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domingo, 18 de janeiro de 2026

LIÇÃO 04 - A PATERNIDADE DIVINA.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                TEXTO ÁUREO

"E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo". ( 1Jo 4.14) 


                VERDADE PRÁTICA

A paternidade de Deus é revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito, confirmando nossa filiação e aperfeiçoando-nos no amor.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1João 4.13-16



                        INTRODUÇÃO


Na presente lição, veremos com maiores detalhes a paternidade divina, bem como o amor divino que nos capacita a viver a nossa filiação com DEUS diante do mundo. Inicialmente, a lição destaca que a paternidade de DEUS não tem início no tempo. DEUS é PAI desde a eternidade. Isso nos remete à compreensão de que as Pessoas do FILHO e do ESPÍRITO SANTO coexistem com o PAI desde a eternidade, tendo em vista que os três compartilham da mesma natureza divina (Jo 10.30).

 Nesse sentido, a relação entre as três Pessoas da Trindade é a referência ideal para o relacionamento do crente com DEUS. Uma das marcas da filiação divina é a fé que expressamos em JESUS, o FILHO Unigênito. Ele, por natureza, é o FILHO gerado - e não criado - pelo PAI (Hb 1.1-5); em contrapartida, a nossa filiação ocorre a partir da confissão de fé em JESUS, que nos adentra à comunhão com DEUS por meio da graça. Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com DEUS (Rm 5.1). Agora que somos filhos temos também a testificação dessa filiação por meio do ESPÍRITO SANTO. Ele testifica com nosso espírito que somos filhos de DEUS (Rm 8.16). De acordo com o “Dicionário Bíblico Baker”, editado pela CPAD, adoção diz respeito ao “processo voluntário de concessão de direitos, privilégios, responsabilidades e posição de FILHO ou herdeiro a um indivíduo ou grupo que não nasceu originalmente do adotante. Enquanto o nascimento ocorre naturalmente, a adoção ocorre apenas pelo exercício da vontade. […] Os filhos adotivos de DEUS desfrutam de todos os direitos de um FILHO natural, incluindo a oportunidade de chamar DEUS de ‘PAI’, como JESUS fez (Mt 5.16; Lc 12.32). 

Paulo particularmente usa a adoção para descrever o novo relacionamento do cristão com DEUS por meio do sacrifício expiatório de JESUS CRISTO (Rm 8.15, 16, 21-23; 9.25, 26)” (2023, p. 23). Agora que recebemos a nova natureza, podemos, como filhos de DEUS, desfrutar de todas as abundantes bênçãos de Sua graça. Um dos grandes desafios da nossa geração é preservar sua identidade enquanto filhos de DEUS. Inclusive, a marca que distingue e torna pública essa filiação é o amor de DEUS derramado em nossos corações (Rm 5.5). Esse amor nos capacita a adorar a DEUS em espírito e em verdade (Jo 4.24), bem como a amar o próximo e perdoar aqueles que se colocam como nossos inimigos e perseguidores (Mt 5.11,12,44-48). Se quisermos tornar notória ao mundo a nossa experiência como filhos de DEUS, precisamos remover da nossa forma de pensar e agir tudo aquilo que não corresponde à natureza divina. Que a cada ato de renúncia ao pecado e submissão aos mandamentos divinos o amor de DEUS possa se aperfeiçoar em nós.



                I.     A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI


1.     Definição da paternidade do Pai      -     A paternidade de DEUS PAI é a fonte soberana e o modelo supremo de todo PAI, um atributo da Primeira Pessoa da Trindade que se manifesta em amor incondicional, cuidado, ensino e adoção, revelando-se como um relacionamento íntimo e constante, não apenas como criador, mas como Aquele que nos adota em CRISTO para sermos seus filhos amados, oferecendo segurança, propósito e uma identidade de pertencimento. 

Principais Aspectos da Paternidade Divina:

  1. Origem e Fonte:
     DEUS PAI é o princípio sem princípio, a origem de toda boa dádiva e do próprio relacionamento familiar, sendo Ele quem gera o FILHO e de Quem procede o ESPÍRITO SANTO.
  2. Amor Incondicional e Sacrificial:
     Ele nos ama profundamente, mesmo em nossas falhas, e ofereceu Seu FILHO, JESUS, para que tivéssemos comunhão com Ele, mostrando um amor que excede o entendimento humano.
  3. Cuidado e Provisão:
     Assim como um PAI terreno, DEUS cuida, ensina, corrige e supre as necessidades de Seus filhos, sendo um guia constante e um refúgio seguro.
  4. Identidade e Adoção:
     Chamar DEUS de PAI significa reconhecer que somos parte de Sua família espiritual, adotados por Ele, o que nos dá uma identidade de filhos amados e pertencentes.
  5. Intimidade e Relacionamento:
     A paternidade divina busca comunhão e intimidade, convidando-nos a uma relação pessoal, expressa por JESUS com o termo afetuoso "Abba" (Papai ou Paizinho).
  6. Exemplo para os Pais Humanos:
     Sua paternidade serve como o padrão perfeito para pais terrenos, que são chamados a amar e cuidar como Ele faz, ajudando seus filhos a trilharem o caminho da identidade. 

Em resumo, a paternidade de DEUS é o convite para uma relação de amor, confiança e pertencimento, onde somos vistos não apenas como criaturas, mas como filhos amados, tendo em DEUS o PAI que nos ama e nos guia para uma vida plena em Sua família. 


2.     A paternidade eterna do Pai     -    Arrington anota que “este pedido alude à preexistência de Jesus [...] implica que a pessoa de Jesus (as naturezas divina e humana) e a obra expiatória eram uma conclusão passada na mente de Deus antes da criação”.' O texto ensina que o relacionamento entre o Pai e o Filho é anterior à criação, revelando que a identidade de Deus como Pai é eterna. Antes que o mundo existisse, já havia uma comunhão gloriosa entre o Pai e o Filho. Essa verdade é ratificada no texto bíblico, que diz: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser” (Hb 1.3, ARA).

 O Comentário Bíblico Beacon explica que o Cristo como o esplendor da glória do Pai “revela de forma perfeita a majestade de Deus. Ele é a expressa imagem da sua pessoa ou, como a NVI traduz: a expressão exata do seu ser”.8 Implica dizer que o Filho possui a mesma essência do Pai. Logo, a Paternidade do Pai é anterior e independente da criação e da encarnação. O Pai sempre foi Pai, o Filho sempre foi Filho e o Espírito sempre foi Espírito (Ef 1.3-4; Hb 1.2-3; 9.14).


