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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

LIÇÃO 03 - O PAI ENVIOU O FILHO.

 


Pb. Junio - Congregação Boa Vista II



                    TEXTO ÁUREO

"Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: Que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos". (1Jo 4.9)


                    VERDADE PRÁTICA

O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: João 3. 16, 17; 1João 4. 9, 10; Gálatas 4. 4-6



                        INTRODUÇÃO


0 envio do Filho pelo Pai representa o ponto culminante do plano eterno da redenção, elaborado na eternidade e revelado nas Escrituras como expressão máxima do amor de Deus e da unidade da Trindade. Este capítulo destaca que a salvação não é fruto de um evento circunstancial, mas resultado do desígnio soberano do Pai, da obediência sacrificial do Filho Unigênito de Deus e da aplicação eficaz do Espírito. Ao contemplarmos essa verdade, ratifica-se que o envio do Filho revela a suprema expressão do amor divino para com os pecadores mortos em delitos; a exatidão do cumprimento da encarnação do Filho na plenitude dos tempos; e a perfeita cooperação da Santíssima Trindade na história da salvação projetada de forma harmoniosa, desde antes da criação do mundo e de tudo que nele existe.



            I.    O ENVIO DO FILHO E O AMOR DO PAI


1.     O amor incondicional do Pai    -    Existem alguns temas que eu particularmente tenho muito receio de falar, e esse é um deles, por um motivo bem simples, porque está escrito: Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão.(1 João 4:20-21)


A palavra de Deus nos pede muitas vezes coisas que são bastante complicadas para nossa natureza humana, por exemplo: 

  • - Se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros (1 João 4:11)
  • - Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (1 Coríntios 13:7)

E para piorar por usarmos essa a palavra “amor” tão preciosa e profunda de forma inadequada muitas vezes, não conseguimos perceber a sua plenitude e sua importância no dia-a-dia da humanidade. 


Um Exemplo comum “eu amo essa roupa”, não existe problema nenhum em falar essa frase, porém se você amar seu marido ou sua esposa como você ama uma roupa, quando ele(a) estiver velho(a) ou rasgado(a), você vai descartá-lo(a) ou trocá-lo(a). Você conhece relacionamentos assim?


Essa dificuldade em entender esse amor especial, também está interligado com a dinâmica das palavras do nosso idioma, o português é um idioma rico, a diferença de um idioma rico para o pobre de forma simplificada, é a quantidade de palavras que existem para a mesma situação, um exemplo de idioma pobre é o hebraico (com todo o respeito) já reparou quantas variações existem do antigo testamento ? Isso só é possível porque o idioma tem poucas palavras para descrever uma situação ou sentimento.


Em Gálatas 4:4 diz “e vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho” existem várias cenários aqui que são importantes, um deles é o idioma grego que já havia se consolidado como o idioma universal da época, não sei se você sabe mas o novo testamento foi escrito todo em grego.


Por mais que o Português seja um idioma rico, no grego podemos entender melhor a definição do amor com o qual Deus nos ama, pois existem mais de uma palavra para descrever o amor, vamos nos ater somente a três delas.


A palavra Philos, significa amor fraternal, é o amor entre irmãos, é um sentimento de carinho muito forte, de dedicação, de interesse pela figura do outro. Que gera vínculos de amizade e companheirismo.


A palavra Eros, é o amor romântico, é aquele amor que busca o prazer, que quer se satisfazer, é de onde se deriva a palavra erótico.


Tanto Philos (amor fraternal) quanto eros (amor do prazer), brotam pelas virtudes da pessoa amada e necessitam ser correspondidos.


Por último temos a palavra Ágape, que é o amor incondicional e voluntário, que não discrimina, que não impõe nenhuma pré-condição. É um amor que independentemente se a outra pessoa fizer algo de bom ou ruim, poderá aumentar ou diminuir esse amor, pois aqui a fonte do amor, é o coração de quem ama, mesmo que muitas vezes ele não seja correspondido.


Esse é o amor pelo qual Deus nos ama. Um amor imutável e sacrificial. Quando olhamos para ele, não há desculpas, ele nos impulsiona a amar nossos semelhantes, porque nós também não somos merecedores desse amor.


Considerando todas as suas variações, seja como substantivo, adjetivo ou verbo, o termo ágape aparece mais de trezentas vezes no Novo Testamento.


Talvez você pode estar se perguntando como alguém tão perfeito como Deus, conseguiu nos amar, com um amor tão intenso e profundo como esse?


O amor Ágape é produzido por observar e contemplar a beleza da pessoa amada, então quando Deus olhou para a humanidade, ele já tinha conseguido ver beleza em nós. Pois o cordeiro foi morto desde a fundação do mundo (Apocalipse 13:8)


Quando Deus nos ver, Ele não está simplesmente nos vendo, Ele não está simplesmente nos admirando por nossa força ou por nossa beleza exterior. Quando Ele olha para nós, está procurando ver a beleza de Cristo em nós, ao ver o que eu e você poderíamos nos tornar em Cristo é que esse amor tão sublime se manifestou.


Você sabe o processo para estimar o valor de algo? Basicamente é que, através de um parâmetro você consegue calcular o valor total.


Exemplo: você já foi vender um carro e o vendedor perguntou qual era o ano de fabricação dele? E com base somente nisso ele falou o valor do carro? Muitas vezes o vendedor nem liga o carro, nem abre a tampa do motor, nem coloca num elevador para olhar a condição da suspensão.


De igual modo Deus amou o mundo considerando um único parâmetro, JESUS, por causa desse único parâmetro os defeitos da humanidade perdem a relevância. Uau! Glória a Deus para todo o sempre!


Não conseguiremos amar os nossos semelhantes, amigos ou inimigos, sem que primeiro consigamos contemplar e ver a beleza de Cristo neles, mesmo que seja com os olhos da fé.


Esse amor somente é iniciado por Deus, porque nossa carne, nossa natureza 'adâmica', jamais vai iniciar esse amor voluntariamente. Quando este amor for iniciado em sua vida, você vai conseguir cumprir o que está escrito em Filipenses 2:3 “considerem os outros superiores a si mesmos”


O Amor é a base, é a sustentação! É a coluna que vai fazer tudo permanecer estruturado, é o ingrediente que vai unir todas as coisas! É o vínculo da perfeição (Colossenses 3:14)


2.    A iniciativa soberana de Deus     -     A doutrina da redenção não tem suas raízes no tempo, mas na eternidade. Antes da criação do mundo, antes mesmo da Queda, Deus, em sua soberania absoluta e em perfeita comunhão trinitária, decretou um plano redentor centrado em Cristo. A Escritura revela: “[...] nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Ef 1.4). Essa eleição graciosa evidencia que o envio do Filho não foi uma resposta emergencial ao peca do humano, mas parte de um desígnio eterno fundamentado no amor e na presciência de Deus Pai. Deus, como Ser infinito, perfeito e imutável, age de maneira prévia e deliberada. Sua decisão de enviar o Filho é um ato do seu eterno conselho, expressão da vontade divina estabelecida na comunhão trinitária. O apóstolo Pedro reforça que a obra de Cristo como Redentor não foi determinada por acontecimentos históricos, mas por um propósito eterno (1 Pe 1.19-20). 

Como observa Grudem, “a redenção em Cristo é parte do plano eterno de Deus e revela a sua soberania absoluta e a sua graça imerecida”.2 Assim, em sua soberania e em seu imensurável amor, Deus tomou a iniciativa de enviar o Salvador, cumprindo seu eterno propósito de redenção (Ef 1.9). Essa iniciativa é a expressão suprema do amor divino. João escreve: “Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 4.10). Esse versículo declara que amor que motiva o envio do Filho é totalmente livre e incondicional (1 Jo 4.8). Tal amor encontra sua expressão histórica e redentora na encarnação e no sacrifício de Jesus Cristo. A palavra propiciação utilizada por João implica o desvio da ira justa de Deus por meio de um sacrifício substitutivo e perfeito.

 Conforme destaca a Declaração de Fé, essa ação apazigua a ira divina e satisfaz a santidade e a justiça de Deus — resultando no perdão dos pecados. Cristo, sendo plenamente Deus e plenamente homem, é o único capaz de oferecer essa propiciação eficaz. Ele foi enviado não apenas como exemplo moral, mas como o Cordeiro de Deus Jo 1.29). A salvação não é fruto da iniciativa humana, mas da graça soberana de Deus: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8). Essa verdade deve produzir profunda adoração e confiança na fidelidade de Deus, que age por amor e segundo o beneplácito da sua vontade (Ef 1.5).


