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sexta-feira, 12 de junho de 2026

LIÇÃO 12 - A RECONCILIAÇÃO DE JACÓ COM ESAÚ.

 

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II



                    TEXTO ÁUREO

"Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram." (Gn 33.4)


                 VERDADE PRÁTICA

Em Deus, sempre há possibilidade de perdão e reconciliação.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 33. 1-10


                INTRODUÇÃO


Jacó e Esaú eram irmãos gêmeos. Com o passar dos anos, tiveram diferenças tais que se fizeram desafetos entre si a ponto de Esaú ameaçar o irmão de morte, o que causou grande preocupação aos seus pais. Como vimos, os seus pais aconselharam-no a buscar refúgio na casa do seu tio, Labão, em Padã-Arã, situada a quase mil quilômetros de Berseba, na terra de Canaã. Foi uma longa jornada a pé carregando os seus pertences pessoais. Ele saiu com a bênção do seu pai e, no caminho, teve um encontro com Deus, quando teve um sonho-revelação, e recebeu a bênção de Deus, que lhe prometeu as bênçãos dadas a Abraão e a Isaque e que nunca o desampararia (Gn 28.1-30). 

Ele foi provado diversas vezes em Harã. Teve que trabalhar quatorze anos por Raquel, a quem realmente amava, e por Leia, com quem teve de casar-se contra a sua vontade (Gn 29.21-31). Trabalhou com o tio-sogro durante vinte anos e sofreu mudança no seu salário dez vezes (Gn 31.7). Colheu o que plantou e em proporção muito maior. Isso porque, em qualquer plantação, a colheita sempre é maior que a semeadura. Mas Deus interveio e propiciou um pacto entre Labão e Jacó, havendo reconciliação entre ambos (Gn 31.43-55), e ordenou que Jacó voltasse à sua terra. Na viagem de retorno a Canaã, ocorreu o encontro de Jacó com o seu irmão, Esaú, que foi ao seu encontro com uma não pequena multidão. Com receio de possível ato de vingança por parte do irmão, Jacó enviou a ele um presente de alto valor, como vimos no capítulo anterior. 

Pela bondade de Deus, o encontro entre eles foi muito além do que Jacó esperava. Com o coração temeroso, Jacó tomou providências para proteger as suas esposas, os seus filhos e as suas servas. Surpreendentemente, em lugar de vingança, Esaú foi ao encontro de Jacó, abraçou-o e beijou-o, havendo o inesperado encontro fraternal entre os dois irmãos, que, pela graça de Deus, tomaram atitudes de valor elevadíssimo em termos de relacionamento humano e também de natureza espiritual. A Bíblia registrou aquele episódio dramático e emocionante para que ficasse como exemplo a ser seguido por todos os que tiverem divergências e motivos de aborrecimentos presentes ou passados.



                I.    IRMÃOS EM CONFLITO


1.    Jacó    -    Jacó é retratado como um homem astuto e calculista, que buscou a bênção da primogenitura e a bênção paterna por meios enganosos (Gênesis 25:29-34; 27:1-29). Sua natureza "suplantadora" (significado de seu nome) o levou a agir de forma que gerou profunda inimizade com seu irmão. Teologicamente, Jacó representa a humanidade que, em sua própria força e engano, tenta alcançar as promessas divinas, muitas vezes falhando em confiar na soberania de DEUS.

A história de Jacó nos lembra que as bênçãos de DEUS não dependem de nossa astúcia ou manipulação, mas de Sua graça e soberania. Devemos buscar a DEUS com integridade, confiando que Ele cumprirá Suas promessas em Seu tempo e maneira. Evitar o engano e a manipulação nas relações é fundamental para a paz e a comunhão.


2.    Esaú    -   Esaú, por outro lado, é descrito como um homem impulsivo e focado nos prazeres imediatos. Ele desprezou sua primogenitura, vendendo-a por um prato de lentilhas (Gênesis 25:29-34), e casou-se com mulheres cananeias, desagradando seus pais (Gênesis 26:34-35). Sua raiva e desejo de vingança contra Jacó (Gênesis 27:41) revelam a profundidade de sua mágoa e a falta de perdão. Teologicamente, Esaú ilustra a negligência das coisas espirituais em favor das satisfações carnais e temporais, e as consequências da amargura e da falta de perdão.

A atitude de Esaú serve como um alerta para não desprezarmos as bênçãos espirituais e eternas em troca de gratificações momentâneas. A amargura e o desejo de vingança podem destruir relacionamentos e impedir a paz interior. A importância de perdoar e buscar a reconciliação é enfatizada.


3.    Raquel    -   Embora Raquel não seja diretamente parte do conflito inicial entre os irmãos, sua presença na vida de Jacó é significativa. Jacó trabalhou 14 anos por ela (Gênesis 29:18-30), e ela se tornou sua esposa amada. Sua esterilidade inicial e a rivalidade com Lia (Gênesis 30:1) adicionaram complexidade à família de Jacó. Teologicamente, Raquel representa a busca humana por amor e satisfação, e as dificuldades e provações que podem surgir mesmo em relacionamentos abençoados por DEUS.

A história de Raquel nos lembra que, mesmo em meio a bênçãos e promessas, a vida é marcada por desafios e imperfeições humanas. A paciência, a fé e a confiança em DEUS são essenciais para lidar com as adversidades e as complexidades dos relacionamentos familiares.



                    II.    O ENCONTRO ENTRE JACÓ E ESAÚ


1.   Deus entra em ação    -    Antes do encontro, Jacó tem um encontro com DEUS em Peniel, onde luta com um anjo e recebe um novo nome, Israel (Gênesis 32:22-32). Este evento marca uma transformação profunda em Jacó, que passa de um suplantador para alguém que luta com DEUS e prevalece. A intervenção divina prepara o coração de Jacó para a reconciliação e, de forma soberana, também amolece o coração de Esaú, que vem ao encontro de Jacó com 400 homens, mas com uma atitude de perdão.

O encontro em Peniel é um lembrete poderoso de que a verdadeira transformação e a capacidade de enfrentar desafios (como a reconciliação) vêm de um encontro genuíno com DEUS. É Ele quem prepara os corações e abre caminhos para a paz, mesmo em situações aparentemente irreconciliáveis. Devemos buscar a DEUS em oração e dependência antes de confrontar situações difíceis.


2.    Esaú abraça e beija Jacó   -    Contrariando as expectativas de Jacó, que temia a vingança de Esaú, o encontro é marcado por um abraço e beijos emocionados (Gênesis 33:4). Esaú corre ao encontro de Jacó, abraça-o, lança-se ao seu pescoço e o beija, e ambos choram. Este gesto de amor e perdão é um testemunho da graça de DEUS e da capacidade humana de superar mágoas profundas.

Este momento é um exemplo vívido do poder do perdão e da reconciliação. Ele nos ensina que o amor pode superar anos de ressentimento e que a iniciativa de perdoar, mesmo quando se foi o ofendido, pode trazer cura e restauração. É um convite a praticar o perdão e a buscar a reconciliação ativamente em nossos próprios relacionamentos.


