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| Pb. Junio - Congregação Boa Vista II |
TEXTO ÁUREO
"E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne." ( Jl 2.28a)
VERDADE PRÁTICA
O derramamento do Espírito Santo é uma promessa universal que capacita a Igreja com poder para pregar o Evangelho.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Joel 2.28, 29; Atos 2. 1-4; 8.14-17; 1Corintios 12. 4-7
INTRODUÇÃO
Aqui está a divisão da profecia em dois momentos:
1. O Primeiro Cumprimento: A Igreja (Pentecostes)
- O Evento: Atos 2:16-21. O apóstolo Pedro cita Joel 2 ao explicar o derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, dizendo: "isto é o que foi dito pelo profeta Joel".
- Significado: O "derramamento sobre toda a carne" começou ali. O Espírito Santo, que antes vinha apenas sobre líderes específicos no Antigo Testamento, passou a habitar em todos os crentes (judeus e gentios, jovens e velhos, servos e servas).
- Característica: É a "chuva temporã" (início da colheita espiritual). A igreja é capacitada para pregar o evangelho.
2. O Segundo Cumprimento: O Milênio (Era Messiânica)
E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar. Joel 2:30-32
- O Evento: Joel 2:30-32 (final) e Joel 3. A profecia menciona "prodígios no céu e na terra, sangue, fogo e colunas de fumaça" e o sol se tornando em trevas antes do "grande e terrível dia do Senhor".
Mas Judá será habitada para sempre, e Jerusalém de geração em geração. E purificarei o sangue dos que eu não tinha purificado; porque o Senhor habitará em Sião. Joel 3:20,21
- Significado: Muitos estudiosos argumentam que esses sinais cósmicos não ocorreram no Pentecostes, indicando que o cumprimento total está ligado à segunda vinda de Cristo e ao seu reino de 1000 anos sobre a terra.
- Característica: No Milênio, haverá uma restauração física e espiritual total de Israel, a presença do Messias reinará, e o derramamento do Espírito será universal e contínuo, trazendo paz e abundância, simbolizando a "chuva serôdia" (colheita final).
- Bezalel (Êxodo 31:2-5): Enchi-o do Espírito de Deus, de sabedoria, de inteligência e de conhecimento para criar obras artísticas para o Tabernáculo.
- Moisés e os 70 Anciãos (Números 11:25): Deus tirou do Espírito que estava sobre Moisés e o colocou sobre os anciãos para ajudarem na liderança e profetizarem.
- Josué (Números 27:18; Deuteronômio 34:9): Descrito como homem em quem há o Espírito, cheio de sabedoria para suceder Moisés.
- Os Juízes (Juízes 3:10, 6:34, 14:6): O Espírito "apoderava-se" deles para libertar Israel, como Otoniel, Gideão e Sansão.
- Davi (1 Samuel 16:13): O Espírito do Senhor se apossou dele desde o dia em que foi ungido rei.
- Saul (1 Samuel 10:10): O Espírito de Deus veio sobre ele, e profetizou.
- Profetas (Ezequiel 2:2, Miqueias 3:8): Eram capacitados pelo Espírito para transmitir a palavra de Deus.
- No Antigo Testamento, a ação do Espírito era frequentemente para capacitação dinâmica e revestimento de poder para o serviço de Deus.
I. A PROMESSA DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO
1. Uma promessa de abrangência - Na Antiga Aliança, o Espírito atuava de modo pontual sobre pessoas específicas e para tarefas determinadas (1 Sm 19.20; 2 Cr 15.1; Ez 37.1). Porém, cerca de 800 anos antes de Cristo, Joel profetizou uma nova dispensação. O livro de Joel, escrito durante seu ministério profético em Judá (c. 835-825 a.C.), situa-se num cenário de crise nacional, simbolizada pelo juízo divino por meio da invasão de gafanhotos e de uma seca terrível que devastaram a nação (J1 1.1-20). Essas calamidades levaram os judeus ao arrependimento profundo e ao clamor incessante por misericórdia divina (J1 2.12-17).
A profecia de Joel expressa o coração de Deus em derramar seu Espírito sobre todos os que creem — um novo tempo em que a graça e o poder divinos são acessíveis a homens e mulheres de todas as idades e condições. Sinaliza que a promessa democratiza a ação do Espírito, quebrando as exclusividades da Antiga Aliança. A promessa do Espírito é vigente para todos, e a Igreja hodierna é chamada a buscá-la e manifestá-la em dons e santidade. E, conforme o pastor Antonio Gilberto, “a plenitude da promessa pentecostal [...] aguar da um pleno cumprimento futuro [...]. E esse avivamento atingirá a igreja, em geral, e as suas instituições”.