3.    O envio do Filho e a Trindade     -     O envio do Filho pelo Pai constitui uma das mais sublimes manifestações da unidade entre as Pessoas da Trindade. A Escritura de clara: "Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” Jo 3.17). Esse envio não é um ato isolado; antes, enfatizamos, faz parte de um desígnio eterno em que o Pai toma a iniciativa, o Filho cumpre a missão redentora, e o Espírito Santo efetua a salvação no coração humano. João aprofunda essa verdade ao afirmar que “Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos” (1 Jo 4.9). 

Aqui vemos que a Trindade está envolvida de forma cooperativa no ato redentor. Não se. trata de três deuses distintos com ações desconexas, mas de um único Deus em três Pessoas coeternas e consubstanciais, agindo com perfeita unidade de propósito. O Pai é o autor da salvação, o Filho é o agente redentor, e o Espírito é o aplicador dessa obra nos eleitos. Destaca-se que o envio do Filho não implica inferioridade de natureza ou essência. Ao contrário, conforme Jesus declara: “Eu e o Pai somos um” Jo 10.30). Isso significa que, embora haja distinção pessoal entre o Pai e o Filho, há plena unidade de essência na Divindade. Segundo Campos, “Não há diferença essencial alguma entre o Pai e o Filho”.4 Essa distinção é evidenciada no plano da redenção, em que o Pai envia, e o Filho é enviado, mas ambos compartilham da mesma vontade e glória eterna. Além disso, o Espírito Santo está plenamente ativo nesse plano trinitário. 

Paulo ensina que o Pai nos elegeu e nos predestinou “para filhos de adoção por Jesus Cristo”, e essa salvação é confirmada pelo Espírito Santo (Ef 1.4-5). É o Espírito quem convence do pecado Jo 16.8), regenera o pecador (Tt 3.5), sela os redimidos (Ef 1.13) e os guia em santificação (2 Ts 2.13). Sua atuação é inseparável da obra do Filho, pois Ele foi enviado para testificar e glorificar a Cristo Jo 15.26; 16.14). Conforme a Teologia Sistemática Pentecostal, “cada uma das Pessoas da Trindade é autora do novo nascimento: o Pai Jo 1.13), o Filho (1 Jo 2.29) e o Espírito Santo Jo 3.5,6)”.5 Cada Pessoa divina age em perfeita unidade e com propósito comum: reconciliar o pecador com Deus e restaurá-lo à comunhão eterna com seu Criador. O envio do Filho é, portanto, a expressão máxima do amor triúno, que resplandece em toda a história da salvação (Ef 1.3-14).


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                II.      O FILHO E A PLENITUDE DOS TEMPOS


1.     A preparação histórica e religiosa     -    Nesse aspecto, o Comentário Bíblico do Novo Testamento — Aplicação Pessoal enfatiza que “guiados por um Deus soberano, os eventos históricos trabalharam em harmonia em preparação para o momento pré-definido da chegada de Jesus à terra”.6 Assim, a cultura e a religião foram providencialmente coordenadas pelo Deus Triúno. O Império Romano, com suas estradas rápidas e seguras, facilitou a propagação do Evangelho. A língua grega, difundida pelo helenismo, permitiu uma comunicação clara da mensagem salvífica. 

O grego koiné, com o qual o Novo Testamento foi escrito, era compreendido em todo o Império. O ambiente judaico da Palestina do primeiro século, embora espiritualmente deteriorado por práticas legalistas e por uma tradição farisaica excessivamente ritualista, ainda preservava um núcleo de esperança escatológica centrada na vinda do Messias prometido. Mesmo em meio à formalidade religiosa e à rigidez das interpretações da Torá, havia corações sinceros que aguardavam com expectativa o cumprimento das promessas messiânicas (Lc 2.25; 37-38). 

Nesse processo cuidadosamente conduzido pela providência divina, destaca-se o princípio bíblico de que Deus é Senhor da história e soberanamente dirige os acontecimentos humanos (At 17.26). Conforme descreve Ferguson: “Deus tem um plano para a história do universo e, em sua execução, governa e controla todas as realidades criadas por ele. Sem violar a natureza das coisas e a livre ação humana”. Portanto, a preparação do ambiente para a encarnação de Cristo é uma clara demonstração do governo soberano de Deus sobre os movimentos da humanidade.


2.    O Filho nascido sob a Lei     -    A encarnação do Verbo é fundamental para a redenção. Paulo afirma que o Filho de Deus é “nascido de mulher, nascido sob a lei” (G1 4.4b). A frase “nascido de mulher” destaca a plena humanidade de Cristo (Hb 2.14). O mistério da encarnação é revelado no cumprimento profético: “eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14; Mt 1.23). A Escritura diz que Ele “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Fp 2.7). Ao nascer “sob a lei”, Jesus sujeitou-se voluntariamente ao regime legal do Antigo Testamento (Mt 5.17).

 Cristo viveu em perfeita obediência, sem jamais transgredir qualquer mandamento: “o qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano” (1 Pe 2.22). Essa vida sem pecado qualifica Jesus para ser o Cordeiro perfeito: “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus” (FIb 7.26). Sua obediência ativa e passiva é essencial para a expiação dos pecadores. Dessa forma, reitera-se que Cristo não se fez homem apenas em aparência, mas tornou-se verdadeiramente humano. 

Essa realidade aponta para a plena identificação de Cristo com a condição humana, sem, contudo, participar da natureza pecaminosa (Hb 4.15). O propósito final visava à redenção dos pecadores. Ele assumiu a carne humana não apenas para se solidarizar com os homens, mas para ser o substituto perfeito em lugar dos pecadores (Rm 5.18-19). A redenção exigia um Mediador que fosse plenamente Deus e plenamente homem (1 Tm 2.5-6; Hb 2.17). Como homem, Ele submeteu-se às ordenanças da Antiga Aliança. Cumpriu todos os preceitos legais que os homens jamais conseguiram obedecer (Mt 5.17).


3.    A adoção de filhos    -    O que significa a doutrina da adoção, e onde seu ensino é mais proeminente na Bíblia?

Ela significa que o Deus vivo e verdadeiro, o Criador dos céus e da terra, fez dos crentes, pela graça, membros de sua família, concedendo a eles, todos os direitos e responsabilidades que acompanham essa posição. Paulo ensina sobre isto em muitos lugares, mas especialmente em Romanos 8.14-17,23,29 e Gálatas 3.25―4.7. Concordo com John Murray e Sinclair Ferguson que João também ensina sobre o assunto em João 1.12 e 1João 3.1.

As pessoas da Trindade desempenham papéis diferentes na doutrina da adoção?

Sim, de fato. O Pai é o amor divino que nos predestinou para a adoção e enviou a seu Filho para nos resgatar (1Jo 3.1; Ef 1.5; Gl 4.4). O Filho de Deus é nosso redentor, que nos amou e nos resgatou da ameaça de punição feita pela lei, tornando-se maldição por nós (Gl 4.5; 3.13). “O Espírito de seu Filho” (Gl 4.6), “o espírito de adoção” (Rm 8.15), permitiu-nos clamar por nossa salvação a Deus, como Pai (Rm 8.15), e assegura-nos em nosso íntimo que somos filhos de Deus (Rm 8.16).

A Trindade nos ama profundamente, e planejou nossa adoção, realizou a obra de redenção necessária para nos adotar e aplicou a nós a adoção, como filhos de Deus. Esse é um aspecto importante do trabalho de redenção do Deus trino, e deve ocupar um lugar maior em nosso culto, quer público, quer familiar, quer a sós.

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                 III.      A TRINDADE NO PLANO DA SALVAÇÃO


1.      A vontade do Pai realizada pelo Filho     -     A obra redentora de Cristo insere-se de forma harmoniosa no plano eterno da Trindade. Reiteramos que a salvação da humanidade não foi uma reação tardia à Queda, mas o desdobramento de um propósito eterno elaborado antes da fundação do mundo (Ef 1.4). Por conseguinte, a missão de Jesus é, antes de tudo, a execução da vontade eterna do Pai. Ele mesmo declara: “Porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6.38). Cristo revela que sua missão transcende qualquer interesse próprio. A vontade soberana do Pai é executada perfeitamente pelo Filho: “o Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agra da” Jo 8.29). 

Esse versículo confirma que a obediência é plena e amo rosa, expressando unidade entre Pai e Filho. No entanto, a obediência de Cristo não significa inferioridade. Essa submissão não diminui sua eternidade ou divindade, mas revela um relacionamento funcional dentro da Trindade. Outrossim, a vontade soberana do Pai, executada pelo Filho, é preservar os que lhe foram entregues e garantir sua ressurreição final, para “que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia” Jo 6.39). Essa declaração reforça o caráter intencional da obra salvífica, mostrando que Deus elegeu a Igreja desde a eternidade, segundo a sua presciência, e o Filho veio para garantir a consumação desse plano (Ef 1.4; 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2).

