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sexta-feira, 20 de março de 2026

LIÇÃO 13 - A TRINDADE SANTA E A IGREJA DE CRISTO.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                    TEXTO ÁUREO

"Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo." (Mt 28.19)


                    VERDADE PRÁTICA

A redenção da igreja é uma obra conjunta da Trindade: o Pai elege, o Filho redime e o Espírito santifica, sustentando a fé e a missão da Igreja no mundo.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 2 Coríntios 13. 11-13; 1Pedro 1. 2, 3



                    INTRODUÇÃO

A Santíssima Trindade é uma doutrina fundamental da fé cristã, e, também, a base da existência e da missão da Igreja de Cristo. Ela revela o agir cooperativo do Pai, do Filho e do Espírito Santo, de forma harmoniosa na criação, redenção, santificação e na comunhão da Igreja. Esse capítulo visa mostrar como a Trindade sustenta, guia e envia a Igreja para o cumprimento do seu papel no mundo. Compreender essa verdade fortalece a identidade da Igreja como povo de Deus.


                I.    A TRINDADE E O PLANO REDENTOR


1.    Eleitos segundo a presciência do Pai    -   A presciência é conhecer coisas ou eventos antes que existam ou aconteçam. Em grego, o termo para “pré-conhecimento” é prognóstico, que expressa a ideia de conhecer a realidade antes que ela seja real e os eventos antes que ocorram. Na teologia cristã, a presciência refere-se à natureza onisciente de Deus, pela qual Ele conhece a realidade antes que ela seja real, todas as coisas e eventos antes que aconteçam e todas as pessoas antes que existam.


Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento falam da presciência de Deus. Não há nada no futuro que esteja oculto aos olhos de Deus (Isaías 41:2342:944:6-846:10). Deus vê nossas vidas, nossos corpos e nossos dias mesmo antes de sermos concebidos: "Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles ainda existia" (Salmo 139:15-16).

Deus prometeu que abençoaria povos futuros por meio de Abraão (Gênesis 12:3). Deus disse a Moisés o que aconteceria com Faraó (Êxodo 3:19). Graças à presciência de Deus, os profetas falaram de um Messias vindouro (Isaías 9:1-7Jeremias 23:5-6). Por meio de Daniel, Deus revelou a futura ascensão e queda de alguns reinos (Daniel 2:31-457). E as profecias do Antigo Testamento são cumpridas no ministério de Jesus Cristo e na formação da Igreja de acordo com numerosas passagens do Novo Testamento (Mateus 1:224:148:17João 12:38-41Atos 2:17-213:22-25Gálatas 3:8Hebreus 5:61 Pedro 1:10-12).

O apóstolo Pedro ensina que Deus tinha conhecimento prévio da morte expiatória de Seu Filho muito antes de Jesus morrer (1 Pedro 1:20; veja também Apocalipse 13:8). A morte de Jesus na cruz fazia parte do plano eterno de salvação de Deus antes da fundação do mundo. No dia de Pentecostes, Pedro condenou aqueles que mataram Cristo, mas ao mesmo tempo ressaltou a soberania de Deus: eles receberam permissão para fazer o que quisessem com Cristo "conforme o plano determinado e a presciência de Deus" (Atos 2: 23). Embora governantes malignos conspirassem para matar o Senhor Jesus, a Sua morte foi preordenada por Deus (Atos 4:28).

A Bíblia nos ensina que os filhos de Deus foram escolhidos de antemão, e que a presciência de Deus tem a ver com a eleição. Os eleitos são aqueles que foram "eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo. Que a graça e a paz lhes sejam multiplicadas" (1 Pedro 1:2). "Pois aqueles que Deus de antemão conheceu ele também predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" (Romanos 8:29).

Entretanto, a escolha dos eleitos não foi baseada simplesmente em Sua presciência dos eventos; mas em Seu beneplácito: "Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade" (Efésios 1:4-5). Em Romanos 11:2, a presciência de Deus implica uma conexão eterna entre Deus e o Seu povo escolhido ou "pré-conhecido" por causa da Sua amorosa fidelidade: "Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu."

A presciência de Deus é mais do que a Sua capacidade de "ver o futuro"; a Sua presciência é o verdadeiro "conhecimento" do que está por vir, baseado em Sua própria vontade. Ele determina o que vai acontecer. Ou seja, a presciência não é apenas intelectual; é algo pessoal e de relação.


2.    Redimidos pelo sangue de Cristo     -     Livramento de alguma forma de escravidão com base no pagamento de um preço por um redentor (q.v.). Redenção é um conceito básico para a visão bíblica da salvação. No AT, a redenção está integralmente associada à vida familiar, social e nacional de Israel. Um indivíduo israelita poderia agir como um redentor, pagando um resgate para a libertação de um escravo (Lv 25.48ss.), para recuperar um campo (Lv 25.23ss.), ao invés de sacrificar um macho primogênito (Êx 13.12ss.), e em favor de alguém que de outra forma seria condenado à morte (Êx 21.28 ss.).

Logo no início do AT, o Senhor DEUS revelou a si mesmo como agindo de forma redentora em favor do homem. Jacó invocou a DEUS como aquele “que me livrou de todo o mal” (Gn 48.15,16). DEUS declarou sua intenção de livrar Israel da servidão no Egito, dizendo: “Vos resgatarei com braço estendido” (Êx 6.6). Na maioria dos casos no AT onde é feita referência à atividade redentora de DEUS, A libertação efetuada é de natureza física e não espiritual (por exemplo, a libertação de Israel do Egito e da Babilônia). Mesmo estas libertações, porém, trazem em si um significado espiritual em que a libertação indicava que DEUS havia perdoado o pecado ou os pecados que diretamente ou indiretamente ocasionaram a calamidade. Em pelo menos um caso (Sl 130.8) a redenção referida é claramente de natureza espiritual, isto é, trata-se de uma redenção do pecado.

No NT, a redenção é estritamente uma atividade divina que é realizada por JESUS CRISTO e através dele (Ef 1.7; Gl 3.13; 4,5). Embora a atividade redentora de CRISTO tenha as suas manifestações físicas (por exemplo, a cura das enfermidades), seu principal significado é o resgate espiritual dos pecadores que estão escravizados no pecado (Mc 10.45). A libertação do pecador é assegurada com base no preço de resgate pago a DEUS PAI por JESUS CRISTO em sua morte na cruz (Tt 2.14; Hb 9.12; 1 Pe 1,18,19). Propiciação; Resgate; Reconciliação; Salvação, tudo está implícito.
A perfeição da obra redentora de CRISTO é claramente declarada no NT (Hb 9.25-28). No entanto, a experiência de redenção do indivíduo redimido só estará completa na segunda vinda de CRISTO para nos buscar (Lc 21.28; Rm 8.23; Ef 1.14).


3.    Santificados pelo Espírito Santo    -     O conjunto desse versículo revela a cooperação trinitária na salvação: o Pai elege, o Filho redime e o Espírito santifica. Essa tríplice perspectiva ratifica a economia da Trindade na história da redenção e mostra que a santificação não é mero esforço humano, mas resultado direto da atuação benevolente do Espírito, inseparável da obra redentora de Cristo e da habitação do Espírito.

