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| Pb. Junio - Congregação Boa Vista II |
TEXTO ÁUREO
"E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo". ( 1Jo 4.14)
VERDADE PRÁTICA
A paternidade de Deus é revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito, confirmando nossa filiação e aperfeiçoando-nos no amor.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1João 4.13-16
INTRODUÇÃO
Na presente lição, veremos com maiores detalhes a paternidade divina, bem como o amor divino que nos capacita a viver a nossa filiação com DEUS diante do mundo. Inicialmente, a lição destaca que a paternidade de DEUS não tem início no tempo. DEUS é PAI desde a eternidade. Isso nos remete à compreensão de que as Pessoas do FILHO e do ESPÍRITO SANTO coexistem com o PAI desde a eternidade, tendo em vista que os três compartilham da mesma natureza divina (Jo 10.30).
Nesse sentido, a relação entre as três Pessoas da Trindade é a referência ideal para o relacionamento do crente com DEUS. Uma das marcas da filiação divina é a fé que expressamos em JESUS, o FILHO Unigênito. Ele, por natureza, é o FILHO gerado - e não criado - pelo PAI (Hb 1.1-5); em contrapartida, a nossa filiação ocorre a partir da confissão de fé em JESUS, que nos adentra à comunhão com DEUS por meio da graça. Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com DEUS (Rm 5.1). Agora que somos filhos temos também a testificação dessa filiação por meio do ESPÍRITO SANTO. Ele testifica com nosso espírito que somos filhos de DEUS (Rm 8.16). De acordo com o “Dicionário Bíblico Baker”, editado pela CPAD, adoção diz respeito ao “processo voluntário de concessão de direitos, privilégios, responsabilidades e posição de FILHO ou herdeiro a um indivíduo ou grupo que não nasceu originalmente do adotante. Enquanto o nascimento ocorre naturalmente, a adoção ocorre apenas pelo exercício da vontade. […] Os filhos adotivos de DEUS desfrutam de todos os direitos de um FILHO natural, incluindo a oportunidade de chamar DEUS de ‘PAI’, como JESUS fez (Mt 5.16; Lc 12.32).
Paulo particularmente usa a adoção para descrever o novo relacionamento do cristão com DEUS por meio do sacrifício expiatório de JESUS CRISTO (Rm 8.15, 16, 21-23; 9.25, 26)” (2023, p. 23). Agora que recebemos a nova natureza, podemos, como filhos de DEUS, desfrutar de todas as abundantes bênçãos de Sua graça. Um dos grandes desafios da nossa geração é preservar sua identidade enquanto filhos de DEUS. Inclusive, a marca que distingue e torna pública essa filiação é o amor de DEUS derramado em nossos corações (Rm 5.5). Esse amor nos capacita a adorar a DEUS em espírito e em verdade (Jo 4.24), bem como a amar o próximo e perdoar aqueles que se colocam como nossos inimigos e perseguidores (Mt 5.11,12,44-48). Se quisermos tornar notória ao mundo a nossa experiência como filhos de DEUS, precisamos remover da nossa forma de pensar e agir tudo aquilo que não corresponde à natureza divina. Que a cada ato de renúncia ao pecado e submissão aos mandamentos divinos o amor de DEUS possa se aperfeiçoar em nós.
I. A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI
1. Definição da paternidade do Pai - A paternidade de DEUS PAI é a fonte soberana e o modelo supremo de todo PAI, um atributo da Primeira Pessoa da Trindade que se manifesta em amor incondicional, cuidado, ensino e adoção, revelando-se como um relacionamento íntimo e constante, não apenas como criador, mas como Aquele que nos adota em CRISTO para sermos seus filhos amados, oferecendo segurança, propósito e uma identidade de pertencimento.