2. Uma promessa com ação sobrenatural - Nessa ação do Espírito ocorre uma mudança de paradigma. Como já assinalado, a promessa de derramamento não exclui e nem discrimina grupos de pessoas, expressando a extensão plena da graça sobre todas as gerações e todas as classes de indivíduos. Nas dispensações anteriores, o Espírito de Deus esteve restrito a indivíduos específicos, escolhidos soberanamente para desempenharem funções determinadas no plano divino. Assim, líderes tais como Gideão (Jz 6.34), os primeiros reis, Saul e Davi (1 Sm 10.6; 16.13), e o profeta Miqueias (Mq 3.8) receberam o Espírito de modo particular e temporário.
Entretanto, com a promessa escatológica do derramamento, a capacitação do Espírito foi estendida a todo o povo de Deus, de modo que “cada um se tornaria profeta”, participante direto da ação e da revelação divina. Elas indicam que a vida cheia do Espírito é ativa, dinâmica e sensível à voz de Deus (Rm 8.14). Onde o Espírito Santo é bem-vindo, o agir de Deus se manifesta com propósito e poder (2 Co 3.17). Todo crente deve cultivar uma vida de comunhão e santidade, a fim de ser um canal sensível para as manifestações dos dons do Espírito (1 Co 12.4-7).
3. Uma promessa para os últimos dias - O Que Foi Dito Pelo Profeta Joel (At 2.16-18)At 2.16 Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: 17 E nos últimos dias acontecerá, diz DEUS, que do meu ESPÍRITO derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos;18 e também do meu ESPÍRITO derramarei sobre os meus servos e minhas servas, naqueles dias, e profetizarão;
1- E nos últimos dias acontecerá, diz DEUS,
NOS ÚLTIMOS DIAS.
(1) No AT os últimos dias eram tidos como o tempo em que o Senhor agiria poderosamente, julgando o mal e concedendo salvação ao seu povo (cf. Is 2.2-21; 3.18 4.6; 10.20-23; Os 1.2; Jl 1.3; Am 8.9-11; 9.9-12).
(2) O NT revela que os últimos dias começaram com a primeira vinda de CRISTO e o derramamento inicial do ESPÍRITO sobre o povo de DEUS, e que terminarão com a segunda vinda do Senhor (Mc 1.15; Lc 4.18-21; Hb 1.1,2). Este período específico é caracterizado como a era do juízo contra o mal, da autoridade sobre os demônios, da salvação da raça humana e da presença aqui do reino de DEUS.
(a) Estes últimos dias serão assinalados pelo poder do ESPÍRITO SANTO (Mt 12.28).
(b) Os últimos dias abrangem a investida do poder de DEUS, através de CRISTO, contra o domínio de Satanás e do pecado. Mesmo assim, a guerra apenas começou; não chegou ao fim, pois o mal e a atividade satânica ainda estão fortemente presentes (Ef 6.10-18). Por isso, somente a segunda vinda de JESUS aniquilará a atividade do poder maligno e encerrará os últimos dias (cf. 1 Pe 1.3-5; Ap 19).
(c) Os últimos dias serão um período de testemunho profético, conclamando todos a se arrependerem, crerem em CRISTO e experimentarem o derramamento do ESPÍRITO SANTO (1.8; 2.4,38-40; Jl 2.28-32). Devemos proclamar a obra salvífica de CRISTO, no poder do ESPÍRITO, mesmo enquanto antevemos o dia final da ira (Rm 2.5), i.e.: o grande e glorioso Dia do Senhor (2.20b). Devemos viver todos os dias em vigilância, esperando o dia da redenção e a volta de CRISTO para buscar o seu povo (Jo 14.3; 1 Ts 4.15-17). (d) Os últimos dias introduzem o reino de DEUS com sua demonstração de pleno poder (ver Lc 11.20). Devemos ter a plenitude desse poder no conflito contra as forças espirituais do mal (2 Co 10.3-5; Ef 6.11,12) e no sofrimento por causa da justiça (Mt 5.10-12; 1 Pe 1.6,7)
2- que do meu ESPÍRITO derramarei
O derramamento do ESPÍRITO SANTO e os sinais sobrenaturais que o acompanham, não podem ser limitados unicamente ao dia de Pentecoste. O poder e a bênção do ESPÍRITO SANTO são para todo cristão receber e experimentar, no decurso de toda a era da igreja, que é a totalidade do período de tempo entre a primeira e segunda vinda de CRISTO (Ap 19.20; ver At 2.39
3- sobre toda a carne
MEUS SERVOS E MINHAS SERVAS. Segundo a profecia de Joel, citada por Pedro, o batismo no ESPÍRITO SANTO é para aqueles que já pertencem ao reino de DEUS, i.e., servos de DEUS, ou crentes; tanto homens como mulheres salvos, regenerados, pertencentes a DEUS.
