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| Pb. Junio - Congregação Boa Vista II |
TEXTO ÁUREO
"Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações." ( Mc 13.10)
VERDADE PRÁTICA
Importa que a igreja pregue o Evangelho a todas as nações, pois essa missão deve avançar até os confins da terra.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Mateus 28. 18-20; Atos 1.8; Efésios 2. 13-18
INTRODUÇÃO
Igreja dos gentios não é um “plano B” (Ef 3.6). Ela surge não como um desvio do propósito divino, mas como a expressão plena do plano redentor de Deus revelado progressivamente nas Escrituras. O evangelho nasce no contexto judaico, mas desde o início carrega no seu DNA a vocação missionária universal, destinado a todas as nações.
A missão sempre foi global na essência. O propósito de Deus jamais se limitou a um povo, cultura ou geografia específica. A Grande Comissão revela autoridade, missão e presença de Cristo. A Grande Comissão de Jesus e o testemunho apostólico revelam que a Igreja não pode viver voltada para si mesma, mas ela existe para anunciar Cristo a todas as nações, formando discípulos e expandindo o Reino de Deus até os confins da terra. A Igreja dos gentios é fruto direto da obediência à ordem de Cristo e da ação poderosa do Espírito Santo.
Nossa identidade é missionária, e o crescimento da Igreja dos gentios é prova de que Deus chama todos os povos para o seu Reino. A missão de Cristo de levar o evangelho a todos os povos, incluindo os gentios (não judeus), é continuada pela Igreja e pelos cristãos mediante o testemunho da fé, da pregação e da ação em serviço dos outros, refletindo o amor de Deus manifestado em Jesus (At 10.34,35; Rm 1.16; 11.25). Assim, estudar esse tema é compreender quem somos e para que existimos como Igreja de hoje.
I. O MANDATO UNIVERSAL DE JESUS
1. A autoridade de Cristo sobre todas as nações ( Mt 28.18) - Jesus fundamenta a missão da Igreja na sua autoridade absoluta em Mateus 28.18-20. Ao declarar que a sua autoridade suprema foi-lhe concedida pelo Pai (Dn 7.13,14), Cristo estabelece a base teológica da evangelização, afirmando, assim, o seu domínio supremo e o fundamento para a Grande Comissão, que o encarrega de fazer discípulos de todas as nações. Nenhuma cultura, poder político ou espiritual está fora do seu domínio (Cl 1.16-18).
Essa autoridade foi conferida a Ele após a sua ressurreição, concedendo-lhe poder sobre todos os reinos espirituais e físicos, bem como sustentando a responsabilidade missionária dos crentes. Essa autoridade tem base na sua vitória sobre o pecado e a morte (Rm 1.4), na exaltação concedida pelo Pai (Fp 2.9-11) e no seu senhorio sobre toda a criação (Cl 1.16-18). A Igreja não anuncia uma mensagem própria, mas proclama o senhorio daquEle que reina soberanamente sobre toda a criação (Cl 1.18). A Igreja não age por iniciativa humana, mas por comissão divina. A Igreja não escolhe se quer ou não evangelizar; ela foi enviada (Jo 20.21), e a sua missão nasce da autoridade de Cristo.
A certeza dessa autoridade garante legitimidade à mensagem e gera ousadia missionária (At 4.12,13), especialmente em contextos adversos. Essa autoridade também sustenta a Igreja em meio às perseguições (At 5.41,42). Quem reconhece a autoridade de Cristo não se cala diante da necessidade espiritual do mundo. Evangelizamos não por iniciativa humana, mas sob a autoridade do Senhor do Universo. Hoje, a Igreja precisa reconhecer que a mesma ordem ainda está em vigor. A autoridade a nós delegada por Jesus garante a eficácia da missão.
2. A ordem de fazer discípulos em todas as etnias ( Mt 28.19) - A ordem é fazer discípulos, não apenas convertidos. O discipulado começa quando uma pessoa confessa a sua fé em Jesus Cristo, representando o próximo passo na jornada espiritual de um novo convertido. O discipulado é um processo profundo que vai além da evangelização, pois envolve o ensino contínuo de doutrinas e valores (Mt 28.19,20), possibilitando a vivência diária da fé e a transformação pessoal do indivíduo para que este se torne um seguidor maduro de Cristo capaz de discipular outros (At 2.42; 2 Co 5.17), bem como ter compromisso com o Reino (Lc 9.23).
A maturidade espiritual é evidência de crescimento saudável (Cl 1.28). A Igreja cresce de forma saudável quando investe em formação espiritual. A ordem de fazer discípulos em todas as etnias, encontrada em Mateus 28.19, é comumente conhecida como a Grande Comissão. Essa passagem representa o mandamento final de Jesus Cristo aos seus seguidores antes da sua ascensão, estabelecendo a missão central da igreja cristã. Essa missão não é opcional, mas uma responsabilidade contínua de cada cristão e da Igreja como um todo, visando a expansão do Reino de Deus a todos os povos
3. A promessa da presença de Cristo até o fim ( Mt 28.20) - Em Mateus 28.20, Jesus promete que estará constantemente presente com os seus seguidores, não se limitando a momentos específicos, mas “todos os dias” até a “consumação dos séculos” ou “fim dos tempos”, indicando a sua permanência eterna. Em momentos de dificuldade, luta, ansiedade ou depressão, a promessa de Jesus traz o consolo de que os crentes não estão sozinhos.
Essa é uma das principais promessas bíblicas que asseguram aos crentes que Jesus certamente os acompanhará na missão de disseminar o evangelho não só com a sua presença física, mas mediante o Espírito Santo, da Igreja e em atos de amor aos necessitados.
Essa promessa é crucial para o sucesso da Grande Comissão, pois assegura que a missão de Cristo será realizada em todo o mundo, impulsionando o testemunho dos crentes. Nossa missão hoje é continuar sendo testemunhas fiéis, anunciando a Cristo até que Ele volte para buscar a sua noiva.
Essa promessa é a base da confiança missionária, a certeza de vitória. A missão não é solitária, pois Cristo caminha conosco (ver Hb 13.5b,6). Essa certeza oferece força, esperança e a garantia de que a missão de Cristo será cumprida em todo o mundo, apesar das adversidades.
A presença contínua de Cristo sustenta a missão (ver Mt 28.20). Essa promessa garante consolo, fortalece a perseverança e sustenta a Igreja até a consumação. A Igreja cresce sustentada pela fidelidade do Senhor (Hb 13.5). A missão é desafiadora, mas jamais solitária.
II. O PODER DO ESPÍRITO SANTO NA MISSÃO
1. A capacitação do Espírito Santo para testemunhar ( At 1.8a) - O Espírito Santo é o agente que capacita a igreja missionária. Não há missão eficaz sem Ele (At 1.8). O crescimento não é apenas estrutural, mas espiritual. O Espírito capacita para testemunhar (At 4.31), concede dons para edificação (1 Co 12.7) e convence o mundo do pecado (Jo 16.8). Evangelizar é cooperar com a ação do Espírito Santo, que dá poder, ousadia e sabedoria para vencer barreiras (Lc 24.49). O poder não é meramente humano, mas uma capacitação divina e ilimitada que permite aos crentes viver em santidade e comunicar eficazmente as verdades do evangelho, resultando na convicção dos ouvintes e na expansão da obra missionária por toda a terra.
Essa capacitação consiste no poder para testemunhar (dynamis). Não se trata de um poder para controle ou dominação, mas a força e a autoridade espiritual para proclamar e viver o evangelho mesmo diante de oposição e perseguição. É um revestimento (epíduō), como uma roupa que confere autoridade e capacidade, o Espírito Santo “veste” o crente com poder para a sua missão.
O Espírito Santo torna os crentes instrumentos para continuar a obra de Jesus, capacitando-os para falar, agir e viver como Ele. A capacitação do Espírito permite que o testemunho seja espalhado de um ponto central (Jerusalém) para regiões vizinhas (Judeia, Samaria) e, por fim, o mundo todo, quebrando barreiras étnicas e culturais, como visto com os samaritanos (At 8). O Espírito concede dons e sabedoria para servir à Igreja e para entender as Escrituras, guiando os crentes nas suas decisões e na proclamação da verdade.
Em suma, a capacitação do Espírito Santo é o dom fundamental que permite aos crentes serem testemunhas eficazes de Jesus Cristo não por sua própria força, mas pelo poder sobrenatural de Deus, permitindo que o evangelho alcance todas as nações. O Espírito Santo não apenas equipa quem testemunha, como também atua no coração dos ouvintes, convencendo-os do pecado, da justiça e do juízo (ver Jo 16.8-11).
2. A expansão geográfica e espiritual do Evangelho ( At 1.8b) - Havia muito tempo, Israel havia perdido sua independência política e estava sob o domínio de povos estrangeiros. Eles alimentavam a esperança de que um dia a mesa iria virar e Israel assumiria o comando político do mundo. No entendimento dos discípulos, o reino já pertencia a Israel. Agora, eles aguardavam apenas o tempo em que esse reino lhes seria restituído. William Barclay assim descreve esse sentimento judaico:
O centro da mensagem de Cristo era o reino de Deus (Mc 1.14). Mas o problema era que ele queria dizer uma coisa por reino e aqueles que o escutavam pensavam em outra. Os judeus estavam sempre conscientes de que eram o povo escolhido de Deus. Criam que isto significava que estavam destinados inevitavelmente a receber honras e privilégios especiais e a dominar o mundo. O curso da história, porém, mostrava que isso era impossível. A Palestina era um país muito pequeno, de apenas 200 km de comprimento por 60 de largura. Teve seus dias de independência, mas estava, havia muitos séculos, submetida sucessivamente a Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma. Desse modo, os judeus começaram a esperar um dia em que Deus entraria diretamente na história humana para colocá-los no topo do mundo. Concebiam o reino em termos políticos. Esperavam um reino estabelecido pelo poder, e não pelo amor.
Jesus corrigiu essas falsas noções a respeito da natureza, extensão e chegada do reino, mostrando que o reino é espiritual quanto ao caráter, internacional quanto aos membros, e gradual quanto à expansão. Três eram as ideias equivocadas dos discípulos acerca do reino.
1. Eles pensavam que o reino era terreno em vez de espiritual. O reino de Deus não é um conceito territorial. Não consta de nenhum mapa geopolítico. E era exatamente isso o que os apóstolos tinham em mente ao confundir o reino de Deus com o reino de Israel.44 O reino de Deus não é terreno, mas espiritual. Seu trono é estabelecido no coração das pessoas, não nas embaixadas dos governos. Onde um escravo do pecado é libertado e onde um súdito do reino das trevas é transportado para o reino da luz, aí se estabelece o reino de Deus. O reino de Deus não é implantado pelo poder da baioneta nem pela força das armas, mas pela ação transformadora do Espírito Santo. Marshall diz que Jesus transformou a esperança judaica do reino de Deus, purgando dela os seus elementos políticos nacionalistas.
2. Eles pensavam que o reino era regional em vez de internacional. Os apóstolos ainda nutriam aspirações limitadas e nacionalistas. O reino de Deus, porém, não tem fronteiras geográficas nem políticas. Os discípulos deveriam ser testemunhas não apenas no território de Israel, mas até aos confins da terra. Não apenas aos judeus, mas também aos gentios. O reino de Deus abrange todos os povos, de todos os lugares, de todas as línguas e culturas. O reino de Deus alcança a todos, em todos os lugares, de todos os tempos, que foram lavados no sangue do Cordeiro (Ap 5.9). Somente no Novo Testamento, a consciência missionária centrípeta é substituída por uma atividade missionária centrífuga, e o grande ponto de partida é a ressurreição, da qual Jesus recebe autoridade universal e delega ao seu povo a comissão universal de ir e discipular as nações.
3. Eles pensavam que o reino era estático em vez de gradual. O reino de Deus é como uma semente de mostarda que vai crescendo. Ele não se estabelece com visível aparência. Ele amplia seus horizontes na medida em que os corações se rendem ao Salvador. A escatologia dos discípulos estava eivada de equívocos. Jesus os corrige, mostrando-lhes que essa tendência de marcação de datas para sua vinda é uma consumada tolice. O tempo da segunda vinda e da transição do reino da graça para o reino da glória é da exclusiva economia do Pai. Não nos é dado saber nem kronos nem kairós, nem tempos nem épocas. Nosso papel não é especular o futuro, mas agir no presente.
John Stott tem razão quando diz que o antídoto para a vã especulação espiritual é uma teologia cristã da história. Primeiro, Jesus voltou ao céu (Ascensão). Segundo, o Espírito Santo veio do céu (Pentecostes). Terceiro, a igreja sai para o mundo para ser testemunha (Missão). Quarto, Jesus voltará (Parousia).
3. A missão como responsabilidade de toda a igreja - A passagem de Romanos 10.13-15 é um dos pilares bíblicos que fundamentam a missão como uma responsabilidade compartilhada por toda a Igreja, e não apenas de um grupo restrito. O texto destaca a necessidade da proclamação para que a salvação seja conhecida e recebida.
Ninguém ouvirá o evangelho se não houver pregação. Ninguém poderá crer se não o ouvir. E ninguém poderá invocar o nome do Senhor e ser salvo se não crer. Para que a mensagem da salvação seja ouvida, é necessário que pessoas sejam enviadas para proclamá-la, e a beleza dos que levam essas boas notícias é enaltecida, destacando a honra e a transformação que tal serviço proporciona aos que o realizam e aos que recebem a mensagem.
A tarefa missionária não é apenas de líderes. A missão não se restringe a pastores ou missionários, mas de todos os crentes. Cada cristão batizado é chamado a anunciar o evangelho no seu contexto (trabalho, casa, escola, etc). Todos os crentes são chamados a participar ativamente (1 Pe 2.9). O texto enfatiza, no entanto, que a pregação depende de enviados, o que implica que a Igreja local tem a responsabilidade de treinar, sustentar e enviar missionários. A missão não é um departamento da Igreja, mas a sua própria essência. A Igreja existe para evangelizar, sendo “embaixadora do evangelho”.
A Bíblia chama de “formosos” os pés dos que anunciam o evangelho da paz (v. 15), valorizando o esforço de levar a mensagem. O apóstolo Paulo exalta a beleza dos pés dos que anunciam as Boas Novas, mostrando que ser um mensageiro de Deus é uma honra (cf. Is 52.7). Em suma, Romanos 10.13-15 transforma a missão em um imperativo prático: se a Igreja não pregar e não enviar, o mundo não ouvirá e, consequentemente, não invocará para a salvação.
III. A GRANDE COMISSÃO E A CONTINUIDADE DO CHAMADO MISSIONÁRIO
1. A inclusão dos gentios no Corpo de Cristo ( Ef 2. 11-16) - A inclusão dos gentios não foi improviso, mas cumprimento profético (Gn 12.3). Essa inclusão cumpre as promessas feitas a Abraão (Gl 3.8) a todas as famílias da terra. A Igreja é formada por um só corpo, sem distinções étnicas (Ef 2.14-16). Ela é luz para os gentios (Is 49.6), e nós somos coerdeiros dessa promessa (Ef 3.6). Por essa razão, a Igreja deve combater todo exclusivismo espiritual e abraçar a missão transcultural.
Os gentios foram incluídos por Deus no plano de salvação. Essa inclusão é a prova universal do evangelho. A Igreja é um só corpo, formada de judeus e gentios em Cristo (At 10.34-36). A igreja dos gentios é a prova viva de que a salvação é para todos. Paulo instrui os gentios (não judeus) a lembrarem-se da sua condição anterior (Ef 2.11,12), caracterizada por: afastamento por causa da incircuncisão, separação da comunidade de Israel, alheamento às alianças da promessa e sem esperança no verdadeiro Deus.
Entretanto, de acordo com Efésios 2.13,14, o cenário mudou por meio de Cristo. Os que estavam “longe” foram trazidos para perto pelo sacrifício de Jesus na cruz. Ele derrubou a “parede de separação” (a inimizade) que dividia judeus e gentios. Cristo aboliu na sua carne a lei dos mandamentos, que criava inimizade, para criar em si mesmo um “novo homem”. Em vez de dois povos distantes, Cristo reconciliou ambos com Deus em um só corpo, matando a inimizade pela cruz.
A inclusão significa que, agora, os gentios não são mais estrangeiros ou forasteiros, mas concidadãos dos santos, membros da família de Deus, parte de um edifício bem ajustado que cresce para ser um santuário santo no Senhor. Efésios 2.11-16 estabelece, portanto, que a obra de Cristo unificou a humanidade diante de Deus, permitindo que todos, judeus e gentios, tenham acesso ao Pai por meio de um só Espírito
2. A continuidade da missão até a volta de Cristo - “Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações” — é um pilar fundamental da escatologia bíblica e missiológica. Ele estabelece uma relação direta entre a obra missionária e a segunda vinda de Jesus Cristo.
Hoje, somos responsáveis por dar continuidade à missão que começou em Jerusalém e alcançou o mundo. A continuidade da missão até a volta de Cristo é um chamado à perseverança para que os seguidores de Jesus continuem a pregar o evangelho a todas as nações. No capítulo 13, Jesus descreve os eventos que precederão a sua volta, incluindo guerras, perseguições e enganos por parte de falsos profetas.
A pregação do evangelho a todas as nações (etnias) é apresentada como uma das condições ou sinais que precedem o fim dos tempos e o retorno do Senhor. Apesar da perseguição e do sofrimento que virão, a missão deve prosseguir até que Jesus retorne de forma gloriosa, momento em que os crentes que perseveraram serão salvos e reunidos com Ele. O evangelho deve alcançar todas as culturas. Assim como os primeiros cristãos romperam barreiras culturais para alcançar os gentios, também devemos viver a missão hoje, levando o evangelho a todos os povos.
3. O compromisso da Igreja atual com missões locais e transcultural - O compromisso da Igreja atual com as missões locais e transculturais fundamenta-se na ordem paulina de 2 Timóteo 4.2: “Pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina”. Esse versículo destaca a urgência, a constância e a centralidade da Palavra de Deus na evangelização; também envolve a prática de pregar o evangelho e servir às necessidades humanas em diferentes contextos culturais, transcendendo barreiras geográficas e étnicas.
Esse versículo de Paulo a Timóteo é um chamado para a perseverança na pregação da Palavra, adaptando-se a diferentes circunstâncias, o que também implica diferentes culturas. O texto acima citado trata de um chamado universal para a evangelização, refletido em mandamentos como a Grande Comissão (Mt 28.19,20), a necessidade de evangelizar todas as nações (Mc 16.15) e a preparação para as nações de todas as tribos, línguas e povos (Ap 7.9).
A exortação para pregar “a tempo e fora de tempo” significa que a missão é uma prioridade constante, não condicional, exigindo que a Igreja esteja preparada para compartilhar o evangelho tanto na sua vizinhança imediata (local) quanto além das fronteiras (transcultural). A missão local envolve a evangelização no contexto comunitário, focando na pregação e no testemunho de vida no cotidiano. O objetivo é tornar Cristo conhecido e amado em todas as esferas da sociedade, incluindo o “pregar”, o “corrigir” e o “repreender” com doutrina, conforme o texto bíblico.
A missão transcultural, por sua vez, refere-se à transposição de barreiras geográficas, linguísticas, étnicas e culturais para alcançar povos não alcançados. É o compromisso de levar o amor de Deus além das fronteiras com empatia e sensibilidade cultural. A missão transcultural é essencial devido ao preconceito e às diferenças culturais, exigindo um amor que une pessoas de diferentes culturas (Pentecostes).
O desafio atual é manter a chama missionária acesa diante de tantas distrações deste mundo. O compromisso missionário envolve orar, enviar, sustentar e cuidar dos missionários dando suporte financeiro e espiritual e ir, mantendo vivo o ardor missionário (1 Co 9.16).
O crescimento da Igreja, portanto, não se limita a números, mas à formação de discípulos comprometidos com a doutrina, comunhão e missão. O Espírito Santo é o agente do crescimento verdadeiro, conduzindo a Igreja em poder e graça (At 2.47; 1 Co 3.6). Jesus prometeu o poder do Espírito Santo como a força para essa obra. Não há missão sem o Espírito Santo, e a Igreja perde o seu propósito sem a missão.
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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2.
Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.
Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.
Pr. Local: Pr. Tony Wenzler
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BIBLIOGRAFIA
Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias
Comentário Exegético Vol. 2 Craig S. Keener - Editora CPAD
Estudo Livro de Atos - Myer Pearlman - Editora CPAD
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo
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