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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

LIÇÃO 09 - VONTADE - O QUE MOVE O SER HUMANO.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                    TEXTO ÁUREO 

"Digo porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscências da carne." (Gl 5.16)


                    VERDADE PRÁTICA 

Guiada por Deus, a vontade é uma bênção extraordinária, vital para a existência humana.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Galátas 5. 16-21; Tiago 1.14, 15; 4. 13-17


                        INTRODUÇÃO 

"Andar no espírito" significa viver em comunhão e submissão ao Espírito Santo, permitindo que Ele guie as decisões, pensamentos e atitudes diárias. É viver de acordo com a vontade de Deus, o que se manifesta através de um comportamento que demonstra o fruto do Espírito, como amor, alegria, paz e paciência, além de resistir às tentações da carne e viver uma vida alinhada com o caráter de Cristo. 

  • Submissão à orientação divina: 

Andar no espírito é seguir a direção do Espírito Santo em todas as áreas da vida, confiando em Sua orientação em vez de depender apenas da própria vontade ou das circunstâncias. 

  • Transformação interior: 

É permitir que o Espírito Santo molde o caráter, tornando a pessoa mais parecida com Cristo. Essa transformação ocorre no nível mais profundo, alinhando desejos e pensamentos à vontade de Deus. 

  • Vitória sobre o pecado: 

O Espírito Santo capacita o cristão a vencer os desejos da carne e as tentações, fortalecendo-o para viver uma vida de vitória sobre o pecado. 

  • Comportamento cristão: 

A expressão prática de "andar no espírito" é o modo de vida que demonstra o fruto do Espírito (amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio). 

  • Relacionamento prático: 

Não se trata apenas de um estado emocional, mas de uma prática diária de se alinhar com o Espírito Santo. Isso inclui estar em constante comunicação com Deus, orar sem cessar e dar graças em tudo. 



                I.      VONTADE: MOTIVAÇÃO E AÇÃO 

1.    Conceito de vontade    -      A vontade é uma força interior dada por Deus e que põe o ser humano em movimento em todas as áreas da vida. Essa força foi corrompida com a Queda (assim como tudo o mais no homem), mas ainda se mostra vital para a existência humana. Num sentido geral, vontade ou volição pode ser conceituada como a capacidade humana de desejar, querer, almejar, escolher e agir. Analisando os termos gregos utilizados com o sentido de vontade na literatura secular antiga e na Bíblia (boulomai e thelo), Coenen e Brown  (2000, p. 2674-2683) extraem diversos significados: “ter vontade”, “desejar”, “querer”, “almejar”, “intenção”, “propósito”, “ter em vista”, “eleger”, “estar resoluto”, “decidir”. A diferença entre os dois termos seria que o primeiro tem um sentido mais racional, e o segundo, mais emocional: “Sugere-se que boulomai fosse originalmente mais a determinação que surge da consideração consciente, livre da emoção, um esforço, em contraste com o desejo mais emocionalmente orientado que é expresso por ethelo” (p. 2675). Referindo- -se mais especificamente ao emprego de boulomai no Novo Testamento, os citados autores afirmam que o termo pode denotar a volição consciente como consequência da reflexão específica, uma decisão da vontade e que pressupõe a possibilidade de liberdade da decisão; que pode denotar uma vontade determinada pelas inclinações pessoais (p. 2676). 

 Essa análise do conceito de vontade tem muita relevância na Doutrina da Salvação. Como nos ensina a Declaração de Fé das Assembléia de Deus (ibid., p. 114,115): 

 Deus derrama sua graça, sem a qual o homem não pode entender as coisas espirituais, ou seja, foi Deus quem tomou a iniciativa na salvação, “do Senhor vem a salvação” (Jn 2.9), agindo em favor das pessoas. Graça é um favor imerecido. E por meio da graça que Deus capacita o ser humano para que ele responda com fé ao chamado do evangelho: “Alas, se ê por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já é graça” (Rm 11.6). Todavia, os seres humanos, influenciados pela graça que a habilita a livre escolha, são livres para escolher, por isso a graça divina pode ser resistida: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela ê de Deus ou se eu falo de mim mesmo” (Jo 7.17). Deus proveu a salvação para todas as pessoas, mas essa salvação aplica-se somente àqueles que creem: “isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem” (Rm 3.22). Nesse sentido, não há conflito entre a soberania de Deus e a liberdade humana. 


2.     Do pensamento à ação    -     Quanto à relação entre vontade e sentimento, não é incomum ocorrer a confusão entre essas duas faculdades. Um exemplo disso está relacionado com a fome. As vezes afirmamos que estamos sentindo vontade de comer. Em princípio, a fome é apenas uma necessidade fisiológica, mas sabemos que banquetes não são preparados apenas por causa do estômago. Como vimos no início deste capítulo, os desejos humanos em geral têm relação com a alma, tanto que nephesh aparece, às vezes, na literatura hebraica com esse sentido. A linguagem bíblica é ampla e não fragmentada, como já abordamos. Assim, o conceito de desejo à luz da Bíblia não é apenas fisiologia — principalmente porque as Escrituras buscam descrever o ser humano na sua integralidade. Em relação à vontade, o apetite é um desejo que surge para que o ser humano satisfaça uma necessidade. 

(Veremos isso melhor no tópico II. subtópico l, quando tratarmos da experiência do povo de Israel no deserto). Por que, então, às vezes tratamos essa vontade como um sentimento? Em alguns casos, isso é correto, já que a “vontade de comer” pode não ser real ou fisiológica, mas emocional. A ansiedade pode ser um fator desencadeador da “vontade de comer”, mesmo não havendo uma necessidade fisiológica real. A tristeza também pode estimular-nos à busca de alimento, na vã tentativa de superá-la. Em casos assim, sentimento e vontade confundem-se e relacionam-se com a própria fisiologia.


3.    Fraqueza de vontade    -   Adão caiu porque DECIDIU PECAR. O segundo Adão, apesar de ter se preparado no estudo da Palavra de DEUS, na oração e no jejum, precisava ser cheio do ESPÍRITO SANTO para vencer a luta que o primeiro Adão perdeu, não existe como vencer Satanás sem o ESPÍRITO SANTO que tem o maior poder que existe sobre a face da Terra ou em qualquer parte, como na esfera do cosmos ou da superior, a espiritual. JESUS não teve, literalmente, as mesmas tentações que nós (não existia drogas, cigarros, cervejas, ele não era político, etc...), mas recebeu as tentações nas mesmas áreas que nós - Corpo, Alma e ESPÍRITO. Concupiscência dos olhos, da carne e soberba da vida. Portanto, foi tentado da mesma forma que nós somos, nas mesma áreas que nós. - Observações do Pr. Henrique).

Na Bíblia, a fraqueza de vontade é vista tanto como uma vulnerabilidade humana à tentação (pecado) quanto como uma oportunidade para experimentar o poder de Deus (2 Coríntios 12:9). Ela se manifesta na inconstância da fé, na incapacidade de resistir aos desejos da carne e na dificuldade de perseverar, mesmo com força de vontade própria. A superação vem não pela própria força, mas pela dependência de Deus, pela confissão de pecados, pela prática de disciplinas espirituais (oração, leitura bíblica) e pela rendição à Sua graça, que se aperfeiçoa na nossa fraqueza. 
Definição e manifestação da fraqueza de vontade
  • Vulnerabilidade ao pecado: A fraqueza de vontade é frequentemente resultado de vícios e hábitos pecaminosos, que enfraquecem a capacidade de escolher o bem.
  • Inconstância na fé: Espiritualmente, a fraqueza se manifesta na inconstância, onde um pequeno obstáculo pode levar à dúvida e ao desânimo.
  • Incapacidade de seguir a Deus por conta própria: A Bíblia ensina que a força de vontade humana não é suficiente para mudar o coração ou seguir os mandamentos de Deus, pois os desejos da carne muitas vezes se opõem ao espírito. 
A fraqueza como oportunidade
  • A graça de Deus em nossa debilidade: A fraqueza humana é o momento em que reconhecemos nossa necessidade de Deus. Quando nos sentimos fracos, a graça e o poder de Cristo podem se manifestar mais claramente em nossas vidas, como diz o apóstolo Paulo em 2 Coríntios 12:9.
  • Dependência e humildade: Em vez de ser um sinal de derrota, a fraqueza nos leva a depender mais de Deus, pois nos torna mais vulneráveis ao Seu poder e amor. A verdadeira força, na perspectiva bíblica, é confiar em Deus em vez de na própria capacidade. 
Como superar a fraqueza de vontade

  • Busque a força divina: A solução não está em sua própria força, mas em se entregar a Deus e permitir que Ele opere em você. A fé é a confiança em Deus, mesmo quando não se entende o plano dele.
  • Pratique disciplinas espirituais: A prática constante de disciplinas espirituais como oração, leitura da Bíblia, jejum e meditação fortalece o espírito e ajuda a controlar os desejos da carne.
  • Confesse seus pecados: Confessar pecados escondidos e buscar o perdão de Deus com um coração contrito é um passo fundamental para a purificação e o fortalecimento espiritual.
  • Viver em comunhão: Viver em comunidade com outros cristãos e buscar ajuda em uma igreja é crucial para receber apoio e encorajamento para vencer as fraquezas. 



                    II.     DESEJOS DA ESCRAVIDÃO À REDENÇÃO 

1.    A experiência do deserto    -    Ser escravo dos próprios desejos é uma das circunstâncias mais trágicas que o ser humano pode enfrentar. Isso, porém, não acontece senão após uma rebelde insistência do homem em agir frontalmente contra a vontade divina. Não raro essas atitudes revelam ingratidão, como aconteceu com o povo hebreu no deserto. O texto de Números 11.1-10 nos apresenta um povo cheio de fraquezas, que provocava a Moisés e a Deus com lembranças infantis, pela influência do vulgo (os não israelitas) que acompanharam Israel desde o Egito (Nm 11.4-6). A nephesh dos hebreus recusava o maná que Deus havia-lhes enviado (Nm 11.7-9) e ansiava pelas comidas do Egito. Isso mostra mais uma vez a correlação entre a alma e os desejos do homem necessitado no seu aspecto fisiológico, além de apontar para a conexão da volição com a condição espiritual. Tudo neles conspirava contra a vontade de Deus. Numa condição emocional deplorável, o povo chorava como uma criança birrenta. O Senhor decidiu satisfazer-lhes os desejos, enviando-lhes carne até que ficassem enfastiados (Nm 11.18-20).

 Esse episódio demonstra a condescendência de Deus com a vontade própria humana e da sequela infeliz que isso causou, conforme observa Derek Kidner (1981, p. 397).3 O texto mostra que Israel tornou-se escravo dos seus desejos. E não foi um mero desejo, mas um desejo insaciável (NVT), uma cobiça excessiva (BKJ). Encontramos o mesmo registro em Salmos 78.29- 33. Donald Stamps (p. 999) comenta a ação divina em relação à insistência humana de apresentar os seus próprios desejos a despeito de contrários à vontade de Deus: “Quando insistimos em satisfazer os nossos desejos egoístas, às vezes Deus nos permite fazer as coisas à nossa maneira, mas também nos deixa sofrer as consequências físicas e espirituais”. E a condescendência de que fala Kidner. Fica evidente o quanto a atitude soberba e impenitente do povo de Israel — que buscava impor os seus próprios desejos contra a vontade de Deus — causou prejuízos à sua alma, trazendo profunda tristeza e angústia.


2.    Os desejos na era cristã    -     O drama dos desejos humanos continua na era cristã com uma diferença fundamental: Cristo venceu o pecado e dá poder a nós para que também o vençamos (ver Rm 6.6). Mas, enquanto estamos neste corpo mortal, há um conflito espiritual constante.

 Donald Stamps (p. 2073) aborda a questão das duas naturezas que coabitam no crente, explicando que a rejeição dos desejos carnais é, pela graça de Deus, um ato de vontade (uma escolha) da pessoa regenerada: 

 Embora os cristãos nascidos de novo tenham recebido a nova vida do Espírito de Deus, eles ainda retêm a natureza pecaminosa com as suas más inclinações e tendências de se rebelar contra Deus (G1 5.16-21). Essa natureza pecaminosa jamais pode ser considerada boa; ela deve ser condenada à morte espiritual — ‘crucificada com Cristo’ (cf. Rm 6.6; G1 2.20; 5.24) — e vencida com a ajuda e o poder do Espírito de Deus (Rm 8.13). Os seguidores de Cristo vencem a sua natureza humana negando-se a si mesmos diariamente (isto é, deixando de lado seus próprios desejos egoístas e escolhendo o caminho de Deus, Mt 16.24; Rm 8.12-13; Tt 2.12). Eles fazem uma escolha deliberada de eliminar de suas vidas tudo o que podería comprometer seu relacionamento com Deus ou levá-los a desafiar ou desagradar a Ele [...]. 

 Paulo expõe o seu drama pessoal entre a vontade do homem espiritual e a vontade do homem carnal, vendido sob o pecado: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer  está em mim, mas não consigo realizar o bem” (Rm 7.18). Isso significa que a vontade do homem natural, não regenerado, não é suficiente para vencer a força do pecado. No versículo 22 do mesmo capítulo, o apóstolo refere-se ao homem espiritual, cuja vontade é inclinada para a vontade de Deus: “Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus”. Na sequência, refere-se ao conflito que persiste entre as duas naturezas no cristão nascido de novo: “Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros” (7.24).


3.    A decisão do homem redimido    -     Como já enfatizado, a luta interior entre as inclinações da natureza pecaminosa e do espírito do homem regenerado exige do cristão uma tomada de decisão. Com a graça de Deus, é possível vencer a força do pecado e não ceder às paixões carnais, pois é a obra da salvação realizada por Cristo que nos liberta do poder do pecado.

 Conforme o Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal (p. 295), 

 Enquanto os crentes vivem neste mundo, enfrentam uma tensão constante entre o que a carne e o que o Espírito querem. Não devemos concluir, com base nas palavras de Paulo, que a nossa personalidade tem duas partes, nem que temos duas forças iguais e opostos lutando para assumir o controle. Em Cristo e no Espírito Santo, nós temos uma nova vida de ressurreição que é vitoriosa. O Espírito Santo em nós assegura a nossa total redenção e modifica ção futura. Embora tenhamos uma vida nova em Cristo, nós ainda temos uma mente e um corpo inclinados à rebelião e seduzidos por desejos pecaminosos. Devemos resistir a estes desejos.



                    III.    O ENSINO SOBRE OS DESEJOS EM TIAGO 

1.   Atração e engano    -   "A Tentação Vem de Dentro (1.14)

Tiago conhecia os poderes sobrenaturais do mal que agiam no mundo (cf. 3.6), mas aqui ele procura ressaltar o envolvimento e a responsabilidade pessoal do homem ao cometer pecados. O engodo do mal está em nossa própria natureza. Ele está de alguma forma entrelaçado com a nossa liberdade. A questão é: 'Será que eu preferiria ser livre, tentado e ter a possibilidade de vitória ou ser um 'bom' robô?' O robô está livre de tentação, mas ele também não conhece a digni.dade da liberdade ou o desafio do conflito e não conhece nada acerca da imensa alegria quando vencemos uma batalha.
Tiago diz que cada um é atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Essa palavra epithumia ('desejo', RSV) pode ter um significado neutro, nem bom nem mal. Assim, H. Orton Wiley escreve: 'Todo apetite nunca se controla, mas está sujeito ao controle. 

Por isso o apóstolo Paulo diz: 'Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado' (1 Co 9.27)'. Este talvez seja o sentido que Tiago emprega aqui.
No entanto, na maioria dos casos no Novo Testamento, epithumia tem implicações maléficas. Se for o caso aqui, quando um homem é seduzido para longe do caminho reto, isso ocorre por causa de um desejo errado. Tasker escreve: 'Este versículo, na verdade, confirma a doutrina do pecado original. Tiago certamente teria concordado com a declaração de que 'a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice' (Gn 8.21). Desejos concupiscentes, como nosso Senhor ensinou de maneira tão clara (Mt 5.28), são pecaminosos mesmo quando ainda não se concretizaram em ações lascivas'. Se essa interpretação for verdadeira, há aqui mais uma dimensão na origem da tentação. Desejos errados podem ser errados não somente porque são incontrolados, mas porque, à parte da presença santificadora do ESPÍRITO, eles são carnais 


2.     Abortando o processo    -   Por Que Ê Importante Resistir à Tentação?

1. A tentação, se não for dominada, destrói a fibra moral.

2. Há uma bem-aventurança especial pronunciada em prol daqueles que resistirem às tentações, a saber, a «coroa da vida», e isso por promessa de DEUS (ver Tia. 1:12).

3. Isso significa que a santificação conduz à glória, o que é um tema ensinado em vários lugares do N.T. (Ver Mat. 5:48 e II Tes. 2:13).

4. Os testes, por si mesmos, podem ser forças que nos ajudem em nosso desenvolvimento espiritual; isso é explicado abundantemente em Atos 14:22.

«Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam» (Tia. 1:12).

«...juntamente com a tentação...» No original grego temos «...o livramento...», com o artigo definido, o que certamente indica «o meio de escape». Mui provavelmente isso quer dizer que no caso de cada tentação, manifestar-se-á alguma maneira pela qual podemos escapar ao mal, algum meio que nos capacite a suportar a dor e a tristeza.

«É uma demonstração de covardia cedermos à tentação, bem como um voto de desconfiança a DEUS». (Robertson, in loc.).

A parte seguinte do presente versículo deixa entendido que o «escape» só aparece através da resistência e da persistência do crente.

«...de sorte que a possais suportar...» Notemos que não nos é dado o «escape» por meio da ausência de toda a tentação; nem nos é outorgado o «escape» porque logo somos livres da tribulação. Antes, esse «escape» nos é proporcionado ‘porque’ temos podido resistir e chegar ao triunfo. Somente essa forma de escape e de disciplina é que pode produzir qualquer crescimento cristão substancial.

«Com frequência, o único ‘escape’ se verifica através da ‘resistência’. Ver Tia. 1:12». (Vincent, in loc.).

«Veja uma porta aberta para sua saída; e o homem continuará lutando, levando a sua carga. A palavra grega ‘ekbasis’ (escape) significa ‘saída’, escape para longe da luta. Logo em seguida aparece ‘upenegkein’ (sustentar debaixo de algo), em que esta última ação é possibilitada pela esperança relativa àquela primeira. Quão diferente é tudo isso da consolação estoica dos suicidas: ‘A porta continua aberta’! No caso desta epístola aos Coríntios, a ideia de ‘tentação’ deve incluir tanto as atrações em direção à idolatria como as perseguições que o abandono da idolatria envolve». (Findlay, in loc.).

«Neste versículo encontramos talvez a exposição mais prática, e, portanto, mais clara, que se pode achar acerca da doutrina do livre-arbítrio humano, em relação ao poder governador de DEUS. DEUS abre a estrada, mas o próprio homem deve ‘caminhar’ por ela. DEUS controla as circunstâncias; mas o homem se utiliza delas. É nesse ponto que jaz a sua responsabilidade como homem». (John Short, in loc).

«.. .A providencia de DEUS abre um caminho em meio a teia. DEUS sempre abre uma brecha nessa fortaleza doutra maneira inexpugnável. No caso de alguma alma reta entrar em dificuldades e apertos, podemos descansar certos de que haverá um ‘meio de escape’, tal como houve uma ‘entrada’; e também que o teste jamais ultrapassará as forças que DEUS dá a cada qual, para que possa suportar à prova». (Adam Clarke, in loc.).




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Corpo, Alma e Espírito - A Restauração Integral do Ser Humano para chegar à Estatura Completa de Cristo, Silas Queiroz - Editora CPAD

Livro O Homem, a natureza humana explicada pela bíblia - Corpo, Alma e Espírito, Pr. Severino Pedro da Silva, Editora CPAD


(TAYLOR, S. Richard. Comentário Bíblico Beacon: Hebreus a Apocalipse. Vol. 2. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.159-60).

CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 4. pag. 154-155.



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