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sábado, 30 de maio de 2026

LIÇÃO 10 - A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ.

 

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II


TEXTO ÁUREO

"E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra, porque te não deixarei, até que te haja feito o que te tenho dito." (Gn 28.15)


VERDADE PRÁTICA

Após um encontro com Deus, Jacó é transformado. Ninguém sai da presença do Senhor da mesma maneira.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 28. 10-17



                    INTRODUÇÃO

"Era o terceiro no plano de DEUS para iniciar uma nação descendente de Abraão para dai nascer JESUS (Gl 3.16). O sucesso deste plano se deu mais 'apesar de' do que 'em razão da vida de Jacó. Antes de Jacó nascer, DEUS prometera que seu plano se desenvolveria através dele, e não de seu irmão gêmeo, Esaú. Embora os métodos de Jacó nem sempre fossem respeitáveis, suas habilidades, determinação e paciência tinham de ser reconhecidas. Ao acompanharmos sua vida desde o nascimento até à morte, vemos a mão de DEUS trabalhando."

"Jacó fazia tudo, o certo e o errado, com grande zelo. Ele enganou seu próprio irmão Esaú, e seu pai, Isaque. Ele lutou com DEUS, e trabalhou catorze anos para se casar com a mulher que amava. Por intermédio de Jacó, aprendemos como um forte líder pode, também, ser um servo. Também vemos como ações erradas sempre voltam para nos perturbar.

Depois de enganar Esaú, Jacó correu para salvar sua vida, viajando mais de 640 quilômetros até Harã, onde vivia seu tio, Labão. Pelo caminho, ele recebeu uma mensagem do Senhor, em um sonho, e deu a esse lugar o nome de Betel. Em Harã, Jacó se casou e iniciou uma família" 


        


                I.     UM SONHO QUE MUDOU UMA VIDA


1.    Uma escada que tocava o céu     -    O Incidente de Betei. A caminho de Berseba para Harã, Jacó parou para descansar, em Betei, que era chamada Luz, antes de receber aquele nome. Ali Jacó recebeu a visão da escada, com anjos que subiam e desciam pela mesma, posta entre a terra e o céu. Ele ficou sumamente admirado com a divina manifestação, e rebatizou o local com o nome de Betei, «casa de Deus» (Gên. 28:18,19). Jacó consagrou uma décima parte de toda a sua renda a DEUS (Gên. 28:10-22), aparentemente de forma perpétua. Betei (vide) ficava cerca de cem quilómetros de Berseba, pelo que esse incidente ocorreu ainda no começo de sua jornada, provavelmente com o propósito de infundir-lhe coragem. A Jacó, pois, foi garantida a proteção divina. O pacto-abraâmico foi confirmado com Jacó nessa oportunidade Gên. 28:3,4), pelo que os propósitos divinos estavam em operação, apesar das vicissitudes da vida de Jacó, a despeito de seus fracassos misturados com sucessos. Jacó erigiu um altar ali, e fez seus votos, incluindo o pagamento de dízimos a Yahweh.

 Uma escada misteriosa. Ela era posta na terra, mas seu topo tocava no céu; e o que mais lhe chamou a atenção, no sonho, foi que “os anjos de Deus subiam e desciam por ela”. Segundo Matthew Henry, essa escada é uma representação da providência de Deus, pela qual existe uma correspondência constante, entre o céu e a terra. Os conselhos do céu são executados na terra, e os atos e assuntos desta terra são todos conhecidos no céu e ali são julgados. A providência faz o seu trabalho gradualmente, passo a passo. Os anjos são empregados como espíritos ministradores, [...] são espíritos ativos, continuamente subindo ou descendo. Eles não descansam, noite e dia, do serviço, de acordo com as posições a eles designadas. Eles sobem, para prestar contas do que fizeram, e para receber ordens. E então descem, para executar as ordens que receberam.


2.    Deus apresentou-se em sonhos a Jacó     -    A vida em Harã (Gn 28-30). Quando a trama toda foi descoberta, Jacó foi enviado para junto de seus parentes em Harã. Em sua viagem a partir de Berseba, Jacó, como um exaurido, cansado, e fugitivo pecador, passou sua primeira noite nas proximidades do antigo santuário cananeu de Luz. Em uma visão noturna, DEUS revelou-se a este peregrino como o DEUS de seu pai. Ele também renovou a bênção da aliança (Gn 12.7; 13.14- 17; 26.3-5), prometeu-lhe a terra, deu-lhe uma missão universal e assegurou-lhe que teria a orientação divina e uma vida próspera. Jacó respondeu com um voto pessoal e chamou o local de Betel (q.v.).


3.    O concerto de Deus com Jacó    -     Acordado do sonho, seu primeiro pensamento foi que DEUS morava ali e que mui terrível era aquele lugar! Os antigos não tinham a concepção espiritual da divindade que nós temos, nem conheciam tanto de sua onipresença como nós, de modo que uma aparição destas era tomada logo como prova de que DEUS morava ali; em seguida, erigia-se o altar para o culto dos sacrifícios. Apressado como ia, Jacó não tinha tempo de construir este altar. Portanto, usou a pedra que lhe tinha servido de travesseiro, botou nela um pouco de azeite do que levava consigo para fins medicinais e chamou ao lugar "Betel", que significa "Casa de Deus". O nome do lugar antes era Luz. 

Nesta visão, Jeová repete a promessa tantas vezes feita de que sua linhagem seria numerosa. Jacó, por sua vez, faz um voto em base toda comercial, de que, de tudo que DEUS lhe desse, lhe daria o dízimo. Nisto podemos ver a nova ideia que Jacó teve de Deus, na sua vida. Esta manifestação foi o despertamento para um novo começo de vida, muito diferente da que tinha vivido antes. A isto se tem chamado a conversão de Jacó, e tem sido bem empregada a frase. As experiências que o esperavam não amorteceriam esta nova concepção de Deus, e, uns trinta anos depois, encontramos Jacó neste mesmo lugar, oferecendo a Jeová o dízimo de todas as coisas que tinha conseguido (cap. 35:7).



                II.     AS DESCOBERTAS DE JACÓ


1.     Jacó descobriu a presença de Deus     -     Espiritual e emocionalmente, ele não se sentia bem. No meio daquela luta, Deus se revelou a Jacó, mostrando que não estava só, e lhe fez promessas muito importantes. Ao acordar e constatar que tudo o que vira fora sonho, declarou para si mesmo: “Na verdade o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia”! 114 A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ Esse episódio na jornada atribulada de Jacó nos mostra que, muitas vezes, Deus está perto de nós, e não o percebemos. Por vezes, as tribulações da vida são tantas que nos fazem pensar que Deus não está conosco, não nos vê; que nos abandonou, diante de tantos problemas sem solução. Esquecemo-nos de que, se formos fiéis ao Senhor, obedecendo à sua voz e cumprindo os seus preceitos, Ele é fiel para cumprir o que planejou para nós.


2.    Jacó descobriu a Casa de Deus     -     Um ponto que aparece com força na fala dos pastores é que a fuga de Jacó não foi só geográfica. Não era apenas ir para longe do perigo. Era o começo de uma jornada espiritual profunda, onde Deus encontra o homem justamente no instante em que ele está mais vulnerável, mais inseguro, com mais perguntas do que respostas. E isso é muito parecido com o que acontece com a gente: às vezes é no momento mais “desajeitado” da vida — quando não dá nem para fingir controle — que o Senhor se revela com mais clareza.

O episódio também destaca o simbolismo do sonho: a escada não é um caminho construído pelo homem para chegar ao céu; ela vem do alto. Essa diferença é enfatizada com a lembrança da Torre de Babel: quando o homem tenta chegar ao céu por conta própria, dá errado. Mas quando Deus coloca o acesso, aí sim existe caminho. E a mensagem aponta para a figura do Senhor Jesus como mediador, aquele que liga o homem ao céu — uma leitura apresentada como prefiguração do que viria a se cumprir na obra de Cristo.


3.    Jacó descobriu a porta dos céus    -    O episódio vai costurando a história com detalhes que dão vida ao relato: a escada no sonho, os anjos subindo e descendo, e o Senhor se apresentando como o Deus de Abraão e de Isaque. E aí vem uma aplicação muito marcante: até aquele momento, Jacó conhecia Deus “por tabela” — como o Deus dos pais —, mas ainda não tinha vivido uma experiência pessoal. E quando essa experiência acontece, a jornada muda de cor. Ele acorda “um novo homem”, com a certeza de que Deus estaria com ele e o guardaria no caminho.