Plataforma Para A Manifestação Dos Dons E Outras Maravilhas Do ESPÍRITO SANTO.
O crente precisa receber o batismo com o ESPÍRITO SANTO para que receba o restante do “pacote” espiritual, os dons do ESPÍRITO SANTO.
O Revestimento Do ESPÍRITO SANTO É O Segredo Da Nossa Vitória
Sereis revestidos de poder = Poder é o que está faltando a muitos que estão pregando vãs filosofias ao invés de entrar para as fileiras dos marcham para vencer e e serem vencedores com CRISTO, cheios do ESPÍRITO SANTO
É A Provisão De DEUS Para Os Últimos Dias
1- Estão cheios de mosto
2.13 MOSTO. Mosto (gr. gleukos) normalmente se refere ao suco de uva não fermentado. Aqueles que zombavam dos discípulos talvez hajam empregado este termo, ao invés da palavra mais comum no NT para vinho (oinos), porque sabiam que os discípulos de JESUS usavam somente este tipo de vinho doce, não fermentado. Neste caso, sua zombaria teria sido sarcástica.
2- São homens sem letras
Assim queriam dizer que só os ignorantes e iletrados seguiam esta nova religião. Não sabiam que as coisas de DEUS se discernem espiritualmente e não pela mente e sabedoria humanas.
3- O batismo com o ESPÍRITO SANTO vem de fonte impura
JESUS foi acusado de ter demônio, e pior do que isto, de ter o príncipe dos demônios; como seguidores de JESUS também passamos por estas acusações daqueles que não sabem que nós é que expulsamos os demônios daqueles que são dominados por eles, em nome de JESUS.
4- Ficamos ao lado de Pedro na defesa desta grandiosa bênção
Pedro pregou um longo discurso dizendo que não estavam embriagados sendo aquela a hora de 09:00h da manhã (terceira hora do dia), também disse que aquilo que estava acontecendo era a promessa de DEUS predita pelo profeta Joel, por Isaías e pelo próprio JESUS.
II. O CUMPRIMENTO: PODER PARA TESTEMUNHAR
1. O Espírito Santo veio com o poder do Alto - A expressão “revestidos” traduz o verbo grego endyõ, usado para a ideia de “vestir-se de algo”, “entrar numa roupa”, “ser envolvido como por uma armadura” (cf. Rm 13.12; Cl 3.10; Ef 6.11). Aqui, denota a investidura sobrenatural do Espírito sobre os discípulos, preparando-os não apenas para resistir ao pecado, mas, sobretudo, ousadia para pro clamar o evangelho (At 4.31). O termo grego dynamis (poder) remete a uma energia ativa, operante, que procede do próprio Deus. Em Atos, esse poder é diretamente associado à missão: “serão minhas testemunhas [...] até os confins da terra” (At 1.8, NAA). Aponta para uma capacitação sobrenatural e indispensável para testemunhar de Cristo. Assim sendo, o Espírito Santo veio com “poder do alto” para atuar em múltiplas dimensões: (i) na santificação, capacitando o crente a mortificar as obras da carne (Rm 8.13); (ii) no testemunho com ousadia, preparando os discípulos a pregar com intrepidez (At 4.31); (iii) nos dons espirituais, concedendo graça para realizar sinais e prodígios (1 Co 12.7-11); (iv) na edificação da Igreja, servindo para fortalecer e expandir o corpo de Cristo (Ef 4.11 -13). Em suma, historicamente, inaugura a Igreja; doutrinariamente, autentica a promessa do Pai mediada pelo Filho; teologicamente, conduz à santificação, ao testemunho ousado, à manifestação dos dons e à edificação do povo de Deus.
2. Os sinais da descida do Espírito Santo - Visto que, noutros lugares, o ESPÍRITO é assemelhado ao vento, e que a palavra aqui empregada (Grego pneuma), pode ter ambos os sentidos, não é de se estranhar que o primeiro dos dois símbolos que acompanhavam a Sua chegada era um som como de um vento; Lucas o descreveu como sendo quase palpável quando disse que encheu toda a casa. A linguagem, conforme devemos notar, é aquela da analogia - um som como o do vento - e indica que tratamos com uma ocorrência sobrenatural. O simbolismo relembra as teofanias do Antigo Testamento (2 Sm 22:16; Jó 37: 10; Ez 13:13): o vento é um sinal da presença de DEUS como ESPÍRITO. O segundo símbolo foi o fogo. Uma chama se dividiu em várias línguas, de modo que cada urna delas pousou sobre urna das pessoas presentes. Outra vez, a descrição é analógica - como de fogo. E, mais urna vez, relembramos asteofanias do Antigo Testamento, especialmente aquela no Sinai Êx 19:18).
4. Com estes sinais externos, veio o ESPÍRITO SANTO como realidade interna e invisível que demonstrou a Sua presença mediante os efeitos sobre os discípulos. Lucas emprega a expressão ficaram cheios para descrever a experiência. Esta palavra se emprega quando as pessoas recebem o revestimento inicial do ESPÍRITO para capacitá-las para o serviço de DEUS (9:17; Lc 1 :15), e também quando ficam inspiradas para fazerem declarações importantes (4:8, 31; 13:9); palavras assim se empregam para descrever o processo contínuo de ser cheio com o ESPÍRITO (13:52, Ef 5:18) ou o estado correspondente de estar cheio (6:3; 5; 7:55; 11 :24; Lc 4:1).Vincent, descreve que a intensidade do som (gr. êchos) era, literalmente, de um vento forte e contínuo.10 A Bíblia de Jerusalém (BJ) traduz por “um ruído como o agitar-se de um vendaval” e a Bíblia King James (BKJ) como “uma rajada de vento impetuoso”. A frase traduzida “como que de fogo” (gr. hõseí pyr) significa “como se fosse”, isto é, “semelhante ao fogo”, mas não consistindo de fogo.11 A Bíblia Literal do Texto Tradicional (LTT) traduz adequadamente “línguas como que (se fossem) de fogo”. Esses sinais são introdutórios e serviram somente para aquele evento. O som como de um vento simboliza a presença criadora de Deus (Ez 37.9). As línguas como que de fogo são sinal de purificação e consagração (Êx 19.18). O Comentário Bíblico Pentecostal destaca que “o som do vento poderoso significa que o Espírito Santo está com os discípulos, e as chamas de fogo em forma de língua que posam em cada um deles são manifestação da glória de Deus, acrescentando esplendor à ocasião”.
3. A evidência do revestimento de poder - No Pentecostes, os discípulos começaram a falar com outras línguas (gr. heterais glõssais). A rigor significa um vocabulário diferente das suas línguas nativas.13 “Em todo caso, o contexto identifica o termo glõssais como idiomas desconhecidos pelos locutores. [...] esta é a primeira ocorrência do termo glossolalia. na história bíblica”. Portanto, a tradução literal é “outras línguas”, no sentido de idiomas diferentes. Contudo, algumas traduções mais antigas utilizam a expressão “línguas estranhas”, como a Almeida Revista e Corrigi da (ARC - 1969), ou “línguas desconhecidas”, como a Almeida Corrigida Fiel (ACF) e Bíblia King James (BKJ - 1611). Isso ocorreu porque os tradutores buscavam ressaltar que as línguas eram desconhecidas para quem as falava, algo “estranho” ao falante natural.
No entanto, a palavra “estranha” não existe no grego; é uma adição interpretativa feita pelos tradutores. Convém também destacar que no livro de Atos, o falar em línguas está explícito em três registros (At 2.1-4; 10.46; 19.6) e implícito em outras duas ocasiões (At 8.14-17; 9.17-18). Dessa forma, biblicamente, o falar em outras línguas é sempre a evidência física inicial do batismo no Espírito Santo. Essa evidência difere do dom espiritual de “variedades de línguas”. Esse último dom requer interpretação para a edificação da Igreja, porém o “falar línguas” como batismo ou renovação é compreendido como edificação pessoal, e nesse caso não requer interpretação, nem mesmo repreensão (1 Co 14.27-28).