O termo "santificação" gr. hagiasmós) denota tanto o ato inicial de separação do pecado quanto o processo contínuo de consagração a Deus. O vocábulo se refere à ação do Espírito que, aplicando a obra de Cristo, separa os eleitos do domínio do pecado e os consagra ao serviço do Reino de Deus. Como já visto nessa obra, reitera-se que a santificação é tanto instantânea quanto progressiva. Instantânea, porque no momento da conversão o crente é separado para Deus (l co I. 2); progressiva, porque envolve uma caminhada diária de renúncia ao pecado e crescimento na graça (2 co 3.18).

Sem essa ação do Espírito, a Igreja não passa de uma instituição humana destituída de vida espiritual. Essa compreensão molda a identidade da Igreja. Não basta professar a fé em Cristo, é preciso manifestar uma vida transformada. A santificação é tanto o sinal da eleição quanto a evidência do autêntico discipulado, que pela ação do Espírito: (i) vivifica, comunicando a vida de Cristo Jo 6.63; (ii) purifica, lavando e regenerando (l co 6.1 1); (iii) conduz, orientando no caminho da obediência Rm 8.14); e (iv) couforma a Cisto, moldando o caráter segundo o modelo do Filho (Ef 4.13).

Assim, a Igreja é continuamente chamada a andar no Espírito (Gl 5.25), em um processo de purificação e transformação que culminará na sua apresentação como uma noiva santa, gloriosa e irrepreensível diante do Cordeiro Ef 5.27). Não se trata de perfeição absoluta nesta vida, mas de um caminhar constante em novidade de vida. Como ensina Erickson, "a santificação é uma continuação do que foi iniciado na regeneração, quando uma novidade de vida foi conferida ao crente.



                II.     A IGREJA E A COMUNHÃO COM A TRINDADE


1.    Comunhão com o Pai    -    Henry traduz como "cuidado para não se afastarem do amor de Deus, ou de suas manifestações deleitáveis, alegres e vigorosas; mantenham-se nos caminhos de Deus e continuem no seu amor". Ô O alerta é para que os crentes não se distanciem da experiência, comunhão e segurança desse amor, o que acontece quando alguém escolhe viver no pecado ou na indiferença espiritual. O amor de Deus recebido deve ser cultivado e transmitido. Isso aponta para a perseverança em amar a Deus de todo o coração (Dt 6.5) e amar o próximo (Jo 13.34-35). E o chamado a permanecer firme no amor recebido e no amor praticado (l Jo 4.16,19). 

O termo enfatiza a responsabilidade constante do fiel em perseverar no âmbito do amor divino. Não se refere a conquistar o amor de Deus, uma vez que este já foi concedido em Cristo (Rm 5.8), mas de permanecer nele (Jo 15.9-10). A comunhão com o Pai envolve retribuir esse amor por meio da obediência e fidelidade. A permanência no amor divino abrange um aspecto duplo: (i) reconhecer o amor que Deus possui em relação aos pecadores (l Jo 3. l); e ii exercer o amor como um reflexo da regeneração I Jo 4.11-12). Dessa forma, o fiel deve cuidar do amor que lhe foi concedido por Deus, do amor que deve dedicar a Ele e do amor que deve ter para com os irmãos (l Jo 4.10-12). 

A comunhão com o Pai, portanto, manifesta-se não apenas em devoção individual, mas também em amor para com o próximo (l Jo 4.20). Estar no amor de Deus implica caminhar na sua vontade e guardar os seus mandamentos Jo 14.21). Não é meramente emocional, mas denota a verdadeira comunhão que se manifesta em uma \ida de santidade, temor e dependência divina FP 2.12). Paulo afirma que nada pode separar o crente do amor de Deus, que está em Cristo Jesus (Rm 8.35-39). Esse amor é o sustento da comunhão com o Pai e a garantia da perseverança do crente. Por isso, a Igreja é chamada a permanecer nesse amor, pois nele encontra a vitalidade de sua vida espiritual.


2.    Comunhão com o Filho    -   Desse modo, João declara categoricamente: "Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida" (l Jo 5.12). A comunhão com Cristo é condição indispensável para a posse da vida eterna. Essa comunhão, porém, é também uma antecipação da plenitude escatológica: "Quando Cristo [...] se manifestar, então, também vós vos manifestareis com ele em glória" (Cl 3.4).

Nesse aspecto, o salvo já experimenta a realidade da vida eterna no presente, mas aguarda sua consumação no futuro. A comunhão com Cristo tem início na regeneração, pela fé. Paulo explica que os crentes, unidos a Cristo, participam de sua morte, ressurreição e nova vida Rm 6.4). Essa união com Cristo não é apenas simbólica, mas espiritual e real, de modo que a Igreja é chamada a morrer para o pecado e viver para Deus até glorificação final (Rm 6.5-6; 8.30). 


Essa comunhão também demanda vida prática em obediência. João declara: "aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou" I Jo 2.6, ARA). Boor expõe ser "impossível permanecer em Cristo e ao mesmo tempo andar caminhos completamente diferentes daqueles que ele andou"  Portanto, permanecer em Cristo é viver em conformidade com seu exemplo, refletindo seu caráter no mundo. Contudo, esse ensino não possui nenhuma conotação "legalista". Jesus não "andou" como um escriba e fariseu, mas como o Filho cuja alegria era cumprir os mandamentos do Pai (Jo 4.34; 15.10).9 Desse modo, a comunhão com o Filho implica regeneração, transformação de vida, perseverança, e, ainda, frutificação espiritual (Jo 15.4-5).


3.   Comunhão com o Espírito     -    A comunhão da Igreja com a Trindade não estaria completa sem a participação do Espírito Santo. Paulo, ao escrever aos Coríntios, almeja que a comunhão do Espírito Santo seja com todos os crentes (2 co 13.13c). Esse texto revela que a comunhão com o Espírito é tão essencial quanto a graça do Filho e o amor do Pai, sendo parte constitutiva da vida cristã. O termo grego koinonia, traduzido por "comunhão", indica participação, partilha, união íntima. Assim, a comunhão com o Espírito não é apenas relacionamento, mas uma cicla de cooperação, dependência e submissão à sua direção. O Espírito Santo, reafirma-se, é quem aplica no coração do crente a obra da redenção realizada pelo Filho e decretada pelo Pai (Ef l . 13-14).

Nesse sentido, Stronstad avalia que a "bênção final de Paulo expressa seu desejo de que os coríntios experimentem a plenitude do amor e da graça redentora de Deus através da ministração do Espírito Santo". IO A Escritura mostra que o Espírito habita no interior do crente (l co 6.19). Sua presença é a marca distintiva da nova aliança, tornando a comunhão com Deus algo permanente e real (Ef l. 13-14).

Além disso, a comunhão com o Espírito é marcada por ensino, consolo e direção Jo 14.26; Jo 16.13). Outra dimensão dessa comunhão é a santificação 2 Ts 2.13). E o Espírito quem opera a purificação do coração, moldando o crente à imagem de Cristo. Além da santificação, o Espírito concede dons e poder para o serviço no Reino de Deus (l co 12.7). Ele participa das fraquezas do crente, sustentando em oração e fortalecendo na esperança da glória futura Rm 8.16-17).


