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| Pb. Junio - Congregação Boa Vista II |
TEXTO ÁUREO
"Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome." ( Fp 2.9)
VERDADE PRÁTICA
A humilhação voluntária de Cristo, sua obra redentora e sua exaltação gloriosa revelam que somente Ele é digno de toda adoração e obediência.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Filipenses 2. 5-11; Hebreus 9. 24-28
INTRODUÇÃO
A encarnação e a vida terrena de Jesus Cristo revelam o mistério profundo da humilhação voluntária do Filho de Deus. Ele renunciou ao exercício pleno de seus direitos divinos em favor da salvação dos pecadores. Sua missão não terminou na manjedoura. O propósito da encarnação foi a redenção da humanidade por meio de sua morte substitutiva na cruz e sua ressurreição gloriosa (Lc 19.10; Hb 9.12). A cruz não foi o fim, mas o caminho para a glória. Sua humilhação foi seguida por sua exaltação suprema, como resposta do Pai à sua perfeita obediência e sacrifício expiatório (Fp 2.9-11). Sob tais premissas, este capítulo apresenta a obra do Filho em três dimensões: sua humilhação, sua redenção e sua exaltação.
Nenhum outro sacrifício, tanto o de animais no AT quanto o de seres humanos na história das nações pagãs, com vistas a alcançar a salvação do homem, teve o êxito de apagar os pecados do passado, do presente e do futuro. Somente o sacrifício de CRISTO foi completo nesse sentido, a ponto de anular uma aliança antiga para inaugurar um novo tempo de relacionamento com DEUS, estabelecendo uma aliança nova, superior e perfeita.
Que ideia foi desenvolvida na sociedade judaica do AT?
Na sociedade judaica do AT, desenvolveu-se uma ideia de mérito por intermédio do sistema de sacrifícios de animais. Bastava apresentar uma vítima inocente no Templo e a pessoa satisfazia a sua própria consciência.
Por que foi necessária a nossa reconciliação com DEUS?
Essa reconciliação foi necessária porque o nosso relacionamento com o Altíssimo estava rompido, visto que o homem pecador não pode ter comunhão com o DEUS santo.
Quando fomos vivificados por DEUS?
Uma vez reconciliados com DEUS, fomos vivificados por Ele quando estávamos mortos em ofensas e pecados, um estado espiritual de quem se encontra longe de DEUS. Assim, o ESPÍRITO SANTO operou em nós, produzindo vida espiritual como fonte transbordante, injetando em nós sede pela presença de DEUS, fazendo-nos uma fonte de água viva, nos enviando para produzir muitos frutos no Reino de DEUS e capacitando-nos para que todos conheçam a salvação em CRISTO JESUS.
O que é redenção?
A redenção é o ato de remir, isto é, libertar, reabilitar, reparar e salvar algo ou alguém.
I. A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO
1. A submissão de Cristo - Aqui, Paulo apresenta Cristo com o exemplo supremo de humildade, e modelo máximo de serviço abnegado, contrastando com a tendência do ser humano ao orgulho e à autopromoção (Gn 3.5; Is 14.13-14). O termo grego para “sentimento” é phroneõ, que significa mais do que uma emoção passageira — trata-se de um modo de pensar, uma disposição humilde que dirige e molda a mente por uma visão ética e espiritual.1 Na sequência do texto, Paulo introduz o chamado “hino cristológico” (Fp 2.6-11), considerado uma das porções mais sublimes acerca da encarnação e da exaltação de Cristo.
A perícope apresenta dois movimentos: (i) a humilhação voluntária do Filho (Fp 2.6-8); e (ii) a exaltação gloriosa de Cristo pelo Pai (Fp 2.9-11). Nessa perspectiva, Paulo convida os Filipenses a seguirem o exemplo deixado por Cristo e assumirem concretamente sua atitude de humildade e serviço voluntário. Isso demonstra que o crente deve, em todo tempo e de toda a maneira, imitar o mesmo modo de pensar e viver que foi demonstrado por Jesus Cristo (1 Jo 2.6). Essa conduta a ser assumida pelo cristão refere-se a uma consciência orientada pela humildade e pelo exercício do amor Jo 13.15). Imitar a mente de Cristo significa o abandono de exclusividade e busca por prestígio, trata-se de um convite à cruz diária (Lc 9.23).
