![]() |
| Pb. Junio - Congregação Boa Vista II |
DIA DA BÍBLIA!!!
História do Dia da Bíblia
Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha, pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI. O Dia da Bíblia é um dia especial, e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. No Brasil, a data começou a ser celebrada em 1850, quando os primeiros missionários cristãos evangélicos chegaram da Europa e dos EUA. Porém, a primeira comemoração pública aconteceu em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo (SP), ano em que foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). Graças ao trabalho de divulgação das Escrituras Sagradas, desempenhado pela SBB, o Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de toda a semana que antecede a data. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, por meio da Lei Federal 10.335, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional. Hoje, as celebrações se intensificaram e diversificaram. Realização de cultos, carreatas, maratonas de leitura bíblica, exposições bíblicas, construção de monumentos à Bíblia e distribuição maciça de Escrituras são algumas formas que os cristãos encontraram para agradecer a Deus por esse alimento para a vida.
TEXTO ÁUREO
"Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir." ( 1Tm 4.8)
VERDADE PRÁTICA
As disciplinas espirituais são necessárias para o fortalecimento do espírito, assim como os exercícios físicos para a estrutura óssea e muscular.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1Timóteo 4. 6-8, 13-16
INTRODUÇÃO
O principal objetivo das Disciplinas Espirituais é nos fazer parecidos com Jesus. A verdade é que não precisamos “adivinhar” quem Deus É, como Ele age e qual é o seu caráter. Mas podemos conhecê-lo se andarmos com Ele. As Disciplinas Espirituais ajudam nesse processo, que também é possível chamar de santificação.
Antes de mais nada, é importante entender que a disciplina não é um castigo e nem precisa ser um suplício. Afinal, quantas pessoas têm sido extremamente disciplinadas quanto a sua vida profissional a fim de realizar seus objetivos particulares e de negócios? E por que boa parte dos cristãos encontram grande dificuldade para se esmerar em sua vida com Deus? Simples: a luta contra carne continua por aqui! Saiba, porém, que as Disciplinas Espirituais é um meio de graça que o Senhor nos deixou para crescermos em nosso relacionamento com Ele.
Quais são as Disciplinas Espirituais?
“Disciplinas Espirituais são as disciplinas pessoais e corporativas que promovem crescimento espiritual. São hábitos de devoção e cristianismo experimental que têm sido praticadas pelo povo de Deus desde os tempos bíblicos.” Donald S. Whitney
Quando nos referimos a este termo, estamos falando a respeito de: leitura e estudo da palavra, oração, jejum, solitude, doar generosamente, comunhão e adoração. São ações práticas da fé que motivadas por amor profundo a Deus gera transformação pessoal.
Segundo Donald S. Whitney, “Deus usa três catalisadores básicos para nos mudar e nos conformar à semelhança de Cristo, mas somente um pode ser amplamente controlado por nós.”
Catalisadores de transformação:
O primeiro catalisador destacado por Donald são as pessoas: “Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro (Provérbios 27:17). O Senhor usa os relacionamentos nos ensinando a amar até mesmo os nossos inimigos. Somos aperfeiçoados e crescemos através da comunhão dos santos. Aprendemos a receber perdão e a perdoar.
O segundo, são as circunstâncias: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (Romanos 8:28). Nada acontece sem a permissão do Senhor e mesmo em meio às pressões do dia a dia e aos problemas que enfrentamos, temos esperança e convicção de fé. Entendemos que nada pode nos separar do amor de Deus e sabemos que o Senhor está sempre conosco.
Estes dois catalisadores são externos e não é possível ter controle sobre eles. Porém, quando se trata do terceiro, das Disciplinas Espirituais, Deus age em nós de dentro para fora. Além disso Donald afirma:
“As Disciplinas Espirituais também diferem dos outros dois métodos de mudança porque Deus nos concede uma medida de escolha a respeito do envolvimento com elas. Nós muitas vezes temos pouca escolha em relação às pessoas e circunstâncias que Deus traz às nossas vidas, mas podemos decidir, por exemplo, se iremos ler a Bíblia ou jejuar hoje.”
Buscando santidade através das Disciplinas Espirituais
“Não devemos simplesmente esperar pela santidade, devemos buscá-la.” Donald S. Whitney
Não podemos pensar que a santidade cairá de paraquedas sobre nós ou que fluirá milagrosamente do nosso interior sem que Cristo seja a nossa primazia. Em The Cost of Discipleship (O Custo do Discipulado), Dietrich Bonhoeffer deixa claro que a graça é grátis, mas não é barata. Além disso, existe um propósito para a manifestação da graça.
“Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos. Ela nos educa para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos neste mundo de forma sensata, justa e piedosa, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Ele deu a si mesmo por nós, a fim de nos remir de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, dedicado à prática de boas obras. Tito 2:11-14
Jesus pagou um alto preço para que tivéssemos acesso ao Pai. Nós podemos nos relacionar com o Senhor e isso acontece através da meditação (estudo e leitura da Palavra), da oração, da adoração, e de uma vida de fé condizente com as escrituras. Sim! Não é pelo nosso esforço humano que chegamos a Deus, é pela fé, e pelo mover do Espírito Santo em nós. Mas, é neste lugar de ligação que o Senhor deseja nos manter.
Jesus afirmou que só daremos frutos se permanecermos ligados na videira (João 15). Mas lembre-se, o propósito de seu coração é que sejamos seu povo exclusivo e dedicado à prática de boas obras. As Disciplinas Espirituais são importantes para crescimento em santificação. Por este motivo, apresentarei algumas delas neste devocional.
A SEPARAÇÃO ESPIRITUAL DO CRENTE
2Co 6.17,18 “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso”.
O conceito de separação do mal é fundamental para o relacionamento entre DEUS e o seu povo. Segundo a Bíblia, a separação abrange duas dimensões, sendo uma negativa e outra positiva: (a) a separação moral e espiritual do pecado e de tudo quanto é contrário a JESUS CRISTO, à justiça e à Palavra de DEUS; (b) acercar-se de DEUS em estreita e íntima comunhão, mediante a dedicação, a adoração e o serviço a Ele.
(1) No AT, a separação era uma exigência contínua de DEUS para o seu povo (Lv 11.44; Dt 7.3; Ed 9.2). O povo de DEUS deve ser santo, diferente e separado de todos os outros povos, a fim de pertencer exclusivamente a DEUS. Uma principal razão por que DEUS castigou o seu povo com o desterro na Assíria e Babilônia foi seu obstinado apego à idolatria e ao modo pecaminoso de vida dos povos vizinhos (ver 2Rs 17.7,8; 24.3; 2Cr 36.14; Jr 2.5, 13; Ez 23.2; Os 7.8).
(2) No NT, DEUS ordenou a separação entre o crente e (a) o sistema mundial corrupto e a transigência ímpia (Jo 17.15,16; 2Tm 3.1-5; Tg 1.27; 4.4); (b) aqueles que na igreja pecam e não se arrependem de seus pecados (Mt 18.15-17; 1Co 5.9-11; 2Ts 3.6-15); e (c) os mestres, igrejas ou seitas falsas que aceitam erros teológicos e negam as verdades bíblicas (ver Mt 7.15; Rm 16.17; Gl 1.9; Tt 3.9-11; 2Pe 2.17-22; 1Jo 4.1; 2Jo 10,11; Jd vv.12,13).
9.1- Nossa atitude nessa separação do mal, deve ser de (a) ódio ao pecado, à impiedade e à conduta de vida corrupta do mundo (Rm 12.9; Hb 1.9; 1Jo 2.15), (b) oposição à falsa doutrina (Gl 1.9), (c) amor genuíno para com aqueles de quem devemos nos separar (Jo 3.16; 1Co 5.5; Gl 6.1; cf. Rm 9.1 3; 2Co 2.1-8; 11.28,29; Jd v. 22) e (d) temor de DEUS ao nos aperfeiçoarmos na santificação
(3) Nosso propósito na separação do mal, é que nós, como o povo de DEUS, (a) perseveremos na salvação (1Tm 4.16; Ap 2.14-17), na fé (1Tm 1.19; 6.10, 20,21) e na santidade (Jo 17.14-21; 2Co 7.1) ; (b) vivamos inteiramente para DEUS como nosso Senhor e Pai (Mt 22.37; 2Co 6.16-18) e (c) convençamos o mundo incrédulo da verdade e das bênçãos do evangelho (Jo 17.21; Fp 2.15).
(4) Quando corretamente nos separarmos do mal, o próprio DEUS nos recompensará, acercando-se de nós com sua proteção, sua bênção e seu cuidado paternal. Ele promete ser tudo o que um bom Pai deve ser. Ele será nosso Conselheiro e Guia; Ele nos amará e de nós cuidará como seus próprios filhos (6.16-18).
(5) O crente que deixa de separar-se da prática do mal, do erro, da impureza, o resultado inevitável será a perda da sua comunhão com DEUS (6.16), da sua aceitação pelo Pai (6.17), e de seus direitos de filho (6.18; cf. Rm 8.15,16).
I. A PIEDADE E AS DISCIPLINAS CRISTÃS
1. Exercício corporal e piedade - Contexto: Naquela época as pessoas não tinham como hoje uma vida corrida e sedentária onde precisavam de uma academia para compensar o déficit de cuidado com a saúde e corpo. Na época, as pessoas caminhavam muito e sua locomoção era a pé. Pedro, por exemplo, quando sai de Jope para pregar em Cesaréia para Cornélio, precisou caminhar dois dias a pé e o equivalente a 60km.
Portanto, as pessoas da época tinham mais disposição, ritmo e saúde física. Sendo assim, para as pessoas daquele contexto, quando ouvem Paulo falar do pouco proveito do exercício físico, sabiam que sua referência não era aos cuidados básicos e essenciais, já que, comonormalidade, quase todos plantavam e aravam a terra, pois dependiam de um trabalho manual para sobreviver. Portanto, nenhum deles tinha um estilo de vida sedentário.
Então quando Paulo se referia ao exercício físico, ele estava falando sobre uma cultura que havia sido disseminada na época do império grego e que havia ganhado ainda mais expressão no império romano: a cultura do ginásio (conhecida hoje como academia) com os objetivos de alta performance para competições esportivas ou para definição muscular com objetivos estéticos. Ademais, além da influência da vaidade, havia a visão e crença que os gregos tinham em relação aos seus deuses. Para os gregos, os seus deuses eram semelhantes aos homens em virtudes e defeitos, sujeitos às mesmas paixões e impulsos,
embora dotados de imortalidade. Portanto, para os gregos, desejar um corpo belo, forte e rápido era um meio de se aproximar de seus deuses e, com isso, de uma suposta e superficial perfeição.
Paulo então não condena o exercício, pois como ele mesmo deixa claro, tem algum proveito, mas Paulo condena a cultura desenfreada e demoníaca da época que influenciava toda aquela geração. Paulo queria deixar claro que aquele comportamento não fazia parte da fé
cristã. Por isso, ele condenou o desequilíbrio, o exagero dos helênicos, as mentiras disseminadas e enfatizou assim que o exercício da piedade tinha muito mais proveito do que o exercício físico para a plenitude de vida.
Ali, Paulo fala para Timóteo (filho de grego) o que tem verdadeiramente poder para transformar uma vida e conduzi-la à semelhança do único que tem o padrão perfeito da varonilidade: Jesus.
“Exercita-te, pessoalmente, na piedade.”
Em contrapartida, a piedade (do grego eusebeia, que significa devoção, reverência, santidade prática) é incomparavelmente superior. Paulo diz que ela "para tudo é proveitosa":
· Benefícios presentes: Melhora a qualidade da vida aqui e agora, oferecendo paz, propósito e um caráter moldado por DEUS.
A mensagem não é para negligenciar o corpo, mas para priorizar o espírito. O cuidado físico é bom, mas o treinamento espiritual é essencial.
A relação entre os dois pode ser resumida assim:
· Ambos exigem disciplina, esforço e treinamento (como visto nas disciplinas cristãs mencionadas anteriormente).
2. Piedade Interna e externa - Em alguns textos, o termo aparece associado a deveres religiosos em conjunto com atos de caridade, como no caso de Cornélio, que Lucas identifica como um homem “piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus”. Não há, de fato, como conceber piedade sem amor ao próximo. Não se pode, contudo, resumir piedade a atos de caridade. Na carta de Paulo/ a Timóteo, o contexto em que a expressão aparece permite-nos compreender que o apóstolo refere-se principalmente a disciplinas espirituais, já que traça um paralelo com o exercício corporal. Ademais, no versículo 7 do capítulo 4, usa o verbo exercitar. “[...] exercita-te a ti mesmo em piedade”. A NTLH, que é uma versão dinâmica, traduz como “exercícios espirituais”.
A Piedade Interna: O Coração e a Mente
A piedade interna diz respeito à condição do coração e ao relacionamento privado e íntimo do indivíduo com DEUS. É a fonte, a raiz da vida espiritual. Sem essa base interna, qualquer manifestação externa é vazia ou hipócrita.
As principais características e expressões da piedade interna incluem:
· Atitude de Adoração e Reverência: Um profundo senso de temor (respeito) a DEUS e reconhecimento de Sua santidade e soberania. É a motivação por trás de toda ação.
A Piedade Externa: A Ação e a Vida Pública
A piedade externa é a expressão visível e tangível da vida interior. É a prova de que a fé e a devoção internas são reais e ativas. JESUS enfatizou que uma árvore boa produz bons frutos (Mateus 7:17).
As principais características e expressões da piedade externa incluem:
· Obras de Misericórdia: Ações concretas de ajuda aos necessitados, como alimentar os famintos, vestir os nus e visitar os doentes ou presos, demonstrando compaixão ativa.
A Necessidade de Ambas
A piedade bíblica autêntica exige um equilíbrio entre o que está dentro e o que está fora:
1. Apenas Interna (Sem Fruto): Uma fé que se diz profunda, mas não resulta em amor prático ou mudança de comportamento, é considerada morta ou incompleta (Tiago 2:17).
3. Piedade e discrição - Uma das primeiras preocupações de Jesus no seu ministério foi ensinar aos seus discípulos o caráter eminentemente espiritual do Reino de Deus: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus” (Mt 5.3). Citando Alan Hugh McNeile, A. T. Robertson (2017, p. 67) afirma que a expressão “pobres de espírito” diz respeito aos piedosos em Israel, a maior parte pobre, a quem os ricos irreligiosos menosprezavam e perseguiam, e que Reino dos céus significa o reinado de Deus no coração e na vida do crente, o que mais importa. R. V G. Tasker (1980, p. 49) entende a expressão “pobres de espírito” como uma referência aos que reconhecem de coração ser “pobres” no sentido de não poderem realizar nenhum bem sem assistência divina e, também, que não têm nenhum poder em si mesmos que os ajude a fazer o que Deus requer deles.
Tasker complementa: “O reino dos céus a estes pertence, pois deste reino os orgulhosos por sua autossuficiência são inevitavelmente excluídos”. Fica bem evidenciado que a verdadeira piedade é uma prática espiritual, humilde e profunda, que nasce no espírito e tem expressão mediante a alma e o corpo, já que se encarna na vida. Para que sejam autênticas e agradáveis diante de Deus, as disciplinas espirituais não podem ter qualquer sentido ou propósito exibicionista. Jesus advertiu os seus discípulos a que fossem discretos quando orassem e jejuassem.
II. O DESAFIO DAS DISCIPLINAS ESPIRITUAIS
1. A analogia do corpo - A analogia do corpo humano e do exercício físico é uma das metáforas mais poderosas e frequentemente usadas na teologia cristã para explicar a natureza e a necessidade das disciplinas espirituais. Essa analogia, enraizada nas Escrituras, compara o cultivo da vida interior ao treinamento de um atleta.
A Base Bíblica da AnalogiaO apóstolo Paulo é quem estabelece essa analogia de forma mais direta, usando termos atléticos em suas cartas:
· 1 Timóteo 4:7-8: "Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade [treina-te para ser piedoso]; porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, visto que tem a promessa da vida presente e da que há de vir."
A analogia funciona em vários níveis, destacando verdades essenciais sobre as disciplinas espirituais:
1. Esforço Intencional e Consistência
Assim como ninguém fica fisicamente apto por acidente, ninguém cresce espiritualmente sem esforço intencional e regularidade. Um atleta de elite segue uma rotina rigorosa de treinamento, dieta e descanso. Da mesma forma, as disciplinas espirituais (oração, estudo, jejum) exigem dedicação diária e consistente.
2. Disciplina vs. Rigidez Legalista
A disciplina física não é uma punição, mas um meio para um fim: o desempenho máximo. Da mesma forma, as disciplinas espirituais não são regras rígidas e legalistas para ganhar o favor de DEUS. Elas são meios da graça que nos colocam em um lugar onde DEUS pode nos transformar.
3. Resultados a Longo Prazo
O corpo não se torna forte da noite para o dia; a força é construída músculo por músculo, ao longo do tempo. O crescimento espiritual também é um processo lento e gradual (santificação). A analogia nos lembra de ter paciência e perseverança, pois a transformação do coração é um trabalho de longo prazo.
4. O Corpo Como Ferramenta
No treinamento físico, o corpo é a ferramenta que é exercitada. Nas disciplinas espirituais, o nosso próprio corpo, mente e alma são as áreas que a graça de DEUS molda. É através do nosso corpo que praticamos o serviço, a submissão e a simplicidade. Paulo nos exorta a oferecer nossos corpos como sacrifício vivo (Romanos 12:1), o que é o nosso "culto racional".
5. Hierarquia de Prioridades
Embora o exercício corporal tenha "pouco proveito" (benefícios temporais), a piedade tem valor "para tudo" (benefícios eternos). A analogia ensina que, embora o cuidado físico seja válido, ele é secundário em relação ao investimento na vida eterna.
2. Apatia, engano e pecado - A apatia, o engano e o pecado estão interligados em um ciclo destrutivo na vida espiritual do cristão. Eles representam estágios ou manifestações da resistência à vontade de DEUS e ao cultivo da piedade.
O Pecado: A Raiz do ProblemaO pecado é a transgressão da lei de DEUS e a rebelião contra Seu caráter santo (1 João 3:4). É o afastamento intencional de DEUS. O pecado não é apenas um ato isolado; é uma condição do coração humano decaído que, se não for tratado, gera consequências graves.
A relação do pecado com os outros termos é causal: o pecado gera apatia e é perpetuado pelo engano.
A Apatia: A Consequência do Pecado Não Tratado
A apatia (do grego a-patheia, falta de sentimento ou paixão) no contexto espiritual não é apenas preguiça. É um estado de indiferença, dormência ou insensibilidade em relação às coisas de DEUS, à moralidade e às necessidades espirituais próprias e alheias.
A apatia é uma consequência direta do pecado persistente:
1. Endurecimento do Coração: O pecado repetido cauteriza a consciência. O que antes causava culpa passa a ser tolerado, e a voz do ESPÍRITO SANTO torna-se mais difícil de ouvir.
O Engano: A Manutenção do Ciclo
O engano (ou autoengano) é o mecanismo de defesa que mantém a apatia e o pecado. É a mentira que contamos a nós mesmos para justificar nosso estado espiritual. O engano nos cega para a gravidade da nossa condição.
O engano manifesta-se de várias formas:
· Minimização do Pecado: "Não é tão grave assim", "Todo mundo faz", "DEUS entende minha fraqueza".
O Ciclo Vicioso e a Necessidade de Quebra
Esses três elementos formam um ciclo vicioso:
1. O pecado não tratado enfraquece a vida espiritual.
A quebra desse ciclo exige a intervenção da Palavra de DEUS e do ESPÍRITO SANTO, que trazem luz. As disciplinas espirituais, como a meditação e a confissão, são ferramentas cruciais para:
· Expor o Engano: A Palavra de DEUS é como uma espada que discerne as intenções do coração (Hebreus 4:12), revelando as mentiras que contamos a nós mesmos.
3. Da teoria à pratica - Na sua carta a Timóteo, Paulo refere-se diversas vezes sobre esse aspecto essencialmente prático dos deveres espirituais. No capítulo 2, ele fala abundantemente sobre a oração como disciplina prioritária tanto individual quanto coletiva e pública. A expressão “antes de tudo” em 1 Tm 2.1 mostra a prioridade da prática. A referência a “deprecações, orações, intercessões e ações de graças” revela a diversidade em que as orações devem ser feitas. Quanto à amplitude, Paulo menciona que deve ser “por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão em eminência”. Ou seja, a oração não está sujeita a nossos limites. O caráter coletivo e público é reforçado no versículo 8: “Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda”. Verifica-se outro aspecto bem prático da piedade nos versículos 13 e 15 do capítulo 4, voltados para o estudo e o ensino das Escrituras. Timóteo deveria persistir em ler, exortar e ensinar (v. 13). Já há, portanto, a combinação da prática da oração e do estudo bíblico.
III. AS DISCIPLINAS E A LUTA ESPIRITUAL
1. As astúcias do Maligno - Sabendo que a prática das disciplinas cristãs são fundamentais para nossa saúde e vigor espiritual, numa vida plena e vitoriosa, precisamos estar conscientes de que a observância delas não acontecerá sem oposição do inimigo de nossa alma. Ele procura sempre nos impedir de alguma maneira, querendo fazer com que desistamos de confiar e esperar em Deus. Satanás agiu assim em relação a Daniel quando este orava e jejuava. Depois de algum tempo de resistência enfrentada pelo anjo mensageiro nas regiões celestiais, o profeta recebe a resposta das suas orações e a informação da batalha travada entre os seres espirituais (Dn 10.13,14). O que houve em Daniel é o que não pode faltar em nenhum cristão: a persistência. Tivesse ele desistido nos primeiros dias, frustrado seria o processo espiritual que estava em curso.
O Maligno (Satanás, o Diabo) reconhece o poder transformador das disciplinas espirituais e, por isso, emprega diversas astúcias (estratégias ardilosas e sutis) para nos fazer desistir delas. Seu objetivo é nos manter fracos, apáticos e ineficazes na vida cristã.
A "luta espiritual" mencionada anteriormente é travada, em grande parte, no campo de batalha da nossa mente e rotina diária.
1. A Estratégia da Distração e da Ocupação
Esta é talvez a astúcia mais eficaz na sociedade moderna. O Maligno não precisa necessariamente nos tentar com pecados hediondos; basta nos manter ocupados e distraídos com coisas neutras ou até mesmo boas.
· Aparência: Fazer com que a agenda diária esteja sempre lotada de compromissos de trabalho, familiares, sociais ou de entretenimento.
Quando o cristão começa a praticar as disciplinas, o inimigo tenta corromper a motivação.
· Aparência: Sugerir que as disciplinas são um meio de ganhar a salvação ou o favor de DEUS ("Se você não ler a Bíblia hoje, DEUS ficará desapontado com você"). Isso gera culpa e condenação.
Vivemos numa cultura que espera resultados instantâneos (o "fast-food espiritual"). As disciplinas, porém, exigem paciência e perseverança.
· Aparência: Após uma semana de oração e leitura, o crente pode sentir que nada mudou. O Maligno sussurra: "Isso não funciona. Você não está sentindo nada. Por que continuar perdendo tempo?".
O Maligno ataca a Palavra de DEUS e a eficácia da oração.
· Aparência: Durante a leitura bíblica, surgem dúvidas sobre a veracidade ou relevância do texto. Na oração, a astúcia é sugerir que DEUS não está ouvindo ou não Se importa.
Esta é a astúcia que nos leva ao estado de dormência.
· Aparência: Tornar a prática das disciplinas entediante e sem vida. O crente ora, mas o coração está longe; lê a Bíblia, mas a mente vagueia. A rotina vira ritual vazio.
A chave para vencer essas astúcias é a intencionalidade vigilante:
· Reconhecer a Luta: Estar ciente de que a resistência às disciplinas não é apenas preguiça, mas parte de uma batalha espiritual.
2. Evitando as distrações - A Revolução Industrial, iniciada no século 18, e os séculos posteriores prometeram ao ser humano uma vida econômica estável, facilidade na realização das tarefas cotidianas e tempo de sobra para o lazer, mas isso não foi alcançado. As sociedades atuais são mais agitadas e cansadas do que as do período em que a vida era praticamente toda artesanal ou voltada para a manufatura. Como bem assinala Nienkirchen, o que se tem na vida moderna são pessoas cujas vidas são estressantes e aflitivas (ibid., p. 271). Constatar isso não significa negar a importância das grandes invenções, dos eletrodomésticos e dos muitos equipamentos tecnológicos que facilitam a vida moderna.
A questão está voltada para a gestão humana do tempo, e não para a demonização dos dispositivos e ferramentas que nos oferece a tecnologia. Nesse sentido, o conselho paulino continua aplicável ao cristão de qualquer época, lugar ou cultura: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus” (Ef 5.15,16). Quanta profundidade espiritual em tão poucas palavras! Paulo refere-se à necessidade de um viver prudente, que deve ser sábio, pautado por decisões sensatas. Por outro lado, adverte-nos do perigo da necedade e da estupidez em relação a nosso estilo de vida.
E aponta para uma questão fundamental, que é a administração do tempo (5.16). Como observa Willard H. Taylor (2020, p. 178), a ideia aí não é pagar um preço determinado pelo tempo, mas aproveitá-lo ao máximo. Pode ser que Paulo tivesse em mente a prática do serviço cristão, mas é mais provável que a sua referência tenha a ver com a vida cristã na sua totalidade — principalmente pelo contexto, que fala, inclusive, de práticas litúrgicas sob o enchimento do Espírito (5.18,19). Assim, é bastante evidente que disso faça parte a prática da piedade, tanto na vida privada quanto na congregacional.
Por fim, Paulo aponta para a realidade da piora do sistema de vida humano, valendo-se da expressão “dias maus”, conhecida tanto no Antigo quanto no Novo Testamento (SI 49.5; Ec 7.14; Mt 6.344. Talvez nunca tenha sido tão necessário agir com sabedoria e prudência na administração do tempo, diante da degeneração moral impregnada em todas as áreas do sistema de vida humano, que conspira contra tudo o que diz respeito à vontade de Deus (1 Jo 5.19). Parece-nos muito claro que o conselho joanino de que não amemos o mundo e o que nele há seja de grande abrangência, incluindo os engenhos humanos (inclusive tecnológicos), que lutam para roubar nosso tempo de exercício das disciplinas espirituais. Usá-los, sim, mas sermos manipulados por eles, não.
![]() |
| Ajude esta obra... Código do PIX Banco Mercantil do Brasil |
![]() |
| Pb. Junio | Prof° EBD - YouTube |
AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2.
Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.
Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.
Pr. Local: Pr. Selmo Pedro.
INSTAGRAN: @PBJUNIOOFICIAL
FACEBOOK: JOSÉ EGBERTO S. JUNIO
CANAL YOUTUBE.: https://www.youtube.com/@pb.junioprofebd7178 Toda semana tem um vídeo da Lição. Deixem seu Like.
![]() |
| Chave do PIX Banco Mercantil |
BIBLIOGRAFIA
Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias
Livro O Homem, a natureza humana explicada pela bíblia - Corpo, Alma e Espírito, Pr. Severino Pedro da Silva, Editora CPAD
Mortificando o pecado pelo Espírito Santo - Ministério Fiel
Estudos Doutrinários da Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD
https://fhop.com/serie-disciplinas-espirituais-se-tornado-parecidos-com-jesus/
https://www.pregacaocrista.com/exercitando-se-na-piedade/
https://ebdnatv.blogspot.com/2025/12/escrita-licao-11-cpad-o-espirito-humano.html
.png)



Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu feedback
Compartilhem!!!!