Em vista disso, Judas adverte os crentes a ser edificados "sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo" (Jd 20). O versículo evidencia que a vida espiritual genuína não é possível sem a ação constante do Espírito (Gl 5.25). A oração no Espírito não se resume a palavras, mas expressa intimidade ativa e dependente da sua direção Rm 8.26-27). O Espírito é o que promove a unidade no Corpo de Cristo (Ef 4.3). A comunhão com Ele insere o crente na dimensão espiritual onde há reconciliação, perdão e cooperação (Ef 4.30-32; FP 2.1-2). Assim, a verdadeira unidade cristã não ocorre por meio de celebrações, mas é preservada pelo Espírito, quando os crentes vem em comunhão e amor sacrificial (Ef 4.3; I co 12.12-13). E por meio dessa comunhão que a Igreja permanece, santa e frutífera, até o dia em que será plenamente glorificada em Cristo.



                III.    A IGREJA É ENVIADA PELA TRINDADE


1.    A missão dada pelo Pai     -      Acima, na figura ilustrativa temos um resumo do plano de salvação. DEUS PAI planejou a salvação, ou redenção, JESUS CRISTO a executou em seu ministério terreno e em sua morte na Cruz do Calvário e ressurreição, o ESPÍRITO SANTO vaticinou antes, deu poder e cuidou para que tudo fosse cumprido (1 Pe 1.2 - eleitos segundo a presciência de DEUS PAI, em santificação do ESPÍRITO, para a obediência e aspersão do sangue de JESUS CRISTO: graça e paz vos sejam multiplicadas). Presciência de DEUS PAI implica em que DEUS olhou o futuro antes de acontecer para o ser humano e viu o homem em pecado e condenação, providenciando assim um plano de redenção deste homem, sua salvação.

 
 DEUS anunciou diversas vezes e de diversas maneiras, pelos profetas, a vinda de seu FILHO como Salvador do mundo (Rm 1.2). Isso significa a participação do ESPÍRITO SANTO de modo que a promessa messiânica é acompanhada da promessa do ESPÍRITO (Is 32.15; 42.1,2; Is 61.1), confirmada no Novo Testamento (Mt 12.18; Lc 4.18-21). A salvação e a plenitude do ESPÍRITO são anunciadas de antemão no Antigo Testamento para todo o povo (Is 44.3; Jl 2.28-32).
 
A doutrina da salvação, chamada de Soteriologia, ocupa-se do estudo do plano salvífico (Ef 1.3-14), da obra de CRISTO (Rm 3.24-26), e da aplicação da salvação ao homem (Ef 2.8-10), de acordo com a Escritura. O termo procede do grego sōtēria, traduzido por “salvação”, “libertação” e “preservação”. Nos textos de Lc 1.69,71 e Hb 11.7, o vocábulo é usado com o sentido de “livrar ou preservar de um perigo eminente”. A palavra equivalente usada no Antigo Testamento é yeshû‘â (o nome JESUS no grego, procede desse termo hebraico, Mt 1.21), isto é, “salvação”, “livramento”. O termo hebraico é usado, em Gn 49.18, como referência à salvação do Senhor (ver Dt 32.15; 1 Sm 12.1), e, em Ez 37.23, com o significado de “livrar” dos pecados. Portanto, salvação, quer no Antigo ou Novo Testamento, significa libertação, livramento ou preservação de um perigo eminente.
 
A Bíblia ensina acerca da salvação; é um tema que se estende do Gênesis ao Apocalipse.
Salvação é uma palavra de amplo sentido, que abrange todos os atos e processos redentores, a saber: justificação, redenção, graça, propiciação, imputação, perdão, santificação e glorificação. A salvação procede de DEUS e não do homem. Foi concebida por DEUS o PAI,
consumada por JESUS o FILHO, e oferecida ao crente por intermédio do ESPÍRITO SANTO. O homem não teve participação alguma no plano de salvação. Resta-lhe apenas aceitar o Dom de DEUS. Tão logo o homem pecou, DEUS anunciou seu projeto para salvá-lo (Gn 3.15).
Salvação é palavra de profundo significado e de infinito alcance. Muitos têm uma concepção bastante pobre da inefável salvação consumada por JESUS, o que às vezes reflete numa vida espiritual descuidada e negligente, onde falta aquele amor ardente e total por JESUS, e busca constante de sua comunhão.

Salvação não significa apenas livramento da condenação do Inferno. Ela abarca todos os atos e processos redentores e transformadores da parte de DEUS para com o homem e o mundo através de JESUS, o Redentor, nesta vida e na outra.
A salvação é o resultado da redenção efetuada por JESUS, o meio que DEUS proveu para livrar o homem de seus pecados. Salvação é o usufruto desse livramento.
A doutrina da salvação diz respeito ao plano divino para restaurar o homem do pecado e, consequentemente, livrá-lo da condenação eterna.
CRISTO é o único caminho ao PAI. A salvação nos é concedida mediante a graça de DEUS, manifesta em CRISTO JESUS e está baseada na morte, ressurreição, e exaltação do FILHO de DEUS.
A doutrina em apreço pode ser estudada sob os vários aspectos da salvação.


2.    O Filho comissiona seus discípulos     -     Cristo, como o enviado do Pai, deixou claro que a missão da Igreja é a continuidade de sua própria missão: "Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós" Jo 20.21). D. A. Carson esclarece que "os apóstolos receberam a comissão de continuar a obra de Cristo, e não de começar uma outra". l - Portanto, o envio da Igreja pelo Filho é o seguimento do plano trinitário de salvação, e envolve proclamação, ensino, batismo e discipulado. A Igreja não atua por iniciativa própria, mas, sim, como instrumento comissionado e capacitado pelo Cristo ressuscitado, chamada a ser testemunha da graça, verdade e amor de Deus em todo o mundo (Mc 16.15-16).


3.    O Espírito capacita e envia    -    No Novo Testamento, JESUS em um só dia fazia pelo menos 10 vezes mais milagres do que esses todos. Pedro, Estêvão, Filipe e Paulo também, em um dia só, eram usados em milagres pelo ESPÍRITO SANTO mais do que todos esses três foram usados no Antigo Testamento.

de sorte que transportavam os enfermos para as ruas e os punham em leitos e em camilhas, para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles. E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos, os quais todos eram curados. Atos 5:15,16.

E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Atos 6:8
E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia, pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados. Atos 8:6,7
Aconteceu estar de cama enfermo de febres e disenteria o PAI de Públio, que Paulo foi ver, e, havendo orado, pôs as mãos sobre ele e o curou. Feito, pois, isto, vieram também ter com ele os demais que na ilha tinham enfermidades e sararam, Atos 28:8,9
 
 
Também o ESPÍRITO SANTO dava capacitação a pessoas para obras específicas, como a de profeta (Nm 12.6) ou a de liderança (Jz 6.34; 1 Sm 16.13). Essas habilitações eram espirituais: profecias (Nm 11.25), revelações (Ez 8.3) e milagres (1 Rs 18.12); também aptidões individuais, artísticas (Êx 31.3) e habilidades para liderança militar e política (Jz 3.10; Zc 4.6,7).
 