A submissão voluntária de Cristo ao Pai Jo 6.38; Mt 26.39) revela o caminho da obediência plena, que deve caracterizar todo cristão. Dessa forma, o chamado é para pensar e agir como Cristo, o que envolve transformação da mente (Rm 12.2), vida de serviço (Mc 10.45) e a renúncia do próprio eu (Fp 2.3-4). Implica, ainda, buscar o bem do próximo, e não se moldar ao espírito do presente século. Reporta-se a um viver diário prático e renovado (Rm 12.1-2). Essa renovação é operada pelo Espírito Santo por meio da Palavra (2 Co 3.18; Ef 4.23; Cl 3.10). Tal transformação habilita o crente a discernir e praticar a vontade de Deus, e essa vontade é sempre voltada para a glória do Pai em todas as esferas da existência — trabalho, família, relacionamentos e ministério (1 Co 10.31; Mt 5.16). Como cristãos, somos chamados não apenas a crer em Cristo, mas a pensar e agir como Ele (Mt 11.29).
2. O esvaziamento de sua glória - O verbo “subsistindo” (gr. hyparcho) indica um estado contínuo e permanente, ou seja, Cristo sempre foi Deus, mesmo antes de sua encarnação (Jo 1.1; Cl 1.17). A expressão “forma de Deus” (gr. morphê Theou) aponta para a essência divina compartilhada com o Pai, não apenas uma aparência. Conforme leciona Barclay, “Jesus está de maneira inalterável na forma de Deus; sua essência e seu ser imutável são divinos”. Contudo, Cristo não considerou esse status divino como algo a ser usado em benefício próprio. A frase traduzida “como usurpação” (gr. harpagmós) pode ser entendida como “algo a ser retido a todo custo” ou “algo a ser explorado egoisticamente”. A versão brasileira (TB) traduz como “não julgou que o ser igual a Deus fosse coisa de que não deves se abrir mão”. Como escreve Hendriksen, “Ele não considerou o fato de ser igual a Deus como sendo algo que não devesse escapar de seu domínio”.
Aqui é importante ratificar que, na encarnação, Jesus não perdeu seus atributos divinos. Cristo não deixou de ser Deus, mas abriu mão da manifestação externa da sua glória e dos privilégios celestiais Jo 17.5). Stronstad corrobora com essa interpretação ao afirmar que a “divindade foi algo que Jesus se recusou a reconhecer como seu direito inalienável. Ele colocou de lado os seus direitos (não a sua divindade), e não os defendeu”.5 Sim, Ele se humilhou, tornando-se servo (gr. doulos), com total identificação com os homens (Hb 2.14-17; 4.15).
3. Obediência sacrificial até à cruz - A expressão “humilhou-se a si mesmo” (gr. etapdrwsen heauton) indica um ato voluntário e intencional de submissão. Ele não foi humilha do pelos homens apenas — Ele escolheu se humilhar Jo 10.17-18). Cristo desceu à condição mais humilde e morreu como servo (2 Co 8.9). Em obediência ao Pai, submeteu-se à humilhação da cruz (Hb 12.2). Beacon descreve que “a morte de cruz fala do clímax da humilhação própria de Cristo, pois era a maneira mais infame de morte conheci da nos dias de Paulo [...] associada à cruz estava a vergonha mais intensa”, A frase “morte de cruz” era uma expressão carregada de horror e escândalo para os judeus (Dt 21.23; G1 3.13) e vergonha para os gentios (1 Co 1.23). Mas Cristo, o Santo de Deus, submeteu-se a essa ignomínia por amor aos pecadores (Hb 12.2).
O termo “obediente” (gr. hypekoos) carrega a ideia de submissão completa à autoridade. A obediência de Jesus não foi parcial, nem condicional, mas plena, ativa e contínua, desde a manjedoura até o Cal vário. As Escrituras ensinam que pela desobediência, o primeiro Adão trouxe condenação pelo pecado; e Cristo, o segundo Adão, trouxe justiça por meio de sua perfeita obediência (Rm 5.19). Essa verdade ratifica que a obra redentora do Filho está fundamentada na obediência completa de Cristo ao Pai Jo 6.38). Por sua obediência, Cristo “não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” (2 Tm 1.10, ARA). A salvação dos pecadores é resultado dessa obediência, e não de méritos humanos (Ef 2.8-9).