Principais Aspectos da Paternidade Divina:
Origem e Fonte:
DEUS PAI é o princípio sem princípio, a origem de toda boa dádiva e do próprio relacionamento familiar, sendo Ele quem gera o FILHO e de Quem procede o ESPÍRITO SANTO.Amor Incondicional e Sacrificial:
Ele nos ama profundamente, mesmo em nossas falhas, e ofereceu Seu FILHO, JESUS, para que tivéssemos comunhão com Ele, mostrando um amor que excede o entendimento humano.Cuidado e Provisão:
Assim como um PAI terreno, DEUS cuida, ensina, corrige e supre as necessidades de Seus filhos, sendo um guia constante e um refúgio seguro.Identidade e Adoção:
Chamar DEUS de PAI significa reconhecer que somos parte de Sua família espiritual, adotados por Ele, o que nos dá uma identidade de filhos amados e pertencentes.Intimidade e Relacionamento:
A paternidade divina busca comunhão e intimidade, convidando-nos a uma relação pessoal, expressa por JESUS com o termo afetuoso "Abba" (Papai ou Paizinho).Exemplo para os Pais Humanos:
Sua paternidade serve como o padrão perfeito para pais terrenos, que são chamados a amar e cuidar como Ele faz, ajudando seus filhos a trilharem o caminho da identidade.
Em resumo, a paternidade de DEUS é o convite para uma relação de amor, confiança e pertencimento, onde somos vistos não apenas como criaturas, mas como filhos amados, tendo em DEUS o PAI que nos ama e nos guia para uma vida plena em Sua família.
2. A paternidade eterna do Pai - Arrington anota que “este pedido alude à preexistência de Jesus [...] implica que a pessoa de Jesus (as naturezas divina e humana) e a obra expiatória eram uma conclusão passada na mente de Deus antes da criação”.' O texto ensina que o relacionamento entre o Pai e o Filho é anterior à criação, revelando que a identidade de Deus como Pai é eterna. Antes que o mundo existisse, já havia uma comunhão gloriosa entre o Pai e o Filho. Essa verdade é ratificada no texto bíblico, que diz: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser” (Hb 1.3, ARA).
O Comentário Bíblico Beacon explica que o Cristo como o esplendor da glória do Pai “revela de forma perfeita a majestade de Deus. Ele é a expressa imagem da sua pessoa ou, como a NVI traduz: a expressão exata do seu ser”.8 Implica dizer que o Filho possui a mesma essência do Pai. Logo, a Paternidade do Pai é anterior e independente da criação e da encarnação. O Pai sempre foi Pai, o Filho sempre foi Filho e o Espírito sempre foi Espírito (Ef 1.3-4; Hb 1.2-3; 9.14).
3. O Pai gerou o Filho - Henry, leciona que “E como Deus, que dá vida a todas as coisas, é o dono de sua própria existência, da mesma forma Cristo, que dá vida, ressuscitou a si mesmo para a vida através do seu próprio poder” (Jo 10.18).9 Isso significa que o Deus Pai é autoexistente. O Filho gerado pelo Pai também é autoexistente. Implica dizer que o Filho não foi criado, mas eternamente gerado: "O Senhor me disse: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei” (SI 2.7). A expressão “hoje te gerei” não se refere a um tempo cronológico, a um ato temporal ou criacional, mas a uma realidade eterna.
Paulo aplica esse versículo a Cristo, referindo-se à sua filiação eterna e ontológica do Ser divino, e sua manifestação como Filho ressuscitado e entronizado (At 13.33). Assim, o Filho e o Pai possuem vida em si mesmo, isto é, compartilham da mesma natureza divina Jo 10.30). Como declarou o Concilio de Niceia (325 d.C.), o Filho de Deus é “gerado, não feito, de uma só substância (homooúsios) com o Pai”.10 Significa que o Filho é igual ao Pai, igualmente eterno e igualmente Deus. A geração eterna é a forma como o Filho se distingue do Pai sem deixar de ser Deus. Trata-se de uma re lação ontológica e não implica tempo, origem ou inferioridade Jo 1.1).
O arianismo, defendido no século IV) afirmava que o Filho foi cria do no tempo e, portanto, inferior ao Pai. O Credo Niceno rejeitou essa ideia e declarou: “Mas aqueles que dizem; ‘houve um tempo quando Ele não era’; e ‘Ele não era antes de ter nascido’ [...] ‘Ele é de outra substância’ ou ‘essência’, ou ‘O Filho de Deus é criado’ [...] eles são condenados pela igreja cristã e apostólica”.
4. O Pai nos concede o Espírito - DEUS PAI concede o ESPÍRITO SANTO aos que o pedem, como uma promessa de JESUS, sendo Ele a força que nos guia, nos santifica, nos ensina a orar e nos torna filhos de DEUS, sendo um dom gratuito essencial para viver a fé e a vida cristã. Ele é o Consolador (Paráclito), a promessa de vida nova e o que nos conecta ao PAI e ao FILHO.
