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domingo, 3 de maio de 2026

LIÇÃO 06 - A NASCIMENTO DE ISAQUE.

 

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II



                TEXTO ÁUREO

"Haveria coisa alguma difícil ao Senhor? Ao tempo determinado, tornaria a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho." (Gn 18.14)


                VERDADE PRÁTICA

Deus é Onipotente e não há nada que Ele não possa realizar segundo a sua vontade.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 21. 1-7


                    INTRODUÇÃO


Para Deus nada é impossível! Em sua onipotência, diz Strong, “Ele pode fazer tudo o que Ele quer; mas não quer fazer tudo o que Ele pode”. No caso de Abraão, mesmo sendo sua esposa estéril; e ele em idade muito avançada, Deus lhe pro meteu que faria dele “uma grande nação” (Gn 12.2). Promessa semelhante Deus fez a Sarai, quando mudou seu nome para Sara: “Porque eu a hei de abençoar e te hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela” (Gn 17.16).

 Alguém deve ter dito: “Não acredito que uma idosa de noventa anos, casada com um idoso de cem anos, possa ter filho”. Sara também já se revelera descrente. Foi um fato muito estranho para todos os que tomaram conhecimento de sua gravidez. Mesmo que fosse nos dias atuais, certamente seria notícia extraordinária em todos os meios de comunicação, especialmente na televisão ou nas redes sociais. Nove meses depois, não sabemos em que parte do dia, se pela manhã, à tarde, ou durante a noite, ouviu-se um choro de criança recém-nascida na tenda de Abraão. Admirada e feliz, ela disse: “[...] Deus me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo. 

Disse mais: 

Quem diría a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?” (Gn 21.6-7). Mesmo sem qualquer meio de comunicação, a inusitada notícia se espalhou. As pessoas provavelmente diziam: “Incrível! Dona Sara, que era estéril, teve um filho com seu esposo, de cem anos!”. Abraão, também feliz e grato a Deus, tomou todas as providências que lhe cabiam, depois do nascimento único e singular na história de Israel. “E chamou Abraão o nome de seu hlho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque. E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado” (Gn 21.3-4).



                I.     AS CONSEQUÊNCIAS DA IMPACIÊNCIA DE SARA


1.    O nascimento e o nome do filho da promessa      -     A primeira providência que o velho pai tomou foi dar o nome do seu filho conforme Deus havia instruído em Gênesis 17.19. “E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque” (Gn 21.3). Isaque, no hebraico, significa “riso”; certamente porque, ante a situação de sua velhice e a de Sara, a ideia de terem um filho causava riso. Abraão riu-se (Gn 17.17); Sara, de igual modo, também se riu, com a ideia prometida por Deus de que seria mãe aos 90 anos (Gn 18.12-14). 

Isaque nasceu de acordo com a promessa de Deus. O Senhor visitou Sara em misericórdia, como havia dito. [...] Observe que nenhuma palavra de Deus cairá por terra. Pois ele é fiel ao que prometeu, e a fidelidade de Deus é o sustento e o suporte da fé do seu povo. A segunda providência de Abraão foi circuncidar Isaque. “E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado” (Gn 21.4). Como já vimos, a circuncisão foi o sinal visível, exigido por Deus, para todo macho, aos oito dias de nascido (Gn 17.10-14). O velho patriarca tinha consciência do grande significado do pacto que Deus fizera com ele e com sua esposa. E a circuncisão era uma marca para toda a vida.


2.     Ismael zomba de Isaque    -    Segundo Gênesis 21, não foi o nascimento de Isaac que causou problemas; era seu crescimento. Quando Isaac nasceu, Agar e seu filho Ismael não se importaram muito. Mas depois que Isaac cresceu, Ismael começou a zombar dele (v. 9). No sentido bíblico, isso significa que Ismael estava perseguindo Isaac. Deus chegou a considerar a perseguição de Isaac por Ismael como o início da perseguição de quatrocentos anos contra seu povo (15:13; Atos 7:6). A zombaria de Ismael era algo sério porque Isaac era a semente ordenada por Deus e Ismael era a falsificada. O falsificado sempre odeia os ordenados. Nós, a semente ordenada, somos odiados pelos falsificados. Como Paulo diz em Gálatas 4:29, "Mas assim como aquele que nasceu segundo a carne perseguiu o que nasceu segundo o Espírito, assim também é agora." O crescimento de Isaac incitou essa perseguição.


3.    Sara pede a expulsão de Agar e Ismael    -     Sara, aquela que representava a graça, não tolerou a zombaria de Isaac por Ismael e disse: "Expulsem esta escrava e seu filho: pois o filho dessa escrava não será herdeiro com meu filho, nem mesmo com Isaque" (v. 10). Quando li esse versículo quando jovem, não concordei com Sarah, achando que ela era ciumenta e injusta. Foi ela quem propôs a Abraão que ele tivesse um filho com Hagar e agora lhe diz para expulsar Hagar e Ismael. Segundo minha compreensão juvenil, eu teria expulsado Sarah. Mas um dia, enquanto eu pensava assim, Deus me repreendeu. Naquele dia, eu argumentava a favor de Agar e Ismael e simpatizava com Abraão, pois "a coisa era muito grave aos olhos de Abraão por causa de seu filho" (v. 11).

 Embora eu achasse que Abraão deveria ter respondido a Sara, dizendo que ela era cruel, ele não disse nada a ela. Antes, Deus entrou e disse a Abraão: "Não seja grave aos teus olhos por causa do jovem e por causa da tua escrava; em tudo o que Sarah te disse, ouça sua voz; pois em Isaac será chamado a tua linha" (v. 12). O Juiz Celestial tomou a decisão final, dizendo que ele fizesse o que Sarah pediu. Apenas Isaac, não Ismael, deveria ser contado como a semente. Embora Abraão tenha falhado com Deus no capítulo vinte, ele foi rápido em obedecê-lo no capítulo vinte e um. O versículo 14 diz que Abraão se levantou cedo pela manhã e enviou Agar e Ismael em seu caminho.

Precisamos ver o significado espiritual da expulsão de Agar e Ismael. Como todos os cristãos, você tem tentado fazer o bem desde o dia em que foi salvo. Mas Deus tratou de você, e muitas vezes você foi disciplinado e cortado. Se você é um irmão casado, Deus sem dúvida usou sua esposa como faca para cortar sua vida natural. Toda esposa é uma faca afiada na mão divina. Muitos maridos cristãos só podem ser tratados e disciplinados cuidadosamente cortando a faca da esposa. Nenhum marido pode escapar disso. Fico feliz em ver que, nas igrejas locais, Deus usou as facas para esposa para lidar com a vida natural dos irmãos. Dessa forma, nós, irmãos, aprendemos a lição de odiar nossa vida natural e todas as coisas boas que podemos produzir de nós mesmos.


                  II.    ABRAÃO TEM QUE TOMAR UMA ATITUDE


1.    Isaque é desmamado    -    De acordo com os costumes judaicos, o momento em que uma criança é desmamada é motivo de comemoração. Uma criança desmamada sobreviveu ao estágio frágil da infância e agora pode comer alimentos sólidos em vez de ser amamentada pela mãe.


Em Gênesis 21:8, lemos: "Isaque cresceu e foi desmamado. Nesse dia em que o menino foi desmamado, Abraão deu um grande banquete." Embora Ismael tenha rido da comemoração (Gênesis 21:9), os pais de Isaque consideraram esse evento uma ocasião importante. Eles tinham um filho que havia sobrevivido à fase mais difícil da infância e que agora podia comer por conta própria.

As altas taxas de mortalidade infantil existiam nas culturas antigas. Um dos motivos das famílias numerosas era o fato de que muitas crianças pequenas não viviam até a idade adulta. Devido aos riscos que os bebês corriam, a comemoração do desmame de uma criança era uma parte natural e importante da cultura. Se a criança tivesse se desenvolvido além da necessidade do apoio físico da mãe, ela teria alcançado um novo estágio da vida que aumentava muito a probabilidade de ter boa saúde.