 A submissão de Cristo culmina no Calvário: “sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (Fp 2.8). Por meio dessa obediência, a justiça de Deus é plenamente satisfeita (Rm 3.24-25). Assim, a humilhação de Cristo se dá em três níveis: encarnação — o Verbo eterno assumindo forma humana Jo 1.14); obediência extrema — cumprindo a vontade do Pai durante todo o ministério terreno (Mt 26.39); e morte vicária — mor rendo em lugar dos pecadores (Is 53.5).


2.     A mediação exclusiva do Filho     -     Jesus Cristo é a segunda Pessoa da Trindade, o Eterno que entrou no tempo, o Infinito e Imenso que se esvaziou, o Deus que se fez homem, o Senhor do universo que se fez servo. Sendo bendito fez-se maldição, para que nós, filhos da ira, fôssemos abençoados com toda sorte de bênção. Sendo santo fez-se pecado para que fôssemos resgatados da condenação, do poder e da presença do pecado. Jesus é o Verbo que se fez carne e vestiu pele humana para revelar-nos a graça e a glória do Pai. Jesus é o Caminho que nos conduz a Deus. É a porta de entrada do céu. É o Mediador que nos reconcilia com o Pai. Jesus é singular tanto pela natureza de sua Pessoa como pela exclusividade da sua obra.

No mundo inteiro e em todos os tempos, as religiões engendradas pelo homem, se esforçam para abrir caminhos para Deus. Buscam agradar a divindade por meio de obras, rituais e sacrifícios. É uma tentativa desesperada e inócua de abrir caminhos da terra para o céu. Nomeiam uma infinidade de mediadores entre Deus e os homens, no propósito fracassado de conseguir o favor divino. As Escrituras, porém, são categóricas em nos dizer que há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo Homem. Só há um caminho que leva o homem a Deus e esse Caminho é Jesus. Só há uma porta de acesso ao céu e essa Porta é Jesus. Há outros caminhos que parecem ser caminhos de vida, mas no final são caminhos de morte.

Jesus Cristo é o nosso único e suficiente Mediador, e isso por algumas razões:

1. Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens porque Ele é Deus Homem. Jesus é Deus e Homem ao mesmo tempo. Ele é perfeitamente Deus e perfeitamente Homem. É uma só Pessoa, mas com duas naturezas distintas. Jesus não deixou de ser Deus ao tornar-se Homem. Aquele que nem o céu dos céus pode contê-lo, desceu da glória, esvaziou-se e fez-se carne. Vestiu a nossa pele, nasceu numa manjedoura, cresceu numa carpintaria e morreu numa cruz. Ele é a ponte que nos liga a Deus, o caminho que nos dá acesso ao Pai e a porta de entrada da bem-aventurança eterna.

2. Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens porque é o nosso representante e fiador. Jesus veio ao mundo para ser nosso representante e fiador. Não veio apenas para estar ao nosso lado, mas em nosso lugar. Não veio apenas para falar por nós, mas para morrer por nós. Não veio apenas para nos defender, mas para nos substituir. Sua morte na cruz foi um sacrifício, um sacrifício substitutivo. Ele morreu a nossa morte. Ele pagou a nossa dívida. Ele sofreu o duro golpe da lei que deveríamos sofrer. Ele sorveu sozinho o cálice amargo da ira de Deus que nós deveríamos beber. Ele recebeu em si mesmo a merecida punição do nosso pecado. Ele cumpriu com todas as demandas da justiça divina ao morrer em nosso lugar, em nosso favor, para nos oferecer perdão e vida eterna.

3. Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens porque ressuscitou, venceu a morte, triunfou sobre os principados e potestades e nos fez assentar com ele nas regiões celestes. A morte de Cristo na cruz não foi um sinal de fraqueza e derrota, mas de retumbante vitória. Ele matou a morte e arrancou seu aguilhão, quando ressuscitou dentre os mortos. A vitória de Cristo é a nossa vitória. Morremos com ele e com ele ressuscitamos. Estamos escondidos com Cristo em Deus. Estamos assentados com ele nas regiões celestes, acima de todo principado e potestade. Nele somos mais do que vencedores. Por meio dele temos livre acesso ao trono da graça e chegaremos ao Céu, ao Paraíso, ao Seio de Abraão, à Casa do Pai, à Cidade Santa, à Nova Jerusalém. Ele é nosso irmão mais velho e seguindo suas pegadas, entraremos pelos portais da glória trajando vestes alvas e com palmas em nossas mãos. Com ele, assentar-nos-emos em tronos e, com ele, reinaremos em seu reino de glória, para todo o sempre. Porque Cristo foi tudo para nós na terra, no tempo, na vida e na morte, ele será tudo para nós no céu, na glória e isso, por toda a eternidade. ( AUTOR: Rev. Hernandes Dias Lopes)


    3.     A aplicação da salvação pelo Espírito    -    A obra redentora de Cristo é uma realidade presente e continua, aplicada eficazmente pelo Espírito Santo, enviado pelo Pai e pelo Filho (Jo 14.26). O Espírito atua de maneira ativa na regeneração, santificação e preservação dos crentes (Jo 14.16-17; Tt 3.5). Reiteramos que o Espírito Santo convence o mundo “do pecado, e da justiça, e do juízo (Jo 16.8). O Espírito ilumina o entendimento para crer na verdade (Jo 14.26; 2 Co 4.6). O Espírito age em cooperação plena com o Pai e o Filho (Jo 16.13-14). 

    Assim sendo, o Espírito Santo atua como o agente divino desde a experiência pessoal da conversão até a glorificação final do crente. Dentre as dimensões mais consoladoras da obra do Espírito Santo está a perseverança dos santos. Paulo escreve: Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo” (Fp 1.6). Revela a ação contínua do Espírito Santo na vida do crente, garantindo que a salvação iniciada seja levada a bom termo. O Espírito não apenas inicia a regeneração, mas também sustenta e fortalece o crente na jornada espiritual. 

    Horton leciona que a perseverança não é fruto da força humana, mas resultado da obra constante do Espírito: “o Espírito Santo é o penhor que garante nossa futura herança em Cristo , fortalecendo o crente para resistir à tentação do pecado e perseverar na fé. O após tolo Paulo, esclarece que a garantia da salvação não é apenas uma pro messa futura, mas uma experiência presente, sustentada pela presença interior do Espírito (Ef 1.13-14). Outro aspecto fundamental na aplicação da salvação é o papel do Espírito Santo em testificar e glorificar o Filho (Jo 15.26; 16.13-14). 

    A missão do Espírito, portanto, é a de revelar Cristo ao coração humano, conduzindo os pecadores ao arrependimento e os crentes ao crescimento espiritual. O Espírito atua como o principal intérprete da revelação cristológica. Assim, toda verdadeira obra do Espírito resultará em exaltação de Cristo. Dessa forma, a missão do Espírito é intrinsecamente trinitária, refletindo a perfeita harmonia entre as três Pessoas divinas. Essa unidade significa que o crente deve viver em constante de pendência do Espírito, reconhecendo que a salvação é uma experiência contínua, operada com poder pelo Espírito (Rm 8.14).




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    AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

    Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

    Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.

    Pr. Local: Pr. Selmo Pedro.

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             BIBLIOGRAFIA


    Bíblia Almeida Século 21
    Bíblia de estudo das Profecias

    Livro de apoio A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas, Douglas Baptisda- Editora CPAD

    DEUS – O PAI - Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD

    https://pentecostalunida.com.br/Novidade.aspx?Cod=6&Titulo=Entendendo-o-amor-de-Deus&gad_source=1&gad_campaignid=11703761229&gbraid=0AAAAAB3D5V-Av07jPI00y_4l3ixFBu0oS&gclid=CjwKCAiA64LLBhBhEiwA-Pxgu2kjx9_-Xzeogx8AlUMwmNnAqWoR7wpLFf1YNBQvEWixM_Sa9226KRoCtqcQAvD_BwE

    https://coalizaopeloevangelho.org/article/adotado-pelo-deus-vivo/

    https://ipbvit.org.br/2011/10/24/jesus-cristo-nosso-unico-mediador/



    sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

    LIÇÃO 02 - O DEUS PAI

    Pb Junio - Congregação Boa Vista II 

     



                    TEXTO ÁUREO

    "Ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar". (Mt 11.27c)


                    VERDADE PRÁTICA

    Conhecemos a identidade, os atributos e a glória de Deus Pai por meio da revelação de Cristo e da ação do Espírito Santo.


    LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Mateus11. 25-27; João  14. 6-11



                        INTRODUÇÃO

    Em quatro sentidos DEUS é PAI: como Criador, como PAI de Israel, como PAI de CRISTO, e como PAI dos crentes.

    DEUS é o PAI da humanidade pela criação (Act 17.28,29; Lc 3.38; cf. Gn 1.27; Tg 3.9). A paternidade de DEUS neste sentido não é um assunto frequente na Bíblia. Os anjos são chamados de “filhos de DEUS” (Jó 1.6; 2.1; 38.7; cf. Gn 6.2) por terem sido criados por DEUS e/ou por causa de seus laços espirituais com DEUS.

    No AT, DEUS é especialmente o PAI da nação de Israel (Is 63.16; 64.8; Os 11.1). Ele sustém este relacionamento porque a nação foi criada por Ele (Dt 32.6; Mí 2.10). Israel, como o primogênito de DEUS, possui uma posição privilegiada (Êx 4.22; Jr 31.9), e como tal possui grandes promessas (Jr 3.19). Como seu filho, Israel deve honrar e servir a DEUS (Êx 4.23; Ml 1.6). Assim como um pai natural educa seus filhos, assim DEUS deseja sustentar Israel e fazer com que ele cresça (Jr 3.19; cf. Salmos 103.13; Pv 3.12).

    Em um sentido muito especial, DEUS é o PAI de JESUS CRISTO. Vários conceitos são revelados neste relacionamento. A divindade de CRISTO é especialmente evidenciada (Jo 5.18). Em Mateus 3.17 sua condição de Messias está em vista (cf. 17.5; Mc 9.7; Lc 9.35). A igualdade do FILHO com o PAI pode ser vista em seu nome Trino (Mt 28.19). O Senhor JESUS é cuidadoso ao manter uma estrita distinção entre DEUS como seu PAI, e DEUS como o PAI dos crentes (cf. Jo 20.17). CRISTO como o FILHO de DEUS, é a revelação do PAI e o caminho de acesso a DEUS (Mt 11.27; Jo 10.30; 14.6,7).

    Na forma de semente, DEUS é retratado como o PAI dos santos, individualmente, no AT (2 Sm 7.14; Salmos 103.13; Ml 3.17), mas este conceito encontra sua maturidade no NT com a vinda de CRISTO (cf. Mt 6.4,6,8,9,32). Pela criação, DEUS é o PAI de todos; pela sua graça Ele é o PAI espiritual dos crentes. A filiação no NT é retratada em três aspectos - na regeneração (Jo 1.12,13; 3.6), na adoção (Rm 8.15,23; Gl 4.5; Ef 1.5) e na transferência para o reino do FILHO (Cl 1.13).

    O relacionamento íntimo dos cristãos com DEUS pode ser particularmente visto na fórmula *Aba, PAI”, que literalmente significa, “Papai, Papai” (Mc 14.36; Rm 8.15; Gl 4.6). O primeiro é uma palavra em aramaico que se tomou coloquial em hebraico, expressando a ligação mais íntima do FILHO com o PAI. Ela nunca é usada com relação a DEUS no AT, e a literatura rabínica raramente refere-se a DEUS por este nome; então ele só é usado em uma fórmula específica. No entanto, CRISTO ousadamente disse “Aba”. A segunda palavra é a palavra grega normal para pai. A persistência da fórmula no NT pode se dever à profunda impressão causada sobre os discípulos pelo fato do próprio Senhor tê-la empregado. Ele evidentemente empregou tanto o aramaico como o grego.



                    I.     A IDENTIDADE DE DEUS, O PAI


    1.    O Pai é o único Deus verdadeiro     -    A identidade de Deus como Pai é de suma importância na teologia cristã. Sua unicidade é afirmada com clareza tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A confissão de fé de Israel, conhecida como Shemar declara: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor”  Esse versículo é uma proclamação enfática do monoteísmo bíblico, destacando que o Deus de Israel é único, incomparável, absoluto e singular. Entretanto, o Deus único também é pessoal e relacionai, re velando-se progressivamente como Pai, especialmente na Nova Aliança. Deus, no Antigo Testamento, é um só Deus, que se revela pelos seus nomes, pelos seus atributos e pelos seus atos.3 Ele é apresentado como Criador (Gn 1.1), Juiz (Gn 18.25), Libertador (Êx 20.2) e Pai do povo de Israel (Is 63.16). No Novo Testamento, essa revelação ganha profundidade e clareza.  

    O termo “Deus Pai” não é apenas um título, mas expressa a universalidade do senhorio do Pai, reafirmando a unidade do Corpo de Cristo: “um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos” (Ef 4.6). Quer dizer que Deus é transcendente (“sobre to dos”), ativo (“por todos”) e imanente (“em todos vós”). Cristo reforçou essa identidade ao chamar Deus de “meu Pai” e ensinar os discípulos a orarem “Pai nosso, que estás nos céus” (Mt 6.9). Essa oração aponta para a transcendência divina e convida os crentes à intimidade filial com Deus. 

    O Pai é aquEle que está nos céus, mas que está próximo dos que o invocam com fé e reverência (SI 145.18). A paternidade de Deus, portanto, revela um relacionamento íntimo, real, pessoal e transformador. O crente não se aproxima de um Deus distante, mas de um Pai amoroso que deseja comunhão com seus filhos: “[...] recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai” (Rm 8.15). Desse modo, devemos conhecer a Deus como Pai não como um exercício intelectual, mas como uma fonte de consolo, identidade e segurança espiritual para os filhos de Deus em Cristo.


    2.    O Pai é a fonte da divindade     -    Conhecer a unidade e a inseparabilidade entre o PAI e o FILHO é essencial para o nosso relacionamento com DEUS (Jo 10.30). Para compreendermos com clareza a natureza do PAI, precisamos conhecer algumas de Suas qualidades mais inerentes, também chamadas pelos estudiosos de atributos. Os atributos são as qualidades que DEUS manifesta em Seu caráter e O tornam conhecido. Esses atributos são classificados como incomunicáveis, que são aqueles que pertencem exclusivamente a Ele; e comunicáveis, que são os que compartilha com as Suas criaturas. Dentre os atributos naturais de DEUS, há um que nos garante conhecer a Sua Pessoa, mesmo de forma limitada. Estamos falando da cognoscibilidade. A respeito de DEUS, esse termo significa que Ele pode ser conhecido e compreendido intelectualmente pelo ser humano.

    Nessa perspectiva, de acordo com a obra “Teologia Sistemática: uma Perspectiva Pentecostal” (CPAD), editada pelo teólogo Stanley Horton, “DEUS não se oculta para encobrir seus atributos, mas para deixar-nos bem patentes nossos limites diante do seu ilimitado poder. Pelo fato de DEUS ter decidido agir através de seu FILHO (Hb 1.2) e ter a sua plenitude habitando nEle (Cl 1.19), podemos estar confiantes de que encontraremos em JESUS as grandiosas manifestações do caráter divino. JESUS não somente torna conhecido o PAI, como também revela o significado e a importância do PAI Celestial. […] Se temos algum conhecimento de DEUS é porque Ele optou por se nos revelar. Mas este conhecimento que agora temos, embora confessadamente limitado, é mui glorioso e constitui-se na base suficiente de nossa fé” (2021, pp. 129-130). Partindo desse princípio, esclareça aos alunos que conhecer a DEUS significa conhecer Suas qualidades e submeter-se à Sua vontade, revelada nas Escrituras. DEUS quer ter um relacionamento pleno e verdadeiro com Sua criação, principalmente, com o ser humano, a maior obra de Suas mãos.


    3.    O Pai age por meio do Filho e do Espírito    -    A paternidade divina é uma das principais chaves hermenêuticas para se compreender a teologia trinitária bíblica. Ao designar Deus como “Pai”, a Escritura não apenas identifica sua função dentro da Trindade, mas expressa a maneira como as três Pessoas operam inseparavelmente. Essa ação conjunta não sugere qualquer subordinação ou inferioridade, mas, sim, uma distinção funcional no plano da revelação e da salvação. A ação do Pai, portanto, é inseparável da do Filho e do Espírito. Como explica o apóstolo Paulo, “há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo [...] diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo [...] diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos” (1 Co 12.4-6). 

    Nessa tripla estrutura trinitária que se repete em Efésios 4.4-6, Paulo expõe a unidade do Espírito, do Senhor (Cristo) e de Deus Pai. A atividade de Deus é única, mas mediada distintamente por cada Pessoa da Trindade. Mas as três Pessoas são coeternas, são iguais entre si mesmas”. Esse princípio impede qualquer interpretação subordinacionista que com prometa a unidade e igualdade das Pessoas divinas. Portanto, afirmar que o Pai age por meio do Filho e do Espírito é reconhecer a perfeita harmonia da Trindade.

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                    II.     O PAI REVELADO EM CRISTO


    1.    O Pai se revela aos humildes    -    O termo traduzido por “sábios” (gr. sophós) refere-se àqueles que se consideram intelectualmente superiores ou que possuem uma formação elevada segundo os padrões humanos.8 Já os “entendidos” (gr. synetós) designam os que se julgam capazes de discernir por si mesmos as verdades espirituais.9 Esses termos caracterizam os fariseus e escribas da época de Jesus, cujo orgulho teológico os impedia de reconhecer a verdade revelada em Cristo Jo 5.39-40). Eles se tornaram exemplos clássicos de ce gueira espiritual: detinham as Escrituras, mas desconheciam o Deus das Escrituras.  O Pai se revela aos “pequeninos” (gr. népios), vocábulo que reme te a simplicidade e dependência, àqueles que possuem a humildade das crianças (Mt 11.25).

     A humildade, portanto, não é apenas uma virtude moral, mas uma condição espiritual necessária para se conhecer a Deus. Stott escreve que os humildes, e tão somente esses, recebem o Reino de Deus. Teologicamente, essa verdade está associada à doutrina da revelação especial. Deus não é apreendido por especulação filosófica ou esforço humano, mas se dá a conhecer por meio de Cristo e do Espírito. Destaca-se que “por meio da revelação especial de Deus, a Bíblia Sagrada, que foi divinamente inspirada e nos foi transmitida de forma legível e sem erros, conhecemos a realidade de Deus como um Ser vivo”.


    2.    O Pai se faz  conhecer pelo Filho    -    O Deus Pai é um ser pessoal que se dá a conhecer no tempo e na história, por meio da encarnação do Verbo Jo 1.14,18). E, conforme Campos, “ninguém pode vir ao conhecimento de Cristo sem que seja por revelação divina, e sem que essa revelação seja o pro duto da vontade graciosa de Deus para com um pecador.13 Enfatizamos que o Pai deseja ser conhecido, e esse conhecimento é oferecido por meio do Filho: “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” Jo 17.3). O Filho é o intérprete supremo do Pai, o único capaz de revelar sua natureza, vontade e amor (Hb 1.1). Esse princípio encontra fundamento na própria estrutura da Trindade. O Filho é gerado do Pai: “[Ele] é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu Ser” (Hb 1.3, NAA). 

    Essa declaração significa que o Filho é idêntico ao Pai, possuindo a mesma natureza e atributos, sendo, por isso, o único plenamente qualificado para revelar Deus. Por isso, Cristo é também o único mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2.5). Não há outra ponte entre o humano e o divino. Todo conhecimento verdadeiro de Deus, bem como toda comunhão com Ele, acontece por meio do Filho Jo 1.18). A exclusividade do Filho como mediador não apenas enfatiza sua divindade, mas evidencia a insuficiência de qualquer dogma que despreze a cristologia bíblica.

     

    3.    Quem vê o Filho vê o Pai    -    A afirmação que Jesus fez a Filipe, “Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9), expressa uma das mais profundas verdades teológicas: a revelação perfeita de Deus Pai por meio do Filho. Essa declaração está inserida no contexto da última Páscoa, momento de ensino íntimo entre Cristo e seus discípulos, e reafirma a unidade entre o Pai e o Filho, sem, contudo, confundir suas Pessoas. Trata-se de um claro testemunho da Trindade. Como já observado, essa verdade é amplamente confirmada em Hebreus, quando o escritor declara que o Filho é “a expressão exata do seu Ser” (FIb 1.3, NAA). 

    A frase “expressão exata” (gr. charakér) é usa da para descrever a marca impressa de um selo, uma metáfora poderosa para indicar que o Filho manifesta com perfeição o caráter, os atributos e a essência do Pai. O Comentário Bíblico Beacon afirma que “não é nada menos do que a revelação de forma concreta e visível do próprio Deus”. A frase de Cristo “Eu e o Pai somos um” Jo 10.30) também deve ser entendida em termos de unidade. O Filho não é apenas um representante do Pai, mas o Deus eterno encarnado, compartilhando a mesma natureza divina (Cl 2.9). Como observa o Credo de Atanásio, “a deidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo é toda uma só: a glória é igual e a majestade é coeterna. 

    Tal como é o Pai, tal é o Filho e tal é o Espírito Santo”.16 Assim, ver Jesus, em sua obra, palavras e caráter, é experimentar a revelação definitiva do Pai.  Isso expressa o princípio teológico de que o Pai está no Filho, e o Filho no Pai. Por conseguinte, qualquer tentativa de conhecer a Deus sem recorrer à pessoa de Cristo está condenada ao fracasso. A fé cristã, portanto, está centrada na revelação do Pai no Filho, sem a qual permaneceriamos em trevas Jo 8.12). Assim, conhecer Jesus é desfrutar da presença e do amor do Pai.


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                       III.    A PESSOA DE DEUS PAI


    1.    Atributos incomunicáveis do Pai    -   Os atributos incomunicáveis de Deus são qualidades exclusivas Dele, que Ele não compartilha com a criação, como Onipotência (todo-poderoso), Onisciência (todo-conhecedor), Onipresença (presente em todo lugar), Eternidade (sem começo nem fim), Imutabilidade (não muda) e Infinitude (ilimitado), que revelam Sua natureza única, soberana e distinta de tudo o que foi feito, sendo um convite à adoração e reverência. 

    Principais Atributos Incomunicáveis:
    • Onipotência: Só Deus tem poder ilimitado, sustentando o universo e fazendo tudo o que deseja. 
    • Onisciência: Só Ele conhece todas as coisas, passadas, presentes e futuras, sem falhas. 
    • Onipresença: Só Ele está em todos os lugares ao mesmo tempo, não sendo limitado por espaço. 
    • Eternidade: Só Ele é sem começo nem fim; Sua existência é sem dimensão temporal. 
    • Imutabilidade: Só Ele permanece o mesmo, sem mudança em Sua natureza ou caráter.
    • Infinitude: Só Ele é infinito, não podendo ser medido, contido ou compreendido por completo. 
    • Soberania: Somente Deus governa o universo e tem autoridade final. 
    • Autoexistência (Aseidade): Só Ele é autossuficiente e não depende de nada para existir. 
    • Por que são importantes?
    • Distinguem Deus da Criação: Mostram que Deus é único e incomparável. 
    • Fundamentam a Fé: Inspiram confiança, segurança e adoração, pois revelam a grandeza de Quem nos criou. 
    • Contraste com Atributos Comunicáveis: Atributos como amor, justiça e bondade são compartilhados por Deus conosco, mas de forma limitada; os incomunicáveis são exclusivos d'Ele. 


    2.    Atributos comunicáveis do Pai    -   Santidade. DEUS é absolutamente santo; sua santidade é infinita e inigualável; Ele é santo em si mesmo, em sua essência e em sua natureza. No entanto, está escrito: “Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso DEUS, sou santo” (Lv 19.2). Esta passagem, citada no Novo Testamento (I Pe 1.6), enfatiza que o Senhor exige santidade de seu povo porque Ele é santo.

    Vemos, pois, que a santidade está em DEUS e deve estar em seus seguidores. Isso explica uma dúbia classificação, apesar de haver uma abissal e incomparável diferença entre a santidade de DEUS e a do ser humano.

    O termo “santo” — hb. qadosh e gr. hagios — significa “separação” ou “brilho”, “brilhante”;36 é especificamente divino. A etimologia de qadosh é ainda incerta; parece ser uma combinação que indica “queimar no fogo”, numa referência à oferta queimada, porém a idéia básica é de “separar, retirar do uso comum”.3' Esse é o pensamento do Antigo Testamento: “para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo” (Lv 10.10).

    Santidade significa afastar-se de tudo o que é pecaminoso. Os antigos hebreus levavam-na com seriedade. A Palavra de DEUS chama de santas as duas partes do Tabernáculo. O Senhor ordenou essa construção com o objetivo habitar no meio dos filhos de Israel:

    E me farão um santuário, e habitarei no meio deles Ex 25.8).

    Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e meterás a arca do Testemunho ali dentro do véu; e este véu vos fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo Ex 26.33).

    A santidade de DEUS é singular por causa de sua majestade infinita e também em virtude de Ele ser totalmente distinto e separado, em pureza, de suas criaturas. Essa santidade é a plenitude gloriosa da excelência moral do Todo-Poderoso, que nEle existe e que nEle originou-se; não deriva de ninguém: “Não há santo como é o Senhor” (I Sm 2.2). Toda a adoração deve ser nesse espírito de santidade. Nenhum atributo divino é tão solenizado nas Escrituras como esse.

    O SENHOR, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em louvores (Êx 15.11).

    E clamavam uns para os outros, dizendo: SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória ls 6.3).

    E os quatro animais tinham, cada um, respectivamente, seis asas e, ao redor e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo:

    SANTO, SANTO, SANTO é o Senhor DEUS, o Todo-poderoso, que era, e que é, e que há de vir Ap 4.8).

    Quem te não temerá, ó Senhor; e não magicará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso, todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos Ap 15.4).

    A santidade de DEUS é o princípio da sua própria atividade: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal” (Hc 1.13), bem como a norma para as suas criaturas: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

    Verdade e fidelidade. Verdade é um atributo relacionado com a fidelidade de DEUS. Ela diz respeito à sua veracidade e é algo próprio da natureza divina. Já a fidelidade, do latim fdelitas, é a garantia do cumprimento das promessas dEle:

    “DEUS é consistente e constante em suas promessas e em sua graça”.38 E, pois, um atributo relacionado com a imutabilidade de DEUS.

    O termo “verdade” (hb. ’emeth) “tem o sentido enfático de certeza, confiança”.39 Daí derivam as palavras ’emuna, “fé”, “fidelidade”, “firmeza” (Hc 2.4) e ’amen, “amém”, “verdadeiramente”, “de fato”, “assim seja”. Esse vocábulo aplica-se duas vezes a DEUS, em Isaías 65.16, onde foi traduzido por “verdade” (gr. aktheia, na Sep- tuagínta, “sinceridade” ou “franqueza”), cuja idéia é “não oculto”, “não escondido”; veritas, em latim, que denota, ainda, “precisão”, “rigor”, “exatidão de um relato”. Todas essas qualificações reúnem-se em DEUS, em grau absoluto e infinito.

    A “veritas Dei”t ou verdade de DEUS, é em última análise a correspondência, de fato, a identidade do intelecto... e a vontade... de DEUS com a... essência de DEUS.

    DEUS é a verdade em si mesmo, num senso absoluto.'10

    Verdade e fidelidade não são diferentes nomes de um mesmo atributo, embora inseparáveis; são distintos, pois não pode haver fidelidade sem ver­dade. A verdade mostra que DEUS é real; é tudo aquilo que em sua Palavra Ele afirma ser; e nEle podemos confiar. Tal confiança envolve tanto a verdade como a fidelidade.

    Ele í a Rocha cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são; DEUS é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto ê (Dt 32.4).

    Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me remiste, Senhor, DEUS da verdade (Sl 31.5).

    De sorte que aquele que se bendisser na terra será bendito no DEUS da verdade; e aquele que jurar na terra jurará pelo DEUS da verdade; porque já estão esquecidas as angústias passadas e estão encobertas diante dos meus olhos (Is 65.16).

    Eu sou o caminho, e a verdade e a vida... (Jo 14.6).

    JESUS, pois, é fiel e justo para nos perdoar: “Se confessarmos os nossos pe­cados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (I Jo 1.9).

    Amor. Este atributo é o tema central das Escrituras, demonstrado de forma suprema em JESUS CRISTO. A Palavra de DEUS afirma expressamente “DEUS é amor” (I Jo 4.8,16, ARA). Esta declaração significa que o amor de DEUS não precisa de um objeto para existir; é independente; constitui-se parte da natureza divina; pode ser definido como a inclinação natural da essência divina para a bondade.

    O amor de DEUS é desde a eternidade; foi revelado no relacionamento entre as Pessoas da Trindade, haja vista JESUS ter dito: “porque tu me hás amado antes da fundação do mundo” (Jo 17.24). E também depois da criação esse amor perma­neceu: “O PAI ama o FILHO” (Jo 3.35). Tal amor é eterno, infinito e incomparável, manifesto a Israel, a todos os homens e a todas as criaturas no Céu e na Terra.

    E faço misericórdia em milhares aos que me amam e guardam os meus mandamentos (Êx 20.6).

    Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Com amor eterno te amei; também com amável benignidade te atraí JR 3 1.3).

    Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu o seu FILHO unigênito; para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna JO 3.16).

    Mas DEUS prova o seu amor para conosco em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8).

    DEUS comunicou aos seres humanos alguma ressonância desse amor. DEUS criou o homem com capacidade para amar; e, hoje, “nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (I Jo 4.19). E, pois, sua vontade que nos amemos uns aos outros; é o segundo grande mandamento que JESUS declarou e que vem desde a Lei de Moisés:

    ... amarás ao teu próximo como a ti mesmo (Lv 19.18; Mt 22.39; Marcos 12.31).

    O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei... bto vo5 mando: que vos ameis uns aos outros jo 15.12,1 7).

    Bondade. bondade de DEUS é um dos seus atributos morais. DEUS é bom em si mesmo e para as suas criaturas. Ê a perfeição dEle que o leva a tratá-las com benevolência. Essa bondade é para com todos: “O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras” (Sm 145.9).

    DEUS é a fonte de todo o bem. JESUS disse: “Não há bom, senão um, que é DEUS” (Mt 19.17). Nessa bondade estão envolvidos também o amor e a graça. São três conceitos distintos, mas o amor é a bondade divina exercida em favor de suas criaturas morais, em grau incomparável e perfeito:

    Porque DEUS amor o mundo de tal maneira que deu seu o FILHO unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna Jo 3.16).

    Mas DEUS prova o seu amor para conosco em que CRISTO morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8).

    Misericórdia, graça e longanimidade. Estes três atributos são correlatos, porém distintos entre si; manifestam a bondade de DEUS. Misericórdia é o termo teológico para compaixão; trata-se da disposição de DEUS para so­correr os oprimidos e perdoar os culpados. A graça é o favor imerecido de DEUS para com o pecador; é a bondade para quem apenas merece o castigo. Já a longanimidade é a demonstração de paciência; é ser lento para irar-se; retardar a ira.

    Passando, pois, o Senhor perante a sua face, clamou: JEOVA, o SENHOR, DEUS misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniquidade, e a transgressão, e o pecado; que ao culpado não tem por inocente; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre os filhos dos filhos até à terceira e quarta geração (Ex 34.6,1). Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade (Sl 103.8).

    Mas, quando apareceu a benignidade e caridade de DEUS, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do ESPÍRITO SANTO, que abundantemente ele derramou sobre nós por JESUS CRISTO, nosso Salvador (Et 3.4-6).

    Por meio desses atributos, DEUS não concede ao homem aquilo que ele merece, mas o que ele precisa, pois merecíamos o castigo (cf. Rm 6.23). Ele se apiedou de nós e enviou o seu FILHO para nos salvar: “o Unigênito do PAI, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).

    Justiça. A justiça (ou a retidão), como atributo divino, pode ser definida como a conformidade de DEUS com a sua lei moral e espiritual; a harmonia da natureza divina com a sua santidade; é essa santidade exercida sobre as suas criaturas.

    A justiça de DEUS pode ser, segundo os escolásticos, interna ou externa. A justiça interna é a excelência moral, e a justiça externa é a retidão de conduta. O Senhor é o autor da moral, como Juiz soberano do Universo e Criador de todas as coisas; tem o direito de decretar a sua Lei e exigir de suas criaturas inteligentes obediência e santidade. A natureza perfeita dEle é manifesta em seus atributos, e a sua santidade é o parâmetro para a raça humana.

    DEUS revelou a sua vontade na sua Palavra. Quando a lei — a expressão máxima da santidade de DEUS — é violada, essa santidade do Senhor exige a manifestação de sua ira: “Porque do céu se manifesta a ira de DEUS sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça” (Rm 1. 18).

    Esse atributo é manifesto no castigo do pecado e na premiação do justo: “o qual recompensará cada um segundo as suas obras” (Rm 2.6).

    A Bíblia declara, com todas as letras, que somente DEUS é justo, considerando justiça como atributo, no sentido absoluto de perfeição:

    DEUS é um juiz justo (Sl 7.1l).

    Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Nâo faria justiça o Juiz de toda a terra? (Gn 18.25).

    Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade vão adiante do teu rosto (Sm 89. 14).

    Ante a face do Senhor, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça c os povos, com a sua verdade (Sl 96.13).