 
Pelo que entendemos, no Antigo Testamento, o ESPÍRITO SANTO vinha sobre aquele que DEUS escolheu para realizar determinada tarefa e depois o deixava até que nova tarefa fosse designada. Ou seja, não ficava residente como em nós que somos templo, morada do ESPÍRITO SANTO.
Todos os dons do ESPÍRITO SANTO foram manifestos no Antigo Testamento, mas não eram residentes naqueles que foram usados. Até mesmo o dom de línguas pode ser reconhecido em uma oportunidade, através de escolhidos para auxiliarem Moisés (Porém no arraial ficaram dois homens; o nome de um era Eldade, e o nome do outro, Medade; e repousou sobre eles o ESPÍRITO (porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda), e profetizavam no arraial. Números 11:26 - segundo alguns eruditos pode ser interpretado como falaram em línguas desconhecidas). Línguas também podem ser identificadas em Isaías (Pelo que, por lábios estranhos e por outra língua, falará a este povo, Isaías 28:11).

Moisés foi tremendamente usado em dons, bem como Elias (Cura, Fé (ressurreição de morto) e Milagre), Eliseu (Cura, Fé (ressurreição de morto), Milagre, Palavra de Sabedoria - revelação do futuro; Palavra de Conhecimento - revelação de estratégia de guerra do inimigo; discernimento de espíritos - visão de exército de anjos), Daniel (Palavra de Sabedoria - revelação do futuro; Palavra de Conhecimento - revelação de Sonhos e visões; Línguas e interpretação) e vários profetas (Palavra de Sabedoria - revelação do futuro). As profecias eram sempre usadas também no Antigo Testamento. DEUS usou tanto mulheres como homens e os capacitou com a unção do ESPÍRITO SANTO para exercerem suas funções no Antigo Testamento.




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.

Pr. Local: Pr. Selmo Pedro.

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas, Douglas Baptisda- Editora CPAD

O que é a presciência na Bíblia? | GotQuestions.org/Portugues

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 WhatsApp, Min.Belém, SP - Canal YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 13, CPAD, A Trindade Santa e a Igreja de CRISTO, 1Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV



sábado, 14 de março de 2026

LIÇÃO 12 - O FILHO E O ESPÍRITO.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                TEXTO ÁUREO

"E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus." (Lc 1.35)


                VERDADE PRÁTICA

O Filho de Deus cumpriu seu ministério em plena dependência do Espírito, revelando que a obra redentora é trinitária: o Pai envia, o Filho obedece e o Espírito capacita.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Lucas 1.26-38


                    INTRODUÇÃO

0 plano da salvação não é uma obra isolada, mas uma ação conjunta, coordenada em perfeita harmonia pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo. A Escritura revela que a Trindade age inseparavelmente em favor da redenção da humanidade. Essa verdade bíblica revela não apenas a unidade trinitária, mas também a economia da salvação, isto é, a forma como cada Pessoa divina age de maneira distinta, mas inseparável, na obra redentora. A unidade perfeita da Trindade no plano da salvação é um testemunho de que Deus é ao mesmo tempo um só em essência e trino em pessoa, agindo com propósito eterno e amor redentor (Ef 1.9-10). Esse capítulo mostra como o Espírito Santo participa ativamente desde a encarnação do Filho, sua obra redentora, sua ressurreição e exaltação (Jo 3.16; Rm 8.11; Ef 1.4-7), bem como enfatiza a resposta esperada de cada crente à obra de redenção.



A DOUTRINA DA REDENÇÃO


Como já vimos, redenção tem a ver com a pessoa do pecador. Ela é realizada por JESUS CRISTO: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (Ef 1.7). Pois “... por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (Hb 9.12).
Definição de redenção. Nos dias bíblicos, redenção é a libertação de um escravo, mediante um resgate — gr. lytron (este termo aparece em Mateus 20.28) —, além de retirar esse escravo do mercado de escravos, para não mais ficar exposto à venda. Redenção sempre requer o preço a ser pago para garantir a liberdade do escravo.

Há sete principais palavras originais no Novo Testamento para redenção:

Agorazo, “compraste” (Ap 5.9). Comprar na praça. O pecador estava na praça do mercado de escravos, vendido ao pecado e servindo a Satanás: “Assim,
meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de CRISTO, para que sejais doutro, daquele que ressuscitou de entre os mortos, a fim de que demos fruto para DEUS” (Rm 7.4).
Exagorazo, “resgatou” (Gl 3.13). Comprar o escravo na praça e retirá-lo de lá, para que não fosse mais exposto à venda: “Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do FILHO do seu amor” Cl 1.13.
Lytroo, “resgatados” (I Pe 1.18,19). Pagar o preço exigido pelo resgate de um escravo e libertá-lo.
Lytrosis, “redenção” (Hb 9.12). Libertar mediante o pagamento de resgate. É um termo mais vigoroso do que lytroo,
Apolytrosis, “redenção” (Ef 1.7). É empregado em Lucas 21.28 para significar soltura, libertação, livramento, desprendimento do povo de DEUS, ao sair deste mundo opressor e escravizador, para ficar eternamente com o Senhor. Este termo é uma forma mais vigorosa que lytrosis.
Antilyron (I Tm 2.6). A troca de uma pessoa por outra; ou seja, a redenção de vida por vida, no caso de um cativo, escravo ou prisioneiro.
Lytron (Êx 21.30; Mt 20.28; Mac 10.45). O resgate pago pela redenção de um cativo, escravo ou prisioneiro de guerra.
A redenção do pecador. A nossa redenção espiritual foi planejada e decidida por DEUS antes da fundação do mundo (I Pe 1.18,19; Ap 13.8). Essa redenção, em CRISTO, é formosa e claramente ilustrada em Levítico 25 — principalmente nos versículos 25, 48 e 49 — e Rute 2.20; 3.9-13; 4.1-9. Nessas passagens, o termo go’el significa “parente remidor”, o qual tinha de ser consanguíneo do escravo. Vemos claramente no papel desse parente remidor um tipo de nosso Redentor, o Senhor JESUS (Tt 2.14).

O tríplice resultado da redenção.
 A nossa redenção efetuada por JESUS resulta na conversão da alma, pois esta foi perdida pelo homem, na sua Queda (Gn 2.17; Ez 18.20).
Outro resultado da redenção é a nossa ressurreição, isto é, a redenção do corpo. O homem perdeu o seu corpo ao perder o direito a comer da árvore da vida, no Éden, devido à Queda: “Então, disse o Senhor DEUS: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente” (Gn 3.22).
A redenção resulta também em domínio da terra. O ser humano perdeu a terra ao pecar (Gn 1.28). Em João 1.29, vemos que JESUS é o Cordeiro de DEUS que tira o pecado do mundo (cf. Ap 5.1-5,9). Na Segunda Vinda de CRISTO, começará a redenção da terra, que fora amaldiçoada depois da Queda: “maldita é a terra” (Gn 3.17).

                I.    O ESPÍRITO E A CONCEPÇÃO DO FILHO


1.    O anúncio do nascimento de Jesus      -      A mensagem divina rompe o silêncio dos séculos e inaugura a plenitude dos tempos (G1 4.4). O anjo declara: “E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus" (Lc 1.31). O anúncio contém três elementos fundamentais para a doutrina da encarnação do verbo de Deus: a concepção, o nascimento e a identidade da criança. A concepção de Jesus foi um ato miraculoso de Deus. Paulo disse que a encarnação de Cristo foi um milagre e a chamou de “mistério da piedade” (1 Tm 3.16).' Maria concebeu pelo poder do “Espírito Santo”, cuja obra é santificar, e, portanto, santificou a virgem, para esse propósito (Lc 1.35). 

