Seja um Patrocinador desta Obra.

SEJA UM ALUNO ASSÍDUO NA EBD. Irmãos e amigos leitores, vc pode nos ajudar, através do PIX CHAVE (11)980483304 ou com doações de Comentários Bíblicos. Deste já agradeço! Tenham uma boa leitura ___ Deus vos Abençoe!!!!

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

LIÇÃO 13 - ESTER, A PORTA DORA DAS BOAS-NOVAS

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 



                    TEXTO ÁUREO

"E para os judeus houve luz, e alegria, e gozo, e honra." ( Et 8.16)


                 VERDADE PRÁTICA

O Senhor é poderoso para transformar trevas em luz, tristeza em alegria, angústia em júbilo, humilhação em honra.



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Ester 8.4-8; 9.29-31; 10.1-3



                        INTRODUÇÃO


Uma vez a justiça tendo sido feita em relação aos planos malignos de Hamã, o rei Assuero toma as rédeas da situação: confisca os bens de Hamã e passa-os para a rainha Ester, designando Mardoqueu para ser o superintendente e o nomeia também primeiro-ministro. Ester alcança mais um favor do rei, que sugere um novo decreto, que agora os autoriza a se defender. Mardoqueu foi honrado, os judeus se alegraram e se regozijaram com o novo rumo dos acontecimentos, triunfando sobre os seus inimigos. Isso demonstra que o cuidado providencial de DEUS os acompanhava.

Ester tipifica a igreja em sua exaltação, Ela se casa com um homem cujo título era “rei dos reis”. Embora Assuero, em seu caráter pessoal, estivesse longe de tipificar a CRISTO, mesmo assim, por ser um “rei dos reis”, pode muito bem representar para nós o noivo real, o qual, de fato, é “o Rei dos reis e Senhor dos senhores. [-] Ester tipifica a igreja em sua intercessão. Ela compareceu diante do rei “no terceiro dia”, simbolizando a ressurreição e a intercessão no poder da ressurreição. Era contra a “lei” o fato de Ester se apresentar assim ao rei: daquele modo, a lei a excluía. No entanto, foi aceita com base na graça apenas, pois o rei a viu nos trajes reais que lhe dera (5.1). Nós também somos excluídos pela lei, mas somos plenamente aceitos com base em generosa graça, quando aparecemos nos trajes reais que CRISTO nos deu.



                I.    O PEDIDO DE DEFESA AOS JUDEUS E A CONCESSÃO DO REI

1.   A humildade de Ester e sua súplica     -    Hamã, o inimigo dos judeus, estava morto, e Mardoqueu, altamente honrado (Et 8.1,2). Apesar de tudo isso, o drama dos judeus ainda não havia terminado. O decreto de Assuero continuava produzindo plenos efeitos. A questão não era individual. Não bastava a Ester ou a Mardoqueu estarem bem. Era preciso resolver o problema de todos os judeus. A missão que Ester havia recebido de Mardoqueu — e certamente assumido diante de Deus desde que propôs o clamor através do jejum — não estava concluída. Por isso, em profunda humildade e respeito, Ester aproveita a oportunidade de estar diante do rei e apresenta a sua petição em favor de todos os judeus (Et 8.3). Novamente demonstrando disposição em atender a sua rainha, Assuero estende-lhe o cetro de ouro. Ester levanta-se e roga ao rei que revogue as cartas que havia enviado para que o plano de Hamã não fosse executado. Mardoqueu ainda estava presente no palácio, pois o texto bíblico informa que o rei respondeu a Ester e a ele que já havia feito tudo o que estava ao seu alcance. Ele não poderia revogar o primeiro decreto, mas poderia emitir outro, permitindo aos judeus defender-se.


2.    Segurança jurídica    -   A irrevogabilidade dos decretos dos reis medos e persas pode até parecer um excesso, mas tem o seu sentido positivo.    Lennox (ibid., p. 227) diz: 

Uma das mais antigas funções da lei é estabelecer limites para os poderes do governo. E pelo visto, a monarquia constitucional medo-persa é um avanço em relação à monarquia absoluta, embora ainda estivesse longe da democracia desenvolvida mais tarde na Grécia. Não havia separação de poderes. Em essência, eram as mesmas pessoas que legislavam, governavam e julgavam. Mas foi um passo na direção certa. Em teoria, pelo menos, oferecia proteção contra os excessos de um déspota.

Se na Antiguidade já se instituiu o respeito às leis pelos mais poderosos monarcas pagãos, não é razoável que, em tempos tidos como tão modernos, se admita que autoridade alguma se considere acima da lei.     Nenhuma pessoa ou Poder está acima da Constituição. Ninguém pode agir de modo a violá-la. As alterações constitucionais que são possíveis só podem ser feitas pelo Parlamento, onde atuam os representantes eleitos pelo povo. Para isso, exige-se um quórum qualificado. Alguns preceitos da Constituição nem mesmo o Poder Legislativo pode alterar, a menos que em uma Assembleia Nacional Constituinte. Llewellyn-Jones (148,149) afirma: Dario e os reis Aquemênidas não estavam acima da lei. Pelo contrário, eram parte integrante dela. Decidiam casos legais sobretudo de acordo com as circunstâncias locais, caso a caso. A natureza astuta e diplomática de suas decisões, que muitas vezes apresentavam mais recompensas que punições, resultou em uma reputação de virtuosidade. Numa inscrição encontrada em seu túmulo, Dario enfatizou seu papel como juiz justo. Ter a reputação de imparcialidade era obviamente importante para ele […]. Para os povos do mundo antigo (com exceção da emperdernida Grécia), os reis persas eram considerados justos e sábios. 

Seja qual for o tempo, é somente Deus que nos guarda da perversidade deste mundo. O Estado é uma importante instituição nas mãos de Deus para frear a escalada do mal e permitir-nos ter uma vida quieta e sossegada, desfrutando de liberdade para servi-lo e viver honestamente. Devemos sempre orar pelas autoridades de nosso país (1 Tm 2.1,2).


3.    O direito de defesa    -    No império medo-persa, uma escritura real não podia ser altera da, mas uma segunda escritura poderia amenizar as consequências. Sendo assim, o rei instruiu Mardoqueu e Ester a escrever um segundo edito. Este teria o mesmo peso do anterior, mas poderia reverter os seus resultados. Embora fosse impossível o rei recuar de qualquer palavra que havia sido expedida em seu nome, uma compensação podia ser conseguida por um edito posterior, semelhantemente autenticado. Ele tinha suas formas e melos de fazer valer a sua vontade.      Desta vez, o hebraico foi acrescentado nas cópias enviadas para os judeus em todas as províncias. O novo decreto foi baixado em sivã, o terceiro mês (ref. junho-julho), no ano de 474 1 a.C. pouco mais de dois meses após o primeiro decreto.

Naquele dia, foram mortas 75 mil pessoas em todo o reino persa (9.11-16). Somente na cidadela de Susã foram mortos 500 homens, incluindo os dez filhos de Hamã. No dia seguinte, foram mais 300 mortos na cidade de Susã (9.15). O que se entende é que os primeiros 500 moravam na cidade alta e foram mortos já no dia 13, enquanto os demais, que moravam em Susã — porém, fora da acrópole — foram mortos no dia seguinte. O número de baixas impressiona, pois eram vidas humanas, valorosas para Deus; contudo, é preciso considerar que, se não fosse a ordem de Assuero para que os judeus pudessem defender-se, a matança teria sido muitas vezes maior, já que a estimativa era de que havia em todo o reino mais de 1 milhão de judeus. Outro fator que pode ser levado em conta é que, em um reino tão vasto, certamente não era incomum revoltas internas, com disputas entre os povos, resultando em consideráveis baixas, sem que isso afetasse o império.