Portanto, a morte de cruz não foi um acidente de percurso, mas o culminar do propósito redentor de Deus (At 2.23). Cristo obedeceu até o fim, por amor ao Pai e à humanidade. A obediência ativa de Cristo inclui toda a sua vida de conformidade com a vontade do Pai (Jo 4.34; Jo 6.38), e sua obediência passiva culmina na cruz Jo 10.17-18). A justificação do salvo se fundamenta nessa perfeita obediência de Cristo, imputada por meio da fé (2 Co 5.21; Ef 2.8-9). A obediência de Cristo não é apenas substitutiva, mas serve de exemplo ao crente para obedecer à vontade do Pai (Rm 12.1; Mt 16.24).
II. A OBRA REDENTORA DO FILHO
1. A ineficácia do sacerdócio levítico - O sacerdócio levítico da Antiga Aliança tinha por função mediar entre Deus e os homens por meio de rituais prescritos na Lei (Êx 28-29). O ponto culminante desse ministério era o Dia da Expiação (Tom Kippur), quando o sumo sacerdote adentrava ao Santo dos Santos, uma vez ao ano, com o sangue de animais, para fazer expiação tanto por seus próprios pecados quanto pelos do povo (Lv 16.11-15). O autor aos Hebreus explica a limitação desse sistema levítico, cuja eficácia era temporária e simbólica, apontando para algo maior (Hb 9.7,25; 10.1-4).
A repetição anual demonstrava sua incapacidade de purificar a consciência ou de oferecer redenção plena.' Esse sacerdócio estava marcado pela transitoriedade. Seus ministros eram homens pecadores (Hb 7.27-28), o sumo sacerdote terreno era uma figura (tipo) de Cristo, que é o real e eterno Sumo Sacerdote (Hb 2.17). Seu santuário era terreno e provisório (Hb 8.5; 9.1). Seus sacrifícios eram apenas tipológicos, incapazes de remover definitivamente o pecado (Hb 10.4). A Lei levítica não conduziu à perfeição, pois foi dada como “sombra dos bens futuros” (Hb 10.1). Por ser imperfeito, o sacerdócio levítico foi substituído por um superior, o sacerdócio de Cristo (Hb 7.23-24).
A doutrina cristã entende que Cristo é o antítipo perfeito, o cumprimento do que o sistema levítico apenas prenunciava. Enquanto o sacerdote levítico oferecia sangue alheio (animal), Cristo ofereceu o seu próprio sangue (Hb 9.12). Enquanto o sumo sacerdote terreno voltava ano após ano, Jesus entrou no céu mesmo e de uma vez por todas, para interceder pelos pecadores diante do Pai (Hb 8.1-2). A entrada única de Cristo no santuário assegura uma eterna redenção (Hb 9.25-26).
2. O sacrifício único e suficiente - O sacrifício de JESUS na cruz é considerado único e suficiente, pois ocorreu "uma vez por todas" (Hebreus 10:10-14), anulando a necessidade de repetições e sacrifícios rituais do Antigo Testamento. Essa oblação definitiva de CRISTO resgatou a humanidade, oferecendo perdão completo e santificação eterna.
Aqui estão os pontos fundamentais sobre essa doutrina:
- Único e Definitivo: JESUS não precisa ser sacrificado novamente. Sua morte resolveu a questão do pecado de forma absoluta e eterna.
- Suficiente para a Salvação: Seu sacrifício é o único meio para a reconciliação com DEUS e salvação, não dependendo de obras humanas.
- Cumprimento das Escrituras: Ele agiu como o verdadeiro "Cordeiro de DEUS", cumprindo as profecias e o sistema de alianças.
- Acesso Direto: Através do sangue de JESUS, os fiéis ganham livre acesso a DEUS.
A aceitação desse sacrifício traz a vida eterna, transformando a relação entre a humanidade e o Criador
Assim sendo, a morte de Jesus foi definitiva, completa e eficaz. Ele se ofereceu “uma vez para levar os pecados de muitos” (Hb 9.28a, ACF). A expressão “uma vez” (gr. hápax) significa literalmente “uma única vez para sempre”, e indica que não há necessidade de repetição, o que Ele fez é perfeito e eterno (Eíb 10.10). Conforme anota Guthrie, “a frase ex pressa a completa suficiência do sacrifício de Cristo”.10 A salvação não é progressiva por méritos ou rituais humanos, mas plena e gratuita, alcançada pela fé na obra consumada de Cristo (Jo 19.30). Cristo, ao morrer, rasgou o véu que separava o homem da presença de Deus (Mt 27.51). Não há outro meio de salvação, nenhuma outra oferta, nenhum outro nome (At 4.12). O Calvário é suficiente. Jesus é tudo!
3. A substituição vicária - A substituição vicária é inseparável da justiça divina (Rm 3.26). Conforme interpreta Pohl, “na morte de Jesus o Deus todo se revelou totalmente — inteiramente como juiz, inteiramente como redentor. Ele julgou com o máximo rigor, porém amou seus inimigos com amor supremo”.11 No entanto, o pecado não podia ser ignorado, o peca do precisava ser punido (Rm 5.21).
Somente Cristo, o Cordeiro de Deus sem mácula, podería cumprir cabalmente essa função substitutiva (Jo 1.29). Ele não apenas cobriu o pecado, como nos ritos do Antigo Testamento, mas o removeu definitivamente, assumindo sobre si a culpa da humanidade caída. Dessa forma, a substituição vicária é o cerne da doutrina da expiação, ela integra o plano eterno de redenção, revelado progressivamente nas Escrituras desde o Éden (Gn 3.21). Ratifica-se que a doutrina afirma que Cristo morreu em lugar do pecador, suportando a ira justa de Deus contra o pecado (Rm 3.25- 26). A justiça divina exige punição, e o amor divino proveu um substituto: Jesus Cristo.
Nesse entendimento, Horton ratifica que “Cristo su portou em nosso lugar a total penalidade que deveriamos pagar [...] Ele sofreu, não meramente para nosso beneficio ou vantagem, mas em nos só lugar”.12 Essa verdade da substituição vicária de Cristo deve produzir em todo crente salvo sentimento de gratidão reverente, adoração sincera e uma vida consagrada. Como diz Paulo: “Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.15). Cristo morreu pelos pecadores, e isso muda tudo. A cruz não é apenas um símbolo religioso, mas o local onde a dívida da culpa foi paga, o pecado foi julgado e a salvação foi selada.
III. A EXALTAÇÃO GLORIOSA DO FILHO
1. Recebido à destra do Pai - Henry corrobora com esse entendimento ao afirmar que a exaltação de Cristo “foi a recompensa da sua humilhação. Pelo fato de Ele se humilhar, Deus o exaltou; e o exaltou soberanamente a uma posição extraordinariamente elevada”.14 Cristo não apenas venceu a morte, mas foi exaltado à posição suprema no Universo: “depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (Hb 1.3). Estar “à destra do Pai” não é apenas uma referência espacial, mas uma metáfora rica em significados.
Simboliza autoridade suprema, honra, glória e domínio (SI 110.1; Mt 26.64). A destra é o lugar de honra reservado ao herdeiro real (1 Rs 2.19). Estar assentado expressa descanso depois do conflito (Ef 4.10; Hb 8.1). Deus exaltou a Jesus crucificado, não apenas o ressuscitando dos mortos, mas também o entronizando no céu.15 Assim, o fato de Cristo estar assentado demonstra o reconhecimento divino da obra completa realizada pelo Filho (Jo 17.4-5). Nesse aspecto, a exaltação de Cristo é uma das fases da Cristologia, que contempla os estados de humilhação e exaltação de Jesus. A humilhação inclui sua encarnação, sofrimento, morte e sepultamento.