Henry anota que a criança não seria “concebida da maneira normal, porque ela não deveria compartilhar da corrupção e da contaminação comuns da natureza humana [...] A sua natureza humana deveria ser produzida desta maneira, como era adequado que fosse, pois se uniria à natureza divina”. O nascimento de Jesus, embora precedido por uma concepção sobrenatural (Mt 1.18,20; Lc 1.35), ocorreu de forma natural por meio do ventre de Maria, como qualquer outro parto. Lucas registra que “cumpriram-se os dias [...] E [Maria] deu à luz o seu filho” (Lc 2.6-7). Paulo reforça essa realidade ao afirmar que o Filho eterno foi “nascido de mulher” (G14.4), destacando sua plena humanidade. Assim, embora concebido milagrosamente, Jesus foi gerado, nasceu e cresceu dentro das condições normais da experiência humana (Lc 2.40,52), sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem. 

O anjo declara que o nome da criança seja Jesus e sua identidade divina é confirmada pelo título messiânico: “Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo” (Lc 1.32). Essa expressão não apenas revela a filiação divina de Jesus, mas o apresenta como o herdeiro do trono de Davi (2 Sm 7.12-16; Is 9.6-7). Maria de monstra perplexidade, não entende como isso poderia acontecer uma vez que era virgem (Lc 1.34). A esse respeito o anjo lhe assegura: “para Deus nada é impossível” (Lc 1.37). Na sequência o texto afirma que ela creu e na mais completa confiança e submissão declarou: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1.38).


2.    O Espírito como agente da concepção     -     O teólogo da Reforma Filipe Melanchthon endossa o que já foi afirmado, isto é, “Deus desejou que Cristo nascesse sem a união física de um homem e uma mulher, para que sua concepção se realizasse sem pecado”. A explicação que o anjo faz de como seria a concepção é singular e miraculosa: “Descerá sobre ti o Espírito Santo” (Lc 1.35a). Assim, a sombra do Espírito ao mesmo tempo protege e cria. Des se modo, elucida o anjo, a concepção será obra do Espírito Santo, e por isso declara: a criança “que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lc 1.35b). Essa linguagem lucana é especialmente trinitária: o Altíssimo, o Filho de Deus e o Espírito Santo. No evento da anunciação, como um incentivo a sua fé, o anjo comunica a Maria da gravidez de Isabel: “Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice” (Lc 1.36a). 

Todas as mulheres estéreis da história bíblica que engravidaram de modo sobrenatural prepararam o mundo para crer no milagre da concepção, inclusive de uma virgem esperando um filho. A perplexa jovem do início da revelação angelical, após a minuciosa explicação, compreendeu o desígnio divino e não desacreditou das palavras do anjo. Como observa Horton, a grande lição das narrativas da concepção e do nascimento de Jesus é a afirmação de que Ele é, ao mesmo tempo, Filho de Deus e filho de Maria. Desde o princípio, o Espírito Santo foi o agente da concepção no ventre da virgem, revelando o profundo vínculo de Cristo com a terceira Pessoa da Trindade (Lc 1.34-35).8 O exemplo de Maria, assim como o de Abraão, ensina o crente a não vacilar diante das promessas de Deus, mas a fortalecer-se na fé, dando glória ao Senhor (Rm 4.20-21).



A concepção de JESUS pelo ESPÍRITO SANTO é um pilar doutrinário central na teologia, sublinhando o caráter sobrenatural da encarnação e a natureza divina e humana de CRISTO. Baseado em fontes evangélicas, o ESPÍRITO SANTO agiu de forma soberana e milagrosa para tornar o FILHO de DEUS encarnado na virgem Maria, sem a colaboração de um homem.
Aqui estão os pontos teológicos principais:


a. O ESPÍRITO como Agente de um Nascimento Sobrenatural Agente Divino: A concepção não foi fruto de um processo biológico natural, mas um ato criativo direto do ESPÍRITO SANTO sobre Maria (Lucas 1:35).Nascimento Virginal: É estritamente necessário o entendimento do nascimento virginal, indicando que JESUS foi concebido pelo poder do ESPÍRITO e não por sêmen humano. O "Poder do Altíssimo": Em Lucas 1:35, a expressão "o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra" é interpretada como a presença ativa do ESPÍRITO de DEUS no útero de Maria, tornando JESUS santo desde o ventre.

b. Implicações Teológicas da Concepção pelo ESPÍRITOA "Nova Criação": JESUS é considerado o "Novo Adão" que inaugura uma nova criação. Enquanto o primeiro homem veio do pó, o segundo veio do céu por intervenção divina. Isenção do Pecado: A concepção pelo ESPÍRITO garantiu que JESUS nascesse sem a natureza pecaminosa hereditária de Adão. Ele é totalmente humano, mas sem pecado. Natureza Divino- Humana: O ESPÍRITO SANTO uniu a natureza divina do FILHO de DEUS à natureza humana no seio de Maria, permitindo que Ele fosse 100% DEUS e 100% homem.

c. A Concepção e a Trindade Unidade de Ação:
Embora o ESPÍRITO SANTO tenha sido o agente da concepção, isso é entendido como uma ação de toda a Trindade, onde o PAI envia e o FILHO assume a carne. Início da "Oficina" de JESUS: Teólogos evangélicos (como os da tradição do The Gospel Coalition) pontuam que, enquanto o FILHO é eterno, o relacionamento do ESPÍRITO SANTO com a natureza humana de JESUS (JESUS de Nazaré) começou no momento da concepção.

d. A Importância da Doutrina Autenticidade da Salvação: Para os evangélicos, a negação do nascimento pelo ESPÍRITO SANTO compromete a divindade de JESUS e, consequentemente, a eficácia da expiação (a salvação).Autoridade Bíblica: A aceitação da concepção virginal é vista como um teste de fidelidade à autoridade das Escrituras (Lucas e Mateus).

Em resumo, a bíblia enfatiza que o ESPÍRITO SANTO não apenas concebeu JESUS, mas garantiu a santidade e a divindade de CRISTO no momento de sua entrada na história humana.


3.    A pureza e a santidade do Filho     -     Ao atribuir o título de “santo” ao Filho desde o nascimento, o anjo não apenas descreve seu estado moral, mas confirma sua divindade intrínseca. Assim sendo, a santidade de Cristo não é adquirida, mas inerente à sua missão: 

(i) Obediência perfeita. Como segundo Adão, Cristo permaneceu justo e obediente, garantindo a justificação dos que creem (Rm 5.19; 1 Co 15.45); 

(ii) Cordeiro imaculado. Sua santidade o qualificou para ser o sacrifício perfeito e sem defeito (1 Pe 1.19); 

(iii) Redentor eficaz. Por ser santo, pôde oferecer-se de uma vez por todas em favor dos pecadores (Hb 10.10); 

 (iv) Modelo de santificação. Assim como foi concebido pelo Espírito, os crentes também nascem espiritualmente pelo mesmo Espírito e são conformados à imagem do Filho (Rm 8.29). Do ponto de vista doutrinário, a santidade de Cristo constitui o fundamento da soteriologia cristã. Sem a santidade intrínseca do Filho, não haveria redenção, justificação nem santificação possíveis. 



