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domingo, 19 de abril de 2026

LIÇÃO 04 - A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                        TEXTO ÁUREO

"E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti." (GN 17.7)


                        VERDADE PRÁTICA

Deus é fiel para cumprir tudo aquilo que nos prometeu.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 17. 1-9



                    INTRODUÇÃO


Deus sempre deixa bem claro os seus propósitos para com a humanidade e, principalmente, para seus servos.  No capítulo 12 de Gênesis, Deus falou com Abrão, prometendo-lhe que ele seria feito “uma grande nação” (Gn 12.2); no capítulo 15, ante a dificuldade de entender a promessa, Abrão questiona Deus, e Ele lhe responde, prometendo que lhe daria a terra onde estava a sua semente (Gn 15.18). Mas, como vimos, a impaciência de Sarai o levou a aceitar a proposta dela para se unir a Agar e ter filho com sua serva. Com base em Gênesis 17, vemos que, quando Abrão já contava 99 anos, o Senhor lhe apareceu, e mudou o nome dele e o de sua esposa, para que suas identidades estivessem em harmonia com o plano de Deus em suas vidas. Neste capítulo, vemos que Deus renovou suas promessas ao patriarca, mas o fez com uma condição: “anda em minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1). A princípio, essa condição parece impossível de ser atendida. Como alguém pode ser perfeito na presença de Deus? A Bíblia diz que, no mundo, “na verdade, não há homem justo sobre a terra, que faça bem e nunca peque” (Ec 7.20; 1 Rs 8.46). Conforme entendemos, a Bíblia não tem contradições. O homem jamais poderá ter a perfeição absoluta. Esta só Deus a tem. Porém a perfeição que Deus exigiu de Abrão referia-se à sua integridade espiritual e moral, sinônimo de santidade ou irrepreensibilidade (Cf. 1 Ts 5.23). Em seguida, Deus renovou 0 concerto já firmado anterior mente, estendendo-o à sua descendência (Gn 17.2-14).



                I.    DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E SARAI


1.    O novo nome de Abrão    -      Havia uma conexão entre eles e a vontade de Deus. Era um ato de fé, vinculado muitas vezes aos acontecimentos vividos pelos genitores. Exemplos diversos são encontrados na Bíblia. Quando José teve seu primeiro filho, e lhe pôs o nome de Manassés, ele já era governador do Egito. Depois de ter sofrido tanto, ser desprezado pelos próprios irmãos, vendido como escravo para o Egito, ao interpretar o sonho de Faraó, pela sabedoria que Deus lhe dera, José pôs o nome no seu primogênito de Manassés, que significa “Deus me fez esquecer”, ou “esquecimento”, em alusão a tudo o que passara entre seus irmãos, na casa de seus pais. Ao segundo filho, deu o nome de Efraim, que significa “duplamente frutífero”, ou “Deus me fez crescer” (Gn 41.51-52). H á casos em que a mudança de nome foi feita pelo próprio Deus, tendo em vista seu plano para algumas pessoas.

No caso de Abrão, seu nome original significa “pai exaltado”. Diante do plano de Deus em sua vida, esse nome não parecia adequado para a sua história. Deus lhe apareceu quando ele estava com 99 anos, renovou suas promessas para ele, e lhe mudou o nome, dizendo:

Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações. E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho posto. E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti. E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti. E te darei a ti e à tua semente depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão, e ser-lhes-ei o seu Deus. Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás o meu concerto, tu e a tua semente depois de ti, nas suas gerações (Gn 17.4-9)


2.    O novo nome de Sarai     -     O nome Sarai tem significado em hebraico e a sua tradução 

mais comum é “minha princesa” ou “minha senhora”. Sarai é 

o nome original da matriarca Sara, esposa de Abraão. A mudança de nome ocorreu quando Deus anunciou que ela teria um filho. Face ao plano de Deus para Sarai, que era mulher estéril, esposa de Abraão, “pai da multidão de nações”, Deus mudou seu nome para Sara, cujo significado é “mãe das nações”. 

