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| Pb. Junio - Congregação Boa Vista II |
TEXTO ÁUREO
"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade." (Jo 1.14)
VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a glória do Pai.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: João 1. 1-5, 14
INTRODUÇÃO
Neste capítulo, veremos que essa revelação marca o clímax na encarnação do Verbo. Nesse ato, o Deus invisível tornou-se visível Jo 1.18), o Eterno irrompeu no tempo (G14.4), o mistério oculto foi revelado em Cristo (Cl 1.26-27), e aquele que é transcendente assumiu forma humana Jo 1.14). Na encarnação, o insondável Deus se revelou de maneira acessível, pessoal e redentora, ofertando graça sobre graça Jo 1.16).
A Lição aborda a doutrina cristã sobre JESUS como o Verbo eterno, destacando sua preexistência, divindade e papel central na criação e revelação de DEUS. Explica como o Evangelho de João apresenta JESUS como o Logos, que existia antes de todas as coisas e é consubstancial ao PAI, sendo agente ativo da criação e fonte de vida e luz para a humanidade. O texto também compara essa visão cristã com concepções filosóficas gregas e gnósticas, mostrando diferenças entre um DEUS pessoal e impessoal. Além disso, discute a distinção de pessoas na Trindade, enfatizando que JESUS é uma pessoa distinta do PAI, mas da mesma essência divina. Destaca o conceito de homoousios, fundamental para a teologia trinitária. Por fim, explora o papel de JESUS como revelador do PAI, encarnando-se para tornar DEUS acessível e manifestar graça, verdade e redenção à humanidade.
I. O VERBO COMO DEUS ETERNO
1. O Verbo preexistente - O Verbo não teve um início; Ele sempre existiu. Isso é um atributo exclusivo de Deus (SI 90.2; Is 43.10). O vocábulo ‘‘Verbo” (gr. Logos) vem de “lego”, uma expressão grega empregada para “palavra”, “fala”, “expressar uma opinião”. Para os gnósticos, o Logos é uma emanação intermediária entre o Deus supremo e o mundo material, associado ao Demiurgo, uma divindade inferior responsável pela criação imperfeita e corrupta do cosmos físico.1 Conforme Richards, no pensamento filosófico grego, logos era usado em relação ao princípio racional ou à Mente que regia o uni verso. No hebraico, o termo “memrd’ era utilizado nos Targuns como referência à manifestação de Deus como o Anjo de Jeová, e a Sabedoria de Deus (Pv. 8.23).2 Enquanto os gregos pensavam em um princípio impessoal e os gnósticos num ser intermediário, João apresenta o Logos como o próprio Deus Eterno: Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai Jo 1.14; 3.16). A doutrina do Logo?, em João não é dependente dos filósofos especulativos e nem da doutrina do gnosticismo. Em João, o Logos é o Deus encarnado, a segunda Pessoa da Trindade Jo 10.30; 20.28). Essa designação e identificação do Logos como sendo o Cristo aparece três vezes nos textos neotestamentária Jo 1.1, 14; 1 Jo 1.1 e Ap 19.13). Conforme Hendriksen, “Cristo é o Verbo (ou a Palavra) de Deus: Ele expressa ou reflete a mente de Deus e também revela Deus para os homens Jo 1.18; Mt 11.27; Hb 1.3).3 Jesus não começou a existir em Belém; Ele é coexistente com o Pai desde o princípio. Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia: “Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste” (Cl 1.17, NAA). Significa que “todas as leis pelas quais todo o mundo é uma ordem e não um caos são a expressão da mente do Filho [...] o Filho é o princípio e o fim da criação, e o poder que lhe dá consistência”.4 Esse texto paulino reforça a pré-existência e a sustentação do cosmos pelo Filho.
2. O Verbo como a pessoa distinta - Como observado, João apresenta o Verbo (.Logos) como pré-existente, ativo na criação e totalmente divino. E na frase “estava com Deus” (Jo 1.1b), do grego “enpros ton Theorí\ destaca tanto a distinção de Pessoas quanto a eterna e íntima comunhão dentro da Trindade (Dt 6.4; 1 Jo 5.7). A preposição “pros” (“com”) expressa face a face — uma convivência pessoal contínua — sustentando a ideia de que o Logos tem identidade distinta, enquanto permanece em unidade com Deus Pai. Esse “com” não é temporal, mas relacionai e eterno. Hendriksen enfatiza que o Logos “existe desde toda a eternidade como uma Pessoa distinta e estava gozando da comunhão amorosa com o Pai.