A doutrina da impecabilidade de Cristo afirma que, embora plenamente humano, Ele esteve livre da corrupção do pecado, garantindo a eficácia de sua obra expiatória. Sua santidade também é escatológica, pois garante a glorificação futura dos crentes, chamados a participar da herança incorruptível (1 Pe 1.4). Em vista disso, a declaração angelical revela que Jesus nasceu santo, separado do pecado e consagrado desde a concepção pelo Espírito Santo. Essa santidade é atributo divino essencial, confirmando-o como verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Teologicamente, ela é a base da obra redentora de Cristo, pois somente um Salvador santo poderia cumprir a Lei, oferecer-se como sacrifício perfeito e conduzir os crentes à santificação. A santidade do Filho é a garantia da justificação e glorificação do salvo, bem como o paradigma da vida cristã conduzida pelo Espírito.

A visão bíblica sobre a pureza e a santidade de JESUS baseia-se na convicção de sua impecabilidade (sinlessness), ou seja, sua natureza totalmente separada do pecado e sua vida perfeitamente dedicada a DEUS. JESUS é descrito como o Cordeiro de DEUS "sem defeito e sem mácula" (1 Pedro 1:19).

 
Aqui está um resumo teológico, baseado em fontes evangélicas:


a. Santidade Essencial e Posicional A Natureza Divina: A santidade de JESUS é intrínseca à sua divindade. Ele não apenas fazia coisas santas, Ele era SANTO. Em Isaías 6:3, a santidade de DEUS é o foco, e no Novo Testamento, JESUS é reconhecido como o "SANTO de DEUS". Separado dos Pecadores: Hebreus 7:26 descreve JESUS como um Sumo Sacerdote "santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime que os céus". Sem Pecado no Ser: A teologia evangélica enfatiza que, embora JESUS tenha sido tentado em todas as coisas como nós, Ele era "sem pecado" (Hebreus 4:15). Ele não tinha natureza pecaminosa e nunca cometeu um ato, pensamento ou atitude errada.

b. A Pureza em Ação (Vida Terrestre)Pureza de Coração: JESUS ensinou "Bem-aventurados os limpos de coração, pois verão a DEUS" (Mateus 5:8). Ele exemplificou a pureza absoluta, com pensamentos, motivações e ações totalmente alinhados com a vontade de DEUS. Aparência de Pecadores, Pureza Absoluta: Ao contrário dos humanos que se contaminam ao tocar na impureza, JESUS tocava nos leprosos e pecadores e os purificava, demonstrando que sua santidade é ativa e transformadora, e não passível de corrupção. Obediência Perfeita: A santidade de JESUS foi mantida através de uma obediência contínua e perfeita ao PAI, até a morte na cruz.

c. A Importância da Santidade de JESUS para a Salvação Substituição (Imputação): Para que JESUS fosse o sacrifício perfeito, Ele precisava ser perfeitamente justo. A "troca" bíblica (2 Coríntios 5:21) afirma que Ele, que não conheceu pecado, tornou-se pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de DEUS.Sem a Santidade, Não Há Salvação: A ausência de pecado em CRISTO é o que torna possível a nossa justificação. Se Ele tivesse falhado, não haveria esperança.

d. Chamado à Santidade Baseado em JESUS Exemplo e Capacitação: Os cristãos são chamados à santidade não para serem salvos, mas porque já foram salvos e transformados por JESUS. "Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pedro 1:16).Reflexo da Pureza: A vida de um cristão evangélico deve refletir a pureza de JESUS, vivendo "separado" (o significado de santo) da corrupção moral do mundo.

Em resumo, a santidade de JESUS é absoluta, divina e o fundamento único da purificação do crente.



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                II.     O FILHO E A SUA RELAÇÃO COM O ESPÍRITO


1.    O Filho é o Verbo feito carne     -     A teologia bíblica, baseada no texto bíblico de João 1:14 ("E o Verbo se fez carne e habitou entre nós"), interpreta a afirmação de que "o FILHO é o Verbo feito carne" como o núcleo central da doutrina da Encarnação. 

Aqui estão os pontos principais sobre essa verdade:

A Eternidade e Divindade do FILHO: O "Verbo" (Logos) não começou a existir quando JESUS nasceu; Ele é eterno e era DEUS. A expressão "Verbo se fez carne" significa que DEUS se tornou acessível, limitando-se humanamente sem deixar de ser DEUS.

Encarnação (O Verbo se fez Carne): "Carne" enfatiza a fragilidade e a humanidade assumida pelo FILHO. Ele assumiu uma natureza humana real, nascendo de mulher, sentindo fome, sede, cansaço e tentações, mas sem pecado.

União Hipostática: JESUS é totalmente DEUS e totalmente homem. Não foi uma troca de divindade por humanidade, mas a união das duas naturezas na pessoa de JESUS CRISTO.

O Propósito (Habitou entre nós): O verbo "habitar" (grego: eskenosen) remete à ideia de acampar, aludindo ao Tabernáculo no Antigo Testamento, onde a glória de DEUS residia no meio do povo. JESUS é a presença gloriosa de DEUS tabernaculando entre a humanidade.

A Revelação de Graça e Verdade: A encarnação foi o meio de DEUS revelar perfeitamente o Seu amor, graça e verdade, algo que a Lei de Moisés não conseguia fazer plenamente.

Objetivo Redentor: O FILHO assumiu a carne para poder morrer no lugar da humanidade, reconciliando o homem com DEUS. Em suma, para a teologia evangélica, o FILHO é DEUS Eterno que se tornou um ser humano histórico (carne) para salvar a humanidade.

O Filho eterno, “nascido de mulher”, assume a humanidade sem cessar de ser Deus. Aqui se firma a união hipostática: uma Pessoa (o Filho), duas naturezas (divina e humana), não dividida ou separada em duas pessoas, mas um só e mesmo Filho Unigênito. Assim, a encarnação não implica redução da divindade do Filho, mas assunção da natureza humana. A distinção de natureza de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada natureza permanecem intactas (Calcedônia, 451 d.C.). Significa que Cristo submeteu-se voluntariamente às limitações humanas, mas manteve a sua essência divina (Jo 5.19). 

O Filho “esvaziou- -se” (Fp 2.6-8) não de seus atributos, mas de suas prerrogativas e do status de glória, assumindo forma de servo e limites humanos (fome, cansaço, dor, tristeza, alegria), permanecendo plenamente Deus. Horton reitera a respeito desse assunto “que Jesus não deixou de ser Deus durante a encarnação. Pelo contrário, abriu mão apenas do exercício independente dos atributos divinos”. O pastor Antonio Gilberto ressalta que, ao humanizar-se, Cristo não deixou de ser divino, pois atributos exclusivos da deidade foram manifestos por Ele entre os homens.1


2.    O Espírito capacita o Filho    -     A encarnação do Verbo Jo 1.14) revela não apenas a união das naturezas divina e humana em Cristo, mas também a maneira pela qual Ele viveu. Embora fosse plenamente Deus, Jesus escolheu agir como verdadeiro homem. As Escrituras revelam que o seu ministério terreno foi marcado pela ação do Espírito Santo. Stronstad esclarece que o poder exercido por Ele é atribuído “à capacitação que Jesus recebeu do Espírito Santo (Mt 12.28)”. O próprio Senhor Jesus reconhece ser ungido pelo Espírito de Deus para anunciar boas-novas, curar e libertar os cativos e oprimidos (Lc 4.18). 

A missão de Jesus, portanto, foi conduzida sob a unção e capacitação do Espírito Santo: (1) A cada palavra proferida. Cristo falava as palavras de Deus porque o Espírito lhe fora dado “sem medida” Jo 3.34). Logo, cada ensino tinha autoridade divina, mas comunicado por meio da unção do Espírito; (2) A cada milagre realizado. 

A capacitação de Jesus pelo Espírito tem profundas implicações doutrinárias: (1) Cristológicas. Na encarnação, Cristo assumiu a natureza humana e escolheu depender do Espírito, revelando obediência filial (Fp 2.8); (2) Pneumatológicas. O Espírito é o agente central na vida de Cristo, desde a concepção (Lc 1.35), batismo (Lc 3.22), tentação (Mt 4.1), milagres (At 10.38), até a ressurreição (Rm 8.11); (3) Soteriológicas. O sacrifício vicário de Cristo é realizado em comunhão com o Espírito (Tt 3.5-6; Hb 9.14); e (4) Eclesiológicas. Assim como Jesus viveu e atuou no poder do Espírito, a Igreja é chamada a realizar sua missão pela capacitação do mesmo Espírito (At 1.8).


3.     O Filho e o poder do Espírito     -    Como já observado, os Evangelhos mostram que, embora sendo Deus, o Filho viveu em dependência do Espírito Santo, revelando a humildade de sua encarnação e oferecendo um paradigma para a vida cristã.16 Tal relação entre Cristo e o Espírito não diminui sua divindade, mas evidencia o mistério da união hipostática, em que o Verbo eterno assume a natureza humana e nela realiza a redenção em plena obediência ao Pai pelo poder do Espírito Santo (Jo 6.38; Fp 2.6-8). 

Seu batismo foi confirmado pelo Espírito e pela voz do Pai como a manifestação das três Pessoas da Trindade no plano redentor (Lc 3.22). Exegeticamente, o verbo grego katabainõ (“descer”) indica o revestimento de poder do Espírito para a missão messiânica, não uma outorga de divindade, mas a confirmação de sua consagração messiânica. No deserto, em contraste com Adão, que sucumbiu à tentação, Cristo, o “último Adão”, venceu o Diabo pela obediência à Palavra e pelo poder do Espírito (Mt 4.1; 1 Co 15.45).

 Desse modo, todas as etapas da vida de Jesus — encarnação, batismo, tentação, pregação, milagres, morte sacrificial e ressurreição — são apresentadas como fruto da cooperação entre o Filho e o poder do Espírito na execução do propósito do Pai. Essa cooperação enfatiza que a salvação é obra do Pai, realizada pelo Filho e sustentada pelo Espírito. A conduta do Senhor Jesus mostra que o poder para a missão procede do Espírito.17 Assim, o crente é chamado a viver sob a mesma dependência, realizando a obra do Reino “não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor” (Zc 4.6).

Com base bíblia, a relação entre JESUS e o poder do ESPÍRITO SANTO é central para a compreensão da sua missão terrena e de sua divindade. JESUS, embora sendo DEUS, encarnou-se e voluntariamente submeteu-se à capacitação do ESPÍRITO SANTO para realizar seu ministério como homem. 
Aqui estão os pontos principais:


a. JESUS e a Plenitude do ESPÍRITO 

  • Concepção e Batismo: JESUS foi concebido pelo ESPÍRITO SANTO (Lc 1:35) e, no seu batismo, o ESPÍRITO desceu sobre ele, marcando o início público do seu ministério.
  • Sem Medida: As Escrituras ensinam que DEUS deu o ESPÍRITO a JESUS "sem medida" (João 3:34), indicando capacitação total.
  • Guiado e Capacitado: JESUS foi guiado pelo ESPÍRITO ao deserto (Mt 4:1) e retornou de lá "no poder do ESPÍRITO" para iniciar sua pregação na Galileia (Lc 4:14). 

Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o ESPÍRITO do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. Isaías 11:1,2 (Completude da unção e poder do ESPÍRITO SANTO).


b. O Poder do ESPÍRITO na Obra de JESUS

  • Ministério de Milagres: JESUS realizou curas, libertações e milagres pelo poder do ESPÍRITO SANTO (Mt 12:28), demonstrando que o Reino de DEUS havia chegado; profetizou e revelou mistérios pela inspiração do ESPÍRITO SANTO.
  • Sacrifício na Cruz: JESUS se ofereceu na cruz como um sacrifício perfeito "pelo ESPÍRITO eterno" (Hebreus 9:14), o que ressalta o poder espiritual por trás de sua entrega.
  • Ressurreição: A ressurreição de JESUS foi um ato do poder do ESPÍRITO, que o vindicou e provou sua divindade (Rm 1:4, 8.11; 1 Tm 3:16). 

c. O ESPÍRITO SANTO, JESUS e a Igreja

  • Promessa do Consolador: Antes de sua ascensão, JESUS prometeu enviar o ESPÍRITO SANTO (o Consolador) aos seus discípulos (João 14:16-17).
  • Poder para Testemunhar: O mesmo poder que operava em JESUS agora capacita a Igreja (Atos 1:8). O ESPÍRITO SANTO convence o mundo do pecado e revela a verdade de JESUS.
  • A "Unção": JESUS é o Messias (o Ungido) capacitado pelo ESPÍRITO, e os cristãos, ao serem cheios do ESPÍRITO, vivem a vida cristã e realizam obras em seu nome. 

Em resumo, JESUS não viveu na Terra usando sua própria autoridade divina para si mesmo, mas, como FILHO, operou dependendo inteiramente do poder do ESPÍRITO SANTO para cumprir a vontade do PAI, tornando-se o modelo para a vida cristã e o batizador com o ESPÍRITO SANTO.

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            III.    A TRINDADE E A MISSÃO REDENTORA


1.    O Pai envia o Filho e o Espírito     -     O verbo grego apesteilen (“enviou”, G1 4.4) denota não só um comissionamento, mas uma missão com propósito sacrificial. O envio do Filho mostra que a redenção é histórica, concreta e vicária (At 10.38). Essa perspectiva mostra que a redenção é expressão da graça e do amor eterno do Pai (1 Jo 4.9). Esse amor foi a causa do envio do Filho para propiciação pelos pecados da humanidade (1 Jo 4.10).18 O Filho, o Verbo Eterno, encarnou-se para cumprir perfeitamente a lei e assumir a penalidade do pecado Jo 1.14; 2 Co 5.21). O credo Atanasiano (séc. IV) ratifica que Cristo “sofreu por nossa salvação: desceu ao inferno, ao terceiro dia ressurgiu dos mortos.

 Ascendeu aos céus: assentando-se à direita de Deus Pai Onipotente, de onde virá para julgar os vivos e os mortos”. O Espírito, que também procede do Pai Jo 15.26), não é um agente passivo. Ele não ocupa papel secundário, mas é plenamente ativo na salvação. Como já visto, reitera-se que o Espírito concebe o Filho no ventre de Maria (Lc 1.35), unge, capacita e acompanha o Filho em cada etapa do ministério (At 10.38). E, finalmente, o Espírito aplica os méritos de Cristo na vida dos crentes. Paulo afirma que é pelo Espírito que o cristão conhece e experimenta a salvação (1 Co 2.10-12; Rm 8.16).

 Dessa forma, a obra do Filho realizada na cruz torna-se eficaz em cada crente pela ação do Espírito. Essa cooperação, ratifica-se, demonstra que a redenção é, em sua essência, uma obra trinitária. Sem sobreposição ou confusão, mas em perfeita harmonia. Essa estrutura não revela três salvação distintas, mas uma só salvação trinitária: o Pai, em amor eterno pelos pecadores, envia; o Filho, em total submissão e obediência, executa; e o Espírito, em virtude e poder, aplica (1 Pe 1.2). A fé cristã encontra aqui sua base para viver na experiência do amor do Pai, na graça do Filho e na comunhão do Espírito Santo (2 Co 13.13).


2.    O Espírito revela e exala o Filho    -    DEUS, o PAI, o glorificou no céu, e o ESPÍRITO o glorificou na terra. Era a honra do Redentor o fato de que o ESPÍRITO fosse enviado em seu nome e também na sua missão, para dar prosseguimento à sua tarefa, e aperfeiçoá-la. Todos os dons e graças do ESPÍRITO, toda a pregação e todos os textos escritos pelos apóstolos, sob a influência do ESPÍRITO, as línguas e milagres, são maravilhas que glorificam a CRISTO.


 O ESPÍRITO glorificou a CRISTO conduzindo seus seguidores na verdade, como ela está em JESUS, Efésios 4.21. Ele lhes garante, em primeiro lugar, que o ESPÍRITO lhes transmitiria as coisas de CRISTO: Ele “há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar”. Assim como, em essência, o ESPÍRITO procedia do FILHO, Ele também derivava dele em influência e operação. Ele terá ektouemou – daquilo que é meu. Tudo o que o ESPÍRITO nos mostra, isto é, nos dá para nossa instrução e consolo, tudo o que Ele nos dá para nosso fortalecimento e vivificação, e tudo o que Ele nos garante e sela, tudo pertence a CRISTO, e foi recebido dele. Tudo é dele, pois Ele o comprou, e pagou caro por isto, e, portanto, Ele tinha motivos para chamar de seu. Seu, pois Ele o recebeu primeiro. Foi dado a Ele, como o cabeça da igreja, para ser transmitido por Ele a todos os seus membros. 

O ESPÍRITO não veio para edificar um novo reino, mas para promover e estabelecer o mesmo reino que CRISTO tinha edificado, para manter o mesmo interesse e procurar o mesmo desígnio. Portanto, aqueles que aspiram ao ESPÍRITO e difamam a CRISTO, se contradizem e desmentem, pois Ele veio para glorificar a CRISTO. 

Em segundo lugar, que assim as coisas de DEUS deveriam nos ser transmitidas. Para que ninguém se esquecesse de que o recebimento de tão grande bênção lhe tornaria muito mais rico, o Senhor acrescenta: “Tudo quanto o PAI tem é meu”. Como DEUS, Ele tem toda aquela luz autoexistente e toda aquela felicidade autossuficiente que o PAI tem. Como Mediador, todas as coisas lhe são entregues pelo PAI (Mt 11.27). 

Toda aquela graça e verdade que DEUS, o PAI, desejava nos mostrar, Ele colocou nas mãos do Senhor JESUS, Colossenses 1.19. As bênçãos espirituais nas coisas celestiais são dadas pelo PAI ao FILHO, para nós, e o FILHO encarrega o ESPÍRITO de transmiti-las a nós. Alguns relacionam isto ao que foi dito há pouco: Ele “vos anunciará o que há de vir”, e assim está explicado por Apocalipse 1.1. DEUS, o PAI, deu tudo a CRISTO, e Ele o anunciou a João, que, por sua vez, escreveu o que o ESPÍRITO disse, Apocalipse 1.1.


3.    A fé e a submissão do crente    -    Com base na teologia bíblica, a fé e a submissão são aspectos indissociáveis da vida de um salvo. A fé é reconhecida como o meio de salvação (Efésios 2:8-9), enquanto a submissão é a evidência prática e fruto dessa fé, demonstrada através da obediência ao senhorio de CRISTO. 

Aqui está uma síntese baseada em fontes bíblicas:
a. A Fé: Fundamento e Salvação 
  • A fé para salvação: não vem das obras, o homem ouve e crê no evangelho, permitindo ao ESPÍRITO SANTO vir morar nele a partir daí (Ef 1.13,2.8). Fé não é obra, pois se crê na salvação efetuada por JESUS.
  • Fé sem obras é morta: A teologia bíblica, baseada em Tiago 2:14-26, ensina que a fé verdadeira produz frutos. Boas obras não salvam, mas testificam a fé que salva. Obra não salva, mas todo crente pratica boas obras, após receber a salvação.
  • A "Obediência da Fé": A fé verdadeira é obediência à Palavra de DEUS, não apenas uma crença intelectual. 
b. A Submissão: Evidência de uma Nova Criatura
  • Submissão a DEUS: O salvo submete-se ao senhorio de JESUS (Lc 14:27), reconhecendo-O como Rei e Dono da sua vida. Fomos comprados pelo sangue de JESUS (1 Coríntios 6:20).
  • Não é escravidão, mas libertação: A submissão bíblica restaura a ordem e é vista como um plano de DEUS para proteger e guiar, não para escravizar.
  • Fruto da união com CRISTO: A submissão é uma "escolha consciente" baseada no amor e respeito, refletindo a nova criatura descrita em 2 Coríntios 5:17.
  • Exemplo de CRISTO: JESUS é o maior exemplo de submissão, submetendo-Se ao PAI, ao ponto de morrer na cruz. O que resulta em glorificação. 
c. A Fé e a Submissão em Ação
  • Vida de Oração e Palavra: O crente salvo vive em constante submissão através do estudo da Bíblia e obediência à oração (Mc 13.33 – Vigiai e Orai).
  • Perseverança: A fé salvífica inclui a perseverança na justiça, mantendo-se fiel mesmo diante de desafios e provações.
  • Submissão Mútua: No contexto da igreja e da vida social, os salvos se submetem uns aos outros no temor de CRISTO. 
Resumo: O salvo não se submete para ser salvo, mas submete-se porque foi salvo, demonstrando uma fé autêntica, operante e amorosa.
 




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.

Pr. Local: Pr. Selmo Pedro.

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FACEBOOK: JOSÉ EGBERTO S. JUNIO

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas, Douglas Baptisda- Editora CPAD

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 WhatsApp, Min.Belém, SP - Canal YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 12, CPAD, O Filho e o Espírito Santo, 1Tr26, Com. Extras do Pr Henrique, EBD NA TV Vídeo