Diz a Bíblia:

Disse Deus mais a Abraão: a Sarai, tua mulher, não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome. Porque eu a hei de abençoar e te hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela. (Gn 17.15-16)

Mais um exemplo de que, quando Deus age, todas as coisas, em seus mínimos detalhes, harmonizam-se de forma especial. Um “pai exaltado” e uma “princesa” não estariam de acordo com o desígnio de Deus. Porém um “pai da multidão de nações” (Abraão) e uma “mãe das nações” (Sara) estariam unidos para cumprir o plano do Senhor para suas vidas. E assim aconteceu, como nos mostram as Escrituras.


3.    O pai da fé riu diante da promessa    -    A frase "O pai da fé riu diante da promessa" refere-se a um momento crucial na história bíblica de Abraão (Gênesis 17:17), quando ele, aos 99 anos, recebeu a promessa de Deus de que teria um filho com sua esposa Sara, que já era idosa (89 anos). 

O contexto do riso de Abraão:

  • O Riso e a Prostração: Em Gênesis 17:17, é dito que Abraão caiu sobre o seu rosto, riu e disse no seu coração: "A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara, aos noventa anos?".
  • Significado do Riso: Embora o riso de Sara posteriormente (Gênesis 18:12) tenha sido de dúvida, alguns intérpretes sugerem que o riso de Abraão pode ter sido uma mistura de surpresa, alegria, espanto ou até mesmo incredulidade momentânea diante da impossibilidade física, e não necessariamente cinismo, pois ele se prostrou em reverência.
  • O "Pai da Fé" com Dúvida: Abraão é chamado de "pai da fé", mas esse episódio destaca sua humanidade e momentos de hesitação antes da plena convicção.

Não podemos criticar Abraão por seu riso. Em sua velhice, casado com uma esposa estéril, podemos compreender sua estranheza. Ele não riu diante das pessoas. Ele “riu-se, e disse no seu coração”, no seu interior somente. Em pensamento, ele disse que achava muito estranho que um homem de 100 anos e a esposa, com 99 anos, em extrema velhice, e, ainda mais, sendo ela estéril, tivessem um filho. Seria isso possível? Mas ele se esqueceu de que, quando Deus quer operar, nada e ninguém o pode impedir (cf. Is 43.13). “Porque para Deus nada é impossível” (Lc 1.37). Após o riso, Deus confirmou seu plano na vida de Abraão e lhe disse de forma muito clara: “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele” (Gn 17.19).



                II.     A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DEUS COM ABRÃO


1.    O chamado de Deus a Abraão foi especial    -     O chamado de Deus a Abraão (Gênesis 12) foi especial por representar uma ruptura drástica com a idolatria de seu Pai e o passado, exigindo fé incondicional para deixar sua terra e parentela rumo a um lugar desconhecido. Deus prometeu transformar Abraão em uma grande nação, abençoar o seu nome e, por meio dele, abençoar todas as famílias da terra. 

Pontos marcantes do chamado de Abraão:

  • Renúncia Total: Abraão precisou deixar para trás sua terra, parentes e a casa de seu pai, rompendo com a cultura de Ur para seguir um chamado divino.
  • Fé no Desconhecido: Ele obedeceu sem saber para onde ia, confiando apenas na promessa de Deus de guiá-lo à terra de Canaã.
  • A Promessa da Aliança: A promessa incluiu uma descendência numerosa (mesmo sendo Abraão idoso e sua esposa estéril), a proteção divina e a formação de um novo povo.
  • Propósito Profético: O objetivo era mais do que geográfica, era estabelecer uma nação santa através da qual o Messias viria ao mundo. 

A resposta de Abraão foi imediata, caracterizando-o como o pai da fé, mudando sua vida de um morador local para um peregrino sob a promessa de Deus, conforme explica. 

E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça. Gênesis 15:6

Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça

Romanos 4:3

Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Gálatas 3:6

E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus. Tiago 2:23

Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu, e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações. Gênesis 17:9

ALIANÇA3 Em hebraico, uma “aliança” é determinada pelo termo berit, e berit karat siçnifica “fazer (lit., ‘cortar’ ou ‘lapidar’) uma aliança”. Em grego o termo é diatheke (que pode significar tanto “pacto”como “último desejo e testamento”), e o verbo é diatithemi (At 3.25; Hb 8.10; 9,16; 10.16). Uma aliança é um acordo entre duas ou mais pessoas em que quatro elementos estão presentes: partes, condições, resultados, garantias. As alianças bíblicas são importantes como uma chave para duas grandes facetas da verdade: Soteriologia - O plano de Deus através de Jesus Cristo para redimir os seus eleitos, está revelado de uma maneira ampla e profunda nas sucessivas alianças. Profecia - As alianças abraâmica, palestina, davídica e as novas alianças abrem todo o panorama relacionado à primeira e à segunda vinda de Cristo, e o seu reinado milenar na terra. A maior parte das grandes alianças revela fatos relacionados ao sofrimento, sacrifício, governo, e reinado do Messias. A maneira como estas duas correntes de pro fecia devem ser interpretadas determina finalmente a sua escatologia, se ela deve ser amilenial, pós-milenial, ou pré-milenial, A questão a ser encarada é se o método a ser aplicado a ambas correntes de profecia será o mesmo.  

As Partes. Estas podem ser; 

(1) Indivíduos, como por exemplo Abraão e Abimeleque (Gn 21.27) ou Jacó e Labão (Gn 31.44-46), quan do cada um se sujeitou a certas condições e ofereceu uma prova como garantia da alian ça feita. 

(2) Nações, como quando Naás, o amonita tentou forcar uma aliança sobre Jabes-Gileade em 1 Samuel ll.lss,, ou quan do os israelitas foram tolamente levados a fazer uma aliança com os gibeonitas (Js 9.6 16). 

(3) Deus e o homem eram as partes das grandes alianças do reino messiânico, tal como a aliança Abraâmica (Gn 12.1-7; 15; 17.1-14; 22.15-18), a aliança Palestina (Dt 29-30), e a aliança Davídica (2 Sm 7.4-16; SI 89,3,4,26-37; 132.11-18). 

(4) Deus, o Pai, e Jesus Cristo, eram as partes originárias da aliança da redenção (SI 40.6-8; Hb 10.5 14), sendo Cristo o mediador desta aliança, enquanto Deus e os indivíduos (Hb 7.9ss.) e Deus e Israel (Jr 31.37) eram seus companheiros eficazes. O Pai e o Filho eram a par te líder da aliança da graça, Deus Pai fez uma aliança com Cristo para salvar pela graça aqueles que cressem no Filho, e em sua morte substitutiva. Esta aliança se tornou o fundamento de Romanos 4 e Hebreus 11, as duas loci dassici, ou passagens principais concernentes à justificação pela fé no NT. No AT, os indivíduos entravam nesta aliança através de sua fé salvadora, em uma aceitação de um tipo de Cristo no AT, e no NT pela mesma fé com a aceitação do modelo oposto, o próprio Senhor Jesus Cristo. 