Barclay ratifica que “sempre existiu a relação mais íntima e mais próxima entre o Verbo e Deus [...] Jesus sempre esteve com Deus [...] Jesus mantém uma relação tão íntima com Deus que Deus não tem segredos para Ele”. Assim, a expressão “o Verbo estava com Deus” Jo 1.1b) ensina que “o Verbo não é uma parte do mundo que começou a existir no tempo; o Verbo é uma parte da eternidade e estava com Deus antes do tempo e antes do princípio do mundo”. Desse modo, “se o Verbo estava com Deus antes de que começasse o tempo, se o Verbo de Deus é parte do esquema eterno das coisas, quer dizer que Deus sempre foi como Jesus”.
Essa doutrina refuta visões heréticas, tais como o modalismo, o unicismo sabelianista e moderno que ensina ser o Pai, o Filho e o Espírito Santo três modos sucessivos de aparecimento de uma mesma pessoa divina. No entanto, a Escritura diz que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Pessoas coexistentes desde o princípio Jo 1.2; 17.5). Refuta também o triteísmo, que afirma existir três deuses separados, pois a Bíblia revela a existência de um único Deus (Mc 12.32); e, ainda, nega o unitarismo, que afirma que somente o Pai é Deus, porém as Escrituras Sagradas ensinam a divindade do Filho e do Espírito Santo (At 5.3, 4).
3. O Verbo é da mesma essência do Pai - A afirmação de que "o Verbo (Logos) é da mesma essência do PAI" é um pilar da teologia trinitária cristã, confirmada no Concílio de Nicéia (325 d.C.) para contrapor o Arianismo.
A palavra grega técnica usada para definir que o FILHO (Verbo) é da mesma essência/substância que o PAI é:ὁμοούσιος - (Homoousios)
Aqui está a análise detalhada:
· Homo (ὁμός): Significa "mesmo", "igual" ou "idêntico".
· Ousia (οὐσία): Significa "essência", "substância", "ser" ou "natureza".
· Homoousios (ὁμοούσιος): Traduzido como "consubstancial", "de uma só essência" ou "da mesma natureza".
Contexto Histórico e Teológico:
1. Nicéia (325 d.C.): A Igreja adotou homoousios para declarar que JESUS não foi criado, mas compartilha a própria natureza divina do PAI, sendo plenamente DEUS.
2. Oposição (Arianismo): Os arianos, para manterem sua heresia de pé, preferiam o termo homoiousios (com a letra "i" grega, iota), que significa essência "similar" ou "semelhante" (e não idêntica).
3. Significado: A diferença entre homoousios (mesma) e homoiousios (similar) é descrita frequentemente como a diferença de "um iota", mas com implicações teológicas vastas sobre a divindade de CRISTO.
Portanto, homoousios é o termo grego exato para "mesma essência".
A divindade, a consubstancialidade (igualdade de essência) e a união hipostática de JESUS com o PAI foram confirmadas e aprofundadas em diversos concílios ecumênicos após o primeiro Concílio de Niceia (325 d.C.), sendo os principais:
Portanto, homoousios é o termo grego exato para "mesma essência".
A divindade, a consubstancialidade (igualdade de essência) e a união hipostática de JESUS com o PAI foram confirmadas e aprofundadas em diversos concílios ecumênicos após o primeiro Concílio de Niceia (325 d.C.), sendo os principais:
· Primeiro Concílio de Constantinopla (381 d.C.): Confirmou a doutrina de Niceia, reafirmando que o FILHO é consubstancial (de mesma essência) ao PAI, além de declarar a divindade do ESPÍRITO SANTO, consolidando a doutrina trinitária.