O que o PAI concede através do ESPÍRITO SANTO:
Força e poder:
Para viver a vontade de DEUS e ser testemunha de CRISTO, como prometido em Atos 1:8, "receberão poder quando o ESPÍRITO SANTO descer sobre vocês".Vida nova:
O ESPÍRITO vivifica nossos corpos mortais e nos torna participantes da vida de DEUS (Jo 6.63).Filiação Divina:
Ele nos torna filhos adotivos de DEUS, pois "todos aqueles que se deixam conduzir pelo ESPÍRITO de DEUS são filhos de DEUS" (Romanos 8:14).Ajuda na oração:
O ESPÍRITO intercede por nós com gemidos inexprimíveis, ensinando-nos a pedir e a orar (Rm 8.26).Condução à verdade:
Ele nos guia a toda a verdade e nos revela a vontade de DEUS (Jo 16.13).Acesso ao PAI:
Sem o ESPÍRITO, não é possível conhecer o FILHO, e sem o FILHO, não se chega ao PAI; Ele é a ponte para DEUS.
Como recebemos:
Através da oração:
JESUS ensinou que, se pecadores dão coisas boas aos seus filhos, o PAI dará o ESPÍRITO SANTO aos que o pedirem (Lucas 11:13).Na conversão:
O ESPÍRITO SANTO é recebido no momento da conversão ao ouvirmos o evangelho e nele crermos (Ef 1.13)O Batismo com o ESPÍRITO SANTO, o revestimento de poder, pode ser recebido no momento da conversão (At 10 45-46), pode ser recebido após a conversão (At 2.4), pode ser recebido antes do batismo nas águas ou após o batismo nas águas (At 10 45-46; 19.5-6).
Em resumo, o ESPÍRITO SANTO é o grande presente do PAI para que possamos viver plenamente a nossa fé, sermos transformados e edificar a Igreja.
II. RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI
1. Confessar a Cristo como Filho - Assim, reconhecer Jesus como Filho é reconhecer o Pai como Fonte da salvação. Não há comunhão com Deus fora da mediação do Filho (1 Tm 2.5). Essa dimensão pública da fé indica lealdade e pertencimento ao Reino de Deus. Negar essa confissão é negar o próprio Pai: “Qualquer que nega o Filho também não tem o Pai; e aquele que confessa o Filho tem também o Pai” (1 Jo 2.23). Que cada crente possa, com o coração cheio de fé e gratidão, proclamar com ousadia: “Senhor meu, e Deus meu!” Jo 20.28).
A partir dessa verdade, confessar a Cristo é viver em comunhão com o Pai. A presença de Deus se manifesta continuamente na vida do crente que confessa o Filho, pois “Deus está nele e ele em Deus” (1 Jo 4.15). Essa confissão não se limita à fala, mas é acompanhada de uma vida coerente, marcada por obediência, santidade e amor. O cristão é chamado a testemunhar publicamente sua fé, não apenas nos cultos, mas no dia a dia (Mt 10.32). O Espírito lhe foi dado para confessar que Jesus é o Filho de Deus (At 1.8).
O dever de confessar a JESUS CRISTO como FILHO de DEUS é um pilar central da fé cristã, fundamentado tanto na necessidade de salvação quanto no compromisso público do fiel.
Aqui estão os pontos principais sobre esse dever:
1. Requisitos para a Salvação
A Bíblia estabelece que a confissão verbal, acompanhada da fé interior, é essencial para a redenção.
- Romanos 10:9-10: Afirma que se você confessar com sua boca que "JESUS é Senhor" e crer em seu coração que DEUS o ressuscitou, será salvo.
- Somos salvos pela graça (JESUS e sua obra salvífica), mediante a fé. Crer na pregação do evangelho é requisito principal para a salvação (Ef 1.13, 2.8)
- 2. Reconhecimento da Identidade Divina
Confessar CRISTO como "FILHO de DEUS" não é apenas um título, mas o reconhecimento de sua divindade e autoridade suprema.