A exaltação compreende sua ressurreição, ascensão, assentamento à destra de Deus e ainda o seu retorno glorioso. Essa doutrina da exaltação de Cristo é confessada universalmente na fé cristã ortodoxa. O Credo dos Apóstolos afirma: “subiu ao céu, e está sentado à mão direita de Deus, o Pai Todo-Poderoso”. Ele não apenas retornou para o céu; Ele assentou-se no trono (Ap 3.21). O Cristo exaltado é a nossa esperança viva, pois está entronizado e intercede por nós (Rm 8.34; Hb 7.25). João confirma essa esperança em sua visão apocalíptica: “Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono” (Ap 3.21).
2. Um nome acima de todo nome - No Antigo e Novo Testamentos, o “nome” representa a essência, o caráter, a autoridade e a reputação da pessoa (SI 8.1; Pv 18.10; Mt 1.21). Ao dizer que Cristo recebeu um nome sobre-excelente, a Escritura afirma que nenhuma autoridade, visível ou invisível, se compara ao seu poder e posição (Ef 1.21a). Henry anota que se trata de “um título de dignidade acima de todas as criaturas, homens e anjos”.18 Isso significa que Cristo foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal e de todo título que se possa conferir nesta era e também no porvir (Ef 1.21b). Implica dizer que nenhuma força — seja humana, seja demoníaca, política ou espiritual — pode se comparar ou rivalizar com Cristo. Ele não apenas reina sobre todos; Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16).
Desse modo, a frase “nome acima de todo nome” reflete a soberania universal e messiânica de Jesus, como anunciado pelos profetas (Is 9.6-7; Dn 7.13-14) e confirmado pela ressurreição (Rm 1.4). Conforme leciona Stronstad, Cristo foi entronizado como Senhor “acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio” (Ef 1.21); e nomeado como a autoridade suprema para a Igreja (Ef 1.22,23).19 Essa declaração faz analogia com o texto messiânico em que todos os inimigos estariam sob o estrado dos pés de Cristo (SI 110.1b). Nesse sentido, Stronstad ratifica que Cristo foi “nomeado como o soberano acima de todas as coisas, isto é, o chefe supremo da criação, a manifes tação final do que nos espera no futuro (Ef. 1.10)”.
Portanto, não existe poder algum que seja maior e nem mesmo igual ao poder de Cristo (1 Pe 3.22).21 22 O nome de Jesus não é apenas um símbolo de fé, mas uma fonte real de autoridade. O Senhor delegou à Igreja o uso de seu nome, para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal \ 1 c 16.17-18). Contudo, o nome de Jesus não e uma fórmula mágica, mas representa sua presença e poder concedidos à Igreja. A expressão “nome de Jesus”; não se refere ao som da palavra, mas à autoridade de Jesus. Usar o nome de Jesus significa agir em sua missão, segundo sua vontade, sob seu senhorio e para sua glória.
3. Soberania universal e retorno triunfal - A Bíblia declara que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor (Fp 2.10-11). A expressão “todo joelho se dobre” (NVT) ecoa a profecia, onde o próprio Deus declara que toda criatura se curvará diante dEle (Is 45.23). Ao aplicar esse texto ao Filho, Paulo ratifica a divindade e o senhorio de Cristo. A estrutura tripartida “nos céus, na terra e debaixo da terra” (Fp 2.10b, NVT) indica o alcance universal e cósmico do do mínio de Cristo. Hendriksen chama atenção para as três classes de seres: (i) no céu: os humanos redimidos e os seres celestiais; (ii) na terra: os seres humanos vivos; e (iii) debaixo da terra: os condenados no inferno, tanto humanos quanto anjos maus ou demônios." Não haverá criatura que escape ao reconhecimento do senhorio de Jesus.
Hebreus afirma que Ele voltará para levar para si os que o esperam (Hb 9.28). Esse retorno será em glória e majestade, poder e juízo (Mt 24.30). Sua glória será reconhecida por todos — para salvação ou para condenação. Ele voltará triunfante para buscar sua Noiva e para reinar eternamente Jo 14.2-3; Ap 11.15). Diante da soberania de Jesus e da certeza do seu retorno triunfal, o cristão é convocado a dobrar seus joelhos em adoração e proclamar com ousadia: Maranata! Jesus Cristo é o Senhor!
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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2.
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BIBLIOGRAFIA
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