Outro trecho que chama atenção é quando o episódio fala sobre “cabeça na pedra e corpo na terra”. A ideia é simples e forte: mesmo que a caminhada não seja confortável, a mente precisa estar na Rocha. E, ao contrário de um travesseiro comum, que se molda à cabeça, a Rocha é que molda a pessoa. O episódio insiste nisso: Deus quer moldar a mente, corrigir a direção, alinhar a vida. Porque viver no “projeto de Deus” não é uma frase bonita — é uma mudança real de rumo.

E falando em mudança real, o programa lembra que a transformação de Jacó se completa mais à frente, no Val de Jaboque, quando ele tem um encontro decisivo e sai marcado. A imagem é usada para reforçar que um toque de Deus muda o caminhar, muda a postura, muda tudo. E isso conversa com muita gente hoje: há pessoas na igreja, participando, ouvindo, mas ainda sem perceber a presença do Senhor — como Jacó antes do sonho. A palavra do episódio é quase um chamado: continue buscando, porque uma hora Deus se revela, e você mesmo vai dizer: “Deus está neste lugar… e eu não sabia.”



                III.      A COLUNA DE BETEL


1.    A pedra transformada em coluna     -    Quando Jacó acordou do sono, disse: “Sem dúvida o Senhor está neste lugar, mas eu não sabia!” Teve medo e disse: “Temível é este lugar! Não é outro, senão a casa de Deus; esta é a porta dos céus”. Na manhã seguinte, Jacó pegou a pedra que tinha usado como travesseiro, colocou-a em pé como coluna e derramou óleo sobre o seu topo. E deu o nome de Betel àquele lugar, embora a cidade anteriormente se chamasse Luz.


a. Sem dúvida o Senhor está neste lugar, mas eu não sabia! Jacó estava certo ao sentir a presença do Senhor ali. Deus se revelou a Jacó tanto no sonho quanto na palavra. No entanto, se ele pensou que Deus estava em alguns lugares, mas não em outros, ele estava errado.


i. Mais tarde, o rei Davi entendeu que Deus estava em todos os lugares: “Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença?” (Salmo 139:7)


b. Temível é este lugar! De sua perspectiva não espiritual e talvez supersticiosa, Jacó deu muita ênfase a um lugar específico. Ele não percebeu que, se a presença do Senhor não estivesse com ele em todos os lugares, então Deus nunca poderia cumprir a promessa que lhe fez. Quando ele deixasse aquele lugar e viajasse para o leste, Deus ainda estaria com ele.


c. E deu o nome de Betel àquele lugar: a cidade de Betel teria um papel importante na história de Israel, mas às vezes como um lugar associado à idolatria. Entre as cidades de Israel, ela fica atrás apenas de Jerusalém no número de vezes que é mencionada no Antigo Testamento.


i. Mais tarde, ao falar com Jacó, Deus se referiu a si mesmo como “o Deus de Betel” (Gênesis 31:13).


ii. Betel acabaria se tornando um lugar alto, conhecido por ser um lugar de sacrifício a ídolos (1 Reis 13:32, Oséias 10:15, Amós 4:4).


2.     O voto de gratidão a Deus (Gn 28. 20-22)     -    mesmo nos dias atuais. E Jacó fez um voto, em que colocava diante de Deus quatro desejos, dizendo: 

3.1. “Se Deus for comigo” (v.20a) Jacó estava no meio da sua jornada, deslocando-se sozinho, em termos humanos, indo para Harã, para buscar apoio e refúgio na casa de seu tio Labão. Desse modo, ele sentia o valor e a importância da presença de Deus em sua vida. Da mesma forma, nos dias presentes, todo cristão necessita da presença de Deus em sua vida, em todos os lugares e em todas as ocasiões e circunstâncias; sem essa presença, ninguém pode sentir-se seguro, em meio à realidade da vida, num mundo que não crê nem honra a Deus nem à sua Palavra; num mundo que aborrece aos filhos de Deus, e até os matam, como em países hostis ao evangelho.

 3.2. “e me guardar nesta viagem que faço” (v.20b) Ele sabia da importância fundamental da proteção de Deus em sua vida, principalmente na condição em que se encontrava, sem ninguém ao seu lado, atravessando os mais diferentes lugares e ambientes, nos quais, em grande parte, a insegurança, as ameaças de assaltos, e de violência eram comuns, naqueles tempos. Segundo estudiosos, a distância que ele deveria per correr, a pé, sem ninguém para lhe dar apoio, seria de cerca de setecentos e cinquenta quilômetros, e levaria mais de trinta dias de viagem. Não era nada fácil para um jovem, acostumado a viver em casa, sob os cuidados de seus pais, especialmente da sua mãe, que muito o amava. O salmista escreveu: Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel. [...] Somente com os teus olhos olharás e verás a re compensa dos ímpios. Porque tu, ó Senhor, és o meu refúgio! O Altíssimo é a tua habitação. (SI 91.4,8-9) 

3.3. “e me der pão para comer e vestes para vestir” (v. 20c) Jacó sabia que não podería sobreviver, em sua difícil e arrisca da viagem, se não tivesse os bens de primeira necessidade à sua disposição: era indispensável ter o pão de cada dia e a apropriada vestimenta para suportar as variações climáticas, desde o calor intenso, sob o sol causticante do deserto, até o frio intenso da noite, quando, muitas vezes, teria que dormir ao relento. Por isso, colocou diante de Deus sua petição. Na oração do Pai Nosso, está escrito: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 6.11). Notemos que, essa oração, ensinada por Jesus, indica que Deus nos dá o “pão nosso de cada dia”; não dá o pão nosso de cada semana, de cada mês ou de cada ano. Isso significa que dependemos de Deus todos os dias. Diz o salmista: “Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei: que possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida [...]” (SI 27.4), ou seja, estar todos os dias na presença de Deus. 

 3.4. “e eu em paz tomar à casa de meu pai” (v. 21a) No seu coração, Jacó tinha o sonho de um dia retornar à casa de seu pai, ao seu lar, onde viveu desde quando nascera, onde passou sua infância e sua adolescência. Por isso, colocou como a última condição para fazer seu voto a Deus, de modo sincero e solene, ter a bênção de Deus para retornar em paz à casa paterna. Sua longa e arriscada viagem era talvez o maior desafio de sua vida. Como ele deve ter-se arrependido de ter dado ouvidos ao conselho errado de sua mãe, que o induziu a enganar seu pai, para se apropriar indevidamente da bênção que não era sua! Daí porque um servo ou serva de Deus jamais deve usar de qualquer atitude ilícita ou enganosa para buscar algo em proveito próprio ou de ninguém. Está escrito:

 Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que estejam comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá. O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos. (SI 101.6-7)


3.   O concerto de Deus com Jacó    -    E acima dela estava o Senhor, que disse: Eu sou o Senhor, o Deus de teu pai Abraão e o Deus de Isaque; darei a ti e à tua descendência esta terra em que estás deitado; 14 e a tua descendência será como o pó da terra. Tu te espalharás para o ocidente, para o oriente, para o norte e para o sul; todas as famílias da Terra serão abençoadas por meio de ti e da tua descendência. 15 Eu estou contigo e te guardarei por onde quer que fores; e te farei voltar a esta terra, pois não te deixarei até que haja cumprido o que te prometi.

O brilho do trono de Deus resplandecia sobre a escada e refletia uma luz de glória inexprimível sobre a Terra. Aquela escada representava Cristo, que havia aberto a comunicação entre a Terra e o Céu.

Ao lado dele estava o Senhor, que lhe disse: “Eu sou o Senhor, o Deus de seu pai Abraão e o Deus de Isaque. Darei a você e a seus descendentes a terra na qual você está deitado. Seus descendentes serão como o pó da terra, e se espalharão para o Oeste e para o Leste, para o Norte e para o Sul. Todos os povos da terra serão abençoados por meio de você e da sua descendência. Estou com você e cuidarei de você, aonde quer que vá; e eu o trarei de volta a esta terra. Não o deixarei enquanto não fizer o que lhe prometi.”


a. Eu sou o Senhor, o Deus de seu pai Abraão e o Deus de Isaque: Jacó certamente já tinha ouvido falar do grande Deus que apareceu a Abraão e a Isaque, mas agora esse mesmo Deus se encontrou com Jacó de forma pessoal. Essa foi uma experiência que mudou a vida de Jacó.


b. Darei a você e a seus descendentes a terra na qual você está deitado: Essas palavras serviram de conforto e esperança para Jacó nessa encruzilhada crítica de sua vida. Deus repetiu a Jacó os termos da aliança que Ele deu a Abraão (Gênesis 12:1-3) e a Isaque (Gênesis 26:2-5).


i. Anteriormente, Isaque disse a Jacó que a aliança era dele (Gênesis 28:3-4), mas agora a voz do próprio Deus confirmou isso. Deus prometeu a Jacó:

·Uma terra.