3.    O Pai gerou o Filho    -     Henry, leciona que “E como Deus, que dá vida a todas as coisas, é o dono de sua própria existência, da mesma forma Cristo, que dá vida, ressuscitou a si mesmo para a vida através do seu próprio poder” (Jo 10.18).9 Isso significa que o Deus Pai é autoexistente. O Filho gerado pelo Pai também é autoexistente. Implica dizer que o Filho não foi criado, mas eternamente gerado: "O Senhor me disse: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei” (SI 2.7). A expressão “hoje te gerei” não se refere a um tempo cronológico, a um ato temporal ou criacional, mas a uma realidade eterna. 

Paulo aplica esse versículo a Cristo, referindo-se à sua filiação eterna e ontológica do Ser divino, e sua manifestação como Filho ressuscitado e entronizado (At 13.33). Assim, o Filho e o Pai possuem vida em si mesmo, isto é, compartilham da mesma natureza divina Jo 10.30). Como declarou o Concilio de Niceia (325 d.C.), o Filho de Deus é “gerado, não feito, de uma só substância (homooúsios) com o Pai”.10 Significa que o Filho é igual ao Pai, igualmente eterno e igualmente Deus. A geração eterna é a forma como o Filho se distingue do Pai sem deixar de ser Deus. Trata-se de uma re lação ontológica e não implica tempo, origem ou inferioridade Jo 1.1).

 O arianismo, defendido no século IV) afirmava que o Filho foi cria do no tempo e, portanto, inferior ao Pai. O Credo Niceno rejeitou essa ideia e declarou: “Mas aqueles que dizem; ‘houve um tempo quando Ele não era’; e ‘Ele não era antes de ter nascido’ [...] ‘Ele é de outra substância’ ou ‘essência’, ou ‘O Filho de Deus é criado’ [...] eles são condenados pela igreja cristã e apostólica”.


4.     O Pai nos concede o Espírito    -     DEUS PAI concede o ESPÍRITO SANTO aos que o pedem, como uma promessa de JESUS, sendo Ele a força que nos guia, nos santifica, nos ensina a orar e nos torna filhos de DEUS, sendo um dom gratuito essencial para viver a fé e a vida cristã. Ele é o Consolador (Paráclito), a promessa de vida nova e o que nos conecta ao PAI e ao FILHO. 

O que o PAI concede através do ESPÍRITO SANTO:

  1. Força e poder:
     Para viver a vontade de DEUS e ser testemunha de CRISTO, como prometido em Atos 1:8, "receberão poder quando o ESPÍRITO SANTO descer sobre vocês".
  2. Vida nova:
     O ESPÍRITO vivifica nossos corpos mortais e nos torna participantes da vida de DEUS (Jo 6.63).
  3. Filiação Divina:
     Ele nos torna filhos adotivos de DEUS, pois "todos aqueles que se deixam conduzir pelo ESPÍRITO de DEUS são filhos de DEUS" (Romanos 8:14).
  4. Ajuda na oração:
     O ESPÍRITO intercede por nós com gemidos inexprimíveis, ensinando-nos a pedir e a orar (Rm 8.26).
  5. Condução à verdade:
     Ele nos guia a toda a verdade e nos revela a vontade de DEUS (Jo 16.13).
  6. Acesso ao PAI:
     Sem o ESPÍRITO, não é possível conhecer o FILHO, e sem o FILHO, não se chega ao PAI; Ele é a ponte para DEUS. 
Nos faz lembrar das Palavra de JESUS (Jo 14.26) e nos dá Palavras para pregar ou ensinar ou responder a alguma pergunta sobre JESUS, ou DEUS (Mt 10.19).

Como recebemos:

  1. Através da oração:
     JESUS ensinou que, se pecadores dão coisas boas aos seus filhos, o PAI dará o ESPÍRITO SANTO aos que o pedirem (Lucas 11:13).
  2. Na conversão:
     O ESPÍRITO SANTO é recebido no momento da conversão ao ouvirmos o evangelho e nele crermos (Ef 1.13)
  3. O Batismo com o ESPÍRITO SANTO, o revestimento de poder, pode ser recebido no momento da conversão (At 10 45-46), pode ser recebido após a conversão (At 2.4), pode ser recebido antes do batismo nas águas ou após o batismo nas águas (At 10 45-46; 19.5-6).

Em resumo, o ESPÍRITO SANTO é o grande presente do PAI para que possamos viver plenamente a nossa fé, sermos transformados e edificar a Igreja.



                II.     RECONHECENDO  A PATERNIDADE DO PAI


1.     Confessar a Cristo como Filho    -    Assim, reconhecer Jesus como Filho é reconhecer o Pai como Fonte da salvação. Não há comunhão com Deus fora da mediação do Filho (1 Tm 2.5). Essa dimensão pública da fé indica lealdade e pertencimento ao Reino de Deus. Negar essa confissão é negar o próprio Pai: “Qualquer que nega o Filho também não tem o Pai; e aquele que confessa o Filho tem também o Pai” (1 Jo 2.23). Que cada crente possa, com o coração cheio de fé e gratidão, proclamar com ousadia: “Senhor meu, e Deus meu!” Jo 20.28). 

A partir dessa verdade, confessar a Cristo é viver em comunhão com o Pai. A presença de Deus se manifesta continuamente na vida do crente que confessa o Filho, pois “Deus está nele e ele em Deus” (1 Jo 4.15). Essa confissão não se limita à fala, mas é acompanhada de uma vida coerente, marcada por obediência, santidade e amor. O cristão é chamado a testemunhar publicamente sua fé, não apenas nos cultos, mas no dia a dia (Mt 10.32). O Espírito lhe foi dado para confessar que Jesus é o Filho de Deus (At 1.8).

O dever de confessar a JESUS CRISTO como FILHO de DEUS é um pilar central da fé cristã, fundamentado tanto na necessidade de salvação quanto no compromisso público do fiel. 

Aqui estão os pontos principais sobre esse dever:

1. Requisitos para a Salvação 

A Bíblia estabelece que a confissão verbal, acompanhada da fé interior, é essencial para a redenção.

  • Romanos 10:9-10: Afirma que se você confessar com sua boca que "JESUS é Senhor" e crer em seu coração que DEUS o ressuscitou, será salvo.
  • Somos salvos pela graça (JESUS e sua obra salvífica), mediante a fé. Crer na pregação do evangelho é requisito principal para a salvação (Ef 1.13, 2.8) 
  • 2. Reconhecimento da Identidade Divina

Confessar CRISTO como "FILHO de DEUS" não é apenas um título, mas o reconhecimento de sua divindade e autoridade suprema. 

  • Mateus 16:16-17: Quando Pedro declara: "Tu és o CRISTO, o FILHO do DEUS vivo", JESUS afirma que essa revelação veio diretamente do PAI. 

3. Consequências Diante de DEUS

JESUS ensinou que a postura do homem em relação a Ele na Terra determinará Sua postura em relação ao homem na eternidade.

  • Mateus 10:32-33: JESUS declara que quem o confessar diante dos homens, Ele o confessará diante de Seu PAI, mas quem o negar, será negado. 

4. Testemunho Público e Coragem

O dever de confessar implica não se envergonhar do Evangelho, mesmo diante de oposição ou perseguição. 

  • 1 João 4:15: Diz que "qualquer que confessar que JESUS é o FILHO de DEUS, DEUS permanece nele, e ele em DEUS".
  • Isso se traduz em viver uma vida que reflita os ensinamentos de CRISTO, tornando a confissão visível através de atos e palavras. 

5. O Papel do ESPÍRITO SANTO

A teologia cristã ensina que uma confissão genuína só é possível através da influência divina. Segundo 1 Coríntios 12:3, "ninguém pode dizer que JESUS é o Senhor, senão pelo ESPÍRITO SANTO". Após ouvir o evangelho e nele crer (Ef 1.13), o pecador é convencido do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8), arrependendo-se e passando a fazer parte do corpo de CRISTO (mergulhado pelo ESPÍRITO SANTO no corpo de CRISTO que é a Igreja, Ef 4.5).

Em resumo, confessar a CRISTO como FILHO de DEUS é um ato de fidelidade, submissão e gratidão, sendo a resposta humana necessária ao sacrifício de JESUS.


2.    A perfeição do amor do Pai     -      O amor é um atributo divino eterno. E a essência do Pai revelada em sua ação redentora. Deus não apenas ama, “Deus é amor”. Esse amor é entendido como vivência relacionai, poder transformador e motivação essencial do plano da salvação. Como afirma Horton “por definição, o amor é necessariamente compartilhado com outro, e o amor de Deus é um amor que fez que com Ele doasse a si mesmo”.

 Como destaca Pearlman, “o Espírito manteve diante dele [Cristo] as exigências inflexíveis de Deus e o inflamou de amor para com o homem e zelo para com Deus, para prosseguir, apesar dos impedimentos, da dor e das dificuldades, para efetuar a redenção do mundo”.19 Essa entrega é o coração do evangelho, alimentando a experiência do novo nascimento e o batismo com o Espírito Santo, como resposta ao amor derramado (Rm 5.5).

 O salvo é acolhido não como servo, mas como filho legítimo com todos os direitos espirituais. Essa adoção é mais que jurídica, ela é relacionai e afetiva. Como explica o pastor Antonio Gilberto, “fomos predestinados por Deus para adoção de filhos, antes da fundação do mundo; portanto, antes da existência do homem. Isso exclui qualquer mérito humano e somente revela a graça infinita de Deus”.20 O amor do Pai é inquebrável; nenhum poder ou circunstância pode separar o crente desse amor (Rm 8.38-39). 

Mesmo em meio às lutas, o salvo é guardado na certeza do amor que não falha. O amor do Pai não é apenas geral, mas é individual, pessoal e íntimo, voltado para cada filho que crê (Jo 16.27). Essa realidade se expressa em comunhão constante com Deus em oração, jejum, adoração e experiências espirituais. O amor do Pai é a fonte da nova vida; a salvação brota da abundância do seu amor (Ef 2.4-5). A redenção é fruto desse amor que busca, alcança, regenera, sela e sustenta até o fim.


3.     As bênçãos da filiação divina     -      A filiação divina sob a perspectiva teológica pentecostal, é compreendida como um ato de adoção espiritual mediante a fé em JESUS CRISTO. Diferente do conceito de que todos são filhos por criação, a Bíblia ensina que a filiação é um "poder" ou direito concedido somente àqueles que recebem a CRISTO como único e suficiente Salvador e Senhor. 

As principais bênçãos e privilégios dessa posição incluem:

  1. Identidade e Novo Nome:
     O crente deixa de ser apenas criatura para ser reconhecido como FILHO amado, tendo seu nome escrito no Livro da Vida.
  2. Acesso e Intimidade (Abba, PAI):
     Através do ESPÍRITO SANTO, o FILHO de DEUS tem a liberdade de se aproximar do PAI com confiança, desfrutando de uma comunhão íntima que não se baseia em rituais, mas em relacionamento, o véu foi rasgado.
  3. Herança com CRISTO:
     Como filhos, os crentes tornam-se herdeiros de DEUS e co-herdeiros com CRISTO, o que inclui a promessa da vida eterna e de todas as bênçãos espirituais.
  4. Guia e Proteção do ESPÍRITO:
     Ser FILHO implica ser guiado pelo ESPÍRITO de DEUS (Romanos 8:14). Isso traz segurança contra as forças do mal e a força necessária para vencer as tentações do mundo.
  5. Transformação de Caráter:
     O ESPÍRITO SANTO trabalha no coração do FILHO para refletir a imagem de JESUS, permitindo uma vida de santidade e luz. O fruto do ESPÍRITO SANTO é implantado no crente no momento da conversão.
  6. Cuidado e Provisão:
     DEUS, como o "melhor PAI", assume a responsabilidade de cuidar, sustentar e prover para Seus filhos, garantindo-lhes paz e conforto mesmo em tempos de dificuldade. 

Essa filiação é mantida pela perseverança na fé e pela obediência voluntária aos mandamentos, refletindo o amor de DEUS no mundo

 



                     III.     A EXPERIÊNCIA DO AMOR DO PAI


1.    O amor é aperfeiçoado no crente     -      A obediência, portanto, é a evidência externa de um amor interno e verdadeiro por Deus. Não há amor genuíno a Deus sem compromisso concreto com sua vontade revelada (1 Jo 2.3-4). A cada ato de obediência, o amor de Deus é fortalecido na vida do crente: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito” (Lc 16.10, ARA). Esse versículo aponta que a obediência revela o caráter de um cristão; além disso, mostra a condição moral e espiritual do homem interior, bem como é um indicador do grau de confiabilidade de alguém.21 João declara que “os seus mandamentos não são penosos” (1 Jo 5.3, ARA). Significa que o Espírito transforma o coração do salvo, de modo que a obediência se torna algo natural, e não um fardo (G1 5.16- 25). 

Em vista disso, o crescimento espiritual ocorre na medida que o crente amadurece. E a partir dos pequenos atos que acontece a grande consolidação do amor. Assim, reitera-se que o amor divino é amadurecido e solidificado pela presença ativa e contínua do Espírito Santo na vida do crente (Rm 5.5). Assim sendo, o cristão deve viver de maneira tal que a prática aprofunde a realidade do amor de Deus: “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos” (Tg 1.22). Esse versículo trata da fé diante das provações, das tentações e do ouvir da Palavra. Descreve a importância da obediência ativa e não apenas da escuta passiva da mensagem cristã. Refere-se a uma fé não aparente, mas autêntica.

 Moody enfatiza que “o Cristianismo é uma religião de ação. Por mais importante que seja o ouvir, não se deve parar por aí. O fazer deve seguir-se ao ouvir. Ser apenas ouvinte é uma forma de engano pró prio”.22 Portanto, refletir Deus no mundo por meio da obediência da Palavra é ser aperfeiçoado no amor (Mt 22.37-40). Amar o mundo é incompatível com amar a Deus. Rejeitar o sistema mundano é evidência de amor aperfeiçoado e crescente compromisso com o Pai (1 Jo 2.15-17).


2.      O amor é a marca dos filhos de Deus    -     Nesse texto, o amor é evidência da presença de Deus. Deus é Espírito Jo 4.24). Deus é invisível, mas seu amor é tornado visível à humanidade quando os cristãos vivem em amor mútuo. Jesus ensinou que os cristãos deveriam amar uns aos outros, e fazendo assim seriam conhecidos como seus discípulos Jo 13.35). Esse mandamento do amor não era “novo” porque algo parecido já fora dito antes (Dt 6.5; Lv 19.18). Sua novidade está relacionada com o novo padrão de amar o próximo. Jesus ordenou que os cristãos amassem uns aos outros “como eu vos amei” Jo 13.34). O padrão de amor foi redefinido. O amor de Cristo se torna a nova medida. 

Carson, leciona que “não somente o padrão é Cristo e seu amor; mais que isso, ele é um mandamento designado para refletir o relacionamento de amor que existe entre o Pai e o Filho Jo 8.29; 10.18; 12.49,50; 14.31; 15.10)”.23 Quem ama de fato revela que conhece a Deus. Logo, o amor torna real a presença de Deus àqueles que ainda não o conhecem. João apresenta um contraste moral e espiritual que divide a raça humana em dois grupos: “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus” (1 Jo 3.10). 

Biblicamente, o exercício do amor é o critério visível de quem realmente conhece a Deus. O amor entre irmãos é prova pública de filiação divina. O amor é a essência da regeneração de um pecador (1 Jo 4.7-8). A unidade e o amor entre os discípulos cooperam como sinal para os incrédulos: “para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós” Jo 17.21). E acrescenta: “para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens ama do a eles como me tens amado a mim” Jo 17.23). Essa oração de Jesus pela unidade dos discípulos serve como testemunho eficaz de que Ele foi envado por Deus por amar os pecadores. A comunhão entre os irmãos prepara o coração do mundo para receber o evangelho.

 Mercê disso tudo, os cristãos como filhos regenerados são chamados a refletir, por meio de suas atitudes, palavras e ações, o amor santo e redentor de Deus diante do mundo. A conduta visível do crente deve tornar realidade o Deus invisível. O amor de Deus se manifesta no mundo por meio do comportamento de seus filhos (1 Jo 4.12). Viver em amor, portanto, não é apenas um imperativo ético, mas uma evidência clara de que fomos transformados por Deus (1 Jo 3.14). Além disso, o amor fraterno é uma testemunha silenciosa e poderosa ao mundo (Mt 5.16).


3.    Fomos amados primeiro    -    DEUS nos amou antes da fundação do mundo (Ele nos viu antes de nos criar). Mesmo assim nos criou, homem e mulher, como prova desse amor (Gn 1.26,27).

O amor de DEUS é incondicional, Ele ama a todos e quer que todos sejam salvos - (1 Tm 2.4).  Não são nossas obras que vão fazê-lo amar mais ou menos (2 Pe 3.9; 1 Tm 2.4).
O pecador deve saber que o amor de DEUS não lança fora sua justiça. O amor é oferecido, mas pode ser recusado, respeitando o livre-arbítrio do homem. Se recusado este amor, o homem é entregue à sua própria condição (Rm 1.18-32). Se o homem escolher Satanás, ficará com ele para sempre, no lago de enxofre e fogo. Assim, o amor e a justiça de DEUS se conciliam
 
Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de DEUS? 1 João 3:17. Esse amor impulsiona o crente a amar seu irmão.
Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis; 1 Pedro 3:14. Esse amor não faz conta da própria vida para ser exercitado.
No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. 1 João 4:18
Não há como medir o amor de DEUS. É incomensurável. João tentou defini-lo, mas não encontrou palavras para descrevê-lo: Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu o seu FILHO unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16
 
 A certeza do amor de DEUS.
No mundo em que vivemos tudo é feito por interesse. As pessoas se relacionam por lucro, por dinheiro, por posição social, por política, por fama, etc... Talvez devido a isso não consigamos entender o amor desinteressado de DEUS por nós. O que temos a oferecer a DEUS? Pecado, maldições, doenças, enfermidades, etc... Não temos nada para lhe oferecer de bom, mas mesmo assim Ele nos ama.
Mesmo um desviado não perde o acompanhamento íntimo de DEUS. Todo tempo DEUS está buscando reconciliação com o ser que Ele criou para o adorar. Só se quebrantar (Sl 51.17), se arrepender (Pv 28.13) tendo atitude de retorno sincero, DEUS jamais lança fora os que a Ele se chegam (Lc 15.11-32). Experimente do seu perdão, do seu amor. O amor de DEUS se baseia n'Ele mesmo (Dt 7.6,7), a fonte inesgotável de amor.
Porque todas quantas promessas há de DEUS, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de DEUS por nós. 2 Coríntios 1:20. Não há dúvida do amor de DEUS para conosco.
DEUS prova que nos ama:
Mas DEUS prova o seu amor para conosco, em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8
Nisto se manifestou o amor de DEUS para conosco: que DEUS enviou seu FILHO unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. 1 João 4:9
 




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas, Douglas Baptisda- Editora CPAD

DEUS – O PAI - Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD

Lição 4 – A Paternidade Divina (subsídio por Thiago Santos: evangelista - CPAD)


EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 WhatsApp, Min.Belém, SP - Canal YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 4, CPAD, A PATERNIDADE DIVINA, 1Tr26, Com. Extra Pr. Henrique, EBD NA TV



sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

LIÇÃO 03 - O PAI ENVIOU O FILHO.

 


Pb. Junio - Congregação Boa Vista II



                    TEXTO ÁUREO

"Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: Que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos". (1Jo 4.9)


                    VERDADE PRÁTICA

O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: João 3. 16, 17; 1João 4. 9, 10; Gálatas 4. 4-6



                        INTRODUÇÃO


0 envio do Filho pelo Pai representa o ponto culminante do plano eterno da redenção, elaborado na eternidade e revelado nas Escrituras como expressão máxima do amor de Deus e da unidade da Trindade. Este capítulo destaca que a salvação não é fruto de um evento circunstancial, mas resultado do desígnio soberano do Pai, da obediência sacrificial do Filho Unigênito de Deus e da aplicação eficaz do Espírito. Ao contemplarmos essa verdade, ratifica-se que o envio do Filho revela a suprema expressão do amor divino para com os pecadores mortos em delitos; a exatidão do cumprimento da encarnação do Filho na plenitude dos tempos; e a perfeita cooperação da Santíssima Trindade na história da salvação projetada de forma harmoniosa, desde antes da criação do mundo e de tudo que nele existe.



            I.    O ENVIO DO FILHO E O AMOR DO PAI


1.     O amor incondicional do Pai    -    Existem alguns temas que eu particularmente tenho muito receio de falar, e esse é um deles, por um motivo bem simples, porque está escrito: Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão.(1 João 4:20-21)


A palavra de Deus nos pede muitas vezes coisas que são bastante complicadas para nossa natureza humana, por exemplo: 

  • - Se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros (1 João 4:11)
  • - Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (1 Coríntios 13:7)

E para piorar por usarmos essa a palavra “amor” tão preciosa e profunda de forma inadequada muitas vezes, não conseguimos perceber a sua plenitude e sua importância no dia-a-dia da humanidade. 


Um Exemplo comum “eu amo essa roupa”, não existe problema nenhum em falar essa frase, porém se você amar seu marido ou sua esposa como você ama uma roupa, quando ele(a) estiver velho(a) ou rasgado(a), você vai descartá-lo(a) ou trocá-lo(a). Você conhece relacionamentos assim?


Essa dificuldade em entender esse amor especial, também está interligado com a dinâmica das palavras do nosso idioma, o português é um idioma rico, a diferença de um idioma rico para o pobre de forma simplificada, é a quantidade de palavras que existem para a mesma situação, um exemplo de idioma pobre é o hebraico (com todo o respeito) já reparou quantas variações existem do antigo testamento ? Isso só é possível porque o idioma tem poucas palavras para descrever uma situação ou sentimento.


Em Gálatas 4:4 diz “e vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho” existem várias cenários aqui que são importantes, um deles é o idioma grego que já havia se consolidado como o idioma universal da época, não sei se você sabe mas o novo testamento foi escrito todo em grego.


Por mais que o Português seja um idioma rico, no grego podemos entender melhor a definição do amor com o qual Deus nos ama, pois existem mais de uma palavra para descrever o amor, vamos nos ater somente a três delas.


A palavra Philos, significa amor fraternal, é o amor entre irmãos, é um sentimento de carinho muito forte, de dedicação, de interesse pela figura do outro. Que gera vínculos de amizade e companheirismo.


A palavra Eros, é o amor romântico, é aquele amor que busca o prazer, que quer se satisfazer, é de onde se deriva a palavra erótico.


Tanto Philos (amor fraternal) quanto eros (amor do prazer), brotam pelas virtudes da pessoa amada e necessitam ser correspondidos.


Por último temos a palavra Ágape, que é o amor incondicional e voluntário, que não discrimina, que não impõe nenhuma pré-condição. É um amor que independentemente se a outra pessoa fizer algo de bom ou ruim, poderá aumentar ou diminuir esse amor, pois aqui a fonte do amor, é o coração de quem ama, mesmo que muitas vezes ele não seja correspondido.


Esse é o amor pelo qual Deus nos ama. Um amor imutável e sacrificial. Quando olhamos para ele, não há desculpas, ele nos impulsiona a amar nossos semelhantes, porque nós também não somos merecedores desse amor.


Considerando todas as suas variações, seja como substantivo, adjetivo ou verbo, o termo ágape aparece mais de trezentas vezes no Novo Testamento.


Talvez você pode estar se perguntando como alguém tão perfeito como Deus, conseguiu nos amar, com um amor tão intenso e profundo como esse?


O amor Ágape é produzido por observar e contemplar a beleza da pessoa amada, então quando Deus olhou para a humanidade, ele já tinha conseguido ver beleza em nós. Pois o cordeiro foi morto desde a fundação do mundo (Apocalipse 13:8)


Quando Deus nos ver, Ele não está simplesmente nos vendo, Ele não está simplesmente nos admirando por nossa força ou por nossa beleza exterior. Quando Ele olha para nós, está procurando ver a beleza de Cristo em nós, ao ver o que eu e você poderíamos nos tornar em Cristo é que esse amor tão sublime se manifestou.


Você sabe o processo para estimar o valor de algo? Basicamente é que, através de um parâmetro você consegue calcular o valor total.


Exemplo: você já foi vender um carro e o vendedor perguntou qual era o ano de fabricação dele? E com base somente nisso ele falou o valor do carro? Muitas vezes o vendedor nem liga o carro, nem abre a tampa do motor, nem coloca num elevador para olhar a condição da suspensão.


De igual modo Deus amou o mundo considerando um único parâmetro, JESUS, por causa desse único parâmetro os defeitos da humanidade perdem a relevância. Uau! Glória a Deus para todo o sempre!


Não conseguiremos amar os nossos semelhantes, amigos ou inimigos, sem que primeiro consigamos contemplar e ver a beleza de Cristo neles, mesmo que seja com os olhos da fé.


Esse amor somente é iniciado por Deus, porque nossa carne, nossa natureza 'adâmica', jamais vai iniciar esse amor voluntariamente. Quando este amor for iniciado em sua vida, você vai conseguir cumprir o que está escrito em Filipenses 2:3 “considerem os outros superiores a si mesmos”


O Amor é a base, é a sustentação! É a coluna que vai fazer tudo permanecer estruturado, é o ingrediente que vai unir todas as coisas! É o vínculo da perfeição (Colossenses 3:14)


2.    A iniciativa soberana de Deus     -     A doutrina da redenção não tem suas raízes no tempo, mas na eternidade. Antes da criação do mundo, antes mesmo da Queda, Deus, em sua soberania absoluta e em perfeita comunhão trinitária, decretou um plano redentor centrado em Cristo. A Escritura revela: “[...] nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Ef 1.4). Essa eleição graciosa evidencia que o envio do Filho não foi uma resposta emergencial ao peca do humano, mas parte de um desígnio eterno fundamentado no amor e na presciência de Deus Pai. Deus, como Ser infinito, perfeito e imutável, age de maneira prévia e deliberada. Sua decisão de enviar o Filho é um ato do seu eterno conselho, expressão da vontade divina estabelecida na comunhão trinitária. O apóstolo Pedro reforça que a obra de Cristo como Redentor não foi determinada por acontecimentos históricos, mas por um propósito eterno (1 Pe 1.19-20). 

Como observa Grudem, “a redenção em Cristo é parte do plano eterno de Deus e revela a sua soberania absoluta e a sua graça imerecida”.2 Assim, em sua soberania e em seu imensurável amor, Deus tomou a iniciativa de enviar o Salvador, cumprindo seu eterno propósito de redenção (Ef 1.9). Essa iniciativa é a expressão suprema do amor divino. João escreve: “Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4.10). Esse versículo declara que amor que motiva o envio do Filho é totalmente livre e incondicional (1 Jo 4.8). Tal amor encontra sua expressão histórica e redentora na encarnação e no sacrifício de Jesus Cristo. A palavra propiciação utilizada por João implica o desvio da ira justa de Deus por meio de um sacrifício substitutivo e perfeito.

 Conforme destaca a Declaração de Fé, essa ação apazigua a ira divina e satisfaz a santidade e a justiça de Deus — resultando no perdão dos pecados. Cristo, sendo plenamente Deus e plenamente homem, é o único capaz de oferecer essa propiciação eficaz. Ele foi enviado não apenas como exemplo moral, mas como o Cordeiro de Deus Jo 1.29). A salvação não é fruto da iniciativa humana, mas da graça soberana de Deus: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8). Essa verdade deve produzir profunda adoração e confiança na fidelidade de Deus, que age por amor e segundo o beneplácito da sua vontade (Ef 1.5).


3.    O envio do Filho e a Trindade     -     O envio do Filho pelo Pai constitui uma das mais sublimes manifestações da unidade entre as Pessoas da Trindade. A Escritura de clara: "Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” Jo 3.17). Esse envio não é um ato isolado; antes, enfatizamos, faz parte de um desígnio eterno em que o Pai toma a iniciativa, o Filho cumpre a missão redentora, e o Espírito Santo efetua a salvação no coração humano. João aprofunda essa verdade ao afirmar que “Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos” (1 Jo 4.9). 

Aqui vemos que a Trindade está envolvida de forma cooperativa no ato redentor. Não se. trata de três deuses distintos com ações desconexas, mas de um único Deus em três Pessoas coeternas e consubstanciais, agindo com perfeita unidade de propósito. O Pai é o autor da salvação, o Filho é o agente redentor, e o Espírito é o aplicador dessa obra nos eleitos. Destaca-se que o envio do Filho não implica inferioridade de natureza ou essência. Ao contrário, conforme Jesus declara: “Eu e o Pai somos um” Jo 10.30). Isso significa que, embora haja distinção pessoal entre o Pai e o Filho, há plena unidade de essência na Divindade. Segundo Campos, “Não há diferença essencial alguma entre o Pai e o Filho”.4 Essa distinção é evidenciada no plano da redenção, em que o Pai envia, e o Filho é enviado, mas ambos compartilham da mesma vontade e glória eterna. Além disso, o Espírito Santo está plenamente ativo nesse plano trinitário. 

Paulo ensina que o Pai nos elegeu e nos predestinou “para filhos de adoção por Jesus Cristo”, e essa salvação é confirmada pelo Espírito Santo (Ef 1.4-5). É o Espírito quem convence do pecado Jo 16.8), regenera o pecador (Tt 3.5), sela os redimidos (Ef 1.13) e os guia em santificação (2 Ts 2.13). Sua atuação é inseparável da obra do Filho, pois Ele foi enviado para testificar e glorificar a Cristo Jo 15.26; 16.14). Conforme a Teologia Sistemática Pentecostal, “cada uma das Pessoas da Trindade é autora do novo nascimento: o Pai Jo 1.13), o Filho (1 Jo 2.29) e o Espírito Santo Jo 3.5,6)”.5 Cada Pessoa divina age em perfeita unidade e com propósito comum: reconciliar o pecador com Deus e restaurá-lo à comunhão eterna com seu Criador. O envio do Filho é, portanto, a expressão máxima do amor triúno, que resplandece em toda a história da salvação (Ef 1.3-14).


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                II.      O FILHO E A PLENITUDE DOS TEMPOS


1.     A preparação histórica e religiosa     -    Nesse aspecto, o Comentário Bíblico do Novo Testamento — Aplicação Pessoal enfatiza que “guiados por um Deus soberano, os eventos históricos trabalharam em harmonia em preparação para o momento pré-definido da chegada de Jesus à terra”.6 Assim, a cultura e a religião foram providencialmente coordenadas pelo Deus Triúno. O Império Romano, com suas estradas rápidas e seguras, facilitou a propagação do Evangelho. A língua grega, difundida pelo helenismo, permitiu uma comunicação clara da mensagem salvífica. 

O grego koiné, com o qual o Novo Testamento foi escrito, era compreendido em todo o Império. O ambiente judaico da Palestina do primeiro século, embora espiritualmente deteriorado por práticas legalistas e por uma tradição farisaica excessivamente ritualista, ainda preservava um núcleo de esperança escatológica centrada na vinda do Messias prometido. Mesmo em meio à formalidade religiosa e à rigidez das interpretações da Torá, havia corações sinceros que aguardavam com expectativa o cumprimento das promessas messiânicas (Lc 2.25; 37-38). 

Nesse processo cuidadosamente conduzido pela providência divina, destaca-se o princípio bíblico de que Deus é Senhor da história e soberanamente dirige os acontecimentos humanos (At 17.26). Conforme descreve Ferguson: “Deus tem um plano para a história do universo e, em sua execução, governa e controla todas as realidades criadas por ele. Sem violar a natureza das coisas e a livre ação humana”. Portanto, a preparação do ambiente para a encarnação de Cristo é uma clara demonstração do governo soberano de Deus sobre os movimentos da humanidade.


2.    O Filho nascido sob a Lei     -    A encarnação do Verbo é fundamental para a redenção. Paulo afirma que o Filho de Deus é “nascido de mulher, nascido sob a lei” (G1 4.4b). A frase “nascido de mulher” destaca a plena humanidade de Cristo (Hb 2.14). O mistério da encarnação é revelado no cumprimento profético: “eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14; Mt 1.23). A Escritura diz que Ele “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Fp 2.7). Ao nascer “sob a lei”, Jesus sujeitou-se voluntariamente ao regime legal do Antigo Testamento (Mt 5.17).

 Cristo viveu em perfeita obediência, sem jamais transgredir qualquer mandamento: “o qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” (1 Pe 2.22). Essa vida sem pecado qualifica Jesus para ser o Cordeiro perfeito: “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus” (FIb 7.26). Sua obediência ativa e passiva é essencial para a expiação dos pecadores. Dessa forma, reitera-se que Cristo não se fez homem apenas em aparência, mas tornou-se verdadeiramente humano. 

Essa realidade aponta para a plena identificação de Cristo com a condição humana, sem, contudo, participar da natureza pecaminosa (Hb 4.15). O propósito final visava à redenção dos pecadores. Ele assumiu a carne humana não apenas para se solidarizar com os homens, mas para ser o substituto perfeito em lugar dos pecadores (Rm 5.18-19). A redenção exigia um Mediador que fosse plenamente Deus e plenamente homem (1 Tm 2.5-6; Hb 2.17). Como homem, Ele submeteu-se às ordenanças da Antiga Aliança. Cumpriu todos os preceitos legais que os homens jamais conseguiram obedecer (Mt 5.17).


3.    A adoção de filhos    -    O que significa a doutrina da adoção, e onde seu ensino é mais proeminente na Bíblia?

Ela significa que o Deus vivo e verdadeiro, o Criador dos céus e da terra, fez dos crentes, pela graça, membros de sua família, concedendo a eles, todos os direitos e responsabilidades que acompanham essa posição. Paulo ensina sobre isto em muitos lugares, mas especialmente em Romanos 8.14-17,23,29 e Gálatas 3.25―4.7. Concordo com John Murray e Sinclair Ferguson que João também ensina sobre o assunto em João 1.12 e 1João 3.1.

As pessoas da Trindade desempenham papéis diferentes na doutrina da adoção?

Sim, de fato. O Pai é o amor divino que nos predestinou para a adoção e enviou a seu Filho para nos resgatar (1Jo 3.1; Ef 1.5; Gl 4.4). O Filho de Deus é nosso redentor, que nos amou e nos resgatou da ameaça de punição feita pela lei, tornando-se maldição por nós (Gl 4.5; 3.13). “O Espírito de seu Filho” (Gl 4.6), “o espírito de adoção” (Rm 8.15), permitiu-nos clamar por nossa salvação a Deus, como Pai (Rm 8.15), e assegura-nos em nosso íntimo que somos filhos de Deus (Rm 8.16).

A Trindade nos ama profundamente, e planejou nossa adoção, realizou a obra de redenção necessária para nos adotar e aplicou a nós a adoção, como filhos de Deus. Esse é um aspecto importante do trabalho de redenção do Deus trino, e deve ocupar um lugar maior em nosso culto, quer público, quer familiar, quer a sós.

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                 III.      A TRINDADE NO PLANO DA SALVAÇÃO


1.      A vontade do Pai realizada pelo Filho     -     A obra redentora de Cristo insere-se de forma harmoniosa no plano eterno da Trindade. Reiteramos que a salvação da humanidade não foi uma reação tardia à Queda, mas o desdobramento de um propósito eterno elaborado antes da fundação do mundo (Ef 1.4). Por conseguinte, a missão de Jesus é, antes de tudo, a execução da vontade eterna do Pai. Ele mesmo declara: “Porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6.38). Cristo revela que sua missão transcende qualquer interesse próprio. A vontade soberana do Pai é executada perfeitamente pelo Filho: “o Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agra da” Jo 8.29). 

Esse versículo confirma que a obediência é plena e amo rosa, expressando unidade entre Pai e Filho. No entanto, a obediência de Cristo não significa inferioridade. Essa submissão não diminui sua eternidade ou divindade, mas revela um relacionamento funcional dentro da Trindade. Outrossim, a vontade soberana do Pai, executada pelo Filho, é preservar os que lhe foram entregues e garantir sua ressurreição final, para “que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia” Jo 6.39). Essa declaração reforça o caráter intencional da obra salvífica, mostrando que Deus elegeu a Igreja desde a eternidade, segundo a sua presciência, e o Filho veio para garantir a consumação desse plano (Ef 1.4; 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2).

 A submissão de Cristo culmina no Calvário: “sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (Fp 2.8). Por meio dessa obediência, a justiça de Deus é plenamente satisfeita (Rm 3.24-25). Assim, a humilhação de Cristo se dá em três níveis: encarnação — o Verbo eterno assumindo forma humana Jo 1.14); obediência extrema — cumprindo a vontade do Pai durante todo o ministério terreno (Mt 26.39); e morte vicária — mor rendo em lugar dos pecadores (Is 53.5).


2.     A mediação exclusiva do Filho     -     Jesus Cristo é a segunda Pessoa da Trindade, o Eterno que entrou no tempo, o Infinito e Imenso que se esvaziou, o Deus que se fez homem, o Senhor do universo que se fez servo. Sendo bendito fez-se maldição, para que nós, filhos da ira, fôssemos abençoados com toda sorte de bênção. Sendo santo fez-se pecado para que fôssemos resgatados da condenação, do poder e da presença do pecado. Jesus é o Verbo que se fez carne e vestiu pele humana para revelar-nos a graça e a glória do Pai. Jesus é o Caminho que nos conduz a Deus. É a porta de entrada do céu. É o Mediador que nos reconcilia com o Pai. Jesus é singular tanto pela natureza de sua Pessoa como pela exclusividade da sua obra.

No mundo inteiro e em todos os tempos, as religiões engendradas pelo homem, se esforçam para abrir caminhos para Deus. Buscam agradar a divindade por meio de obras, rituais e sacrifícios. É uma tentativa desesperada e inócua de abrir caminhos da terra para o céu. Nomeiam uma infinidade de mediadores entre Deus e os homens, no propósito fracassado de conseguir o favor divino. As Escrituras, porém, são categóricas em nos dizer que há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo Homem. Só há um caminho que leva o homem a Deus e esse Caminho é Jesus. Só há uma porta de acesso ao céu e essa Porta é Jesus. Há outros caminhos que parecem ser caminhos de vida, mas no final são caminhos de morte.

Jesus Cristo é o nosso único e suficiente Mediador, e isso por algumas razões:

1. Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens porque Ele é Deus Homem. Jesus é Deus e Homem ao mesmo tempo. Ele é perfeitamente Deus e perfeitamente Homem. É uma só Pessoa, mas com duas naturezas distintas. Jesus não deixou de ser Deus ao tornar-se Homem. Aquele que nem o céu dos céus pode contê-lo, desceu da glória, esvaziou-se e fez-se carne. Vestiu a nossa pele, nasceu numa manjedoura, cresceu numa carpintaria e morreu numa cruz. Ele é a ponte que nos liga a Deus, o caminho que nos dá acesso ao Pai e a porta de entrada da bem-aventurança eterna.

2. Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens porque é o nosso representante e fiador. Jesus veio ao mundo para ser nosso representante e fiador. Não veio apenas para estar ao nosso lado, mas em nosso lugar. Não veio apenas para falar por nós, mas para morrer por nós. Não veio apenas para nos defender, mas para nos substituir. Sua morte na cruz foi um sacrifício, um sacrifício substitutivo. Ele morreu a nossa morte. Ele pagou a nossa dívida. Ele sofreu o duro golpe da lei que deveríamos sofrer. Ele sorveu sozinho o cálice amargo da ira de Deus que nós deveríamos beber. Ele recebeu em si mesmo a merecida punição do nosso pecado. Ele cumpriu com todas as demandas da justiça divina ao morrer em nosso lugar, em nosso favor, para nos oferecer perdão e vida eterna.

3. Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens porque ressuscitou, venceu a morte, triunfou sobre os principados e potestades e nos fez assentar com ele nas regiões celestes. A morte de Cristo na cruz não foi um sinal de fraqueza e derrota, mas de retumbante vitória. Ele matou a morte e arrancou seu aguilhão, quando ressuscitou dentre os mortos. A vitória de Cristo é a nossa vitória. Morremos com ele e com ele ressuscitamos. Estamos escondidos com Cristo em Deus. Estamos assentados com ele nas regiões celestes, acima de todo principado e potestade. Nele somos mais do que vencedores. Por meio dele temos livre acesso ao trono da graça e chegaremos ao Céu, ao Paraíso, ao Seio de Abraão, à Casa do Pai, à Cidade Santa, à Nova Jerusalém. Ele é nosso irmão mais velho e seguindo suas pegadas, entraremos pelos portais da glória trajando vestes alvas e com palmas em nossas mãos. Com ele, assentar-nos-emos em tronos e, com ele, reinaremos em seu reino de glória, para todo o sempre. Porque Cristo foi tudo para nós na terra, no tempo, na vida e na morte, ele será tudo para nós no céu, na glória e isso, por toda a eternidade. ( AUTOR: Rev. Hernandes Dias Lopes)


    3.     A aplicação da salvação pelo Espírito    -    A obra redentora de Cristo é uma realidade presente e continua, aplicada eficazmente pelo Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho (Jo 14.26). O Espírito atua de maneira ativa na regeneração, santificação e preservação dos crentes (Jo 14.16-17; Tt 3.5). Reiteramos que o Espírito Santo convence o mundo “do pecado, e da justiça, e do juízo (Jo 16.8). O Espírito ilumina o entendimento para crer na verdade (Jo 14.26; 2 Co 4.6). O Espírito age em cooperação plena com o Pai e o Filho (Jo 16.13-14). 

    Assim sendo, o Espírito Santo atua como o agente divino desde a experiência pessoal da conversão até a glorificação final do crente. Dentre as dimensões mais consoladoras da obra do Espírito Santo está a perseverança dos santos. Paulo escreve: Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo” (Fp 1.6). Revela a ação contínua do Espírito Santo na vida do crente, garantindo que a salvação iniciada seja levada a bom termo. O Espírito não apenas inicia a regeneração, mas também sustenta e fortalece o crente na jornada espiritual. 

    Horton leciona que a perseverança não é fruto da força humana, mas resultado da obra constante do Espírito: “o Espírito Santo é o penhor que garante nossa futura herança em Cristo , fortalecendo o crente para resistir à tentação do pecado e perseverar na fé. O após tolo Paulo, esclarece que a garantia da salvação não é apenas uma pro messa futura, mas uma experiência presente, sustentada pela presença interior do Espírito (Ef 1.13-14). Outro aspecto fundamental na aplicação da salvação é o papel do Espírito Santo em testificar e glorificar o Filho (Jo 15.26; 16.13-14). 

    A missão do Espírito, portanto, é a de revelar Cristo ao coração humano, conduzindo os pecadores ao arrependimento e os crentes ao crescimento espiritual. O Espírito atua como o principal intérprete da revelação cristológica. Assim, toda verdadeira obra do Espírito resultará em exaltação de Cristo. Dessa forma, a missão do Espírito é intrinsecamente trinitária, refletindo a perfeita harmonia entre as três Pessoas divinas. Essa unidade significa que o crente deve viver em constante de pendência do Espírito, reconhecendo que a salvação é uma experiência contínua, operada com poder pelo Espírito (Rm 8.14).




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    AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

    Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

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             BIBLIOGRAFIA


    Bíblia Almeida Século 21
    Bíblia de estudo das Profecias

    Livro de apoio A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas, Douglas Baptisda- Editora CPAD

    DEUS – O PAI - Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD

    https://pentecostalunida.com.br/Novidade.aspx?Cod=6&Titulo=Entendendo-o-amor-de-Deus&gad_source=1&gad_campaignid=11703761229&gbraid=0AAAAAB3D5V-Av07jPI00y_4l3ixFBu0oS&gclid=CjwKCAiA64LLBhBhEiwA-Pxgu2kjx9_-Xzeogx8AlUMwmNnAqWoR7wpLFf1YNBQvEWixM_Sa9226KRoCtqcQAvD_BwE

    https://coalizaopeloevangelho.org/article/adotado-pelo-deus-vivo/

    https://ipbvit.org.br/2011/10/24/jesus-cristo-nosso-unico-mediador/