· Concílio de Éfeso (431 d.C.): Confirmou que JESUS é uma única pessoa (hipóstase) divina e não duas naturezas separadas. Este concílio também estipulou a heresia decretando Maria como Theotokos (Mãe de DEUS), o que assegura que o FILHO que ela gerou é, de fato, DEUS.
· Concílio de Calcedônia (451 d.C.): Definiu a união hipostática de forma definitiva, declarando que JESUS tem duas naturezas (divina e humana) unidas em uma só pessoa, sendo "perfeito na divindade e perfeito na masculinidade".
· Segundo Concílio de Constantinopla (553 d.C.): Reafirmou os concílios anteriores, condenando os "Três Capítulos" (escritos considerados nestorianos) e clarificando a indivisível pessoa de JESUS.
Esses concílios reforçaram que JESUS é DEUS verdadeiro de DEUS verdadeiro, consubstancial ao PAI, refutando heresias como o arianismo (que negava sua divindade), o nestorianismo (que separava suas naturezas) e o monofisismo (que absorvia sua humanidade na divindade).
II. O VERBO COMO CRIADOR
1. O agente da criação - O Evangelho de João também apresenta Jesus como Criador: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” Jo 1.3). A expressão “todas as coisas” (gr. panta), refere-se ao universo em sua totalidade, tanto visível quanto invisível (Cl 1.16). A construção verbal “foram feitas” (gr. gínomai) usado no aoristo, indica um evento consumado, a criação ex nihilo, um ato divino e não contínuo.11 A frase “por meio dele” (gr. diá autoii), revela a mediação ativa do Verbo na criação; Ele é o agente em cooperação com o Pai (Hb 1.2). O versículo está dividido em duas cláusulas.
João utiliza uma construção enfática, típica da literatura judaica (antítese afirmativa e negativa), para excluir qualquer possibilidade de que algo tenha existido in dependentemente do Verbo.12 A primeira cláusula é afirmação positiva: “todas as coisas foram feitas por ele”, isto é, o Verbo é o agente criador. E a segunda afirmação é negativa: “sem Ele nada do que foi feito se fez”, que reforça a exclusividade e totalidade da ação criadora do Verbo. As sim, o texto ratifica a divindade do Verbo e sua pré-existência absoluta.
2. A fonte da vida - O versículo “Nele, estava a vida” Jo 1.4a) refere-se diretamente ao Logos, o Verbo eterno Jo 1.1-3). Percebe-se que o texto não diz “por meio dele”, mas “nele” estava a vida. Essa cláusula, “nele estava a vida”, aponta para a ‘Aseidade Divina”, uma das doutrinas centrais da teologia cristã, isto é, Cristo possui vida em si mesmo — Ele não depende de ninguém ou de nada para viver. Significa que, desde toda a eternidade, e ao longo de toda a antiga dispensação, a vida sempre residiu no Verbo.14 Essa declaração indica que a vida não vem de fora; ela está no Ver bo por sua natureza, reafirmando a preexistência de Cristo e sua divindade da mesma essência do Pai (Hb 1.1-2). Esse enunciado revela que o Verbo é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida, tanto física quanto espiritual, eterna e imortal Jo 3.36; 1 Jo 5.11-12).
O versículo confirma a unidade entre o Pai e o Filho, apontando para a doutrina da Trindade consubstanciai. Assim sendo, o Verbo é aquEle em quem reside a vida — a causa de toda a existência. O Comentário Bíblico Pentecostal ratifica que “a Palavra divina, como Deus Pai, tem vida em si mesma, vida incriada (ou seja, é a fonte da vida eterna). Essa vida revelou a pessoa e natureza de Deus para todas as pessoas”.15 O Gênesis mostra que a vida humana foi soprada por Deus (Gn 2.7). Essa vida emana do Verbo autor da criação (Cl 1.16-17). Paulo confirma que “ele mesmo é quem a todos dá vida, a respiração e todas as coisas” (At 17.25 . ratificando a autossuficiência do Verbo (At 17.25).
