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| Pb. Junio - Congregação Boa Vista II |
TEXTO ÁUREO
"Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o ( Mt 17.5b)
VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Deus Filho, é a revelação divina e único mediador entre Deus e os homens.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lucas 1. 31, 32, 34, 35; Mateus 17. 1-8
INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos que no FILHO habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). Ele é a revelação plena do PAI que se manifestou em carne sem abandonar a natureza divina. Assim, Ele é o único mediador entre DEUS e os homens (1Tm 2.5,6). Por isso, os estudiosos declaram que JESUS é verdadeiro DEUS e verdadeiro homem. Essa doutrina é conhecida como união hipostática. Para compreendermos melhor esse aspecto importante da Cristologia, precisamos nos ater às características de JESUS, tanto as que evidenciam Sua natureza humana quanto as que ratificam Sua natureza divina em Sua única Pessoa. De acordo com a “Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal”, editada pela CPAD,
“O ensino bíblico aceca da humanidade de JESUS revela- -nos que, na encarnação, Ele tornou-se plenamente humano em todas as áreas da vida, menos na prática de um eventual pecado. […] JESUS era capaz de sentir em profundidade as emoções humanas. Conforme vemos nos evangelhos, Ele sentia dor, tristeza, alegria e esperança. Assim acontecia porque Ele compartilhava conosco a realidade da alma humana. […] Os escritores do Novo Testamento atribuem divindade a JESUS em vários textos importantes. Em João 1.1, JESUS, como o Verbo existia como o próprio DEUS. É difícil imaginar uma afirmação mais clara do que esta acerca da divindade de CRISTO. […] As informações do Novo Testamento a respeito desse assunto levam-nos a reconhecer que JESUS não deixou de ser DEUS durante a encarnação.
Pelo contrário, abriu mão apenas do exercício independente dos atributos divinos. Ele ainda era plena Deidade no seu próprio ser, mas cumpriu o que parece ter sido imposto pela encarnação: limitações humanas reais, não artificiais” (2021, pp. 325-327). Isto posto, conhecer as especificidades dessa doutrina é imprescindível para que tenhamos a compreensão de que a fé cristã está centralizada no FILHO de DEUS, aquEle que possui em Sua Pessoa os atributos divinos e humanos em plena harmonia. Qualquer ensinamento que nega as naturezas divina e humana na Pessoa de JESUS é falso e, portanto, deve ser rejeitado. CRISTO é e sempre será DEUS. Ele próprio, por meio de Sua morte, nos abriu um novo e vivo caminho que nos leva ao SANTO dos Santos para que possamos desfrutar da comunhão plena com o Criador (Hb 10.19-22). Devemos reconhecer Seu senhorio, pois o PAI exaltou-O como Senhor e lhe concedeu um nome que é sobre todo nome (Fl 2.9-11).
I. A DIVINDADE DO FILHO
1. A concepção Virginal de Jesus - Assim, o Espírito Santo está vinculado à sombra da “virtude” (gr.
dynamis),2 ou seja, ao poder de Deus. Isso indica que a presença pode
rosa de Deus repousou sobre Maria, de modo que a criança concebida
seria chamada “Filho de Deus” (Lc 1.35b). Dessa maneira, observa-se
a manifestação da Trindade: o Altíssimo, o Filho de Deus e o Espírito
Santo. O Pai apresenta-se como “Altíssimo”, autor do plano de salvação. O Espírito Santo atua como agente gerador, sua ação confirma
a encarnação sem intervenção humana. O Filho, embora nascido de
mulher, mantém sua filiação divina.
A concepção virginal ressalta a união hipostática: Jesus é plena
mente Deus e plenamente homem, sem confusão de naturezas.
Por sua
geração única, Ele é o Filho “Unigênito” do Pai (Jo 1.14,18; 3.16,18).
A expressão unigênito (gr. monogenes) é composta por dois vocábulos:
monos (único, sozinho) e genos (tipo, espécie, classe). A junção desses ter
mos significa “único em sua espécie”; “sem igual”; “singular” ou “ex
clusivo”.3 Desse modo, Jesus é único do seu tipo, o Filho singular em
sua espécie, não criado, mas eterno, de natureza divina e com uma
relação exclusiva com o Deus Pai.
A concepção de Jesus inaugura uma nova criação. Paulo compara
Adão com Jesus Cristo, chamando Adão de “o primeiro homem” e
Jesus de “o último Adão” (1 Co 15.45). O texto se refere a Adão como
sendo a origem da criação física, da humanidade caída, e da mortali
dade. Cristo, porém, é a origem da nova criação, da humanidade redi
mida, e da vida eterna.
Diferente de “segundo Adão” (que implicaria
possibilidade de outro), “último Adão” (gr. eschatos) indica finalidade e perfeição.4 Enquanto o primeiro trouxe a morte, o último venceu a mor
te, Cristo é o doador da vida eterna. Ele não apenas reviveu, mas se tor
nou a fonte de vida para todos que creem (2 Co 5.17; Cl 3.10; Hb 2.14).
Em suma, a concepção virginal significa que Jesus Cristo foi conce
bido no ventre de Maria por obra do Espírito Santo, sem participação
de um pai humano, ou seja, Maria era virgem quando ficou grávida de
Jesus. Esse ato miraculoso convida o crente, por meio da fé, à adoração
ao Deus Triúno, reconhecendo a ação sobrenatural da Trindade na his
tória; a refletir sobre a novidade de vida e a esperança escatológica (Rm
6.4); e, ainda, a imitar a submissão de Maria, que diante do inexplicável
respondeu “Eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1.38), tornando-se modelo
de obediência, fé e humildade.
2. A deidade absoluta do Filho - A afirmação "JESUS é igual a DEUS" é uma crença fundamental no Cristianismo, especialmente dentro das tradições católica, ortodoxa e protestante (ou evangélica). Segundo a doutrina da Trindade, DEUS é uno em essência, mas existe em três pessoas distintas: DEUS PAI, DEUS FILHO (JESUS CRISTO) e DEUS ESPÍRITO SANTO. Esta doutrina afirma que JESUS é completamente divino, compartilha da mesma essência de DEUS PAI e é igualmente eterno e todo-poderoso.
No entanto, outras religiões e denominações podem ter diferentes interpretações sobre a relação entre JESUS e DEUS. O Islã, por exemplo, respeita JESUS como um grande profeta, mas não o iguala a DEUS. Os Testemunhas de Jeová o identificam como um deus.
A doutrina bíblica da relação entre JESUS CRISTO, o FILHO, e DEUS, o PAI, é um tema central no Cristianismo. Esta doutrina é frequentemente explorada para entender a natureza de JESUS e sua relação com DEUS PAI.
1. Ideia de FILHO: No pensamento judaico, o conceito de filho implica igualdade com o pai. Na Bíblia, a ideia de "filho" muitas vezes indica "a mesma espécie" ou "a mesma índole". Por exemplo, JESUS referiu-se a si mesmo como FILHO de DEUS, indicando sua divindade e igualdade com DEUS PAI.
2. Significado Teológico: Teologicamente, ser chamado de FILHO de DEUS significa que JESUS compartilha da mesma essência e natureza de DEUS PAI. JESUS afirmou: "Eu saí e vim de DEUS" (Jo 8.42) e "Saí do PAI e vim ao mundo; outra vez, deixo o mundo e vou para o PAI" (Jo 16.28). Essas declarações sublinham que JESUS é de mesma substância que DEUS PAI.
3. O FILHO é DEUS: A expressão "FILHO de DEUS" revela a divindade de CRISTO. A Bíblia afirma claramente que JESUS é DEUS. Por exemplo, Hebreus 1.8 cita Salmos 45.6-7, onde DEUS é referido como ungindo a si mesmo como DEUS, o que é explicado como uma referência a JESUS. Isso mostra a unidade e a pluralidade de DEUS.
4. A Heresia do Subordinacionismo: O Subordinacionismo é uma doutrina que afirma que o FILHO é subordinado ao PAI, sendo um deus secundário. Essa visão foi defendida por Orígenes e outros, mas é considerada herética porque nega a igualdade absoluta de JESUS com DEUS PAI. A Bíblia, no entanto, revela a igualdade das três pessoas da Trindade (PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO).
5. Unidade na Trindade: A doutrina da Trindade afirma que DEUS é uno em essência, mas existe em três pessoas distintas: DEUS PAI, DEUS FILHO (JESUS CRISTO) e DEUS ESPÍRITO SANTO. Essa doutrina enfatiza a plena harmonia e igualdade de essência e autoridade entre as pessoas da Trindade.
CONCÍLIO DE CALCEDÔNIA
E sobre o que tratou Calcedônia? Basicamente tentava resolver as consequências da controvérsia de Ário no século IV. Os teólogos bíblicos combateram, com sucesso, o arianismo para afirmar a divindade de Cristo. Mas isso levou a mais controvérsias. Desta vez, o problema era a relação entre o divino e o humano em Cristo. Duas tendências se tornaram proeminentes com rapidez. Uma era relacionada a uma Igreja de Antioquia, que queria proteger a realidade completa da divindade e humanidade de Cristo. Para fazer isso, as mantinham o mais separadas possível. Os antioquenos tinham medo de que qualquer mistura poderia confundi-las. As limitações humanas de Cristo poderiam se aplicar a Sua divindade — nesse caso Ele não teria sido completamente Deus. Ou Seus atributos divinos poderiam ser aplicados à Sua humanidade — nesse caso Ele não teria sido completamente humano. Isso estava certo, até certo ponto. O problema era que, às vezes, os antioquenos separavam tanto as duas naturezas de Cristo, que Ele parecia acabar sendo duas pessoas: um humano, filho de Maria habitado pelo divino Filho de Deus. O mais famoso pensador antioqueno que seguia por essa linha foi Nestório, um pregador que se tornou um patriarca (arcebispo) de Constantinopla em 428. Nestório foi condenado pelo Terceiro Concílio Ecumênico de Éfeso em 431 (o qual também condenou o pelagianismo como heresia).
A outra tendência era associada à Igreja de Alexandria. A maior preocupação deles era proteger a pessoa do Filho como o único “objeto” da encarnação. Em outras palavras, há apenas um “Eu” em Cristo, apenas um agente individual, que é a segunda pessoa da Trindade, o Deus Filho. E, novamente, estavam certos até certo ponto. O problema era que, às vezes, os alexandrinos se tornavam tão zelosos pela pessoa divina de Cristo que acabavam perdendo de vista a Sua humanidade. Para os extremistas na Alexandria, qualquer tipo de ênfase na natureza humana de Cristo parecia ameaçar a soberania de Sua pessoa divina singular. Cristo não seria dividido em duas pessoas — a detestada heresia do nestorianismo — se alguém insistisse demais na realidade completa de Sua humanidade?
Os alexandrinos foram os mais ativos na divulgação de suas ideias no período posterior à condenação de Nestório em Éfeso, no ano de 431. O maior pensador deles era Cirilo de Alexandria. Porém, quando Cirilo morreu, em 444, uma figura mais extrema tomou o seu lugar. Ele era Êutiques, o arquimandrita dos monges de Constantinopla. Êutiques era tão violento em seu compromisso com a pessoa divina individual de Cristo que não poderia tolerar nenhuma rivalidade (por assim dizer) de Sua humanidade. Então, em uma frase infame, Êutiques ensinou que, na encarnação, a natureza humana de Cristo teria sido engolida e perdida em Sua divindade: “Como uma gota de vinho no oceano.” Essa visão alexandrina extrema triunfou em outro Concílio Ecumênico, em Éfeso, em 449. Entretanto, a sua vitória deve-se não pelos argumentos teológicos e persuasão, mas por grupos de monges alexandrinos rebeldes e suas ações violentas que foram apoiadas pelas tropas do imperador Teodósio II, que favorecia Êutiques.
O concílio foi condenado na metade ocidental do Império romano, que falavam latim. Papa Leão, o Grande, esbravejou contra isso, se referindo ao concílio como “Sínodo de Ladrões” (e o nome pegou). Após a morte do imperador Teodósio, um novo imperador, Marciano, convocou um novo concílio em Calcedônia (na Ásia Menor) em 451. Desta vez, Êutiques e os alexandrinos extremos foram derrotados. O concílio reuniu habilmente tudo que era bom e verdadeiro na visão antioquense e alexandrina, e produziu uma obra-prima teológica sobre a pessoa de Cristo:
[…] Todos nós, perfeitamente unânimes, ensinamos que se deve confessar um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, perfeito quanto à divindade, perfeito quanto à humanidade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, constando de alma racional e de corpo; consubstancial ao Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; “em todas as coisas semelhante a nós, excetuando o pecado”, gerado segundo a divindade antes dos séculos pelo Pai e, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, gerado da Virgem Maria, mãe de Deus;
Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, conseparáveis e indivisíveis; a distinção de naturezas de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada natureza permanecem intactas, concorrendo para formar uma só pessoa e subsistência ; não dividido ou separado em duas pessoas. Mas um só e mesmo Filho Unigênito, Deus Verbo, Jesus Cristo Senhor; conforme os profetas outrora a seu respeito testemunharam, e o mesmo Jesus Cristo nos ensinou e o credo dos padres nos transmitiu.
Talvez pudéssemos apreciar melhor o que o Concílio de Calcedônia alcançou se nos perguntássemos quais seriam as consequências caso Nestório ou Êutiques tivessem vencido. Em primeiro lugar, vamos considerar o nestorianismo. Se a encarnação for mesmo o caso de um filho humano de Maria sendo habitado pelo divino Filho de Deus, então, em princípio, Cristo não difere de nenhum humano santo. Todo homem santificado é habitado pelo Filho. Seria Cristo apenas o maior exemplo disso? Nesse caso, nenhuma encarnação realmente aconteceu. Não podemos dizer que “Jesus de Nazaré é o Filho de Deus”. Podemos dizer apenas que “Jesus de Nazaré teve uma relação com o Filho de Deus”. Imagine como isso afetaria a nossa doutrina da expiação! Teríamos que dizer que fomos salvos por meio do sofrimento de Jesus, um mero homem que acabou sendo habitado por Deus (como todas as pessoas santas são). Isso não levaria a uma crença de que sofrimento humano — talvez o nosso próprio — poderia expiar os nossos pecados? E imagine o que isso faria com a nossa adoração. Não iríamos poder adorar a Jesus, apenas o Filho divino que habitou em Jesus. Isso destruiria completamente a adoração cristã.
Entretanto, imagine o que aconteceria se o eutiquianismo tivesse vencido. Se a humanidade de Cristo tivesse sido perdida e engolida por Sua divindade, “como uma gota de vinho no oceano”, então, novamente, não teria ocorrido nenhuma encarnação real. Ao invés de termos Deus se tornando homem, teríamos um homem sendo aniquilado em Deus. Pode-se ver facilmente como isso poderia culminar em todo tipo de misticismo que negue a humanidade. Afinal de contas, se Cristo é nosso padrão, não deveríamos também fazer com que a nossa humanidade fosse engolida e perdida na divindade como uma gota de vinho no oceano?
Os pais da Igreja na Calcedônia se opuseram firmemente contra ambas as tendências nocivas. Afirmaram que Cristo é, de fato, uma única pessoa divina, não algum tipo de aliança de uma pessoa divina e uma pessoa humana, como ensina o nestorianismo. O sujeito, o “eu”, o agente pessoal que encontramos em Jesus Cristo é singular, e não plural; essa pessoa é o “Filho Unigênito, Deus, Palavra, Senhor”: a segunda pessoa da Trindade. Portanto, Maria é com razão, chamada de “a portadora de Deus”, uma verdade fervorosamente rejeitada por Nestório. A pessoa que Maria carregou em sua barriga era, precisamente, o Deus Filho! Maria é a mãe do Deus encarnado (apesar de não ser, é claro, a mãe da natureza divina).
Os pais da Igreja na Calcedônia afirmaram, de modo unânime, que essa pessoa singular existe em duas naturezas distintas, completamente divina e completamente humana, rejeitaram, assim, a absorção do eutiquianismo de uma por outra. Vemos em Cristo tudo o que é ser humano, e tudo o que é ser divino em uma pessoa e, ao mesmo tempo, sem nenhum deles ser comprometido pelo outro. Podemos dizer que, em Cristo, pela primeira vez e pela última, toda a plenitude do ser humano e toda plenitude do ser divino se juntaram e coexistiram exatamente da mesma maneira: como o Filho do Pai e o Portador do Espírito Santo. Ou, para expressar de maneira mais simples, Cristo é completa e verdadeiramente homem, completa e verdadeiramente Deus e, ao mesmo tempo, uma única pessoa.
Velado em carne, o Soberano vê;
Saúdem a Divindade encarnada!
Se entregou como Homem, para se apresentar como homem:
Jesus, nosso Emanuel aqui.
Os pais da Igreja da Calcedônia fizeram um ótimo trabalho. Em questões cristológicas somos, talvez, como apenas anões em ombros de gigantes. Podemos ser capazes de enxergar ainda mais se sentarmos ali. Mas se descermos, me questiono se veremos algo além da lama do nestorianismo ou do eutiquianismo.
3. Os atributos divinos de Jesus - DIVINDADE DE JESUS: Características:
Como Criador (Cl.1:16; Hb.1:3);
Seus desígnios (Rm.11:33-36);
Se fez homem (Lc.1:26-35);
Ressuscitou (Lc.24:36-53;At.1:3; At.2:22-39; At.3:13-26; At.4:10; At.5:30-32; At.10:39-42; At.13:30-32; At.13:37; Rm.1:4; 1Co.6:14; 1Co.15:15; Cl.2:12; Cl.3:1; 1Ts.4:14-16; Hb.13:20; 1Pe.1:2-3; 1Pe.1:21; 1Pe.3:21-23; Ap.5:6-10; Ap.20:6);
Tem todo o poder (Mt.28:18; Fp.2:9-11);
Poder para perdoar pecados (Mt.9:6; Mc.2:1-12; Lc.5:24);
É sobre todos (At.10:36; Rm.9:1-5).
Ele é o resplendor da Glória de DEUS (Hb.1:3);
Imagem de si (Hb.1:3; Cl. 1:15-19).
JESUS é diferente dos líderes; único que convence que é DEUS a uma parte do mundo- escárnios pagãos testemunham da adoração a CRISTO;
Impecabilidade: nas palavras e obras de JESUS há ausência completa de conhecimento ou confissão de pecado(Jo.8:46;Hb.4:15; Hb.9:28);
Ele se afirmava como DEUS: Igualdade com o PAI:
(Jo.10:30;Jo.8:58) (viola o sábado)(Jô.5:18; Jô.9:16);enviado
(Jo.20:21);defende sua honra divina (Jo.5:23); Conhecer (Jo.8:19); Crer (Jo.14:1); Ver (Jo.14:9)
Aceita reverência a Ele, como adoração divina:(prostrar-se) Jo.4:20-22; At.8:27; Jo.4:24; Mt. 4:10 e Lc. 4:8; leproso (Mt.8:2); cego (Jo.9:35); discípulos (Mt.14:33; Jo.20:27). Anjos e meros homens não aceitaram essa reverência para si:(At.10:25-26 e Ap.19:10). Referências Bíblicas: (Jo.5:18; Jo.8:42;Jo.8:54;Jo.10:35-36;Jo.13:3;Jo.13:31-32; Jo.16:27; Jo.20:17);
Outras Provas:
Sua igreja o adora por quase 2.000 anos;
mudou a história (AC e DC)
Emanuel(DEUS conosco)-(Mt.1:23);
Quem estava tentado era JESUS-DEUS (Mt.4:7;Lc.4:12;);
JESUS foi adorado e servido como DEUS pelos anjos (Mt.4:10- 11;Lc.4:8;Hb.1:6;);
demônios o reconheceram como divino (Mt.8:29; Mc.1:24; Mc.3:11; Mc.5:7; Lc.4:34; Lc.4:41; Lc.8:28; Tg.2:19);
adorado e reconhecido pelos homens (Mt.14:33; Mt.16:16;Mt.27:54; Mc.15:39; Mc.16:19;Lc.2:26-38; Lc.7:16; Lc.9:20; Jo.9:33; Jo.11:27; Jo.16:30; Jo.20:28; At.7:55-56; Paulo (Fil.2:9;Tito 2:13); João Batista (Lc.3:2);Pedro (Mt.16:15 e At.3:26); Tomé (Jo.20:28);Escritor (Hb.1:8); Estevão (At.7:9); leproso (Mt.8:2); cego (Jo.9:35); discípulos (Mt.14:33;Jo.20:27);
No julgamento: Condenação de JESUS foi por sua confissão induzida, onde “tu o disseste” é uma maneira educada judaica de responder(Mt.26:64; Mc.14:62; Lc.22:70; Lc.23:42);
reconhecido por anjos (Mc.1:35; Lc.2:12; Jo.10:33);
Ensinos absolutos(não retrata, acha ou muda nada), autoridade suprema” Em verdade,...;
Confirmado por explicações teológicas bíblicas gerais que explicam a JESUS como DEUS (inclusive passagens declaratórias de que Ele é DEUS): (Jo.1:1-2; Jo.1:12-13; Jo.1:18; Jo.1:29; Jo.1:34; Jo.1:36; Jo.1:49;
Jo.3:16-21; Jo.3:36; Jo.6:69; Jo. 17:3; Jo.20:31; At.20:28; Rm.5:10;
Rm.6:23;Rm.8:3; Rm.8:34; Rm.9:5; 1Co.1:9; 1 Co.1:24; 1 Co.1:30; 1 Co.6:11; 1 Co.8:6; 2 Co.4:6; 2 Co.15:19; 2 Co.13:13; Ef.1:3; Fp.2:6-11; Cl. 1:13-15; 1 Tm.2:5; 1 Tm.3:6; 2 Tm.4:1; Tt.2:13; Hb.1:1; Hb.1:8-9; Hb.2:9; Hb.2:17; Hb.4:14; Hb.7:3;Hb.9:14; Hb.9:24; Hb.10:12; 1 Pe.3:18; 2 Pe.1:1; 2 Pe.1:17; 1 Jo.4:9; 1 Jo.5:9-13; 1 Jo.5:20; 2 Jo.1:9; Jd.1:4; Ap.14:2; Ap.19:10).
II. A CENTRALIDADE DO DEUS FILHO
1. A glória sobrenatural de Jesus - Aqui temos a história da transfiguração de CRISTO.
Quando CRISTO estava aqui na terra, embora a sua condição, em geral, fosse uma condição de humilhações e sofrimentos, houve alguns lampejos da sua glória entremeados. O seu nascimento, o seu batismo, a sua tentação e a sua morte foram os exemplos mais notáveis da sua humilhação; e cada um deles esteve presente com alguns sinais de glória, e os sorrisos do céu. Mas sendo a sequência do seu ministério público uma humilhação contínua, aqui, justamente no meio dele, surge essa descoberta da sua glória. Assim como agora, que está no céu, Ele tem suas deferências, quando esteve na terra o Senhor também teve os seus triunfos.
A respeito da transfiguração de CRISTO, considere:
I
As circunstâncias em que ela ocorreu, e que estão registradas aqui (v. 1).
1. A época: “seis dias” depois que Ele havia feito o discurso solene aos seus discípulos (Mt 16.21). Lucas diz: “quase oito dias depois dessas palavras”, seis dias inteiros tinham se passado entre o discurso e esse dia, que era o oitavo dia. Nada está registrado como tendo sido feito ou dito pelo nosso Senhor JESUS durante os seis dias anteriores à sua transfiguração; assim, antes de grandes aparições “fez-se silêncio no céu quase por meia hora” (Ap 8.1). Assim, quando CRISTO parecer não estar fazendo nada pela sua igreja, espere, dentro de pouco tempo, alguma coisa extraordinária.
2. O local: aconteceu no topo de um “alto monte”. CRISTO escolheu um monte:
(1) Por ser um lugar secreto. Ele se afastou; pois embora uma cidade sobre uma colina dificilmente possa ficar escondida, duas ou três pessoas sobre um monte dificilmente poderão ser encontradas. Por isso as suas orações particulares eram, em geral, nas montanhas. CRISTO escolheu um lugar afastado onde se transfiguraria, porque a sua aparição pública na sua glória não seria coerente com a sua condição atual; e dessa maneira Ele mostra a sua humildade e nos ensina que a privacidade é grande amiga da nossa comunhão com DEUS. Aqueles que desejam ter um relacionamento com o Céu devem, frequentemente, se afastar das coisas e dos negócios deste mundo; e jamais se sentirão sozinhos, pois o PAI está com eles.
(2) Porque sendo um lugar sublime, estava bastante elevado, acima das outras coisas. Aqueles que desejam ter um relacionamento transformador com DEUS, não devem apenas afastar-se, mas subir; erguer os seus corações e “buscar as coisas que são de cima”. A ordem é: “Sobe aqui” (Ap 4.1).
3. As testemunhas do acontecimento. JESUS levou consigo Pedro, Tiago, e João.
(1) Ele levou três pessoas, um número adequado para dar testemunho do que vissem; pois “pela boca de duas ou três testemunhas, será confirmada toda palavra”. CRISTO faz aparições suficientemente exatas, mas não comuns; “não a todo o povo, mas às testemunhas” (At 10.41), para que aqueles que não tinham visto, mas que haviam crido, pudessem ser bem-aventurados.
(2) Ele levou esses três homens porque eram os principais discípulos, os três mais dignos de estarem com o FILHO de DEUS. Não eram excelentes em nada, mas eles eram os favoritos de CRISTO, destacados para serem testemunhas das ocasiões em que Ele se afastava para orar e de seus milagres (ressurreição da filha de Jairo, por exemplo - Mc 5.37). Eles deveriam, posteriormente, ser testemunhas da sua agonia, e esse episódio deveria prepará-los para isso. Uma visão da glória de CRISTO, enquanto ainda estamos neste mundo, é um bom preparativo para os nossos sofrimentos com Ele, que são os preparativos para a visão da sua glória no outro mundo. Paulo, que tinha problemas em abundância, tinha, por outro lado, abundantes revelações.
II
A maneira como aconteceu (v. 2); Ele “transfigurou-se diante deles”. A substância do seu corpo continuou a mesma, mas a sua aparência foi grandemente alterada. Ele não se transformou em um espírito, mas o seu corpo, que tinha aparecido fraco e desonrado, agora aparecia em virtude e glória. Ele “transfigurou-se”, metamorphothe – Ele passou por uma metamorfose. Os poetas profanos divertiam e ofendiam o mundo com histórias extravagantes e ociosas de metamorfoses, especialmente as metamorfoses dos seus deuses, que os menosprezavam e diminuíam, e eram igualmente falsas e ridículas; alguns pensam que Pedro se refere a eles quando, prestes a mencionar essa transfiguração de CRISTO,
disse: “Não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor JESUS CRISTO, seguindo fábulas artificialmente compostas” (2 Pe 1.16). CRISTO era, ao mesmo tempo, DEUS e homem; mas, nos dias da sua carne, deixou suas prerrogativas divinas, Ele assumiu a forma de servo – morphen doulou (Fp 2.7). Ele cobriu a glória de sua divindade com um véu; mas agora, na sua transfiguração, Ele afastou aquele véu, apareceu en morphe theou – em forma de DEUS (Fp 2.6) e deu aos seus discípulos um vislumbre da sua glória, que não podia deixar de modificar a sua forma.
A grande verdade que declaramos é que “DEUS é luz” (1 Jo 1.5), “habita na luz” (1 Tm 6.16), e “cobre-se de luz” (Sl 104.2). E, portanto, quando CRISTO apareceu “em forma de DEUS”, Ele apareceu “na luz”, a mais gloriosa de todas as coisas visíveis, a primogênita de toda a criação, e a que mais se assemelha ao PAI eterno. CRISTO é a Luz; enquanto estava no mundo, Ele “resplandeceu nas trevas”, e por isso “o mundo não o conheceu” (Jo 1.5,10); mas naquele momento, na sua transfiguração, aquela Luz brilhou nas trevas.
A sua transfiguração apareceu em dois aspectos:
1. “O seu rosto resplandeceu como o sol”. O rosto é a principal parte do corpo, pela qual somos conhecidos; portanto, todo esse brilho foi colocado no rosto de CRISTO, aquele rosto que, depois disso, Ele não mais escondeu “daqueles que o afrontavam e cuspiam”. Ele “resplandeceu como o sol” quando está na plenitude da sua força, tão claro e tão brilhante; pois Ele é o Sol da justiça, a Luz do mundo. O rosto de Moisés brilhou, mas como a luz, com uma luz refletida e emprestada, mas o de CRISTO brilhou como o sol, com uma luz inerente, que era ainda mais sensivelmente gloriosa, porque subitamente irrompeu.
2. “As suas vestes se tornaram brancas como a luz”. Todo o seu corpo se modificou, assim como o seu rosto; de modo que raios de luz, arremessando-se de todas as partes através das suas vestes, as tornaram brancas e cintilantes. O brilho no rosto de Moisés era tão fraco, que podia facilmente ser oculto por um fino véu; mas tal era a glória no corpo de CRISTO, que as suas vestes se iluminavam por ela.
2. O testemunho da Lei e dos profetas - As pessoas que apareceram por ocasião da transfiguração. “eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (v. 3). Considere que:
1. Havia santos glorificados com Ele; se havia três para dar testemunho na terra, Pedro, Tiago e João, também havia alguns para dar testemunho da parte do céu. Assim, havia uma semelhança viva com o Reino de DEUS, que é composto por santos no céu e santos na terra, e ao qual pertencem os “espíritos dos justos aperfeiçoados”. Vemos, aqui, que aqueles que “dormiram em CRISTO” não estão mortos, mas existem em um estado separado, vivos e estarão para sempre com o Senhor.
2. Esses dois eram “Moisés e Elias”, homens muito eminentes na sua época. Os dois tinham jejuado quarenta dias e quarenta noites, como CRISTO, e tinham realizado outros milagres, e ambos foram admiráveis tanto ao deixar este mundo como ao viver nele. Elias foi levado ao céu em um carro de fogo, e não morreu. O corpo de Moisés nunca foi encontrado. Possivelmente estava preservado da degradação, e reservado para essa aparição. Os judeus tinham grande respeito pela memória de Moisés e Elias, e por isso os dois vieram para dar testemunho dele. Na pessoa deles, a lei e os profetas honraram a CRISTO e lhe deram testemunho.
Moisés e Elias apareceram aos discípulos, que os viram, e os ouviram falar. Souberam que eram Moisés e Elias. Os santos glorificados se reconhecerão mutuamente no céu. Coisa interessante que os discípulos os reconheceram imediatamente. Eles conversaram com CRISTO. Observe que CRISTO tem comunhão com os bem-aventurados, e não será estranho a nenhum dos membros dessa corporação glorificada. CRISTO agora seria selado no seu trabalho profético. Por isso, esses dois grandes profetas eram os mais adequados para estar presentes com Ele. DEUS “a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo FILHO” (Hb 1.1).
IV
O grande prazer e a grande satisfação que os discípulos tiveram com a visão da glória de CRISTO. Pedro, como era usual, falou pelos demais: “Senhor, bom é estarmos aqui”. Aqui, Pedro expressa:
1. O prazer que eles tiveram com essa conversa: “Senhor, bom é estarmos aqui”. Embora sobre um alto monte, que podemos supor que fosse áspero e desagradável, frio e exposto, ainda assim Pedro diz: “É bom estarmos aqui”. Ele expressa o sentimento dos seus companheiros discípulos: “É bom, não apenas para mim, mas para nós”. Ele não procurou monopolizar esse prazer, mas alegremente os incluiu. Ele disse isso a CRISTO. Os afetos piedosos e devotos se comprazem em se derramar diante do Senhor JESUS. A alma que ama a CRISTO, e ama estar com Ele, ama ir até Ele e dizer-lhe: “Senhor, bom é estarmos aqui”. Isto dá a entender um reconhecimento agradecido da bondade de JESUS, por fazer com que participassem desse momento tão importante e prazeroso.
Observe que a comunhão com CRISTO é a alegria dos cristãos. Todos os discípulos do Senhor JESUS reconhecem que é bom estar com Ele no monte sagrado. É bom estarmos aqui, onde CRISTO está, e para onde Ele nos traz consigo, por seu convite; é bom estarmos aqui, afastados e sozinhos, com CRISTO; estarmos aqui, onde podemos “contemplar a formosura do Senhor” (Sl 27.4). É agradável ouvir CRISTO comparar trechos das Escrituras registradas por Moisés e os profetas, ver como todas as instituições da lei e todas as predições dos profetas apontavam para CRISTO, e se cumpriam nele.
2. O desejo que tinham da continuação daquela situação: “Façamos aqui três tabernáculos”. Nestas palavras, assim como em muitas outras proferidas por Pedro, existe uma mistura de fraqueza e boa vontade, mais entusiasmo do que prudência.
(1) Aqui vemos um entusiasmo por essa conversa com seres celestiais, uma complacência louvável com a visão que eles tinham da glória de CRISTO. Aqueles que, pela fé, contemplam “a formosura do Senhor” na sua casa, não podem evitar desejar habitar ali todos os dias das suas vidas. É bom ter “uma estabilidade no seu santo lugar” (Ed 9.8), uma residência permanente; permanecer nas práticas sagradas como um homem que está em casa, não como um viajante. Pedro pensava que esse monte era um bom lugar onde edificar, e ele desejava construir tabernáculos ali; assim como Moisés, no deserto, construiu um tabernáculo para a Shequiná, ou glória divina.
O fato de Pedro querer fazer ali tabernáculos para CRISTO, e Moisés, e Elias, mas nenhum para si mesmo, evidenciava um grande respeito pelo seu Mestre e os convidados celestiais, com o esquecimento elogiável de si mesmo e dos seus companheiros discípulos. Ele ficaria contente em ficar ao ar livre, no chão frio, em tão boa companhia. Se o seu Mestre não tinha onde reclinar a cabeça, não importava se ele, Pedro, tinha onde ou não.
(2) Mas no seu entusiasmo, ele deixou transparecer uma grande dose de fraqueza e ignorância. Que necessidade tinham Moisés e Elias de tabernáculos? Eles pertenciam àquele mundo abençoado, onde já não mais sentiam fome, nem sede, “nem sol nem calma alguma caia sobre eles”. CRISTO recentemente tinha predito os seus sofrimentos, e ordenado que os seus discípulos esperassem a mesma coisa. Pedro esqueceu disso, ou, para evitar isso, precisaria construir os tabernáculos no monte de glória, afastados dos problemas.
Mesmo utilizando outras palavras, Pedro ainda insiste na antiga idéia – “Senhor, tem compaixão de ti” –, embora tivesse sido tão recentemente repreendido por dizer isso. Observe que existe uma tendência nos homens bons em esperar a coroa, sem a cruz. Pedro estava tomando posse desse privilégio como um prêmio, embora ainda não tivesse lutado a sua batalha, nem terminado a sua carreira, assim como os outros discípulos (Mt 20.21). Nós estaremos fora do nosso objetivo se procurarmos um céu aqui na terra. A estranhos e peregrinos (que é o que somos, na melhor das circunstâncias, neste mundo), não cabe falar em construir ou esperar uma “cidade permanente” na terra.
Mas há uma desculpa para a incoerência da proposta de Pedro, não somente porque ele “não sabia o que dizia” (Lc 9.33), mas também porque submeteu a proposta à sabedoria de CRISTO: “Se queres, façamos aqui três tabernáculos”. Observe que quaisquer que sejam os tabernáculos que nos propusermos a construir para nós mesmos, neste mundo, precisamos sempre nos lembrar de pedir a permissão de CRISTO.
Ao que Pedro disse, não houve resposta. O desaparecimento da glória, em breve, seria a resposta. Aqueles que prometem a si mesmos grandes coisas na terra, serão logo iludidos pela sua própria experiência.
3. A aprovação divina do Pai - O glorioso testemunho que DEUS PAI deu de nosso Senhor JESUS, no qual “ele recebeu de DEUS PAI honra e glória” (2 Pe 1.17), quando veio essa voz da glória suprema. Isso foi como proclamar os títulos de nobreza ou o estilo real de um príncipe que, em sua coroação, se apresenta com os seus trajes cerimoniais. E é bom que se saiba, para o consolo da humanidade, que o estilo real de CRISTO vem da sua mediação. Assim, na visão, Ele apareceu com um arco-íris – o selo da aliança – ao redor do seu trono (Ap 4.3), pois a sua glória é ser o nosso Redentor, era sinal de aliança eterna.
Quanto a esse testemunho que o céu dá a respeito de CRISTO, observe:
1. Como ele veio, e de que maneira foi apresentado.
(1) Havia uma nuvem. Frequentemente lemos no Antigo Testamento que uma nuvem era um sinal visível da presença de DEUS, de sua glória. Ele desceu sobre o monte Sinai em uma nuvem (Êx 19.9,18), e também apareceu assim a Moisés (Êx 34.5; Nm 11.25). Ele tomou posse do tabernáculo em uma nuvem (Levítico 9:24), e, mais tarde, do templo (os sacerdotes não podiam permanecer em pé para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor enchera a casa do Senhor. 1 Reis 8:11, 18.38).
Onde estava CRISTO na sua glória, ali estava o templo, e ali DEUS se mostrou presente. Nós não conhecemos o equilíbrio das nuvens, mas sabemos que grande parte das relações e da comunicação entre o céu e a terra é mantida por elas. Pelas nuvens, os vapores sobem e as chuvas caem; por isso, diz-se que DEUS “faz das nuvens o seu carro”; foi isso que Ele fez aqui, quando desceu sobre esse monte.
(2) Era “uma nuvem luminosa”. Sob a lei, era normalmente com uma nuvem espessa e escura que DEUS mostrava o sinal da sua presença; Ele desceu sobre o monte Sinai em “uma espessa nuvem” (Êx 19.16), e disse “que habitaria nas trevas” (veja 1 Rs 8.12). Mas agora chegamos, não ao monte “aceso em fogo, e à escuridão, e às trevas” (Hb 12.18), mas ao monte que é coroado com “uma nuvem luminosa”. A revelação do Antigo Testamento, e também a do Novo, continham sinais da presença de DEUS, mas aquela era uma revelação com escuridão, e terror, e escravidão; porém essa, com luz, amor e liberdade. Quando a lei foi promulgada morreram cerca de três mil homens, porém, quando a Igreja nasceu, quase três mil vidas nasceram de novo.
(3) A nuvem “os cobriu”. Esta nuvem tinha a finalidade de ofuscar o poder daquela grande luz que, se não fosse por isso, teria dominado os discípulos, e teria sido intolerável; ela agiu como o véu que Moisés colocou sobre o seu rosto, quando este brilhava. DEUS, ao se manifestar ao seu povo, considera a sua estrutura. Essa nuvem era, para os seus olhos, como parábolas para o seu entendimento, para transmitir coisas espirituais por meio de coisas possíveis de se sentir, conforme eles fossem capazes de suportar. A nuvem era de glória e presença de DEUS PAI.
(4) “E da nuvem saiu uma voz”, e era a voz de DEUS PAI, que agora, como antes, falava “na coluna de nuvem” (Sl 99.7). Aqui não houve trovão, nem relâmpago, nem voz de trombeta, como quando a lei foi dada a Moisés, mas somente uma voz, uma voz suave, e não aquela conduzida com um forte e grande vento, ou um terremoto, ou um fogo, como quando DEUS falou com Elias (1 Rs 19.11,12). Moisés e Elias, então, foram testemunhas de que DEUS “falou-nos, nestes últimos dias, pelo FILHO”, de uma maneira diferente daquela como Ele falava com eles antigamente. Essa voz veio da “magnífica glória” (2 Pe 1.17), a glória que se sobressai, em comparação com a qual a anterior não tinha glória; embora a glória magnífica estivesse em uma nuvem, dela veio uma voz, pois “a fé é pelo ouvir”.
2. Observe qual foi o testemunho do céu: “Este é o meu FILHO amado... escutai-o”. Aqui, temos:
(1) O grande mistério do Evangelho revelado: “Este é o meu FILHO amado, em quem me comprazo”. Estas são as mesmas palavras que foram pronunciadas do céu por ocasião do batismo de JESUS (Mt 3.17); e foi a melhor notícia que veio do céu à terra, desde que o homem pecou. Esta verdade tem o mesmo objetivo daquela grande doutrina (2 Co 5.19): “DEUS estava em CRISTO reconciliando consigo o mundo”. Moisés e Elias foram grandes homens, e muito queridos no céu, mas ainda assim não passaram de servos, e servos de quem DEUS nem sempre se agradou; pois Moisés, às vezes, falava de uma forma impensada, e Elias era um homem sujeito a paixões; mas CRISTO é o “FILHO”, e nele DEUS sempre se compraz. Moisés e Elias foram, às vezes, instrumentos de reconciliação entre DEUS e Israel; Moisés era um grande intercessor, e Elias, um grande reformista; mas em CRISTO, DEUS reconcilia o mundo; a sua intercessão é mais importante do que a de Moisés, e a sua reforma, mais efetiva que a de Elias.
Essa repetição da mesma voz que veio do céu no seu batismo não era uma repetição inútil; mas, como a duplicação do sonho de Faraó, tencionava mostrar que aquilo estava estabelecido. O que DEUS disse uma vez – na verdade, duas vezes –, sem dúvida Ele sustentará, e Ele espera que nós observemos aquilo que Ele disse. Isso foi dito no seu batismo, porque, naquela ocasião, se iniciaria a sua tentação, e o seu ministério público; e agora era repetido, porque Ele estava iniciando os seus sofrimentos, que devem ser datados a partir desse momento. Pois agora, e não antes, Ele começa a fazer predições aos discípulos, e imediatamente depois da sua transfiguração é dito (Lc 9.51): “completando-se os dias para a sua assunção”; portanto, isso foi repetido para protegê-lo contra o terror, e aos seus discípulos, contra o escândalo da cruz. Quando as aflições começam a ser abundantes, “também a nossa consolação sobeja” (2 Co 1.5).
(2) O maior dever que o Evangelho exige, e que é a condição para nos beneficiarmos em CRISTO: “Escutai-o”. DEUS, em CRISTO, se compraz somente daqueles que o ouvem. Não é suficiente dar ouvidos a Ele, mas devemos ouvi-lo, e crer nele, como o grande Profeta e Mestre; devemos ouvi-lo, e ser governados por Ele, como o grande Príncipe e Legislador; ouvi-lo, e prestar atenção nele. Quem desejar conhecer a mente de DEUS, deve ouvir a JESUS CRISTO. Pois foi através dele que DEUS PAI, nestes últimos dias, falou conosco. Essa voz vinda do céu tornou tudo o que era dito a respeito de CRISTO tão autêntico como se tivesse sido dito a partir de uma nuvem. É como se DEUS nos entregasse a CRISTO para que dele recebêssemos todas as revelações da sua mente; e isso se refere àquela profecia de que DEUS suscitaria um profeta como Moisés no meio do povo de Israel (Dt 18.18); a Ele, devemos ouvir.
CRISTO aparecia agora em glória; e quanto mais virmos a glória de CRISTO, mas motivos teremos para ouvi-lo; mas os discípulos estavam observando a sua glória, que era o que eles viam. Por isso, eles são convidados não a olhar para Ele, mas a escutá-lo. A visão que eles tinham da sua glória logo foi interceptada pela nuvem, mas o que eles deviam fazer era ouvi-lo. Nós “andamos por fé” – pela fé que vem do ouvir –, e “não por vista” (2 Co 5.7).
Moisés e Elias (a lei e os profetas) agora estavam com Ele; por isso foi dito: “Ouçam-nos” (Lc 16.29). Quando os discípulos pensaram em fazer tabernáculos para Moisés e Elias (e também para JESUS), eles estavam dispostos a igualá-los a CRISTO. Eles (Moisés e Elias) estavam falando com CRISTO, e provavelmente os discípulos estavam muito ansiosos por saber o que estavam dizendo, e para ouvir mais das suas bocas. Não, disse DEUS, escutai-o, e isto será suficiente. Eles deviam ouvir a JESUS, e não a Moisés e a Elias, que estavam presentes e cujo silêncio consentia com essa voz; eles não tinham nada a dizer em contrário; eles estavam desejosos de ver qualquer interesse que gerassem no mundo, como profetas, completamente transferido a CRISTO, “para que em tudo tenha a preeminência”. Não se perturbem com o fato de Moisés e Elias ficarem tão pouco tempo com vocês; ouçam a CRISTO.
III. A MISSÃO REDENTORA DO DEUS FILHO
1. O Filho como revelação suprema - Moisés fala de uma profecia formulada pelo próprio Deus, na qual é vislumbrada a incomparável originalidade da encarnação da segunda pessoa da divindade, bem como Sua mediação. O povo nos dias de Cristo interpretou corretamente essa profecia. No Sinai houve trovões, relâmpagos, sons estridentes de trombeta, chamas de fogo, fumaça na montanha, nuvens espessas, tremores na terra. Tudo isso causou pânico e espanto entre o povo que tremeu tanto quanto o próprio Sinai. Conseqüentemente, o povo reagiu: “Disseram a Moisés: Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos” (Êxo. 20:19). O Senhor aprovou tal atitude: “Falaram bem aquilo que disseram”, e anunciou que levantaria “um profeta do meio de ti, de teus irmãos … a ele ouvirás” (Deut. 18:15-19).
Eruditos judeus referem-se a esse profeta como “o segundo Moisés”. Pedro e Estêvão identificam esse “segundo Moisés” com Jesus Cristo (Atos 3:23; 7:37). Há um contraste entre o Sinai e o monte de onde Jesus falou à multidão, enunciando os princípios do reino anunciado por João Batista, pelos discípulos e por Ele mesmo (Mat. 5-7). O povo aproximou-Se do Deus encarnado, sem barreiras, trovões, relâmpagos, fogo, fumaça, nuvens, e sem temores. Acesso sem restrição. Mais tarde haveriam de injuriá-Lo, açoitá-Lo, desprezá-Lo e crucificá-Lo.
William Graham Scroggie, reconhecido teólogo e pregador inglês, dizia que nascemos para aprender, confiar e obedecer. Para aprender, necessitamos de um mestre. O profeta era um mestre do qual Moisés é um modelo. Para confiar, necessitamos de um amigo. O amigo era o sacerdote mediador e intercessor. Arão cumpriu esse modelo. Para obedecer, necessitamos de um guia, e os reis cumpriam esse papel. Davi é um modelo de rei. O profeta, o sacerdote e o rei eram ungidos com óleo sagrado. Em Cristo, segundo Scroggie, estão conjugados esses três ofícios (Cristo en el Credo, págs. 40-43).
Jesus é o profeta, o sacerdote e o rei por excelência, ungido de Deus. O rei que pode guiar como nenhum outro pode fazê-lo. O sacerdote que pode mediar como ninguém, e o profeta-Mestre que pode ensinar e revelar como nenhum outro. Sobretudo é Deus, segundo o declaram João, Tomé, Paulo, e o próprio Deus, no início da epístola aos hebreus (João 1:1; 5:20; 20:28; Rom. 9:5; Tito 2:13; Col; 2:9; Heb. 1:8).
É maravilhoso que Deus tenha falado. Falou através dos profetas, mas tem-Se pronunciado e revelado muitíssimo melhor por intermédio do Filho, o Verbo divino, o maior dos profetas, a suprema revelação de Deus.
2. A exclusividade de Cristo na redenção - Deus tem uma disputa conosco por causa do pecado. O pecado é descrito na Bíblia como transgressão da lei de Deus (1 João 3: 4) e rebelião contra Deus (Deuteronômio 9:7; Josué 1:18). Deus odeia o pecado, e o pecado se interpõe entre todos nós e Ele. "Não há justo, nem um sequer" (Romanos 3:10). Todos os seres humanos são pecadores devido ao pecado que herdamos de Adão e devido ao pecado que cometemos em uma base diária. A única penalidade justa por esse pecado é a morte (Romanos 6:23), não apenas morte física, mas a morte eterna (Apocalipse 20: 11-15). A punição justa para o pecado é uma eternidade no inferno.
Nada que pudéssemos fazer por nossa conta seria suficiente para mediar entre nós e Deus. Nenhuma quantidade de boas obras ou observância da lei nos torna justos o bastante para estarmos diante de um Deus santo (Isaías 64:6; Romanos 3:20; Gálatas 2:16). Sem um mediador, estamos destinados a passar a eternidade no inferno, pois por nós mesmos a salvação do nosso pecado é impossível. No entanto, há esperança! "Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (1 Timóteo 2: 5). Jesus representa aqueles que colocaram a sua confiança nEle diante do trono da graça de Deus. Ele medeia por nós, tanto quanto um advogado de defesa medeia pelo seu cliente, dizendo ao juiz: "Meritíssimo, meu cliente é inocente de todas as acusações contra ele." Isso é verdade para nós também. Algum dia teremos de enfrentar Deus, mas vamos fazê-lo como pecadores totalmente perdoados por causa da morte de Jesus em nosso favor. O "advogado de defesa" tomou a pena por nós!Vemos mais uma prova dessa verdade reconfortante em Hebreus 9:15: “Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados." É por causa do grande Mediador que somos capazes de estar diante de Deus vestidos com a justiça de Cristo. Na cruz, Jesus trocou o nosso pecado pela sua justiça (2 Coríntios 5:21). A sua mediação é o único meio de salvação.
3. O aprendizado pela experiência - Essa experiência se tornou uma fundação doutrinária para afirmar
a veracidade do evangelho e a autoridade apostólica. A respeito disso,
o apóstolo afirmava não ensinar “fábulas engenhosamente inventadas”
(2 Pe 1.16a, NVI). Eles presenciaram uma prova sensível e ocular do
triunfo escatológico do Filho. A visão antecipava a ressurreição de Jesus
e o Reino vindouro — um vislumbre do Cristo exaltado antes da humilhação da cruz (Hb 2.9). Assim, a Transfiguração é um prólogo do
Reino de Deus. Jesus havia dito: “alguns dos que aqui se acham não ex
perimentarão a morte antes de verem o Filho do homem vindo em seu
Reino” (Mt 16.28, NVI). Essa experiência foi o cumprimento imediato
dessa declaração, um prenúncio da glória futura (Mt 24.30).
O evento aponta para a entronização definitiva de Jesus, quando todo joelho se dobrará — uma realidade antecipada na Transfiguração (Fp 2.9-11). O Filho é o Rei eterno cujo trono permanece
para sempre. Sua majestade é inegociável, seu domínio é soberano e
sua vitória é certa (Hb 1.8-12). Diante dessa glória, somos chamados
a contemplar e adorar a Cristo com fé e esperança (Hb 12.2). A confiança se fortalece quando o crente olha “firmemente para o Autor e
Consumador da fé, Jesus” (Hb 12.2, NAA). Assim como os discípulos
foram preparados para enfrentar a cruz vendo a glória de Cristo, os
crentes também são capacitados a suportar o presente século mantendo os olhos fixos no Cristo exaltado.
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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2.
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BIBLIOGRAFIA
Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias
Livro de apoio A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas, Douglas Baptisda- Editora CPAD Subsídio CPAD escrito por Thiago Santos: evangelista
Henry Bettenson, Documentos da igreja cristã (São Paulo: ASTE/Simpósio, 1998), p. 101.
Verdadeiro Deus, verdadeiro homem: o Concílio de Calcedônia
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