·Uma nação (seus descendentes serão como o pó da terra).

·Uma bênção (todos os povos da terra serão abençoados por meio de você e da sua descendência).

c. Estou com você e cuidarei de você, aonde quer que vá; e eu o trarei de volta a esta terra. Não o deixarei enquanto não fizer o que lhe prometi: A promessa da terra, da nação e da bênção não teria muito valor se Jacó não vivesse o suficiente para voltar à terra que Deus lhe prometeu e gerar os descendentes que Deus prometeu. Aqui, Deus prometeu estar presente com Jacó e protegê-lo até que todas as Suas promessas fossem cumpridas.

i. Deus fez a Jacó uma promessa do mesmo tipo encontrada mais tarde em Filipenses 1:6: “Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus.” Deus continuará a trabalhar até que Sua obra esteja completa em Seu povo.

ii. Estou com você: “O fato de Deus ter dado a Jacó pão para comer e roupas para vestir era muito, mas não é nada comparado a ‘Eu estou contigo’. O fato de Deus enviar seu anjo com Jacó para protegê-lo teria sido muito, mas não é nada comparado com “Eu sou contigo.” Isso inclui inúmeras bênçãos, mas é, em si, muito mais do que todas as bênçãos que podemos conceber.” (Spurgeon)

iii. A bênção e a fidelidade de Deus para com Jacó podem ser vistas nas várias maneiras pelas quais Sua presença foi descrita na vida de Jacó.


·Estou com você (Gênesis 28:15) descreve a benção presente e a benção indescritível da presença de Deus.

·“Eu estarei com você” (Gênesis 31:3) descreve a maravilhosa promessa da presença e da bênção futuras de Deus.

·“O Deus de meu pai tem estado comigo” (Gênesis 31:5) foi o testemunho de Jacó sobre a fidelidade e a presença de Deus com ele.

·“Deus estará com vocês” (Gênesis 48:21) foi Jacó transmitindo a benção da presença de Deus para as próximas gerações.





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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Genesis - Série Cultura Bíblica - Derek Kidner

JACÓ - Enciclopédia Ilumina

JACÓ - Comentário Bíblico Wesleyana

JACÓ - Dicionario Champlin

Jacó - Dicionário Wycliffe

JACÓ - Comentários Moody - Isaque. 25:19 - 26:35.

“Deus Está Aqui e Eu Não Sabia”: o dia em que Jacó descobriu a Casa de Deus no meio da fuga - Saniju



sexta-feira, 22 de maio de 2026

LIÇÃO 09 - JACÓ E ESAÚ: IRMÃOS EM CONFLITO.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


            TEXTO ÁUREO

"[...] Duas nações estão no teu ventre, e dois povos se dividirão das suas entranhas: um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá o menor." (Gn 27.33)


                VERDADE PRÁTICA

Os pais não devem ter preferência entre seus filhos e deve tratá-los da mesma forma.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 27. 1-5, 41-44



                    INTRODUÇÃO

A história de Isaque, Esaú e Jacó é um retrato da soberania e graça de Deus. Mesmo em meio a erros humanos, o plano divino segue inabalável. Isaque ensina sobre fé e oração; Rebeca, sobre discernimento e limites; Esaú, sobre o perigo da impulsividade; Jacó, sobre transformação e arrependimento. Deus não escolhe os perfeitos, mas os disponíveis. A venda da primogenitura mostra que o espiritual deve ter prioridade sobre o material. O engano de Jacó mostra que a bênção obtida sem integridade traz dor. Contudo, Deus usa até as falhas para cumprir Seus propósitos. A reconciliação entre Jacó e Esaú (Gn 33.4) é símbolo do perdão que cura. A jornada de Jacó culmina na formação das doze tribos — um povo separado para Deus. Assim, o conflito inicial gera uma nação de propósito eterno. 

A lição final é que Deus transforma engano em redenção. O crente deve aprender a esperar, orar e confiar. A oração de Isaque é modelo de fé; o arrependimento de Jacó é modelo de restauração. Esaú nos alerta contra o desprezo pelo espiritual. Rebeca nos ensina que boas intenções não justificam más ações. A história mostra que a bênção verdadeira vem de Deus, não de manipulação. O propósito divino é maior que as falhas humanas. A graça triunfa sobre o pecado. 

A eleição divina é expressão do amor soberano. Deus cumpre Suas promessas através das gerações. A vida cristã é uma jornada de fé, disciplina e transformação. O estudo de Gênesis 25–33 nos chama à maturidade espiritual. A oração, o arrependimento e o perdão são pilares da vida com Deus. Assim como Jacó foi transformado em Israel, o crente é chamado a uma nova identidade. A história termina com reconciliação — sinal da graça restauradora. Deus continua agindo hoje como agiu com Isaque e seus filhos. A mensagem é clara: não há erro que Deus não possa redimir. A bênção pertence aos que perseveram na fé. Portanto, que cada leitor aprenda a valorizar o espiritual, confiar na soberania divina e viver pela graça. Essa é a essência do evangelho revelada desde Gênesis — Deus fiel, mesmo quando o homem falha.



                I.     OS FILHOS DE ISAQUE


1.    Isaque ora por um filho (Gn 25.21)      -     Isaque sabia que a promessa do Senhor dizia respeito a uma descendência numerosa para Abraão. Mas o único que era contado até o momento era ele próprio, e uma pessoa somente não poderia ser considerada uma "descendência numerosa". Ele compreendeu, portanto, que deveria gerar filhos para que o plano de Deus fosse continuado. E nesse momento, ele se deparou com o seu primeiro desafio espiritual: sua esposa, Rebeca, era estéril. Ele tinha quarenta anos quando se casou com ela e a luz do texto bíblico, começou a orar para que sua esposa engravidasse.

Assim como Isaque nasceu mediante a promessa, seus filhos, da mesma forma, seriam gerados de modo sobrenatural, mediante o poder de Deus curando o ventre de Rebeca. Seriam filhos da promessa, assim como ele mesmo foi. Aqui, perceba que a oração de Isaque não visava primariamente atender um desejo pessoal seu de ser pai, mas sim o de cumprir com o próprio plano de Deus de abençoar as famílias da terra pela descendência prometida. Neste ponto cabe a nós um momento particular de reflexão. 



2.     Rebeca fica grávida     -    Rebeca foi atendida pelo Senhor e engravidou de gêmeos. A Bíblia afirma que os filhos lutavam dentro do seu ventre, o que gerou nela uma profunda preocupação. Ela então foi consultar ao Senhor, o que deve ser entendido como "buscar ao Senhor em oração". Assim como Deus respondeu a Isaque, Ele também falou ao coração de Rebeca. As palavras divinas foram deixadas a nós no texto bíblico:

E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao Senhor. E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor. E cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre. E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pêlo; por isso chamaram o seu nome Esaú. E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou. 

Gênesis 25:22-26

Isaque e Rebeca deveriam lidar com um particular desdobramento da promessa divina. Abraão teve diversos filhos, mas "em Isaque será contada a sua descendência". Agora, Isaque teve filhos gêmeos, sendo Esaú o primogênito. Mas a promessa não segue padrões e protocolos humanos e a descendência seria contada não dele, mas de Jacó, porque Deus disse que "o maior servirá o menor". 