3. A luz dos homens - Nesse sentido, João destaca que essa luz não apenas revela o pecado, mas ilumina os perdidos e os chama ao arrependimento (Jo 3.19-21). A luz de Cristo não é apenas iluminação intelectual, mas um convite à transformação espiritual. As sim sendo, Chafer lembra que “o homem, à parte da iluminação divina, é totalmente incapaz de receber ou entender a verdade a respeito de Deus”. A declaração “as trevas não prevaleceram contra ela” Jo 1.5, NAA) é traduzida por diferentes formas: “não a compreenderam” (ARC); “não a derrotaram” (NVI); “não a apreenderam” (BJ); “não a reteve” (HD).
Isso porque o verbo grego katalambánõ pode significar tanto “compreender” como também “dominar/apoderar-se” (Mc 9.18; Jo 12.35). Em vista disso, os estudiosos concordam que a ideia é dupla: os homens em trevas não entenderam a luz de Cristo e, ao mesmo tempo, as trevas não conseguiram detê-la. Assim, todas as versões expressam que as trevas do pecado não podem resistir à luz do Filho de Deus (Rm 13.12). A vitória da luz sobre as trevas antecipa a derrota final do mal (Ap 21.23-25).
No evangelho de João (1:1-14), JESUS é apresentado como o Verbo (Logos), a Palavra eterna de DEUS, agente da criação e a verdadeira Luz que brilha nas trevas para iluminar toda a humanidade (João 8.12). Esta Luz representa a vida, a verdade, a salvação e a revelação de DEUS, guiando os homens para fora da escuridão do pecado e oferecendo vida eterna.
· Fonte de Vida e Verdade: Nele estava a vida, e essa vida era a luz dos homens. Ele ilumina o caminho da humanidade, trazendo verdade e dissipando as trevas da ignorância e do pecado.
· Encarnação: O Verbo se fez carne e habitou entre os homens, revelando a glória e a graça de DEUS.
· Revelação de DEUS: JESUS, como a luz, torna DEUS conhecido aos homens, superando a revelação da Lei trazida por Moisés.
· Iluminação Universal: A verdadeira luz ilumina todas as pessoas que vêm ao mundo.
· Rejeição e Aceitação: Embora tenha criado o mundo, o Verbo não foi reconhecido por todos; contudo, aos que o receberam, foi dado o poder de se tornarem filhos de DEUS.
· Conflito com as Trevas: A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam ou amaram mais as trevas do que a luz (João 3.19).
JESUS afirma ser "a luz do mundo", garantindo que quem o segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.
III. O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
1. A encarnação do Verbo - Essa afirmação ressalta a totalidade da natureza humana assumi da pelo Filho e marca o ponto culminante da revelação divina: o Verbo se tornou homem sem deixar de ser Deus (Fp 2.6-8). Na sequência, João enfatiza que o Verbo “habitou” entre nós. O termo grego correspondente é eskênõsen, que tem como raiz a palavra “tenda” (gr. skêne), e significa literalmente “armou sua tenda”. A expressão remete ao Tabernáculo do Antigo Testamento (Ex 25.8-9), onde a presença de Deus habitava no meio do povo de Israel. João emprega essa imagem para ensinar que, agora, o próprio Deus tabernaculou entre nós em Cristo. Henry ressalta que “uma vez que o Verbo eterno se fez carne, vestiu-se com um corpo, como nós, e habitou neste mundo, como nós”.
Dessa forma, o corpo de Cristo é comparado a esse Tabernáculo, onde Deus se revela e onde a glória de Deus se manifestou visível entre os homens: “e vimos a sua glória” Jo 1.14). Essa manifestação da glória (gr. dóxa) foi reveladora do caráter de Deus e da divindade de Cristo: “Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9, NVT). A glória vista pelos discípulos em Jesus não foi um reflexo da glória mosaica, mas a revelação do amor, graça e verdade de Deus na Pessoa do Filho Jo 1.17; Hb 1.3). Descreve também a união hipostática das duas naturezas do Filho: divina e humana. Ele é o Emmanuel, o Deus conosco (Mt 1.23) — a plena revelação do Pai (Hb 1.1).
2. A plenitude da graça e da verdade - A fórmula “graça e verdade”, utilizada por João, ecoa esse momento da autorrevelação divina. Carson sustenta que “a glória revelada a Moisés, quando o Senhor passou diante dele e ressoou seu nome, manifestando que a bondade divina se caracteriza por inefável graça e verdade, era exatamente a mesma glória que João e seus amigos viram na Palavra que se tornou carne”.20 A graça refere-se à benevolência redentora de Deus, e a verdade à fidelidade à sua promessa e à realidade eterna que Ele revela. João, ao usar essa linguagem, indica que Cristo é o cumprimento pleno da autorrevelação de Deus no Sinai. Desse modo, diferente da lei dada por Moisés Jo 1.17a), que revelava o pecado e apontava para a necessidade de redenção (G1 3.24), Cristo encarnou a própria graça salvadora e a verdade eterna. Ele trouxe a realidade daquilo que a Lei prefigurava — o favor imerecido de Deus (graça) e a verdade revelada de forma plena.
O Verbo JESUS, a Palavra eterna, fez-se carne, habitando entre a humanidade como a revelação plena de DEUS, repleto de graça e verdade, conforme João 1:14-17. Ele veio como o unigênito do PAI para trazer salvação e a verdade, superando a lei dada por Moisés. A "plenitude" indica que todos recebem "graça sobre graça" através dele.
Pontos-Chave da Plenitude em JESUS:
· Encarnação e Habitação: O Verbo tornou-se ser humano (carne) para morar entre os homens, tornando o DEUS invisível conhecido.
· Graça sobre Graça: A expressão indica uma abundância inesgotável de favores divinos, amor e bênçãos acumuladas, em vez de punição. JESUS é a graça de DEUS manifestada trazendo salvação (Tito 2.11).
· A Verdade Divina: JESUS não apenas ensinou a verdade, mas era a própria verdade de DEUS, a mensagem final, unificando sua pessoa e obra (João 14.6).
· Contraste com a Lei: Enquanto a lei apontava o pecado, a graça de JESUS resolve o problema da transgressão, substituindo o homem na cruz, trazendo vida eterna a todos os que ouvem e creem (Efésios 1.13, 2.8).
· Revelação do PAI: Como FILHO unigênito que está no seio do PAI, JESUS é a única fonte que revela perfeitamente o caráter de DEUS.
A "plenitude" de JESUS significa que nele habita toda a essência divina, tornando-o a fonte completa de redenção e conhecimento de DEUS para a humanidade (como nunca pecou possuía a plenitude do poder do ESPÍRITO SANTO sobre ELE.
E repousará sobre ele o ESPÍRITO do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Isaías 11:2.
3. O revelador do Deus invisível - Aqui, o apóstolo enfatiza que Deus é invisível e inacessível (1 Tm 1.17; 6.16). A primeira afirmação, “ninguém jamais viu Deus”, é um eco do Antigo Testamento, onde a santidade e transcendência de Deus tornam impossível à humanidade vê-lo em sua essência (Dt 4.12; Is 6.5). A teologia judaica estabelece que Deus habita em luz inacessível e que o ser humano, por si só, não pode contemplar sua glória total e viver (Êx 33.20).
No entanto, o Verbo o revelou de forma plena e perfeita. O Deus unigênito “quebrou a barreira que tornava impossível para seres humanos ver a Deus, e o tornou conhecido”.21 Essa expressão, “Deus unigênito” (gr. monogenês Thsos), significa literalmente “o Deus único gerado”. Refere-se a Cristo — o Filho da mesma substância (gr. homoou- sios) do Pai — o único em sua categoria.
Conforme Boor, “somente Ele podia verdadeiramente trazer notícia de Deus, porque Ele era esse — único sem igual”.22 Essa leitura reforça a plena divindade e a eternidade de Cristo, enfatizando que o Verbo não apenas veio de Deus, mas Ele é Deus (Jo 1.1). Ratifica então que Cristo é a autorrevelação completa do Pai. Como disse Paulo, “Ele é a imagem do Deus invisível” (Cl 1.15, NAA). E também Cristo declarou: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14.9, NVT). Assim, o Verbo eterno torna o invisível, visível; o transcendente, imanente; e o insondável, revelado.
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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2.
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BIBLIOGRAFIA
Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias
https://ebdnatv.blogspot.com/2026/01/escrita-licao-6-cpad-o-filho-como-o.html
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