Atualmente, a tradição judaica continua a prática de celebrar o desmame de uma criança. O Salmo 104 é frequentemente lido durante esse período; parte desse salmo diz: "Bendiga, minha alma, o Senhor! Senhor, Deus meu, como tu és grandioso! Estás revestido de glória e majestade, coberto de luz como de um manto. Tu estendes o céu como uma cortina, pões nas águas o vigamento da tua morada, tomas as nuvens por carruagem e voas nas asas do vento. Fazes a teus anjos ventos e a teus ministros, labaredas de fogo" (Salmo 104:1-4).

2.   A zombaria     -     A cena começa com uma festa. O desmame de uma criança, geralmente por volta dos três anos de idade na cultura antiga, era um marco significativo, um sinal de que a criança havia superado a fase mais vulnerável da vida. Abraão celebra com um grande banquete, honrando a Deus por Seu milagre.

No meio desta celebração, contudo, a semente do conflito, plantada anos antes pela impaciência e pela solução humana (Gênesis 16), germina. Sara vê Ismael, agora um adolescente, “zombando” de Isaque. A palavra hebraica aqui é מְצַחֵק (metsacheq), que tem a mesma raiz do nome de Isaque (יִצְחָק - Yitschaq, que significa "ele ri"). Este não era um gracejo inocente de criança. O contexto e a reação de Sara sugerem um escárnio, uma zombaria maliciosa, talvez até mesmo uma reivindicação de primogenitura e herança. Ismael, o filho segundo a carne, estava escarnecendo do filho da promessa.

A reação de Sara é imediata e dura. Ela exige que Abraão expulse Hagar e Ismael. Sua motivação é clara: “porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque”. Embora sua atitude possa parecer impulsionada pelo ciúme, o Novo Testamento revela que sua ação estava alinhada com o propósito de Deus. Ela agiu para proteger a santidade da herança prometida.


3.    A tristeza de Abraão    -    A cena começa com uma festa. O desmame de uma criança, geralmente por volta dos três anos de idade na cultura antiga, era um marco significativo, um sinal de que a criança havia superado a fase mais vulnerável da vida. Abraão celebra com um grande banquete, honrando a Deus por Seu milagre.

No meio desta celebração, contudo, a semente do conflito, plantada anos antes pela impaciência e pela solução humana (Gênesis 16), germina. Sara vê Ismael, agora um adolescente, “zombando” de Isaque. A palavra hebraica aqui é מְצַחֵק (metsacheq), que tem a mesma raiz do nome de Isaque (יִצְחָק - Yitschaq, que significa "ele ri"). Este não era um gracejo inocente de criança. O contexto e a reação de Sara sugerem um escárnio, uma zombaria maliciosa, talvez até mesmo uma reivindicação de primogenitura e herança. Ismael, o filho segundo a carne, estava escarnecendo do filho da promessa.

A reação de Sara é imediata e dura. Ela exige que Abraão expulse Hagar e Ismael. Sua motivação é clara: “porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque”. Embora sua atitude possa parecer impulsionada pelo ciúme, o Novo Testamento revela que sua ação estava alinhada com o propósito de Deus. Ela agiu para proteger a santidade da herança prometida.



                III.     AGAR E ISMAEL, DEIXAM A CASA DE ABRAÃO


1.    Abraão despede Agar e Ismael    -    Foi um dia muito triste para Abraão. Diz a Bíblia: “Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e tomou pão e um odre de água, e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela foi-se, andando errante no deserto de Berseba” (Gn 21.14).4 Ele não deve ter dormido bem. Durante a noite, sua mente estava inquieta. Pensando em ter que ver sua esposa secundária, mãe do seu primogênito, ir embora, com o seu filho, sem ninguém para acompanhá-los, sem proteção nenhuma, em direção ao deserto. A Bíblia não diz, mas ele deve ter chorado ante aquela tão desagradável situação. 


2.     Agar e Ismael no deserto de Berseba    -     No clímax do desespero, uma verdade gloriosa é revelada: “E ouviu Deus a voz do menino”. O nome de Ismael (יִשְׁמָעֵאל - Yishma'el) significa "Deus ouve". Aqui, Deus demonstra a verdade contida em seu nome. Mesmo no deserto, rejeitado da casa da promessa, o clamor de um jovem em aflição alcança os céus.

O Anjo do Senhor, uma teofania pré-encarnada de Cristo, fala a Hagar, assim como fizera em Gênesis 16. Ele a conforta, ordena que ela se levante e cuide do filho, e reitera a promessa de que ele se tornaria uma grande nação. Então, ocorre o milagre: “Deus abriu-lhe os olhos, e viu um poço de água”.

É crucial notar que o texto não diz que Deus criou um poço, mas que Ele abriu os olhos de Hagar para que ela visse o que já estava lá. A provisão divina estava presente o tempo todo, mas o desespero e as lágrimas a cegaram. Que lição poderosa para nós! Muitas vezes, em nossos desertos, a provisão de Deus está ao nosso alcance, mas precisamos que Ele abra nossos olhos espirituais para enxergá-la.

O trecho se encerra com uma declaração simples, mas profunda: “E era Deus com o menino”. Deus cumpriu Sua promessa. Ismael sobreviveu, cresceu, tornou-se um homem forte e se estabeleceu no deserto de Parã, dando origem a um grande povo, conforme a palavra do Senhor.


3.    Deus ouviu a voz de Ismael     -     Somente Agar podería ouvir a sua própria voz, o seu clamor, e a voz do menino, mas nada podia fazer. Porém o Deus de Abraão, que não dorme nem cochila (SI 121.4), ouviu dos céus o choro lastimoso de Ismael, que olhava para sua mãe, aflita, sem poder fazer nada em seu favor; talvez pensou que o fim era chegado. Mas Deus chegou com a resposta.

E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o Anjo de Deus a Agar desde os céus e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do rapaz desde o lugar onde está. Ergue-te, levanta o moço e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação. E abriu-lhe Deus os olhos; e viu um poço de água, e foi-se, e encheu o odre de água, e deu de beber ao moço. E era Deus com o moço, que cresceu, e habitou no deserto, e foi flecheiro. E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito. (Gn 21.17-21)

Cumpriu-se o que diz o Salmo 46: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (SI 46.1). Agar jamais esperava uma providência para mudar a triste e perigosa situação em que fora obrigada a viver ao lado de seu filho. Mas, por amor a Abraão e de sua semente, o Altíssimo chegou com conforto, amor e proteção. Ele ouviu a voz do menino, na verdade, um adolescente. Além de ouvir a voz de Ismael, o Anjo de Deus mandou a providência mais urgente. Providenciou água para ambos. Agar “viu um poço de água, e foi-se, e encheu o odre de água, e deu de beber ao moço”, e deve ter bebido também. Deus não apenas os socorreu, na aflição em que se encontravam, mas lhes repetiu a promessa feita a Abraão: “Ergue-te, levanta o moço e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação” (Gn 21.18). Nem Ismael nem Agar morreram no deserto de Berseba. Ismael “cresceu, e habitou no deserto, e foi flecheiro. E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito” (Gn 21.20-21).




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.

Pr. Local: Pr. Selmo Pedro.