    Anunciai', e chegai-vos, e tomai conselho todos juntos; quem fez ouvir isso desde a antiguidade? Quem, desde então, o anunciou? Porventura, não sou eu, o SENHOR? E não há outro DEUS senão eu; DEUS justo e Salvador, não há fora de mim (Is 45.21).

    Sabedoria. A sabedoria é mais que o conhecimento ou a inteligência; trata-se da capacidade mental para entender todas as coisas, um aspecto particular da onisciência de DEUS. Esse atributo é conhecido como sapientia Dei, “sabedoria de DEUS”, ou omnisapientia, “toda-sabedoria”.

    E a correspondência do pensamento divino com o summum bonum, “sumo bem” de todas as coisas; é “a sabedoria do conselho divino pela virtude a qual DEUS sabe todas as causas e efeitos e as ordena aos seus próprios fins e pela qual ele essencialmente cumpre seu próprio fim para e por meio de todas as coisas criadas”.41

    Com sabedoria Ele arquitetou, planejou e criou tudo o que existe: “Todas as coisas fizeste com sabedoria”. (Sm104.24); “Com ele está a sabedoria e a força; conselho entendimento ele tem” (Jó 12.13). Em JESUS CRISTO “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl 2.3), e “para nós foi feito por DEUS sabedoria, e justiça, e santificação e redenção” (I Co 1.30).

    Há ressonância desse atributo nas criaturas inteligentes. DEUS é a fonte de sabedoria; é nEle que devemos buscá-la, pois a sua Palavra “dá sabedoria aos símplices” (SI 19.7; II9.130).

    E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a DEUS, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada (Tg 1.5).

    Com quem tomou conselho, para que lhe desse entendimento, c lhe mostrasse as veredas do juízo, e lhe ensinasse sabedoria, e lhe fizesse notório o caminho da ciência? (Is 40.14).

    O profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de DEUS! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? (Rm 1.1,33,34).


    3.   Os nomes que revelam o Pai    -   Os nomes de DEUS não são apenas um apelativo nem simplesmente uma identificação pessoal. Inerentes à sua natureza, eles revelam as suas obras e os seus atributos. Não aparecem nas Escrituras para meramente fazer uma distinção dos deuses das nações pagas. Quando elas mencionam os nomes divinos, revelam o poder, a grandeza e a glória do Todo-Poderoso, além de enfatizarem os seus atributos.

    Nos tempos do Antigo Testamento, um nome era empregado não simples­mente para distinguir uma pessoa das outras, mas para mostrar o caráter e a índole de um indivíduo. Houve até casos de mudanças de nomes como consequência de uma experiência com DEUS (Gn 17.5,15; 32.28). Com referência a DEUS, o nome representa Ele próprio.

    O nome do Senhor está ligado ao conceito de sua soberania e glória: “Então haverá um lugar que escolherá o Senhor vosso DEUS para ali fazer habitar o seu nome” (Dt 12.11). Esta passagem ensina que, nesse lugar escolhido por DEUS, o santuário, Ele estaria presente. Sua presença nos cultos seria constante e habitaria nesse santuário.

    DEUS falou a Davi, pelo profeta Natã, que o seu descendente construiria uma Casa ao seu nome (2 Sm 7.12,13). Em outras palavras, o filho de Davi haveria de edificar uma Casa para o Senhor DEUS de Israel. Na bênção sacerdotal, Moisés conclui a mensagem com essas palavras: “Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei” (Nm 6.27).

    Que significam as menções das passagens acima? Que DEUS habitaria no meio dos filhos de Israel, segundo a bênção do sumo sacerdote. No “PAI Nosso” JESUS ensinou-nos a abrir a oração santificando o nome de DEUS: “Santificado seja o teu nome” (Mt 6.9). Este texto ensina que o próprio DEUS deve ser honrado, venerado, adorado e temido por todas as suas criaturas. E um reconhecimento da suas bondade e santidade.

    Até hoje, em Israel, os judeus chamam DEUS de hashem, palavras hebraicas que significam “o nome”. Isso é bíblico: “a arca de DEUS, sobre a qual se invoca

    O Nome, o nome do Senhor dos Exércitos” (2 Sm 6.2).

    Elohim. A transcrição do termo hebraico é ’elohim e 'eloah. O nome Elohím não aparece em nenhuma outra língua, exceto na língua hebraica. Além disso, não se encontra em outras literaturas antigas extrabíblicas, nem mesmo no Talmude dos judeus. “Isto é posteriormente apoiado pelo fato de que a forma 'elohim ocorre apenas no hebraico e em nenhuma outra língua semítica, nem mesmo no aramaico bíblico”.42

    O nome Elohim é o plural de Eloah, No singular, aparece apenas 57 vezes no Antigo Testamento hebraico, sendo 41 só no livro de Jó. No plural, encontramos 2.570 vezes.43 Eloah é o nome El acrescido da letra hebraica he.u Esse substan­tivo vem do verbo hebraico ’ala e significa “ser adorado”, “ser excelente”, “ser temido” e “ser reverenciado”. O substantivo, como nome, revela a plenitude das excelências divinas, daquEle que é supremo.

    DEUS é apresentado pela primeira vez na Bíblia com esse nome: “No princípio, criou DEUS os céus e a terra” (Gn 1.1). È usado para expressar o conceito universal da deidade. Essa passagem apresenta os primeiros vislumbres da Trindade, pois o verbo bara, “criou”, no singular, e o sujeito ’elohim, “DEUS”, no plural, revelam a unidade de DEUS na Trindade.

    A Trindade é vista no nome Elohim à luz do contexto bíblico. A declaração, “façamos o homem” revela a existência de mais de uma Pessoa na divindade, e não mais de um DEUS. Somente o DEUS FILHO e o DEUS ESPÍRITO SANTO tiveram parti­cipação na criação juntamente com o DEUS PAI (João 1.3; Cl 1.16; Jó 33.4).

    Os rabinos reconheceram a pluralidade nesse nome; porém, como o judaísmo é uma religião que defende o monoteísmo absoluto, não admite JESUS CRISTO como

    0                  Messias de Israel — é difícil para eles entenderem essa pluralidade.

    Para explicá-la, eles argumentam que Elohim é um plural de majestade ou de excelência, mas isso é uma determinação rabíníca posterior. Segundo o rabino Shlomo ibn Yitschaki, “O plural de majestade não significa haver mais de uma pessoa na divindade”.43 Gesenius afirma que esse nome divino denota plural, expressando uma idéia abstrata ou de intensidade.46

    Elohim é poucas vezes empregado com outro propósito que não seja o DEUS revelado na Bíblia. O Antigo Testamento faz menção dos deuses do Egito: “... e sobre todos os deuses do Egito” (Ex 12.12) e de outras nações: “Dentre os deuses dos povos que estão em redor de vós, perto ou longe de ti, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade” (Dt 13.7; cf. Jz 6.10).

    O termo é usado, ainda, com relação às imagens dos cultos pagãos: “Não fareis outros deuses comigo; deuses de prata ou deuses de ouro não fareis para vós” (Ex 20.23). As Escrituras mencionam usos irregulares desse nome para seres sobrenaturais (I Sm 28.13) e para juizes (Sm 82.6). Aparece também com relação às divindades pagãs individuais cerca de vinte vezes, como Baal (Jz 6.31;

    IRs 18.24,25,27) e outros.4.

    Para os pagãos, o(s) seu(s) deus(es) significava(m) “a plenitude das excelências divinas”. O que o DEUS de Israel representava para o povo hebreu essas divindades representavam para os pagãos. Daí o emprego de ’elohim (plural) atinente a uma divindade pagã individual.

    Quando 'elohím se refere às divindades, traz o verbo, os pronomes e o adjetivo no plural, o que representa multiplicidade. Quando é aplicado ao DEUS de Israel, os pronomes, o verbo e o adjetivo vêm geralmente no singular; salvo exceções.

    El. A transcrição do termo hebraico é ’el. O nome El parece ser a raiz de Eloah e de seu plural Elohim, mas ainda há discussão sobre o assunto.48 É um “termo semítico muito antigo para deidade”.49 E usado para identificar o DEUS de Israel (Nm 23.8). A palavra vem da forma acádica ’illu, um dos nomes mais antigos de DEUS.50 Não se sabe com certeza se a palavra ’el vem do verbo ’ul, “ser forte”, ou do verbo “ser preeminente”, de idêntica raiz.