Embora os dois filhos tenham sido gerados "pela fé", somente um deles receberia a fé de salvação. Os dois nasceram no mesmo estigma do pecado, mas somente um seria vivificado. A um, Deus haveria de mostrar justiça, ao outro, misericórdia. Falaremos muito disso na próxima reflexão, mas deixo um lampejo do que a própria Escritura afirma a esse respeito:

Todavia, antes que os gêmeos nascessem ou fizessem qualquer coisa boa ou má — a fim de que o propósito de Deus conforme a eleição permanecesse, não por obras, mas por aquele que chama — foi dito a ela: "O mais velho servirá ao mais novo". Como está escrito: "Amei Jacó, mas rejeitei Esaú". Romanos 9:11-13


3.     O nascimento dos gêmeos     -     Vemos que esta família não cresceu, um filhote por vez, mas recebeu dois de uma vez só. Todavia, mesmo sendo gémeos, os irmãos eram profundamente diferentes, não apenas nas suas caraterísticas físicas, mas também nas suas personalidades, que ditavam as suas inclinações. Enquanto Esaú era virado para a caça, e gostava de andar pelo campo, Jacó era simples, e “caseiro”. Ora, sabemos que todas as famílias têm alguma diversidade, que pode ser muito ou pouco acentuada. Cabe aos pais discernirem essa diversidade e aprenderem a lidar com ela, respeitando-a. Seria com certeza contraproducente que, Isaque e Rebeca, agissem de modo igual com dois filhos tão distintos. E na verdade, Deus tinha propósitos muito diferentes para cada um, os quais foram confiados a Rebeca, como vimos nos vers. 22-23, em resposta à sua oração. 

Portanto, após a experiência de paternidade / maternidade, este casal teve grande dificuldade em perceber a diversidade dos seus filhos, sem tomar partido de um deles, não conseguindo agir com equidade para com eles. E este é um grande desafio para todos os pais: Cada pai e mãe é um ser humano que sente maior ou menor afinidade com o caráter e as inclinações de um ou outro filho, em determinados momentos, mas isso nunca pode ser motivo para os tratar de modo desigual em termos de justiça, cuidados, atenção e proteção. A diferenciação não significa discriminação. É importante tratar cada um com respeito à sua individualidade, mas não beneficiar um, prejudicando outro.



                II.    ESAÚ VENDE SUA PRIMOGENITURA


1.   Preferências entre filhos    -    Infelizmente, Isaque e Rebeca não conseguiram respeitar a individualidade dos seus filhos, e cada um, foi injusto com um dos filhos, devido às suas preferências. Vejamos o vers. 28-34 de Gen. 25: ”E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó. E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo, e estava ele cansado; E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso se chamou Edom. Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura? Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó. E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura. “

Percebe-se nitidamente que Isaque criou maior afinidade com Esaú, pois tinham a caça em comum. Já Rebeca criou maior afinidade com Jacó que, provavelmente, ficando mais por casa, acabava por passar mais tempo com a mãe e, eventualmente, até a ajudaria na lida. Assim, cada um foi cultivando mais a relação com um dos filhos, baseado na afinidade existente, e acabou por negligenciar a relação com o outro filho. Esta preferência distinta que cada um tinha, levou a que tivessem grande dificuldade em se manter unidos na função de educar, perdendo o foco da união na educação dos filhos. A própria comunicação entre Isaque e Rebeca falhou redondamente, pois se Deus falara a Rebeca sobre os propósitos distintos que tinha para cada filho, eles deviam estar unidos, cooperando para os propósitos de Deus! Se a comunicação tivesse sido correta, poderia ter alterado o modo como tudo sucedeu e o impacto negativo que teve na vida de cada um dos membros desta família.

O processo educativo necessita de dois elementos que têm de agir alinhados: pai e mãe. Quando um se demite do seu papel, tal torna-se notório na vida dos filhos. Se analisarmos Esaú, o preferido de Isaque, entendemos que se tornou rude, desprovido da sensibilidade, negligenciando as “coisas espirituais”, a ponto de se envolver com mulheres fora do seu povo, e indo assim contra o que Deus instituíra, causando desgosto a seus pais (ver Gén. 26:34-35); Quanto a Jacó, o preferido de Rebeca, vivia na ânsia de ocupar um lugar que, tendo-lhe sido dado por Deus, dispensaria a utilização de artimanhas. Ele não permitiu que o seu lugar lhe fosse dado, mas usurpou-o Na verdade, ambos se tornaram homens inseguros, pois não havia alinhamento, cooperação, auxílio mútuo na relação de seus pais, quanto ao processo educativo de cada um deles, e um tinha muita influência de Rebeca e influência quase nula de Esaú, sucedendo o contrário com o outro. 

Acredito que não só cada um dos progenitores tinha nítida preferência por um dos filhos, como cada um agia de modo a ser, ele mesmo, o preferido do filho que preferia. O problema é que quando pai e mãe deixam de agir como uma equipa coesa, e passam a agir, individualmente, cada um com o objetivo de ser o preferido de um filho, destroem a coesão tão necessária para atingir os melhores resultados na educação dos filhos e sua preparação para o futuro, acabando por lhes passar valores errados.

O resultado da inexistência de união entre Isaque e Rebeca, no que respeitava à educação dos filhos ficou à vista: Jacó tornou-se manipulador, utilizando os seus trunfos (no caso, o facto de saber cozinhar bem), e Esaú tornou-se negligente, trocando uma bênção preciosa como era a primogenitura, por um prato de lentilhas.


Manter a lealdade na relação do Casal


A preferência demonstrada pelos filhos, levou ainda à deslealdade. Por um lado, a Bíblia não relata se Rebeca terá ou não partilhado com o marido os propósitos que Deus falara ao seu coração para os seus filhos, mas por outro também não sabemos se foi Isaque quem resistiu ao que Deus falara, ou quem estava mais desatento aos propósitos divinos. A verdade é que os propósitos de Deus sempre aconteceriam, mas poder-se-iam evitar algumas mágoas familiares.

Em Génesis 26, é relatada uma mudança na vida deste casal, pois Deus conduz Isaque a morar em Gerar. A partir do vers.6, é contada a vivência do casal naquele lugar: Rebeca era uma mulher muito bonita e Isaque temia que ela suscitasse desejo noutros homens. Por essa razão, em vez de proteger a sua esposa, Isaque foi desleal, tentando apenas proteger-se a si próprio, mentindo ao dizer que ela era sua irmã, com receio que o matassem para ficar com ela. Todavia essa situação foi descoberta pelo rei Abimeleque, e acabou, por misericórdia de Deus, por se reverter em proteção (veja-se os vers. 6-33).

Mais tarde, já fora daquele lugar, também Rebeca foi desleal para com Isaque. Se observarmos a passagem contida em Génesis 27:5-17, percebemos que Rebeca impulsionou Jacó a enganar e mentir a seu pai a fim de obter a benção que Isaque, naquele momento, destinara entregar a Esaú. Ao ouvir o que Isaque pretendia fazer, Rebeca, mulher determinada e ciosa das suas convicções quanto ao futuro de Jacó, caiu em deslealdade para com o seu marido. A sua preocupação em certificar-se de que a bênção ia para Jacó, seu preferido, levou-a a romper com a idoneidade, induzindo Jacó a enganar o próprio pai, e abdicando da transparência tão necessária a qualquer família. 

Vejamos os vers. 6-10: 

“ Então falou Rebeca a Jacó seu filho, dizendo: Eis que tenho ouvido o teu pai que falava com Esaú teu irmão, dizendo: “Traze-me caça, e faze-me um guisado saboroso, para que eu coma, e te abençoe diante da face do Senhor, antes da minha morte. Agora, pois, filho meu, ouve a minha voz naquilo que eu te mando: Vai agora ao rebanho, e traze-me de lá dois bons cabritos, e eu farei deles um guisado saboroso para teu pai, como ele gosta; E levá-lo-ás a teu pai, para que o coma; para que te abençoe antes da sua morte.”

 Não bastando a Rebeca a iniciativa de levar Isaque a enganar o pai para obter o que pretendia, elaborando ela própria o plano, ainda engendrou forma de tudo correr do modo planeado, cozinhando, de modo absolutamente cúmplice, o guisado e certificando-se de que o pai não se apercebia de estar perante o filho errado, como lemos nos vers. 15-17: “ Depois tomou Rebeca os vestidos de gala de Esaú, seu filho mais velho, que tinha consigo em casa, e vestiu a Jacó, seu filho menor; E com as peles dos cabritos cobriu as suas mãos e a lisura do seu pescoço; E deu o guisado saboroso e o pão que tinha preparado, na mão de Jacó seu filho.”


2.    O valor da primogenitura    -     Nos tempos bíblicos, o primogênito recebia certos direitos, responsabilidades e privilégios exclusivos. O filho primogênito do sexo masculino de um casal tinha prioridade e preeminência na família e recebia o melhor da herança. A nação de Israel é identificada como o "primogênito" de Deus na Bíblia (Êxodo 4:22; Jeremias 31:9); em outras palavras, Israel ocupava um lugar especial de privilégio e bênção entre as nações.

Os povos das culturas antigas davam grande valor ao filho mais velho, atribuindo-lhe benefícios e obrigações distintas. O primogênito do sexo masculino era importante porque se acreditava que ele representava o auge da força e da vitalidade humana (Gênesis 49:3; Salmo 78:51) como o "abridor do ventre" (Êxodo 13:2, 12, 15; Números 18:15; Lucas 2:23). Como resultado, o filho primogênito se tornava o principal herdeiro da família. O direito de primogenitura envolvia uma porção dupla dos bens da casa e a liderança da família caso seu pai ficasse incapacitado ou se ausentasse por algum motivo (Deuteronômio 21:17). Após a morte do pai, o filho mais velho geralmente cuidava de sua mãe até a morte dela e sustentava suas irmãs solteiras.

No Antigo Testamento, os primogênitos humanos - e os animais - eram considerados sagrados para Deus (Gênesis 4:4; Êxodo 13:1-2; Levítico 27:26; Números 3:11-13; Deuteronômio 15:19-23). Depois que Deus resgatou Israel da escravidão no Egito, ordenou que o povo consagrasse a Ele todo primogênito humano do sexo masculino e todo primogênito animal (Êxodo 22:29-30). A dedicação era uma lembrança da grande libertação de Deus e um sinal para seus filhos de que Deus os havia tirado do Egito (Êxodo 13:11-16).


3.    Esaú vende seu direito à primogenitura    -     O primogênito podia vender seus direitos, como Esaú fez com Jacó (Gênesis 25:29-34). Ao fazer isso, "Esaú desprezou o seu direito de primogenitura" (Gênesis 25:34). O autor de Hebreus advertiu seus leitores: "Ninguém seja imoral ou profano, como Esaú, que por uma simples refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque sabeis que, mais tarde, querendo ele ainda herdar a bênção, foi rejeitado; e não achou lugar de arrependimento, ainda que o buscasse com lágrimas" (Hebreus 12:16-17). Ao assumir levianamente sua posição de primogênito, Esaú pecou contra Deus e sua família.

Os direitos do primogênito também poderiam ser perdidos, como foi o caso de Rúben, o filho primogênito de Jacó (Gênesis 49:3-4). Rúben dormiu com Bila, a concubina de seu pai (Gênesis 35:22), um ato que demonstrou o maior desrespeito por seu pai e sua família. Jacó negou a Rúben a bênção do primogênito por causa desse pecado (Gênesis 49:4). De fato, Jacó também negou a bênção do primogênito aos dois filhos mais velhos seguintes, devido à violência deles contra os siquemitas (Gênesis 49:5-7; cf. Gênesis 34).

A importância do primogênito atinge seu ápice nas Escrituras na pessoa de Jesus Cristo. Todas as implicações anteriores do papel do primogênito na Bíblia servem para iluminar a preeminência de Cristo sobre toda a criação e na família de Deus.

O Novo Testamento descreve Cristo como o "primogênito" várias vezes. Em um sentido terreno, Jesus é o filho primogênito de Maria (Lucas 2:7), e Ele foi dedicado de acordo com a lei (Lucas 2:22-24). Espiritualmente, Jesus é o "primogênito entre muitos irmãos e irmãs" no corpo de Cristo (Romanos 8:29). Em Colossenses 1:15, o apóstolo Paulo escreve: "O Filho é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação". Esse uso do título de primogênito para Cristo ecoa o texto do Salmo 89:27-29, onde Deus diz o seguinte sobre o rei Davi: "Também lhe darei o direito de primogenitura e o tornarei o mais exaltado dos reis da terra. Eu o conservarei para sempre no meu amor, e minha aliança com ele permanecerá firme. Farei sua descendência subsistir para sempre, e o seu trono, enquanto existirem os céus."

No livro de Hebreus, Cristo é "herdeiro de todas as coisas" (Hebreus 1:2) e o "primogênito de Deus no mundo" (Hebreus 1:6). Assim como o filho primogênito é o cabeça de sua família terrena depois do pai, Jesus Cristo é o cabeça do corpo de Cristo - a igreja - depois de Deus, o Pai (Efésios 1:20-23; Colossenses 1:18, Hebreus 2:10-12). Assim como o filho primogênito recebe a maior herança de seu pai, Jesus Cristo recebe o mundo como Sua herança. Deus diz a Seu Filho: "Pede-me, e te darei as nações como herança, e as extremidades da terra como propriedade" (Salmo 2:8).

Como ponto de esclarecimento, o termo primogênito em relação a Jesus não sugere que Ele seja um ser criado. O Filho de Deus existe há toda a eternidade junto com o Pai e o Espírito Santo. Jesus é totalmente Deus (João 1:1-3). Ele assumiu a carne humana para que pudesse se tornar nosso Salvador e servir como o Mediador entre a humanidade e Deus (1 Timóteo 2:5). Quando as Escrituras se referem a Cristo como o "primogênito", a mensagem é que a supremacia, a soberania e a prioridade de Cristo se estendem sobre todas as coisas e todos os outros seres.

Ao pagar pelo nosso pecado, Jesus Cristo sofreu a morte, mas também se tornou "o primogênito dentre os mortos" (Apocalipse 1:5); ou seja, Ele venceu a morte e é a primeira pessoa a "nascer" para a vida eterna depois de morrer. Pela graça de Deus, por meio da fé em Jesus, nós também podemos receber a vida eterna (Efésios 2:1-10; João 3:16-18). Por meio de Sua morte e ressurreição, Jesus é as "primícias" que garantem a ressurreição futura e a vida eterna de muitos outros filhos e filhas de Deus (1 Coríntios 15:20-23). Como Ele mesmo disse: "Porque eu vivo, vós também vivereis" (João 14:19).



                III.     REBECA INDUZ JACÓ AO PECADO


1.     Isaque manda Esaú preparar um guisado    -    Gênesis 27 começa mostrando um Isaque já velho e debilitado. Ele já não enxergava mais e pensava que o fim de sua vida havia chegado. Então ele chamou seu filho mais velho, Esaú, e lhe pediu que ele lhe preparasse uma refeição saborosa com carne de caça.

O próprio Isaque deixa claro que seu objetivo era comer a refeição que ele tanto apreciava feita por seu filho mais velho, e então abençoá-lo antes de sua morte (Gênesis 27:4). Era costume naquele tempo, por ocasião de uma despedida ou da morte iminente, que o líder da família desse sua bênção.  Mas na família de Abraão o significado espiritual dessa bênção era singular. Isso porque aquele que fosse abençoado se tornaria o herdeiro das promessas de Deus. Então aquele era um momento decisivo na família da aliança.

Além disso, Jacó se mostrou preocupado em seu pai perceber sua trapaça. Caso isso acontecesse, ele sabia que poderia ser amaldiçoado ao invés de abençoado (Gênesis 27:12). Mas Rebeca assumiu a responsabilidade e disse que a maldição poderia cair sobre ela (Gênesis 27:13). Notavelmente Jacó não se mostrou nenhum um pouco incomodado se o plano de sua mãe era moralmente aceitável ou não. Ele estava apenas preocupado com a possibilidade de o plano dar errado.

Jacó fez tudo conforme Rebeca lhe pediu. Após preparar a refeição de carne que Isaque apreciava, Rebeca também vestiu Jacó com a melhor roupa de Esaú que ela tinha em sua casa. Para disfarçar as diferenças entre Jacó e Esaú, Rebeca cobriu as mãos e o pescoço de Jacó com a pele dos cabritos que ela tinha preparado.


2.    O plano de Rebeca    -    Tempos depois, sendo Isaque já velho, chamou Esaú e fez um pedido e uma promessa. O patriarca queria comer um delicioso prato preparado pelo caçador Esaú, para em seguida abençoar seu filho mais velho (Gn 27.1-4). Esaú foi caçar. Rebeca, escutou a conversa. Imediatamente, chamou Jacó e explicou o plano para enganar Isaque, que estava cego, e, assim, tomar a benção de Esaú (Gn 27.5-13). Note que Esaú deveria ter participado ao Pai que havia vendido o direito de primogenitura para Jacó. Teria evitado muito transtorno para a família.