3.    O perdão verdadeiro    -     O perdão demonstrado por Esaú é genuíno e completo. Ele não apenas perdoa Jacó, mas também recusa os presentes que Jacó lhe oferece, dizendo que já tem o suficiente (Gênesis 33:9). A atitude de Esaú reflete um coração liberto da amargura e do desejo de retribuição. O perdão verdadeiro não busca compensação, mas a restauração do relacionamento.

O perdão verdadeiro, como o de Esaú, é um ato de libertação para quem perdoa e para quem é perdoado. Ele restaura a dignidade, promove a cura e permite que ambos sigam em frente. Na perspectiva cristã, o perdão é um reflexo do perdão de DEUS por nós em CRISTO, e somos chamados a perdoar uns aos outros como CRISTO nos perdoou (Efésios 4:32).


Em primeiro lugar, houve humilhação da parte de Jacó, o ofensor, que se arrependeu profundamente do seu triste ato perante o seu pai, por conselho errado da sua mãe, que o induziu a apossar-se com engano da bênção do irmão. 

Em segundo lugar, Esaú foi sensível ao toque de Deus para perdoar o seu irmão. 

Em terceiro lugar, Esaú não apenas pensou, como também tomou a atitude humilde de perdoar o seu irmão, e fez isso da forma mais concreta possível: “Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram” (Gn 33.4). Podemos dizer que o Adversário, que quis até a morte de Jacó, foi envergonhado, mas o nome do Deus de Abraão foi glorificado. É interessante notar nesse belíssimo exemplo de amor e de reconciliação que nenhum dos irmãos falou nada um para o outro. 

Jacó não usou palavras para pedir perdão, mas foi até o seu irmão e inclinou-se sete vezes! Esaú, por sua vez, não relembrou nenhuma falta do irmão, mas correu ao encontro de Jacó, abraçou-o, lançando-se sobre o seu pescoço, beijou-o, e ambos choraram. Como seria valioso se, hoje, quando irmãos estão com mágoa um do outro, seguissem esse tão nobre exemplo: o ofendido fosse ao encontro do ofensor, e ambos se abraçassem e beijassem-se. 

Certamente, muitas reconciliações seriam bem mais interessantes. 

Jesus ensinou: Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão. Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano. (Mt 18.15-17)



                III.    A FAMÍLIA DE JACÓ SEGUE SEU CAMINHO


1.   Os irmãos se separam     -     Após o encontro e a reconciliação, Jacó e Esaú seguem caminhos separados (Gênesis 33:16-17). Esaú retorna para Seir, e Jacó continua sua jornada para Sucote e depois para Siquém. A separação não indica uma nova discórdia, mas o reconhecimento de que cada um tinha seu próprio caminho e destino, e que a reconciliação não necessariamente significa uma convivência constante, mas a restauração da paz e do respeito mútuo.

A reconciliação nem sempre implica em uma retomada completa da antiga proximidade ou em uma convivência diária. Às vezes, a cura de um relacionamento permite que as partes sigam seus próprios caminhos em paz, mantendo o respeito e o amor. É importante entender que o perdão abre portas para a paz, mesmo que as circunstâncias da vida exijam distanciamento físico.


2.    Jacó não retorna para a casa de seu pai   -     Jacó, após o encontro com Esaú, não retorna imediatamente para a casa de seu pai Isaque em Hebrom. Ele se estabelece em Sucote e depois em Siquém (Gênesis 33:17-18). Esta decisão pode indicar um desejo de estabelecer sua própria família e legado, ou talvez uma prudência em não reabrir feridas antigas. Teologicamente, isso mostra a progressão da jornada de fé de Jacó, onde ele continua a construir sua vida sob a direção de DEUS, mesmo após a resolução de um grande conflito.

A jornada de fé é contínua. Mesmo após grandes vitórias e reconciliações, somos chamados a prosseguir, a estabelecer raízes e a construir nossa vida de acordo com a vontade de DEUS. A prudência e a sabedoria são importantes ao tomar decisões sobre onde e como nos estabelecemos, sempre buscando a direção divina.


3.     Jacó levanta um altar ao Senhor     -       Em Siquém, Jacó compra um pedaço de terra e levanta um altar, chamando-o de El-Elohe-Israel, que significa "DEUS, o DEUS de Israel" (Gênesis 33:19-20). Este ato é um testemunho público de sua fé e gratidão a DEUS por Sua proteção, provisão e pela reconciliação com Esaú. É um reconhecimento da soberania de DEUS em sua vida e um compromisso de adoração.

Levantar um altar ao Senhor simboliza a prioridade de DEUS em nossa vida. Após superarmos desafios e experimentarmos a graça divina, é fundamental expressar nossa gratidão e reafirmar nosso compromisso de adoração. Este ato nos lembra da importância de ter um lugar de culto e de testemunhar publicamente nossa fé, reconhecendo que todas as bênçãos vêm do Senhor.




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.

Pr. Local: Pr. Selmo Pedro.

INSTAGRAN: @PBJUNIOOFICIAL

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21

Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Genesis - Série Cultura Bíblica - Derek Kidner



sexta-feira, 5 de junho de 2026

LIÇÃO 11 - JACÓ: DE ENGANADOR A HOMEM DE HONRA.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                    TEXTO ÁUREO

"Então, disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste." (Gn 32. 28)


                    VERDADE PRÁTICA

Somente Deus pode transformar o caráter e a vida do ser humano.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 32. 22-31


                    INTRODUÇÃO


A vida de Jacó foi marcada por mudanças das mais diversas. Umas, muito positivas, e outras, bem negativas. o nascer, gêmeo, ao lado do seu irmão, ele chamou a atenção. Sendo o segundo a sair do ventre da mãe, segurou o calcanhar de Esaú e foi considerado um “suplantador”. Na infância e depois como jovem, mostrou que era diferente do seu irmão. Gostava mais de passar o dia na tenda, em companhia da sua mãe, enquanto o seu irmão preferia estar fora de casa, e inclinou-se para a vida no campo e tornou-se caçador. Como já foi visto, Isaque tinha uma predileção por Esaú, enquanto Rebeca amava mais a Jacó. 

Na juventude, os conflitos manifestaram-se e chegaram ao cume quando o seu pai, pressentindo a chegada da morte, resolveu dar a bênção a um dos filhos e pediu a Esaú para ir à caça, apanhar um animal e preparar-lhe um saboroso guisado antes de abençoá-lo. Rebeca preferia que a última bênção de Isaque fosse dada a Jacó, a quem ela mais amava, e preparou uma artimanha enganosa, pela qual fez Jacó passar-se por Esaú aproveitando-se da pouca visão do pai. Vimos que tal arranjo foi muito prejudicial para os dois irmãos e para a família. Jacó foi beneficiado e tomou a bênção que deveria ser do seu irmão com engano e mentira. Por isso, foi chamado de “enganador”. As consequências foram tão sérias que Esaú, ao constatar que Jacó usurpara a sua bênção, prometeu matar o seu irmão assim que o seu pai morresse. Isaque e Rebeca, temendo a tragédia, mandaram que Jacó fosse para a casa do seu tio Labão passar certo tempo até que a ira do seu irmão aplacasse.


                I.    A FAMÍLIA DE JACÓ


1.    Um encontro especial    -    No meio da caminhada, sozinho, ele dormiu ao relento, tendo uma pedra por travesseiro, e teve um sonho que mudou a sua história. Deus revelou-se a ele naquele sonho e fez-lhe promessas semelhantes às que fizera a Abraão, e a Isaque, e à sua descendência. Ao chegar próximo à cidade, viu um poço, diante do qual as pessoas tiravam água, mas havia um protocolo: só tiravam a pedra que fechava o poço quando todos os rebanhos estivessem se juntado. Ao perguntar se eles conheciam Labão, disseram que sim (Gn 29.1-5). 

Naquele ínterim, Raquel, a sua prima, aproximava-se do poço e iria esperar que tirassem a pedra. Sabedor de que ela era a sua parenta, tomou a iniciativa de revolver a pedra do poço e deu de beber ao rebanho de Labão e a todos os que ali se encontravam. Naturalmente, todos os pastores de ovelha ficaram impressionados, pois Jacó quebrara toda a tradição para tirar água do poço. Além disso, ele próprio apresentou-se a Raquel e beijou-a emocionado a ponto de derramar lágrimas diante dela e dos circunstantes (Gn 29.6-11). 

Sob efeito daquela emoção, Raquel pegou o seu cântaro e foi para casa, onde, visivelmente abalada, contou a seus pais o que ocorrera. Labão foi ao encontro de Jacó, reconheceu que ele era o seu parente próximo e levou-o para a sua casa, onde trabalhou com afinco. Com o passar dos dias, Labão quis retribuir a Jacó pelo seu trabalho; mas ele disse que preferia ter Raquel como a sua noiva, por quem trabalharia sete anos seguidos. Labão concordou. Porém, após os sete anos, Jacó começou a colher o que plantou (Gn 29.12-20).


2.    O enganador é enganado    -    Decorridos sete anos de trabalho, Jacó pediu ao sogro para levar a sua esposa, Raquel, para ter a sua própria casa. Labão fez um banquete para o casamento e convidou os moradores do lugar para aquela festa. Após as núpcias, Labão enganou a Jacó; em lugar de entregar Raquel para passar a lua de mel, chamou a filha mais velha, Leia, e entregou-a a Jacó. No dia seguinte, quando percebeu o que havia acontecido, Jacó protestou, mas Labão disse que não poderia dar a filha mais nova antes da mais velha. Propôs, então, que ele trabalhasse mais sete anos por Raquel. Como Jacó a amava, submeteu-se àquela proposta absurda. Para ele, o tempo passou rápido e ficou es poso de Raquel, a quem amava, de fato, e de Leia, com quem se casou obrigado e enganado.


3.    Muitos filhos     -     Jacó teve doze filhos com Raquel, Leia e suas respectivas servas, que eram esposas secundárias. Esses filhos foram líderes das doze tribos de Israel. Leia era a filha mais velha de Labão. Com ela, Jacó foi en ganado pelo seu sogro. Ele desejava casar-se com Raquel, a quem amava, mas Labão usou um artificio enganador e, depois de dar um banquete pelo suposto casamento com Raquel, na noite de núpcias, em lugar de entregar Raquel ao genro, pôs Leia ao lado dele.

 Imaginando estar com a sua amada no seu seio, teve relações com ela, totalmente enganado. Com ela, Jacó teve Rúben, Simeão, Levi e Judá (Gn 29.32-35) e depois Issacar e Zebulom (Gn 30.17-20), totalizando seis filhos, e mais uma filha, a quem deram o nome de Diná (Gn 30.21). Com Zilpa, serva de Leia, Jacó teve mais dois filhos: Gade e Aser (Gn 30.9-13). Com Bila, serva de Raquel, Jacó também teve dois filhos: Dã e Naftali (Gn 30.3-8).

 Com Raquel, a sua esposa amada, Jacó teve mais dois filhos: José (Gn 30.22-24) e depois Benjamim (Gn 35.16-19). Porém, Raquel teve problemas no parto e faleceu. Assim, Jacó teve 13 filhos, sendo 12 homens e uma filha, dos quais oito ele os teve com suas duas esposas e quatro com as duas servas das esposas. Isso prova que Deus não é elitista; a maior parte dos filhos que Jacó teve foi com Leia, a esposa indesejada, e com as servas; os quais formaram a liderança das doze tribos de Israel. Apenas duas tribos tiveram seus líderes 126 JACÓ: DE ENGANADOR A HOMEM DE HONRA nascidos de Raquel, a sua esposa a quem tanto amava, que faleceu no parto do segundo filho.



                II.    JACÓ DESEJA RETORNAR A SUA TERRA


1.    Jacó almeja retornar para sua casa     -     O rosto de Labão não lhe era favorável, como anteriormente. Finalmente, o relacionamento entre o tio e sobrinho chegou ao fim. Jacó percebeu que Labão e seus filhos eram-lhe hostis por causa do seu sucesso. Além disso, já possuía riqueza e propriedades suficientes para satisfazê-lo. Assim, quando recebeu ordem do Deus de Betel para se por a caminho, sabia que já era hora de voltar para casa. Vinte anos tinham se passado, durante os quais sua mãe já morrera. Talvez Labão ficasse ainda mais desagradável. Era hora de partir.

4-13. Jacó explicou sua decisão às suas esposas, dizendo-lhes como o Anjo de Deus lhe falara em sonho e o encorajara em seu propósito. O "anjo" se identificou com Aquele que apareceu a Jacó em Betel. Era realmente o próprio Jeová.

14-16. Lia e Raquel apoiaram fortemente a decisão de Jacó. Elas conheciam seu pai e tinham perdido o amor e o respeito por ele. Lembraram-se que recebera quatorze anos de trabalho de Jacó sem lhes dar a parte que uma noiva tinha direito de receber. Não nos considera ele como estrangeiras? disseram. Pois nos vendeu, e consumiu tudo o que nos era devido (v. 15 ).

 Jacó Parte de Harã. As relações entre Jacó e Labão não demoraram nada a azedar. Jacó sofreu às mãos de seu tio, Labão, o mesmo tratamento que Jacó havia conferido a Esaú, o que mostra que a lei da colheita segundo a semeadura estava operando. Todavia, Labão prosperava, porquanto Jacó era fiel e operoso, e Labão nunca teria abandonado a situação se o próprio Jacó não tivesse desistido. Reunindo sua família e suas propriedades, Jacó partiu de Padã-Harã a fim de retornar à sua terra de Canaã, o que ocorreu em cerca de 1960

A.C. Labão só descobriu a fuga de Jacó ao terceiro dia; mas, quando a percebeu, saiu ao encalço do sobrinho e genro com um grupo armado. Todavia, Deus fez intervenção e advertiu Labão a que não tentasse fazer qualquer mal a Jacó. Assim, não sendo capaz de fazer qualquer coisa de radical, ao alcançar Jacó, limitou-se a repreendê-lo severamente. Por que Jacó partira secretamente? Por que havia enganado seu tio? Por que havia levado suas filhas e netos, sem dar-lhe uma oportunidade de despedir-se? E, acima de tudo, por que Jacó cometera o ultraje de furtar seus deuses domésticos (seus santos protetores)?

Dessa vez, pelo menos Jacó disse a verdade. Ele temia o que Labão poderia querer fazer contra ele. E calculou que, no mínimo, mandá-lo-ia vazio, e que os seus familiares e os seus bens seriam forçados a ficar em Padã-Harã. No tocante aos terafins ou deuses domésticos, Jacó afirmou que não os havia tirado, e que qualquer um que o tivesse feito poderia ser executado. (Raquel não contara a Jacó que ela é quem furtara os tais deuses). Labão procurou e apalpou por toda a parte e nada achou. Raquel estava assentada sobre a sela de seu camelo, e os deuses estavam ocultos debaixo da sela. Ela estava serenamente sentada, com um ar de inocência. E disse a Labão que ele teria de desculpa-la, pois não podia levantar-se, visto que estava menstruada. Os ídolos permaneceram seguramente ocultos debaixo da sela, porquanto uma mulher, e tudo quanto ela tocasse, era considerado imundo, estando ela nesse período. Pelo menos assim se dava na lei mosaica posterior, e podemos supor que a crença era anterior a essa data.


2.    O acordo entre Labão e Jacó     -    Ofereceu a Jacó que estipulasse seu salário. Imagine a sua surpresa quando o seu sobrinho lhe fez uma contra-oferta que lhe pareceu esmagadoramente a seu favor. Na Síria as ovelhas são brancas e as cabras são negras, com muito poucas exceções. Jacó ofereceu-lhe para começar o seu acordo imediatamente, aceitando como suas as ovelhas que não fossem brancas e as cabras que não fossem negras, deixando o restante para Labão. Assim, ambos os patrimônios poderiam prosperar. Labão aceitou a oferta imediatamente. Naquele mesmo dia levou para uma distância segura todas as ovelhas e cabras "fora de série" para que Jacó não tivesse com o que começar. Os animais que ele separou entregou a seus filhos. Foi um ardil baixo e covarde Labão acreditava que tornara impossível a vitória de Jacó, porque removera todo o capital de Jacó antes de começar a competição.

37-42. Mas Jacó não se entregava tão facilmente assim. Ele usou de três expedientes para derrotar seu tio. Colocou varas listadas diante das ovelhas nos locais onde bebiam água, para que o colorido das crias ficasse sujeito à influência pré-natal. É fato estabelecido, declara Delitzsch, que se pode garantir crias brancas nas ovelhas colocando muitos objetos brancos junto dos bebedouros (New Commentary on Genesis, in loco). Jacó também separou do rebanho os cordeiros e cabritos listados e salpicados. mas os manteve à vista das ovelhas, para que estas fossem influenciadas. Seu terceiro expediente foi deixar que essas influências predeterminantes agissem sobre as ovelhas mais fortes, para que os seus cordeiros e cabritos fossem mais fortes e mais viris que os outros. Jacó foi bastante astuto para recorrer à influência pré-natal e reprodução seletiva.

43. Como resultado desse esquema, dentro de poucos anos Jacó ficou imensamente rico em ovelhas e cabras. Embora tivesse usado a sua cabeça, ele foi o primeiro a declarar que o Senhor interveio na sua vitória. Jeová tornava possível que o patriarca retornasse a terra prometida com recursos, vindo a ser o príncipe de Deus, que executara à vontade divina.

Jacó Retorna a Canaã. 31:1-55.


3.    Deus manda Jacó retornar à casa de seus pais    -    Mas, agora, o Senhor havia instruído Jacó para que voltasse para casa (Gn 31.3,11-13). Jacó falou com suas esposas e as lembrou de que seu pai Labão havia mudado seus ganhos “dez vezes” (Gn 31.4-7). Elas lhe asseguraram a aceitação de seus planos (vv. 14-16).

Enquanto Labão estava pastoreando o seu rebanho, Jacó com suas esposas, filhos, servos e rebanhos partiram rumo à terra de seu rebanho, Jacó com suas esposas, filhos, servos e rebanhos partiram rumo à terra de seu pai (Gn 31.17-20). Eles cruzaram o rio Eufrates e seguiram em direção a Gileade. Depois de três dias, Labão, ouvindo sobre a fuga, os perseguiu durante sete dias, encontrando-os na montanha de Gileade a, aproximadamente, 650 quilômetros de Harã (vv. 21-25). Irado, Labão levantou três acusações contra Jacó (vv. 26-30): (1) que ele fugiu em segredo; (2) que sequestrou suas filhas; (3) e, que roubara seus ídolos do lar (terafim; cf. G. E. Wright, Biblical Archaeology, p· 44). Jacó contava com vinte anos de servjço árduo e sofria a constante tentativa de Labão de defraudá-lo em seus ganhos. Depois de muitos discursos bombásticos, nos quais cada um tentava sobrepujar o outro exagerando nos erros cometidos pela outra parte, Labão sugeriu uma trégua, que foi marcada pelo estabelecimento de uma coluna e um monte de pedras, e que culminou em um banquete de aliança que durou a noite toda (vv. 3154־). Na manhã seguinte, Labão retomou a Harã e Jacó viajou em direção ao sul. 

Sem dúvida Jacó sentiu grande alívio em poder replicar a Labão. A atmosfera clareou-se e Labão abandonou a sua mordacidade. Os dois homens fizeram um acordo, ratificando-o e comemorando o acontecimento com o levantamento de uma coluna de pedras no alto da colina. A coluna constituiu o que foi chamado de Mispa ou "posto de observação", de onde um observador podia ver toda a terra em ambas as direções. Indicava suspeitas e falta de confiança. Ao levantar essa coluna os homens queriam dizer que estavam convidando Jeová para se assentar ali e observar as duas pessoas nas quais não se podia confiar. Deus tinha de ser uma sentinela para vigiar Labão e Jacó, na esperança de que a luta fosse evitada. Jacó foi obrigado a prometer que trataria as filhas de Labão com bondade e consideração. Nenhuma das duas partes deveria atravessar a fronteira estabelecida para praticar violência contra a outra. Jamais uma deveria prejudicar a outra.



                III.     JACÓ NO VAU DE JABOQUE


1.    A  angústia e o medo de Jacó    -   Esaú vinha de Edom, os mensageiros de Jacó o informaram, para se encontrar com o grande grupo de viajantes que vinha de Padã-Arã. Edom era a terra que ficava ao sul do Mar Morto, que geralmente é chamada de Seir, no Monte Seir (v. 3) na Bíblia. No Novo Testamento o povo de Edom é chamado de os idumeus. Jacó estava com o coração cheio de medo, lembrando-se das ameaças de Esaú anos antes e imaginando que o seu irmão estivesse fazendo planos para se vingar dele. Quatrocentos homens sob o comando do selvagem homem de Edom poderiam ser perigosos. Jacó adotou três medidas definidas para garantir a segurança. Primeiro, orou ao Senhor humildemente. Segundo, enviou pródigos presentes a Esaú para despertar sua boa vontade. Terceiro, arrumou sua família, suas propriedades e seus guerreiros da maneira mais vantajosa e preparou-se para lutar caso fosse necessário.

9-12. Na sua oração Jacó fez o Senhor se lembrar de que Ele o convocara a fazer esta viagem para Canaã e lhe prometera proteção e vitória. A oração foi sincera e humilde. uma sincera súplica pedindo segurança, livramento e proteção na emergência que se lhe defrontava. Embora nenhuma palavra de confissão saísse dos lábios do suplicante com referência as injustiças que cometera a Esaú e Isaque, Jacó admitiu humildemente que era completamente indigno do favor de Deus literalmente, sou indigno (v.10). Demonstrou o seu temor de Deus e a sua fé nEle. Estava literalmente lançando-se nos braços do Senhor para obter a vitória e o livramento.

13-21a. O presente, ou minha foi algo muito bem escolhido, consistindo de cerca de 580 animais dentre os seus melhores rebanhos. O minha era um presente que geralmente se oferecia a um superior com a intenção de se obter um favor ou para despertar sua boa vontade. Jacó disse: Eu o aplacarei (v. 20). A palavra é muito significativa no que se refere à expiação. Seu sentido literal é, eu cobrirei. Por meio do presente, Jacó esperava "cobrir" o rosto de Esaú, de modo que ele fizesse vista grossa para a injúria, abandonando sua ira. Suas próximas palavras – porventura me aceitará – são, literalmente, para que ele levante o meu rosto. É uma linguagem simbólica, indicando plena aceitação depois do perdão. Jacó foi excepcionalmente humilde, cortês e conciliatório em suas mensagens para Esaú. Ele chamou Esaú de "meu Senhor" e intitulou-se "seu servo". Ele não deixaria nenhuma pedra que não fosse revolvida em busca da reconciliação.

21b-23. Na noite antes da chegada de Esaú, Jacó enfrentou o teste decisivo de toda a sua vida. Depois de fazer suas esposas e filhos atravessassem o Jaboque em segurança, ele voltou para a margem setentrional do rio para ficar sozinho na escuridão. O Jaboque era um tributário do Jordão, ao qual se juntava a cerca de meio caminho do Mar da Galiléia e Mar Morto. Hoje se conhece o Jaboque pelo nome de Zerka.


2.    Jacó ficou só e lutou com o anjo    -     Lutava com ele um homem, ate ao romper do dia. Na solidão da escura noite. Jacó encontrou-se com um homem que lutou com ele. O hebraico 'abaq, "dar voltas" ou "lutar", tem alguma ligação com a palavra Jaboque. Depois de uma longa luta, o visitante desconhecido exigiu que Jacó o soltasse. Jacó recusou-se a fazê-lo até que o estranho o abençoasse. O "homem" pediu a Jacó que declarasse o seu nome, o qual significa suplantador. Então o estranho disse que daquele momento em diante ele teria um novo nome com um novo significado.

A palavra Israel pode ser traduzida para aquele que luta com Deus, ou Deus luta, ou aquele que persevera, ou, pode ser associado com a palavra 'sar, "príncipe". O "homem" declarou: Lutaste com Deus .. . e prevaleceste. Era uma certeza da vitória no seu relacionamento com Esaú, como também certeza de triunfo ao longo do caminho. Na titânica luta, Jacó percebeu a sua própria fraqueza e a superioridade dAquele que o tocou. No momento em que se submeteu, tornou-se um novo homem, que pôde receber as bênçãos divinas e tomar o seu lugar no plano divino. O novo nome, Israel, dá idéia de realeza, poder e soberania entre os homens. Estava destinado a ser um homem governado por Deus, em vez de um suplantador inescrupuloso. Por meio da derrota alcançara o poder. Todo o resto de sua vida ficaria aleijado; mas sua manqueira seria um lembrete de sua nova realeza.

Peniel (ou Penuel) significa face de Deus. O i e o u são simplesmente vogais de ligação entre os substantivos pen e el. É provável que se localize a cerca de 11,2 ou 12,8 kms do Jordão no Vale de Jaboque. Jacó vira a lace de Deus e continuara vivo. Jamais esqueceria essa incrível experiência.


3.    Jacó é transformado     -       Nesta luta, Jacó ganhou uma medalha, que não mais perdeu. Vendo o Anjo que não prevalecia, adaptando a linguagem às inteligências humanas, tocou-lhe a coxa e marcou-o para toda a vida. Quando passou o ribeiro, manquejava. Por isto os filhos de Israel não comem esta parte dos animais.

Qual seria o efeito sobre Esaú, ao ver este homem coxeando? Sem pau na mão, sem capacidade física para uma luta corporal, com um coração penitente, revelado no grande presente feito, não teria isto influído poderosamente em Esaú, caso quisesse vingar-se? Este Jacó não é mais o Jacó que roubou a bênção auxiliado por sua mãe. O tempo, as circunstâncias, as experiências e sobretudo Deus mudaram este homem. O Dr. Carroll aconselhava seus discípulos a comprar todos os comentários e livros sobre esta luta de Jacó com o Anjo, e dizia que neste incidente está o segredo de poder de Jacó. É certo isto. Vale a pena os pregadores lerem e relerem esta história. Ela é sempre nova. Depois de um contacto destes com Deus, Abraão, Paulo e muitos outros foram mudados para toda a vida.

(O riacho de Jaboque está seco seis meses do ano, e mesmo quando cheio tem pouca água. O autor passou a seco este rio há tempos atrás. Nem sinal de água. Em certo ponto os árabes Indicam o lugar da luta entre o Anjo e Jacó. É um lugar deserto atualmente; a não ser uma birosca, nada mais se vê no local.)


 Ele ficou coxo O anjo “tocou a juntura de sua coxa; e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele” (Gn 32.25). Foi uma mudança visível no seu corpo. Quando alguém tem um encontro verdadeiro com Deus, todo o seu ser experimenta mudanças indeléveis, não só no ser interior, na alma e no espírito, mas também no seu aspecto físico. A Bíblia diz que “a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas” (Hb 4.12). No encontro de Jacó com o anjo, não foi só a palavra que o alcançou, mas o ser celestial tocou diretamente no seu corpo e deslocou a sua coxa. Uma lição espiritual pode ser tirada desse fato. Quando alguém tem um encontro com Deus, não anda mais como antes, com suas próprias forças, mas como disse o salmista: “Sairei na força do S e n h o r Deus; farei menção da tua justiça, e só dela” (SI 71.16). 3.2. Jacó luta pela bênção de Deus O anjo fez ver a Jacó que precisava retornar ao céu, pois a alva já havia subido. “Porém ele disse: Não te deixarei ir, se me não abençoares” (Gn 32.26). Quando uma pessoa tem um encontro com Deus, deseja e busca intensamente as suas bênçãos. 

Diz o apóstolo Paulo: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Cl 3.1,2). 3.3. Jacó tem seu nome mudado Seu nome de nascimento era Jacó (Ta 'aqov, no hebraico), que significa “aquele que segura pelo calcanhar” ou “suplantador”; também tem o significado de “enganador”, pelo fato de ter enganado o seu pai para usurpar a bênção que seria de Esaú. O anjo, porém, perguntou a ele: “Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. Então, disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” (Gn 32.27,28).

 Esse fato indica que o anjo que falou com Jacó seria o próprio Deus, pois ele diz que Jacó lutou com Deus e com os homens e prevaleceu. A mudança de nome também indica mudança de caráter, de atitudes e de comportamento. Depois do encontro com Deus, Jacó não mais seria conhecido como “enganador” ou “suplantador”; a partir daquele momento em que foi tocado pelo anjo, o seu nome seria Israel, um homem de fé, um homem fiel, um homem de honra. O impacto na mente de Jacó foi tão grande que ele quis saber o nome do anjo: “E Jacó lhe perguntou e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali” (Gn 32.29).



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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Genesis - Série Cultura Bíblica - Derek Kidner

JACÓ - Enciclopédia Ilumina

JACÓ - Comentário Bíblico Wesleyana

JACÓ - Dicionario Champlin

Jacó - Dicionário Wycliffe



sábado, 30 de maio de 2026

LIÇÃO 10 - A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ.

 

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II


TEXTO ÁUREO

"E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra, porque te não deixarei, até que te haja feito o que te tenho dito." (Gn 28.15)


VERDADE PRÁTICA

Após um encontro com Deus, Jacó é transformado. Ninguém sai da presença do Senhor da mesma maneira.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 28. 10-17



                    INTRODUÇÃO

"Era o terceiro no plano de DEUS para iniciar uma nação descendente de Abraão para dai nascer JESUS (Gl 3.16). O sucesso deste plano se deu mais 'apesar de' do que 'em razão da vida de Jacó. Antes de Jacó nascer, DEUS prometera que seu plano se desenvolveria através dele, e não de seu irmão gêmeo, Esaú. Embora os métodos de Jacó nem sempre fossem respeitáveis, suas habilidades, determinação e paciência tinham de ser reconhecidas. Ao acompanharmos sua vida desde o nascimento até à morte, vemos a mão de DEUS trabalhando."

"Jacó fazia tudo, o certo e o errado, com grande zelo. Ele enganou seu próprio irmão Esaú, e seu pai, Isaque. Ele lutou com DEUS, e trabalhou catorze anos para se casar com a mulher que amava. Por intermédio de Jacó, aprendemos como um forte líder pode, também, ser um servo. Também vemos como ações erradas sempre voltam para nos perturbar.

Depois de enganar Esaú, Jacó correu para salvar sua vida, viajando mais de 640 quilômetros até Harã, onde vivia seu tio, Labão. Pelo caminho, ele recebeu uma mensagem do Senhor, em um sonho, e deu a esse lugar o nome de Betel. Em Harã, Jacó se casou e iniciou uma família" 


        


                I.     UM SONHO QUE MUDOU UMA VIDA


1.    Uma escada que tocava o céu     -    O Incidente de Betei. A caminho de Berseba para Harã, Jacó parou para descansar, em Betei, que era chamada Luz, antes de receber aquele nome. Ali Jacó recebeu a visão da escada, com anjos que subiam e desciam pela mesma, posta entre a terra e o céu. Ele ficou sumamente admirado com a divina manifestação, e rebatizou o local com o nome de Betei, «casa de Deus» (Gên. 28:18,19). Jacó consagrou uma décima parte de toda a sua renda a DEUS (Gên. 28:10-22), aparentemente de forma perpétua. Betei (vide) ficava cerca de cem quilómetros de Berseba, pelo que esse incidente ocorreu ainda no começo de sua jornada, provavelmente com o propósito de infundir-lhe coragem. A Jacó, pois, foi garantida a proteção divina. O pacto-abraâmico foi confirmado com Jacó nessa oportunidade Gên. 28:3,4), pelo que os propósitos divinos estavam em operação, apesar das vicissitudes da vida de Jacó, a despeito de seus fracassos misturados com sucessos. Jacó erigiu um altar ali, e fez seus votos, incluindo o pagamento de dízimos a Yahweh.

 Uma escada misteriosa. Ela era posta na terra, mas seu topo tocava no céu; e o que mais lhe chamou a atenção, no sonho, foi que “os anjos de Deus subiam e desciam por ela”. Segundo Matthew Henry, essa escada é uma representação da providência de Deus, pela qual existe uma correspondência constante, entre o céu e a terra. Os conselhos do céu são executados na terra, e os atos e assuntos desta terra são todos conhecidos no céu e ali são julgados. A providência faz o seu trabalho gradualmente, passo a passo. Os anjos são empregados como espíritos ministradores, [...] são espíritos ativos, continuamente subindo ou descendo. Eles não descansam, noite e dia, do serviço, de acordo com as posições a eles designadas. Eles sobem, para prestar contas do que fizeram, e para receber ordens. E então descem, para executar as ordens que receberam.


2.    Deus apresentou-se em sonhos a Jacó     -    A vida em Harã (Gn 28-30). Quando a trama toda foi descoberta, Jacó foi enviado para junto de seus parentes em Harã. Em sua viagem a partir de Berseba, Jacó, como um exaurido, cansado, e fugitivo pecador, passou sua primeira noite nas proximidades do antigo santuário cananeu de Luz. Em uma visão noturna, DEUS revelou-se a este peregrino como o DEUS de seu pai. Ele também renovou a bênção da aliança (Gn 12.7; 13.14- 17; 26.3-5), prometeu-lhe a terra, deu-lhe uma missão universal e assegurou-lhe que teria a orientação divina e uma vida próspera. Jacó respondeu com um voto pessoal e chamou o local de Betel (q.v.).


3.    O concerto de Deus com Jacó    -     Acordado do sonho, seu primeiro pensamento foi que DEUS morava ali e que mui terrível era aquele lugar! Os antigos não tinham a concepção espiritual da divindade que nós temos, nem conheciam tanto de sua onipresença como nós, de modo que uma aparição destas era tomada logo como prova de que DEUS morava ali; em seguida, erigia-se o altar para o culto dos sacrifícios. Apressado como ia, Jacó não tinha tempo de construir este altar. Portanto, usou a pedra que lhe tinha servido de travesseiro, botou nela um pouco de azeite do que levava consigo para fins medicinais e chamou ao lugar "Betel", que significa "Casa de Deus". O nome do lugar antes era Luz. 

Nesta visão, Jeová repete a promessa tantas vezes feita de que sua linhagem seria numerosa. Jacó, por sua vez, faz um voto em base toda comercial, de que, de tudo que DEUS lhe desse, lhe daria o dízimo. Nisto podemos ver a nova ideia que Jacó teve de Deus, na sua vida. Esta manifestação foi o despertamento para um novo começo de vida, muito diferente da que tinha vivido antes. A isto se tem chamado a conversão de Jacó, e tem sido bem empregada a frase. As experiências que o esperavam não amorteceriam esta nova concepção de Deus, e, uns trinta anos depois, encontramos Jacó neste mesmo lugar, oferecendo a Jeová o dízimo de todas as coisas que tinha conseguido (cap. 35:7).



                II.     AS DESCOBERTAS DE JACÓ


1.     Jacó descobriu a presença de Deus     -     Espiritual e emocionalmente, ele não se sentia bem. No meio daquela luta, Deus se revelou a Jacó, mostrando que não estava só, e lhe fez promessas muito importantes. Ao acordar e constatar que tudo o que vira fora sonho, declarou para si mesmo: “Na verdade o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia”! 114 A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ Esse episódio na jornada atribulada de Jacó nos mostra que, muitas vezes, Deus está perto de nós, e não o percebemos. Por vezes, as tribulações da vida são tantas que nos fazem pensar que Deus não está conosco, não nos vê; que nos abandonou, diante de tantos problemas sem solução. Esquecemo-nos de que, se formos fiéis ao Senhor, obedecendo à sua voz e cumprindo os seus preceitos, Ele é fiel para cumprir o que planejou para nós.


2.    Jacó descobriu a Casa de Deus     -     Um ponto que aparece com força na fala dos pastores é que a fuga de Jacó não foi só geográfica. Não era apenas ir para longe do perigo. Era o começo de uma jornada espiritual profunda, onde Deus encontra o homem justamente no instante em que ele está mais vulnerável, mais inseguro, com mais perguntas do que respostas. E isso é muito parecido com o que acontece com a gente: às vezes é no momento mais “desajeitado” da vida — quando não dá nem para fingir controle — que o Senhor se revela com mais clareza.

O episódio também destaca o simbolismo do sonho: a escada não é um caminho construído pelo homem para chegar ao céu; ela vem do alto. Essa diferença é enfatizada com a lembrança da Torre de Babel: quando o homem tenta chegar ao céu por conta própria, dá errado. Mas quando Deus coloca o acesso, aí sim existe caminho. E a mensagem aponta para a figura do Senhor Jesus como mediador, aquele que liga o homem ao céu — uma leitura apresentada como prefiguração do que viria a se cumprir na obra de Cristo.


3.    Jacó descobriu a porta dos céus    -    O episódio vai costurando a história com detalhes que dão vida ao relato: a escada no sonho, os anjos subindo e descendo, e o Senhor se apresentando como o Deus de Abraão e de Isaque. E aí vem uma aplicação muito marcante: até aquele momento, Jacó conhecia Deus “por tabela” — como o Deus dos pais —, mas ainda não tinha vivido uma experiência pessoal. E quando essa experiência acontece, a jornada muda de cor. Ele acorda “um novo homem”, com a certeza de que Deus estaria com ele e o guardaria no caminho.

Outro trecho que chama atenção é quando o episódio fala sobre “cabeça na pedra e corpo na terra”. A ideia é simples e forte: mesmo que a caminhada não seja confortável, a mente precisa estar na Rocha. E, ao contrário de um travesseiro comum, que se molda à cabeça, a Rocha é que molda a pessoa. O episódio insiste nisso: Deus quer moldar a mente, corrigir a direção, alinhar a vida. Porque viver no “projeto de Deus” não é uma frase bonita — é uma mudança real de rumo.

E falando em mudança real, o programa lembra que a transformação de Jacó se completa mais à frente, no Val de Jaboque, quando ele tem um encontro decisivo e sai marcado. A imagem é usada para reforçar que um toque de Deus muda o caminhar, muda a postura, muda tudo. E isso conversa com muita gente hoje: há pessoas na igreja, participando, ouvindo, mas ainda sem perceber a presença do Senhor — como Jacó antes do sonho. A palavra do episódio é quase um chamado: continue buscando, porque uma hora Deus se revela, e você mesmo vai dizer: “Deus está neste lugar… e eu não sabia.”



                III.      A COLUNA DE BETEL


1.    A pedra transformada em coluna     -    Quando Jacó acordou do sono, disse: “Sem dúvida o Senhor está neste lugar, mas eu não sabia!” Teve medo e disse: “Temível é este lugar! Não é outro, senão a casa de Deus; esta é a porta dos céus”. Na manhã seguinte, Jacó pegou a pedra que tinha usado como travesseiro, colocou-a em pé como coluna e derramou óleo sobre o seu topo. E deu o nome de Betel àquele lugar, embora a cidade anteriormente se chamasse Luz.


a. Sem dúvida o Senhor está neste lugar, mas eu não sabia! Jacó estava certo ao sentir a presença do Senhor ali. Deus se revelou a Jacó tanto no sonho quanto na palavra. No entanto, se ele pensou que Deus estava em alguns lugares, mas não em outros, ele estava errado.


i. Mais tarde, o rei Davi entendeu que Deus estava em todos os lugares: “Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença?” (Salmo 139:7)


b. Temível é este lugar! De sua perspectiva não espiritual e talvez supersticiosa, Jacó deu muita ênfase a um lugar específico. Ele não percebeu que, se a presença do Senhor não estivesse com ele em todos os lugares, então Deus nunca poderia cumprir a promessa que lhe fez. Quando ele deixasse aquele lugar e viajasse para o leste, Deus ainda estaria com ele.


c. E deu o nome de Betel àquele lugar: a cidade de Betel teria um papel importante na história de Israel, mas às vezes como um lugar associado à idolatria. Entre as cidades de Israel, ela fica atrás apenas de Jerusalém no número de vezes que é mencionada no Antigo Testamento.


i. Mais tarde, ao falar com Jacó, Deus se referiu a si mesmo como “o Deus de Betel” (Gênesis 31:13).


ii. Betel acabaria se tornando um lugar alto, conhecido por ser um lugar de sacrifício a ídolos (1 Reis 13:32, Oséias 10:15, Amós 4:4).


2.     O voto de gratidão a Deus (Gn 28. 20-22)     -    mesmo nos dias atuais. E Jacó fez um voto, em que colocava diante de Deus quatro desejos, dizendo: 

3.1. “Se Deus for comigo” (v.20a) Jacó estava no meio da sua jornada, deslocando-se sozinho, em termos humanos, indo para Harã, para buscar apoio e refúgio na casa de seu tio Labão. Desse modo, ele sentia o valor e a importância da presença de Deus em sua vida. Da mesma forma, nos dias presentes, todo cristão necessita da presença de Deus em sua vida, em todos os lugares e em todas as ocasiões e circunstâncias; sem essa presença, ninguém pode sentir-se seguro, em meio à realidade da vida, num mundo que não crê nem honra a Deus nem à sua Palavra; num mundo que aborrece aos filhos de Deus, e até os matam, como em países hostis ao evangelho.

 3.2. “e me guardar nesta viagem que faço” (v.20b) Ele sabia da importância fundamental da proteção de Deus em sua vida, principalmente na condição em que se encontrava, sem ninguém ao seu lado, atravessando os mais diferentes lugares e ambientes, nos quais, em grande parte, a insegurança, as ameaças de assaltos, e de violência eram comuns, naqueles tempos. Segundo estudiosos, a distância que ele deveria per correr, a pé, sem ninguém para lhe dar apoio, seria de cerca de setecentos e cinquenta quilômetros, e levaria mais de trinta dias de viagem. Não era nada fácil para um jovem, acostumado a viver em casa, sob os cuidados de seus pais, especialmente da sua mãe, que muito o amava. O salmista escreveu: Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel. [...] Somente com os teus olhos olharás e verás a re compensa dos ímpios. Porque tu, ó Senhor, és o meu refúgio! O Altíssimo é a tua habitação. (SI 91.4,8-9) 

3.3. “e me der pão para comer e vestes para vestir” (v. 20c) Jacó sabia que não podería sobreviver, em sua difícil e arrisca da viagem, se não tivesse os bens de primeira necessidade à sua disposição: era indispensável ter o pão de cada dia e a apropriada vestimenta para suportar as variações climáticas, desde o calor intenso, sob o sol causticante do deserto, até o frio intenso da noite, quando, muitas vezes, teria que dormir ao relento. Por isso, colocou diante de Deus sua petição. Na oração do Pai Nosso, está escrito: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (Mt 6.11). Notemos que, essa oração, ensinada por Jesus, indica que Deus nos dá o “pão nosso de cada dia”; não dá o pão nosso de cada semana, de cada mês ou de cada ano. Isso significa que dependemos de Deus todos os dias. Diz o salmista: “Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei: que possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida [...]” (SI 27.4), ou seja, estar todos os dias na presença de Deus. 

 3.4. “e eu em paz tomar à casa de meu pai” (v. 21a) No seu coração, Jacó tinha o sonho de um dia retornar à casa de seu pai, ao seu lar, onde viveu desde quando nascera, onde passou sua infância e sua adolescência. Por isso, colocou como a última condição para fazer seu voto a Deus, de modo sincero e solene, ter a bênção de Deus para retornar em paz à casa paterna. Sua longa e arriscada viagem era talvez o maior desafio de sua vida. Como ele deve ter-se arrependido de ter dado ouvidos ao conselho errado de sua mãe, que o induziu a enganar seu pai, para se apropriar indevidamente da bênção que não era sua! Daí porque um servo ou serva de Deus jamais deve usar de qualquer atitude ilícita ou enganosa para buscar algo em proveito próprio ou de ninguém. Está escrito:

 Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que estejam comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá. O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos. (SI 101.6-7)


3.   O concerto de Deus com Jacó    -    E acima dela estava o Senhor, que disse: Eu sou o Senhor, o Deus de teu pai Abraão e o Deus de Isaque; darei a ti e à tua descendência esta terra em que estás deitado; 14 e a tua descendência será como o pó da terra. Tu te espalharás para o ocidente, para o oriente, para o norte e para o sul; todas as famílias da Terra serão abençoadas por meio de ti e da tua descendência. 15 Eu estou contigo e te guardarei por onde quer que fores; e te farei voltar a esta terra, pois não te deixarei até que haja cumprido o que te prometi.

O brilho do trono de Deus resplandecia sobre a escada e refletia uma luz de glória inexprimível sobre a Terra. Aquela escada representava Cristo, que havia aberto a comunicação entre a Terra e o Céu.

Ao lado dele estava o Senhor, que lhe disse: “Eu sou o Senhor, o Deus de seu pai Abraão e o Deus de Isaque. Darei a você e a seus descendentes a terra na qual você está deitado. Seus descendentes serão como o pó da terra, e se espalharão para o Oeste e para o Leste, para o Norte e para o Sul. Todos os povos da terra serão abençoados por meio de você e da sua descendência. Estou com você e cuidarei de você, aonde quer que vá; e eu o trarei de volta a esta terra. Não o deixarei enquanto não fizer o que lhe prometi.”


a. Eu sou o Senhor, o Deus de seu pai Abraão e o Deus de Isaque: Jacó certamente já tinha ouvido falar do grande Deus que apareceu a Abraão e a Isaque, mas agora esse mesmo Deus se encontrou com Jacó de forma pessoal. Essa foi uma experiência que mudou a vida de Jacó.


b. Darei a você e a seus descendentes a terra na qual você está deitado: Essas palavras serviram de conforto e esperança para Jacó nessa encruzilhada crítica de sua vida. Deus repetiu a Jacó os termos da aliança que Ele deu a Abraão (Gênesis 12:1-3) e a Isaque (Gênesis 26:2-5).


i. Anteriormente, Isaque disse a Jacó que a aliança era dele (Gênesis 28:3-4), mas agora a voz do próprio Deus confirmou isso. Deus prometeu a Jacó:

·Uma terra.

·Uma nação (seus descendentes serão como o pó da terra).

·Uma bênção (todos os povos da terra serão abençoados por meio de você e da sua descendência).

c. Estou com você e cuidarei de você, aonde quer que vá; e eu o trarei de volta a esta terra. Não o deixarei enquanto não fizer o que lhe prometi: A promessa da terra, da nação e da bênção não teria muito valor se Jacó não vivesse o suficiente para voltar à terra que Deus lhe prometeu e gerar os descendentes que Deus prometeu. Aqui, Deus prometeu estar presente com Jacó e protegê-lo até que todas as Suas promessas fossem cumpridas.

i. Deus fez a Jacó uma promessa do mesmo tipo encontrada mais tarde em Filipenses 1:6: “Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus.” Deus continuará a trabalhar até que Sua obra esteja completa em Seu povo.

ii. Estou com você: “O fato de Deus ter dado a Jacó pão para comer e roupas para vestir era muito, mas não é nada comparado a ‘Eu estou contigo’. O fato de Deus enviar seu anjo com Jacó para protegê-lo teria sido muito, mas não é nada comparado com “Eu sou contigo.” Isso inclui inúmeras bênçãos, mas é, em si, muito mais do que todas as bênçãos que podemos conceber.” (Spurgeon)

iii. A bênção e a fidelidade de Deus para com Jacó podem ser vistas nas várias maneiras pelas quais Sua presença foi descrita na vida de Jacó.


·Estou com você (Gênesis 28:15) descreve a benção presente e a benção indescritível da presença de Deus.

·“Eu estarei com você” (Gênesis 31:3) descreve a maravilhosa promessa da presença e da bênção futuras de Deus.

·“O Deus de meu pai tem estado comigo” (Gênesis 31:5) foi o testemunho de Jacó sobre a fidelidade e a presença de Deus com ele.

·“Deus estará com vocês” (Gênesis 48:21) foi Jacó transmitindo a benção da presença de Deus para as próximas gerações.





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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Genesis - Série Cultura Bíblica - Derek Kidner

JACÓ - Enciclopédia Ilumina

JACÓ - Comentário Bíblico Wesleyana

JACÓ - Dicionario Champlin

Jacó - Dicionário Wycliffe

JACÓ - Comentários Moody - Isaque. 25:19 - 26:35.

“Deus Está Aqui e Eu Não Sabia”: o dia em que Jacó descobriu a Casa de Deus no meio da fuga - Saniju