- Mateus 16:16-17: Quando Pedro declara: "Tu és o CRISTO, o FILHO do DEUS vivo", JESUS afirma que essa revelação veio diretamente do PAI.
3. Consequências Diante de DEUS
JESUS ensinou que a postura do homem em relação a Ele na Terra determinará Sua postura em relação ao homem na eternidade.
- Mateus 10:32-33: JESUS declara que quem o confessar diante dos homens, Ele o confessará diante de Seu PAI, mas quem o negar, será negado.
4. Testemunho Público e Coragem
O dever de confessar implica não se envergonhar do Evangelho, mesmo diante de oposição ou perseguição.
- 1 João 4:15: Diz que "qualquer que confessar que JESUS é o FILHO de DEUS, DEUS permanece nele, e ele em DEUS".
- Isso se traduz em viver uma vida que reflita os ensinamentos de CRISTO, tornando a confissão visível através de atos e palavras.
5. O Papel do ESPÍRITO SANTO
A teologia cristã ensina que uma confissão genuína só é possível através da influência divina. Segundo 1 Coríntios 12:3, "ninguém pode dizer que JESUS é o Senhor, senão pelo ESPÍRITO SANTO". Após ouvir o evangelho e nele crer (Ef 1.13), o pecador é convencido do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8), arrependendo-se e passando a fazer parte do corpo de CRISTO (mergulhado pelo ESPÍRITO SANTO no corpo de CRISTO que é a Igreja, Ef 4.5).
Em resumo, confessar a CRISTO como FILHO de DEUS é um ato de fidelidade, submissão e gratidão, sendo a resposta humana necessária ao sacrifício de JESUS.
2. A perfeição do amor do Pai - O amor é um atributo divino eterno. E a essência do Pai revelada em sua ação redentora. Deus não apenas ama, “Deus é amor”. Esse amor é entendido como vivência relacionai, poder transformador e motivação essencial do plano da salvação. Como afirma Horton “por definição, o amor é necessariamente compartilhado com outro, e o amor de Deus é um amor que fez que com Ele doasse a si mesmo”.
Como destaca Pearlman, “o Espírito manteve diante dele [Cristo] as exigências inflexíveis de Deus e o inflamou de amor para com o homem e zelo para com Deus, para prosseguir, apesar dos impedimentos, da dor e das dificuldades, para efetuar a redenção do mundo”.19 Essa entrega é o coração do evangelho, alimentando a experiência do novo nascimento e o batismo com o Espírito Santo, como resposta ao amor derramado (Rm 5.5).
O salvo é acolhido não como servo, mas como filho legítimo com todos os direitos espirituais. Essa adoção é mais que jurídica, ela é relacionai e afetiva. Como explica o pastor Antonio Gilberto, “fomos predestinados por Deus para adoção de filhos, antes da fundação do mundo; portanto, antes da existência do homem. Isso exclui qualquer mérito humano e somente revela a graça infinita de Deus”.20 O amor do Pai é inquebrável; nenhum poder ou circunstância pode separar o crente desse amor (Rm 8.38-39).
Mesmo em meio às lutas, o salvo é guardado na certeza do amor que não falha. O amor do Pai não é apenas geral, mas é individual, pessoal e íntimo, voltado para cada filho que crê (Jo 16.27). Essa realidade se expressa em comunhão constante com Deus em oração, jejum, adoração e experiências espirituais. O amor do Pai é a fonte da nova vida; a salvação brota da abundância do seu amor (Ef 2.4-5). A redenção é fruto desse amor que busca, alcança, regenera, sela e sustenta até o fim.
3. As bênçãos da filiação divina - A filiação divina sob a perspectiva teológica pentecostal, é compreendida como um ato de adoção espiritual mediante a fé em JESUS CRISTO. Diferente do conceito de que todos são filhos por criação, a Bíblia ensina que a filiação é um "poder" ou direito concedido somente àqueles que recebem a CRISTO como único e suficiente Salvador e Senhor.
As principais bênçãos e privilégios dessa posição incluem:
Identidade e Novo Nome:
O crente deixa de ser apenas criatura para ser reconhecido como FILHO amado, tendo seu nome escrito no Livro da Vida.Acesso e Intimidade (Abba, PAI):
Através do ESPÍRITO SANTO, o FILHO de DEUS tem a liberdade de se aproximar do PAI com confiança, desfrutando de uma comunhão íntima que não se baseia em rituais, mas em relacionamento, o véu foi rasgado.Herança com CRISTO:
Como filhos, os crentes tornam-se herdeiros de DEUS e co-herdeiros com CRISTO, o que inclui a promessa da vida eterna e de todas as bênçãos espirituais.Guia e Proteção do ESPÍRITO:
Ser FILHO implica ser guiado pelo ESPÍRITO de DEUS (Romanos 8:14). Isso traz segurança contra as forças do mal e a força necessária para vencer as tentações do mundo.Transformação de Caráter:
O ESPÍRITO SANTO trabalha no coração do FILHO para refletir a imagem de JESUS, permitindo uma vida de santidade e luz. O fruto do ESPÍRITO SANTO é implantado no crente no momento da conversão.Cuidado e Provisão:
DEUS, como o "melhor PAI", assume a responsabilidade de cuidar, sustentar e prover para Seus filhos, garantindo-lhes paz e conforto mesmo em tempos de dificuldade.
Essa filiação é mantida pela perseverança na fé e pela obediência voluntária aos mandamentos, refletindo o amor de DEUS no mundo
III. A EXPERIÊNCIA DO AMOR DO PAI
1. O amor é aperfeiçoado no crente - A obediência, portanto, é a evidência externa de um amor interno e verdadeiro por Deus. Não há amor genuíno a Deus sem compromisso concreto com sua vontade revelada (1 Jo 2.3-4). A cada ato de obediência, o amor de Deus é fortalecido na vida do crente: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito” (Lc 16.10, ARA). Esse versículo aponta que a obediência revela o caráter de um cristão; além disso, mostra a condição moral e espiritual do homem interior, bem como é um indicador do grau de confiabilidade de alguém.21 João declara que “os seus mandamentos não são penosos” (1 Jo 5.3, ARA). Significa que o Espírito transforma o coração do salvo, de modo que a obediência se torna algo natural, e não um fardo (G1 5.16- 25).
Em vista disso, o crescimento espiritual ocorre na medida que o crente amadurece. E a partir dos pequenos atos que acontece a grande consolidação do amor. Assim, reitera-se que o amor divino é amadurecido e solidificado pela presença ativa e contínua do Espírito Santo na vida do crente (Rm 5.5). Assim sendo, o cristão deve viver de maneira tal que a prática aprofunde a realidade do amor de Deus: “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos” (Tg 1.22). Esse versículo trata da fé diante das provações, das tentações e do ouvir da Palavra. Descreve a importância da obediência ativa e não apenas da escuta passiva da mensagem cristã. Refere-se a uma fé não aparente, mas autêntica.
Moody enfatiza que “o Cristianismo é uma religião de ação. Por mais importante que seja o ouvir, não se deve parar por aí. O fazer deve seguir-se ao ouvir. Ser apenas ouvinte é uma forma de engano pró prio”.22 Portanto, refletir Deus no mundo por meio da obediência da Palavra é ser aperfeiçoado no amor (Mt 22.37-40). Amar o mundo é incompatível com amar a Deus. Rejeitar o sistema mundano é evidência de amor aperfeiçoado e crescente compromisso com o Pai (1 Jo 2.15-17).
2. O amor é a marca dos filhos de Deus - Nesse texto, o amor é evidência da presença de Deus. Deus é Espírito Jo 4.24). Deus é invisível, mas seu amor é tornado visível à humanidade quando os cristãos vivem em amor mútuo. Jesus ensinou que os cristãos deveriam amar uns aos outros, e fazendo assim seriam conhecidos como seus discípulos Jo 13.35). Esse mandamento do amor não era “novo” porque algo parecido já fora dito antes (Dt 6.5; Lv 19.18). Sua novidade está relacionada com o novo padrão de amar o próximo. Jesus ordenou que os cristãos amassem uns aos outros “como eu vos amei” Jo 13.34). O padrão de amor foi redefinido. O amor de Cristo se torna a nova medida.
Carson, leciona que “não somente o padrão é Cristo e seu amor; mais que isso, ele é um mandamento designado para refletir o relacionamento de amor que existe entre o Pai e o Filho Jo 8.29; 10.18; 12.49,50; 14.31; 15.10)”.23 Quem ama de fato revela que conhece a Deus. Logo, o amor torna real a presença de Deus àqueles que ainda não o conhecem. João apresenta um contraste moral e espiritual que divide a raça humana em dois grupos: “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus” (1 Jo 3.10).
Biblicamente, o exercício do amor é o critério visível de quem realmente conhece a Deus. O amor entre irmãos é prova pública de filiação divina. O amor é a essência da regeneração de um pecador (1 Jo 4.7-8). A unidade e o amor entre os discípulos cooperam como sinal para os incrédulos: “para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós” Jo 17.21). E acrescenta: “para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens ama do a eles como me tens amado a mim” Jo 17.23). Essa oração de Jesus pela unidade dos discípulos serve como testemunho eficaz de que Ele foi envado por Deus por amar os pecadores. A comunhão entre os irmãos prepara o coração do mundo para receber o evangelho.
Mercê disso tudo, os cristãos como filhos regenerados são chamados a refletir, por meio de suas atitudes, palavras e ações, o amor santo e redentor de Deus diante do mundo. A conduta visível do crente deve tornar realidade o Deus invisível. O amor de Deus se manifesta no mundo por meio do comportamento de seus filhos (1 Jo 4.12). Viver em amor, portanto, não é apenas um imperativo ético, mas uma evidência clara de que fomos transformados por Deus (1 Jo 3.14). Além disso, o amor fraterno é uma testemunha silenciosa e poderosa ao mundo (Mt 5.16).
3. Fomos amados primeiro - DEUS nos amou antes da fundação do mundo (Ele nos viu antes de nos criar). Mesmo assim nos criou, homem e mulher, como prova desse amor (Gn 1.26,27).
O amor de DEUS é incondicional, Ele ama a todos e quer que todos sejam salvos - (1 Tm 2.4). Não são nossas obras que vão fazê-lo amar mais ou menos (2 Pe 3.9; 1 Tm 2.4).O pecador deve saber que o amor de DEUS não lança fora sua justiça. O amor é oferecido, mas pode ser recusado, respeitando o livre-arbítrio do homem. Se recusado este amor, o homem é entregue à sua própria condição (Rm 1.18-32). Se o homem escolher Satanás, ficará com ele para sempre, no lago de enxofre e fogo. Assim, o amor e a justiça de DEUS se conciliam
Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de DEUS? 1 João 3:17. Esse amor impulsiona o crente a amar seu irmão.
Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis; 1 Pedro 3:14. Esse amor não faz conta da própria vida para ser exercitado.
No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. 1 João 4:18
Não há como medir o amor de DEUS. É incomensurável. João tentou defini-lo, mas não encontrou palavras para descrevê-lo: Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu o seu FILHO unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16
A certeza do amor de DEUS.
No mundo em que vivemos tudo é feito por interesse. As pessoas se relacionam por lucro, por dinheiro, por posição social, por política, por fama, etc... Talvez devido a isso não consigamos entender o amor desinteressado de DEUS por nós. O que temos a oferecer a DEUS? Pecado, maldições, doenças, enfermidades, etc... Não temos nada para lhe oferecer de bom, mas mesmo assim Ele nos ama.
Mesmo um desviado não perde o acompanhamento íntimo de DEUS. Todo tempo DEUS está buscando reconciliação com o ser que Ele criou para o adorar. Só se quebrantar (Sl 51.17), se arrepender (Pv 28.13) tendo atitude de retorno sincero, DEUS jamais lança fora os que a Ele se chegam (Lc 15.11-32). Experimente do seu perdão, do seu amor. O amor de DEUS se baseia n'Ele mesmo (Dt 7.6,7), a fonte inesgotável de amor.
Porque todas quantas promessas há de DEUS, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de DEUS por nós. 2 Coríntios 1:20. Não há dúvida do amor de DEUS para conosco.
DEUS prova que nos ama:
Mas DEUS prova o seu amor para conosco, em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8
Nisto se manifestou o amor de DEUS para conosco: que DEUS enviou seu FILHO unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. 1 João 4:9
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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2.
Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.
Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.
Pr. Local: Pr. Selmo Pedro.
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BIBLIOGRAFIA
Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias
DEUS – O PAI - Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
Lição 4 – A Paternidade Divina (subsídio por Thiago Santos: evangelista - CPAD)
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