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

A ZOMBARIA DE ISAAC POR ISHMAEL

Qual era o significado de desmamar uma criança na Bíblia (Gênesis 21:8)? | GotQuestions.org/Portugues

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 Wh, Família Cristã Church, Cajamar, SP - YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 6. CPAD, O Nascimento de Isaque, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV



sábado, 25 de abril de 2026

LIÇÃO 05 - O JUÍZO CONTRA SODOMA E GOMORRA.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II


                    TEXTO ÁUREO

'Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez." (Gn 18.32)


                    VERDADE PRÁTICA

Deus é misericordioso e dá tempo para o arrependimento, mas, quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 18. 23-32



                        INTRODUÇÃO



Principais Aparições do Anjo do Senhor:

Agar (Gênesis 16:7-14): A primeira aparição registrada, onde o Anjo promete multiplicar sua descendência e Agar o identifica como "DEUS que me vê".
Abraão (Gênesis 22:11-18): Impede o sacrifício de Isaque e renova a promessa da aliança, falando como o próprio DEUS.
Moisés (Êxodo 3:2-6): Aparece na sarça ardente como uma chama de fogo, identificando-se como "o DEUS de Abraão, Isaque e Jacó".
Israel em Boquim (Juízes 2:1-4): O Anjo repreende os israelitas por desobediência e quebra da aliança.
Gideão (Juízes 6:11-24): Aparece debaixo do carvalho em Ofra, chamando Gideão para libertar Israel, sendo identificado como o Senhor.
Manoá e sua Esposa (Juízes 13): Anuncia o nascimento de Sansão, Ele aparece descrevendo seu nome como "maravilhoso".
Balaão (Números 22:22-35): Intercepta o profeta Balaão em seu caminho com uma espada desembainhada.
Josué (Josué 5:13-15): Apresenta-se como "Príncipe do exército do Senhor" antes da batalha de Jericó.
Elias (1 Reis 19:5-8): Alimenta o profeta Elias durante sua fuga para o monte Horebe.
Zacarias (Zacarias 1:11-12; 3:1-6): Intercede por Jerusalém e purifica o sumo sacerdote Josué, representando a restauração divina.

Características Principais:Identidade: Diferente dos anjos comuns, o Anjo do Senhor fala em primeira pessoa como DEUS, aceita adoração e intercessão e realiza feitos divinos, indicando ser uma manifestação do próprio DEUS, muitas vezes visto como o "CRISTO pré-encarnado," conforme discutido em análises bíblicas.
Significado: A expressão, que aparece dezenas de vezes, denota o mensageiro que é também o representante direto da divindade.
Frequência: As visitas focam em momentos históricos cruciais para o progresso da revelação.



Abraão orou fervorosamente por seu sobrinho Ló e sua família e para que aquelas cidades fossem salvas da destruição junto com seus habitantes, se tão-somente fossem encontrados nela uns poucos justos (50 ou menos). Vejamos e Aprendamos com ele quanta compaixão devemos sentir pelos pecadores, e quão fervorosamente devemos orar a favor deles. Aqui vemos que a ora­ção eficaz do justo pode muito em seu efeito. Sem dúvida, Abraão fracassou em seus pedidos a favor do lugar como um todo, porém Ló foi milagrosamente salvo junto com duas filhas (a esposa não fi porque olhou para trás). Então, devemos incentivar a todos a esperarem, através da oração fervorosa, a bênção de DEUS para as nossas famílias, nossos ami­gos e vizinhos. Com esta finalidade, devemos não somente orar, mas viver como Abraão. Ele sabia que o juiz de toda a terra faria justiça. Abraão não pede, nesta passagem, que o mau fosse salvo por si mesmo, nem porque fosse cruel destruí-lo, mas por amor aos justos que poderiam estar entre eles. Somente a justiça pode ser um argumento diante de DEUS.

Então, como foi que CRISTO intercedeu a favor dos transgressores? Sem culpar a lei divina nem alegar a fraqueza ou escusar a culpa humana, ofereceu a sua própria obediência até a morte. […] Todo o povo de Sodoma era mau e vil. Portanto, foi tomado o cuidado de salvar Ló e a sua família. Ló se demorou, agiu frivolamente. Assim, pois, muitos que estão convictos de seu estado espiritual e da necessidade de uma mudança, retardam esta obra tão necessária. A salvação dos homens mais justos ocorre por misericórdia de DEUS, e não pelos méritos deles. Somos salvos pela graça. O poder de DEUS deve também ser reconhecido, quando Ele retira almas de um estado de pecado. Se DEUS não tivesse sido misericordioso para conosco, a nossa demora teria sido a nossa ruína.




                I.      OS ANJOS VISITAM ABRAÃO


1.    Abraão recebe a visita dos anjos do Senhor     -    Eram três “varões”. Por que Abraão se dirige a eles e diz “Meu Senhor, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo”? Certamente, Deus lhe fez sentir que não eram visitantes humanos, e sim enviados dos céus. Mas o senti mento humano prevaleceu, e lhes ofereceu água para lavarem os pés, e pão para eles; e os anjos disseram que fizesse o que havia proposto. Ao lado de Sara, providenciou uma deliciosa refeição, que incluiu bolos, manteiga e leite, além de um gostoso churrasco, de “uma vitela tenra e boa”. E os anjos comeram e devem ter gostado muito daquela refeição. Ou seja: os anjos de Deus, algumas vezes, para cumprirem determinadas missões junto aos homens, assumiram a aparência antropomórfica, forma de homem, e se comportaram como homens, inclusive se apropriando de alimento. No desenvolvimento desse texto, veremos mais aspectos interessantes da visita dos mensageiros de Deus.


2.    A hospitalidade de Abraão     -      Em Gênesis 18, Abraão recebe três visitantes misteriosos (o Senhor JESUS e dois anjos) nos carvalhais de Manre. Demonstrando extrema hospitalidade oriental e seu conhecimento espiritaual, identificando  que seus visitantes não  eram da terra, ele corre ao encontro deles, oferece água para lavar os pés e prepara uma refeição generosa (vitela). A visita confirma a promessa de que Sara daria à luz Isaque. 

A Hospitalidade de Abraão (Gênesis 18:1-15)

  • O Encontro: Durante o calor do dia (provavelmente ao meio-dia), sentado à porta da tenda, Abraão vê três homens. Ele imediatamente se curva e os convida a descansar e comer.
  • Ação Imediata: Abraão apressa-se e pede a Sara que prepare pão, enquanto ele escolhe um bom bezerro e separa a vitela para a refeição (melhor corte), demonstrando honra aos visitantes.
  • Serviço: Abraão não apenas serve a refeição, mas fica de pé ao lado deles sob a árvore enquanto comem.
  • A Promessa: Um dos visitantes (o Senhor JESUS) reafirma que Sara terá um filho no ano seguinte.
  • O Riso de Sara: Sara, ouvindo atrás da porta da tenda, riu por dentro devido à sua idade avançada, mas foi confrontada pelo Senhor, que declarou: "Há alguma coisa difícil ao Senhor?".
  • Significado: Este ato é considerado um exemplo bíblico ímpar de hospitalidade, frequentemente hoje está associado a receber mensageiros divinos sem saber. 

“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos”. Hebreus 13:2

O relato destaca a presteza de Abraão em servir, a cultura de acolhimento ao estrangeiro e a confirmação divina do pacto. Para ler o relato bíblico completo, consulte o texto em Gênesis 18.



3.    O riso de Sara     -         Não é de admirar que Sara tenha rido. Abraão já houvera rido diante de Deus, aos 99 anos, quando Deus lhe renovou o seu pacto de que seria “pai da multidão de nações” (Gn 17.5). Mas o seu riso fora apenas no seu interior. Sara, porém, talvez mais expansiva, “riu-se consigo”, e os anjos perceberam seu riso.

  • A Negação e o Significado: Com medo, Sara negou ter rido, mas foi confrontada. O riso, inicialmente de dúvida, transforma-se após o cumprimento da promessa em Gênesis 21:1-7, quando Sara diz: "DEUS me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo".
  • Isaque: O filho nascido dessa promessa foi chamado de Isaque, cujo nome significa "riso", simbolizando a transformação da descrença em alegria. 

Essa narrativa enfatiza o poder de DEUS acima das limitações humanas e a fidelidade às promessas. Para saber mais, veja o relato completo em Gênesis 18 e  concretização da promessa em Gênesis 21. 



                II.     DEUS ANUNCIA SEUS PLANOS A ABRAÃO


1.     O anúncio da destruição     -      A misericórdia de Deus é muito grande. Sua longanimidade supera a de todas as pessoas, como expressão do seu imenso amor. A Bíblia fala sobre cinco cidades que se tornaram mal ditas por causa de sua pecaminosidade. Eram elas: Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Zoar. Elas situavam-se na campina do Jordão, região escolhida por Ló, sobrinho de Abraão, para sua morada (Gn 13.12-13). A corrupção de Sodoma e de Gomorra agravou-se diante do Senhor: “Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito” (Gn 18.20). Os habitantes de Sodoma e Gomorra envolviam-se com todo tipo de pecado. Mas, dentre eles, se destacava a homossexualidade, pecado gravíssimo, considerado “abominação ao Senhor”, punido com pena de morte na antiga aliança (Lv 18.22;20.13). E Deus resolveu destruir da face da terra aquelas cidades. 

Quando Ló recebeu dois anjos em sua casa, para o tirar de Sodoma antes da destruição, os homens da cidade cercaram a casa de Ló, para que ele mandasse sair os anjos para que “os conhecessem”. Não era para conhecê-los socialmente, mas para terem relações com eles! Era muito grande a depravação entre os habitantes daquelas cidades. Ao que parece, os homens deixaram de ter interesse sexual pelas mulheres e se voltaram para a prática abominável da homossexualidade.


2.    O pecado leva à destruição     -     Segundo o relato bíblico em Gênesis, a destruição de Sodoma e Gomorra foi causada pela extrema maldade, corrupção, orgulho e falta de hospitalidade de seus habitantes (Glutonaria, embriaguez, prostituição, adultério, homossexualidade)O pecado intenso e a falta de arrependimento levaram ao julgamento divino, resultando em destruição total por fogo e enxofre. 

Principais Aspectos da Destruição:

  • Pecados Citados: A Bíblia menciona "pecado agravado", promiscuidade e, em Ezequiel 16:49, destaca-se o orgulho, a fartura, a falta de ajuda aos pobres e o desprezo pelos necessitados.
  • O Incidente de Ló: A tentativa de violência (queriam sexo com aqueles anjos-homens) contra os anjos enviados a Ló é o ápice narrativo da corrupção local.
  • A Justiça Divina: A narrativa serve como exemplo bíblico da paciência de DEUS que chega ao limite diante da persistência no pecado.
  • Consequências: A destruição foi repentina e total, frequentemente citada como um exemplo de julgamento. 

O episódio, detalhado em Gênesis 18-19, é amplamente debatido, com perspectivas que variam entre a imoralidade geral e a falta de hospitalidade. A historicidade e o pecado central são interpretados de diversas formas, incluindo o orgulho descrito em Ezequiel 16:49.

Alguém, ignorantemente, diz que não há pecado grande ou pequeno. “Tudo é pecado”. Porém, podemos ver, na Bíblia, que há pecados com consequências maiores ou menores. No ministério terreno de Jesus, Ele considerou três cidades em situação de pecados maiores que os de outras. Duas dessas cidades são Corazim e Betsaida, a quem Jesus considerou viverem em pecados tão grandes que disse: “[...] se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido com pano de saco grosseiro e com cinza. Por isso, eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no Dia do Juízo, do que para vós” (Mt 11.21-22, grifo nosso). Ou seja: os pecados cometidos em Tiro e Sidom mereciam menos castigo do que os cometidos em Corazim e Betsaida, tendo elas sido alcançadas por grandes sinais ou prodígios operados por Jesus. 

No mesmo trecho do Evangelho, Jesus se referiu a uma terceira cidade, cujos pecados foram tão graves, ou maiores, do que os praticados em Sodoma. Ele disse: E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. Porém eu vos digo que haverá menos rigor para os de Sodoma, no Dia do Juízo, do que para ti” (Mt 11.23,24, grifo nosso). Tal declaração de Jesus não quer dizer que os pecados de Sodoma foram menores do que os de Cafarnaum, e sim que, diante dos sinais e prodígios que se operaram em Cafarnaum, se os mesmos houvessem sido operados em Sodoma, ela não teria sido destruída com a tão terrível catástrofe que a eliminou da face da terra, juntamente com mais quatro cidades.


Os homens de Sodoma queriam abusar sexualmente dos hóspedes de Ló. Algumas traduções amenizam o trecho substituindo a palavra “abusemos” pela palavra “conheçamos”, o que dá margem a outras interpretações. A verdade é que não é possível dessexualizar a expressão nesse contexto. Nitidamente, era uma tentativa de cometer imoralidade sexual. Haviam perdido todo recato, decência e vergonha, pois suas ações ocorriam em plena praça pública. Agiam como um bando desenfreado de animais selvagens. Os diques morais foram rompidos naquela sociedade.



O pecado daquelas cidades ultrapassou todos os limites imagináveis, os quais não se limitavam ao homossexualismo. Isaías associa o pecado de Sodoma e Gomorra à injustiça social; Ezequiel relaciona a perversão das cidades à exploração dos pobres, soberba e abundância de ociosidade. Por sua vez, Jeremias ressalta a imoralidade geral e o incentivo aos malfeitores (Is 1.9,15-17; Ez 16.46-51; Jr 23.14). O bem havia se tornado raro e impotente diante da escalada do mal. Será que nossa sociedade é diferente?


3.     A intercessão    -    “Longe de ti o fazeres tal coisa, matares o justo com o ímpio, como se o justo fos­se igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o Juiz de toda a terra?”

DEUS busca e espera por intercessores. Intercessão é a mais profunda dimensão de oração que conhecemos. Geralmente é um ministério pouco valorizado e incentivado, talvez por não oferecer visibilidade. Ninguém oferece credenciais para intercessores. Intercessão é um bom critério para medir a profundidade da nossa espiritualidade.
Crentes infantis oram apenas por si o tempo todo. Só gente amadurecida ora pelos outros. A grandeza de Abraão é revelada aqui: ele ora e intercede por uma ímpia cidade onde ele sequer morava; Ló, habitante de Sodoma, também faz o mesmo (2 Pe 2.7-8). Abraão é um homem que está livre do juízo destinado às cidades ímpias, mas se condói e clama por aqueles que vão enfrentá-lo. Ele não ora apenas por seus parentes, mas pela cidade inteira; não pede que sejam separados os inocentes e que os pecadores sejam deixados para morrer.

Em sua intercessão, Abraão apresenta seis pedidos pelos possíveis moradores inocentes e, diante daquela possibilidade, DEUS sempre responde: “não destruirei”. A des­truição não traz prazer ao Senhor, pois seu propósito é perdoar. DEUS estava disposto a poupar a cidade inteira se ali encontrasse ao menos dez justos (50-45-40-30-20-10). Quanta diferença uma igreja, mesmo de poucos membros, pode fazer numa cidade. Abraão não exige nada, apenas súplica com o coração dolorido. Nós somos assim? É normal vermos os cristãos indignados diante do mal, inclusive endossando campanhas por maior severidade nas leis, mas oramos compassivamente pelos maldosos? Se dependesse unicamente das nossas orações o que seria da nossa cidade? Que DEUS levante um exército de intercessores em nossa geração!




Pontos-chave da Intercessão de Abraão:

O Contexto: DEUS revelou a Abraão seus planos de destruir Sodoma e Gomorra devido à grave impiedade ali vigente, o que gerou a urgência de Abraão em interceder por Ló.


O Diálogo com DEUS: Abraão, com humildade e ousadia, iniciou uma negociação, perguntando: "Destruirás o justo com o ímpio?". Ele reduziu o número de justos necessários de 50 para 10, demonstrando persistência.


A Motivação: A intercessão foi motivada pelo amor ao seu sobrinho Ló e sua família, que residiam na cidade.


Resultado e Resgate: A oração de Abraão foi atendida. DEUS, lembrando-se de Abraão, enviou anjos para retirar Ló, sua esposa e suas duas filhas de Sodoma antes da destruição..

Esse episódio ilustra a importância da intercessão baseada na comunhão íntima com DEUS e no conhecimento de seus propósitos.



                III.     A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA


1.    Deus "é fogo consumidor"     -     Mathew Henry narra a destruição dessas cidades da seguinte forma: 

Nunca houve nada como ela, nem antes, nem de pois. O inferno choveu, do céu, sobre as cidades. Fogo e enxofre, e um vento tempestuoso, esta é a porção do seu copo (SI 11.6). Não um relâmpago, que é suficientemente destrutivo quando Deus lhe dá esta comissão, mas uma chuva de relâmpagos. Espalhou-se enxofre sobre as suas habitações (Jó 18.15), e então o fogo os devastou. Deus podería tê-los afogado, como fez no mundo antigo. Mas Ele desejava mostrar que tinha muitas flechas em sua aljava.

O amor de Deus pela humanidade é tão imenso que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo não encontrou palavras na linguagem do Novo Testamento para defini-lo, quando disse: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Porém, sua justiça não é menos indescritível. Na Bíblia está escrito: “Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus” (SI 9.17). 

Comete um grave erro contra a verdade aquele que diz que “Deus é amor” e a ninguém exclui. Sim, Deus é amor! Seu amor é inclusivo a todos, no plano da salvação; é para toda a humanidade, para “todo aquele que nele crê”, mas essa condição é indispensável. Só é salvo quem crê e obedece à sua Palavra, vivendo em santidade e santificação. Está escrito: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Diz ainda a Palavra de Deus: “[...] como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pe 1.15). O amor de Deus é includente para todo o que nEle crê; mas é excludente para quem rejeita a sua Palavra.


2.    Uma catástrofe sem igual     -     Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos Lucas 17:29

Então o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra; Gênesis 19:24

O Pecado de Sodoma e Gomorra


A destruição é frequentemente citada como um castigo por "relações sexuais antinaturais" (referência à tentativa de assédio aos anjos que visitaram Ló) e por uma conduta perversa, incluindo inospitalidade violenta. Ezequiel 16:49 adiciona contexto ao mencionar que a iniquidade incluía: Soberba e orgulho.
Fartura de pão e ociosidade.
Falta de auxílio aos pobres e necessitados.

(Glutonaria, embriaguez, prostituição, adultério, homossexualidade).

A Catástrofe e a Salvação de Ló


DEUS enviou mensageiros (2 anjos) para salvar Ló, sobrinho de Abraão, e sua família, pois eram considerados justos em comparação ao restante da população. A esposa de Ló, no entanto, foi transformada em uma estátua de sal ao olhar para trás durante a fuga, desobedecendo a ordem divina (provou não estar convertida a DEUS – amava Sodoma).

Interpretação e Arqueologia Significado Teológico: A história é usada no Novo Testamento como um exemplo eterno do julgamento de DEUS sobre o pecado.


Arqueologia:
Alguns arqueólogos, como Steven Collins, sugerem que o sítio arqueológico de Tall el-Hammam, na Jordânia, pode ser a localização de Sodoma, argumentando que evidências de uma destruição por calor extremo (uma possível explosão aérea) coincidem com o relato bíblico, embora esta teoria não seja universalmente aceita na comunidade arqueológica.


3.     Transformada em estátua de sal     -  A história bíblica de Gênesis 19 relata que a mulher de Ló desobedeceu à ordem divina de não olhar para trás ao fugir da destruição de Sodoma e Gomorra. Ao olhar para a cidade, ela foi instantaneamente transformada em uma estátua de sal, simbolizando a desobediência, o apego ao passado e as consequências de ignorar as advertências de DEUS.

A Ordem: Anjos ordenaram que Ló e sua família fugissem sem olhar para trás.
A Desobediência: A esposa de Ló, movida por saudade ou curiosidade, olhou para trás durante a destruição.
O Resultado: Ela virou uma estátua de sal (ou coluna de sal).
Significado Espiritual: É usada como um alerta contra o apego às riquezas e ao mundo, e a importância de seguir em frente na fé.

A passagem é frequentemente citada, inclusive por JESUS (Lucas 17:32), como uma lição sobre a falta de firmeza na fé.


“E a mulher de Ló olhou para trás e converteu-se numa estátua de sal.”

Os valores morais e espirituais de Sodoma e Gomorra estavam num nível muito inferior aos valores materiais. Sequer havia 10 justos ali. As cidades eram prósperas e a região tão fértil que foi comparada ao Jar­dim do Éden (13.10). Por isso mes­mo, a mulher de Ló olhou para trás (a palavra traduzida por “olhou” é “prestar atenção”, “mostrar consi­deração”, “estar comprometida”). Certamente, pensando na perda que representava sair de lá. Sodoma e Gomorra a seduziram com seus apelos mundanos. Sair de Sodoma não foi fácil para Ló e sua família. O mundo é sedutor e está malignamente organizado para atrair o pecador. Como já foi dito, nós só conhecemos o poder de uma cultura quando tentamos mudá-la e só percebemos a força do materialismo e da imoralidade quando decidimos viver de modo simples e na dependência de DEUS. Sem alternativas imediatas, Ló é lento para sair e sua intercessão por Zoar é fruto de inte­resses em preservar sua família (19.20).




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.

Pr. Local: Pr. Selmo Pedro.

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Livro: Comentário bíblico de Matthew Henry (4a ed – Rio de Janeiro, CPAD, 2004, pgs. 61-62). 




domingo, 19 de abril de 2026

LIÇÃO 04 - A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                        TEXTO ÁUREO

"E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti." (GN 17.7)


                        VERDADE PRÁTICA

Deus é fiel para cumprir tudo aquilo que nos prometeu.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 17. 1-9



                    INTRODUÇÃO


Deus sempre deixa bem claro os seus propósitos para com a humanidade e, principalmente, para seus servos.  No capítulo 12 de Gênesis, Deus falou com Abrão, prometendo-lhe que ele seria feito “uma grande nação” (Gn 12.2); no capítulo 15, ante a dificuldade de entender a promessa, Abrão questiona Deus, e Ele lhe responde, prometendo que lhe daria a terra onde estava a sua semente (Gn 15.18). Mas, como vimos, a impaciência de Sarai o levou a aceitar a proposta dela para se unir a Agar e ter filho com sua serva. Com base em Gênesis 17, vemos que, quando Abrão já contava 99 anos, o Senhor lhe apareceu, e mudou o nome dele e o de sua esposa, para que suas identidades estivessem em harmonia com o plano de Deus em suas vidas. Neste capítulo, vemos que Deus renovou suas promessas ao patriarca, mas o fez com uma condição: “anda em minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1). A princípio, essa condição parece impossível de ser atendida. Como alguém pode ser perfeito na presença de Deus? A Bíblia diz que, no mundo, “na verdade, não há homem justo sobre a terra, que faça bem e nunca peque” (Ec 7.20; 1 Rs 8.46). Conforme entendemos, a Bíblia não tem contradições. O homem jamais poderá ter a perfeição absoluta. Esta só Deus a tem. Porém a perfeição que Deus exigiu de Abrão referia-se à sua integridade espiritual e moral, sinônimo de santidade ou irrepreensibilidade (Cf. 1 Ts 5.23). Em seguida, Deus renovou 0 concerto já firmado anterior mente, estendendo-o à sua descendência (Gn 17.2-14).



                I.    DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E SARAI


1.    O novo nome de Abrão    -      Havia uma conexão entre eles e a vontade de Deus. Era um ato de fé, vinculado muitas vezes aos acontecimentos vividos pelos genitores. Exemplos diversos são encontrados na Bíblia. Quando José teve seu primeiro filho, e lhe pôs o nome de Manassés, ele já era governador do Egito. Depois de ter sofrido tanto, ser desprezado pelos próprios irmãos, vendido como escravo para o Egito, ao interpretar o sonho de Faraó, pela sabedoria que Deus lhe dera, José pôs o nome no seu primogênito de Manassés, que significa “Deus me fez esquecer”, ou “esquecimento”, em alusão a tudo o que passara entre seus irmãos, na casa de seus pais. Ao segundo filho, deu o nome de Efraim, que significa “duplamente frutífero”, ou “Deus me fez crescer” (Gn 41.51-52). H á casos em que a mudança de nome foi feita pelo próprio Deus, tendo em vista seu plano para algumas pessoas.

No caso de Abrão, seu nome original significa “pai exaltado”. Diante do plano de Deus em sua vida, esse nome não parecia adequado para a sua história. Deus lhe apareceu quando ele estava com 99 anos, renovou suas promessas para ele, e lhe mudou o nome, dizendo:

Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações. E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho posto. E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti. E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti. E te darei a ti e à tua semente depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão, e ser-lhes-ei o seu Deus. Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás o meu concerto, tu e a tua semente depois de ti, nas suas gerações (Gn 17.4-9)


2.    O novo nome de Sarai     -     O nome Sarai tem significado em hebraico e a sua tradução 

mais comum é “minha princesa” ou “minha senhora”. Sarai é 

o nome original da matriarca Sara, esposa de Abraão. A mudança de nome ocorreu quando Deus anunciou que ela teria um filho. Face ao plano de Deus para Sarai, que era mulher estéril, esposa de Abraão, “pai da multidão de nações”, Deus mudou seu nome para Sara, cujo significado é “mãe das nações”. 

Diz a Bíblia:

Disse Deus mais a Abraão: a Sarai, tua mulher, não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome. Porque eu a hei de abençoar e te hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela. (Gn 17.15-16)

Mais um exemplo de que, quando Deus age, todas as coisas, em seus mínimos detalhes, harmonizam-se de forma especial. Um “pai exaltado” e uma “princesa” não estariam de acordo com o desígnio de Deus. Porém um “pai da multidão de nações” (Abraão) e uma “mãe das nações” (Sara) estariam unidos para cumprir o plano do Senhor para suas vidas. E assim aconteceu, como nos mostram as Escrituras.


3.    O pai da fé riu diante da promessa    -    A frase "O pai da fé riu diante da promessa" refere-se a um momento crucial na história bíblica de Abraão (Gênesis 17:17), quando ele, aos 99 anos, recebeu a promessa de Deus de que teria um filho com sua esposa Sara, que já era idosa (89 anos). 

O contexto do riso de Abraão:

  • O Riso e a Prostração: Em Gênesis 17:17, é dito que Abraão caiu sobre o seu rosto, riu e disse no seu coração: "A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara, aos noventa anos?".
  • Significado do Riso: Embora o riso de Sara posteriormente (Gênesis 18:12) tenha sido de dúvida, alguns intérpretes sugerem que o riso de Abraão pode ter sido uma mistura de surpresa, alegria, espanto ou até mesmo incredulidade momentânea diante da impossibilidade física, e não necessariamente cinismo, pois ele se prostrou em reverência.
  • O "Pai da Fé" com Dúvida: Abraão é chamado de "pai da fé", mas esse episódio destaca sua humanidade e momentos de hesitação antes da plena convicção.

Não podemos criticar Abraão por seu riso. Em sua velhice, casado com uma esposa estéril, podemos compreender sua estranheza. Ele não riu diante das pessoas. Ele “riu-se, e disse no seu coração”, no seu interior somente. Em pensamento, ele disse que achava muito estranho que um homem de 100 anos e a esposa, com 99 anos, em extrema velhice, e, ainda mais, sendo ela estéril, tivessem um filho. Seria isso possível? Mas ele se esqueceu de que, quando Deus quer operar, nada e ninguém o pode impedir (cf. Is 43.13). “Porque para Deus nada é impossível” (Lc 1.37). Após o riso, Deus confirmou seu plano na vida de Abraão e lhe disse de forma muito clara: “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele” (Gn 17.19).



                II.     A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DEUS COM ABRÃO


1.    O chamado de Deus a Abraão foi especial    -     O chamado de Deus a Abraão (Gênesis 12) foi especial por representar uma ruptura drástica com a idolatria de seu Pai e o passado, exigindo fé incondicional para deixar sua terra e parentela rumo a um lugar desconhecido. Deus prometeu transformar Abraão em uma grande nação, abençoar o seu nome e, por meio dele, abençoar todas as famílias da terra. 

Pontos marcantes do chamado de Abraão:

  • Renúncia Total: Abraão precisou deixar para trás sua terra, parentes e a casa de seu pai, rompendo com a cultura de Ur para seguir um chamado divino.
  • Fé no Desconhecido: Ele obedeceu sem saber para onde ia, confiando apenas na promessa de Deus de guiá-lo à terra de Canaã.
  • A Promessa da Aliança: A promessa incluiu uma descendência numerosa (mesmo sendo Abraão idoso e sua esposa estéril), a proteção divina e a formação de um novo povo.
  • Propósito Profético: O objetivo era mais do que geográfica, era estabelecer uma nação santa através da qual o Messias viria ao mundo. 

A resposta de Abraão foi imediata, caracterizando-o como o pai da fé, mudando sua vida de um morador local para um peregrino sob a promessa de Deus, conforme explica. 

E creu ele no Senhor, e imputou-lhe isto por justiça. Gênesis 15:6

Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça

Romanos 4:3

Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Gálatas 3:6

E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus. Tiago 2:23

Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás a minha aliança, tu, e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações. Gênesis 17:9

ALIANÇA3 Em hebraico, uma “aliança” é determinada pelo termo berit, e berit karat siçnifica “fazer (lit., ‘cortar’ ou ‘lapidar’) uma aliança”. Em grego o termo é diatheke (que pode significar tanto “pacto”como “último desejo e testamento”), e o verbo é diatithemi (At 3.25; Hb 8.10; 9,16; 10.16). Uma aliança é um acordo entre duas ou mais pessoas em que quatro elementos estão presentes: partes, condições, resultados, garantias. As alianças bíblicas são importantes como uma chave para duas grandes facetas da verdade: Soteriologia - O plano de Deus através de Jesus Cristo para redimir os seus eleitos, está revelado de uma maneira ampla e profunda nas sucessivas alianças. Profecia - As alianças abraâmica, palestina, davídica e as novas alianças abrem todo o panorama relacionado à primeira e à segunda vinda de Cristo, e o seu reinado milenar na terra. A maior parte das grandes alianças revela fatos relacionados ao sofrimento, sacrifício, governo, e reinado do Messias. A maneira como estas duas correntes de pro fecia devem ser interpretadas determina finalmente a sua escatologia, se ela deve ser amilenial, pós-milenial, ou pré-milenial, A questão a ser encarada é se o método a ser aplicado a ambas correntes de profecia será o mesmo.  

As Partes. Estas podem ser; 

(1) Indivíduos, como por exemplo Abraão e Abimeleque (Gn 21.27) ou Jacó e Labão (Gn 31.44-46), quan do cada um se sujeitou a certas condições e ofereceu uma prova como garantia da alian ça feita. 

(2) Nações, como quando Naás, o amonita tentou forcar uma aliança sobre Jabes-Gileade em 1 Samuel ll.lss,, ou quan do os israelitas foram tolamente levados a fazer uma aliança com os gibeonitas (Js 9.6 16). 

(3) Deus e o homem eram as partes das grandes alianças do reino messiânico, tal como a aliança Abraâmica (Gn 12.1-7; 15; 17.1-14; 22.15-18), a aliança Palestina (Dt 29-30), e a aliança Davídica (2 Sm 7.4-16; SI 89,3,4,26-37; 132.11-18). 

(4) Deus, o Pai, e Jesus Cristo, eram as partes originárias da aliança da redenção (SI 40.6-8; Hb 10.5 14), sendo Cristo o mediador desta aliança, enquanto Deus e os indivíduos (Hb 7.9ss.) e Deus e Israel (Jr 31.37) eram seus companheiros eficazes. O Pai e o Filho eram a par te líder da aliança da graça, Deus Pai fez uma aliança com Cristo para salvar pela graça aqueles que cressem no Filho, e em sua morte substitutiva. Esta aliança se tornou o fundamento de Romanos 4 e Hebreus 11, as duas loci dassici, ou passagens principais concernentes à justificação pela fé no NT. No AT, os indivíduos entravam nesta aliança através de sua fé salvadora, em uma aceitação de um tipo de Cristo no AT, e no NT pela mesma fé com a aceitação do modelo oposto, o próprio Senhor Jesus Cristo. 

Condições. Em cada aliança são expressas certas condições. Isto se aplica tanto às alianças unilaterais, ou seja, anunciadas por Deus para um homem e promulgadas com a certeza de que acontecerão, e nesse ponto incondicionais; e também àquelas que são bilaterais, ou seja, aquelas alianças que es tão totalmente condicionadas à aceitação e ao cumprimento por ambas as partes. Todas as alianças humanas são bilaterais e condicionais, As alianças entre Deus e o homem podem ser principalmente unilaterais, como a aliança abraâmica, a davídica, e a nova aliança; ou bilaterais, como por exemplo, a aliança mosaica. Ainda podemos ficar confusos se não enxergarmos que até mesmo as alianças unilaterais têm essencialmente um aspecto bilateral, à medida que a sua aplicação diz respeito aos indivíduos. Isto pode ser visto no fato descrito por Paulo em Romanos 9 de que, embora as alianças pertençam a Israel, “nem todos os que são de Israel são israelitas; nem por serem descendência de Abraão são todos filhos” (Rm 9.6,8). Elas se aplicam aos eleitos. Mais adiante vemos que o selo, sinal ou símbolo de alguém ter aceitado o relacionamento da aliança por um ato de fé individual é um passo de obediência, mesmo na aliança abraâmica, cujo sinal era a circuncisão (cf. de grande parte daquilo que está contido em Gn 17.10,11 onde o sinal foi declarado como parte de uma aplicação individual da alian ça. “Esta é minha aliança... todo macho en tre vós será circuncidado”). Qualquer tentativa de separar o elemento unilateral da aliança abraâmica da sua aplicação individual torna-se artificial e, portanto, o conhecimento de ambos os fatores - unilateral e bilateral - em tal aliança se faz necessário, assim como o batismo nas águas é o sinal ou a confirmação da associação de alguém na nova comunidade da aliança. As análises mostram que os elementos unilaterais em uma aliança são proféticos e, portanto, condicionados ao ponto em que são dependentes da aceitação pessoal pela fé, com a motivação que vem da graça soberana de Deus. 

Resultados. Estes podem ser também pro messas de bênçãos quando a aliança é mantida, ou advertências de punição quando a aliança é quebrada - ou ambas. Por exemplo, na aliança abraâmica havia uma promessa de descendência (que de acordo com Gálatas 3.16 era Cristo; cf. Gn 12.1-3; 13.16; 22.18), de uma terra, de fama e de uma grande posteridade. Estes fatos eram proféticos e certos. Ao mesmo tempo, havia um aspecto condicional, porque cada participante crente tinha que ser circuncidado como um sinal da sua fé, mesmo no caso de Abraão (Gn 17.9-17; Rm 4.11). Aqueles que se recusavam a ser circuncidados quebravam a aliança (Gn 17,14). Esta cerimonia apontava para Cristo em quem nós, cristãos, somos circuncidados com a “circuncisão de Cristo” (Cl 2.11). Tudo isso é condicional, pois a sua base é a fé salvadora.

 Garantias. A garantia que se dava para as segurar o cumprimento da aliança era normalmente um juramento. Para os homens, era um juramento tão solene que constituía o caráter do desejo ou testamento. A idéia é que assim como o testador não poderia mudar a sua vontade quando morto, o criador da aliança também não poderia mudá-la. A forma de expressá-la era matando um animal, partindo-o ao meio, e em seguida passando-se pelo meio de ambas as partes (Gn 15.9ssJ. Cristo selou a nova aliança através de sua morte (Hb 9.15-17), e instituiu a Ceia para celebrá-la (Mt 26.28; Mc 14.25; 1 Co 11.25,26). Às vezes se fazia uma oferta (Gn 21.30), ou se instituía um sinal, como um marco ou um monte de pedras (Gn 31.52). Como Deus não tem nada e ninguém maior do que Ele mesmo para jurar, também confirmou as suas alianças jurando por si mesmo (Dt 29.12; Hb 6.13,14), por exemplo, ao confirmar a sua aliança com Abraão, ao jurar pelo seu controle providencial do mundo, e ao anunciar a nova aliança em Jeremias 31.35; 33.20.


2.    Qual o objetivo do concerto com os patriarcas?     -        O objetivo do concerto (aliança) de Deus com Abraão, Isaque e Jacó era estabelecer uma nação santa (Israel) para revelar Sua vontade ao mundo, formar uma aliança inquebrável com Seu povo e, fundamentalmente, providenciar a salvação para todas as nações da terra através da descendência deles, o descendente JESUS.

Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós, Romanos 4:16 

Porque a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé. Romanos 4:13

  • A "Semente" Singular: Paulo argumenta que a Escritura não usa o plural "aos descendentes", mas sim o singular "ao seu descendente", focando em uma pessoa específica, que é Cristo. DEUS chama Abrão tendo em vista JESUS CRISTO.

Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. Gálatas 3:16

 

Principais Objetivos e Promessas do Concerto:

  • Salvação Universal: O propósito supremo era abençoar todas as famílias da terra, cumprido na figura de Jesus Cristo.
  • Formação de uma Nação: Criar um povo escolhido, Israel, que servisse como testemunha de DEUS e donde nasceria JESUS.
  • Promessa de Terra: Promessa de uma Terra extensa como herança perpétua para a descendência dos patriarcas (só será realizada no milênio).

De acordo com Josué 1:4, 13.1, 21:43-45 e outras passagens, a promessa dada por DEUS a Israel abrange uma área vasta, descrita com os seguintes limites: 

Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates; ¹⁹ E o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, ²⁰ E o heteu, e o perizeu, e os refains, ²¹ E o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu. Gênesis 15:18-21 – Hoje Israel só tem cerca de 2.8% das terras que DEUS lhes deu.

Josué 1:4 - Sul: O deserto. Norte: O Líbano e a terra dos hititas (Síria). Leste: O grande rio, o Rio Eufrates. Oeste: O Grande Mar (Mar Mediterrâneo).

  • Multiplicação e Proteção: Promessa de transformar a semente de Abraão em uma "multidão de nações" e protegê-los.
  • Aliança Pessoal: Estabelecer um relacionamento inquebrável, onde Deus se torna o "Deus de Abraão, Isaque e Jacó". 

Os patriarcas funcionaram como fundadores desta fé servindo como líderes espirituais e familiares nesta aliança. 


3.    O concerto e as promessas     -    O concerto de Deus com Abrão (Gênesis 12, 15, 17) foi uma aliança incondicional e solene, onde Deus prometeu torná-lo pai de uma grande nação, dar-lhe uma extensa terra, incluindo Canaã e abençoar todas as famílias da terra através de sua descendência. As promessas incluíam descendência inumerável, proteção divina e mudança de nome (Abrão para Abraão).

Principais Elementos do Concerto e Promessas (Gênesis 12, 15, 17):Terra: Promessa da extensa terra, incluindo Canaã para a sua descendência.
Descendência (Semente): Promessa de uma numerosa posteridade, que resultaria em uma grande nação e, eventualmente, em Cristo.
Bênção Universal: "Em ti serão benditas todas as famílias da terra" (através de JESUS).
Nome Grande: Deus engrandeceria o nome de Abraão.
Proteção: Deus seria o escudo e o galardão de Abraão.

Detalhes do Pacto:O Sinal: O sinal físico do concerto foi a circuncisão de todos os homens da sua casa.
Mudança de Nomes: Abrão ("pai exaltado") tornou-se Abraão ("pai de uma multidão de nações"), e Sarai ("minha princesa") tornou-se Sara ("mãe de nações").
Cumprimento: Apesar da espera de 25 anos (dos 75 aos 100 anos de Abraão), Deus cumpriu a promessa com o nascimento de Isaque, conforme narrado em Gênesis 21.

O pacto, explicado detalhadamente na Bíblia, estabelece Abraão como pai da fé, com as promessas se estendendo a todos os crentes por meio de Cristo. A narrativa bíblica completa do chamado e da aliança pode ser lida em Gênesis 12 e Gênesis 17



                III.     O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO


1.   Todo macho será circuncidado    -    A circuncisão consistia numa cirurgia, na qual a pele que cobre a glande do órgão genital masculino é removida. E feita há muitos anos. Originalmente, por motivos espirituais, como entre o povo de Israel, mas, atualmente, pode ser feita por motivos higiênicos, de saúde ou para evitar enfermidades, como para corrigir a fimose ou a parafimose. Mesmo sendo uma cirurgia de pequeno porte, certamente, no tempo de Abraão, e tempos depois, até no Novo Testamento, deve ter sido muito dolorosa, pois não havia qualquer tipo de anestesia. A Bíblia relata a história da vingança de Simeão e Levi contra os cananeus, quando Diná, sua irmã, se envolveu com Siquém, filho de Hamor. Eles tiveram relações e isso foi considerado uma grande afronta contra a sua família. Os dois filhos de Jacó enganaram os cananeus, dizendo que não haveria nenhuma ação contra eles se todos os machos se circuncidassem. Eles aceitaram a ideia e passaram pela circuncisão. O texto bíblico diz:

E aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a mais violenta dor, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, e entraram afoitamente na cidade, e mataram todo macho. Mataram também a fio de espada a Hamor, e a seu filho Siquém; e tomaram Diná da casa de Siquém e saíram. (Gn 34.25-26). Nesse episódio, todos os circuncidados eram jovens ou adultos. Sofreram tão violenta dor que não puderam lutar contra os filhos de Jacó. Provavelmente, a dor dos que eram circuncidados como bebês, ao oitavo dia, não era menor que a dos adultos, mas, em sua inocência, não percebiam o grande trauma que lhes era imposto. Talvez por isso Deus estabeleceu a circuncisão ao oitavo dia depois do nascimento


2.     Quando deveria ser feita a circuncisão    -    O Prazo: Bebês com oito dias de nascidos ou mais até os mais velhos.
A Consequência: O incircunciso que não fizesse o pacto na carne seria extirpado do seu povo.

Abraão obedeceu imediatamente, circuncidando a si mesmo, seu filho Ismael e todos os homens de sua casa.. Esta aliança foi confirmada ao longo das gerações, com Isaque e seus descendentes. Isaque também foi circuncidado ao oitavo dia conforme Gênesis 21:4 e confirmado em Atos 7:8.

A circuncisão de bebês no oitavo dia de vida é uma prática mantida pelos judeus até os dias de hoje.


A circuncisão é praticada atualmente por diversos povos e culturas, motivada principalmente por razões religiosas, culturais, higiênicas ou médicas. Os principais grupos incluem: Povos Judeus: A circuncisão (Brit Milá) é um pacto religioso fundamental, geralmente realizado no oitavo dia de vida do menino.
Povos Muçulmanos: A prática é amplamente seguida em nações muçulmanosas, sendo quase universal em países como Irã, Iraque, Cisjordânia, Iêmen, Indonésia e Síria.
Cristãos Ortodoxos e Copta: Praticada em comunidades específicas, como a Igreja Ortodoxa Etíope e a Igreja Ortodoxa Eritreia, além dos cristãos coptas.
Povos da África Subsaariana: A circuncisão é uma prática tradicional e ancestral em muitas tribos, muitas vezes atuando como um ritual de passagem para a vida adulta.
Povos do Oriente Médio e Ásia: Inclui samaritanos, drusos e outras populações na região da Ásia Ocidental.
Culturas Ocidentais e Asiáticas (não religiosas): A prática é comum em países como os Estados Unidos, Coreia do Sul e Filipinas, frequentemente por razões de higiene ou profilaxia médica.

A circuncisão também é realizada como um procedimento médico preventivo contra infecções ou para tratar condições como a fimose.



Gênesis 21:4 registra o momento em que Abraão circuncida seu filho Isaque com oito dias de vida, obedecendo rigorosamente à ordem de Deus. Este ato sela a aliança divina, confirmando Isaque como o herdeiro da promessa, conforme relatado em várias versões bíblicas.

Pontos-chave de Gênesis 21:4:Obediência: Abraão cumpre a ordem divina estabelecida anteriormente.
Contexto: Isaque, filho da promessa, é circuncidado no oitavo dia.
Significado: Marca a continuidade da aliança de Deus com a descendência de Abraão


3.    A circuncisão do coração    -     Jeremias 4:4:

"Circuncidade-se ao Senhor; removam o prepúcio de seus corações, ó homens de Judá e habitantes de Jerusalém; para que minha ira não se espalhe como fogo, e não queime sem que ela a apague, por causa do mal dos teus atos."

Em Romanos 2:29, Paulo argumenta que "um judeu é um interiormente" e que "a circuncisão é uma questão do coração." Mas isso não é um argumento novo. O Antigo Testamento está repleto de referências à circuncisão do coração; foi entrelaçada na linguagem da aliança de Deuteronômio. À medida que o Pentateuco se aproxima do fim e Deus lembra aos israelitas que eles não conseguirão cumprir a aliança, Ele também promete um dia em que o trabalho do coração acontecerá. Quando isso acontece, Deus usa a linguagem de circuncidar o coração em vez de apenas a carne. Isso nos diz que Jeremias provavelmente está absorvendo essa imagem profética da história inicial dos israelitas.

O contexto de Jeremias 4:4 é importante aqui. Isso faz parte do ato de arrependimento. Esta seção em particular é comparada a uma cerimônia de re-covenant. Mas é importante que eles não apenas passem por rituais externos, mas que sua dedicação e devoção ao SENHOR sejam do coração. A linguagem aqui será retomada em Jeremias, quando nos disserem sobre a nova aliança que Deus fará com Seu povo. John Thompson explica isso muito bem:

Circuncidar o coração significa remover os corações frios, mortos, calejados e de pescoço rígido que tantas vezes marcaram o povo e, em vez disso, voltar totalmente — com todo o eu — ao SENHOR em dedicação.


O Coração Circuncidado e a Vida Cristã

Ter um coração circuncidado é essencial para o verdadeiro discipulado. Quando falamos de um coração ligado a Deus, falamos de um coração que está em sintonia com a vontade divina. Um coração circuncidado é um coração que se arrepende, que ama a Deus e aos outros, e que busca viver em obediência às Escrituras.

A Transformação Interior

Um aspecto fundamental de ter um coração circuncidado é a transformação interior que se manifesta em ações externas. O apóstolo Paulo nos ensina em 2 Coríntios 5:17 que “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo”. Essa nova criação está intrinsecamente ligada à renovação do coração e à disposição para abandonar velhos hábitos e práticas que não agradam a Deus.

A circuncisão do coração implica em uma renovação que não é apenas emocional, mas espiritual. Isso significa que, à medida que nos entregamos a Deus, Ele opera em nós para transformar nosso modo de pensar, nossas prioridades e a essência do que somos. Essa mudança é visível e impacta nossa vida em comunidade, nossa família e nossa igreja.

Reflexão e Compromisso

Em um mundo que frequentemente valoriza aparências e superficialidades, a circuncisão do coração nos desafia a focar naquilo que realmente importa: nossa relação com Deus e nosso amor ao próximo. Ao olharmos para dentro, somos confrontados com a necessidade de um coração pure e sincero.

Como podemos responder a este chamado? Através da rendição a Deus, da busca por mudança e pelo compromisso de vivermos em santidade. Cada dia é uma oportunidade de buscar intimidade com Deus, de nos deixar moldar por Sua Palavra e de permitir que o Espírito Santo faça a obra necessária em nossos corações.

A circuncisão do coração não é apenas uma chamada ao arrependimento, mas um convite à vida plena em Cristo. Portanto, que possamos nos dispor a essa transformação. Que nossos corações sejam verdadeiramente circuncidados, prontos para refletir a luz e a amor de Cristo em todas as áreas de nossas vidas.

Que ao olharmos para o nosso interior, possamos encontrar um coração que não está apenas em conformidade com regras, mas que é verdadeiramente moldado pelo amor e pela graça de Deus. Que assim seja a nossa oração, e que Deus continue a realizar a Sua obra em nós, fazendo-nos sua nova criação.




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Dicionario-Biblico-Wycliffe-Charlesf.pdf

O que é a circuncisão do coração? | Ferramentas para Estudo Bíblico

O que significa ter um coração circuncidado?

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 Wh, Família Cristã Church, Cajamar, SP - YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 4. CPAD, A Confirmação de Uma Promessa, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV