![]() |
| Pb. Junio - Congregação Boa Vista II |
TEXTO ÁUREO
"Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio." ( At 27.22)
VERDADE PRÁTICA
Mesmo quando perdas materiais são inevitáveis, Deus preserva a vida e cumpre suas promessas àqueles que confiam nEle.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Atos 27. 9-15, 21-16
INTRODUÇÃO
A narrativa de Atos 27 é tomada pelo relato da viagem de Paulo a Roma, quando ele foi enviado para lá como prisioneiro pelo governador Festo por ter apelado a César. Esse foi um dos relatos mais detalhados da viagem marítima de toda a Bíblia. Lucas, médico e historiador, descreve com precisão técnica os ventos, portos, embarcações e decisões humanas. Contudo, por trás dos acontecimentos naturais, revela-se a mão invisível da providência divina, conduzindo Paulo até Roma, conforme a promessa do Senhor (At 23.11). Esse texto ensina que a vontade de Deus não exclui tempestades, mas garante a chegada ao destino.
Não se sabe quanto tempo depois da conferência com Agripa Paulo foi enviado a Roma, mas é provável que o enviaram na primeira oportunidade que tiveram. Nesse meio-tempo, Paulo está entre os amigos em Cesareia, que o confortaram, sendo o apóstolo uma bênção para eles.
Paulo é entregue ao centurião Júlio, da coorte Augusta, chamada Italiana (At 10.1). Ele tinha soldados ao seu comando que fariam a guarda de Paulo para que este não pudesse fugir e também para protegê-lo para que não causassem nenhum dano ao apóstolo. Coorte era uma das divisões do exército romano. As coortes eram compostas de dez centúrias (de cem soldados cada), e cada centúria contava com o seu centurião ou capitão.
Cláudio Lísias (At 21.31; 23.26) era comandante de uma dessas coortes de mil homens. A maior divisão que havia no Exército romano era a “legião”, que às vezes consistia em nada menos de dez coortes, embora ordinariamente contasse apenas com 6 mil homens. Além das coortes, uma legião também contava usualmente com a “ala”, composta de 120 cavaleiros.
Eles embarcaram num navio de Adramítio (At 27.2), um porto da África, de onde esse navio trazia mercadorias africanas, e, como parece, fazia uma viagem costeira para Síria, onde aquelas embarcações chegavam a um bom mercado.
Havia alguns prisioneiros confiados à custódia do mesmo Centurião, que provavelmente também tinham apelado a César, ou estavam sendo, por algum outro motivo, levados a Roma para serem ali julgados, ou então para serem interrogados como testemunhas contra alguns prisioneiros que lá estivessem. Alguns transgressores conhecidos, como foi Barrabás, foram, portanto, ordenados a serem levados diante do imperador.
O apóstolo Paulo, entretanto, também tinha alguns dos seus amigos consigo, em particular Lucas, o autor de Atos. Percebe-se isso pela autoinclusão do médico e historiador na narrativa (v. 2). Aristarco, macedônico de Tessalônica, parece ter sido um dos amigos particularmente fiéis que Paulo teve (At 20.4), e estava com o apóstolo durante a sua primeira prisão em Roma (Cl 4.10; Fm 24).
I. A TEMPESTADE QUE SURGE NA VIAGEM
1. A decisão precipitada de navegar apesar da advertência de Paulo ( Vv. 9-12) - (27.11,12). Nas tempestades da vida precisamos estar atentos às placas de sinalização. A segurança de uma viagem depende da obediência à sinalização disposta no caminho. Desobedecer é entrar em rota de colisão e enveredar-se por caminhos de morte. Há três fatos dignos de nota neste texto.
Em primeiro lugar, a advertência (27.10). Quando Paulo e seus companheiros de viagem embarcaram para Roma, a viagem parecia segura e tranquila. Era um bom navio, havia um comandante e marinheiros experientes. Os passageiros estavam em segurança. No entanto, logo que iniciaram a viagem, começaram a soprar os ventos contrários (27.4).
Chegou a um ponto em que Paulo os admoestou, dizendo:
...Vejo que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo, não só da carga e do navio, mas também da nossa vida (27.9,10). Eles não ouviram o conselho de Paulo e logo veio um tufão, que tirou o navio da mão deles. Aprenda a ler as placas do caminho. Aprenda a discernir os sinais que Deus lhe dá. Quando não prestamos atenção às placas e sinalizações da vida, podemos provocar acidentes ou cair num abismo.
Em segundo lugar, o descrédito (27.11). Lucas relata: Mas o centurião dava mais crédito ao piloto e ao mestre do navio do que ao que Paulo dizia. O centurião deve ter pensado: Esse Paulo pode saber alguma coisa de Bíblia, mas não entende nada de mar. Assim, o centurião desprezou a advertência de Paulo e seguiu viagem. Não é seguro enfrentar as estradas da vida sem observar os sinais. Na viagem da vida precisamos buscar conselho e orientação daqueles que andam com Deus. Quem despreza conselhos sofre grandes danos.
Em terceiro lugar, a voz da maioria nem sempre é a voz de Deus (27.12). A maioria dos que estavam no navio decidiu partir, ignorando o conselho de Paulo. A maioria nem sempre está com a razão. A maioria nem sempre discerne a vontade de Deus. Seguir a cabeça da maioria pode colocar-nos em grandes encrencas. Sansão, mesmo sendo nazireu e não podendo beber vinho, deu uma festa em seu casamento, como era o costume dos jovens da sua época (Jz 14.10). Ele não teve coragem de ser diferente. Não teve peito para discordar da maioria. Ali começou uma derrocada em sua vida. Muitos jovens vão para uma boate porque a maioria dos colegas de classe vai. Muitos jovens mergulham nas drogas porque a maioria dos adolescentes experimenta. A maioria dos jovens perde a virgindade no namoro porque a mídia diz que isso é normal. Cuidado com a maioria! A Bíblia afirma que largo é o caminho que conduz à perdição e são muitos que entram por ele.
2. A fragilidade humana diante das forças da natureza ( Vv. 13-17) - Logo que zarparam de Fenice, descumprindo a orienta ção de Paulo, experimentaram uma leve sensação de sucesso, pois o vento soprava brandamente (27.13). Não tardou, porém, para que o mar se transformasse em um monstro indomável. O navio começou a ser jogado de um lado para o outro com grande violência, sob as fortes rajadas de vento e imensas ondas provocadas pelo tufão de vento, uma espécie de redemoinho, ou ciclone, chamado Euroaquilão.
A direção do vento levou-os para a grande Sirte, um banco de areia ao norte da costa da África, famoso pelos muitos naufrágios que aconteceram ali. Sirte era um verdadeiro cemitério de navios. O navio já não obedecia mais ao comando do piloto. Então, cessaram a manobra e se deixaram levar.
Concordo com Matthew Henry quando ele diz: “Quando é inútil se esforçar, é sábio render-se”.
Longe da ilha de Creta, o navio estava agora exposto à tempestade em mar aberto. Por não ouvirem os conselhos de Paulo, todos se viam agora em apuros. Há cinco resultados colhidos dessa indisposição de ouvir a advertência.
Em primeiro lugar, a aparente segurança (27.13). Logo que zarparam de Creta, em desobediência à advertência de Paulo, perceberam que soprava um vento brando e o mar estava esmaltado por águas tranquilas. Certamente deve ter havido um buchicho dentro do navio, zombando dos conselhos de Paulo. O vento brando faz muita gente confundir as circunstâncias da vida. Por um momento parecia que Paulo estava errado e a maioria estava certa. Se você pudesse ver a carranca do diabo nas tentações, jamais cairia nelas. Se um jovem pudesse ver a degradação das drogas, jamais cairia nas lábias de um traficante. Se um homem pudesse ver o opróbrio em que cai um viciado no alcoolismo, jamais tomaria o primeiro gole. O diabo é um mentiroso e um falsário. Ele promete vida e arrasta seus escravos para a morte. O pecado é uma fraude: parece delicioso aos olhos, mas é um veneno mortal.
Em segundo lugar, o perigo (27.14). Depois do vento brando, repentinamente as circunstâncias mudaram e surgiu um tufão. A crise chegou. O mar se revoltou. Sempre que deixamos de observar as placas de Deus ao longo da estrada da vida, corremos o risco de sérios acidentes. De repente, o tufão chega, a vida se transtorna e tudo vira de cabeça para baixo. Os acidentes acontecem repentinamente. Surgem inesperadamente. Basta seguir no caminho sem observar as placas e, mais cedo ou mais tarde, o acidente acontecerá.
Em terceiro lugar, a impotência (27.15). A fúria dos ventos era tão rigorosa que eles perderam o controle do navio. O navio já não obedecia mais a nenhum comando. O leme já não estava mais nas mãos daqueles que conduziam o batel. O navio ficou à deriva. As coisas fugiram do controle, e a vida virou de ponta-cabeça. Há momentos em que você quer conduzir a sua vida para uma direção, mas ela segue em direção contrária. As ondas revoltas superam sua capacidade de gerenciamento. A crise torna-se maior do que suas forças. Prevalece sobre sua vontade. Talvez você esteja vivendo essa situação. Você já perdeu o controle da sua vida, do seu casamento, das suas finanças, da sua família? Você é como aquele navio, em alto-mar, jogado de um lado para o outro ao sabor do vendaval.
3. A perda da esperança diante da adversidade ( Vv. 18-20) - Eles precisaram aliviar o navio e jogar seus bens fora para salvar a própria vida. Houve grande prejuízo e enormes perdas financeiras. A desobediência é um caminho de muitos desastres, inclusive financeiro. Singrar as águas para a viagem da vida sem atender às advertências de Deus é candidatar-se ao naufrágio. Muitas pessoas deixam de ler as placas de Deus e mentem, roubam, corrompem e matam para granjear mais riquezas. Acumulam tesouros na terra, alcançam glória e fama por um tempo. Mas, depois, tudo o que fizeram na surdina, nas caladas da noite, ao arrepio da lei, vem à tona. Aí perdem a honra, a dignidade e a própria riqueza que acumularam com injustiça.
A desesperança (27.20). Diz o historiador Lucas que dissipou-se, afinal, toda esperança de salvamento. O centurião, os marinheiros, a tripulação e os prisioneiros embarcados naquele navio perderam completamente a esperança de sobreviver. Eles haviam chegado ao fim da linha, ao fundo do poço, ao desespero fatal. A morte parecia inevitável. Destacamos aqui dois pontos importantes.
1. As medidas da tripulação para salvar o navio (27.13- 20). Várias medidas foram tomadas na tentativa de salvar o navio da avassaladora tempestade. Primeiro, eles recolheram a bordo o barco salva-vidas (27.16). Segundo, cingiram o navio, passando cabos por baixo do casco para manter as tábuas unidas ou amarradas a proa à popa, por cima do convés, a fim de evitar que ele quebrasse ao meio (27.17a).
Terceiro, arriaram os aparelhos, ou seja, a âncora flutuante, para agir como freio à medida que eram empurrados para frente (27.17b).
Quarto, jogaram parte da carga do navio no mar (27.18). Quinto, lançaram fora o máximo possível de equipamentos do navio (27.19). Contudo, após quatorze dias sem aparecer sol ou estrelas no céu, ainda atirados de um lado para outro pela fúria dos ventos, perderam toda a esperança de salvamento (27.20).806
II. A INTERVENÇÃO DE DEUS NA HORA DO DESESPERO
1. A palavra de encorajamento de Paulo ( Vv. 21-26) - A má situação chegou ao auge (At 27.21), o que não era incomum naqueles dias numa tempestade marítima, pelo fato de o alimento estragar-se, ou pela impossibilidade de cozinhá-lo. Os homens passavam dias a fio, desalentados, molhados, enfadados, famintos.
A falta de alimentação apropriada e a exaustão causada pelo trabalho prolongado naturalmente agravavam os sentimentos de desespero. Depois de muitos dias sem comer e em total desespero, Paulo levanta-se com autoridade espiritual. Antes de animar aos seus ouvintes (o que só faz no versículo seguinte), Paulo repreendeu os responsáveis pela embarcação com o seu “Eu bem que disse”, o que daria maior autoridade às suas próximas palavras de ânimo.
É possível que houvesse pouca comida disponível depois da tempestade e que as pessoas sentissem-se demasiadamente ansiosas, enjoadas ou desanimadas para comer. Todo esse sofrimento e risco poderia ser evitado se o navio tivesse permanecido em Bons Portos, e Paulo comentou que a sua advertência não fora devidamente atendida; a sua profecia de danos e perdas foi cumprida, embora, por enquanto, só afetasse (e, no fim, somente afetaria) o navio, e não as pessoas a bordo que incluíra na sua profecia. É essa qualificação da sua profecia anterior que Paulo agora ressalta num esforço para animar as pessoas.
Paulo transmite esperança mesmo em meio ao desespero (v. 22; cf. Rm 15.13; Is 41.10). Nossa esperança segura de ser recompensados por Deus pode diminuir nossa ansiedade e ajudar-nos a ficar calmos, a pensar de modo claro e a manter nossa fé forte. A esperança também nos dá forças para que enfrentemos as dificuldades (ver Am 3.7; Sl 25.14).
2. A promessa de Deus em meio à crise ( Vv. 23, 24) - Durante a tempestade no naufrágio, passageiros e tripulantes perderam a esperança de salvação devido à fúria do mar e à falta de visibilidade, ficando catorze noites sem ver o Sol, o que os levou ao desespero (At 27.18-20). Paulo, no entanto, confortou-os com a promessa divina de que todos seriam salvos, embora o navio fosse perdido (Sl 34.19).
A base dessa segurança não é otimismo humano, mas revelação divina (vv. 23,24). O anjo do Senhor fortaleceu Paulo! Quando toda esperança parecia perdida, Deus envia um anjo a Paulo, garantindo que nenhum daqueles 276 (ver v. 37) passageiros perderiam a vida. A vida de Paulo preservou outras vidas. Isso revela o alcance coletivo da graça, o impacto espiritual de um justo no meio dos ímpios.
Visões espirituais assinalavam coerentemente as crises da vida do apóstolo Paulo (At 9.3- 6; 16.9,10; 18.9,10). Paulo reconhecia que pertencia a Deus (v. 23). Não somos de nós mesmos, fomos comprados por bom preço (1 Co 6.19,20). As promessas de Deus não dependem das circunstâncias, mas da fidelidade do Senhor (Hb 10.23). Enquanto Deus tiver um lugar na vida de alguém aqui na terra e tal pessoa buscar a Deus e seguir a direção do Espírito Santo (At 23.11; 24.16), o Senhor irá protegê-lo da morte.
3. A fé e a liderança espiritual de Paulo ( Vv. 33-36) - Diante do desespero que assaltara a todos no navio, já havia duas semanas que ninguém conseguia comer nada, seja pelo pânico provocado pela tempestade, seja pelo enjoo provocado pelo mar agitado. Quando o dia já estava raiando, Paulo toma um pão, dá graças e encoraja a todos a comerem. Ao se alimentarem, todos recobram o ânimo e resolvem jogar o restante do trigo no mar (27.38).
John Stott destaca essas intervenções de Paulo, com as seguintes palavras:
Paulo combinava a espiritualidade e o bom senso, a fé e as obras. Ele acreditava que Deus cumpriria suas promessas e teve a coragem para dar graças na presença de pagãos calejados. Mas a sua confiança e santidade não impediram de ver que o navio não deveria se arriscar no começo do inverno, ou que não se podia permitir que os marinheiros fugissem, ou que a tripulação e os passageiros esfomeados precisavam comer para sobreviver, ou (mais tarde, na praia) que ele precisava juntar lenha para manter o fogo aceso. Que homem! Ele era homem de Deus e homem de ação; homem do Espírito e homem de bom senso.
III. A PROVIDÊNCIA DIVINA NO NAUFRÁGIO ( AT 27. 39-44)
1. O cuidado de Deus preservando vidas ( Vv. 39-44) - A noite trevosa se despedira, e um novo dia trazia esperança em suas asas. A tripulação avistou terra. Era uma ilha, Malta, mas eles não reconheceram o lugar. Os marinheiros levantaram as âncoras, largando as amarras do leme, direcionando o navio para a praia (27.40). Fragilizado pelas ondas que chicotearam o navio por duas semanas, a embarcação enfim encalhou num banco de areias. A proa ficou imobilizada, ao mesmo tempo que a popa era açoitada violentamente pelo vento. Por fim, o navio quebrou-se e o naufrágio se revelou inevitável (27.41).
O navio, que estranhamente suportara a tempestade no vasto oceano, onde tinha espaço para virar, é feito em pedaços quando encalhado. Desse modo, se o coração se fixa no mundo por amor e afeição, acaba perdendo-se. As tentações de Satanás batem contra ele, e ele é destruído; mas, enquanto ele se mantém acima do mundo, embora sacudido pelas preocupações e tumultos, há esperança. Eles tinham a praia em vista e, no entanto, sofreram naufrágio no porto, para nos ensinar a nunca sermos autoconfiantes.
Nesse momento, os soldados que tinham o compromisso de transportar os prisioneiros a Roma resolveram matá-los. Isso, porque de acordo com a lei romana, o soldado encarregado da vigilância de um prisioneiro era responsabilizado em seu lugar, caso esse prisioneiro viesse a escapar (27.42). Simon Kistemaker diz que a ingratidão dos soldados foi demasiadamente cruel, quando eles decidiram matar Paulo e todos os outros prisioneiros.
Paulo anunciara a boa notícia de que suas vidas seriam poupadas; ele os encorajara quando já haviam perdido a esperança de viver; e lhes dera conselhos de valor, exortando-os a comer. O centurião Júlio, porém, impediu os soldados de consumarem essa matança e ordenou a todos os que sabiam nadar que saltassem primeiro no mar (27.43), enquanto os outros deveriam usar tábuas e destroços do barco para chegarem à praia. Desta forma, conforme Deus havia prometido, todos alcançaram a terra firme em segurança (27.44).
2. A soberania divina acima das decisões humanas ( Vv. 42, 43) - Estando o navio condenado, os soldados eram de opinião que todos os prisioneiros fossem mortos antes que algum dentre eles escapasse e eles fossem responsabilizados (v. 42). Não seria difícil aos que sabiam nadar chegar ao litoral e afundar-se nas matas do interior, de onde só com dificuldade poderiam ser presos de novo.
Os guardas prefeririam o suicídio a ter de enfrentar a corte marcial pela acusação de descumprimento do dever: Pedro liberto da prisão (At 12.10-19); o carcereiro de Filipos (At 16.27). Os soldados pagariam com a própria vida se algum dos seus prisioneiros escapassem. O código posterior de Justiniano formalizou o princípio de que um guarda cujo prisioneiro escapasse cumpriria a sentença do prisioneiro.
O plano humano de matar todos os prisioneiros foi frustrado pelo agir divino. Os soldados pagariam com a vida se algum dos seus prisioneiros escapassem (At 12.18,19; 16.27). Júlio, o centurião, desejava salvar a vida de Paulo, por estar resoluto a não submeter a vida do apóstolo a perigo, sobretudo tendo em vista a atividade de Paulo durante a viagem. A palavra “salvar” significa conduzir com segurança no meio do perigo. Assim, deu ordens no sentido de cada um chegar a terra da melhor maneira que pudessem. Os que soubessem nadar, que partissem imediatamente. Aqueles que sabiam nadar facilmente chegariam à praia, que não estava tão distante (v. 43). Paulo poderia estar incluído aqui, visto ter sobrevivido a três naufrágios e ter passado uma noite no mar (2 Co 11.25).
Isso mostra que até as intenções humanas são controladas pela providência de Deus. Ele preservou a vida de Paulo e permitiu que a promessa de Deus de que todas as pessoas no navio seriam salvas fosse cumprida (At 27.22). O coração dos homens está sob o governo do Senhor (ver Pv 21.1). Nada escapa ao controle divino. Nenhum poder nos céus ou na terra poderia tirar a vida de Paulo, porque o Senhor já determinara que ele fosse pregar o evangelho em Roma (At 27.24).
3. O cumprimento fiel da promessa de Deus ( V. 44) - Os demais que não soubessem nadar deviam seguir usando tábuas ou outros destroços do navio capazes de flutuar para sustentá-los na água. Essas pessoas que não sabiam nadar, porém, agarrando-se a pedaços de madeira pertencentes ao navio, puderam flutuar, sendo empurradas para a praia pela força das ondas, como se estivessem surfando. Há a possibilidade de a construção grega significar, no entanto, que eram levados pelos que sabiam nadar, que usavam técnicas de salva-vidas para conduzir em segurança os que não sabiam. Os que nadassem estariam na praia para garantir que estes extraviados chegassem em segurança a terra. Exatamente como o anjo havia dito, todos se salvaram.
Foi só por causa da corajosa liderança de Paulo sob a orientação de Deus que essa viagem agonizante chegou a um desfecho satisfatório. A Palavra de Deus é firme mesmo em meio ao caos. O naufrágio de Paulo é um poderoso testemunho de que, mesmo nos momentos mais turbulentos, a providência divina está presente, conduzindo a vitória dos que confiam na sua palavra. O Senhor cumpriu a promessa feita por intermédio do anjo (At 27.22). Durante todos os dias da tormenta e os demais que se seguiram após o naufrágio, Paulo manteve-se confiante nessa promessa e foi sustentado por ela
Estando o navio condenado, os soldados eram de opinião que todos os prisioneiros fossem mortos antes que algum dentre eles escapasse e eles fossem responsabilizados (cp. 12:19; 16:27). Todavia, querendo salvar a Paulo, o centurião estorvou-lhes este intento (v. 43) —a palavra "salvar" significa conduzir em segurança no meio do perigo. Portanto, ele deu ordens para que todos procurassem chegar à praia da melhor maneira que pudessem — os que soubessem nadar, que partissem imediatamente.
Paulo poderia estar incluído aqui, visto ter sobrevivido a três naufrágios e ter passado uma noite no mar (2 Coríntios 11:25). Os que não soubessem nadar deveriam agarrar-se a tábuas e outros em destroços do navio (v. 44). A última frase todavia poderia ser traduzida assim: "às costas dos membros da tripulação". Assim foi que desta ou daquela maneira todos chegaram à terra salvos (v. 44; cp. vv. 22, 34).
![]() |
| Ajude esta obra... Código do PIX Banco Mercantil do Brasil |
![]() |
| Pb. Junio | Prof° EBD - YouTube |
AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2.
Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.
Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.
Pr. Local: Pr. Tony Wenzler
INSTAGRAN: @PBJUNIOOFICIAL
FACEBOOK: JOSÉ EGBERTO S. JUNIO
CANAL YOUTUBE.: https://www.youtube.com/@pb.junioprofebd7178 Toda semana tem um vídeo da Lição. Deixem seu Like.
![]() |
| Chave do PIX Banco Mercantil |
BIBLIOGRAFIA
Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias
Comentário Exegético Vol. 2 Craig S. Keener - Editora CPAD
Estudo Livro de Atos - Myer Pearlman - Editora CPAD
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo
.png)



.png)
.png)
