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Pb. Junio - Congregação Boa Vista II |
TEXTO ÁUREO
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações." (At 2.42)
VERDADE PRÁTICA
Como o sal fora do saleiro cumpre a sua função de salgar, assim a Igreja quando adora e discipula, testemunha das insondáveis riquezas de Cristo.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Mc 16. 14-20; At 2. 42-47
INTRODUÇÃO
A missão da Igreja de Cristo está centrada na poderosa mensagem da cruz e é expressa na Grande Comissão de Mateus 28.19. Essa comissão transcende fronteiras e chama a igreja a proclamar ativamente a redenção de Cristo a todas as nações. Além da proclamação, a igreja é desafiada a se tornar uma comunidade adoradora de comunhão, dedicando-se à adoração genuína e fortalecendo laços fraternos. A missão da igreja não se limita ao âmbito espiritual, estendendo-se à ação social e à relevância na sociedade. Assim, a Igreja de Cristo cumpre sua vocação quando, iluminada pelo Evangelho, proclama, adora, comunica e age, impactando o mundo com a mensagem transformadora da cruz.
I. PREGAÇÃO E INSTRUÇÃO
1. Proclamando as Boas-Novas - A igreja cumpre a sua missão somente quando tem consciência de que serve a um Cristo vivo. Nesse aspecto, é bom recordarmos que os discípulos ainda tinham na memória um Cristo morto:"[...] lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado" (Mc 16.14). A igreja não cumprirá o seu papel na Grande Comissão com um Cristo morto. Esse fato pode ser visto a partir do encontro que Jesus teve com dois dos seus discípulos no caminho de Emaús (Lc 24.13-35). Como os discípulos citados por Marcos, Lucas também mostra que os dois discípulos do caminho de Emaús ainda continuavam com um Cristo morto nas suas memórias. Tudo o que eles pensavam e faziam tomavam por base o fato de que Jesus ainda continuava sem vida.
2. O objeto da pregação - A mensagem da cruz é o próprio Evangelho em sua plenitude. Isso significa que a palavra da cruz é a revelação de Deus centrada na obra de Cristo, isto é, na encarnação e crucificação de Cristo. A mensagem da cruz fala unicamente de Cristo. Na mensagem da cruz não há espaço para qualquer habilidade ou realização humana. A mensagem da cruz não se fundamenta na capacidade da racionalidade e sabedoria humana, mas exclusivamente no propósito eterno de Deus. A mensagem da cruz não é aprazível ao paladar humano. A mensagem da cruz não é uma palavra de autoajuda, ao contrário, quando a mensagem da cruz é pregada de forma plena ela é motivo de ofensa. Sim! A mensagem da cruz ofende o pecador! Ela expõe a miséria do homem e sua total incapacidade de salvar-se a si mesmo. Ela escandaliza alguns, e não faz sentido a outros (1 Coríntios 1:22). Mas de acordo com a Palavra de Deus, a mensagem da cruz causa dois tipos de reação nos homens: há os que se perdem ao desprezá-la e enxergá-la como loucura; e há os que são salvos ao enxergá-la como sabedoria e poder de Deus para a salvação.
3. Discipulando os convertidos - Bem, vejo que o discipulado é, de longe, a ferramenta mais importante para preparar os crentes para influenciar positivamente este mundo. Não existe outra maneira da Igreja crescer, em quantidade e com qualidade, se não for através do Discipulado. É no discipulado que os novos convertidos são orientados para enfrentarem os desafios do presente século e é onde são treinados para o serviço do Mestre. O Discipulado é extremamente importante para a Igreja hoje. Só através do trabalho do Discipulado é que a Igreja poderá vencer os desafios que nos são apresentados na atualidade. “A decisão é 5%; o seguimento é 95%” (Billy Graham).
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II. ADORAÇÃO E EDIFICAÇÃO
1. Uma comunidade adoradora - O sentido de adoração é representado por várias palavras hebraicas e gregas no Antigo e Novo Testamentos, respectivamente. Isso significa que o vocábulo bíblico referente à adoração é realmente muito amplo. Mas de forma geral, o conceito essencial sobre adoração na Bíblia expressa as ideias de “serviço” e “reverência”. No Antigo Testamento, os termos hebraicos ‘abad, “servir”, “trabalhar”; e shaha, que significa “curvar-se”, “prostrar-se”, são os mais frequentemente utilizados. Já no Novo Testamento, a prática da adoração é referida principalmente pelos termos gregos proskyneo, “prostrar-se”, “inclinar-se”; latreuo, “prestar serviço”; e sebomai e seus cognatos, significando “reverenciar”, “ficar admirado”. Quando aplicados à adoração a Deus, esses termos expressam a atitude de profundo temor, reverência, admiração, veneração e devoção dos servos de Deus à luz da compreensão de Sua grandeza e das maravilhas de Suas obras. O entendimento desse significado é importante para uma correta definição da adoração a Deus.
A importância da adoração
Jamais um cristão deve negligenciar a importância vital da verdadeira adoração a Deus em sua vida. O reformador João Calvino está absolutamente certo quando diz que, incontestavelmente, o primeiro fundamento da justiça é a adoração a Deus. Mas a adoração a Deus não é meramente um combinado de gestos e posturas; não é a entoação de belas músicas ou a declamação de palavras bonitas e frases de efeito. A verdadeira adoração a Deus é um serviço que envolve a pessoa do adorador por completo, em todo seu ser, o tempo todo, e não apenas nas manhãs e noites de domingo. Uma adoração marcada simplesmente por externalidades é inútil diante de Deus (Mateus 15:8,9). Mas o Senhor Jesus ensina que os verdadeiros adoradores são aqueles que adoram o Pai em espírito e em verdade (João 4:23,24). Como bons mordomos da adoração ao Senhor, devemos entender que não há adoração a Deus sem reverência pela santidade de Seu Nome; sem admiração pela grandeza de Seus atributos; sem alegria pelas maravilhas de Suas obras; sem humildade e confissão de pecados diante de Sua justiça; e sem gratidão diante de Seu extraordinário amor misericordioso manifestado em sua indescritível graça revelada na pessoa de Jesus Cristo. Praticamos a boa adoração quando, em nome de Cristo, rendemos a Deus o nosso culto racional à luz da compreensão de seus atos redentores. Esse tipo de adoração busca destacar mais e mais a supremacia de Deus, reconhecendo Seu valor sobre todas as coisas. Como diz John Piper, a verdadeira adoração é a resposta do coração à compreensão da mente quando ela entende e valoriza Deus corretamente.
2. Uma comunidade edificadora - Falar em edificação é falar em algo concreto. Edificar é construir, ninguém constrói aleatoriamente sem um projeto. Quando construímos temos um projeto e seguimos este projeto, pois quando isto não é feito a casa construída pode ruir, pois a edificação não foi feita segundo as normas. Mas quando edificamos com uma planta com fundamentos certos e corretos a edificação é forte e não ruirá por mais que bata o vento e os temporais. Quero trazer isto para a nossa vida espiritual: em qual fundamento estamos edificados? Em um fundamento e alicerce mal construído ou em um alicerce que pode suportar os vendavais e temporais da vida? O nosso fundamento, o nosso modelo de edificação deve ser é o modelo deixado por Jesus Cristo e pelos apóstolos, não somos firmados em qualquer norma modificada falsificada, mas em normas instituídas por Deus, praticada por Jesus, pelos profetas e pelos apóstolos. Mas o que é estar edificado sobre o fundamento de Cristo e dos apóstolos,na qual Cristo é a nossa pedra fundamental?
Em Efésios, Paulo nos diz: “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito”.
Como posso estar bem edificado e ser modelo de Jesus Cristo? Falamos que para a nossa casa seja bem edificada e com fundamento, temos que ser o modelo de Jesus e aplicar tudo aquilo que os profetas falaram e fazer o que faziam os Apóstolos.
1) Como ser modelo de Jesus?
a) Ser o modelo de Jesus é difícil, pois quando as situações difíceis se apresentam nos esquecemos de como ele agiria naquela situação. Jesus era caluniado e não revidava, Jesus era humilde, Jesus não fazia acepções de pessoas, comia e andava com pecadores, entendia cada ser humano da forma que ele era e se apresentava.
b) Jesus exortava, mas não criticava. Cuidava das coisas do Pai com determinação e muito cuidado, por isso as vezes foi enérgico em algumas situações( Expulsou os mercadores do templo).
c) Era o salvador, mas não se gloriou nele mesmo. Ser o modelo de Cristo, ser seu imitador é alcançar o máximo da nossa caminhada espiritual nesta terra, pois sendo filho de Deus portou-se como um ser humano sem pecado, sofreu todas as afrontas, sempre mostrando que as batalhas são vencidas pela humildade, foi ridicularizado, espancado e morto, mas ficou firme até o fim.
Será que temos sido o modelo de Jesus? Temos de longe pelo menos tentando ser seu modelo?
I Coríntios 11:1- Paulo nos diz: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo”.
Filipenses 2:5 – “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”.
d) Você imita Jesus ? Você sente o que Cristo sentia?
Se não temos imitado Cristo e nem tido o seu sentimento, que era o sentimento de amor ao próximo, amor pela humanidade, não estamos edificados firmemente na rocha, para que o nosso alicerce o nosso fundamento seja edificado na rocha que é Cristo, temos que ser muito melhor a cada dia, e este crescimento diário tem um nome santificação. Não devemos ser somente o modelo de Jesus, mas ter o caráter dele.
Gálatas 3:27: “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo”. Revestir-se de Cristo é estar fazendo as obras que ele fazia. Quando nos batizamos, fizemos um compromisso de viver segundo o novo concerto que é seguir as pisadas de Cristo.
Revestir-se de Cristo é uma batalha grande. Temos que nos despir de toda couraça mundana que nos permeia e muitas vezes nos sufoca. Devemos esquecer este mundo secular, e nos voltarmos para o mundo espiritual, a Jesus Cristo, autor e consumador de todas as coisas.
e) Jesus é a luz do mundo. Você tem sido luz onde passa? Tem dado testemunho do amor de Deus e de tudo que ela faz por você. Jesus Cristo testemunhava e testificava em todos os momentos do Pai.
João 12:46: “Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim, não permaneça em trevas.”
Romanos 8:1: “Portanto, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Portanto, a nossa luz só pode vir com a nossa ligação verdadeira com Jesus. E esta ligação verdadeira com Jesus só podemos ter se estivermos espirituais. Você tem sido espiritual?
f) Portanto, aquele que crê em Jesus, pratica as obras de Jesus assemelhando–se a ele, na mansidão, na fé e no amor( Tiago 2:5),na paciência, na humildade (Mateus 5:10), na perseverança (Lucas 9:62), no sofrimento ( Atos 14:22 II Tessalonicenses 1:5 ), aqueles que tais coisas praticam podem ficar convictos de que a sua caminhada espiritual terá um crescimento certo.
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III. COMUNHÃO E SOCIALIZAÇÃO
1. A fé na esfera fraternal - O reverendo Hernandes Dias Lopes apresenta cinco argumento para que pastores, lideres e membros voltem a nutrir a comunhão uns com os outros.
O PRIMEIRO ponto que Dias Lopes apresenta é: “a comunhão entre os irmãos é atraente”, ele cita um Salmo para explicar. (Sl 133.1). “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!”. Segundo o pastor, o autor exclama, em êxtase arrebatador, ao contemplar a união entre os irmãos. A união fraternal é boa e, também, agradável. Faz bem à alma e torna a vida mais leve. O reverendo também relembra que “A comunhão entre os irmãos não abençoa apenas quem dela desfruta, mas também, reverbera para além dos muros e abençoa aqueles que de longe a contempla. A igreja de Jerusalém tinha tudo em comum. Os irmãos se reuniam diariamente no templo e, também, de casa. Perseveravam na comunhão e no partir do pão. Por isso, contavam com a simpatia de todo o povo”, destaca. Em SEGUNDO lugar, a comunhão entre os irmãos é como medicina para os relacionamentos (Sl 133.2). “É como o óleo precioso…”. De acordo Dias Lopes, o óleo tinha três finalidades nos tempos bíblicos: era cosmético, remédio e símbolo da unção do Espírito Santo. “A união entre os irmãos é como o óleo, que embeleza vida, cura as feridas e traz a bênção do Espírito Santo sobre os relacionamentos. Onde há união entre os irmãos aí há terapia para a alma, cura as emoções, ânimo para o enfrentamento das dificuldades e força para caminhar. Onde há comunhão, aí o Espírito de Deus fortalece os laços e a caminhada se torna vitoriosa”, explica o pastor. O TERCEIRO argumento é que, a comunhão entre os irmãos é restauradora (Sl 133.3a). “É como o orvalho…”. Hernandes Dias Lopes explica a simbologia do orvalho. De acordo com ele, o orvalho é um símbolo da própria presença de Deus entre o seu povo (Os 14.5). Assim como o orvalho cai para restaurar a relva castigada pelo calor inclemente do sol, sem o alarde dos relâmpagos e trovões, de igual modo, a união entre os irmãos, mesmo de forma discreta, traz restauração para os relacionamentos. “Assim como o orvalho é frequente, assim também a união deve ser duradoura e jamais claudicar em sua ação em favor uns dos outros. Assim como o orvalho traz novo frescor a cada manhã, a união entre os irmãos remoça os relacionamentos e traz bênçãos para toda a família da fé”, diz. Em QUARTO lugar, a comunhão entre os irmãos atinge os de perto e os de longe (Sl 133.3a). “… o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião…”. O Hermom é o monte mais alto de Israel. Fica no extremo norte do país. Seu cume é sempre coberto de gelo. Os ventos gelados que sopram na cumeeira dessa montanha levam uma brisa refrescante para os montes de Jerusalém, há mais de cento e cinquenta quilômetros ao sul. “A comunhão entre os irmãos é como essa brisa refrescante que leva vida por onde passa, atingindo pessoas de perto e de longe. A comunhão entre os irmãos é abençoadora e sua influência reverbera até em lugares distantes”, frisa. E por último, em QUINTO lugar, a comunhão entre os irmãos abre o caminho para a salvação de Deus (Sl 133.3b). “… ali ordena o Senhor a sua vida…”. O pastor destaca a importância de estender a comunhão à todos, mesmo que estejam distantes. “A vida de Deus é a própria realidade de salvação. Onde a vida de Deus está presente, aí há salvação. Uma igreja onde os irmãos vivem em união, aí há conversões genuínas e abundantes. A comunhão é a base da evangelização. Aqueles que chegam à uma igreja, nela não permanecem se aí não há relacionamentos saudáveis”, concluir. A comunhão uns com os outros produz unidade, e a unidade é o que aperfeiçoa diversos aspectos da vida. Cristo tem prazer na comunhão da sua igreja, e por isso atua neste contexto.
2. Unidade e fraternidade - Jesus compara a unidade do Seu povo, a Igreja, com a unidade que Ele tem com o Pai: “… para que eles sejam um, assim como nós somos um”.
Isto significa que a unidade da qual Jesus está tratando em João 17 não se restringe à reciprocidade e comunhão uns com os outros. Nem tão pouco se trata de uma unidade estrutural ou organizacional e externa. Não significa também conformidade ou uniformidade – fazer todas as pessoas pensarem exatamente iguais. Não é uma questão de amizade ou fraternidade. Então, que tipo de unidade é esta? É a unidade de essência: “Esse é todo o mistério da Trindade. Há três pessoas e, contudo, unicamente um Deus. A mesma essência e, contudo, há distinções nas pessoas, mas o que faz dElas um só ser é a unidade de essência”.
A oração de Jesus por unidade do Seu povo demonstra que a unidade não é automática, mas algo que deve ser buscado e desenvolvido com empenho e esforço. Isto implica em manter a unidade na diversidade, especialmente nas divergências de opinião. Neste sentido dois pontos devem ser levados em consideração:
1) Buscar unidade fraterna e aperfeiçoamento espiritual é responsabilidade de todo cristão;
2) Não se pode, em nome da unidade, abrir mão dos princípios absolutos e inegociáveis da Palavra de Deus;
Quando Jesus declara: “Dei-lhes a glória que me deste”, ele está falando do caráter de Deus. O ponto crucial aqui é entender a unidade como uma realidade essencialmente espiritual, relacionada ao caráter de Deus e que deve ser vivida em torno da verdade de Deus! Agora, se em nossas relações estamos em desunião, produzindo fragmentação e irreconciliação, pela lógica bíblica, estamos “destituídos” desta glória que Jesus fala. Se nossas posturas cotidianas revelarem egoísmos e intransigência, estamos “longe” de ser aquilo que Jesus planejou para Sua a Igreja. J.C.Ryle disse que nenhum de nós deve pensar com leviandade, como alguns, às vezes, o fazem, a respeito de divisões e imaginar que a atitude de sectarismo, de partidarismo e de criar novas denominações é algo insignificante. Podemos estar certos de que estas coisas apenas servem de ajuda ao diabo e prejudicam a causa de Cristo. Ryle propõe ainda que antes de nos entregarmos à divisão, devemos suportar, ceder e agüentar muito. Na prática, a unidade é uma relação familiar. Numa família, os membros até podem discordar de algum ponto, porém jamais irão se livrar da relação de sangue, da essência que lhes une. Observe a partir disto a simplicidade da relação. Não vamos mais desperdiçar tempo e energia contendendo uns com os outros. Gastamos no tempo contendendo contra o pecado e o mal. Evitemos que os não-crentes digam: “resolvam, primeiro, as vossas divergências internas, para que eu creia no vosso Cristo”.
3. A fé na esfera social - Um dos maiores pensadores da história da igreja cristã, o reformador João Calvino, diante dos graves problemas sociais que afligiam Genebra e a Europa no século XVI, tais como impostos pesados, baixos salários e jornadas extensas de trabalho, analfabetismo, ignorância, falta de assistência social por parte do Estado, embriaguez e prostituição, dizia que "a restauração inaugurada por Cristo ocorre inicialmente no seio da Igreja. É na Igreja que a ordem primitiva da sociedade, tal qual Deus havia estabelecido, tende a ser restaurada." Fundamental para entendermos o pensamento do teólogo francês nesta área é termos em mente que para ele as causas da pobreza, miséria e a opressão, bem como da perversão e da corrupção da sociedade humana, estavam enraizadas na natureza decaída do homem, que por sua vez, remonta-se à Queda no Éden. No processo de restauração da sociedade, Calvino resumiu seu ensino em três aspectos fundamentais. Segundo ele, a Igreja tinha um ministério didático, um político, e um social.
A atenção aos menos favorecidos não é uma opção, mas uma resposta natural daqueles que compreendem e vivem os valores do Evangelho. A igreja, como corpo de Cristo, não pode negligenciar a dimensão social da fé. O modelo bíblico de igreja não é apenas aquele que busca o crescimento espiritual interno, mas também aquele que se preocupa com os necessitados e se envolve ativamente na transformação social. A fé cristã atinge sua plenitude quando a comunhão espiritual se manifesta em ações práticas de amor, compaixão e justiça na sociedade em que está inserida. Portanto, a igreja deve ser um farol de esperança e transformação, impactando positivamente a comunidade ao seu redor.
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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2.
Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.
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BIBLIOGRAFIA
Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias
https://estiloadoracao.com/mensagem-da-cruz/
https://discipuladojoinville.blogspot.com/2013/02/a-importancia-do-discipulado-para.html
https://comunhao.com.br/hernandes-dias-lopes-a-comunhao-entre-os-irmaos-e-atraente/
https://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/series/serie-unidade/a-unidade-do-espirito/
https://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/a-igreja-e-a-responsabilidade-social
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