Pb. Junio | Prof° EBD - YouTube






                II.    A RAINHA ESTER ESCREVE BOAS NOTÍCIAS PARA O SEU POVO

1.   A comemoração dos judeus    -    Muitos estudiosos sempre viram neste segundo decreto de Assuero (por anular o decreto anterior de morte), uma analogia da “segunda lei” de Cristo. Esta é a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus, que liberta aqueles que pela fé receberam a “lei do pecado e da morte” (Rm 8.2). Também ao enviar rapidamente os mensageiros, para proclamar em toda parte o novo decreto e levar uma oferta de vida aos judeus amaldiçoados, é feita uma analogia com o desafio que chega a todos os verdadeiros cristãos, a fim de se apressarem a enviar a mensagem do Evangelho. A ordem é ir a todas as partes do mundo. Devemos enviar as boas novas de que apesar da maldição do pecado, “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Por uma analogia similar - muitos entre os povos da terra se fizeram judeus (17) (ou prosélitos da fé judaica) por temor - estes podem representar para nós o grande número de cristãos professos, que hoje estão alinhados com a Igreja por razões egoístas. Talvez esperem que devido a uma mera conexão nominal com o cristianismo, possam ser libertos do temor da morte e da punição eterna.


2.    A carta e o decreto de Ester    -    Na Festa de Purim, os judeus, tanto de longe quanto de perto, deve riam reunir-se para festejar, regozijar-se, dar presentes uns aos outros e fazer doações aos pobres. Essa celebração deveria se repetir para sempre, como as leis dos persas e dos medos, que não podiam ser revogadas. Do que as pessoas deveriam se lembrar era da trama de Hamã e da intervenção do rei para livrá-las (Et 9.23-28).

Em nenhuma parte dessas instruções encontramos qualquer menção clara do povo de DEUS se reunindo para louvar a DEUS pelo seu livramento e lembrar aos seus filhos dessa demonstração da fidelidade de DEUS, algo que era central numa festa como a Páscoa. Parece que é como se para eles fosse possível obedecer ao edito de Mardoqueu e Ester sem pensar em DEUS pelo menos uma vez durante todo o dia. […] a essência do Purim, conforme está registrado na Bíblia estava precisamente correta. Tratava-se de um memorial do tempo em que os judeus tiveram descanso de todos os seus inimigos, quando a tristeza deles foi transformada em alegria e o lamento deles em celebração. […] Como seria possível alguém se lembrar da transformação das trevas em luz e da obtenção de descanso dos inimigos sem pensar em DEUS? Como alguém poderia celebrar o Purim sem ver o que DEUS havia feito?

Os desvalidos que são erguidos do pó e os necessita dos que são tirados do monturo para se assentar junto aos príncipes não deveriam precisar ser incitados a louvar o Senhor (SI 113.5-9). A Festa de Purim, quando corretamente compreendida, é mais do que apenas um lembrete para o povo de DEUS da habilidade passada Dele para intervir decisivamente, mesmo permanecendo escondido de todos, menos dos olhos da fé.

Detalhes da Festa do Purim (Et 9.32) “E o mandado de Ester estabeleceu estas particularidades de Purim; e se escreveu no livro.”

Como a Páscoa, a festa de Purim celebra o livramento divino. Salvos do governo do faraó e da escravidão no Egito e livres da destruição planejada por Hamã, os judeus comemoraram uma libertação que só DEUS poderia ter orquestrado. Toda a história do feriado do Purim está no livro de Ester.

O primeiro dia da festa. O livro inteiro de Ester é lido em voz alta, e a cada vez que o nome de Hama é mencionado, as crianças do grupo respondem ao nome de Hamã com chocalhos e guizos, os presentes batem com os pés no chão a fim de abafar o som do nome de Hamã e dizem: “Que o seu nome seja apagado”.

No segundo dia da festa, a alegria e a comemoração se manifestam. Comida, música, peças de teatro e brincadeiras, canções especiais e recitais acrescentam à disposição festiva. As pessoas se presenteiam e fazem questão de dar presentes e alimento aos pobres, por ter sido esse um desejo especial de Mardoqueu (Et 9.22).


3.    A exaltação de Mardoqueu    -    “Pois o judeu Mardoqueu foi o segundo depois do rei Assuero, e grande para com os judeus, e estimado pela multidão de seus irmãos, tendo procurado o bem-estar do seu povo e trabalhado pela prosperidade de todo o povo da sua raça”     Mardoqueu foi promovido como sucessor de Hama na corte. Mardoqueu obteve o cargo de primeiro-ministro que fora de Hamã. A tentativa de matar Mardoqueu serviu apenas para exaltá-lo. Foi investido pelo rei de plena autoridade, o que fica patente por ter recebido o anel real. E essa de inversão tem por objetivo advertir os inimigos do povo de DEUS e encorajar aqueles a quem DEUS prometeu proteção. Foi a apresentação de Mardoqueu ao rei, como parente próximo de Ester e como quem salvou a vida do rei ao descobrir o plano secreto para matá-lo, que proporcionou a ocasião da sua investidura como primeiro-ministro do rei, no lugar do traidor Hamã.

O livro de Ester termina com grandes elogios a Mardoqueu, cujos feitos foram registrados nas crônicas oficiais do império persa. Mardoqueu foi o segundo na hierarquia. Ele não desfrutava somente do favor especial do rei, mas era respeitado também por seu povo e honrado por sua administração bem-sucedida. Obteve a aceitação dos grandes do império e era popular com as massas.

Sempre buscou o bem-estar de seu povo, bem como da população do império em geral. E, acima de tudo, falava de paz ao remanescente perseguido dos judeus, trazendo-lhes a luz de um novo dia. Mardoqueu entrou para a gale- ria de heróis da história israelita como mais um exemplo de vitória concedida por DEUS ao seu povo disperso entre as nações. Quanta falta faz nas autoridades de hoje os predicados e elogios dedicados a Mardoqueu neste último verso do livro de Ester: “Pois o judeu Mardoqueu foi o segundo depois do rei Assuero, e grande para com os judeus, e estimado pela multidão de seus irmãos, tendo procurado o bem-estar do seu povo e trabalhado pela prosperidade de todo o povo da sua raça” (Et 10.3).

Pb. Junio | Prof° EBD - YouTube



 




                   III.     A MULHER É CHAMADA POR DEUS PARA SER RELEVANTE NO MUNDO

1.   Uma mulher notável    -    Ester é a história de uma simples moça judia que se transformou numa mulher notável no poderoso Império Persa. Deus usa quem Ele quer para cumprir os seus propósitos. Para isso, contudo, jamais viola as suas leis.

Se a beleza física de Ester a levou ao palácio do Rei Assuero, foram os valores de Ester que a colocaram no trono a serviço do seu povo. E ela foi mais que rainha, uma verdadeira estrategista política, a pessoa que Deus usou para realizar o seu plano.

Se hoje o povo judeu desfruta de posição de destaque em meio a tantas nações, a história daquela jovem excluída, que trouxe a libertação ao seu povo, é sem dúvida uma das grandes marcas de superação presentes em toda essa história.

Como Ester, você pode pensar que é a pessoa mais improvável para ocupar um lugar de importância nos planos de Deus. Mas a história dessa jovem corajosa nos mostra que Deus age com pessoas improváveis e concede dons e valores para cumprir um propósito maior, para abençoar muitas pessoas.

Se você se vê como improvável, leia a história de Ester e receba a mensagem que ela traz para você.

A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor será elogiada.Que ela receba a recompensa merecida, e as suas obras sejam elogiadas à porta da cidade. (Provérbios 31:30-31)


2.   A banal "guerra dos sexos"    -    Dar-se a disputas sob a alegação de estar buscando espaço para servir a Deus é um tremendo engano; seja homem, seja mulher.

Vimos também que a criação dos seres humanos como masculino e feminino – esta realidade, sim!, binária – fornece a estrutura necessária na criação de Deus para a ordenança do casamento. Não se poderia ter casamento sem homem e mulher. E o significado do casamento não é conhecido em sua plenitude até que o vejamos como uma parábola do relacionamento entre Cristo e a Igreja. Portanto, a criação dos seres humanos como homem e mulher aponta para o casamento e o casamento aponta para Cristo e a Igreja. Desse modo é que o cristianismo explica a razão última para homem e mulher criados por Deus, criados à imagem de Deus se unirem em casamento. 

Mas tem outra coisa, como já dissemos: a feiúra histórica dos relacionamentos entre homens e mulheres. Isso pede pelo cristianismo. — Por quê? Como essa feiúra histórica dos relacionamentos entre homens e mulheres aponta aponta para o cristianismo? — Aponta para o cristianismo porque pede pela cura que o cristianismo traz para o relacionamento entre homens e mulheres. Trocando em miúdos: Se Deus nos criou à sua imagem como homens e mulheres, isso implica igualdade de personalidadeigualdade de dignidaderespeito mútuoharmoniacomplementaridadedestino unificado.    

Essas diferentes responsabilidades vão direto ao coração do significado de masculinidade e feminilidade tal como Deus nos criou para ser: homem e mulher. O problema é que essas responsabilidades distintas estão sob um tremendo ATAQUE CULTURAL. Já faz um bom tempo que elas estão, e o resultado em nossa cultura é a confusão em massa, o caos absoluto que vai se agigantando.

Provavelmente já há duas gerações ou mais de homens e de mulheres que foram criadas no Ocidente sem uma visão positiva do que significa ser homem e o que significa ser mulher. Disseram-nos muitas coisas negativas – disseram-nos e ainda nos dizem coisas que não deveríamos ser, coisas das quais devemos nos libertar. 

Por exemplo:

MASCULINIDADE NÃO É exploração sexual (realmente! mas o que é então?). A masculinidade não é divertido; ser homem é ser palhaço, desengonçado, mas não é divertido. A masculinidade não é racionalismo puro, cabeça pura, sem emoção. A masculinidade não é ser durão nem viver do impulso orientado para a tarefa de conquistar. Portanto, libertem-se, homens! Por outro lado:

A FEMINILIDADE NÃO É uma vida doméstica enfadonha, a mulher do lar. A feminilidade não é a maternidade em casa, cuidando de filhos. A feminilidade não é emocionalismo irracional. A feminilidade não é obediência sexual. Portanto, libertem-se, mulheres!

Realmente, há verdade em muita coisa contra as quais se apregoam, quando se dizem o que não é a masculinidade ou o que não é a feminilidade. Mas quando tudo é dito sobre o que não é ser masculino e o que não é ser feminino, o que sobra, o que se tem como padrão ou definição de homem e de mulher? Honestamente: O QUE É SER HOMEM? O QUE É SER MULHER? Percebeu?! Ninguém mais sabe.

RESTOU-NOS UM BURACO NEGRO DE CONFUSÃO sobre o que é ser homem e o que é ser mulher. Mergulhamos em uma confusão decepcionante, geradora de culpa e absolutamente destrutiva. Se não bastasse essa confusão, atingiu-nos um tsunami de homossexualidade e, mais recentemente e assustadoramente, transexualidade; fora a pandemia de divórcio, aborto e crimes violentos, incluindo a violência doméstica; sem falar ainda da escalada rampante de suicídios que parecem crescer a cada ano, e da explosão de consumo de medicações psicotrópicas. Algo está profundamente errado conosco. E nós não sabemos mais qual é o padrão.   


3.   O contexto cristão    -    Prestar um tributo às mulheres que fazem profissão de servir a Deus talvez seja uma forma adequada de concluir esta obra, já que esta foi a decisão de Ester: ela aceitou correr risco de morte para levantar a sua voz em defesa do povo judeu — tudo fazendo sob uma inteira entrega à direção e vontade de Deus, o que demonstrou através do propósito do jejum. Ester foi uma mulher piedosa, cheia de coragem, que soube ser humilde, obediente, respeitosa, submissa e de muita prudência. Além das mulheres da Bíblia, em toda a História da Igreja, muitas mulheres exerceram papéis importantes, como Catarina von Bora (1499–1552), esposa de Lutero; uma mulher cheia de ousadia e coragem que muito contribuiu para o movimento da Reforma sem deixar de cumprir o seu papel de esposa e mãe — teve seis filhos (Ulrich e Dalferth, 2017, p. 11, 31). Temos também Susanna Wesley (1669–1742), que foi mãe de John e Charles Wesley e outros 17 filhos. Susanna foi uma mulher disciplinada e metódica, uma dedicada educadora dos próprios filhos, ministrando-lhes principalmente a fé cristã. John Wesley foi o fundador do Movimento Metodista. Charles Wesley, além de pregador, é considerado o maior compositor de hinos sacros de toda a História: escreveu cerca de 9 mil hinos. A vida de Susanna Wesley tem inspirado ministérios de mulheres até nossos dias. Há, ainda, Sarah Kalley (1825–1907), missionária e musicista escocesa. Ela foi esposa de Robert Kalley e contribuiu intensamente para o ministério do marido, sendo considerada co-fundadora da Escola Dominical no Brasil em 19 de agosto de 1855 (Gilberto, 2002, p. 135). Corrie ten Boom (1892–1983) é outra mulher de Deus, cuja história é contada no livro O Refúgio Secreto. Corrie foi uma mulher cristã que, juntamente com a sua família, enfrentou os horrores da perseguição nazista, dedicando-se à proteção de judeus na Holanda. É igualmente importante citar o nome de Ruth Graham (1920–2007), poeta e escritora, esposa do evangelista Billy Graham (1918–2018). Ruth foi mãe de cinco filhos. O próprio marido costumava dar testemunho da sua profunda dedicação a Deus, da sua vida piedosa e do cuidado que Ruth tinha com o lar. Ela renunciou a sua própria carreira profissional por entender o propósito de Deus na sua vida. No contexto assembleiano, temos Celina Martins Albuquerque (1876–1966), que foi a primeira pessoa a receber o batismo no Espírito Santo entre os membros da Igreja Batista de Belém (Pará) ao crer na doutrina pentecostal pregada por Gunnar Vingren (1879–1933) e Daniel Berg (1884–1963). Integrou, portanto, o grupo de fundadores da Missão da Fé Apostólica (depois Assembleia de Deus) em 18 de junho de 1911 (Araujo, 2007, p. 7). O que mais impressiona na síntese biográfica da irmã Celina, disponível no excelente Dicionário do Movimento Pentecostal, é a sua perseverança espiritual. Em primeiro lugar, por dedicar-se aos cultos de oração na sua casa, devido a uma enfermidade nos lábios que a impedia de ir ao templo. Em segundo lugar, pela sua fé, que a levou a receber a cura de que precisava. Em terceiro lugar, pelo seu fervor espiritual e o desejo ardente de receber o batismo com o Espírito Santo. Certo dia, após o culto de oração no templo, foi para casa e continuou orando juntamente com outra irmã, quando começou a falar em novas línguas na primeira hora da madrugada. Em quarto lugar, porque por toda a vida a irmã Celina conservou a sua fé e devoção, sendo também intensamente dedicada à evangelização pessoal. Irmã Celina foi uma mulher simples, das muitas que, mesmo anônimas, fizeram e fazem história nas Assembleias de Deus no Brasil — assim como em muitas outras igrejas. Temos também Lina Nyström, esposa do missionário Samuel Nystron (1891–1960), pioneiro do ensino pentecostal no Brasil. Na biografia do marido (Nelson, 2008), é retratada como esposa exemplar, muito hospitaleira e dedicada ao serviço cristão. Foi a fiel companheira de Samuel Nystron nos 30 anos das suas intensas atividades no Brasil (Araujo, p. 510).

O Dicionário do Movimento Pentecostal apresenta ainda:

 • Frida Vingren, esposa do pioneiro Gunnar Vingren, que contribuiu de maneira destacada para a implantação e progresso da obra pentecostal no Brasil, principalmente na produção de literaturas, além de ter sido autora e tradutora de diversos hinos da Harpa Cristã.6 Conforme Araujo (2011, p. 109), são 24 hinos com o seu nome (16 versões e 8 autorias), todos de grande valor espiritual. Quanto à vida no contexto familiar, o testemunho do filho Ivar dá conta de que Frida “foi muito amorosa, muito dedicada à família; esforçava-se muito por seus filhos, fazia tudo por eles, deixando na memória de todos uma recordação muito boa”. 

• Zélia Brito, ativa participante da obra de evangelização nos subúrbios do Rio de Janeiro, ao lado de vários crentes, como Paulo Leivas Macalão, que, mais tarde, viria a ser o seu esposo. 

• Signe Carlson, missionária com atuação na área social. 

• Elisabeth Nordlund, missionária dedicada à área da música.

 • Florência Silva Pereira, obreira ativa nos primórdios da obra pentecostal no Nordeste.

 • Albertina Bezerra Barreto, fundadora do Círculo de Oração na AD em Recife-PE, em 1942.

 • Ruth Doris Lemos, missionária com atuação na área da música e do ensino teológico, tendo fundado, junto com o marido João Kolenda, o Instituto Bíblico das Assembleias de Deus, o IBAD, em Pindamonhangaba-SP. E mais recentemente, Wanda Freire Costa (1934–2019), professora, assistente social, fundadora da União de Esposas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil, esposa do pastor José Wellington Bezerra da Costa; fiel e constante companheira do marido nas suas atividades seculares e ministeriais. Mãe de seis filhos (José Wellington Costa Júnior, Paulo Roberto Freire, Marta, Samuel Freire, Joel Freire e Rute), dedicou-se intensamente à família e ao serviço da casa de Deus. (Certa ocasião, na Assembleia de Deus do Belenzinho, em São Paulo, fui tomado de surpresa quando a irmã Wanda convidou-me para acompanhá-la até uma pequena sala, nos fundos da livraria do templo, lugar que ela também reservava para momentos de oração. De forma carinhosa, com toda humildade e um gesto de reverência e temor, pediu que eu orasse por ela. Oramos juntos. Depois, a irmã Wanda presenteou-me com alguns DVDs, que guardo como recordação.)





Ajude esta obra...
Código do PIX
Banco Mercantil do Brasil
Pb. Junio | Prof° EBD - YouTube





AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon

Pr. Local: Pr. Duarte Marques

INSTAGRAN: @PBJUNIOOFICIAL

FACEBOOK: JOSÉ EGBERTO S. JUNIO

   CANAL YOUTUBE.:    https://www.youtube.com/@pb.junioprofebd7178       Toda semana tem um vídeo da Lição. Deixem seu Like.

 Siga-nos nas redes sociais... Tenha um bom estudo bíblico.

 ** Seja um Patrocinador desta obra: chave do        PIX 11980483304        

Chave do PIX
Banco Mercantil 





               





         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias
Livro de Apoio, O Deus que governa o mundo e cuida da família - Pr. Silas Queiroz, Editora CPAD.

Livro: Ester: Introdução e comentário. (Baidwin, Joyce G. Serie Cultura Cristã. SP Vida Nova

Livro: Examinai as Escrituras: Juízes a Ester. (Bader, J. Sidlow São Paulo: Edições Vida Nova

Livro: Estudos Bíblicos expositivos em Ester e Rute. (Duguid, lain M. São Paulo: Editora Cultura Cristã

https://rpv.org.br/recursos/devocionais/ester-uma-mulher-de-forca-e-dignidade/

https://www.sibgoiania.org/sermao/guerra-dos-sexos/



Pb. Junio | Prof° EBD - YouTube










sábado, 14 de setembro de 2024

LIÇÃO 12 - O BANQUETE DE ESTER: DENÚNCIA E LIVRAMENTO.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 



                    TEXTO ÁUREO  

"Como ribeiros de águas, assim é o coração do rei na mão do Senhor; a tudo quanto quer o inclina." (Pv 21.1)


                    VERDADE PRÁTICA  

Devemos reconhecer as autoridades humanas, mas não podemos atribuir-lhes um poder acima do que elas têm. Há um Deus no céu.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Ester 7. 1-10



                        INTRODUÇÃO 


Inicie esta lição falando sobre a importância de se aproveitar a oportunidade, na hora certa. Ester já havia deixado o rei curioso, pois desafiara as leis dos medos e persas, alcançou o favor do rei e ainda não apresentara seu pedido. Mas, no momento exato, ela surpreendeu tanto o rei como Hamã, que era convidado para o banquete, onde seu próprio ardil seria desmascarado. Na oportunidade, Ester revelou sua etnia e pediu por sua vida e pela vida do seu povo, pois estavam condenados ao extermínio, pela sanha maligna do mau Hamã. Ela soube aproveitar o momento exato para fazer sua petição.



                I.   O BANQUETE E ADENÚNCIA 

1.   A instabilidade de Hamã    -    O envolvimento de Zeres na situação afetiva do seu marido sugere que este casamento ia muito além do que o de Ester com o rei jamais poderia ir, e intensifica a tragédia do que deve seguir-se. Agora que tudo está dando errado para Hamã, os seus conselheiros pessoais dão a aparência de não terem nada a ver com o método de ação que Hama havia seguido. Se Mardoqueu ou Mordecai é da descendência dos judeus dá a entender que eles não conheciam este detalhe, enquanto que Hamã havia chamado de “judeu Mardoqueu ou Mordecai (5:13). Este é apenas o primeiro passo para isolar Hamã, agora que ele está em dificuldades. Já começaste a cair não prevalecerás contra ele certamente cairás diante dele. Por trás deste frio consolo parece estar uma sabedoria folclórica comumente aceita, talvez proverbial.

A maneira pela qual o povo judeu havia sobrevivido a deportações e preservado a sua identidade não passara despercebida, e este fato por si mesmo testificava acerca do poder de seu DEUS (cf. Êx 38.23). A libertação do indivíduo, Mardoqueu ou Mordecai, da maneira como acontecia, precisava ser vista como parte desse propósito mais amplo de DEUS de dar glória ao Seu próprio nome e estabelecer o Seu reino.

A continua sobrevivência dos judeus até aos dias de hoje também é um testemunho contínuo para o mundo de que o Senhor é grande, “além das fronteiras de Israel”


2.   O banquete do vinho   -   O tema do vinho costuma causar muita discussão e polêmica, fomentadas especialmente pelos que querem justificar o uso da bebida. O exame das Escrituras garante uma posição de equilíbrio. Não se pode negar que o Antigo Testamento tenha muitos casos de uso do vinho embriagante, inclusive no contexto judaico. No texto em apreço, o contexto é o reino da Pérsia, em que, assim como nos demais reinos pagãos de toda a história, o uso do vinho era comum, principalmente nas festas e banquetes. Não somente as uvas, mas também romãs, maçãs, tâmaras, cevada e trigo eram usados para fazer bebidas alcoólicas em todo o mundo bíblico (Yamauchi e Wilson, 2020, p. 313).

O Vinho entre os Judeus Embora não houvesse proibição rigorosa para o uso do vinho pelos judeus (Ne 5.18), o Antigo Testamento é enfático quanto aos terríveis males da bebida, como acentua o Comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal (p. 242): Em vários lugares o AT condena o uso de yayin e shekar como bebidas fermentadas. (1) A Bíblia descreve os maus efeitos do vinho embriagante na história de Noé (Gn 9.20-27). Ele plantou uma vinha, fez a vindima, fez vinho embriagante de uva e bebeu. Isso o levou à embriaguez, à imodéstia, à indiscrição e à tragédia familiar em forma de uma maldição imposta sobre Canaã. Nos tempos de Abraão, o vinho embriagante contribuiu para o incesto que resultou em gravidez nas filhas de Ló (Gn 19.31-38). (2) Devido ao potencial das bebidas alcoólicas para corromper, Deus ordenou que todos os sacerdotes de Israel se abstivessem de vinho e doutras bebidas fermentadas, durante sua vida ministerial. Deus considerava a violação desse mandamento suficientemente grave para motivar a pena de morte para o sacerdote que a cometesse (Lv 10.9-11). (3) Deus também revelou a sua vontade a respeito do vinho e das bebidas fermentadas ao fazer da abstinência uma exigência para todos que fizessem voto de nazireado […]. (4) Salomão, na sabedoria que Deus lhe deu, escreveu: “O vinho é escarnecedor e a bebida forte, alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio”. 

No caso dos sacerdotes, as Escrituras demonstram que a total abstinência do vinho visava estabelecer uma clara distinção entre o santo e o profano e servir de ensino aos israelitas (Lv 10.8,9). A alusão ao vinho como algo impuro ou profano é uma mensagem absolutamente contundente sobre a incompatibilidade da bebida alcoólica para quem deseja agradar a Deus e servi-lo com fidelidade.


3.   "Qual é a tua petição?"    -   Hamã ainda estava se recuperando da humilhação sofrida quando chegaram os mensageiros do rei chamando-o para o banquete com Assuero e Ester Os persas eram conhecidos por seus banquetes fabulosos, frívolos e desregrados. E Hamã presumia que aquele teria um desfecho inusitado. Desde que se apresentou ao rei e alcançou o seu favor, Ester estava protelando o pedido que lhe faria, na intenção de só fazê-lo quando o momento fosse extremamente favorável. 

A força moral de Ester certamente vinha do fato de ela ter sido criada em obediência e temor. Em tempos nos quais tanto se critica o obedecer a regras, é preciso considerar que não há crescimento moral sem disciplina; não se forja o caráter sem ela, muito menos se constrói uma estrutura emocional forte, e isso se aplica a todos. A mulher virtuosa de Provérbios 31 tinha todo um rol de qualificativos, sendo a maioria deles voltado para o cumprimento dos seus deveres (Pv 31.12-24), o que fez dela uma mulher forte, que sabia “[abrir] a boca com sabedoria” sem perder a compostura (Pv 31.26). Ester foi essa mulher, que não titubeou no momento de denunciar ao mau Hamã.

Pb. Junio | Prof° EBD - YouTube







                II.     A FÚRIA DO REI CONTRA A INJUSTIÇA

1.   A revelação do plano    -    “Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem e aniquilarem de vez; se ainda como servos e como servas nos tivessem vendido, calar-me-ia, porque o inimigo não merece que eu moleste o rei.”

Após a introdução comum para o ambiente palaciano, o pedido de Ester é dramático e sucinto, talvez refletindo o seu nervosismo e aflição. Ester não somente desmascara Hama, mas também revela a sua própria etnia, identificando-se com o seu povo. “Fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, mata rem e aniquilarem de vez; se ainda como servos e como servas nos ti vessem vendido, calar-me-ia, por que o inimigo não merece que eu moleste o rei” (Et 7.4). Essas palavras se referem à oferta de Hamã de dar ao rei dez mil talentos de prata para pagar as despesas de execução da comunidade judaica, persuadindo-o, assim, a dar sua permissão para o inominável ato que seria praticado.
Se a comunidade judaica tivesse sido vendida à escravidão, o rei teria perdido seus serviços, ou seja, sofreriam considerável perda. Tal perda seria maior que a perda que os judeus sofreriam por tornarem-se escravos, todavia tendo uma vida preservada, o que já seria muito mal. Mas quando estava em jogo a morte de uma comunidade inteira, ela precisou fazer o que estava ao seu alcance para intervir.


2.   Quem fez isso?     -     (Et 7.6) “Respondeu Ester: O adversário e inimigo é este mau Hamã. Então, Hamã se perturbou perante o rei e a rainha.”

Da maneira como Ester colocou a situação, Hamã é um traidor do rei tanto quanto inimigo dos judeus. Enquanto aponta para este mau Hamã, ela sente o seu triunfo e nota a perturbação de Hamã. O adversário, inimigo dos judeus e do rei, era aquele “ímpio Hamã, senta do ali”, segundo Ester, apontando o dedo para o traidor. Hamã caiu em terror, trêmulo e apavorado.
As palavras de Ester ao rei tinham aberto os olhos dele também, porque ele não conhecia a nacionalidade de Ester. A com preensão de que, inadvertidamente, ele ameaçara a vida da rainha era um golpe mortal sobre a sua humilhação anterior. Ela, por sua parte, revelou que era judia, mas ainda não sabia como o rei receberia esta informação. Só que, no momento a revelação de Ester caiu como uma bomba e, furioso, o rei abandonou a cena do banquete e saiu para o jardim do palácio. Provavelmente, chamaria guardas para aprisionar Hamã, pois a justiça era rápida naqueles dias. Talvez o rei tivesse saído envergonha do lugar, pois ele havia sido enga nado pelo primeiro-ministro. Hamã sentiu que não sobreviveria àquela noite. “Então Hamã se perturbou perante o rei e a rainha” (Et 7.6b).


3.    A terrível reação do rei    -    O livro de Ester nos mostra como um grande monarca mudou totalmente de atitude sob a ação do Deus que controla o Universo. O que aconteceu com Assuero para que mudasse completamente, reprovando a atitude que ele próprio havia tomado? “Deus pode mover o coração de um rei e de toda uma nação. Tem poder para derrubar a antes impenetrável Cortina de Ferro” (Swindoll, p. 157). Como escreveu Salomão: “O coração do rei é como canais de águas controladas pelo SENHOR; ele os conduz para onde quer” (Pv 21.1, NVT).

Às vezes, nós mesmos nos desconhecemos em certos momentos. (Já vivi algumas experiências assim, nas quais recebi autoridade para confrontar pessoas hostis, que pretendiam grotescamente intimidar-me. Depois, eu mesmo não entendi como pude ter reagido com tanta autoridade, a ponto de calar o agressor. O que não podemos fazer é agir por nós mesmos. Seguir a direção de Deus sempre: é isso que precisamos fazer. Em certas horas, é o Espírito que nos capacita para falar. Em muitas outras, simplesmente nos faz calar. Nessas ocasiões, a vitória está no silêncio, e não no timbre da voz). 

É claro da circunstância que essa não era a intenção de Hamã, mas Assuero permitiu-se fazer essa inferência diante da cena. Houve uma grave quebra de protocolo. 

Walton, Matthews e Chavalas (2018, p. 636) explicam: 

Os persas costumavam reclinar-se em divãs enquanto tomavam as refeições. Hamã, desesperado, violou um rígido protocolo que estabelecia regras para qualquer pessoa que se aproximasse da rainha. Se alguém fosse encontrado no mesmo divã em que um membro do harém estivesse reclinado, as consequências seriam terríveis. Na Assíria do século 11, o protocolo estabelecia que as pessoas deveriam manter a distância mínima de sete passos de um membro do harém.

Pb. Junio | Prof° EBD - YouTube






                    III.    O GRANDE LIVRAMENTO 

1.   A história da forca chegou ao palácio    -   “Então, disse Harbona, um dos eunucos que serviam o rei: Eis que existe junto à casa de Hamã a forca de cinquenta côvados de altura que ele preparou para Mardoqueu ou Mordecai, que falara em defesa do rei. Então, disse o rei: Enforcai-o nela.”

Harbona revela a sincera opinião a respeito de Hamã, corrente entre os eunucos do rei, quando chama a atenção para a forca preparada para a execução do homem responsável por ter salvado a vida do rei. O rei aproveitou-se da sugestão implícita. Há uma certa ironia na exata elaboração de justiça, pois Hamã viu “o feitiço voltar-se contra o feiticeiro”. Como o rei foi rápido em sua decisão, o período de vida de Hamã definitivamente tinha terminado.
Harbona sugeriu não somente um meio de execução imediata de Hamã, mas confirmou a justiça dessa decisão ao ressaltar que Hamã tivera a intenção de enforcar Mardoqueu ou Mordecai, o homem que salvara a vida do rei. Tal sugestão pareceu ao rei como justiça ideal, e o destino de Hama estava definido.
 
3. Enforcamento (Et 7.10) 
“Enforcaram, pois, Hama na forca que ele tinha preparado para Mardoqueu ou Mordecai. Então, o furor do rei se aplacou.”
Além de conspirar contra o povo da rainha e abordá-la de modo inapropriado, Hamã também planejou matar Mardoqueu ou Mordecai um servo fiel que havia frustrado uma conspiração para assassinar o rel. Assim, o rei considerou Hamã um traidor. A execução de Hamã na forca preparada por ele para Mardoqueu ou Mordecai é, sem dúvida. mais uma das impressionantes histórias do livro de Ester.


2.    Os ventos mudaram    -    Ora, até aquele dia, à exceção de Mardoqueu, todos os servos de Assuero inclinavam-se e prostravam-se diante de Hamã. Mais do que isso: na hora de denunciarem a Mardoqueu ao agagita, mostraram-se contra o judeu, já que esperavam ver a reação de Hamã em seu desfavor. A radical mudança, com os servos do rei agora engajados na rápida execução do então primeiro-ministro, revela mais uma das muitas patologias do poder: a falsa estabilidade dos grandes. Não é incomum homens de altas posições perderem tudo de um dia para o outro e passarem a ser ignorados ou até hostilizados por quem antes os bajulava.

Essa é uma doença de caráter. Os subordinados devem respeitar os seus líderes, agindo com obediência, sem, contudo, tornarem-se subservientes. O líder precisa ter serenidade e equilíbrio para construir uma liderança saudável, com pessoas leais, servas, porém não servis ou condescendentes em demasia. Há um exemplo bíblico, de Davi, que uma vez desejou beber água do poço de Belém (1 Cr 11.17-19). O problema era que, para chegar àquela fonte, era preciso arriscar a vida, passando pelo arraial dos filisteus. Três dos seus valentes, ao ouvir o rei expressar o seu desejo, decidiram arriscar-se. Quando Davi viu-os chegar, não quis beber a água. Derramou-a “como oferta a Deus”, e disse: “Ó Deus, eu não poderia beber desta água! Isso seria o mesmo que beber o sangue destes homens que arriscaram a sua vida para trazê-la!” (1 Cr. 11.19, NTLH). Há certas atitudes que são justas e válidas para agradar ao líder. Outras, contudo, são extravagantes e desnecessárias, devendo ser repelidas, para não criar uma horda de subservientes.

Provavelmente, ele havia construído relacionamentos com base no medo, com ameaças e abuso de poder. Atitudes tirânicas subsistem enquanto a autoridade está na posição de comando, com uma base de sustentação que lhe permite equilibrar-se. Se essa base ruir, ninguém estende a mão para segurá-lo; pelo contrário! Bastou uma oportunidade para um dos oficiais do rei ter a iniciativa de sugerir a execução de Hamã, informando Assuero da forca preparada para Mardoqueu. Em ambientes de poder, às vezes impera certo sistema de conveniência.





Ajude esta obra...
Código do PIX
Banco Mercantil do Brasil
Pb. Junio | Prof° EBD - YouTube





AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon

Pr. Local – Ev. Antônio Sousa

INSTAGRAN: @PBJUNIOOFICIAL

FACEBOOK: JOSÉ EGBERTO S. JUNIO

   CANAL YOUTUBE.:    https://www.youtube.com/@pb.junioprofebd7178       Toda semana tem um vídeo da Lição. Deixem seu Like.

 Siga-nos nas redes sociais... Tenha um bom estudo bíblico.

 ** Seja um Patrocinador desta obra: chave do        PIX 11980483304        

Chave do PIX
Banco Mercantil do Brasil





               





         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias
Livro de Apoio, O Deus que governa o mundo e cuida da família - Pr. Silas Queiroz, Editora CPAD.

Livro: Ester: Introdução e comentário. (Baidwin, Joyce G. Serie Cultura Cristã. SP Vida Nova

Comentário de Joseph Benson

Livro: Ester: introdução e comentário. Série Cultura Bíblica. (Beitwin, Joyce G. São Paulo: Vila Nova, 2011, 82).




Pb. Junio | Prof° EBD - YouTube









sexta-feira, 6 de setembro de 2024

LIÇÃO 11 - A HUMILHAÇÃO DE HAMÃ E A HONRA DE MARDOQUEU.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 



                TEXTO ÁUREO  

"E Hamã tomou a veste e o cavalo, e vestiu a Mardoqueu, e o levou a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoou diante dele. Assim se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada." (Et 6. 11)



                 VERDADE PRÁTICA  

Deus  abate e exalta a quem Ele quer. Se humilhados, devemos glorificá-lo. Se exaltados, a glória continua sendo toda dele.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Et 6. 1-14




                    INTRODUÇÃO  


 Muita coisa mudaria em menos de 24 horas. Não há dúvida de que o Deus da providência — que tudo vê mesmo antes que aconteça — estava guiando o coração de Ester. Conceituando providência, J. Rodman Williams (2011, p. 101) escreve: A providência pode ser definida como o cuidado de Deus como supervisor e guardião de toda a criação. Essa atividade é tão vital que Deus é às vezes denominado Providência. Nas Escrituras, a designação antiga de um lugar é “o Senhor proverá”, pois foi ali que Deus proveu um carneiro para Abraão, em lugar do sacrifício de seu filho, Isaque.

 […] 

A providência divina é muito mais que só um cuidado geral que Deus tem por sua criação. Com certeza, é adequado dizer que Deus tem um interesse benevolente por todas as suas criaturas. Entretanto, da mais profunda importância é seu cuidado particular por todas elas, uma por uma; pois de fato, conforme declara Jesus, até com respeito aos pardais: “Nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês” (Mt 10.29), e com respeito aos seres humanos: “Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados” (Mt 10.30). Deus em sua providência está interessado nas minúcias de sua criação.

 Williams observa, contudo, que 

A doutrina da providência não é uma doutrina de otimismo superficial. Não é olhar para o mundo através de óculos cor-de-rosa, como se não houvesse nem problemas, nem sofrimento, nem mal.



                I.   O REI SE LEMBRA DA BOA AÇÃO DE MARDOQUEU 

1.   Uma noite decisiva    -   O agagita era instável nas suas emoções. Era capaz de ir de uma alegria juvenil a uma fúria canina de um instante a outro. Esse tipo de patologia costuma manifestar-se em muitas pessoas. Conquanto ninguém esteja livre de ser tomado pela ira, ao cristão não é dado aceitar essa condição, buscando ser livre de toda instabilidade emocional, vivendo sob o controle do Espírito (Gl 5.22b). O ensino paulino é para que façamos morrer tudo o que pertence à natureza terrena, abandonando a ira (Cl 3.5,8). Aos efésios, após admitir que o crente pode ficar irado, mas não pecar (Ef 4.26), Paulo diz: “Livrem-se de toda amargura, indignação e ira […]” (4.31, NVI). Um estágio, portanto, é irar-se e não pecar; outro, mais elevado — e possível —, é sequer ser tomado pela ira.

A altura dessa forca intriga muitos eruditos: cinquenta côvados (mais de vinte metros).1 Joyce G. Baldwin (1986, p. 79) pondera que, apesar de surpreender os comentaristas ocidentais, como um exagero, tudo o que era construído pelos governantes persas naquela época era em grande escala. Pode significar que Hamã, a sua mulher e amigos pretendessem protagonizar um espetáculo com a morte do seu desafeto. É nesse sentido que o comentário da Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal diz: É provável que a forca tenha sido construída sobre a muralha da cidade ou sobre alguma edificação proeminente. Eles queriam garantir que todas as pessoas da cidade assistissem à morte de Mardoqueu e fossem lembradas das consequências de desobedecer Hamã.

 A mulher de Hamã (Zeres) e os seus amigos revelaram-se tão sanguinários quanto o próprio Hamã, além de sórdidos: disseram a Hamã que, depois do enforcamento de Mardoqueu, ele poderia ir “alegremente ao banquete com o rei” (5.14b, NVT). 


2.   Forca ou honra    -    O que teria produzido insônia no rei? Wiersbe (2006, p. 716) apresenta algumas sugestões em forma de indagações: Foram as preocupações com assuntos de Estado que não deixaram o rei dormir? Estava preocupado com suas finanças? Será que comeu e bebeu demais no banquete da rainha? Ou será que estava intrigado com o pedido de Ester. Algumas dessas preocupações, ou uma combinação de todas elas, pode ter contribuído para a insônia do rei, mas por trás delas estava a mão soberana de Deus, que cuida do seu povo e nunca dormita nem dorme (Sl 121:3,4). Deus queria que o rei ficasse acordado, pois tinha algo a lhe dizer.

No caso de Mardoqueu, o intento maligno seria totalmente frustrado diante da inesperada disposição de Assuero em dar honra a alguém que havia ficado (aparentemente) esquecido durante aproximadamente cinco anos. Naquela noite, contudo, o Deus que tem poder sobre todas as coisas, incluindo a fisiologia humana, tirou o sono do rei (Sl 127.2). Assuero já estava há cerca de treze anos no trono; logo, eram muitos os relatos contidos no livro. A providência divina fez com que fosse lido exatamente o trecho que falava do feito de Mardoqueu, que pôs fim à conspiração contra o rei: “Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam” (Rm 8.28, NVI). Em vez da forca, uma grande honra estava à espera de Mardoqueu.


3.   Cinco anos  depois    -    Nos tribunais orientais, há escribas ou oficiais cujo dever é manter um diário de cada ocorrência digna de nota. Um livro desse tipo, repleto de anedotas, é cheio de interesse. Tem sido um costume com os reis orientais, em todas as eras, frequentemente fazer com que os anais do reino sejam lidos para eles. Recorre-se, não apenas como um passatempo para passar o tédio de uma hora, mas como uma fonte de instrução para o monarca, revendo os importantes incidentes de sua própria vida, bem como os de seus ancestrais. Não havia, portanto, nada de incomum neste monarca persa pedindo o diário da corte. 

Este capítulo serve como um lembrete de que mesmo detalhes aparentemente insignificantes podem desempenhar um papel fundamental na formação de nossas vidas. A honra inesperada de Mordecai e o envolvimento involuntário de Hamã destacam a justiça poética que pode surgir quando os planos de Deus se cruzam com as ações humanas. Esta narrativa nos convida a refletir sobre como a mão de Deus pode estar trabalhando nos bastidores de nossas próprias vidas. Além disso, ressalta a ideia de que o orgulho muitas vezes precede a queda, já que a arrogância inicial de Hamã e o desdém por Mordecai levaram à sua própria humilhação. Ao considerarmos este capítulo, somos levados a cultivar humildade e reconhecer a importância do tempo e cuidado providencial de Deus em nossas jornadas, confiando que Ele pode transformar as circunstâncias mais imprevistas em oportunidades de transformação e redenção.

Pb. Junio | Prof° EBD - YouTube







                    II.    HAMÃ É CHAMADO PARA HONRAR MARDOQUEU 

1.   Um ato de justiça   -   Certamente, era comum haver alguém no pátio do palácio; por isso, o rei perguntou quem lá estava naquele momento a fim de consultar tal pessoa quanto à dúvida que lhe surgira. Tudo indica que era ainda bem cedo, pois Assuero não tinha dormido à noite, e Hamã, ainda que tenha dormido um pouco, estava ansioso para avistar-se com o rei e obter a sentença de morte de Mardoqueu. O chamado do rei certamente o surpreendeu, sendo tão rápido.    Presumir-se digno de honra é um sinal de soberba e orgulho. Esse terrível sentimento, nutrido inicialmente por Lúcifer (Is 14.13,14), foi instilado na mente de Eva e é lançado constantemente nos corações humanos (Gn 3.1-5; Pv 16.18- 19). A Palavra de Deus, contudo, exorta-nos a preferir a humildade, seguindo o exemplo de Cristo (Fp 2.3-6).


2.    Presunção e autoconfiança    -   Presumir-se digno de honra é um sinal de soberba e orgulho.  Escrevendo aos Romanos, Paulo exorta que não devemos ambicionar coisas altas, mas acomodarmo-nos às humildes (Rm 12.16). Esse conselho bíblico — de não ambicionar coisas altas ou não ter pretensões de grandeza — não encontra eco em algumas teologias contemporâneas, como a teologia do coaching, que, em grande parte, instiga o pensar grande, numa falsa espiritualidade.

Como já observamos, mesmo depois de Ester ser rainha e Mardoqueu revelar a conspiração contra Assuero, a sua posição e comportamento não sofreram alteração. Ele voltou para a porta do rei e não se insinuava para nada. Quanto a Hamã, apesar de ser riquíssimo e ocupar um cargo tão alto no Império Persa, vivia atordoado pelas suas próprias paranoias e desejo de grandeza. Com isso, além de Mardoqueu, Hamã constituiu todos os judeus do reino como os seus inimigos. Para sentir-se bem em algum momento, precisava viver de afagos no ego; era um quadro realmente doentio. Devemos ser alimentados diariamente pela alegria que vem de Deus e não condicionar nossas emoções às circunstâncias do momento (Ne 8.10; Jo 15.11; Fp 4.4-7; 1 Pe 5.17). Equilíbrio emocional e espiritual é sinal de maturidade espiritual; fruto do Espírito (Gl 5.22).


3.    O devido lugar da honra    -   O processo de honra também é distorcido quando não há espontaneidade. Honra não se exige; recebe-se com humildade, cuidando para não se ensoberbecer. Como já observamos, mesmo com toda a honra recebida, Mardoqueu “voltou para a porta do rei” (Et 6.12); ele não se empolgou, adotando um comportamento diferente, na vã crença de que a honra conferida faria dele alguém digno de uma posição melhor. Um momento de fama pode entorpecer.

O Dr. Meyer conclui o seu sermão: 

“Permaneça confiante, amado irmão, mesmo em meio ao escárnio, ao ódio, e às ameaças de morte. Contanto que a tua causa seja de Deus, ela há de vencer. Ele mesmo a justificará. Aqueles que o honrarem, serão honrados; enquanto aqueles que o desprezarem serão desprezados”

“Embora os moinhos de Deus trabalhem lentamente, eles trituram ao máximo; embora Ele espere com paciência, tudo tritura.

Pb. Junio | Prof° EBD - YouTube







                    III.     A SÍNDROME DE IMPERADOR 

1.   A soberba de Hamã    -    Querem reinar dentro e fora de casa. Ditam as regras e exigem o que querem. Os pais não passam de agentes responsáveis por atender os seus desejos, por mais excêntricos que sejam. A falta de limites faz com que a criança cresça acreditando que todas as suas vontades devem ser atendidas. Quando adultas, não admitem frustrações e passam a usar todos os expedientes possíveis para alcançar as suas pretensões.

A proposta de Hamã evidencia sua ilimitada presunção, sua sede doentia de louvor dos homens o sua ideia mesquinha de grandeza. Seu coração bate mais forte quando se imagina sendo levado dessa forma em meio à adulação de seus semelhantes. Então, ele ouve o rei dizer: “Apressa-te, toma as vestes e o cavalo, como disseste, e fazei assim para com o judeu Mardoqueu ou Mordecai Quê? Fazer isso ao judeu Mardoqueu ou Mordecai? Será que os ouvidos de Hamã estão zombando dele? Não! É verdade. O rei falou e deve ser obedecido! O brilho foge dos olhos de Hamã. Seu orgulho se derrete. É como se uma mortalha sombria lhe envolvesse o coração. Por alguns segundos que parecem séculos ele fica ali de pé, perplexo diante de seu senhor real.


2.    Um mau prenúncio    -    Mulher de Hamã prevê fracasso (Et 6.13) “Cantou Hamã a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos tudo quanto lhe tinha sucedido. Então, os seus sábios e Zeres, sua mulher, lhe disseram: Se Mardoqueu ou Mordecai perante o qual já começaste o cair é da descendência dos judeus, não prevalecerás contra ele; antes, certamente, cairás diante dele.”

Foi terrível contar todo o ocorrido, a humilhação era demasiada para suportar. Então, a esposa e os amigos de Hamã disseram-lhe que ele não prevaleceria, devido à ascendência judaica de Mordecai (Et 6.13). Hamã ainda está se recuperando da humilhação quando chegam os mensageiros do rei chamando-o para o segundo banquete com Assuero e Ester (Et 6.14).

Mas certamente cairão diante dele – Isso eles concluíram, primeiro, pelas regras da política, porque a reputação e o interesse de Hamã estavam afundando, e Mardoqueu, a quem eles entendiam ser um homem de grande sabedoria e coragem, agora entrara no favor e, portanto, provavelmente teria a oportunidade de levá-lo a uma antipatia, se não a revogação, de seu próprio decreto sangrento e, conseqüentemente, a um detestamento da pessoa que o havia adquirido.


  





Ajude esta obra...
Código do PIX
Banco Mercantil do Brasil
Pb. Junio | Prof° EBD - YouTube





AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon

Pr. Local – Ev. Antônio Sousa

INSTAGRAN: @PBJUNIOOFICIAL

FACEBOOK: JOSÉ EGBERTO S. JUNIO

   CANAL YOUTUBE.:    https://www.youtube.com/@pb.junioprofebd7178       Toda semana tem um vídeo da Lição. Deixem seu Like.

 Siga-nos nas redes sociais... Tenha um bom estudo bíblico.

 ** Seja um Patrocinador desta obra: chave do        PIX 11980483304        

Chave do PIX
Banco Mercantil do Brasil





               





         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias
Livro de Apoio, O Deus que governa o mundo e cuida da família - Pr. Silas Queiroz, Editora CPAD.

Livro: Ester: Introdução e comentário. (Baidwin, Joyce G. Serie Cultura Cristã. SP Vida Nova

Comentário de Joseph Benson

https://www.apologeta.com.br/ester-6/

https://bibliotecabiblica.blogspot.com/2017/11/ester-6-comentario-devocional.html

file:///C:/Users/Junio/Downloads/14%20-%20ESTER%20-%20Coment%C3%A1rio%20B%C3%ADblico%20Beacon%20VT.pdf

https://versiculoscomentados.com.br/index.php/estudo-de-ester-6-13-comentado-e-explicado/



Pb. Junio | Prof° EBD - YouTube