Condições. Em cada aliança são expressas certas condições. Isto se aplica tanto às alianças unilaterais, ou seja, anunciadas por Deus para um homem e promulgadas com a certeza de que acontecerão, e nesse ponto incondicionais; e também àquelas que são bilaterais, ou seja, aquelas alianças que es tão totalmente condicionadas à aceitação e ao cumprimento por ambas as partes. Todas as alianças humanas são bilaterais e condicionais, As alianças entre Deus e o homem podem ser principalmente unilaterais, como a aliança abraâmica, a davídica, e a nova aliança; ou bilaterais, como por exemplo, a aliança mosaica. Ainda podemos ficar confusos se não enxergarmos que até mesmo as alianças unilaterais têm essencialmente um aspecto bilateral, à medida que a sua aplicação diz respeito aos indivíduos. Isto pode ser visto no fato descrito por Paulo em Romanos 9 de que, embora as alianças pertençam a Israel, “nem todos os que são de Israel são israelitas; nem por serem descendência de Abraão são todos filhos” (Rm 9.6,8). Elas se aplicam aos eleitos. Mais adiante vemos que o selo, sinal ou símbolo de alguém ter aceitado o relacionamento da aliança por um ato de fé individual é um passo de obediência, mesmo na aliança abraâmica, cujo sinal era a circuncisão (cf. de grande parte daquilo que está contido em Gn 17.10,11 onde o sinal foi declarado como parte de uma aplicação individual da alian ça. “Esta é minha aliança... todo macho en tre vós será circuncidado”). Qualquer tentativa de separar o elemento unilateral da aliança abraâmica da sua aplicação individual torna-se artificial e, portanto, o conhecimento de ambos os fatores - unilateral e bilateral - em tal aliança se faz necessário, assim como o batismo nas águas é o sinal ou a confirmação da associação de alguém na nova comunidade da aliança. As análises mostram que os elementos unilaterais em uma aliança são proféticos e, portanto, condicionados ao ponto em que são dependentes da aceitação pessoal pela fé, com a motivação que vem da graça soberana de Deus. 

Resultados. Estes podem ser também pro messas de bênçãos quando a aliança é mantida, ou advertências de punição quando a aliança é quebrada - ou ambas. Por exemplo, na aliança abraâmica havia uma promessa de descendência (que de acordo com Gálatas 3.16 era Cristo; cf. Gn 12.1-3; 13.16; 22.18), de uma terra, de fama e de uma grande posteridade. Estes fatos eram proféticos e certos. Ao mesmo tempo, havia um aspecto condicional, porque cada participante crente tinha que ser circuncidado como um sinal da sua fé, mesmo no caso de Abraão (Gn 17.9-17; Rm 4.11). Aqueles que se recusavam a ser circuncidados quebravam a aliança (Gn 17,14). Esta cerimonia apontava para Cristo em quem nós, cristãos, somos circuncidados com a “circuncisão de Cristo” (Cl 2.11). Tudo isso é condicional, pois a sua base é a fé salvadora.

 Garantias. A garantia que se dava para as segurar o cumprimento da aliança era normalmente um juramento. Para os homens, era um juramento tão solene que constituía o caráter do desejo ou testamento. A idéia é que assim como o testador não poderia mudar a sua vontade quando morto, o criador da aliança também não poderia mudá-la. A forma de expressá-la era matando um animal, partindo-o ao meio, e em seguida passando-se pelo meio de ambas as partes (Gn 15.9ssJ. Cristo selou a nova aliança através de sua morte (Hb 9.15-17), e instituiu a Ceia para celebrá-la (Mt 26.28; Mc 14.25; 1 Co 11.25,26). Às vezes se fazia uma oferta (Gn 21.30), ou se instituía um sinal, como um marco ou um monte de pedras (Gn 31.52). Como Deus não tem nada e ninguém maior do que Ele mesmo para jurar, também confirmou as suas alianças jurando por si mesmo (Dt 29.12; Hb 6.13,14), por exemplo, ao confirmar a sua aliança com Abraão, ao jurar pelo seu controle providencial do mundo, e ao anunciar a nova aliança em Jeremias 31.35; 33.20.


2.    Qual o objetivo do concerto com os patriarcas?     -        O objetivo do concerto (aliança) de Deus com Abraão, Isaque e Jacó era estabelecer uma nação santa (Israel) para revelar Sua vontade ao mundo, formar uma aliança inquebrável com Seu povo e, fundamentalmente, providenciar a salvação para todas as nações da terra através da descendência deles, o descendente JESUS.

Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós, Romanos 4:16 

Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé. Romanos 4:13

  • A "Semente" Singular: Paulo argumenta que a Escritura não usa o plural "aos descendentes", mas sim o singular "ao seu descendente", focando em uma pessoa específica, que é Cristo. DEUS chama Abrão tendo em vista JESUS CRISTO.

Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. Gálatas 3:16

 

Principais Objetivos e Promessas do Concerto:

  • Salvação Universal: O propósito supremo era abençoar todas as famílias da terra, cumprido na figura de Jesus Cristo.
  • Formação de uma Nação: Criar um povo escolhido, Israel, que servisse como testemunha de DEUS e donde nasceria JESUS.
  • Promessa de Terra: Promessa de uma Terra extensa como herança perpétua para a descendência dos patriarcas (só será realizada no milênio).

De acordo com Josué 1:4, 13.1, 21:43-45 e outras passagens, a promessa dada por DEUS a Israel abrange uma área vasta, descrita com os seguintes limites: 

Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates; ¹⁹ E o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, ²⁰ E o heteu, e o perizeu, e os refains, ²¹ E o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu. Gênesis 15:18-21 – Hoje Israel só tem cerca de 2.8% das terras que DEUS lhes deu.

Josué 1:4 - Sul: O deserto. Norte: O Líbano e a terra dos hititas (Síria). Leste: O grande rio, o Rio Eufrates. Oeste: O Grande Mar (Mar Mediterrâneo).

  • Multiplicação e Proteção: Promessa de transformar a semente de Abraão em uma "multidão de nações" e protegê-los.
  • Aliança Pessoal: Estabelecer um relacionamento inquebrável, onde Deus se torna o "Deus de Abraão, Isaque e Jacó". 

Os patriarcas funcionaram como fundadores desta fé servindo como líderes espirituais e familiares nesta aliança. 


3.    O concerto e as promessas     -    O concerto de Deus com Abrão (Gênesis 12, 15, 17) foi uma aliança incondicional e solene, onde Deus prometeu torná-lo pai de uma grande nação, dar-lhe uma extensa terra, incluindo Canaã e abençoar todas as famílias da terra através de sua descendência. As promessas incluíam descendência inumerável, proteção divina e mudança de nome (Abrão para Abraão).

Principais Elementos do Concerto e Promessas (Gênesis 12, 15, 17):Terra: Promessa da extensa terra, incluindo Canaã para a sua descendência.
Descendência (Semente): Promessa de uma numerosa posteridade, que resultaria em uma grande nação e, eventualmente, em Cristo.
Bênção Universal: "Em ti serão benditas todas as famílias da terra" (através de JESUS).
Nome Grande: Deus engrandeceria o nome de Abraão.
Proteção: Deus seria o escudo e o galardão de Abraão.

Detalhes do Pacto:O Sinal: O sinal físico do concerto foi a circuncisão de todos os homens da sua casa.
Mudança de Nomes: Abrão ("pai exaltado") tornou-se Abraão ("pai de uma multidão de nações"), e Sarai ("minha princesa") tornou-se Sara ("mãe de nações").
Cumprimento: Apesar da espera de 25 anos (dos 75 aos 100 anos de Abraão), Deus cumpriu a promessa com o nascimento de Isaque, conforme narrado em Gênesis 21.

O pacto, explicado detalhadamente na Bíblia, estabelece Abraão como pai da fé, com as promessas se estendendo a todos os crentes por meio de Cristo. A narrativa bíblica completa do chamado e da aliança pode ser lida em Gênesis 12 e Gênesis 17



                III.     O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO


1.   Todo macho será circuncidado    -    A circuncisão consistia numa cirurgia, na qual a pele que cobre a glande do órgão genital masculino é removida. E feita há muitos anos. Originalmente, por motivos espirituais, como entre o povo de Israel, mas, atualmente, pode ser feita por motivos higiênicos, de saúde ou para evitar enfermidades, como para corrigir a fimose ou a parafimose. Mesmo sendo uma cirurgia de pequeno porte, certamente, no tempo de Abraão, e tempos depois, até no Novo Testamento, deve ter sido muito dolorosa, pois não havia qualquer tipo de anestesia. A Bíblia relata a história da vingança de Simeão e Levi contra os cananeus, quando Diná, sua irmã, se envolveu com Siquém, filho de Hamor. Eles tiveram relações e isso foi considerado uma grande afronta contra a sua família. Os dois filhos de Jacó enganaram os cananeus, dizendo que não haveria nenhuma ação contra eles se todos os machos se circuncidassem. Eles aceitaram a ideia e passaram pela circuncisão. O texto bíblico diz:

E aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a mais violenta dor, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, e entraram afoitamente na cidade, e mataram todo macho. Mataram também a fio de espada a Hamor, e a seu filho Siquém; e tomaram Diná da casa de Siquém e saíram. (Gn 34.25-26). Nesse episódio, todos os circuncidados eram jovens ou adultos. Sofreram tão violenta dor que não puderam lutar contra os filhos de Jacó. Provavelmente, a dor dos que eram circuncidados como bebês, ao oitavo dia, não era menor que a dos adultos, mas, em sua inocência, não percebiam o grande trauma que lhes era imposto. Talvez por isso Deus estabeleceu a circuncisão ao oitavo dia depois do nascimento


2.     Quando deveria ser feita a circuncisão    -    O Prazo: Bebês com oito dias de nascidos ou mais até os mais velhos.
A Consequência: O incircunciso que não fizesse o pacto na carne seria extirpado do seu povo.

Abraão obedeceu imediatamente, circuncidando a si mesmo, seu filho Ismael e todos os homens de sua casa.. Esta aliança foi confirmada ao longo das gerações, com Isaque e seus descendentes. Isaque também foi circuncidado ao oitavo dia conforme Gênesis 21:4 e confirmado em Atos 7:8.

A circuncisão de bebês no oitavo dia de vida é uma prática mantida pelos judeus até os dias de hoje.


A circuncisão é praticada atualmente por diversos povos e culturas, motivada principalmente por razões religiosas, culturais, higiênicas ou médicas. Os principais grupos incluem: Povos Judeus: A circuncisão (Brit Milá) é um pacto religioso fundamental, geralmente realizado no oitavo dia de vida do menino.
Povos Muçulmanos: A prática é amplamente seguida em nações muçulmanosas, sendo quase universal em países como Irã, Iraque, Cisjordânia, Iêmen, Indonésia e Síria.
Cristãos Ortodoxos e Copta: Praticada em comunidades específicas, como a Igreja Ortodoxa Etíope e a Igreja Ortodoxa Eritreia, além dos cristãos coptas.
Povos da África Subsaariana: A circuncisão é uma prática tradicional e ancestral em muitas tribos, muitas vezes atuando como um ritual de passagem para a vida adulta.
Povos do Oriente Médio e Ásia: Inclui samaritanos, drusos e outras populações na região da Ásia Ocidental.
Culturas Ocidentais e Asiáticas (não religiosas): A prática é comum em países como os Estados Unidos, Coreia do Sul e Filipinas, frequentemente por razões de higiene ou profilaxia médica.

A circuncisão também é realizada como um procedimento médico preventivo contra infecções ou para tratar condições como a fimose.



Gênesis 21:4 registra o momento em que Abraão circuncida seu filho Isaque com oito dias de vida, obedecendo rigorosamente à ordem de Deus. Este ato sela a aliança divina, confirmando Isaque como o herdeiro da promessa, conforme relatado em várias versões bíblicas.

Pontos-chave de Gênesis 21:4:Obediência: Abraão cumpre a ordem divina estabelecida anteriormente.
Contexto: Isaque, filho da promessa, é circuncidado no oitavo dia.
Significado: Marca a continuidade da aliança de Deus com a descendência de Abraão


3.    A circuncisão do coração    -     Jeremias 4:4:

"Circuncidade-se ao Senhor; removam o prepúcio de seus corações, ó homens de Judá e habitantes de Jerusalém; para que minha ira não se espalhe como fogo, e não queime sem que ela a apague, por causa do mal dos teus atos."