A Declaração de Fé das Assembléias de Deus é enfática nessa questão: “o derramamento do Espírito veio com um sinal específico, o falar em línguas” (At 2.4). A ortodoxia ensina que “os pentecostais usualmente sus tentam que o falar em outras línguas é sempre a evidência física inicial dessa experiência especial”.1' Desse modo, na experiência da salvação em Cristo, todo crente é “selado” com o Espírito (Ef 1.13-14), porém, no batismo no Espírito Santo, todo crente é “revestido” de poder (At 2.2-4).
III. A CONTINUIDADE DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO
1. A extensão da ´promessa do Espírito - O Dicionário Vine leciona que o termo grego usado para “dom” é dõreá, que denota “presente grátis, acentuando o caráter gratuito; e sempre é usado no Novo Testamento acerca de um dom espiritual ou sobrenatural”. Não se trata de algo conquistado por mérito humano, mas de uma concessão divina, resultado da obra redentora de Cristo e da ação soberana do Pai. Esse versículo precisa ser entendido à luz do seu contexto. O “dom do Espírito” refere-se à experiência recém vivida pelos discípulos, ou seja, o cumprimento da promessa de Jesus do revestimento de poder (Lc 24.24). A cláusula é explicativa, sendo o “dom” o próprio Espírito Santo (cf. At 10.45; 11.17).
O Comentário Bíblico Pentecostal as severa que “o trabalho inicial do Espírito segue o arrependimento e lança numa nova vida em Cristo. A promessa de Pedro se refere a um subsequente dom gratuito do Espírito e cumpre a promessa de Joel de poder carismático e pentecostal”. Esse dom não ficou restrito ao evento histórico do Pentecostes, mas é estendido aos crentes de todas as épocas: “a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39). O batismo no Espírito é uma experiência potencialmente universal. A declaração de Pedro faz eco à profecia de Joel, em que o Espírito seria derramado “sobre toda a carne” J1 2.28).
Não significa universalismo irrestrito, mas inclusão de todos os que, mediante a fé, invocarem o nome do Senhor J1 2.32; Rm 10.13). Assim, o apóstolo expande a compreensão dos judeus, mostrando que o batismo no Espírito não se limita a Israel, mas abrange todas as nações. Na perspectiva de Atos, esse batismo possui caráter subsequente à regeneração. O novo nascimento é obra do Espírito Jo 3.5-6; Tt 3.5), mas o “revestimento de poder” (Lc 24.49; At 1.8) é uma experiência distinta. No relato apostólico, percebe-se a diversidade de momentos em que o Espírito Santo foi derramado:
(i) na casa de Cornélio, o Espírito desceu simultaneamente à regeneração (At 10.44-46); (ii) Em Samaria e Éfeso, os crentes receberam o Espírito mediante a imposição de mãos (At 8.15-17; 19.2,6). O revestimento de poder, portanto, é distinto do novo nascimento, e o falar em línguas é a evidência inicial dessa experiência (At 2.4; 10.46; 11.15-17; 19.6).
2. O Espírito opera com diversidade e unidade - Os dons são diversos, ou seja, cada dom tem sua função e importância, sendo todos distribuídos pelo mesmo ESPÍRITO SANTO. Sempre devemos nos lembrar de que o ESPÍRITO SANTO só age fazendo o que é Útil.
Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil. 1Coríntios 12:7A igreja é usada pelo ESPÍRITO SANTO e cada membro deve se colocar a disposição do mesmo para a obra de DEUS. Infelizmente, são poucos os que se dedicam a DEUS e desejam ajudar aos outros, pois os dons são movidos por amor ao próximo e o ESPÍRITO SANTO só usa quem se disponibiliza. Assim cada membro deve ser instrumento do ESPÍRITO SANTO e deve ministrar aos outros o que recebeu para o bem comum. O sucesso evangelístico da igreja também depende da ação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO.
Paulo, em 1Cortíntios 12, dá um resumo dos Dons do ESPÍRITO SANTO, uma lista completa, pois os crentes corintios possuíam todos os dons.
De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor JESUS CRISTO, 1Coríntios 1:7.
Porque a um, pelo ESPÍRITO, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a fé; e a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, os dons de curar; e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de Línguas; e a outro, a interpretação das Línguas. 1Coríntios 12:8-10
3. O Espírito distribui dons e propósitos - 1Co 12.7 “Mas a manifestação do ESPÍRITO é dada a cada um para o que for útil”.PERSPECTIVA GERAL. Uma das maneiras do ESPÍRITO SANTO manifestar-se é através de uma variedade de dons espirituais concedidos aos crentes (12.7-11). Essas manifestações do ESPÍRITO visam à edificação e à santificação da igreja (12.7; ver 14.26). Esses dons e ministérios não são os mesmos de Rm 12.6-8 e Ef 4.11, mediante os quais o crente recebe poder e capacidade para servir na igreja de modo mais permanente. Os dons aí tratados podem operar em conjunto, de diferentes maneiras.
(1) As manifestações do ESPÍRITO dão-se de acordo com a vontade do ESPÍRITO (12.11), ao surgir a necessidade, e também conforme o anelo do crente na busca dos dons (12.31; 14.1).
(2) Certos dons podem operar num crente de modo regular, e um crente pode receber mais de um dom para atendimento de necessidades específicas. O crente deve desejar “dons”, e não apenas um dom (12.31; 14.1).
(3) É anticíclico e insensato se pensar que quem tem um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada, i.e., menos visível.
Também, quando uma pessoa possui um dom espiritual, isso não significa que DEUS aprova tudo quanto ela faz ou ensina. Não se deve confundir dons do ESPÍRITO, com o fruto do ESPÍRITO, o qual se relaciona mais diretamente com o caráter e a santificação do crente (Gl 5.22,23).
(4) Satanás pode imitar a manifestação dos dons do ESPÍRITO, ou falsos crentes disfarçados como servos de CRISTO podem fazer o mesmo (Mt 7.21-23; 24.11, 24; 2Co 11.13-15; 2Ts 2.8-10). O crente não deve dar crédito a qualquer manifestação espiritual, mas deve “provar se os espíritos são de DEUS, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1Jo 4.1; cf. 1Ts 5.20,21).
OS DONS ESPIRITUAIS. Em 1Co 12.8-10, o apóstolo Paulo apresenta uma diversidade de dons que o ESPÍRITO SANTO concede aos crentes. Nesta passagem, ele não descreve as características desses dons, mas noutros trechos das Escrituras temos ensino sobre os mesmos.
(1) Dom da Palavra da Sabedoria (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do ESPÍRITO SANTO. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de DEUS ou a sabedoria do ESPÍRITO SANTO a uma situação ou problema específico (At 6.10; 15.13-22).
Não se trata aqui da sabedoria comum de DEUS, para o viver diário, que se obtém pelo diligente estudo e meditação nas coisas de DEUS e na sua Palavra, e pela oração (Tg 1.5,6).
(2) Dom da Palavra do Conhecimento (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo ESPÍRITO SANTO, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstâncias, ou de verdades bíblicas. (At 5.1-10; 1Co 14.24,25).
(3) Dom da Fé (12.9). Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo ESPÍRITO SANTO, capacitando o crente a crer em DEUS para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (13.2) e que frequentemente opera em conjunto com outras manifestações do ESPÍRITO, tais como as curas e os milagres (ver Mt 17.20; Mc 11.22-24; Lc 17.6).
(4) Dons de Curas (12.9). Esses dons são concedidos à igreja para a restauração da saúde física, por meios divinos e sobrenaturais (Mt 4.23-25; 10.1; At 3.6-8; 4.30). O plural (“dons”) indica curas de diferentes enfermidades ou doenças e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de DEUS. Os dons de curas não são concedidos a todos os membros do corpo de CRISTO (cf. 12.11,30), todavia, todos eles podem orar pelos enfermos. Havendo fé, os enfermos serão curados. Pode também haver cura em obediência ao ensino bíblico de Tg 5.14-16 (ver Tg 5.15).
(5) Dom de Operação de Milagres (12.10). Trata-se de atos sobrenaturais de poder, que intervêm nas leis da natureza. Incluem atos divinos em que se manifesta o reino de DEUS contra Satanás e os espíritos malignos (ver Jo 6.2).
(6) Dom de Profecia (12.10). É preciso distinguir a profecia aqui mencionada, como manifestação momentânea do ESPÍRITO da profecia como dom ministerial na igreja, mencionado em Ef 4.11. Como dom de ministério, a profecia é concedida a apenas alguns crentes, os quais servem na igreja como ministros profetas. Como manifestação do ESPÍRITO, a profecia está potencialmente disponível a todo cristão cheio dEle (At 2.16-18).
Quanto à profecia, como manifestação do ESPÍRITO, observe o seguinte:
(a) Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de DEUS, sob o impulso do ESPÍRITO SANTO (14.24,25, 29-31).
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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2.
Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.
Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.
Pr. Local: Pr. Selmo Pedro.
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