era DEUS. A expressão "Verbo se fez carne" significa que DEUS se tornou acessível, limitando-se humanamente sem deixar de ser DEUS.
Encarnação (O Verbo se fez Carne): "Carne" enfatiza a fragilidade e a humanidade assumida pelo FILHO. Ele assumiu uma natureza humana real, nascendo de mulher, sentindo fome, sede, cansaço e tentações, mas sem pecado.
União Hipostática: JESUS é totalmente DEUS e totalmente homem. Não foi uma troca de divindade por humanidade, mas a união das duas naturezas na pessoa de JESUS CRISTO.
O Propósito (Habitou entre nós): O verbo "habitar" (grego: eskenosen) remete à ideia de acampar, aludindo ao Tabernáculo no Antigo Testamento, onde a glória de DEUS residia no meio do povo. JESUS é a presença gloriosa de DEUS tabernaculando entre a humanidade.
A Revelação de Graça e Verdade: A encarnação foi o meio de DEUS revelar perfeitamente o Seu amor, graça e verdade, algo que a Lei de Moisés não conseguia fazer plenamente.
Objetivo Redentor: O FILHO assumiu a carne para poder morrer no lugar da humanidade, reconciliando o homem com DEUS. Em suma, para a teologia evangélica, o FILHO é DEUS Eterno que se tornou um ser humano histórico (carne) para salvar a humanidade.
O Filho eterno, “nascido de mulher”, assume a humanidade sem cessar de ser Deus. Aqui se firma a união hipostática: uma Pessoa (o Filho), duas naturezas (divina e humana), não dividida ou separada em duas pessoas, mas um só e mesmo Filho Unigênito. Assim, a encarnação não implica redução da divindade do Filho, mas assunção da natureza humana. A distinção de natureza de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada natureza permanecem intactas (Calcedônia, 451 d.C.). Significa que Cristo submeteu-se voluntariamente às limitações humanas, mas manteve a sua essência divina (Jo 5.19).
O Filho “esvaziou- -se” (Fp 2.6-8) não de seus atributos, mas de suas prerrogativas e do status de glória, assumindo forma de servo e limites humanos (fome, cansaço, dor, tristeza, alegria), permanecendo plenamente Deus. Horton reitera a respeito desse assunto “que Jesus não deixou de ser Deus durante a encarnação. Pelo contrário, abriu mão apenas do exercício independente dos atributos divinos”. O pastor Antonio Gilberto ressalta que, ao humanizar-se, Cristo não deixou de ser divino, pois atributos exclusivos da deidade foram manifestos por Ele entre os homens.1
2. O Espírito capacita o Filho - A encarnação do Verbo Jo 1.14) revela não apenas a união das naturezas divina e humana em Cristo, mas também a maneira pela qual Ele viveu. Embora fosse plenamente Deus, Jesus escolheu agir como verdadeiro homem. As Escrituras revelam que o seu ministério terreno foi marcado pela ação do Espírito Santo. Stronstad esclarece que o poder exercido por Ele é atribuído “à capacitação que Jesus recebeu do Espírito Santo (Mt 12.28)”. O próprio Senhor Jesus reconhece ser ungido pelo Espírito de Deus para anunciar boas-novas, curar e libertar os cativos e oprimidos (Lc 4.18).
A missão de Jesus, portanto, foi conduzida sob a unção e capacitação do Espírito Santo: (1) A cada palavra proferida. Cristo falava as palavras de Deus porque o Espírito lhe fora dado “sem medida” Jo 3.34). Logo, cada ensino tinha autoridade divina, mas comunicado por meio da unção do Espírito; (2) A cada milagre realizado.
A capacitação de Jesus pelo Espírito tem profundas implicações doutrinárias: (1) Cristológicas. Na encarnação, Cristo assumiu a natureza humana e escolheu depender do Espírito, revelando obediência filial (Fp 2.8); (2) Pneumatológicas. O Espírito é o agente central na vida de Cristo, desde a concepção (Lc 1.35), batismo (Lc 3.22), tentação (Mt 4.1), milagres (At 10.38), até a ressurreição (Rm 8.11); (3) Soteriológicas. O sacrifício vicário de Cristo é realizado em comunhão com o Espírito (Tt 3.5-6; Hb 9.14); e (4) Eclesiológicas. Assim como Jesus viveu e atuou no poder do Espírito, a Igreja é chamada a realizar sua missão pela capacitação do mesmo Espírito (At 1.8).
3. O Filho e o poder do Espírito - Como já observado, os Evangelhos mostram que, embora sendo Deus, o Filho viveu em dependência do Espírito Santo, revelando a humildade de sua encarnação e oferecendo um paradigma para a vida cristã.16 Tal relação entre Cristo e o Espírito não diminui sua divindade, mas evidencia o mistério da união hipostática, em que o Verbo eterno assume a natureza humana e nela realiza a redenção em plena obediência ao Pai pelo poder do Espírito Santo (Jo 6.38; Fp 2.6-8).
Seu batismo foi confirmado pelo Espírito e pela voz do Pai como a manifestação das três Pessoas da Trindade no plano redentor (Lc 3.22). Exegeticamente, o verbo grego katabainõ (“descer”) indica o revestimento de poder do Espírito para a missão messiânica, não uma outorga de divindade, mas a confirmação de sua consagração messiânica. No deserto, em contraste com Adão, que sucumbiu à tentação, Cristo, o “último Adão”, venceu o Diabo pela obediência à Palavra e pelo poder do Espírito (Mt 4.1; 1 Co 15.45).
Desse modo, todas as etapas da vida de Jesus — encarnação, batismo, tentação, pregação, milagres, morte sacrificial e ressurreição — são apresentadas como fruto da cooperação entre o Filho e o poder do Espírito na execução do propósito do Pai. Essa cooperação enfatiza que a salvação é obra do Pai, realizada pelo Filho e sustentada pelo Espírito. A conduta do Senhor Jesus mostra que o poder para a missão procede do Espírito.17 Assim, o crente é chamado a viver sob a mesma dependência, realizando a obra do Reino “não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor” (Zc 4.6).
Com base bíblia, a relação entre JESUS e o poder do ESPÍRITO SANTO é central para a compreensão da sua missão terrena e de sua divindade. JESUS, embora sendo DEUS, encarnou-se e voluntariamente submeteu-se à capacitação do ESPÍRITO SANTO para realizar seu ministério como homem.
Aqui estão os pontos principais:
a. JESUS e a Plenitude do ESPÍRITO
- Concepção e Batismo: JESUS foi concebido pelo ESPÍRITO SANTO (Lc 1:35) e, no seu batismo, o ESPÍRITO desceu sobre ele, marcando o início público do seu ministério.
- Sem Medida: As Escrituras ensinam que DEUS deu o ESPÍRITO a JESUS "sem medida" (João 3:34), indicando capacitação total.
- Guiado e Capacitado: JESUS foi guiado pelo ESPÍRITO ao deserto (Mt 4:1) e retornou de lá "no poder do ESPÍRITO" para iniciar sua pregação na Galileia (Lc 4:14).
Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o ESPÍRITO do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Isaías 11:1,2 (Completude da unção e poder do ESPÍRITO SANTO).
b. O Poder do ESPÍRITO na Obra de JESUS
- Ministério de Milagres: JESUS realizou curas, libertações e milagres pelo poder do ESPÍRITO SANTO (Mt 12:28), demonstrando que o Reino de DEUS havia chegado; profetizou e revelou mistérios pela inspiração do ESPÍRITO SANTO.
- Sacrifício na Cruz: JESUS se ofereceu na cruz como um sacrifício perfeito "pelo ESPÍRITO eterno" (Hebreus 9:14), o que ressalta o poder espiritual por trás de sua entrega.
- Ressurreição: A ressurreição de JESUS foi um ato do poder do ESPÍRITO, que o vindicou e provou sua divindade (Rm 1:4, 8.11; 1 Tm 3:16).
c. O ESPÍRITO SANTO, JESUS e a Igreja
- Promessa do Consolador: Antes de sua ascensão, JESUS prometeu enviar o ESPÍRITO SANTO (o Consolador) aos seus discípulos (João 14:16-17).
- Poder para Testemunhar: O mesmo poder que operava em JESUS agora capacita a Igreja (Atos 1:8). O ESPÍRITO SANTO convence o mundo do pecado e revela a verdade de JESUS.
- A "Unção": JESUS é o Messias (o Ungido) capacitado pelo ESPÍRITO, e os cristãos, ao serem cheios do ESPÍRITO, vivem a vida cristã e realizam obras em seu nome.
Em resumo, JESUS não viveu na Terra usando sua própria autoridade divina para si mesmo, mas, como FILHO, operou dependendo inteiramente do poder do ESPÍRITO SANTO para cumprir a vontade do PAI, tornando-se o modelo para a vida cristã e o batizador com o ESPÍRITO SANTO.
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III. A TRINDADE E A MISSÃO REDENTORA
1. O Pai envia o Filho e o Espírito - O verbo grego apesteilen (“enviou”, G1 4.4) denota não só um comissionamento, mas uma missão com propósito sacrificial. O envio do Filho mostra que a redenção é histórica, concreta e vicária (At 10.38). Essa perspectiva mostra que a redenção é expressão da graça e do amor eterno do Pai (1 Jo 4.9). Esse amor foi a causa do envio do Filho para propiciação pelos pecados da humanidade (1 Jo 4.10).18 O Filho, o Verbo Eterno, encarnou-se para cumprir perfeitamente a lei e assumir a penalidade do pecado Jo 1.14; 2 Co 5.21). O credo Atanasiano (séc. IV) ratifica que Cristo “sofreu por nossa salvação: desceu ao inferno, ao terceiro dia ressurgiu dos mortos.
Ascendeu aos céus: assentando-se à direita de Deus Pai Onipotente, de onde virá para julgar os vivos e os mortos”. O Espírito, que também procede do Pai Jo 15.26), não é um agente passivo. Ele não ocupa papel secundário, mas é plenamente ativo na salvação. Como já visto, reitera-se que o Espírito concebe o Filho no ventre de Maria (Lc 1.35), unge, capacita e acompanha o Filho em cada etapa do ministério (At 10.38). E, finalmente, o Espírito aplica os méritos de Cristo na vida dos crentes. Paulo afirma que é pelo Espírito que o cristão conhece e experimenta a salvação (1 Co 2.10-12; Rm 8.16).
Dessa forma, a obra do Filho realizada na cruz torna-se eficaz em cada crente pela ação do Espírito. Essa cooperação, ratifica-se, demonstra que a redenção é, em sua essência, uma obra trinitária. Sem sobreposição ou confusão, mas em perfeita harmonia. Essa estrutura não revela três salvação distintas, mas uma só salvação trinitária: o Pai, em amor eterno pelos pecadores, envia; o Filho, em total submissão e obediência, executa; e o Espírito, em virtude e poder, aplica (1 Pe 1.2). A fé cristã encontra aqui sua base para viver na experiência do amor do Pai, na graça do Filho e na comunhão do Espírito Santo (2 Co 13.13).
2. O Espírito revela e exala o Filho - DEUS, o PAI, o glorificou no céu, e o ESPÍRITO o glorificou na terra. Era a honra do Redentor o fato de que o ESPÍRITO fosse enviado em seu nome e também na sua missão, para dar prosseguimento à sua tarefa, e aperfeiçoá-la. Todos os dons e graças do ESPÍRITO, toda a pregação e todos os textos escritos pelos apóstolos, sob a influência do ESPÍRITO, as línguas e milagres, são maravilhas que glorificam a CRISTO.
O ESPÍRITO glorificou a CRISTO conduzindo seus seguidores na verdade, como ela está em JESUS, Efésios 4.21. Ele lhes garante, em primeiro lugar, que o ESPÍRITO lhes transmitiria as coisas de CRISTO: Ele “há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar”. Assim como, em essência, o ESPÍRITO procedia do FILHO, Ele também derivava dele em influência e operação. Ele terá ektouemou – daquilo que é meu. Tudo o que o ESPÍRITO nos mostra, isto é, nos dá para nossa instrução e consolo, tudo o que Ele nos dá para nosso fortalecimento e vivificação, e tudo o que Ele nos garante e sela, tudo pertence a CRISTO, e foi recebido dele. Tudo é dele, pois Ele o comprou, e pagou caro por isto, e, portanto, Ele tinha motivos para chamar de seu. Seu, pois Ele o recebeu primeiro. Foi dado a Ele, como o cabeça da igreja, para ser transmitido por Ele a todos os seus membros.
O ESPÍRITO não veio para edificar um novo reino, mas para promover e estabelecer o mesmo reino que CRISTO tinha edificado, para manter o mesmo interesse e procurar o mesmo desígnio. Portanto, aqueles que aspiram ao ESPÍRITO e difamam a CRISTO, se contradizem e desmentem, pois Ele veio para glorificar a CRISTO.
Em segundo lugar, que assim as coisas de DEUS deveriam nos ser transmitidas. Para que ninguém se esquecesse de que o recebimento de tão grande bênção lhe tornaria muito mais rico, o Senhor acrescenta: “Tudo quanto o PAI tem é meu”. Como DEUS, Ele tem toda aquela luz autoexistente e toda aquela felicidade autossuficiente que o PAI tem. Como Mediador, todas as coisas lhe são entregues pelo PAI (Mt 11.27).
Toda aquela graça e verdade que DEUS, o PAI, desejava nos mostrar, Ele colocou nas mãos do Senhor JESUS, Colossenses 1.19. As bênçãos espirituais nas coisas celestiais são dadas pelo PAI ao FILHO, para nós, e o FILHO encarrega o ESPÍRITO de transmiti-las a nós. Alguns relacionam isto ao que foi dito há pouco: Ele “vos anunciará o que há de vir”, e assim está explicado por Apocalipse 1.1. DEUS, o PAI, deu tudo a CRISTO, e Ele o anunciou a João, que, por sua vez, escreveu o que o ESPÍRITO disse, Apocalipse 1.1.
3. A fé e a submissão do crente - Com base na teologia bíblica, a fé e a submissão são aspectos indissociáveis da vida de um salvo. A fé é reconhecida como o meio de salvação (Efésios 2:8-9), enquanto a submissão é a evidência prática e fruto dessa fé, demonstrada através da obediência ao senhorio de CRISTO.
Aqui está uma síntese baseada em fontes bíblicas:a. A Fé: Fundamento e Salvação
- A fé para salvação: não vem das obras, o homem ouve e crê no evangelho, permitindo ao ESPÍRITO SANTO vir morar nele a partir daí (Ef 1.13,2.8). Fé não é obra, pois se crê na salvação efetuada por JESUS.
- Fé sem obras é morta: A teologia bíblica, baseada em Tiago 2:14-26, ensina que a fé verdadeira produz frutos. Boas obras não salvam, mas testificam a fé que salva. Obra não salva, mas todo crente pratica boas obras, após receber a salvação.
- A "Obediência da Fé": A fé verdadeira é obediência à Palavra de DEUS, não apenas uma crença intelectual.
- Submissão a DEUS: O salvo submete-se ao senhorio de JESUS (Lc 14:27), reconhecendo-O como Rei e Dono da sua vida. Fomos comprados pelo sangue de JESUS (1 Coríntios 6:20).
- Não é escravidão, mas libertação: A submissão bíblica restaura a ordem e é vista como um plano de DEUS para proteger e guiar, não para escravizar.
- Fruto da união com CRISTO: A submissão é uma "escolha consciente" baseada no amor e respeito, refletindo a nova criatura descrita em 2 Coríntios 5:17.
- Exemplo de CRISTO: JESUS é o maior exemplo de submissão, submetendo-Se ao PAI, ao ponto de morrer na cruz. O que resulta em glorificação.
- Vida de Oração e Palavra: O crente salvo vive em constante submissão através do estudo da Bíblia e obediência à oração (Mc 13.33 – Vigiai e Orai).
- Perseverança: A fé salvífica inclui a perseverança na justiça, mantendo-se fiel mesmo diante de desafios e provações.
- Submissão Mútua: No contexto da igreja e da vida social, os salvos se submetem uns aos outros no temor de CRISTO.
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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2.
Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.
Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.
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