Em Romanos 2:29, Paulo argumenta que "um judeu é um interiormente" e que "a circuncisão é uma questão do coração." Mas isso não é um argumento novo. O Antigo Testamento está repleto de referências à circuncisão do coração; foi entrelaçada na linguagem da aliança de Deuteronômio. À medida que o Pentateuco se aproxima do fim e Deus lembra aos israelitas que eles não conseguirão cumprir a aliança, Ele também promete um dia em que o trabalho do coração acontecerá. Quando isso acontece, Deus usa a linguagem de circuncidar o coração em vez de apenas a carne. Isso nos diz que Jeremias provavelmente está absorvendo essa imagem profética da história inicial dos israelitas.

O contexto de Jeremias 4:4 é importante aqui. Isso faz parte do ato de arrependimento. Esta seção em particular é comparada a uma cerimônia de re-covenant. Mas é importante que eles não apenas passem por rituais externos, mas que sua dedicação e devoção ao SENHOR sejam do coração. A linguagem aqui será retomada em Jeremias, quando nos disserem sobre a nova aliança que Deus fará com Seu povo. John Thompson explica isso muito bem:

Circuncidar o coração significa remover os corações frios, mortos, calejados e de pescoço rígido que tantas vezes marcaram o povo e, em vez disso, voltar totalmente — com todo o eu — ao SENHOR em dedicação.


O Coração Circuncidado e a Vida Cristã

Ter um coração circuncidado é essencial para o verdadeiro discipulado. Quando falamos de um coração ligado a Deus, falamos de um coração que está em sintonia com a vontade divina. Um coração circuncidado é um coração que se arrepende, que ama a Deus e aos outros, e que busca viver em obediência às Escrituras.

A Transformação Interior

Um aspecto fundamental de ter um coração circuncidado é a transformação interior que se manifesta em ações externas. O apóstolo Paulo nos ensina em 2 Coríntios 5:17 que “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo”. Essa nova criação está intrinsecamente ligada à renovação do coração e à disposição para abandonar velhos hábitos e práticas que não agradam a Deus.

A circuncisão do coração implica em uma renovação que não é apenas emocional, mas espiritual. Isso significa que, à medida que nos entregamos a Deus, Ele opera em nós para transformar nosso modo de pensar, nossas prioridades e a essência do que somos. Essa mudança é visível e impacta nossa vida em comunidade, nossa família e nossa igreja.

Reflexão e Compromisso

Em um mundo que frequentemente valoriza aparências e superficialidades, a circuncisão do coração nos desafia a focar naquilo que realmente importa: nossa relação com Deus e nosso amor ao próximo. Ao olharmos para dentro, somos confrontados com a necessidade de um coração pure e sincero.

Como podemos responder a este chamado? Através da rendição a Deus, da busca por mudança e pelo compromisso de vivermos em santidade. Cada dia é uma oportunidade de buscar intimidade com Deus, de nos deixar moldar por Sua Palavra e de permitir que o Espírito Santo faça a obra necessária em nossos corações.

A circuncisão do coração não é apenas uma chamada ao arrependimento, mas um convite à vida plena em Cristo. Portanto, que possamos nos dispor a essa transformação. Que nossos corações sejam verdadeiramente circuncidados, prontos para refletir a luz e a amor de Cristo em todas as áreas de nossas vidas.

Que ao olharmos para o nosso interior, possamos encontrar um coração que não está apenas em conformidade com regras, mas que é verdadeiramente moldado pelo amor e pela graça de Deus. Que assim seja a nossa oração, e que Deus continue a realizar a Sua obra em nós, fazendo-nos sua nova criação.




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Dicionario-Biblico-Wycliffe-Charlesf.pdf

O que é a circuncisão do coração? | Ferramentas para Estudo Bíblico

O que significa ter um coração circuncidado?

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 Wh, Família Cristã Church, Cajamar, SP - YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 4. CPAD, A Confirmação de Uma Promessa, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

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