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sábado, 9 de maio de 2026

LIÇÃO 07 - UMA PROVA DE FÉ: A ENTREGA DE ISAQUE.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II

 


                    TEXTO ÁUREO

"E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi." (Gn 22.2)


                VERDADE PRÁTICA

Abraão confiava no Senhor a ponto de dizer ao seu filho: "Deus proverá para si o cordeiro".


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 22. 1-11



                        INTRODUÇÃO


Como vimos em capítulo anterior, seu chamado não foi comum. Já foi um teste de fé. Deus mandou que saísse de sua terra e do meio de seus parentes, pois o enviaria a uma terra que ele não conhecia, e sequer indicou para onde. E ele obedeceu. Saiu sem saber para onde ia ao lado de sua esposa. E aceitou seu sobrinho, Ló, em sua companhia. Em seu chamado, Deus lhe disse que faria dele “uma grande nação”, apesar de sua idade muito avançada e de ser casado com uma esposa estéril. Mas a prova maior ainda estaria por vir. Deus o chamou e lhe deu uma ordem jamais dada a qualquer personagem da história da Bíblia. Mandou que ele tomasse seu filho, o “único filho”, Isaque, a quem ele amava, e fosse oferecê-lo em holocausto! Certamente, foi um choque emocional muito forte para o velho Abraão, em sua avançadíssima idade. Era o filho fruto do milagre operado na vida de Sara. Em sua mente deve ter passado um turbilhão de indagações. “E agora, como ficam as promessas de que eu e minha esposa seríamos pais da multidão de nações?” A Bíblia não diz isso, mas tomo a liberdade de imaginar. Basta que qualquer um dos leitores que é pai se coloque no lugar de Abraão.

 Abraão vivenciou vários problemas no meio de sua família. Ele esperava o cumprimento das promessas de Deus. Mas sua esposa ficou impaciente. Ao saber das promessas divinas, e, em sua condição de mulher estéril, imaginou que jamais havería possibilidade de serem cumpridas. Movida pelo desejo de ajudar o marido a ser pai, arquitetou um plano humano, um verdadeiro arranjo, para ver Abraão como pai; e ofereceu sua serva Agar, bem mais nova que ela, para ser uma esposa dele. E assim aconteceu. Abraão, talvez por uma fraqueza de fé, aceitou a proposta, e passou a viver com Agar, como sua segunda esposa. Foram provas imensas a que ele se submeteu.

O homem de Deus deve ter experimentado um grande peso. Se não de dúvida, de espanto. Como podería ser ele “pai de uma grande nação” se o único filho dele com Sara iria ser morto, oferecido em holocausto?! Mas ele não questionou a Deus. Chamou Isaque para M oriá, preparou a lenha e o fogo, e caminhou até a montanha, designada por Deus. Aquele, certamente, foi o maior teste de fé para Abraão. Foi tão difícil que ele não revelou ao filho que ele seria a vítima a ser oferecida em sacrifício; nem comunicou o fato à sua mãe. Ainda faltava um teste enorme. Antes de subir ao monte, Isaque perguntou ao pai: “Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro param holocausto?” (Gn 22.7). Esta deve ter sido a pergunta mais difícil para Abraão responder. Mas, como homem de fé, respondeu: “Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho” (Gn 22.8).

 Isaque ficou tranquilo, mesmo sem saber de onde viria o cordeiro. O teste final ainda estava por vir. Ao chegar ao local designado por Deus, Abraão preparou um altar, certamente com a ajuda de Isaque, e mandou que ele subisse no altar. Como um jovem, sem dúvida saudável e forte, podería ter desobedecido ao pai e descido o monte. Mas não o fez. Deitou-se sobre o altar, entendendo que chegara a sua morte. Mas não era esse o plano de Deus. De repente, quando o cutelo já ia descer sobre o pescoço de Isaque, o Anjo do Senhor bradou e disse: “Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. Então, disse: Não estendas a tua mão sobre o moço e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus e não me negaste o teu filho, o teu único” (Gn 22.12).


            I.    ABRAÃO TEM A SUA FÉ PROVADA


1.    Deus manda Abraão sacrificar Isaque     -     O patriarca Abraão havia experimentado as mais ricas bênçãos no caminho da fé, mas DEUS o submeteu a prova a fim de fazê-lo desfrutar bênçãos ainda maiores. Assim, Abraão viu-se envolvido em um comovente acontecimento que aponta o grande momento quando o Pai celestial entregou seu Filho pela salvação da humanidade. (SCR)

I. PROVA NO CAMINHO DA FÉ

Abraão foi escolhido por DEUS para ser um grande povo, em cujo seio CRISTO haveria de humilhar-se. Abraão, o pai da nação judaica, estava sendo preparado para servir de fundamento patriarcal para este povo. Ele havia trilhado o caminho da fé em estreita comunhão com DEUS. e estava para ser submetido a uma grande prova de fé. (S D) O que DEUS queria provar na vida de Abraão? Consideremos as seguintes virtudes:

a) O amor. "Até opera por caridade" (Gl 5.6). DEUS queria provar se havia alguma coisa que Abraão amava mais do que a DEUS, se Abraão de fato amava a DEUS acima de qualquer coisa deste mundo.

b) A obediência Obediência e fé devem andar perfeitamente entrelaçadas na vida do crente (Rm 1.5; At 5.32). DEUS queria provar se Abraão estava disposto a obedecer em qualquer circunstância, mesmo quando tudo parecesse incerto. É oportuno lembrar que no inicio de sua caminhada, a obediência de Abraão era incompleta.

c) A fé. DEUS queria provar a Abraão em sua fé, pedindo-lhe em sacrifício Isaque que era o próprio cumprimento da promessa. A obediência à ordem de DEUS parecia que iria inviabilizar a concretização da promessa de fazer de Abraão um grande povo.

II. EM QUE CONSISTIU A PROVA

l. O sacrifício pedido. DEUS pediu a Abrãao que oferecesse seu filho Isaque em holocausto (Gn 22.3). Desse modo, Abraão deveria sacrificar a grande resposta de suas orações, aguardada por 25 anos! E DEUS foi bem específico em seu pedido: "O teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas" (Gn 22.2). (SH)


2.    Abraão obedece sem questionar    -     Nenhuma das provas exigidas a Abraão foi de fácil execução. Na primeira, teve que deixar parentes e amigos e seguir para uma terra que ele não conhecia. Não lhe deve ter sido agradável viver na terra da promissão entre os cananeus, presenciando seus pecados e, além disso, saber que a terra que degradavam lhes pertenceria ainda por muito tempo. Como prova, ele teve ainda que separar-se do sobrinho Ló e mais tarde libertá-lo em luta desigual contra quatro reis, tendo apenas poucos homens consigo. Abraão tinha recebido a grande bênção da sua vida e, depois, veio a prova. Não é difícil de acontecer isso: DEUS provar o crente após dar-lhe uma grande bênção. Seu filho Isaque seria o exato objeto da prova. É notável a expressão com que começa o versículo 3: ** Então (então, neste versículo, quer dizer: respeitando a ordem), se levantou Abraão pela manhã de madrugada... e foi ao lugar que DEUS lhe dissera* Não revelou a ninguém o que se passava; nem mesmo a Sara.

 Uma das maiores lições da Bíblia foi a maneira cautelosa como Abraão se preparou para essa penosa jornada. Ele não esqueceu nada. A atenção que damos às coisas necessárias para uma viagem agradável (roupas, sapatos etc.) foi o que Abraão fez naquela madrugada. Não esqueceu nada. Mal sabia ele que estava estabelecendo um dos mais gloriosos tipos bíblicos: O Calvário, onde o Pai haveria de permitir a violência contra o Amado Filho, e onde Ele nos santificaria pela oblação do seu corpo (Hb 10.10). Possivelmente Abraão recebeu esta ordem em uma visão à noite. E, logo, pela manhã, de madrugada preparou-se para realizar a viagem que DEUS lhe ordenara, (Gn 22.3). Tomou consigo dois moços e a Isaque, seu filho, bem como lenha para o holocausto, e partiu rumo ao lugar do sacrifício (Gn 22.3)


3.    Abraão não era perfeito    -     Abraão não era perfeito, mas obedeceu sem questionar, reflete a perspectiva bíblica sobre o pai da fé. A sua trajetória foi marcada por um processo de amadurecimento onde a obediência se tornou absoluta, mesmo diante de ordens complexas. Imperfeições e Aprendizado: Abraão cometeu erros, como quando duvidou sobre a promessa de um filho, tentou resolver a situação com Agar, ou mentiu sobre Sara no Egito e em Gerar por medo. No entanto, ele aprendeu a confiar completamente no Senhor ao longo do tempo.

Obediência Sem Questionar (O Teste Supremo): O exemplo máximo de sua fé foi a prontidão em sacrificar Isaque, o filho da promessa, conforme registrado em Gênesis 22:3. Ele não hesitou, confiando que Deus era poderoso até para ressuscitar Isaque, se necessário.

Motivação: A obediência de Abraão não foi apenas um "cego" seguir de ordens, mas uma confiança profunda baseada em experiências anteriores com a fidelidade de Deus.

Justificado pela Fé: Abraão não foi considerado justo por nunca errar, mas por crer em Deus e ter essa fé imputada como justiça (Gênesis 15:6), resultando em ações de obediência.

Abraão é, portanto, visto não como alguém sem falhas, mas como alguém cuja fé operou através da obediência, amadurecendo ao longo de sua vida.



                II.    A PROMESSA CONFIRMADA


1.    Abraão não negou seu único filho    -    A obediência de Abraão ao não negar seu único filho, Isaque, a Deus (Gênesis 22) é vista como a maior prova de fé e temor ao Senhor. Ao estar disposto a sacrificar Isaque, Abraão demonstrou confiança absoluta na providência divina, resultando em bênçãos prometidas e na prefiguração do sacrifício de Jesus.

Pontos-chave do relato de Gênesis 22:

O Teste de Fé: Deus pediu Isaque como sacrifício para provar a fé de Abraão.

A Obediência: Abraão, sem hesitar, construiu o altar e preparou-se para imolar seu filho.

A Intervenção Divina: O Anjo do Senhor interrompeu o sacrifício, confirmando que Abraão temia a Deus por não negar seu filho.

O "Senhor Proverá": Deus proveu um carneiro para o sacrifício no lugar de Isaque.

Significado Teológico: Esse ato é interpretado como uma demonstração de que a adoração e a fé de Abraão estavam acima do seu amor por Isaque, prefigurando o amor de Deus ao enviar seu próprio Filho, ele provou amara a DEUS sobre tudo e todos e mostrou ser íntegro na aliança que tinha com DEUS (tudo o que é meu é Teu e tudo o que é Teu é meu).


2.    Deus viu a obediência de Abraão    -     A obediência de Abraão foi provada e reconhecida por Deus, culminando no sacrifício de seu filho Isaque, o que demonstrou sua fé total e temor a Deus. Ao estar pronto para sacrificar seu único filho, Abraão confirmou sua confiança na promessa divina, sendo recompensado com a provisão de Deus.

Pontos-chave da obediência de Abraão:

O Teste Supremo (Gênesis 22): Deus pediu que Abraão oferecesse Isaque, seu filho amado, como holocausto na terra de Moriá.

Resposta Imediata: Abraão obedeceu prontamente, levantando-se de manhã cedo para cumprir a ordem.

Confiança Provada: O anjo do Senhor parou Abraão, declarando que agora sabia que ele temia a Deus por não ter negado seu filho.

Justificação pela Fé: A obediência de Abraão, descrita também ao deixar sua terra (Hebreus 11:8), é vista como a prova prática da sua fé em Deus.

Recompensa e Aliança: A obediência resultou na confirmação da aliança, com Deus prometendo abençoar a descendência de Abraão.


3.    A promessa de ser uma grande nação se cumpriu    -     A promessa de que Abraão se tornaria uma grande nação cumpriu-se através de sua descendência, especificamente com o nascimento de Isaque, evidenciando a fidelidade de Deus em meio ao impossível. A aliança, detalhada em Gênesis, estendeu-se com a formação do povo de Israel e, espiritualmente, através de Jesus Cristo, abrangendo todas as famílias da Terra.

Cumprimento da Promessa na Vida de Abraão:

Descendência Prometida: Deus assegurou que Abraão teria um herdeiro legítimo, Isaque, apesar de sua velhice e da esterilidade de Sara.

Formação da Nação: A descendência de Abraão cresceu e formou o povo Hebreu, depois Israelita e hoje Judeu, o que confirmou a promessa divina de torná-lo pai de multidões.

Herança de Terras: Além da nação, Deus prometeu a terra de Canaã como propriedade perpétua para seus descendentes.

Bênção Universal: A promessa de que todas as famílias da terra seriam abençoadas através dele concretizou-se com a vinda de Jesus, descendente de Abraão que torna filho e família de DEUS todo aquele que ouve o evangelho e crê.

A fé de Abraão em crer que Deus cumpriria o que prometeu, mesmo quando ele não viu a nação formada em sua vida, demonstra a abrangência espiritual e histórica do pacto. As promessas também incluíram a bênção de Deus em engrandecer seu nome e abençoar todo aquele que abençoe Abraão e sua descendência..



                III.     ABRAÃO OFERECEU SEU ÚNICO FILHO


1.    Isaque, o filho obediente     -     Assim como JESUS passou pelos julgamentos dos homens e sobre Ele pesou a condenação por três dias, Isaque teve a morte sobre ele decretada por três dias de caminhada ao Monte. Abraão é tipo de DEUS PAI, Isaque é tipo de JESUS CRISTO e Sara é tipo de Israel.

Após 3 dias chegaram ao pé do Monte Moriá. É impressionante o que diz Abraão aos seus 2 moços ou empregados: "E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo iremos até lá; depois de adorarmos, voltaremos a vós" (Gn 22.5). Abraão não disse voltarei a vós, mas voltaremos a vós. Isso é fé. Abraão acreditou que subiria ao Monte, mataria seu filho em sacrifício a DEUS  que DEUS ressuscitaria seu filho e o devolveria a ele e ele voltaria com seu filho vivo.

DEUS um dia enviou seu filho e ele MORREU POR NÓS E RESSUSCITOU, voltando ao PAI.

Assim como Isaque carregou a lenha para o sacrifício, JESUS levou a cruz para que nela fosse pregado e oferecido em sacrifício por nós. 

A pergunta de Isaque e a resposta de Abraão também indicam a fé superior de Abraão -  “Então disse Isaque a Abraão, seu pai: Meu pai”! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois iam caminhando juntos (Gn 22.7, 8).

Aqui Abraão, sendo homem de Aliança, sabia que se ele oferecesse seu filho a DEUS, DEUS também lhe ofereceria seu filho, pois DEUS é DEUS de aliança. Tudo o que era de DEUS era de Abraão e tudo o que era de Abraão era de DEUS. Impressionante a fé de Abraão.


2.    A morte de Sara     -    Gênesis 23 diz que Sara viveu cento e vinte sete anos. Ela morreu em Hebrom, que originalmente era conhecido como Quiriate-Arba, na terra de Canaã. O texto bíblico diz que Abraão lamentou muito a morte de Sara (Gênesis 23:1,2). Depois disso de chorar sua perda, Abraão procurou providenciar um lugar para sepultar sua esposa. Naquele tempo Abraão vivia como um estrangeiro na Terra Prometida. Então ele falou com os filhos de Hete para poder conseguir uma sepultura para Sara (Gênesis 23:4). Em alguns textos bíblicos os descendentes de Hete são chamados de heteus e também são contados entre os cananeus.  Os filhos de Hete foram muito respeitosos com Abraão e não demonstraram qualquer resistência ao sepultamento de Sara em uma sepultura naquelas terras. Inclusive, aqueles homens de Hebrom se dirigiram a Abraão chamando-o de “príncipe de Deus” (Gênesis 23:5,6).  Provavelmente essa designação que literalmente significa “poderoso de Deus” não era apenas um simples tratamento respeitoso dispensado a Abraão. É provável que aqueles homens tenham reconhecido que Abraão realmente era um homem especialmente abençoado por Deus (cf. Gênesis 21:22).


A negociação do campo em Macpela (Gênesis 23:8-18)

Diante da receptividade dos homens de Hebrom, Abraão pediu que eles intercedessem por ele junto a Efrom, filho de Zoar. Abraão queria comprar de Efrom sua caverna de Macpela por um preço justo. Sabendo disso, Efrom se ofereceu em dar a Abraão não somente a caverna, mas também o campo em que a caverna estava (Gênesis 23:8-11).  Mas esse comportamento de Efrom não se tratava de generosidade, mas era parte de um costume comum de barganha no antigo Oriente Próximo. Caso Abraão recebesse o “presente”, isso o obrigaria a retribuir com um presente ainda mais valioso.

Quando mais uma vez Abraão questionou o preço, Efrom disse que o terreno valia quatrocentos siclos de prata (Gênesis 23:15). Apesar de Efrom colocar essa quantia como se fosse algo sem importância, aquele era um preço muito alto para época. Para se ter uma ideia, muitos séculos depois o profeta Jeremias comprou um campo por dezessete siclos (Jeremias 32:9). Saiba mais sobre os pesos e medidas na Bíblia.  Mas mesmo assim Abraão estava disposto a pagar o alto preço pedido por Efrom. Ele pesou a prata corresponde e pagou a Efrom. Então Abraão tomou posse legal do campo em Macpela, incluindo a caverna, o arvoredo que nele havia e todo o limite ao redor. Os heteus confirmaram o negócio que foi oficializado na porta da cidade. Isso também estava de acordo com o costume da época. No antigo Oriente Próximo todas as transações legais aconteciam nos portões das cidades.


3.    Abraão, humilde e sincero    -    Abraão é amplamente reconhecido na tradição bíblica não apenas como o "pai da fé", mas como um exemplo de humildade, sinceridade e amor ao próximo, sendo descrito como um homem de temperamento pacífico e leal. Sua vida foi marcada por uma profunda confiança em Deus e por atitudes de servidão.

Exemplos da Humildade e Sinceridade de Abraão:

Hospitalidade Genuína: Ao receber três visitantes (enviados de DEUS, um, o próprio JESUS), Abraão, mesmo sendo um homem importante, correu para atendê-los, demonstrando ausência de orgulho e disposição para realizar tarefas humildes. Se ajoelho e ditou em terra diante de JESUS.

Oração Humilde: Em sua intercessão, especialmente no episódio de Sodoma e Gomorra, Abraão mostrou-se muito humilde diante de Deus, reconhecendo sua pequenez (chamando-se de "pó e cinza").

Relacionamento com Ló: Ao evitar conflitos com seu sobrinho Ló, Abraão demonstrou abnegação e humildade, priorizando a paz em vez de seus próprios direitos.

Integridade na Compra da Cova de Macpela: Após a morte de Sara, ele recusou receber o local de sepultamento como presente, insistindo em pagar o preço justo, o que reflete sua honestidade e sinceridade em seus negócios. Também não aceitou ser pago ou receber presentes por sua vitória contra reis, era dizimista fiel.

Obediência e Fé: Abraão demonstrou sua sinceridade ao estar disposto a oferecer seu filho Isaque, mostrando que sua entrega a Deus era absoluta.

A humildade de Abraão foi uma virtude chave que chamou a atenção de Deus, permitindo que ele fosse um canal de bênçãos na história, conforme destacado na Bíblia. Sua fé é exemplo para todos nós e está registrada em Hebreus 11.





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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Genesis - Série Cultura Bíblica - Derek Kidner

Estudo de Gênesis 23: Esboço e Comentário Bíblico

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 Wh, Família Cristã Church, Cajamar, SP - YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 7, CPAD, Uma Prova de Fé, A Entrega de Isaque, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV


domingo, 3 de maio de 2026

LIÇÃO 06 - A NASCIMENTO DE ISAQUE.

 

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II



                TEXTO ÁUREO

"Haveria coisa alguma difícil ao Senhor? Ao tempo determinado, tornaria a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho." (Gn 18.14)


                VERDADE PRÁTICA

Deus é Onipotente e não há nada que Ele não possa realizar segundo a sua vontade.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 21. 1-7


                    INTRODUÇÃO


Para Deus nada é impossível! Em sua onipotência, diz Strong, “Ele pode fazer tudo o que Ele quer; mas não quer fazer tudo o que Ele pode”. No caso de Abraão, mesmo sendo sua esposa estéril; e ele em idade muito avançada, Deus lhe pro meteu que faria dele “uma grande nação” (Gn 12.2). Promessa semelhante Deus fez a Sarai, quando mudou seu nome para Sara: “Porque eu a hei de abençoar e te hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela” (Gn 17.16).

 Alguém deve ter dito: “Não acredito que uma idosa de noventa anos, casada com um idoso de cem anos, possa ter filho”. Sara também já se revelera descrente. Foi um fato muito estranho para todos os que tomaram conhecimento de sua gravidez. Mesmo que fosse nos dias atuais, certamente seria notícia extraordinária em todos os meios de comunicação, especialmente na televisão ou nas redes sociais. Nove meses depois, não sabemos em que parte do dia, se pela manhã, à tarde, ou durante a noite, ouviu-se um choro de criança recém-nascida na tenda de Abraão. Admirada e feliz, ela disse: “[...] Deus me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo. 

Disse mais: 

Quem diría a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?” (Gn 21.6-7). Mesmo sem qualquer meio de comunicação, a inusitada notícia se espalhou. As pessoas provavelmente diziam: “Incrível! Dona Sara, que era estéril, teve um filho com seu esposo, de cem anos!”. Abraão, também feliz e grato a Deus, tomou todas as providências que lhe cabiam, depois do nascimento único e singular na história de Israel. “E chamou Abraão o nome de seu hlho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque. E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado” (Gn 21.3-4).



                I.     AS CONSEQUÊNCIAS DA IMPACIÊNCIA DE SARA


1.    O nascimento e o nome do filho da promessa      -     A primeira providência que o velho pai tomou foi dar o nome do seu filho conforme Deus havia instruído em Gênesis 17.19. “E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque” (Gn 21.3). Isaque, no hebraico, significa “riso”; certamente porque, ante a situação de sua velhice e a de Sara, a ideia de terem um filho causava riso. Abraão riu-se (Gn 17.17); Sara, de igual modo, também se riu, com a ideia prometida por Deus de que seria mãe aos 90 anos (Gn 18.12-14). 

Isaque nasceu de acordo com a promessa de Deus. O Senhor visitou Sara em misericórdia, como havia dito. [...] Observe que nenhuma palavra de Deus cairá por terra. Pois ele é fiel ao que prometeu, e a fidelidade de Deus é o sustento e o suporte da fé do seu povo. A segunda providência de Abraão foi circuncidar Isaque. “E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado” (Gn 21.4). Como já vimos, a circuncisão foi o sinal visível, exigido por Deus, para todo macho, aos oito dias de nascido (Gn 17.10-14). O velho patriarca tinha consciência do grande significado do pacto que Deus fizera com ele e com sua esposa. E a circuncisão era uma marca para toda a vida.


2.     Ismael zomba de Isaque    -    Segundo Gênesis 21, não foi o nascimento de Isaac que causou problemas; era seu crescimento. Quando Isaac nasceu, Agar e seu filho Ismael não se importaram muito. Mas depois que Isaac cresceu, Ismael começou a zombar dele (v. 9). No sentido bíblico, isso significa que Ismael estava perseguindo Isaac. Deus chegou a considerar a perseguição de Isaac por Ismael como o início da perseguição de quatrocentos anos contra seu povo (15:13; Atos 7:6). A zombaria de Ismael era algo sério porque Isaac era a semente ordenada por Deus e Ismael era a falsificada. O falsificado sempre odeia os ordenados. Nós, a semente ordenada, somos odiados pelos falsificados. Como Paulo diz em Gálatas 4:29, "Mas assim como aquele que nasceu segundo a carne perseguiu o que nasceu segundo o Espírito, assim também é agora." O crescimento de Isaac incitou essa perseguição.


3.    Sara pede a expulsão de Agar e Ismael    -     Sara, aquela que representava a graça, não tolerou a zombaria de Isaac por Ismael e disse: "Expulsem esta escrava e seu filho: pois o filho dessa escrava não será herdeiro com meu filho, nem mesmo com Isaque" (v. 10). Quando li esse versículo quando jovem, não concordei com Sarah, achando que ela era ciumenta e injusta. Foi ela quem propôs a Abraão que ele tivesse um filho com Hagar e agora lhe diz para expulsar Hagar e Ismael. Segundo minha compreensão juvenil, eu teria expulsado Sarah. Mas um dia, enquanto eu pensava assim, Deus me repreendeu. Naquele dia, eu argumentava a favor de Agar e Ismael e simpatizava com Abraão, pois "a coisa era muito grave aos olhos de Abraão por causa de seu filho" (v. 11).

 Embora eu achasse que Abraão deveria ter respondido a Sara, dizendo que ela era cruel, ele não disse nada a ela. Antes, Deus entrou e disse a Abraão: "Não seja grave aos teus olhos por causa do jovem e por causa da tua escrava; em tudo o que Sarah te disse, ouça sua voz; pois em Isaac será chamado a tua linha" (v. 12). O Juiz Celestial tomou a decisão final, dizendo que ele fizesse o que Sarah pediu. Apenas Isaac, não Ismael, deveria ser contado como a semente. Embora Abraão tenha falhado com Deus no capítulo vinte, ele foi rápido em obedecê-lo no capítulo vinte e um. O versículo 14 diz que Abraão se levantou cedo pela manhã e enviou Agar e Ismael em seu caminho.

Precisamos ver o significado espiritual da expulsão de Agar e Ismael. Como todos os cristãos, você tem tentado fazer o bem desde o dia em que foi salvo. Mas Deus tratou de você, e muitas vezes você foi disciplinado e cortado. Se você é um irmão casado, Deus sem dúvida usou sua esposa como faca para cortar sua vida natural. Toda esposa é uma faca afiada na mão divina. Muitos maridos cristãos só podem ser tratados e disciplinados cuidadosamente cortando a faca da esposa. Nenhum marido pode escapar disso. Fico feliz em ver que, nas igrejas locais, Deus usou as facas para esposa para lidar com a vida natural dos irmãos. Dessa forma, nós, irmãos, aprendemos a lição de odiar nossa vida natural e todas as coisas boas que podemos produzir de nós mesmos.


                  II.    ABRAÃO TEM QUE TOMAR UMA ATITUDE


1.    Isaque é desmamado    -    De acordo com os costumes judaicos, o momento em que uma criança é desmamada é motivo de comemoração. Uma criança desmamada sobreviveu ao estágio frágil da infância e agora pode comer alimentos sólidos em vez de ser amamentada pela mãe.


Em Gênesis 21:8, lemos: "Isaque cresceu e foi desmamado. Nesse dia em que o menino foi desmamado, Abraão deu um grande banquete." Embora Ismael tenha rido da comemoração (Gênesis 21:9), os pais de Isaque consideraram esse evento uma ocasião importante. Eles tinham um filho que havia sobrevivido à fase mais difícil da infância e que agora podia comer por conta própria.

As altas taxas de mortalidade infantil existiam nas culturas antigas. Um dos motivos das famílias numerosas era o fato de que muitas crianças pequenas não viviam até a idade adulta. Devido aos riscos que os bebês corriam, a comemoração do desmame de uma criança era uma parte natural e importante da cultura. Se a criança tivesse se desenvolvido além da necessidade do apoio físico da mãe, ela teria alcançado um novo estágio da vida que aumentava muito a probabilidade de ter boa saúde.

Atualmente, a tradição judaica continua a prática de celebrar o desmame de uma criança. O Salmo 104 é frequentemente lido durante esse período; parte desse salmo diz: "Bendiga, minha alma, o Senhor! Senhor, Deus meu, como tu és grandioso! Estás revestido de glória e majestade, coberto de luz como de um manto. Tu estendes o céu como uma cortina, pões nas águas o vigamento da tua morada, tomas as nuvens por carruagem e voas nas asas do vento. Fazes a teus anjos ventos e a teus ministros, labaredas de fogo" (Salmo 104:1-4).

2.   A zombaria     -     A cena começa com uma festa. O desmame de uma criança, geralmente por volta dos três anos de idade na cultura antiga, era um marco significativo, um sinal de que a criança havia superado a fase mais vulnerável da vida. Abraão celebra com um grande banquete, honrando a Deus por Seu milagre.

No meio desta celebração, contudo, a semente do conflito, plantada anos antes pela impaciência e pela solução humana (Gênesis 16), germina. Sara vê Ismael, agora um adolescente, “zombando” de Isaque. A palavra hebraica aqui é מְצַחֵק (metsacheq), que tem a mesma raiz do nome de Isaque (יִצְחָק - Yitschaq, que significa "ele ri"). Este não era um gracejo inocente de criança. O contexto e a reação de Sara sugerem um escárnio, uma zombaria maliciosa, talvez até mesmo uma reivindicação de primogenitura e herança. Ismael, o filho segundo a carne, estava escarnecendo do filho da promessa.

A reação de Sara é imediata e dura. Ela exige que Abraão expulse Hagar e Ismael. Sua motivação é clara: “porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque”. Embora sua atitude possa parecer impulsionada pelo ciúme, o Novo Testamento revela que sua ação estava alinhada com o propósito de Deus. Ela agiu para proteger a santidade da herança prometida.


3.    A tristeza de Abraão    -    A cena começa com uma festa. O desmame de uma criança, geralmente por volta dos três anos de idade na cultura antiga, era um marco significativo, um sinal de que a criança havia superado a fase mais vulnerável da vida. Abraão celebra com um grande banquete, honrando a Deus por Seu milagre.

No meio desta celebração, contudo, a semente do conflito, plantada anos antes pela impaciência e pela solução humana (Gênesis 16), germina. Sara vê Ismael, agora um adolescente, “zombando” de Isaque. A palavra hebraica aqui é מְצַחֵק (metsacheq), que tem a mesma raiz do nome de Isaque (יִצְחָק - Yitschaq, que significa "ele ri"). Este não era um gracejo inocente de criança. O contexto e a reação de Sara sugerem um escárnio, uma zombaria maliciosa, talvez até mesmo uma reivindicação de primogenitura e herança. Ismael, o filho segundo a carne, estava escarnecendo do filho da promessa.

A reação de Sara é imediata e dura. Ela exige que Abraão expulse Hagar e Ismael. Sua motivação é clara: “porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque”. Embora sua atitude possa parecer impulsionada pelo ciúme, o Novo Testamento revela que sua ação estava alinhada com o propósito de Deus. Ela agiu para proteger a santidade da herança prometida.



                III.     AGAR E ISMAEL, DEIXAM A CASA DE ABRAÃO


1.    Abraão despede Agar e Ismael    -    Foi um dia muito triste para Abraão. Diz a Bíblia: “Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e tomou pão e um odre de água, e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela foi-se, andando errante no deserto de Berseba” (Gn 21.14).4 Ele não deve ter dormido bem. Durante a noite, sua mente estava inquieta. Pensando em ter que ver sua esposa secundária, mãe do seu primogênito, ir embora, com o seu filho, sem ninguém para acompanhá-los, sem proteção nenhuma, em direção ao deserto. A Bíblia não diz, mas ele deve ter chorado ante aquela tão desagradável situação. 


2.     Agar e Ismael no deserto de Berseba    -     No clímax do desespero, uma verdade gloriosa é revelada: “E ouviu Deus a voz do menino”. O nome de Ismael (יִשְׁמָעֵאל - Yishma'el) significa "Deus ouve". Aqui, Deus demonstra a verdade contida em seu nome. Mesmo no deserto, rejeitado da casa da promessa, o clamor de um jovem em aflição alcança os céus.

O Anjo do Senhor, uma teofania pré-encarnada de Cristo, fala a Hagar, assim como fizera em Gênesis 16. Ele a conforta, ordena que ela se levante e cuide do filho, e reitera a promessa de que ele se tornaria uma grande nação. Então, ocorre o milagre: “Deus abriu-lhe os olhos, e viu um poço de água”.

É crucial notar que o texto não diz que Deus criou um poço, mas que Ele abriu os olhos de Hagar para que ela visse o que já estava lá. A provisão divina estava presente o tempo todo, mas o desespero e as lágrimas a cegaram. Que lição poderosa para nós! Muitas vezes, em nossos desertos, a provisão de Deus está ao nosso alcance, mas precisamos que Ele abra nossos olhos espirituais para enxergá-la.

O trecho se encerra com uma declaração simples, mas profunda: “E era Deus com o menino”. Deus cumpriu Sua promessa. Ismael sobreviveu, cresceu, tornou-se um homem forte e se estabeleceu no deserto de Parã, dando origem a um grande povo, conforme a palavra do Senhor.


3.    Deus ouviu a voz de Ismael     -     Somente Agar podería ouvir a sua própria voz, o seu clamor, e a voz do menino, mas nada podia fazer. Porém o Deus de Abraão, que não dorme nem cochila (SI 121.4), ouviu dos céus o choro lastimoso de Ismael, que olhava para sua mãe, aflita, sem poder fazer nada em seu favor; talvez pensou que o fim era chegado. Mas Deus chegou com a resposta.

E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o Anjo de Deus a Agar desde os céus e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do rapaz desde o lugar onde está. Ergue-te, levanta o moço e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação. E abriu-lhe Deus os olhos; e viu um poço de água, e foi-se, e encheu o odre de água, e deu de beber ao moço. E era Deus com o moço, que cresceu, e habitou no deserto, e foi flecheiro. E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito. (Gn 21.17-21)

Cumpriu-se o que diz o Salmo 46: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (SI 46.1). Agar jamais esperava uma providência para mudar a triste e perigosa situação em que fora obrigada a viver ao lado de seu filho. Mas, por amor a Abraão e de sua semente, o Altíssimo chegou com conforto, amor e proteção. Ele ouviu a voz do menino, na verdade, um adolescente. Além de ouvir a voz de Ismael, o Anjo de Deus mandou a providência mais urgente. Providenciou água para ambos. Agar “viu um poço de água, e foi-se, e encheu o odre de água, e deu de beber ao moço”, e deve ter bebido também. Deus não apenas os socorreu, na aflição em que se encontravam, mas lhes repetiu a promessa feita a Abraão: “Ergue-te, levanta o moço e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação” (Gn 21.18). Nem Ismael nem Agar morreram no deserto de Berseba. Ismael “cresceu, e habitou no deserto, e foi flecheiro. E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito” (Gn 21.20-21).




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

Endereço da igreja Rua Formosa, 534 – Boa Vista - Suzano SP.

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

A ZOMBARIA DE ISAAC POR ISHMAEL

Qual era o significado de desmamar uma criança na Bíblia (Gênesis 21:8)? | GotQuestions.org/Portugues

EBD NA TV - Pr. Henrique, 99-99152-0454 Wh, Família Cristã Church, Cajamar, SP - YouTube @PrHenrique: Escrita Lição 6. CPAD, O Nascimento de Isaque, 2Tr26, Com. Extras Pr. Henrique, EBD NA TV



sábado, 25 de abril de 2026

LIÇÃO 05 - O JUÍZO CONTRA SODOMA E GOMORRA.

Pb. Junio - Congregação Boa Vista II


                    TEXTO ÁUREO

'Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez." (Gn 18.32)


                    VERDADE PRÁTICA

Deus é misericordioso e dá tempo para o arrependimento, mas, quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Gênesis 18. 23-32



                        INTRODUÇÃO



Principais Aparições do Anjo do Senhor:

Agar (Gênesis 16:7-14): A primeira aparição registrada, onde o Anjo promete multiplicar sua descendência e Agar o identifica como "DEUS que me vê".
Abraão (Gênesis 22:11-18): Impede o sacrifício de Isaque e renova a promessa da aliança, falando como o próprio DEUS.
Moisés (Êxodo 3:2-6): Aparece na sarça ardente como uma chama de fogo, identificando-se como "o DEUS de Abraão, Isaque e Jacó".
Israel em Boquim (Juízes 2:1-4): O Anjo repreende os israelitas por desobediência e quebra da aliança.
Gideão (Juízes 6:11-24): Aparece debaixo do carvalho em Ofra, chamando Gideão para libertar Israel, sendo identificado como o Senhor.
Manoá e sua Esposa (Juízes 13): Anuncia o nascimento de Sansão, Ele aparece descrevendo seu nome como "maravilhoso".
Balaão (Números 22:22-35): Intercepta o profeta Balaão em seu caminho com uma espada desembainhada.
Josué (Josué 5:13-15): Apresenta-se como "Príncipe do exército do Senhor" antes da batalha de Jericó.
Elias (1 Reis 19:5-8): Alimenta o profeta Elias durante sua fuga para o monte Horebe.
Zacarias (Zacarias 1:11-12; 3:1-6): Intercede por Jerusalém e purifica o sumo sacerdote Josué, representando a restauração divina.

Características Principais:Identidade: Diferente dos anjos comuns, o Anjo do Senhor fala em primeira pessoa como DEUS, aceita adoração e intercessão e realiza feitos divinos, indicando ser uma manifestação do próprio DEUS, muitas vezes visto como o "CRISTO pré-encarnado," conforme discutido em análises bíblicas.
Significado: A expressão, que aparece dezenas de vezes, denota o mensageiro que é também o representante direto da divindade.
Frequência: As visitas focam em momentos históricos cruciais para o progresso da revelação.



Abraão orou fervorosamente por seu sobrinho Ló e sua família e para que aquelas cidades fossem salvas da destruição junto com seus habitantes, se tão-somente fossem encontrados nela uns poucos justos (50 ou menos). Vejamos e Aprendamos com ele quanta compaixão devemos sentir pelos pecadores, e quão fervorosamente devemos orar a favor deles. Aqui vemos que a ora­ção eficaz do justo pode muito em seu efeito. Sem dúvida, Abraão fracassou em seus pedidos a favor do lugar como um todo, porém Ló foi milagrosamente salvo junto com duas filhas (a esposa não fi porque olhou para trás). Então, devemos incentivar a todos a esperarem, através da oração fervorosa, a bênção de DEUS para as nossas famílias, nossos ami­gos e vizinhos. Com esta finalidade, devemos não somente orar, mas viver como Abraão. Ele sabia que o juiz de toda a terra faria justiça. Abraão não pede, nesta passagem, que o mau fosse salvo por si mesmo, nem porque fosse cruel destruí-lo, mas por amor aos justos que poderiam estar entre eles. Somente a justiça pode ser um argumento diante de DEUS.

Então, como foi que CRISTO intercedeu a favor dos transgressores? Sem culpar a lei divina nem alegar a fraqueza ou escusar a culpa humana, ofereceu a sua própria obediência até a morte. […] Todo o povo de Sodoma era mau e vil. Portanto, foi tomado o cuidado de salvar Ló e a sua família. Ló se demorou, agiu frivolamente. Assim, pois, muitos que estão convictos de seu estado espiritual e da necessidade de uma mudança, retardam esta obra tão necessária. A salvação dos homens mais justos ocorre por misericórdia de DEUS, e não pelos méritos deles. Somos salvos pela graça. O poder de DEUS deve também ser reconhecido, quando Ele retira almas de um estado de pecado. Se DEUS não tivesse sido misericordioso para conosco, a nossa demora teria sido a nossa ruína.




                I.      OS ANJOS VISITAM ABRAÃO


1.    Abraão recebe a visita dos anjos do Senhor     -    Eram três “varões”. Por que Abraão se dirige a eles e diz “Meu Senhor, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo”? Certamente, Deus lhe fez sentir que não eram visitantes humanos, e sim enviados dos céus. Mas o senti mento humano prevaleceu, e lhes ofereceu água para lavarem os pés, e pão para eles; e os anjos disseram que fizesse o que havia proposto. Ao lado de Sara, providenciou uma deliciosa refeição, que incluiu bolos, manteiga e leite, além de um gostoso churrasco, de “uma vitela tenra e boa”. E os anjos comeram e devem ter gostado muito daquela refeição. Ou seja: os anjos de Deus, algumas vezes, para cumprirem determinadas missões junto aos homens, assumiram a aparência antropomórfica, forma de homem, e se comportaram como homens, inclusive se apropriando de alimento. No desenvolvimento desse texto, veremos mais aspectos interessantes da visita dos mensageiros de Deus.


2.    A hospitalidade de Abraão     -      Em Gênesis 18, Abraão recebe três visitantes misteriosos (o Senhor JESUS e dois anjos) nos carvalhais de Manre. Demonstrando extrema hospitalidade oriental e seu conhecimento espiritaual, identificando  que seus visitantes não  eram da terra, ele corre ao encontro deles, oferece água para lavar os pés e prepara uma refeição generosa (vitela). A visita confirma a promessa de que Sara daria à luz Isaque. 

A Hospitalidade de Abraão (Gênesis 18:1-15)

  • O Encontro: Durante o calor do dia (provavelmente ao meio-dia), sentado à porta da tenda, Abraão vê três homens. Ele imediatamente se curva e os convida a descansar e comer.
  • Ação Imediata: Abraão apressa-se e pede a Sara que prepare pão, enquanto ele escolhe um bom bezerro e separa a vitela para a refeição (melhor corte), demonstrando honra aos visitantes.
  • Serviço: Abraão não apenas serve a refeição, mas fica de pé ao lado deles sob a árvore enquanto comem.
  • A Promessa: Um dos visitantes (o Senhor JESUS) reafirma que Sara terá um filho no ano seguinte.
  • O Riso de Sara: Sara, ouvindo atrás da porta da tenda, riu por dentro devido à sua idade avançada, mas foi confrontada pelo Senhor, que declarou: "Há alguma coisa difícil ao Senhor?".
  • Significado: Este ato é considerado um exemplo bíblico ímpar de hospitalidade, frequentemente hoje está associado a receber mensageiros divinos sem saber. 

“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos”. Hebreus 13:2

O relato destaca a presteza de Abraão em servir, a cultura de acolhimento ao estrangeiro e a confirmação divina do pacto. Para ler o relato bíblico completo, consulte o texto em Gênesis 18.



3.    O riso de Sara     -         Não é de admirar que Sara tenha rido. Abraão já houvera rido diante de Deus, aos 99 anos, quando Deus lhe renovou o seu pacto de que seria “pai da multidão de nações” (Gn 17.5). Mas o seu riso fora apenas no seu interior. Sara, porém, talvez mais expansiva, “riu-se consigo”, e os anjos perceberam seu riso.

  • A Negação e o Significado: Com medo, Sara negou ter rido, mas foi confrontada. O riso, inicialmente de dúvida, transforma-se após o cumprimento da promessa em Gênesis 21:1-7, quando Sara diz: "DEUS me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo".
  • Isaque: O filho nascido dessa promessa foi chamado de Isaque, cujo nome significa "riso", simbolizando a transformação da descrença em alegria. 

Essa narrativa enfatiza o poder de DEUS acima das limitações humanas e a fidelidade às promessas. Para saber mais, veja o relato completo em Gênesis 18 e  concretização da promessa em Gênesis 21. 



                II.     DEUS ANUNCIA SEUS PLANOS A ABRAÃO


1.     O anúncio da destruição     -      A misericórdia de Deus é muito grande. Sua longanimidade supera a de todas as pessoas, como expressão do seu imenso amor. A Bíblia fala sobre cinco cidades que se tornaram mal ditas por causa de sua pecaminosidade. Eram elas: Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Zoar. Elas situavam-se na campina do Jordão, região escolhida por Ló, sobrinho de Abraão, para sua morada (Gn 13.12-13). A corrupção de Sodoma e de Gomorra agravou-se diante do Senhor: “Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito” (Gn 18.20). Os habitantes de Sodoma e Gomorra envolviam-se com todo tipo de pecado. Mas, dentre eles, se destacava a homossexualidade, pecado gravíssimo, considerado “abominação ao Senhor”, punido com pena de morte na antiga aliança (Lv 18.22;20.13). E Deus resolveu destruir da face da terra aquelas cidades. 

Quando Ló recebeu dois anjos em sua casa, para o tirar de Sodoma antes da destruição, os homens da cidade cercaram a casa de Ló, para que ele mandasse sair os anjos para que “os conhecessem”. Não era para conhecê-los socialmente, mas para terem relações com eles! Era muito grande a depravação entre os habitantes daquelas cidades. Ao que parece, os homens deixaram de ter interesse sexual pelas mulheres e se voltaram para a prática abominável da homossexualidade.


2.    O pecado leva à destruição     -     Segundo o relato bíblico em Gênesis, a destruição de Sodoma e Gomorra foi causada pela extrema maldade, corrupção, orgulho e falta de hospitalidade de seus habitantes (Glutonaria, embriaguez, prostituição, adultério, homossexualidade)O pecado intenso e a falta de arrependimento levaram ao julgamento divino, resultando em destruição total por fogo e enxofre. 

Principais Aspectos da Destruição:

  • Pecados Citados: A Bíblia menciona "pecado agravado", promiscuidade e, em Ezequiel 16:49, destaca-se o orgulho, a fartura, a falta de ajuda aos pobres e o desprezo pelos necessitados.
  • O Incidente de Ló: A tentativa de violência (queriam sexo com aqueles anjos-homens) contra os anjos enviados a Ló é o ápice narrativo da corrupção local.
  • A Justiça Divina: A narrativa serve como exemplo bíblico da paciência de DEUS que chega ao limite diante da persistência no pecado.
  • Consequências: A destruição foi repentina e total, frequentemente citada como um exemplo de julgamento. 

O episódio, detalhado em Gênesis 18-19, é amplamente debatido, com perspectivas que variam entre a imoralidade geral e a falta de hospitalidade. A historicidade e o pecado central são interpretados de diversas formas, incluindo o orgulho descrito em Ezequiel 16:49.

Alguém, ignorantemente, diz que não há pecado grande ou pequeno. “Tudo é pecado”. Porém, podemos ver, na Bíblia, que há pecados com consequências maiores ou menores. No ministério terreno de Jesus, Ele considerou três cidades em situação de pecados maiores que os de outras. Duas dessas cidades são Corazim e Betsaida, a quem Jesus considerou viverem em pecados tão grandes que disse: “[...] se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido com pano de saco grosseiro e com cinza. Por isso, eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no Dia do Juízo, do que para vós” (Mt 11.21-22, grifo nosso). Ou seja: os pecados cometidos em Tiro e Sidom mereciam menos castigo do que os cometidos em Corazim e Betsaida, tendo elas sido alcançadas por grandes sinais ou prodígios operados por Jesus. 

No mesmo trecho do Evangelho, Jesus se referiu a uma terceira cidade, cujos pecados foram tão graves, ou maiores, do que os praticados em Sodoma. Ele disse: E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. Porém eu vos digo que haverá menos rigor para os de Sodoma, no Dia do Juízo, do que para ti” (Mt 11.23,24, grifo nosso). Tal declaração de Jesus não quer dizer que os pecados de Sodoma foram menores do que os de Cafarnaum, e sim que, diante dos sinais e prodígios que se operaram em Cafarnaum, se os mesmos houvessem sido operados em Sodoma, ela não teria sido destruída com a tão terrível catástrofe que a eliminou da face da terra, juntamente com mais quatro cidades.


Os homens de Sodoma queriam abusar sexualmente dos hóspedes de Ló. Algumas traduções amenizam o trecho substituindo a palavra “abusemos” pela palavra “conheçamos”, o que dá margem a outras interpretações. A verdade é que não é possível dessexualizar a expressão nesse contexto. Nitidamente, era uma tentativa de cometer imoralidade sexual. Haviam perdido todo recato, decência e vergonha, pois suas ações ocorriam em plena praça pública. Agiam como um bando desenfreado de animais selvagens. Os diques morais foram rompidos naquela sociedade.



O pecado daquelas cidades ultrapassou todos os limites imagináveis, os quais não se limitavam ao homossexualismo. Isaías associa o pecado de Sodoma e Gomorra à injustiça social; Ezequiel relaciona a perversão das cidades à exploração dos pobres, soberba e abundância de ociosidade. Por sua vez, Jeremias ressalta a imoralidade geral e o incentivo aos malfeitores (Is 1.9,15-17; Ez 16.46-51; Jr 23.14). O bem havia se tornado raro e impotente diante da escalada do mal. Será que nossa sociedade é diferente?


3.     A intercessão    -    “Longe de ti o fazeres tal coisa, matares o justo com o ímpio, como se o justo fos­se igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o Juiz de toda a terra?”

DEUS busca e espera por intercessores. Intercessão é a mais profunda dimensão de oração que conhecemos. Geralmente é um ministério pouco valorizado e incentivado, talvez por não oferecer visibilidade. Ninguém oferece credenciais para intercessores. Intercessão é um bom critério para medir a profundidade da nossa espiritualidade.
Crentes infantis oram apenas por si o tempo todo. Só gente amadurecida ora pelos outros. A grandeza de Abraão é revelada aqui: ele ora e intercede por uma ímpia cidade onde ele sequer morava; Ló, habitante de Sodoma, também faz o mesmo (2 Pe 2.7-8). Abraão é um homem que está livre do juízo destinado às cidades ímpias, mas se condói e clama por aqueles que vão enfrentá-lo. Ele não ora apenas por seus parentes, mas pela cidade inteira; não pede que sejam separados os inocentes e que os pecadores sejam deixados para morrer.

Em sua intercessão, Abraão apresenta seis pedidos pelos possíveis moradores inocentes e, diante daquela possibilidade, DEUS sempre responde: “não destruirei”. A des­truição não traz prazer ao Senhor, pois seu propósito é perdoar. DEUS estava disposto a poupar a cidade inteira se ali encontrasse ao menos dez justos (50-45-40-30-20-10). Quanta diferença uma igreja, mesmo de poucos membros, pode fazer numa cidade. Abraão não exige nada, apenas súplica com o coração dolorido. Nós somos assim? É normal vermos os cristãos indignados diante do mal, inclusive endossando campanhas por maior severidade nas leis, mas oramos compassivamente pelos maldosos? Se dependesse unicamente das nossas orações o que seria da nossa cidade? Que DEUS levante um exército de intercessores em nossa geração!




Pontos-chave da Intercessão de Abraão:

O Contexto: DEUS revelou a Abraão seus planos de destruir Sodoma e Gomorra devido à grave impiedade ali vigente, o que gerou a urgência de Abraão em interceder por Ló.


O Diálogo com DEUS: Abraão, com humildade e ousadia, iniciou uma negociação, perguntando: "Destruirás o justo com o ímpio?". Ele reduziu o número de justos necessários de 50 para 10, demonstrando persistência.


A Motivação: A intercessão foi motivada pelo amor ao seu sobrinho Ló e sua família, que residiam na cidade.


Resultado e Resgate: A oração de Abraão foi atendida. DEUS, lembrando-se de Abraão, enviou anjos para retirar Ló, sua esposa e suas duas filhas de Sodoma antes da destruição..

Esse episódio ilustra a importância da intercessão baseada na comunhão íntima com DEUS e no conhecimento de seus propósitos.



                III.     A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA


1.    Deus "é fogo consumidor"     -     Mathew Henry narra a destruição dessas cidades da seguinte forma: 

Nunca houve nada como ela, nem antes, nem de pois. O inferno choveu, do céu, sobre as cidades. Fogo e enxofre, e um vento tempestuoso, esta é a porção do seu copo (SI 11.6). Não um relâmpago, que é suficientemente destrutivo quando Deus lhe dá esta comissão, mas uma chuva de relâmpagos. Espalhou-se enxofre sobre as suas habitações (Jó 18.15), e então o fogo os devastou. Deus podería tê-los afogado, como fez no mundo antigo. Mas Ele desejava mostrar que tinha muitas flechas em sua aljava.

O amor de Deus pela humanidade é tão imenso que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo não encontrou palavras na linguagem do Novo Testamento para defini-lo, quando disse: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Porém, sua justiça não é menos indescritível. Na Bíblia está escrito: “Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus” (SI 9.17). 

Comete um grave erro contra a verdade aquele que diz que “Deus é amor” e a ninguém exclui. Sim, Deus é amor! Seu amor é inclusivo a todos, no plano da salvação; é para toda a humanidade, para “todo aquele que nele crê”, mas essa condição é indispensável. Só é salvo quem crê e obedece à sua Palavra, vivendo em santidade e santificação. Está escrito: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Diz ainda a Palavra de Deus: “[...] como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pe 1.15). O amor de Deus é includente para todo o que nEle crê; mas é excludente para quem rejeita a sua Palavra.


2.    Uma catástrofe sem igual     -     Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos Lucas 17:29

Então o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra; Gênesis 19:24

O Pecado de Sodoma e Gomorra


A destruição é frequentemente citada como um castigo por "relações sexuais antinaturais" (referência à tentativa de assédio aos anjos que visitaram Ló) e por uma conduta perversa, incluindo inospitalidade violenta. Ezequiel 16:49 adiciona contexto ao mencionar que a iniquidade incluía: Soberba e orgulho.
Fartura de pão e ociosidade.
Falta de auxílio aos pobres e necessitados.

(Glutonaria, embriaguez, prostituição, adultério, homossexualidade).

A Catástrofe e a Salvação de Ló


DEUS enviou mensageiros (2 anjos) para salvar Ló, sobrinho de Abraão, e sua família, pois eram considerados justos em comparação ao restante da população. A esposa de Ló, no entanto, foi transformada em uma estátua de sal ao olhar para trás durante a fuga, desobedecendo a ordem divina (provou não estar convertida a DEUS – amava Sodoma).

Interpretação e Arqueologia Significado Teológico: A história é usada no Novo Testamento como um exemplo eterno do julgamento de DEUS sobre o pecado.


Arqueologia:
Alguns arqueólogos, como Steven Collins, sugerem que o sítio arqueológico de Tall el-Hammam, na Jordânia, pode ser a localização de Sodoma, argumentando que evidências de uma destruição por calor extremo (uma possível explosão aérea) coincidem com o relato bíblico, embora esta teoria não seja universalmente aceita na comunidade arqueológica.


3.     Transformada em estátua de sal     -  A história bíblica de Gênesis 19 relata que a mulher de Ló desobedeceu à ordem divina de não olhar para trás ao fugir da destruição de Sodoma e Gomorra. Ao olhar para a cidade, ela foi instantaneamente transformada em uma estátua de sal, simbolizando a desobediência, o apego ao passado e as consequências de ignorar as advertências de DEUS.

A Ordem: Anjos ordenaram que Ló e sua família fugissem sem olhar para trás.
A Desobediência: A esposa de Ló, movida por saudade ou curiosidade, olhou para trás durante a destruição.
O Resultado: Ela virou uma estátua de sal (ou coluna de sal).
Significado Espiritual: É usada como um alerta contra o apego às riquezas e ao mundo, e a importância de seguir em frente na fé.

A passagem é frequentemente citada, inclusive por JESUS (Lucas 17:32), como uma lição sobre a falta de firmeza na fé.


“E a mulher de Ló olhou para trás e converteu-se numa estátua de sal.”

Os valores morais e espirituais de Sodoma e Gomorra estavam num nível muito inferior aos valores materiais. Sequer havia 10 justos ali. As cidades eram prósperas e a região tão fértil que foi comparada ao Jar­dim do Éden (13.10). Por isso mes­mo, a mulher de Ló olhou para trás (a palavra traduzida por “olhou” é “prestar atenção”, “mostrar consi­deração”, “estar comprometida”). Certamente, pensando na perda que representava sair de lá. Sodoma e Gomorra a seduziram com seus apelos mundanos. Sair de Sodoma não foi fácil para Ló e sua família. O mundo é sedutor e está malignamente organizado para atrair o pecador. Como já foi dito, nós só conhecemos o poder de uma cultura quando tentamos mudá-la e só percebemos a força do materialismo e da imoralidade quando decidimos viver de modo simples e na dependência de DEUS. Sem alternativas imediatas, Ló é lento para sair e sua intercessão por Zoar é fruto de inte­resses em preservar sua família (19.20).




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AUTOR: PB. José Egberto S. Junio, formato em teologia pelo IBAD, Profº da EBD. Casado com a Mª Lauriane, onde temos um casal de filhos (Wesley e Rafaella). Membro da igreja Ass. De Deus, Min. Belém setor 13, congregação do Boa Vista 2. 

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Pr. Setorial – Pr. Saulo Marafon.

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         BIBLIOGRAFIA


Bíblia Almeida Século 21
Bíblia de estudo das Profecias

Livro de apoio Homens dos quais o Mundo não era digno - Pr. Elinaldo Renovado - Editora CPAD

Livro: Comentário bíblico de Matthew Henry (4a ed – Rio de Janeiro, CPAD, 2004, pgs. 61-62).