    El é o nome mais usado na Bíblia para mencionar as divindades pagãs. È empregado com frequência em ugarítico, porém aparece também com relação ao DEUS de Israel. Não é mencionado em nossas Bíblias, em português — exceto em algumas variantes no rodapé. O que encontramos é o vocábulo “DEUS” em seu lugar, ou “deus”, em caso de divindades pagãs. Só é possível encontrá-lo na Bíblia Hebraica.

    Os nomes ’el, ’el ‘elyon e ’eloah — no plural, Jelohim —, registrados nas Escrituras Hebraicas, foram traduzidos na Septuaginta por theos, o mesmo usado, no Novo Testamento Grego, para “DEUS”.

    El Elyon. A transcrição do termo hebraico é ’el‘elyon. O nome Elyon é traduzido em nossas versões por “Altíssimo”, e El Elyon, por “DEUS Altíssimo”. Este nome (ou título) é um adjetivo que se deriva do verbo hebraico ‘ala’ e significa “subir”, “ser elevado”;52 designa DEUS como o Alto e Excelente, o DEUS Glorioso.Trata-se de um nome genérico, porque também é aplicado a governantes — mas nunca vem acompanhado de artigo quando se refere ao DEUS de Israel.

    E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do DEUS Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o DEUS Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo (Gn 14.19,20).

    No texto acima, o nome de DEUS vem acompanhado de El, mas, às ve­zes, vem sozinho: “Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14.14). Elyon pode ser encontrado sozinho nas Escrituras ou combinado com outros nomes de DEUS (cf. Nm 24.16; Dt 32.8; Sl 7.17; 9.2; 57.2; Dn 7.18, 22,27).

    El Shaddai. Abraão adorava o DEUS El Shaddai, “DEUS Todo-poderoso” (Gn 17.1), e Melquisedeque, rei e sacerdote de Salem, era adorador do El Elyon, Quando ambos se encontraram, descobriram que adoravam o mesmo DEUS, conhecido por eles por nomes diferentes (Ex 6.2).

    Shadday, ’adona(y) e YHWH são nomes específicos, pois nas Escrituras Sagradas só aparecem aplicados ao DEUS verdadeiro. A transcrição do termo hebraico é shadday, o “nome de uma deidade”;33 “nome de deidade identificada comYaweh”;34 “mais poderoso, Todo-Poderoso, um epíteto de Jeová”.55 “Esse é um dos nomes de DEUS no Antigo Testamento, sendo que algumas versões o deixam sem traduzir (e.g., BJ), e outras traduzem por Todo-poderoso’”.36

    Há ainda muita discussão sobre o étimo desse nome, que aparece 48 vezes na Escrituras Hebraicas, sendo sete delas antecedidas do nome El. Desde a anti­guidade os rabinos diziam que ele vem de she, pronome relativo hebraico “que”, “quem”, forma reduzida de ’asher, combinado com day, “suficiência”, “provisão necessária”, “suficiente”.57 Isso dá a idéia de “ser poderoso”, “ser forte” e “ser potente”.

    A Septuaginta traduziu dezesseis vezes shadday por pantokrator,5S “Todo-Poderoso, Soberano universal”, que aparece dez vezes no Novo Testamento.59 Pantokrator é mencionado, às vezes, sem tradução na versão em apreço, e outras vezes é subs­tituído por theos. Jerônimo empregou Omnipotens na Vulgata Latina. Isso indica que desde o período pré-cristão já se usava o termo “Todo-Poderoso” para shadday, o que justifica a explicação rabínica acima.

    Outros afirmam que a palavra vem do acádico sadu, “montanha, cadeia de montanha”.60 Assim, Shaddai seria “DEUS da montanha” ou a “morada de DEUS”.61 Há ainda os que acreditam que o termo vem do verbo hebraico shadad, “devastar, destruir”.62 Nesse caso, o nome significaria “meu destruidor”.63

    Shaddai, “Todo-Poderoso”, era um nome apropriado para o período patriar­cal, durante o qual os patriarcas viviam numa terra estranha e estavam rodeados pelas nações hostis. Eles precisavam saber que o seu DEUS era o Onipotente: “Eu sou o DEUS Todo-poderoso \_’el shadday]; anda em minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1).

    O termo shadday aparece com freqüência na era patriarcal. Só no livro de Jó esse nome ocorre 31 vezes. DEUS declarou a Moisés: “E eu apareci a Abraão, e a Isaque, e a Jacó, como o DEUS Todo-poderoso; mas pelo meu nome, o Senhor, não lhes fui perfeitamente conhecido” (Ex 6.3).

    No texto hebraico aparece o termo ’el shadday para “DEUS Todo-poderoso”, e o tetragrama YHWH, para “Senhor”. Isso significa que DEUS era conhecido pelos patriarcas por El Shaddai. Ele se revelou primeiro aos patriarcas do Gênesis com esse nome; depois do Sinai, os hebreus identificaram o seu libertador Jeová com o El Shaiiai dos seus antepassados.

    Adonai. A transcrição do termo hebraico é ’adona(y). O nome Adonai é mencionado no Antigo Testamento 449 vezes, sendo que, em 134 vezes, aparece sozinho; e, em conexão com YHWH, 3I5.64 E um nome de DEUS, e não meramente um pronome de tratamento — nele se expressa a soberania de DEUS no Universo.

    Segundo Gesenius, Adonai é “usado somente para DEUS”.65 O nome aplica-se somente ao DEUS verdadeiro e significa “meu Senhor”; também nunca é usado como pronome de tratamento. Para este caso, o hebraico usa ’adoni ou ’adon, “se­nhor”. Ana dirigiu-se a Eli usando o pronome ’adoni, “não, senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito” (I Sm I.I5); “Ah! Meu senhor, viva a tua alma, meu senhor” (1.26). Isso funciona ainda hoje em Israel.

    Quando antecedido do artigo definido, o termo em apreço refere-se, exclusi­vamente, ao DEUS verdadeiro — ele aparece precedido pelo artigo definido nove vezes nas Escrituras Hebraicas (Êx 23.17; 34.23; Is 1.24; 3.1; 10.16,33; 19.4; Mq 4.13; Ml 3.1).

    Os nomes Adonai e Jeová são tão sagrados para os judeus que eles evitam pronunciá-los na rua, no seu quotidiano. O segundo nem sequer nas sinagogas é pronunciado. No dia-a-dia chamam DEUS de ha-shem, “O Nome”.

    Dizer “César é senhor” seria reconhecer a divindade dele. Era por isso que os cristãos primitivos recusavam-se a chamar César de senhor. O apóstolo Paulo disse: “Ninguém pode dizer que JESUS é o Senhor, senão pelo ESPÍRITO SANTO” (I Co 12.3). Essa declaração reivindica a divindade de CRISTO — só é possível reconhecer o senhorio de CRISTO pela revelação do ESPÍRITO SANTO.

    Se CRISTO fosse um mero senhor, não haveria necessidade de o ESPÍRITO SANTO revelá-lo. Ê claro que o termo grego kyrios corresponde aos nomes hebraicos Adonai e YHWH, sendo usado tanto para o PAI como para o FILHO.

    Nomes compostos de YHWH ou Jeová. A Palavra de DEUS mostra-nos com clareza que DEUS se deu a conhecer, nos tempos do Antigo Testamento, por vários no­mes inerentes à sua natureza e à circunstância de sua revelação. Para Abraão, Ele apareceu como a provisão para o sacrifício em lugar de Isaque, seu filho, com o nome YHWH (Jeová) Yireh, que significa: “o Senhor proverá” (Gn 22.14).

    Prometendo livrar os filhos de Israel daquelas pragas e enfermidades que sobre­vieram aos egípcios, Ele se manifestou como YHWH Rapa’, isto é, “o Senhor que sara” (Êx 15.26). Numa época de angústia, nos dias difíceis dos juizes de Israel, Ele apareceu a Gideão como YHWH Shalom, isto é, “o Senhor é paz” (Jz 6.24).

    A todos que peregrinam na terra Ele apresenta-se como YHWHRa‘a, que signi­fica “o Senhor é meu Pastor” (SI 23.1). Na justificação do pecador, Ele aparece como YHWH Tsideqenu, que quer dizer “o Senhor, justiça nossa” (Jr 23. 6). Na batalha contra o mal e o vil pecado, mostra-se como YHWH Nissi, “o Senhor é a minha bandeira” (Ex 17.15). E, no Milênio, será chamado de YHWH Shamma, isto é, “o Senhor está ali” (Ez 48.35).

     



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    AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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    Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.

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             BIBLIOGRAFIA


    Bíblia Almeida Século 21
    Bíblia de estudo das Profecias

    Livro de apoio A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas, Douglas Baptisda- Editora CPAD

    DEUS – O PAI - Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD