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sábado, 29 de novembro de 2025

LIÇÃO 10 - ESPÍRITO - O ÂMAGO DA VIDA HUMANA.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                    TEXTO ÁUREO

"Peso da Palavra do Senhor sobre Israel. Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele." ( Zc 12.1)


                VERDADE PRÁTICA

Uma vez livre, nossa alma recebe vida espiritual e dirige nosso corpo para adorar e servir ao Criador.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 2.7; Eclesiastes 12.7; Zacarias 12.1; João 4.24



                            INTRODUÇÃO 

Depois de estudar a alma e as suas faculdades, estudaremos o espírito, a principal entidade ou elemento constitutivo do homem; a parte imaterial através da qual estabelecemos nossa comunhão com Deus. O espírito é a fonte da vida recebida do Criador que usa e transmite essa vida à alma, que, por sua vez, a expressa por meio do corpo utilizando os sentidos físicos, que funcionam como portas de comunicação da alma com o mundo exterior (GILBERTO, p. 12). Eurico Bergstén (1999, p. 132) compara o espírito a uma janela aberta para o céu, que dá ao homem condições de sentir a presença de Deus. Por isso entende-se que o espírito é o âmago, a parte mais profunda e íntima do ser humano, entranhado com a alma e inseparável dela.



                I.    O SOPRO DIVINO: A CONCESSÃO DO ESPÍRITO 


1.   O fôlego da vida     -     O espírito é o que existe de melhor e mais puro no homem, pois vem de DEUS como forma de lembrar ao homem de que ele foi criado por DEUS e que esse DEUS o ama e deseja ter comunhão com ele, assim como o criou também para sua morada o mundo e todas as coisas que nele existem.

 O espírito não é o fôlego de vida, mas foi dado no momento do sopro divino, quando o homem foi feito alma vivente (Gn 2.7). Antes era apenas matéria em estado de inércia; o corpo formado do pó. Enquanto todos os demais seres vivos passaram a existir por meio de ordens verbais — “produzam as águas”; “produza a terra” (Gn 1.20,24) —, o homem recebeu vida por uma comunicação especial: o elemento espiritual soprado por Deus. Esse processo literal demonstra a singularidade da formação do ser humano, feito à imagem de Deus. A parte material recebeu vida espiritual consciente, constituída de espírito e alma.


2.    A singularidade do espírito    -      Quando analisamos o termo em foco do ponto de vista antropológico, a palavra ocorre por 400 vezes no Antigo Testamento e 385 vezes no Novo. Referindo-se àquela “parte” do homem que “sabe” (1 Co 2.11); esta parte habita “dentro do corpo” para que o mesmo seja reanimado (Dn 7.15). Foi formado por Deus “...dentro do homem” (Zc 12.1; Hb 4.12; 12.9). Esta parte representa a natureza suprema do seu ser e rege a qualidade do seu caráter numa posição elevada.

 Pelo relato de Gênesis, entendemos que a preocupação divina não foi descrever a criação em detalhes, incluindo o homem. A linguagem bíblica simplesmente apresenta o Todo-Poderoso agindo sem a intenção de atender especulações ontológicas do ser humano, principalmente o racionalismo cartesiano. Além de pertencer à soberania de Deus, essa decisão está perfeitamente alinhada ao fato de que o homem jamais consegue explicar os feitos divinos, por mais que especule. A apreensão e compreensão do sobrenatural só pode ocorrer por meio da fé para a Revelação ser completa e suficiente.


3.     A tênue divisão    -     São parte imaterial, ou seja, invisível aos olhos humanos, moram dentro do corpo, o corpo nós vemos, a alma e o espírito só DEUS pode ver (Mt 23.27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia).

   1Co 4.1 Que os homens nos considerem, pois, como ministros de CRISTO, e despenseiros dos mistérios de DEUS.. Nesta passagem vemos que existem muitos mistérios insondáveis na palavra de DEUS que ainda não foram revelados ao homem, mas que pouco a pouco vão sendo desvendados pelo ESPÍRITO SANTO que nos transmite esses conhecimentos sobrenaturalmente. Um desses mistérios é exatamente o que estudamos nesta lição, o espírito humano, muitas vêzes confundido com a alma, mas diferente dela como vemos em passagens como 1Ts 5.23 e Hb 4.12.

 Como analisa Howard Marshall (1984, p. 193), 

 O modo mais fácil de interpretar o versículo [1 Ts 5.23] é como uma descrição da natureza humana como constituído de três partes. E acrescenta: [...] Paulo aqui distingue três aspectos da personalidade do cristão, sua vida em relação com Deus através da parte “espiritual” da sua natureza, da sua personalidade ou “alma”, e do corpo humano mediante o qual age e se expressa. [...] Paulo as alista juntas aqui para enfatizar que é realmente a pessoa inteira que é o objeto da salvação.



                II.     ESPÍRITO, PECADO E SANTIFICAÇÃO 


1.    Pecados do espírito    -     Segundo os ensinamentos evangélicos baseados na Bíblia, a distinção entre "pecados do espírito humano" e outros tipos de pecado geralmente se refere a transgressões que têm origem no coração e na mente, contrastando com as ações físicas. A teologia evangélica enfatiza que o pecado corrompeu a natureza humana como um todo (corpo, alma e espírito). 

Os pecados do espírito (ou pecados espirituais/do coração) incluem: 

·        Orgulho (Soberba): Considerado uma raiz de muitos outros pecados, é a exaltação de si mesmo acima de Deus e dos outros.

·        Inveja: O ressentimento ou cobiça pelo que os outros têm (bens, graças espirituais, etc.).

·        Ira (Raiva): Sentimentos de fúria e ressentimento não controlados, que podem levar a ações pecaminosas.

·        Egoísmo: Focar apenas nos próprios interesses e desejos, negligenciando o amor ao próximo e a Deus.

·        Mentira e engano: A desonestidade no coração e na fala.

·        Incredulidade: A falta de fé ou a rejeição intencional da verdade e da graça de Deus, o que é visto como um pecado grave contra a fé.

·        Heresias e dissensões: Promover divisões e falsas doutrinas dentro da comunidade de fé, originadas de um coração rebelde.

·        Rebeldia: A desobediência persistente e a resistência à vontade e autoridade de Deus.

·        Amargura e falta de perdão: Guardar ressentimento e não liberar o perdão, o que, segundo Jesus, é um pecado que impede o próprio perdão de Deus.

·        Blasfêmia contra o Espírito Santo: Um conceito específico que, segundo a interpretação evangélica comum, envolve atribuir a obra do Espírito Santo a Satanás, indicando uma rejeição final e endurecimento do coração. 

A ênfase é que os pecados não são apenas ações externas, mas também atitudes internas, intenções e pensamentos, pois "as más ações procedem do coração humano" (Mateus 15:19). O arrependimento desses pecados do espírito é visto como essencial para a restauração do relacionamento com Deus e a transformação espiritual. 


2.    Raízes do pecado     -      Os pecados do espírito são raízes malignas profundas, das quais brotam expressões pecaminosas por meio da alma e do corpo, como iras, disputas  e maledicências. Estas, embora comumente sejam reflexos de pecados do espírito, são, em geral, classificadas simplesmente como defeitos de personalidade. Assim, não são tratadas pelos meios espirituais próprios e permanecem encrustadas produzindo os seus nefastos e amargos frutos. De fato, uma compreensão parcial e pouco profunda do que realmente seja o pecado pode impedir-nos de alcançar estágios mais elevados de libertação espiritual e santificação. O texto de 1 Tessalonicenses 5.23 ajuda-nos nessa reflexão.

Ao referir-se à santificação do espírito, da alma e do corpo, Paulo expõe um processo de santificação que não se contenta com o exterior. Pelo contrário! Começa no âmago de nosso ser, no espírito, onde estão escondidas nossas mais profundas motivações. Não há espaço para o legalismo ou farisaísmo nesse ensino paulino, que reflete a doutrina bem enfatizada por Cristo em relação aos fariseus, que se orgulhavam das suas práticas exteriores. As suas crenças distorcidas levaram o Mestre a confrontá-los, mostrando como publicanos — que eram os “grandes” pecadores para os judeus — estavam tendo atitudes mais justas. 

Numa das ocasiões, Jesus expôs essa verdade por meio da parábola do fariseu e do publicano. O fariseu confiava nas suas práticas exteriores, como o jejum e os dízimos, enquanto o publicano apresentou-se contrito, rogando misericórdia (Lc 18.9-13). Jesus, então, esclarece: “Digo- -vos que este [o publicano] desceu justificado para sua casa, e não aquele [o fariseu]; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado” (Lc 18.14). 

 O grande erro dos judeus religiosos era confiar em práticas exteriores. Cristo expõe os fundamentos da verdadeira santificação, que necessariamente deve começar do interior, pois, do contrário, não tem eficácia (Mt 23.26). O ensino de Paulo está em consonância com esse princípio, que enfatiza a santificação total, que, iniciada no espírito, deve atingir o ser humano por inteiro. 


3.    Vencendo o pecado     -   Devemos nos mover agora do geral para o específico, relembrando-nos de que tudo é feito “pelo Espírito”, com uma mente iluminada por Ele. O que temos de fazer especificamente? O ensino do apóstolo pode ser considerado sob dois aspectos: direto e negativo, indireto e positivo.

No aspecto direto ou negativo,

 a primeira coisa que o crente tem de fazer é abster-se do pecado. É bem simples e direto! Pedro disse: “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma” (1 Pe 2.11). Esse é um ensino bastante claro. Aqui não há qualquer sugestão de que somos incapazes, temos de desistir da luta e entregar tudo ao Senhor ressuscitado. Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes…” — parem de fazer isso, parem imediatamente, não o façam mais! Vocês precisam se abster totalmente desses pecados, essas “paixões carnais, que fazem guerra contra a alma”. Vocês não têm o direito de dizer: “Sou fraco, não posso; as tentações são poderosas”.

A resposta do Novo Testamento é: “Parem de fazer isso”. Vocês não precisam de hospital e de um tratamento médico; precisam recompor-se e compreender que são “peregrinos e forasteiros”. “Exorto-vos… a vos absterdes.” Vocês não têm qualquer negócio com essas coisas. Lembrem outra vez o ensino de Efésios 4: “Aquele que furtava não furte mais… Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe”. Não haja em vocês nenhuma dessas conversas ou gracejos tolos! Não façam isso! Abstenham-se! É tão simples e claro como estas palavras: parem de fazer isso!

Em segundo lugar, de modo específico, citando outra vez as palavras do apóstolo em Efésios: “Não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha” (Ef 5.11-12). Observe o que ele disse: “Não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas”. Vocês não devem apenas abster-se dessas coisas, mas também não ter comunhão com pessoas que fazem essas coisas ou têm esse modo de vida. “Não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as.” O princípio governante de sua deve ser o não associar-se com pessoas desse tipo. Fazer isso é ruim para você e lhe será prejudicial… Não devemos ter qualquer comunhão com o mal; antes, precisamos fugir dele e manter-nos tão distantes quanto pudermos.

Outro termo é “esmurrar” (1 Co 9.27). “Esmurro o meu corpo”, disse o apóstolo. “Todo atleta” — ou seja, aquele que compete nas corridas — em tudo se domina”. As pessoas que passam por treinos visando as grandes competições atléticas são bastante cuidadosas quanto à sua dieta; param de fumar e ingerem bebidas alcoólicas. Quão cuidadosos eles são! E fazem tudo isso porque desejam ganhar o prêmio! Se eles faziam isso, disse Paulo, por causa de coisas corruptíveis, quanto mais devemos disciplinar-nos a nós mesmos… O corpo tem de ser “esmurrado”. Nas palavras de nosso Senhor registradas em Lucas 21.34, há uma sugestão a respeito de como isso deve ser feito. Ele disse: “Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente”. Não coma bem beba demais; não se preocupe excessivamente com as coisas deste mundo. Coma o suficiente e o alimento correto; mas não se torne culpado de “excesso”. Se uma pessoas satisfaz em demasia seu corpo, com alimento, bebida ou outra coisa, ele achará mais difícil viver uma vida cristã santificada e mortificar os feitos do corpo. Portanto, evite todos esses obstáculos, pois, do contrário, seu corpo se tornará indolente, pesado, moroso e lânguido. Há uma intimidade tão grande entre o corpo, a mente e o espírito, que achará grande problema em seu conflito espiritual. “Esmurre o corpo.”

Outra máxima usada pelo apóstolo, na Epístola aos Romanos, se acha no capítulo 13: “Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (v. 14). Se querem mortificar os feitos do corpo, “nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências”. O que isso significa? Em Salmos 1, achamos um discernimento claro quanto ao significado dessas palavras do apóstolo. Eis a prescrição: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores” (Sl 1.1). Se vocês querem viver esta vida piedosa e mortificar os feitos do corpo, não gastem tempo permanecendo nas esquinas das ruas, porque, se fizerem isso, provavelmente cairão em pecado. Se permanecerem no lugar por onde o pecado talvez passará, não se surpreendam se voltarem para casa em tristeza e infelicidade, porque caíram no pecado. 

Não se detenham no “caminho dos pecadores”. E, menos ainda, devem vocês assentar-se “na roda dos escarnecedores”. Se permanecerem em tais lugares, não haverá surpresa em caírem no pecado. Se vocês sabem que certas pessoas lhes são má influencia, evitem-nas, fujam delas. Talvez vocês digam: “Eu me ajunto com elas para ajudá-las, mas percebo que, todas as vezes, elas me levam ao pecado”. Se isso é verdade, não estão em condições de ajudá-las…

No livro de Jó, o homem sábio disse: “Fiz aliança com meus olhos” (Jó 31.1). Era como se dissesse: “Olhem diretamente, não olhem para a direita ou para a direita. Cuidem de seus olhos propensos a vaguear, esses olhos que se movem quase automaticamente e veem coisas que iludem e induzem ao pecado”. “Faça uma aliança com os seus olhos”, declara esse homem. Concorde em não olhar para coisas que tendem a levá-lo ao pecado. Se isso era importante naqueles dias, é muito mais importante em nossos dias, quando temos jornais, cinemas, outdoors, televisão e assim por diante! Se há uma época em que os homens precisam fazer aliança com seus olhos, esta época é agora. Tenham cuidado com o que leem.

 Certos jornais, livros e diários, se os lerem, eles lhes serão prejudiciais. Vocês devem evitar tudo que lhes prejudica e diminui sua resistência. Não olhem na direção dessas coisas; não queira nada com elas… Na Palavra de Deus, vocês são instruídos a mortificar “os feitos do corpo” e não satisfazer “a carne no tocante às suas concupiscências”. Agradeça a Deus pelo evangelho poderoso. Agradeça a Deus pelo evangelho que nos diz que agora somos seres responsáveis em Cristo e que nos exorta a agir de um modo que glorifica o Salvador. Portanto, “nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências”.

Meu próximo assunto é sobremodo importante: enfrentem as primeiras movimentações e impulsos do pecado em vocês; combatam-nos logo que aparecerem. Se não fizerem isso, estão arruinados. Vocês cairão, conforme somos ensinados na epístola de Tiago: “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte”. O primeira moção do pecado é um encantamento, um leve incitação de cobiça e sedução. Esse é o momento em que temos de lidar com o pecado. Se deixarem de enfrentar o pecado nesse estágio, ele os vencerá. Cortem o mal pela raiz. Ataquem-no de imediato. Nunca lhes permitam qualquer avanço. Não o aceitem de maneia alguma. Talvez sintam-se inclinados a dizer: “Bem, não farei tal coisa”; mas, se aceitam a ideia em sua mente e começam a afagá-la e entretê-la em sua imaginação, vocês já estão derrotados. De acordo com o Senhor, vocês já pecaram. Não precisam realmente cometer o ato; nutri-lo no coração já é o suficiente. Permitir isso no coração significa pecar aos olhos de Deus, que conhece tudo a respeito de nós e vê até o que acontece na imaginação e no coração. Portanto, destruam o mal pela raiz, não tenham qualquer relação com ele, parem-no imediatamente, ao primeiro movimento, antes que comece a acontecer esse processo ímpio descrito por Tiago.

No entanto, lembrem-se de que isto — que será nosso próximo assunto — não significa repressão. Se vocês apenas reprimirem uma tentação ou esse primeiro movimento do pecado, ele provavelmente surgirá novamente com mais vigor. Nesse sentido, concordo com a psicologia moderna. A repressão é sempre má. “Então, o que devo fazer?”, alguém pergunta. Eu respondo: quando sentir aquele primeiro movimento do pecado, erga-se e diga: “Isto é mau; isto é vileza; é aquilo que expulsou do Paraíso os nossos primeiros pais”. Rejeite-o, enfrente-o, denuncie-o, odeie-o pelo que é. Assim, terá lidado realmente com o pecado. Você não deve apenas fazê-lo recuar, com um espírito de temor e de maneira tímida. Traga-o à luz, exponha-o, analise-o e, denuncie-o pelo que ele é, até que o odeie.



                    III.     REGENERAÇÃO E ADORAÇÃO 


1.     O Novo Nascimento     -      Não há como obter vitória sobre o pecado sem a obra sobrenatural do novo nascimento. Morta em ofensas e pecados, a pessoa que crê em Cristo é  vivificada; recebe uma nova vida espiritual realizada pelo Espírito de Deus no espírito humano (Jo 3.5-8; Ef 2.1-6). Esse processo não é meramente mental, não podendo ser compreendido senão por meio do Espírito. Nicodemos, no seu padrão religioso, não entendeu que Jesus falava com ele sobre essa obra divina, mantendo um pensamento meramente natural (ver Jo 3.4). E, portanto, fundamental para que haja o processo de santificação ple na, iniciado no espírito humano. E a ação divina de desprender o espírito do homem dos tentáculos do pecado, quebrantando a sua alma e conduzindo o corpo a uma vida de santidade e pureza (Rm 2.29; 12.1,2).


2.     Em espírito e em verdade     -       Assim como Nicodemos, a mulher samaritana também compreendia a obra regeneradora operada por Deus no espírito humano. Jesus apresentou-se a ela como a fonte da água viva, e ela respondeu-lhe apresentando a impossibilidade que Ele teria de tirar água do poço que pertencera a Jacó Jo 4.10-12). Mesmo quando o viu como um profeta, a mulher apontou para o fator físico que marcava as disputas entre os seus ancestrais e o povo judeu Jo 4.20). Só a obra sobrenatural do novo nascimento tira-nos dos limites de uma compreensão religiosa meramente humana, levando-nos a viver a experiência de desfrutar a presença de Deus em nós. É uma presença viva, constante e renovadora, que nos estimula a cada dia, gerando em nós um espírito de adoração conforme a vontade divina revelada nas Escrituras.

O sentido da expressão “em espírito e em verdade”, de João 4.24, é exatamente este, da profundidade e da correção da prática da adoração. Conforme o Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal (p. 510) explica: 

 A expressão “em espírito” se refere ao espírito humano, isto é, o ser interior e imaterial que existe em cada pessoa, a entidade soprada por Deus que corresponde à própria natureza de Deus, que é Espírito. Usando os temas do diálogo de Jesus, a adoração envolve a consciência daquela “fonte de água viva” individual que Deus plantou dentro de cada um. Deus habita dentro de cada crente; este é o lugar onde ocorre a verdadeira adoração.

 [...] A expressão “em verdade” significa “de forma verdadeira” ou “autêntica”. Isso quer dizer que todas as pessoas, judeus, samaritanos e até gentios, precisam adorar a Deus reconhecendo o seu caráter e natureza, assim como a necessidade da sua presença. Adoramos em verdade porque estamos adorando o que é verdadeiro. 


3.     Um espírito quebrantado    -      O verdadeiro cristianismo bíblico é autêntico e espiritual. E a religião do Espírito. Nele, as práticas externas são realizadas em sintonia com a doutrina bíblica da liberdade cristã. Visam glorificar a Deus e não nos tornar “merecedores” de salvação. Seja no aspecto individual, seja nas liturgias públicas, o que realmente conta é a posição espiritual, o propósito do coração, e não adereços materiais. Os pentecostais entendem que a verdadeira adoração nasce de um espírito quebrantado, sem pretensão de louvor ou glória humana. 

As experiências por meio dos dons espirituais são valiosas e sem qualquer propósito de espetacularização. Além do mais, nossas reuniões públicas são importantes e necessárias, mas não podemos negligenciar nossos momentos a sós com Deus, nos quais temos a oportunidade de aprofundar nossa comunhão com Ele, fortalecendo nosso espírito, o âmago de nosso ser.






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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Corpo, Alma e Espírito - A Restauração Integral do Ser Humano para chegar à Estatura Completa de Cristo, Silas Queiroz - Editora CPAD

Livro O Homem, a natureza humana explicada pela bíblia - Corpo, Alma e Espírito, Pr. Severino Pedro da Silva, Editora CPAD


Mortificando o pecado pelo Espírito Santo - Ministério Fiel

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 WhatsApp, Min.Belém, SP - Canal YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 10, CPAD, ESPÍRITO - O ÂMAGO DA VIDA HUMANA, 4Tr25, Com. Extra Pr. Henrique, EBD NA TV



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