Rebeca fez a refeição. Depois pegou a melhor roupa de Esaú para vestir Jacó. Para ficar perfeito o disfarce, cobriu as mãos e o pescoço de Jacó com pelo de animais, pois Esaú era peludo e o filho mais novo não (Gn 27.15,16). Disfarçado, com o coração cheio de mentiras e apoiado pela mãe, Jacó enganou o pai e recebeu a benção que havia comprado no lugar de Esaú (Gn 27.18-29). Jacó e sua mãe deveriam ter contado a verdade a Isaque e reivindicado o direito comprado.


3.     As consequências dos atos de Jacó     -       “A forma como reagimos a um dilema moral costuma revelar nossos verdadeiros motivos. Em geral, ficamos mais preocupados em ser pegos do que em fazer o que é certo. Jacó não pareceu preocupado quanto ao plano enganoso de sua mãe; sua única preocupação era apenas a de ser pego enquanto o executava. Se você tem a preocupação de ser apanhado, está provavelmente em posição não muito honesta.

Faça deste medo um alerta e aja de forma íntegra. Jacó pagou um alto preço por executar um plano desonesto. Jacó hesitou ao ouvir o plano enganoso de Rebeca. Embora o houvesse questionado pelo motivo errado (medo de ser pego), ele protestou e ainda lhe deu uma chance para reconsiderar. Rebeca, porém, estava tão envolvida no plano que não conseguia mais ver com clareza o que fazia […]. [Por fim], embora Jacó tivesse recebido a bênção desejada, o fato de ter enganado seu pai custou-lhe muito caro. Eis algumas consequências daquele engano:

(1) Jacó nunca mais viu sua mãe; (2) seu irmão quis matá-lo; (3) ele foi enganado por seu tio, Labão; (4) sua família dividiu-se devido a conflitos; (5) Esaú tornou-se o fundador de uma nação inimiga; (6) Jacó ficou exilado de sua família durante anos” 

Jacó permaneceu exilado de sua família por 20 anos. Ele fugiu de Canaã para Padã-Arã para escapar da ira de seu irmão Esaú.

Durante esse período na casa de seu tio Labão:

14 anos foram trabalhados para casar com Lia e Raquel.

6 anos foram trabalhados em troca de seus rebanhos]

Após esse ciclo de 20 anos, Jacó retornou para Canaã para se reconciliar com sua família.



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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Genesis - Série Cultura Bíblica - Derek Kidner

Fontes: Teólogo Internacional (Fabiano Souza), Pecador Confesso (Hubner Braz), Revista EBD (PECC)

Isaque - Sermão de 14/08/2022

Igreja Lighthouse - Lições Aprendidas com Isaque e Rebeca – Parte 2

Por que o primogênito é tão importante na Bíblia? | GotQuestions.org/Portugues

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 Wh, Família Cristã Church, Cajamar, SP - YouTube @PrHenrique: Escrita, Lição 9, CPAD, Jacó e Esaú - Irmãos em Conflito, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV

Estudo de Gênesis 27: Esboço e Comentário Bíblico




sexta-feira, 15 de maio de 2026

LIÇÃO 08 - ISAQUE: HERDEIRO DA PROMESSA.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                    TEXTO ÁUREO

"E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem medidas, porque o Senhor o abençoava." (Gn 26.12)


                    VERDADE PRÁTICA

Deus abençoava Abraão em tudo, e Isaque, o filho da promessa, também seria abençoado. Quando Deus age, ninguém pode impedi-lo.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 26. 1-5, 12-14, 24, 25.


                        INTRODUÇÃO

Depois que seu pai morreu, com cento e setenta e cinco anos de idade (Gn 25.7), ele e seu irmão, Ismael, o sepultaram no mesmo túmulo onde Sara fora sepultada, na cova de Macpela, que Abraão comprara de Efrom, entre os filhos de Hete (Gn 25.9-10). Mas Deus não o desamparou após a morte do pai. Pelo contrário, o abençoou como abençoou Abraão, para cumprir as promessas que lhe fizera, de manter o concerto com seus descendentes. “E aconteceu, depois da morte de Abraão, que Deus abençoou a Isaque, seu filho; e habitava Isaque junto ao poço Laai-Roi” (Gn 25.11). 

Quando Deus curou Rebeca da infertilidade, e Isaque já tinha sessenta anos de idade, ela deu à luz gêmeos. Ao primeiro, chamou-lhe de Esaú; ao que saiu do ventre em seguida, deu-lhe o nome de Jacó. Ambos cresceram e Esaú se dedicou mais à vida de caçador, enquanto Jacó era mais caseiro. Um problema se desenhou na criação dos filhos. Enquanto Isaque amava mais a Esaú, por gostar da caça, Rebeca amava mais a Jacó, por ser mais habituado à vida doméstica, vivendo mais próximo da mãe. Vale salientar que tal comportamento é errado no seio de qualquer família. O pai demonstrar mais amor por um filho, e a mãe demonstrar mais amor por outro. 

Isso pode causar inveja de um em relação ao outro, gerando mal-estar ou contendas. Os anos se passaram, eles se tornaram jovens. Certo dia, Esaú chegou cansado, com fome, depois de caçar; e Jacó havia preparado um guisado saboroso; então pediu ao irmão que lhe desse um pouco daquele guisado. Jacó, com esperteza, disse que lhe daria, desde que ele lhe vendesse seu direito de primogenitura. Sem pensar, de modo precipitado, Esaú aceitou a proposta. E vendeu sua primogenitura a Jacó. Foi o maior erro de sua vida. Ele não foi enganado. Abriu mão de sua primogenitura de modo consciente e imediatista (Gn 25.27-34).



                I.    A FOME NA TERRA


1.    Socorro entre os filisteus     -     Data provável - 1818 a.C.

O caráter é a vida de uma pessoa demonstrada interiormente para DEUS e exteriormente para as pessoas, podendo diferir nas duas apresentações.

ISAQUE CASOU COM 40 E TEVE SEUS DOIS FILHOS COM 60 ANOS.

Abrão ainda teve 15 anos para brincar com seus netinhos e com seus 6 filhos que lhe nasceram de Quetura, fora os filhos de Ismael.

Abraão tinha 100 anos quando Isaque nasceu. Isaque tinha sessenta anos quando nasceram seus filhos. Abraão tinha então 160 anos. Abraão morreu com 175 anos.

Gênesis 25.7 Estes, pois, são os dias dos anos da vida de Abraão, que viveu cento e setenta e cinco anos.

Isaque tinha seu caráter moldado pelo pai. O pai foi a Gerar e depois ao Egito (Gerar era caminho para se chegar ao Egito, chamava caminho dos filisteus). Isaque saiu de Berseba com destino ao Egito. DEUS o impediu. Ele fica onde seu pai também havia ficado quando voltou do Egito. Isaque, com o caráter influenciado pelo pai, repete a mentira do pai e passa pelas mesmas situações. DEUS providenciou um plano para Abrão voltar a Canaã e Abimeleque deu uma mãozinha nisso (expulsou-o por inveja e medo de que ficasse poderoso demais) . Abrão foi descendo de volta a Canaã e abrindo poços e dando nome a esses poços de acordo com a situação que vivia. Os filisteus foram contendendo e entupindo esses poços.

Volta pelo caminho desentupindo os mesmos poços, confirmando seus nomes que seu pai havia lhes dado porque passava pelas mesmas situações que seu pai passou. Quando está de volta a Berseba faz o mesmo que seu pai. Faz um altar e agradece a DEUS por estar de volta depois de quase morrer. Faz aliança com Abimeleque (sem autorização de DEUS, mas para ficar em paz com seu vizinho). Depois recebeu a visita de DEUS que renova a aliança com ele e lhe promete filhos.

Não é que ele tivesse um bom caráter ou mal caráter. Todos nós tomamos atitudes de um bom caráter e de um mal caráter.

Quando obedeceu a DEUS e não foi ao Egito agiu com um bom caráter, quando fez um altar a DEUS agiu com um bom caráter, quando acreditou nas promessas de DEUS e esperou por 20 anos seus filhos e não fez como seu pai arrumando uma escrava egípcia para lhe ser um filho, demonstrou ter bom caráter.


2.    Confirmação das promessas    -     Quando falamos de uma herança vem logo à tona a indagação do valor material envolvido. Abraão era muito rico. Possuía grandes rebanhos (Gn 24.35), e chegou a ter em certa ocasião trezentos e dezoito criados (Gn 14.14). E Abraão deu tudo o que tinha a Isaque (Gn 25.5). Contudo, a herança, à qual queremos fazer alusão, não é esta de valores materiais. (SH)

De valor realmente incalculável foi a herança sob a forma do EXEMPLO e do ENSINO de Abraão, assimilados no dia a dia do convívio no lar.

1. Isaque, um homem abençoado. Por que Isaque foi abençoado? Podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que a razão da bênção de DEUS na vida de Isaque foi a sua obediência à vontade de DEUS e à autoridade de seu pai Abraão. (DF) Isto é o que depreendemos com a leitura do texto de Gn 26.2-5. De fato, as Escrituras deixam bem claro que a obediência é o fator preponderante para a recepção das bênçãos de DEUS.

2. A herança de Isaque. O amor recebido de seu pai Abraão foi a herança máxima que Isaque desfrutou. Ele recebeu ainda a herança de um sólido ensino ministrado pelo seu pai no lar. DEUS disse acerca de Abraão: "Porque eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa para que guardem o caminho do Senhor, para obrarem com justiça e juízo" (Gn 18.19).

Queridos jovens,  que têm pais crentes! Dê-lhes o devido valor e sigam o seu exemplo. Queridos pais,  que ainda têm filhos em casa! Deem-lhes tempo e atenção. Deem-lhes o melhor de vocês mesmos. O AMOR!


II. ISAQUE SEGUIU A ORIENTAÇÃO DE DEUS


Consideremos neste tópico como Isaque procurou sempre andar nas pegadas de seu pai Abrão, seguindo em tudo a orientação de DEUS.


1. Nas pegadas de Abraão. Como podemos ver, Isaque seguiu fielmente os passos de seu pai Abraão como um verdadeiro peregrino na terra de Canaã. Por essa razão. DEUS lhe apareceu dando-lhe as diretrizes espirituais para sua peregrinação naquela terra (Gn 26.1-5). DEUS lhe ordenou que não descesse ao Egito e ele obedeceu. Deste modo. DEUS fez com que Isaque prosperasse grandemente. A bíblia diz que alma liberal é próspera (Pv 15.5). Todavia, a prosperidade de Isaque, depois de haver causado admiração, causou a inveja nos habitantes da terra, que passaram, por isso, a persegui-lo.

2. Sob a direção de DEUS. Uma fome assolou novamente a terra de Canaã, e Isaque pensou em descer ao Egito a fim de garantir a sobrevivência da sua família e de seus rebanhos. DEUS lhe apareceu e disse: "Não desças ao Egito: habita na terra que eu te disser.(Gn 26.2). E ele assim fez. Passou a morar em Gerar (Gn 26.6). Isaque havia aprendido com seu pai que é absolutamente imprescindível estar na vontade de DEUS. A direção de DEUS é a garantia para o progresso do crente, quer espiritual quer material. (para mim uma teofania ou Cristofania – JESUS mesmo lhe apareceu).


3.     O problema se repete     -   Nesse episódio, vemos a fraqueza do homem, e o cuidado de Deus. Em lugar de falar a verdade quando lhe pediram informação sobre Rebeca, Isaque imitou seu pai e mentiu, afirmando que ela era sua irmã. Ele correu o risco de algum filisteu ter assediado sua esposa e ter tido relações com ela. Mas Deus usou o próprio rei da terra para perceber que Isaque demonstrava um carinho por Rebeca que não era comum entre irmãos, e que ela só podia ser sua esposa. O rei chamou-o e lhe advertiu que sua atitude podería ter causado um grande mal a ele e a sua esposa. Isaque deu uma desculpa que não convencera a Abimeleque, e este determinou que ninguém tocasse na esposa dele. Foi um livramento de Deus.

  Em gerar, terra dos filisteus, cujo rei tinha por título honorífico Abimeleque, Isaque, fora da vontade de DEUS, mente ao povo do lugar dizendo que sua esposa, Rebeca, era sua irmã, devido ao medo de que o matassem por causa de sua esposa. Certamente Isaque pensava estar fazendo certo ao imitar o erro de seu pai, tanto no Egito, quanto em Gerar, antes (Gn 12; 20). Descoberto pelo rei Abimeleque quando acariciava sua esposa, Isaque passe por um vexame, mas prossegue em sua jornada de volta ao lugar de sua bênção final (DEUS providenciaria meios de o fazer voltar a Canaã). Como é triste um crente ser repreendido por um descrente! A mentira é arma de Satanás, não podemos usar as armas dele, mas sim, as armas de DEUS, que são: Verdade, Nome de JESUS, Certeza de Salvação, Palavra de DEUS, oração, jejum, Paz etc.



                    II.     A INVEJA CONTRA ISAQUE


1.    A inveja dos filisteus     -    DEUS dá uma super colheita a Isaque porque era trabalhador e confiou em suas promessas quando ficou em Gerar e não desceu ao Egito como seu pai. A prosperidade de Isaque causa duas coisas nos filisteus:

Inveja e medo de que se tornasse tão grande que os escravizasse. (Gênesis 26:16 Disse também Abimeleque a Isaque: Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te tens feito do que nós).

2 E apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser; Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão teu pai; Gênesis 26:2,3

E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o Senhor o abençoava. E engrandeceu-se o homem, e ia enriquecendo-se, até que se tornou mui poderoso. E tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam. Gênesis 26:12-14.


2.    Abençoado por Deus    -   Um caráter resiliente.

Resiliência é a capacidade de voltar ao seu estado natural, principalmente após alguma situação crítica e fora do comum.

Isaque foi expulso de Gerar, saiu sem guerrear.

Isaque foi contendido pelos filisteus no poço de Eseque, mas saiu de lá sem guerrear.

Isaque foi contendido pelos filisteus no poço de Sitna, mas saiu de lá sem guerrear.

Apesar disso, continuou mandando abrir poços e seguindo em direção da terra que DEUS lhe prometera.

Isaque teve sua recompensa por ter ficado à beira de uma guerra em terra alheia, mas não ter se desesperado ou deixado levar pelo ódio.

"[...] apareceu-lhe o SENHOR naquela mesma noite e disse: Eu sou o DEUS de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo" (Gn 26.24). O servo de DEUS deve sempre perdoar seus opositores, principalmente os de casa. Quando estiverem com maior intimidade com DEUS entenderão melhor e não mais contenderão com ele.

CAVANDO POÇOS EM TEMPOS DE CRISE

1. Isaque usa os poços de Abraão.

É interessante notar que os mesmos poços reabertos por Isaque, foram os mesmos poços abertos por seu pai Abraão, quando por esse mesmo caminho ali esteve, sendo que seus nomes foram atualizados com os mesmos nomes dados por Abraão a eles, antes. Devemos tomar cuidado para não repetirmos os mesmos erros de nossos antepassados. Assim que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17

2. O poço de Eseque.

Poço da Contenda. este é o nome dado àquele poço devido aos filisteus terem contendido por causa deste poço com Isaque. Isaque soube se conter para não entrar em guerra contra seus vizinhos, certamente seria morto junto com seus servos e esposa e filhos. estava em muito menos número e em terra alheia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz. Tiago 3:18

3. O poço de Sitna.

Poço de inimizade ou de Acusação. Este é o nome dado a este poço devido à insistência dos filisteus em tomarem de Isaque a posse de mais este poço. Agora não era só inveja, mas uma declaração de inimizade, de acusação de posse indevida. Queriam Isaque fora de seus termos para que ele não os matasse no futuro, devido ao crescimento de seu povo com as bênçãos de DEUS sobre ele.

Isaque ainda reabriria mais dois poços, o de Reobote (alargamento da terra diante de si) e o de Berseba (Juramentos, abundância).


3.   Isaque age com diplomacia    -     A região do Gerar era um lugar desolado à beira do deserto. A água era tão valiosa como o ouro. Se alguém cavava um poço, era como se estivesse empossando-se da terra. Alguns poços tinham fechaduras para evitar que os ladrões roubassem a água. Tampar o poço de alguém era lhe declarar a guerra; era um dos delitos mais graves na região. Isaque tinha todo o direito de declarar a guerra quando os filisteus arruinaram seus poços. Mesmo assim, decidiu não brigar. Ao final, ganhou o respeito dos filisteus por sua paciência e seus esforços de paz.

26.17-22 Em três ocasiões Isaque e seus homens cavaram novos poços. Quando surgiram as primeiras duas disputas, Isaque se mudou. Finalmente houve suficiente território para todos. Em vez de começar um grande conflito, Isaque optou pela paz. Estaria você disposto a renunciar a um posto importante ou a uma pertença valiosa para manter a paz? Peça a DEUS sabedoria para saber quando deve retirar-se e quando deve levantar-se e brigar.



                III.    DEUS APARECE A ISAQUE


 1.    Promessas para Isaque    -    1) DEUS procurou estabelecer o concerto abraâmico com cada geração seguinte, a partir de Isaque, filho de Abraão (17.21). Noutras palavras, não bastava que Isaque tivesse por pai a Abraão; ele, também, precisava aceitar pela fé as promessas de DEUS. Somente então é que DEUS diria: “Eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente” (26.24).

(2) Durante os vinte primeiros anos do seu casamento, Isaque e Rebeca não tiveram filhos (25.20,26). Rebeca permaneceu estéril até que Isaque orou ao Senhor, pedindo que sua esposa concebesse (25.21). Esse fato demonstra que o cumprimento do concerto não se dá por meios naturais, mas somente pela ação graciosa de DEUS, em resposta à oração e busca da sua face (ver 25.21).

(3) Isaque também tinha de ser obediente para continuar a receber as bênçãos do concerto. Quando uma fome assolou a terra de Canaã, por exemplo, DEUS proibiu Isaque de descer ao Egito, e o mandou ficar onde estava. Se obedecesse a DEUS, teria a promessa divina: “...confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai” (26.3; ver 26.5).

a- Uma promessa que só poderia ser cumprida por um milagre de DEUS (Sarai era estéril).

b- Uma promessa que dependia de uma aliança.

c- Uma promessa que levou 25 anos para se cumprir (Promessa feita quando Abrão tinha 75 anos e Isaque só nasceu quando Abraão tinha 100 anos).

2. Seu nascimento, um verdadeiro milagre.

a- Milagre porque Sarai era estéril.

b- Milagre porque Sara tinha 89 anos quando ficou grávida de Isaque.

c- Milagre porque foi predito e até o nome dado antes.


2.   Abimeleque faz um pacto com Isaque    -    A cena se inicia com uma visita surpreendente. Abimeleque, o mesmo rei que havia expulsado Isaque, agora o procura. Ele não vem sozinho, mas com uma comitiva de alto nível: Auzate, seu conselheiro pessoal, e Ficol, o comandante do seu exército. A presença do chefe militar indica a seriedade e a natureza oficial da visita; não se tratava de um encontro casual, mas de uma missão diplomática.

A pergunta de Isaque é direta e revela a ferida da rejeição anterior: “Por que viestes a mim, pois que me aborreceis e me enviastes de vós?” (v. 27). Ele não age com falsidade nem esconde o histórico de conflito. Sua honestidade prepara o terreno para uma reconciliação genuína.

A resposta de Abimeleque é o ponto central da passagem. Ele confessa a razão de sua vinda: o reconhecimento da mão de Deus sobre a vida de Isaque. “Vimos, claramente, que o SENHOR é contigo” (v. 28). Este é um testemunho poderoso. A vida de Isaque, marcada pela bênção, prosperidade e resiliência em meio à oposição, pregou um sermão mais eloquente do que quaisquer palavras. O mundo, representado por Abimeleque, mesmo em sua hostilidade, foi forçado a admitir a realidade da presença e do favor de Deus na vida de Seu servo.

Movidos por esse reconhecimento (e, pragmaticamente, pelo temor do Deus de Isaque), eles propõem uma aliança (berith, em hebraico), um tratado de não agressão. A linguagem que usam, “como nós te não temos tocado, e como te fizemos somente bem”, é uma versão um tanto idealizada dos eventos, mas revela seu desejo de se posicionarem favoravelmente diante daquele a quem Deus abençoava. A sua declaração culmina em uma confissão notável: “Tu és, agora, o bendito do SENHOR” (v. 29).

A reação de Isaque é um modelo de graça. Em vez de guardar rancor ou exigir reparações, ele oferece hospitalidade, preparando-lhes um banquete. A refeição compartilhada era, na cultura oriental, um símbolo poderoso de comunhão e paz. No dia seguinte, o acordo é formalizado com um juramento, e Isaque os despede em paz, selando a reconciliação.


A confirmação divina: o poço do juramento (v. 32-33)

“E aconteceu, naquele mesmo dia, que vieram os servos de Isaque, e anunciaram-lhe acerca do poço que tinham cavado, e disseram-lhe: Temos achado água. E chamou-o Seba; por isso, é o nome daquela cidade Berseba até ao dia de hoje.”

A soberania e o tempo perfeito de Deus são magnificamente demonstrados aqui. Naquele mesmo dia em que Isaque agiu como um pacificador, seus servos encontram água. Este evento não é uma mera coincidência. É o selo da aprovação de Deus sobre a atitude de Isaque. Enquanto Isaque se ocupava em fazer as pazes com os homens, Deus se ocupava em prover para ele de maneira abundante.

A água, recurso mais valioso do deserto, surge como uma confirmação tangível da bênção que Abimeleque acabara de reconhecer. Isaque nomeia o poço de Seba (que significa "juramento") e a cidade passa a ser chamada de Berseba ("poço do juramento"). O ato de paz de Isaque com seus vizinhos fica permanentemente marcado na geografia e na história da nação.    


3.    O poço de Berseba    -     No hebraico «poço do juramento» ou «poço de sete». Uma cidade que ficava na porção sul da Palestina, que tem sido identificada com a moderna Tell es-Saba, a meio caminho entre o mar Mediterrâneo e a extremidade sul do mar Morto. O nome foi dado a esse lugar por causa do poço que foi ali cavado e devido ao acordo firmado entre Abraão e Abimeleque (Gên. 21:31).

Aparentemente, era um dos lugares favoritos de Abraão, onde também ele plantou um dos bosques que chegou a ser local de um dos templos da antiguidade do povo israelita (ver Gên. 21:33). Isaque habitava ali quando Esaú vendeu a Jacó o seu direito de Primogenitura. Foi do acampamento que havia nas proximidades que Jacó partiu em sua viagem à Mesopotâmia. Jacó fez uma parada em Berseba a fim de oferecer um sacrifício ao DEUS de seus antepassados, quando, noutra ocasião, estava a caminho do Egito (Gên. 46:1). As disputas entre Jacó e Esaú .tiveram lugar nessa região (Gên. 28:10).

Quando da distribuição do território palestino, a região foi dada à tribo de Simeão (Jos. 19:2). Porém, visto que essa tribo chegou a mesclar-se tanto com a tribo de Judá (Juí. 1:3), as cidades pertencentes a Simeão, incluindo Berseba, também aparecem entre as aldeias do distrito de Neguebe, pertencente a Judá (Jos. 15:28). Antes do estabelecimento da monarquia, Samuel deixou ali instalados os seus filhos, para atuarem como juizes (I Sam. 8:2). - Com o tempo, Berseba passou a indicar, proverbialmente, o extremo sul do território de Israel, dentro da expressão: «De Dã a Berseba» que indica a extensão total da Terra Santa (Juí. 20:1; I Sam. 3:10). Isso continuava tendo aplicação durante o reinado de Saul (II Sam. 3:10).

Elias fugiu para Berseba, que era uma cidade de refúgio no século VIII A.C., frequentada por gente vinda do norte de Israel (Amós 5:5; 8:14). Quando os dois reinos se separaram; no norte, Israel; no sul, Judá, a expressão «de Dã a Berseba” foi alterada para «desde Berseba até o vale de Hinom» (Nee. 11:27,30). Após o exílio babilônico, foi repovoada (Nee. 11:27). A arqueologia tem encontrado ali consideráveis ruínas. Há ali sete poços que podem ser facilmente distinguidos, e, nas colinas que circundam o vale, há várias ruínas. (ALB UN Z)





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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Genesis - Série Cultura Bíblica - Derek Kidner

Gênesis 26:26-35 - O acordo entre Isaque e Abimeleque | Canal do Evangelho

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 Wh, Família Cristã Church, Cajamar, SP - YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 8, CPAD, Isaque, Herdeiro da Promessa, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV